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Entrevista Roberto Lúcio Vieira de
Souza
Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do
Espiritismo
http://www.cvdee.org.br/pf_pubrel.asp?idpf=011
01.Até que ponto devemos responsabilizar as vidas
passadas por doenças com as quais nascemos ou adquirimos ao longo da vida?
Uma doença que não está nos planos da vida da pessoa no momento da
reencarnação, pode ser adquirida ao longo da vida?
Resposta: As
doenças congênitas ou hereditárias são necessariamente fruto do nosso
passado, ou pela necessidade de aprendizado, quando escolhemos um processo
doentio para nosso trabalho de crescimento, ou pela reparação de nossos atos
menos felizes. Ou seja: as doenças previamente marcadas no código genético
têm uma causa anterior. No entanto, as doenças ocasionais, muitas delas
relacionadas com o estágio evolutivo do planeta, não tem relação com o nosso
passado, outras são resultado da nossa invigilância, criando piso orgânico ou
psíquico para tais moléstias.
02.Sou
médica homeopata, espírita e também Terapeuta Floral. Sempre tenho dúvida
quando preciso entrar na Doutrina Espírita para ajudar o paciente, pois não
gosto de misturar religião e profissão. O Sr. Poderia dar sua opinião sobre o
assunto?
Resposta: É
preciso sair do costume acadêmico de ver o homem e a vida de uma forma
fragmentada. Somos seres espirituais estagiando em corpos energéticos mais ou
menos sutis. Toda doença é sinal da escassez evolutiva do ser, tendo como
origem algum dos vícios derivados do egoísmo, assim enquanto não cuidarmos
das verdadeiras causas, estaremos tendo atitudes paliativas. Falar de
transformação moral não necessita um trabalho doutrinador, entretanto, se
vemos necessidade da terapêutica espírita é preciso perceber a abertura do
cliente para a mesma e encaminhá-lo para uma casa espírita e não transformar
o consultório em centro espírita. Podemos também fazer uma orientação de acordo com a crença do próprio cliente (por exemplo: passe - benzeção).
03.Como
é vista a medicina espírita dentro do contexto alopático?
Resposta:
A medicina tradicional não aceita a existência de uma medicina espírita ou
espiritualista qualquer, sendo materialista negam a realidade do espírito.
04.Até
que ponto a tireóide é influenciada pela mediunidade? Qual a função mediúnica
desta glândula e quais as alterações que pode sofrer quando da aproximação de
uma entidade desencarnada? O desequilíbrio no seu funcionamento será sempre
de caráter espiritual?
Resposta:
Não temos informações precisas na literatura espírita sobre o grau de relação
entre mediunidade e tireóide. O certo é que as glândulas endócrinas tem
grande relação com o perispírito, sendo influenciados pela essência
espiritual através da Pineal. Na prática médica tenho observado muitos casos
de mediunidade em desequilíbrio associada a distúrbios tireoideanos, em
especial, hipotireoidismo. Devemos, no entanto, fugir ao radicalismo de que
toda alteração tireoideana tem como causa um distúrbio mediúnico ou uma
disfunção espiritual.
05
.O que representa, espiritualmente falando, um tumor na hipófise?
Resposta:
Sinceramente, não sei precisar relações espirituais com tumores de hipófise.
O certo é que a grande maioria dos tumores são precedidos de um quadro
depressivo e esse tem como origem maior a rebeldia do ser.
06
.O Sr. poderia falar-nos algo a respeito da cura pela fé, à luz da ciência
atual? E ainda indicar-nos livros ou estudos que tratam deste assunto sob
esta ótica?
Resposta: Existem instituições científicas preocupadas com a relação fé e
cura, com isso muitas pesquisas estão sendo patrocinadas por associações
sérias e realizadas por pesquisadores sérios. Os primeiros resultados vem
sendo divulgados por órgãos oficiais e pelas principais revistas e jornais do
mundo, demonstrando a importância da fé nos processos de cura, onde os religiosos
tem processo de recuperação mais rápido ou adoecem menos de certas doenças(
como a depressão e o suicídio).
07
.Hipotireoidismo crônico, provocado por tireoidite de Hashimoto, vem sendo
informada como incurável pelos médicos ortodoxos. Teríamos alguma orientação
direta dentro da visão médico-espírita?
Resposta:
Não temos informação sobre terapêutica específica para a tireoidite de
Hashimoto, entretanto, a fluidoterapia, a prece, a meditação, a transformação
moral serão recursos efetivos para qualquer doente, na presença da fé.
08
.Sou bióloga, com concentração em imuno e microbio. Na atualidade observa-se
avanço tecnológico bastante importante, mas por vezes não é possível manter a
qualidade de vida do paciente terminal, e não é incomum vermos pessoas nas
quais parece que toda condição humana foi retirada, principalmente em doenças
acompanhadas de estigma socio-cultural, como é o caso da AIDS. Isto é grave e
doloroso; porque além da dor física inimaginável há o abandono de parentes,
amigos e por vezes até de alguns maus profissionais. Solicito opinião sobre
eutanásia. Particularmente não sei até onde eu resistiria se privada de
dignidade e humanidade e em meio a um mar de misérias provocadas pela
progressiva descaracterização do nosso corpo e suas funções.
Resposta:
Diz a lei: "não matarás" e diante das nossas dificuldades de
entender os processos divinos para o crescimento individual, é preferível
agirmos de forma respeitosa, evitando um erro de consequência maior para
nossos seres. Sei, porém, que do ponto de vista médico é necessário
entender-se mais profundamente cada situação, não no caso da eutanásia ou da
distanásia mas no fato da ortotanásia.
PS.:
Ortotanásia é quando você deixa a pessoa abandonada, sem assistência
médica(ou a retirando), ficando a mesma à própria sorte, só evitando a dor.
09.De
que forma os médicos espíritas podem contribuir para os que não são Espíritas
terem uma visão melhor do perispírito, já que as doenças ou a grande maioria,
está localizada no perispírito?
Resposta:
Primeiramente, o médico-espírita deve procurar ser um bom profissional,
estudioso e atualizado, de modo que sua linguagem possa ser reconhecida e
respeitada no meio científico, depois deve buscar fazer pesquisas que levem à
conquista desse conhecimento, seja de forma direta ou indireta. Sem tais
propósitos, estaremos fadados ao descrédito.
10.Gostaria
de saber, segundo a doutrina espírita, qual a concepção de doença mental e
qual a proposta de tratamento.
Resposta: Para um grande número de estudiosos da Doutrina Espírita e pelo que
se pode deduzir do seu conteúdo, a doença mental é mais grave
comprometimento, pelo qual o espírito pode viver numa encarnação, já que são
as estruturas mais sutis(do corpo mental) as comprometidas em tais casos. Segundo a colocação de alguns espíritos( entre eles, Emmanuel e André Luiz), os
portadores de transtornos mentais são espíritos que abusaram reiteradamente
da inteligência, agindo como homicidas e suicidas. O tratamento além do
convencionado pela Psiquiatria, consiste num trabalho de transformação moral,
sem o qual qualquer outra atuação será apenas paliativa.
11.O
câncer é uma doença espiritual?
Resposta:
Se considerarmos as causas mais profundas das doenças, o câncer também seria
uma patologia de fundo moral. No entanto, a grande maioria desses processo
resgates são frutos da invigilância das criaturas com suas vidas, procedendo
de forma desregrada e rebelde, produzindo tal propensão na atual encarnação
ou numa posterior.
12.Porque
existem doenças que aparecem e depois desaparecem sem tratamento médico? Eu
pergunto por que tive gota, e desapareceu, tive retrocolite ulcerativa e
sarei com tratamento de cromoterapia.
Resposta:
Existem doenças que são resgates momentâneos ou produzidas por situações
atuais limitadas, que cessadas as necessidades daquela vivência, desaparecem
com ou sem tratamento médico convencional. No caso específico, falou-se da
cromoterapia, que poderia ser uma terapêutica complementar e eficiente (se
aplicada de forma correta).
13.Diz-se
que doença é pausa para meditação, para questionamentos, lição...Quanto mais
difícil, mais longa, é o que necessita aquele espírito, você concorda com
isso? Se a doença é lição, é remédio, qual o papel do médico espírita, qual o
seu posicionamento perante o exercício da medicina?
Resposta:
Nada no Universo, advindo do Criador, pode deixar de ter um caráter
edificador. Assim, também, o é com a doença. Ela não existe como instrumento
de punição como muitos preferem vê-la. Na realidade, é um recurso de
aprendizado, na sábia pedagogia divina, convidando-nos não a perguntar
"por que adoecemos?" mas a formular a adequada questão: "para
que adoecemos?".
O fato de ser um instrumento para aprendizado não significa que, assistindo o
irmão em processo de dor, tenhamos que nos deter a meros espectadores. Cabe
ao doente como aos que lhe rodeiam buscar recursos para minorar a dor (a
inteligência foi nos dada para isso). O médico-espírita deverá, além de agir
como agente aliviador e saneador, auxiliar o paciente a entender o caráter
educador da doença que o aflige.
14.Gostaria
de saber sobre a terrível doença chamada lúpus, pois tenho uma sobrinha de 12
anos cuja doença se manifestou agora. Que relação cármica teria esta doença
com os pais e a própria doente?
Resposta:
Não tenho nenhuma informação específica, no campo médico-espírita, sobre as
causas espirituais do lúpus e a relação dos familiares com o processo. Na
verdade, não existe o acaso e pela gravidade do comprometimento, parece-nos
visível a situação de vidas passadas.
15.Por
que uma pessoa, que foi muito boa nesta vida, tem uma morte tão ruim, como
câncer de pulmão, com tanto sofrimento para ele e a família?
Resposta:
Essa pergunta questiona na realidade a Justiça Divina e sabemos que na
Criação não há erros. Muitas criaturas são preservadas, por um grande espaço
de tempo, numa condição de saúde e harmonia, preparando-se para provas mais
difíceis, relacionadas com posturas de outras encarnações, as quais só podem
ser totalmente compreendidas através de revelações mediúnicas. Aquilo que
parece injustiça, é na realidade oportunidade de fortalecimento para que as
dores e os sofrimentos sejam suportados com maior grandeza do espírito.
16.Baseando-se
em sua experiência acadêmica , qual seria sua opinião, para nos dias atuais,
haver um surto tão grande de doenças que comprometem o sistema nervoso?
Resposta:
São muitos os fatores que se associam para que surjam tantos transtornos no
campo psíquico, sendo esses dos mais diversos tipos. No entanto, do ponto de
vista espiritual, estamos num momento de resgate da Terra, passando por um
processo de transformação, que a elevará a uma categoria de planeta de
regeneração. Para isso, é necessário uma mudança moral na Humanidade, o que
indica pela saída dos que teimam ser rebeldes e o desaparecimento das chagas
morais(o duelo, a escravidão, a prostituição, a guerra e a obsessão).
Entretanto, a Misericórdia Divina não faria isso sem antes da oportunidades a
todos para atender o chamado do Amor. Dessa forma, vemos cada vez mais a presença
de espíritos muito inteligentes mas intensamente comprometidos no campo moral
e esse comprometimento suscita a possibilidade do surgimento dos chamados
transtornos psiquiátricos, em especial, nos que teimam em manter-se
vinculados ao mal.
17.Qual
a visão da doutrina espírita em relação às fobias, mais especificamente a
agorafobia?
Resposta:
Esses processos patológicos são frutos de experiências traumáticas,
geralmente, originadas em outras encarnações e reforçadas na vida atual. No
entanto, essas vivências podem ser as mais diversas, sendo difícil
especificar as causas, como num processo de ação-reação.
18.Transtorno
do Pânico (Síndrome do Pânico) e/ou Transtorno de Ansiedade Antecipatória,
não tem cura, ainda, pela ciência ortodoxa, apenas controle com
antidepressivos e ansiolíticos. Na visão espírita pode ser derivada de
obsessão ou desequilíbrio do corpo perispirítico? A terapia do passe ajuda
muito pouco, o que fazer, com essa doença crônica?
Resposta:
Uma das principais causas do transtorno de pânico, ao nosso ver, são os
traumatismos vividos pelo espírito em momentos de desencarne, ou experiências
de ver-se preso ao corpo físico após a extinção da vida corporal. Assim,
temos tido a orientação e percepção de bons resultados com terapia de regressão
à vivências passadas, a qual deverá ser ministrada por profissionais
competentes e habilitados.
19.O
que o senhor acha do conceito de morte cerebral e sua relação com os
transplantes? Será que a morte cerebral indica realmente morte completa,
mesmo que o coração da pessoa esteja batendo?
Resposta:
O tema encontra-se, no momento, em discussão tanto no meio acadêmico quanto
entre os profissionais espíritas. Existem trabalhos que tem denunciado que os
critérios para definição de morte encefálica não são válidos e que a criatura
poderia retornar a vida normal depois de uma vivência assim. Sabemos que o
processo de desvinculação do corpo físico é bem mais demorado do que a morte
física e, na realidade, o grande problema da doação de órgãos, afora a questão
da eutanásia, é o da disponibilidade de doar-se em favor dos que necessitam.
Precisamos preparar-nos para gestos cada vez mais profundos de solidariedade
e generosidade, como nos afirmava Jesus: "prova de amor maior não há do
que dar a vida pelo irmão."
20.Como
é vista a Depressão na visão Espírita?
Resposta: A depressão ou o mal do século é na realidade um processo de cunho
moral, onde a criatura, no seu processo de relação com o Pai, não aceita as
limitações existentes, querendo para si e para àqueles a quem quer bem
prerrogativas, que ela acredita serem justas. No entanto, desconhecendo as
causas mais profundas das lutas da vida, intimamente, crê-se abandonado pela
divindade e revoltado opta por uma não vida; pois a depressão em sua
sintomatologia é a própria negação do viver, chegando ao extremo da
negatividade que é o suicídio.
É importante diferenciar a depressão dos momentos de tristeza, os quais são
naturais e têm como função convidar a criatura a voltar-se para si mesma,
identificando o que está lhe acontecendo e o que é necessário fazer ou mudar
para que a vida flua com maior tranqüilidade.
21.Como
podemos diferenciar uma doença meramente física de uma doença da Alma?
Resposta:
Na verdade, essa diferenciação é simplesmente didática e fruto da cultura
fragmentalista do academicismo atual. Ninguém é só corpo, só espírito ou
mesmo só corpos energéticos, somos um todo não indivisível,
interpenetrando-nos em todas as nossas dimensões, direcionados pela essência
espiritual, essa sim nossa realidade eterna. Dessa forma essa diferenciação é
apenas auxiliar no aprendizado e toda doença é fruto da nossa condição moral,
mesmo aquelas vinculadas as condições do planeta, pois nossa estadia aqui é
resultado do nosso processo evolutivo.
22.É
possível que um médium assimile o problema de saúde de uma pessoa que tenha
muita afinidade?
Resposta:
Sim. O médium pode assimilar processos doentios de criaturas encarnadas ou
desencarnadas, com quem tenha afinidade tanto afetiva quanto moral e essa
assimilação pode chegar ao grau de se fazer presente no corpo físico e
detectada por profissionais e exames propedêuticos.
23.Durante
o sono freqüentemente acordo e não reconheço o lugar que estou e nem as
pessoas que estão do meu lado. Às vezes vejo pessoas e converso com elas e na
hora não consigo perceber que elas são espíritos. Existe a possibilidade de
perdermos a razão e não retornamos a realidade? Já tenho 40 anos e ainda sou
sonambúlica; porque? é uma enfermidade?
Resposta:
Existem quadros neurológicos e psiquiátricos que podem levar a criatura a
perder o contato com a realidade externa e do eu inferior, não a retomando
mais na atual encarnação. Entretanto, fora do corpo físico, durante a
experiência do sono, podem retomá-la e de conformidade com a sua condição moral,
a dor dessa vivência será maior ou menor.
O sonambulismo não é considerado uma doença mas sim um estado de imaturidade
neurológica e as suas causas são desconhecidas, em sua essência, pela ciência
atual. É preciso diferenciar o sonambulismo clínico daquele que Kardec
refere-se na Codificação. Ser sonâmbulo não identifica necessariamente a
presença de mediunidade ostensiva.
24.As
doenças congênitas estão relacionadas as vidas passadas? É possível a
recuperação de uma doença congênita como por exemplo HIPERPLASIA SUPRARENAL
CONGÊNITA onde existe a falta de uma enzima provocando um problema hormonal?
A cura espiritual para este caso é possível?
Resposta:
As doenças congênitas estão sempre relacionadas com experiências de
encarnações passadas ou escolhas do próprio espírito para seu crescimento
espiritual. No momento atual, a medicina genética está engatinhando mas
acreditamos que chegará o instante em que ela conseguira curar ou minorar
esses quadros. Do ponto de vista espiritual, a medicina nos planos superiores
tem recursos ainda desconhecidos para nós, podendo, sem derrogar a lei,
oferecer tratamento adequado para tais moléstias, isso, porém, estará
diretamente vinculado ao estado de merecimento da criatura necessitada.
25.Tenho
muita curiosidade de saber qual a posição da doutrina espírita quanto a
doação de órgãos.
Resposta: A Doutrina Espírita não define padrões para o comportamento dos
seus profitentes, no entanto, adverte para o perigo da eutanásia, no caso da
doação de órgãos vitais e com morte encefálica; e de que essa doação deveria
ser espontânea e com anterior trabalho de desapego material, sem o qual tal
atitude poderá ser dolorosa para a criatura. Entretanto, vez por outra,
encontramos escritos e entrevistas pessoais, que devido a origem da informação,
são considerados postulados de comportamento espírita, o que merece nosso
cuidado e respeito. O assunto demanda, no momento, estudo e discernimento de
todos nós.
26.A
Doutrina Espírita nos ensina que o corpo físico é tão-somente um reflexo do que
somos de fato (Espíritos). Ouve-se também em nosso meio que a doença quando
se manifesta no corpo físico ela já estaria instalada no perispírito. Se
assim o é, como se processa a cura, uma vez que se estaria tratando o efeito
e não a causa?
Resposta:
Na realidade, o tratamento somático é somente paliativo e a verdadeira cura
se dá com a reforma íntima, pois as mazelas são frutos de nossas imperfeições
morais.
27.Gostaríamos
que o Senhor tecesse algumas considerações acerca da ação do fluido magnético,
que ao nosso ver, às vezes age como protagonista e outras vezes como
coadjuvante na cura das enfermidades. (índice)
Resposta:
É assunto extenso e profundo. Na realidade, o fluido magnético do médium
associado ao dos espíritos superiores faz-se importante meio de tratamento
para as criaturas e a sua transmissão necessariamente não envolve uma ação
voluntária do médium, que se faz muitas vezes intermediário inconsciente da
misericórdia. Essa ação ocorre, provavelmente, no citoplasma celular, a nível
de RNA mensageiro, capaz de ser modificado, carreando informações novas aos
outros elementos celulares, criando condições de saúde.
28
.Gostaria de saber até que ponto uma doença como a ansiedade pode ser
provocada por espíritos. E quanto ao ciúme, pode ser considerado uma doença?
Resposta:
Segundo a Codificação a atuação dos espíritos em nossas vidas é maior do que
podemos pensar, assim qualquer tipo de patologia pode ocorrer sob a ação
mental de espíritos que nos rodeiam; no entanto, para que isso se concretize
é necessário que haja um terreno psíquico propício na criatura que está sendo
influenciada. Todo processo de influenciação é regido pela lei de afinidade
ou sintonia.
29
.Como entender na visão espírita um erro médico cuja conseqüência deixa a
pessoa inválida, ou causa a morte ou deixa alguma dor? E como, na mesma
doença, uma pessoa pode se curar através de passes e outra não?
Resposta:
É complicado responder tal questão sem dados mais precisos, um erro médico,
ou assim considerado, pode ter as causas e explicações mais diversas. O
certo, porém, é que nada ocorre por acaso e que não há atos injustos na vida.
As doenças para serem sanadas através de qualquer tipo de terapia exigem um
estado de merecimento ou "estado de graça" do doente.
30.Gostaria
de saber, sob ponto de vista espiritual, as causas e conseqüências das
enfermidades do seio da face (sinusite, rinite e outras) e sua correlação, se
existir, com os centros de força (chakras).
Resposta:
Não temos acesso a essa correlação e, sinceramente, gostaríamos de ter a
resposta, já que sou portador de renite alérgica crônica. Do ponto de vista,
energético essas áreas somáticas estão vinculadas com o centro de força
laríngeo e, algumas delas, também, com o centro frontal ou cerebral.
31.Meu
questionamento é a respeito da TPM (tensão pré-menstrual), pela qual a
maioria das mulheres passam, variando os graus de intensidade dos sintomas.
Seria uma enfermidade ou apenas um processo natural do ser humano feminino?
Que influências exerce o espírito no físico da mulher, quando a mesma passa
pela TPM? Dentro da visão médico-espírita, quais seriam os conselhos
oferecidos pelo Sr. para que os efeitos da TPM possam ser melhor
administrados pelas mulheres?
Resposta:
A Tensão Pré-menstrual(TPM) é do ponto de vista físico fruto da ação
hormonal. Sabemos, porém, que nem todas as mulheres apresentam tal
sintomatologia e que a exacerbação da mesma tem haver com a condição psíquica
da mulher. Por isso, do ponto de vista médico-espírita, além do tratamento
clínico(que é auxiliar eficaz) a busca de um estado interior de maior
harmonia poderá auxiliar profundamente a criatura. A fluidoterapia poderá
aliviar a sintomatologia.
32.Sinto
constantemente a presença de espíritos em minha casa. Mudei-me recentemente (um mês) para a casa dos nossos sonhos após um longo tempo
de lutas e suor. Porém, desde que mudei-me não consigo encontrar a paz tão
desejada. Sinto-me enferma de uma forma que não consigo explicar (dores
terríveis de cabeça). Meu marido e filha ficam preocupados pois encontram-me
bastante abatida no final do dia. Como posso pesquisar esse tipo de
enfermidade? Amo minha família e, sinceramente, nem eu mesma estou me
reconhecendo. O que fazer?
Resposta:
Primeiramente, procure um profissional de sua confiança para que seja
afastada a hipótese de uma doença física ou psíquica. Caso não identifiquem
nada ou paralelamente, busque a ajuda espiritual, tentando averiguar a
possibilidade de influenciação espiritual e caso isso seja verdadeiro, passe
a fazer um tratamento de cunho evangélico-doutrinário, objetivando sua
melhora interior, colocando-o em posição mental inacessível a atuação daquela
entidade ou daquelas energias.
33.Até
que ponto os pensamentos influem na saúde da pessoa? As pessoas negativas,
são "atacadas" pelos "pensamento-forma" que elas próprias
geram?
Resposta:
O pensamento é na realidade o criador de todo e qualquer campo para que
ocorra a atuação do espírito e a sua expressão negativa gerará condições
etéricas favoráveis ao surgimento de qualquer patologia, que dependerá do
grau de culpabilidade da criatura. Muitas doenças são auto-obsessivas, ou
seja, fruto do psiquismo negativo do próprio espírito atuando contra si
mesmo.
34.A
gastrite emocional pode ser relacionada de alguma forma a um processo obsessivo?
Resposta:
Toda pessoa emocionalmente desequilibrada é terreno propício para a atuação
de entidades que encontram-se espiritualmente comprometidas.
35.Como
o Espiritismo explica os casos de doenças terminais em que o paciente é salvo
por meio de transplantes de órgãos, mudando o rumo de sua vida?
Resposta:
Como já dissemos, é fruto do merecimento e da necessidade de aprendizado
daquela criatura. O não aproveitamento da oportunidade poderá acarretar uma
situação de maiores sofrimentos.
36.Eu
tenho fortes dores de cabeça há mais de 12 anos. Já fui em vários médicos e
tudo está normal conforme os exames. Porém sempre tenho impressão e sonhos
que estou levando tiros na cabeça; eu posso pensar que tenho uma enxaqueca
normal, ou realmente é coisa do meu passado?
Resposta:
É difícil dar uma resposta definitiva para quem propôs a pergunta. Tanto uma
quanto a outra são possíveis e há possibilidade da enxaqueca ser uma seqüela
deste passado. A presença desses sonhos, faz-nos pensar na possibilidade da
realidade da experiência passada, relata pelo conteúdo dos mesmos. Seria
preciso uma propedêutica extensa e minuciosa e, talvez, a possibilidade da
experiência em terapia regressiva ou a revelação mediúnica por diversos
médiuns ou por fontes de inteira confiança.
37.Minha
filha tem 12 anos e sofre de constantes alergias de pele. Já consultamos
vários Dermatologistas e Homeopatas, que prescrevem tratamento com
corticóides, sem resultado. Sempre aparecem novas alergias. Pode ser de fundo
emocional? Pode ter alguma razão transcendental à matéria? Como ela está
entrando na adolescência, este problema começa a lhe causar constrangimentos.
O que poderemos fazer para ajudá-la?
Resposta:
Como a nossa companheira não consegue alívio, através dos tratamentos
convencionais, certamente o processo é cármico, de origem profunda,
necessitando um trabalho espiritual de transformação íntima, sem o qual não
haverá melhoria. Pode estar presente também uma influenciação espiritual, que
precisará ser investigada. Nossa experiência tem nos demonstrado que quando a
criatura passa a viver com esse tipo de patologia sem a revolta costumeira, o
processo torna-se menos sofrido e o alívio se faz progressivo. Seria
importante, buscar uma casa espírita com um trabalho de orientação confiável
e de bases doutrinárias seguras para auxiliá-los.
38.A
pergunta é um exemplo: se tenho um tumor maligno que me fará desencarnar em 6
meses e existe solução médica para o problema, posso aceitar que é uma dívida
que devo pagar e não aceitar a solução médica e desencarnar em 6 meses?
Sabendo que adiaria o desencarne com solução médica, não poderia ser culpado
por não aceita-la e precipitar o desencarne? Tenho crédito por aceitar a
morte? Sou um suicida por não adia-la?
Resposta:
Ninguém deve se negar a possibilidade de ajuda, isso é omissão e caso ocorra
o desencarne por esse motivo, será considerado um suicida. Devemos aceitar a
morte como um fato natural da evolução, buscando não desesperarmos diante da
mesma e até exercitando o desapego material para vivê-la com maior
tranqüilidade, isso, no entanto, não nos permite procurá-la. A entrega
legítima à morte, objetivando unicamente salvar a outrem ou recusando-se a
praticar o mesmo tipo de crime, é, em situações especiais, um ato de
altruísmo.
39.Meu
pai está com 65 anos e nunca fez um exame mais profundo de sua saúde. Morre
de medo de médico e hospital e está com hernia pubiana. Ele é dentista (ou
seja um paramédico). Como você explicaria tanta fobia de médicos e doenças em
um espirito que teoricamente tem maior parcela de responsabilidade sobre seu
corpo, já que além de paramédico considera-se espírita?
Resposta:
É fruto de alguma vivência traumática do passado, impossível de ser
esclarecida apenas com os dados da pergunta.
40.É
o perispírito o "molde" do corpo? E nos natimortos, que não tiveram
desde o inicio de sua formação a presença de um espírito, como então este
corpo foi "moldado"?
Resposta:
Sim, o perispírito é o molde do corpo físico. Nos casos de natimortos, os
quais não tiveram a presença, desde a fecundação, de um espírito, o molde
físico é criado e alimentado energeticamente pela mente da gestante, como nos
esclarece a literatura espírita. É o desejo e a vontade atuante da mãe em
gerar um filho que produz corpos nessa condição.
41.Meu
filho quando tinha 5 anos era sonâmbulo, foi detectada disritmia acentuada,
foi tratado com anti-epiléticos até os 10 anos, quando os sintomas
desapareceram, mas os exames continuavam demonstrando disritmia. Ele tomou
remédios ate os 12 anos. Hoje ele tem 16 anos esta ótimo, mas os exames
demonstram uma outra realidade. Já fui a muitos médicos mas nenhum soube me
explicar o que acontece. O Sr., como espírita, poderia explicar?
Resposta:
Do ponto de vista clínico, alterações elétricas cerebrais, detectadas por exame,
só devem ser consideradas quando da presença de sintomatologia clínica
correspondente, caso contrário a atitude adequada é desconsiderá-la. Existem
trabalhos científicos que demonstram que 20% da população normal, com
ausência completa de qualquer sintomatologia no campo neurológico ou
psiquiátrico, tem eletroencefalograma apresentando disritmia. Também, boa
percentagem dos epilépticos, embora portadores de quadros exuberantes, não
apresentam alterações no eletroencefalograma. Grande parte os chamados portadores
de disritmia(e ela por si não é doença e nem deve ser tratada medicamente)
são na verdade médiuns ostensivos, necessitados de orientação e educação
mediúnica.
42.Estive
grávida durante 4 meses e um exame de rotina detectou uma deficiência genética
que provocaria retardamento físico e mental completo e em alto grau no meu
bebe. Poderia até ser que não houvesse formação do cérebro e então ocorreria
morte intra-uterina me trazendo sérios riscos, inclusive de vida (morte). Fui
aconselhada a fazer uma intervenção e interromper a gestação, mas a culpa me
persegue indefinidamente. Gostaria de saber se há, no ponto de vista
espiritual, uma explicação para o fato de um bebe, tão querido, aguardado por
quatro "imensos" anos, encarnar já com tantos problemas e talvez
até com a pré-destinação de ficar tão pouco tempo entre nós?
Resposta: Nada acontece fora dos trâmites
da justiça divina mas, muitas vezes, pela nossa ignorância não sabemos
explicar claramente o que ocorreu e, talvez, só tenhamos a resposta após a
nossa desencarnação. Nossa cultura tem o hábito de nos culpabilizar de tudo e
nem sempre num caso como esse o compromisso doloroso é nosso. Culpar-se não
produz melhoria, só a busca de atuar no bem é útil e necessária. Culpa sem
ação é hibernação sem proveito para o crescimento pessoal.
43.Quando uma criança nasce sem o cérebro nós, como
espíritas devemos doar seus órgãos ou não? Tenho esta dúvida por acreditar
que o Espírito reside na mente. Se a criança não tem uma mente, posso crer
que ali só se encontra um corpo?
Resposta: A doação nesse caso é de foro
dos pais, que devem ponderar que um espírito vinculado a um corpo como esse,
certamente, apresenta-se em situação espiritual difícil e que a doação
poderia lhe causar sofrimento. O espírito se manifesta através da mente e não
nela e cérebro e mente são diferentes, sendo o último o meio de atuação da
mente no veículo físico. A ausência de encéfalo não significa a inexistência
da mente, sempre viva na essência espiritual.
44.Tenho uma amiga que gosto muito que sofre de nefrite.
Onde encontrar literatura espírita específica sobre este tema?
Resposta: Não tenho informações específicas sobre o assunto junto a
literatura espírita, entretanto, posso sugerir a leitura dos capítulos
"Predisposições Mórbidas" e "Porque Adoecemos" do livro
"Porque Adoecemos - Novos Horizontes do Conhecimento Espírita", de
autoria de diversos profissionais vinculados a Associação Médico Espírita de
Minas Gerais, editado e distribuído pela Ed. Espírita Cristã "Fonte
Viva".
45.Gostaria de saber na visão espírita qual seria a
origem das doenças no útero, como por exemplo as feridas.
Resposta: É muito difícil explicar as
doenças de uma forma simplista, pois temos as causas espirituais ou morais,
as ações negativas do passado e da atualidade, as necessidades de aprendizado
do espírito e ainda as causas atuais fruto das atitudes e mentalizações da
criatura na vida presente. Essas podem ser as mais diversas e conjugarem-se
das formas mais diferentes. Nem sempre é possível chegar a essas causas
específicas de cada caso.
(Recebido em email de Giovana Campos)
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