Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita

São Paulo, SP, quarta-feira, 26 de agosto de 2026.

Compiladas por Ismael Gobbo

 

 

 

Notas

1. Recomendamos confirmar junto aos organizadores os eventos aqui divulgados. Podem ocorrer cancelamentos ou mudanças que nem sempre chegam ao nosso conhecimento.

2. Este e-mail é uma forma alternativa de divulgação de noticias, eventos, entrevistas e artigos espíritas. Recebemos as informações de fontes  diversas via e-mail  e fazemos o repasse aos destinatários de nossa lista de contatos de e-mail. Trabalhamos com a expectativa de que as informações que nos chegam sejam absolutamente espíritas na forma como preconiza o codificador do Espiritismo, Allan Kardec.  Pedimos aos nossos diletos colaboradores que façam uma análise criteriosa e só nos remetam para divulgação matérias genuinamente espíritas.

 

3. Este trabalho é pessoal e totalmente gratuito, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro e só conta com ajuda de colaboradores voluntários. (Ismael Gobbo).

 


 

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Publicação em sequência

Revista Espírita – Ano 9 - 1866

 

Sem título

 

 

 

(Copiado do site Febnet)

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/08/Coronation_portrait_of_Peter_III_of_Russia_-1761.JPG/588px-Coronation_portrait_of_Peter_III_of_Russia_-1761.JPG

Pedro III da Rússia

Retrato da coroação do Imperador Pedro III da Rússia. Óleo sobre tela de Lucas Conrad Pfandzelt

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_III_da_R%C3%BAssia

 

Pedro III (Kiel21 de fevereiro de 1728 – Ropsha, 17 de julho de 1762) foi o Imperador da Rússia de janeiro de 1762 até ser deposto em julho do mesmo ano. Era o único filho de Carlos Frederico, Duque de Holsácia-Gottorp, e sua esposa a grã-duquesa Ana Petrovna da Rússia, filha do imperador Pedro I da Rússia. Ele foi nomeado herdeiro presuntivo de sua tia a imperatriz Isabel em 1742, sendo favorecido por ela com títulos e posições importantes. Pedro procurou realizar reformas progressivas na Rússia como seu monarca e internacionalmente favoreceu a Prússia, o que lhe fez impopular entre a nobreza. Ele acabou deposto em golpe de estado por sua própria esposa, que assumiu o trono como Catarina II. Pedro morreu pouco mais de uma semana depois, possivelmente assassinado ou como o resultado de uma luta bêbado contra seu guarda-costas.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_III_da_R%C3%BAssia

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/06/Profile_portrait_of_Catherine_II_by_Fedor_Rokotov_%281763%2C_Tretyakov_gallery%29.jpg/903px-Profile_portrait_of_Catherine_II_by_Fedor_Rokotov_%281763%2C_Tretyakov_gallery%29.jpg

Catarina II da Rússia

Retrato a óleo sobre tela da Imperatriz Catarina, a Grande, do pintor russo Fyodor Rokotov

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Catarina_II_da_R%C3%BAssia

 

Catarina II (Estetino2 de maio de 1729 – São Petersburgo17 de novembro de 1796), conhecida como Catarina, a Grande, foi a Imperatriz da Rússia de 1762 até sua morte. Nascida como princesa Sofia Frederica Augusta de Anhalt-Zerbst-Dornburg, era a filha mais velha de Cristiano Augusto, Príncipe de Anhalt-Zerbst, e sua esposa Joana Isabel de Holsácia-Gottorp. Sofia se converteu para a Igreja Ortodoxa Russa, assumiu o nome de Catarina Alexeievna e se casou com o grão-duque Pedro Feodorovich, nascido príncipe de Holsácia-Gottorp, em 1745. Seu marido ascendeu ao trono russo em janeiro de 1762 como Pedro III e ela organizou um golpe de estado que o tirou do trono em julho, com Pedro morrendo alguns dias depois supostamente assassinado.

Durante o seu reinado, o Império Russo melhorou a sua administração e continuou a modernizar-se. O reinado de Catarina revitalizou a Rússia, que cresceu com ainda mais força e tornou conhecida como uma das maiores potências europeias. Os seus sucessos dentro da complexa política externa e as suas represálias por vezes brutas aos movimentos revolucionários (mais notavelmente na Rebelião Pugachev) complementaram a sua caótica vida privada. Causava escândalo frequentemente, dada a sua tendência para relações que espalhavam rumores por todas as cortes europeias.

Lhttps://pt.wikipedia.org/wiki/Catarina_II_da_R%C3%BAssiaeia mais:

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f5/Borovikovskiy_PtPavla1GRM.jpg/744px-Borovikovskiy_PtPavla1GRM.jpg

Retrato de Paulo I com as vestes da coroação. Óleo sobre tela de Vladimir  Borovikovsky

Imagem https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_I_da_R%C3%BAssia

 

Paulo I (São Petersburgo1 de outubro de 1754 – São Petersburgo, 23 de março de 1801) foi o Imperador da Rússia de 1796 até ao seu assassinato. Era o único filho do imperador Pedro III e da imperatriz Catarina II. Ele permaneceu na sombra de sua mãe até finalmente ascender ao trono. Como monarca, a sua maior realização foi instituir as Leis Paulinas para governar a sucessão ao trono russo. Paulo acabou alienando os seus conselheiros e a nobreza com as suas políticas, vistas como incômodas, sendo assassinado pelos condes Peter Ludwig von der Pahlen e Nikita Petrovich Panin, e o almirante espanhol José de Ribas.

Através da numerosa família que Paulo I constituiu com sua segunda esposa, atualmente quase todas as famílias reais da Europa (incluindo algumas não-reinantes) são descendentes diretas do antigo czar Paulo. São seus descendentes diretos: o rei Guilherme Alexandre dos Países Baixos, a rainha Margarida II da Dinamarca, o rei Carlos XVI Gustavo da SuéciaCarlos, Príncipe de Gales (através de seu pai, o príncipe Filipe da Grécia e Dinamarca), e o rei Filipe VI da Espanha (através de sua mãe, a princesa Sofia da Grécia e Dinamarca). Assim como os herdeiros do trono de nações onde a monarquia encontra-se abolida: Rússia, Alemanha, Grécia, Romênia, e Iugoslávia.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_I_da_R%C3%BAssia

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/39/Natalia_Alexeievna_of_Russia_by_A.Roslin_%281776%2C_Hermitage%29.jpg

Retrato de Natalia Alexeievna da Rússia (1755-1776). Óleo sobre tela de Alexander Roslin.

Grã-duquesa Natalia Alexeievna da Rússia, 1755-1776, filha de Luís IX, Landgrave de Hesse-Darmstadt, esposa do grão-duque Paul Petrovich, mais tarde imperador Paulo I da Rússia

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Natalia_Alexeievna_(Guilhermina_Lu%C3%ADsa_de_Hesse-Darmest%C3%A1dio)

 

Natália Alexeievna (Prenzlau25 de junho de 1755 – São Petersburgo15 de abril de 1776) foi a primeira esposa do czarevich Paulo Petrovich da Rússia, filho da imperatriz Catarina II da Rússia, e futuro czar Paulo I da Rússia. Nascida princesa Guilhermina Luísa de Hesse-Darmestádio, era filha de Luís IX, Conde de Hesse-Darmestádio, com sua esposa a condessa Carolina do Palatinado-Zweibrücken.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Natalia_Alexeievna_(Guilhermina_Lu%C3%ADsa_de_Hesse-Darmest%C3%A1dio)

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/45/Maria_Fedorovna_by_Vigee-Lebrun.jpg

Retrato cerimonial de Maria Feodorovna (Sophie Dorothea de Württemberg). Imperatriz consorte da Rússia.

Pintura a óleo de Élisabeth Louise Vigée Le Brun

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Feodorovna_(Sofia_Doroteia_de_W%C3%BCrttemberg)

 

Maria Feodorovna (Estetino25 de outubro de 1759 – Pavlovsk, 5 de novembro de 1828), nascida Sofia Doroteia de Württemberg, foi a segunda esposa do imperador Paulo I e Imperatriz Consorte do Império Russo de 1796 até 1801.

Nascida duquesa Sofia Doroteia de Württemberg, era filha de Frederico II Eugénio, Duque de Württemberg e sua esposa Frederica de Brandemburgo-Schwedt. Pertencia a um ramo cadete da Casa de Württemberg e cresceu em Montbéliard, recebendo uma excelente educação, bem à frente do seu tempo. Em 1776, quando o grão-duque Paulo (futuro Paulo I da Rússia) enviuvou de sua primeira esposa, Sofia Doroteia foi escolhida por Frederico II da Prússia, seu tio-avô materno, e pela imperatriz Catarina II da Rússia, como a candidata ideal para a segunda esposa de Paulo. Eles se conheceram em um jantar de estado em Berlim e seu casamento foi rapidamente arranjado.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Feodorovna_(Sofia_Doroteia_de_W%C3%BCrttemberg)

File:Pavlovsk palace 1808.jpg

Palácio de Pavlovsk. Aquarela de Gabriel Ludwig Lori

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_de_Pavlovsk

 

Palácio de Pavlovsk, ou simplesmente Pavlovsk, foi uma das principais residências da Família Imperial da Rússia, actualmente convertida num museu estatal. Situado nas margens do Rio Slavianka, em São Petersburgo, fica a uns escassos três quilómetros do conjunto de palácios de Tsarskoye Selo.

O palácio foi iniciado no ano de 1777 pelo czarevich Paulo, mais tarde czar Paulo I da Rússia, como uma residência campestre próxima do Palácio de Catarina, a faustosa residência de sua mãe, a czarina Catarina II da Rússia, em Tsarskoye Selo. O palácio viu-se influenciado pela visita que Paulo e a sua segunda esposa, a Princesa Maria Sofia Doroteia de Würtemberg realizaram à Europa, visitando a França, a Itália e a Áustria. Tiveram especial influência no edifício as recordações que os jovens príncipes russos tinham da sua estadia em Paris, onde haviam sido recebidos pelo Rei Luís XVI de França e pela arquiduquesa Maria Antonieta de Áustria.

Depois da morte do czar Paulo I, o palácio passou para a posse do grão-duque Nicolau, mais tarde czar Nicolau I da Rússia, que por sua vez o deixou ao seu segundo filho, o Grão-duque Constantino da Rússia. O palácio permaneceu nas mãos do ramo Constantinovich dos Romanov até que foi expropriado pelo governo bolchevique em 1917.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_de_Pavlovsk

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/70/Borovikovsky_portrait_of_Kurakine_A_1802.jpg/688px-Borovikovsky_portrait_of_Kurakine_A_1802.jpg 

Retrato do príncipe Alexander Kurakin. Óleo sobre tela de Vladimir Borovikovsky

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Alexander_Kurakin

 

 

Alexander Kurakin

 

O príncipe Alexander Borisovich Kurakin , às vezes soletrado Kourakine ( russo : Александр Борисович Куракин ; 18 de janeiro de 1752 - Weimar , 6/24 de junho de 1818) foi um estadista e diplomata russo, membro do Conselho de Estado (desde 1810), que foi classificado como Real Privado Conselheiro de 1ª classe (ver Tabela de Posições ).

 

Vida

Nascido em Moscou em uma longa linha de diplomatas russos, ele era bisneto de Boris Kurakin , um embaixador russo e associado próximo de Pedro, o Grande . Ele se mudou para São Petersburgo em 1764 após a morte de seu pai, Boris Alexandrovich Kurakin . Lá ele conheceu o Grande Príncipe (Grão-Duque) Pavel Petrovich, o futuro Imperador Paulo I da Rússia , e continuou sendo um de seus amigos mais confiáveis. Essa amizade, entretanto, não obteve a aprovação da então reinante imperatriz Catarina II , e então Kurakin foi forçado a partir para o exterior. Em 1776, foi eleito membro estrangeiro da Real Academia de Ciências da Suécia .

Após a morte de Catarina II, Kurakin foi autorizado a retornar a São Petersburgo em 1796 e retomou sua carreira, tornando-se vice-chanceler em 1796. Durante o reinado de Alexandre I, Kurakin tornou-se embaixador da Rússia em Viena em 1806. Dois anos depois, ele substituiu o embaixador Pyotr Tolstoy em Paris .

Leia mais:

https://en.wikipedia.org/wiki/Alexander_Kurakin

Arquivo: Surikov-Horseman2.jpg

A visão de Vasily Surikov da catedral e do Cavaleiro de Bronze na frente dela. São Petesburgo.

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Saint_Isaac's_Cathedral#/media/File:Surikov_horseman.jpg

Arquivo: Hermitage Bridge 1820.jpg

Vista na ponte Hermitage em direção ao Rio Neva . Litografia , 1820. São Petesburgo, Rússia.

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Hermitage_Bridge

File:Paulparade.jpg

Desfile Militar do Imperador Paulo em frente ao Castelo Mikhailovsky pintura de Alexandre Benois ,

 retirada do  livro de arte World of Art. Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Paul_I_of_Russia

http://www.noticiasespiritas.com.br/2020/JUNHO/04-06-2020_arquivos/image008.jpg

Catedral Naval de São Nicolau, Catedral dos Marinheiros. São Petersburgo, Rússia.

Autor: Ninaras. Copiado de: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:St._Nicholas_Maritime_Cathedral,_Saint_Petersburg,_Russia_01.JPG

http://www.noticiasespiritas.com.br/2020/JUNHO/04-06-2020_arquivos/image009.jpg

Vista no Almirantado da Catedral de Santo Isaac em São Petersburgo ( Rússia ). Impressão fotocrômica do século XIX (1890 a 1900)

Imagem/fonte; https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Petersburgo

 

 

São Petersburgo (russoСанкт-Петербу́ргtr. Sankt-Peterburg) é a segunda maior cidade da Rússia, politicamente incorporada como uma cidade autônoma (ou cidade federal). Ela está localizada ao longo do rio Neva, na entrada do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico. Em 1914, o nome da cidade foi mudado para Petrogrado (russoПетроград) e, em 1924, para Leningrado (russoЛенинград). Em 1991, após o colapso da União Soviética, a cidade volta ter seu nome original. É frequentemente chamada apenas de Petersburgo e informalmente conhecida como Peter.

São Petersburgo foi fundada pelo czar Pedro, o Grande em 27 de maio de 1703.[3] Entre 1713-1728 e 1732-1918, São Petersburgo foi a capital do Império Russo. Em 1918, as instituições da administração central mudaram-se de São Petersburgo (então denominada Petrogrado) para Moscou.[4] Com 5 milhões de habitantes (2012) é a quarta subdivisão federal mais populosa do país. A cidade é um grande centro cultural europeu e também um importante porto russo no Báltico.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Petersburgo

 

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 O relógio de flores em São Petersburgo em frente ao prédio da Universidade Estadual de Tecnologias da Informação, Mecânica e Óptica de São Petersburgo. Doado pela Suíça em 2003 (300 anos de São Petersburgo).

Foto: Autor: Aleks G

Copiada de: https://en.wikipedia.org/wiki/Floral_clock

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtHckszB4B3Nzd7pmhmYYxYVcbCKxhTG81M6vKbJ__zMX2CMp29t53a4lw3fzjdFLUspiYT-h3nw6TGs-fgF3nUPe-U_1QQ-b6_hn1_e7HcGTNZ2XjIu8vFJ-bk1DKH3dFr0t68UfX4O24/

                       Allan Kardec. Óleo sobre tela por Nair Camargo. Foto Ismael Gobbo.

 

 

 

 

 

 Saudade com equilíbrio

 

Minha mãe, minha amada mãezinha Ebe.

Eu quero lhe pedir para não chorar.

As suas lágrimas são como chamas de dor no meu coração...

Eu tenho aqui a minha amada bisavó Tina e o nosso bisavô Amadei, que estão comigo.

Fique tranquila, Deus está conosco.

À senhora e ao meu pai, um beijo do seu filho.

                                                                         

Francisco Cândido Xavier psicografou inúmeras cartas, que, muitas vezes, começavam assim, buscando apenas tranquilizar os corações que haviam permanecido na Terra.

Por vezes, mergulhados na imensa dor da saudade, da falta, acabamos nos tornando egoístas, isto é, deixamos de lado a dor daqueles que partiram.

Eles estão vivos. Essa a primeira constatação, a maior certeza.

Não se trata de fé, crença, mas de confirmação da realidade. Uma realidade que muitos não conhecem e que, no entanto, está mais que clara.

A segunda certeza nos fala de amparo. Todos recebem a devida assistência ao desencarnar, seja pelos antepassados, pela família espiritual que lá está, ou pelos socorristas do bem.

Há equipes de resgate, equipes responsáveis pelo auxílio aos recém-desencarnados. Trabalhadores do bem que se propõem à tarefa nobre de acolher as almas dos que se desligam do corpo.

Tudo isso é manifestação de um Deus, Pai de amor. É a ação de uma Providência Divina muito bem-organizada, ciente de tudo que ocorre no planeta a cada instante.

Assim, nesses primeiros e mais dolorosos momentos da morte de um amor, digamos a nós mesmos: Calma, nada está fora do controle. Não há razão para desespero ou revolta.

Num segundo momento, importante pensarmos naquele que parte, mais do que em nós que ficamos.

Trata-se de um instante necessário, do término de uma jornada no planeta, o fechamento de um ciclo.

Dói-lhes e os perturba ouvir frases como: Você não poderia ter partido! Por que você me deixou? Como vou viver sem você agora?

Nosso coração aflito quer dizer isso. Sentimos a partida, sofremos com a ausência física. Mas não há prova maior de amor do que, nesse momento, deixarmos a nossa dor em segundo plano para pensarmos na tranquilidade dos seres amados.

Com certeza, desejamos que o momento da partida lhes seja o mais suave, o menos atribulado possível. Nós, os que amamos, desejamos somente o melhor aos nossos amores.

Nesse momento devemos ajudá-los com nossas preces, com pensamentos orientadores e com lembranças positivas.

Talvez ele ou ela demore para descobrir que ainda vive, embora não mais em um corpo físico. E que notícia maravilhosa quando se derem conta disso!

Então, contemos isso a eles em nossas orações, falemos disso em nossas conversas com os familiares e até nas cerimônias que se realizam, em sua homenagem.

Se sofremos em demasia, eles sofrem conosco. Se nos revoltamos, eles querem voltar e não conseguem. Agindo assim lhes criamos uma agonia desnecessária.

A morte celebra uma nova fase. Uma separação temporária, jamais destruição ou fim.

Cultivemos a saudade com equilíbrio, com desejo do bem àqueles que iniciam um novo ciclo, guardando a certeza de que, nem eles e nem nós, que permanecemos aqui, estamos sem amparo.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 3,
 do livro
 Claramente vivos, por Espíritos diversos,
 psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. IDE.
Em 25.8.2026

 

 

 

 

 

 (Copiado de   https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=7694&stat=0)

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjig74TO0WXepRw7QSHKxhb6z_CVOXHvU9TY65Dt0aGBNWtv5FD46lwloe12BIgap88HKVxUW_2n7aBNJV3ZyooFeSxjbcrRNUrMg-2_SflXFRzIsv9PHi09AdNjjk9tvV_W-8LJSJ4wqYv/

Chico Xavier no Grupo Espírita da Prece cumprimentando os colaboradores ao final da reunião. Foto Ismael Gobbo

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JUNHO/27-06-2026_arquivos/image020.jpg

Artista Pieter de Grebber (cerca de 1600–1652/1653) wikidata:Q512817 Editar isto no Wikidata imagem da obra de arte listada no parâmetro de título desta página Título Holandês: God nodigt Christus uit plaats te nemen aan zijn rechterhand Editar isto no Wikidata Deus convidando Cristo para sentar-se no trono à sua direita Tipo de objeto pintura Editar isto no Wikidata Gênero arte religiosa Editar isto no Wikidata Data 1645 Editar isto no Wikidata Técnica óleo sobre tela e sobre painel de álamo Editar isto no Wikidata Dimensões altura: 115 cm (45,2 pol.) Editar isto no Wikidata; largura: 133 cm (52,3 pol.) Edite isto no Wikidata Coleção Wikidata do Museu Catharijneconvent:Q1954426 Museu Bisschoppelijk Haarlem wikidata:Q61942636. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:De_Grebber-God_Inviting_Christ_to_Sit_on_the_Throne_at_His_Right_Hand.jpg

 

 

 

O maior pecado

 

Pelo Espírito Neio Lúcio.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Alvorada Cristã. Lição nº 36. Página 153.

 

Um sacerdote sábio, desejando ensinar o caminho do Céu aos crentes que confiavam nele, rogou a Jesus, depois de longas meditações e sacrifícios, lhe fosse revelado qual o maior impedimento contra a iluminação espiritual.

Com efeito, de mente limpa, dormiu e sonhou que era conduzido à Porta Celestial.

Nimbado de esplendor, um anjo recebeu-o, benevolente.

- Mensageiro de Deus! - clamou o sacerdote - venho rogar a verdade para as ovelhas humanas que me seguem...

- Que pretendes saber? - indagou a entidade angélica.

- Peço esclarecimento sobre o maior obstáculo para a alma, na marcha para Deus. Sei que temos sete pecados mortais que aniquilam em nós a graça divina, na ascensão para o Alto. Sob a influência de semelhantes monstros, rola o espírito no despenhadeiro infernal. Entretanto, desejaria explicações mais claras, quanto ao problema do mal, porque nossas faltas variam ao infinito.

O  anjo sorriu e considerou:

- A solução é simples. Quais são os pecados a que te referes?

O  ministro da fé movimentou os dedos e respondeu:

- Soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça. Deles nascem as demais imperfeições.

O  mensageiro, contudo, acrescentou:

- No fundo, porém, podemos reduzi-los à unidade. Todos os pecados, inclusive os mortais, procedem de uma fonte única.

O  sacerdote, curioso, suplicou:

- Oh! anjo amigo, aclara-me o entendimento! Há muitos aprendizes, na Terra, aguardando-me a palavra!...

O  emissário da Esfera Superior, sem qualquer presunção de superioridade, passou a elucidar:

- Escuta e atende!...

Se o soberbo trabalhasse para o bem de todos, não encontraria ensejo de cultivar o orgulho e a vaidade que o levam a acreditar-se ponto central do universo.

Se o avarento conhecesse a vantagem do suor, na felicidade dos semelhantes, não se entregaria à volúpia da posse que o obriga a acumular dinheiro inutilmente.

Se o homem inclinado à tentação dos prazeres fáceis aprendesse a despender as próprias forças em favor da elevação coletiva, não disporia de ocasião para prender-se às paixões aniquiladoras que o arrastam ao crime.

Se as pessoas facilmente irascíveis estivessem dispostas a servir de acordo com os desígnios divinos, não envenenariam a própria saúde com remorsos e angústias injustificáveis.

Se o guloso vivesse atento à tarefa construtiva que lhe cabe no mundo, não se escravizaria aos apetites devastadores que lhe arruínam o corpo e a alma.

E se o invejoso utilizasse a existência, no trabalho digno, não gastaria tempo acompanhando maliciosamente as iniciativas do próximo, complicando o próprio destino...

Como vê, o maior dos pecados, a causa primordial de todos os males, é a preguiça.

Dá trabalho edificante às tuas ovelhas e convence-te de que, na posse do serviço, não se afastarão do caminho justo.

O  sacerdote não mais teve o que perguntar.

Despertou, edificado, e, do dia seguinte em diante, o povo reparou que o ministro modificara as pregações.

 

 (Texto recebido em email do pesquisador e  divulgador Antonio Sávio, de Belo Horizonte, MG)

Cerchia_di_gillis_mostaert,_scelta_della_via_larga_o_stretta,_1580_ca.

Escolha do caminho largo ou estreito. Pintura de Gillis Mostaert. Foto/autor: Sailko  

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cerchia_di_gillis_mostaert,_scelta_della_via_larga_o_stretta,_1580_ca..JPG 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2019/JUNHO/18-06-2019_arquivos/image010.jpg

Inveja. Afresco de Giotto di Bondone.

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Giotto_di_Bondone_-_No._48_The_Seven_Vices_-_Envy_-_WGA09275.jpg

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/JUNHO/16-06-2021_arquivos/image014.jpg

 

Gula. Guache no papel de Georg Emanuel Opiz

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Gluttony

Brooklyn_Museum_-_The_Chief_Priests_Ask_Jesus_by_What_Right_Does_He_Act_in_This_Way_-_James_Tissot

 

Os principais sacerdotes perguntam a Jesus com que direito ele age dessa maneira.

Guache sobre grafite sobre papel trançado cinza. Obra de James Tissot. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brooklyn_Museum_-_The_Chief_Priests_Ask_Jesus_by_What_Right_Does_He_Act_in_This_Way_-_James_Tissot.jpg    

 

 

*** POST para divulgação nas redes sociais.

Estimada(o) amiga(o).

Eis o POST (com ilustração) que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:

 

 

Leitura sugerida para esta terça-feira:

MENS SANA, CORPORE SANO

(Rogério Coelho)

O processo saúde-doença no ser humano está vinculado à interação mente-corpo; portanto, não é sem motivo que a sabedoria ancestral já vaticinava: “mens sana, corpore sano” (...)

Leia na íntegra: https://www.oconsolador.com.br/ano20/988/especial.html

A CONFIANÇA NO PROCESSO DA VIDA

(Cínthia Cortegoso)

Enquanto não se aceita a realidade, e a rejeição continua, é certo que há um desgaste enorme e uma infelicidade presente, pois o tempo em que se pode viver com paz e progredir apreciando a vida é desperdiçado (...)

Leia na íntegra: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/08/a-confianca-no-processo-da-vida-cinthia.html  

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo dia.

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

(Recebido de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

Fé racional e ativa

 

Na noite do dia24 de agosto, o tema “a fé transporta montanhas”, do Capítulo XIX de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, foi desenvolvido por Cesar Perri no estudo semanal oferecido pelo Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo-CCDPE, em São Paulo.

A reunião é presencial e transmitida pela internet, às 2as feiras, 20 horas. Em seguida há passes.

O Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo localiza-se na Alameda dos Guaiases, 16 – Indianópolis/Planalto Paulista, São Paulo.

Acesse pelo link:

https://www.youtube.com/watch?v=PXOwtlQ3mYA&t=25s

 

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e do GEECX)

 

 

Encontro de pesquisadores do espiritismo

O 21º ENLIHPE, o Encontro Nacional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo, um evento presencial a ser realizado em São Paulo, Capital, nos dias 29 e 30 deste mês de agosto, reunindo e divulgando pesquisas de interesse espírita, sob a direção da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo e do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo.

A Liga de Pesquisadores do Espiritismo - LIHPE é uma comunidade virtual que reúne pesquisadores, sejam espíritas ou não, sejam acadêmicos ou não, que se interessam em pesquisar o Espiritismo ou o Movimento Espírita. Anualmente, realiza-se o Encontro Nacional (ENLIHPE) sendo oportunidade de encontro de pessoas com objetivos afins de contínuo desenvolvimento de pesquisas com temática espírita e interessados na divulgação e discussão de seus estudos em diferentes áreas do conhecimento.

Local:
Sede da USE - União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, na Rua Dr. Gabriel Piza, 433, São Paulo, SP.

Programa e informações gerais:

https://espiritismoemmovimento.blogspot.com/2026/08/21-encontro-nacional-da-liga-de.html

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e do GEECX)

 

 

POST para divulgação nas redes sociais.

Estimada(o) amiga(o).

Eis o POST (com ilustração) que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:

 


Para ler e meditar:

ENTREVISTA COM JOÃO ABINAJM FILHO

Diretor financeiro do Centro Espírita Luz e Caridade, de Itobi-SP, e educador espírita infantil na Sociedade Espírita Luz e Amor, de São Caetano do Sul-SP, A entrevista é um dos destaques da revista O CONSOLADOR desta semana.
Para acessar, clique em:
https://www.oconsolador.com.br/ano20/988/entrevista.html

ALGUM SERVIÇO

Não afirmes que a vida na Terra se constitui unicamente de provas e sofrimentos. A escola expõe o desafio das lições, mas é sempre lembrada por celeiro de alegrias inesquecíveis. (Meimei)

Para acessar, clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/08/algum-servico-meimei-autora-espiritual.html    

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo dia.

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha

Portugal

 

 

Exmos Senhores OCS, 


As nossas mais cordiais saudações. 

1 - O Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, vai levar a cabo uma conferência espírita  subordinada ao tema  "Agenda do Espírito?" que será proferida por Sílvia Borges, no dia 28 de Agosto de 2026, 6ª feira, às 21h00.
Posteriormente, teremos a Fluidoterapia (passe espírita) e o atendimento em privado.

2 - Encontram-se abertas as inscrições (no CCE, no seu site e facebook) para o novo Curso de   Espiritismo bem como para a educação espírita infanto-juvenil a começarem em 26 de Setembro de 2026.

3 - Todas as palestras são colocadas no Youtube do CCE em http://bit.ly/29VcVMV e todas as    actividades são livres e gratuitas.

 


Cordialmente,

 

      CCE 

 


Tel: 938 466 898; 966 377 204;

www.cceespirita.wordpress.com - E-mail: [email protected] www.youtube.com/c/CentrodeCulturaEspíritaCaldasdaRainha

www.facebook.com/Centro-de-Cultura-Espírita-de-Caldas-da-Rainha-195515483836343/

 

 

 

 

(Recebido em email de Centro de Cultura Espírita Caldas da Rainha [[email protected]])

 

 

[1001-JornalMundoMaior] PÁGINA DO IRMÃO MAIS VELHO.

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PÁGINA DO IRMÃO MAIS VELHO.

Ajuda o teu filho, enquanto é tempo. A existência na Terra é a Vinha de Jesus, em que nascemos e renascemos.

 

Quantos olvidam seus filhos, a pretexto de auxílio ao próximo, e acabam por fardos pesados a toda a gente! Quantos se dizem portadores da caridade para o mundo e relegam o lar ao desespero e ao abandono?

 

Dá-lhe, sempre que possível, a bênção dos recursos acadêmicos; mas, antes disso, abre-lhe os tesouros da alma, para que não se iluda com as fantasias da inteligência quando procura agir sem Deus.

 

Ensina-lhe a lição do trabalho, preparando-o simultaneamente na arte de ser útil, a fim de que não se transforme em alimária inconsciente.

 

Os pais são os ourives da beleza interior. O buril do exemplo e a lâmpada sublime da bondade são os instrumentos de tua obra.

 

Não imponhas à formação juvenil os ídolos do dinheiro e da força. A bolsa farta na alma vazia de educação é roteiro seguro para a morte dos valores espirituais. O poder, sem amor, gera fantoches que a verdade destrói no momento preciso.

 

Garante a infância e a juventude para a vida honrada e pacífica. Faze de teu filho o melhor amigo, se desejas um continuador para os teus ideais. Ama teu filho e faze dele o teu confidente e companheiro.

 

E, quanto puderes com o teu entendimento e com o teu coração, auxilia-o, cada dia, para que não te falte a visão consoladora da noite estrelada na hora do teu repouso e para que te glorifiques, em plena luz, no instante luminoso do despertar.

No livro:- PLANTÃO DA PAZ/Emmanuel/Chico Xavier.

Magali Inês Brum- Colaboradora.

 

Se você gostou, repasse. Ou escreva para [email protected], faça sua sugestão ou crítica ou assinale (   )apagar meu endereço.   

 

 

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(Recebido de [email protected]; em nome de; Jornal Mundo Maior [[email protected]])

 

 

Palestra no Núcleo Espírita Miramez

Guarulhos, SP 

 

(Recebido em email de [email protected])

 

 

O que é o espiritismo – edição especial

Em um volume, estão reunidos: o livro “O que é o espiritismo”, de Allan Kardec, e o artigo “Resumo da lei dos fenômenos espíritas”, do mesmo autor, publicado na “Revista Espírita” de abril de 1864.

Edição especial pelo conteúdo e pelo objetivo principal da edição: “distribuição gratuita aos frequentadores das casas espíritas que compõem a USE”.

O Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro (CCDPE) editou a obra e a iniciativa é do órgão da USE-SP, a USE Distrital do Ibirapuera, com o apoio do Museu virtual AKOL – Allan Kardec on line.

Trata-se de obra traduzida por Evandro Noleto Bezerra e com edição autorizada pela FEB com base na Licença de Obra Intelectual.

A apresentação do novo volume é feita por Adair Ribeiro Júnior, do AKOL e USE-SP.

Informações:

[email protected]

[email protected]

 

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e GEECX))

 

 

III Encontro Espírita das Águas

Caxambu, MG



(Recebido em email de Domingos B. Rodrigues [[email protected]])

 

 

Lançamentos

O CLARIM

Bom dia, Ismael.

 

Seguem as artes de propaganda.

 

Link para ambos: https://www.oclarim.com.br/off

 

Abraços,

 

 

Cássio Carrara
Jornalista e Editor
[email protected]

www.oclarim.com.br
Telefone: (16) 3382-1066
WhatsApp (Cássio): (16) 99628-8180
Facebook: casaeditoraoclarim
Instagram: o.clarim

 

 

(Recebido em email de Cássio - Casa Editora O Clarim [[email protected]])

 

 

Jornal Momento Espírita – AGOSTO. Centro Espírita Amor e Caridade. Bauru,SP. Acesse abaixo: 

 

CLIQUE AQUI:

https://ceac.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Jornal-Momento-Esp-Agos-26.pdf

 

 

(Recebido de Leopoldo Zanardi)

 

 

 

Jornal AGENDA CRISTÃ - Rancharia (SP) - Agosto/2026

 

 

(Recebido em email de Francisco Atilio Arcoleze [[email protected]])

 

 

*** POST referente ao Jornal O IMORTAL (para divulgar hoje)

Estimada(o) amiga(o).

Eis o POST (com ilustração) relativo ao Jornal O IMORTAL de agosto de 2026, que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza: 

VEJA OS DESTAQUES D’ O IMORTAL DE AGOSTO

Está disponível na internet o jornal O IMORTAL de agosto, que traz como destaque uma entrevista com Jéssica Moliterno Genú, de Recife (PE). Palestrante e autora do livro “Administração DEScomplicada”, ela é psicanalista e atua também como Mentora de Carreiras e de Desenvolvimento Pessoal. 

Outro destaque da edição é uma matéria de Eliana Haddad a respeito da segunda edição do evento “O Novo Centro Espírita”, que trouxe a público muitas e diferentes atividades que as casas espíritas vêm realizando Brasil afora e no exterior.

Para acessar, clique em https://www.jornaloimortal.com.br/Home

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e uma ótima semana.

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

Resultados Parciais – PNE 2026

Resultados Parciais – PNE 2026

Mais moderna, novo portal!

Novas questões interessantes e instigantes. Participe!

Para refletir, esclarecer e agir

Participação atual de 18 estados.

https://pesquisa.portalkardec.org.br/B43605E6

 


 

 

Ivan Franzolim

WhatsApp: 55 (11) 98156-0030

[email protected]

http://franzolim.blogspot.com.br/

 

 

(Recebido em email de Ivan Franzolim [[email protected]])

 

 

Jornada da AME-SP debate o papel da espiritualidade

na medicina contemporânea

Interface gráfica do usuário, Aplicativo, Site

Descrição gerada automaticamente

 

Da evidência à prática: jornada da AME-SP debate o papel da espiritualidade na medicina contemporânea

 

Evento acontece em setembro, na nova sede da AME-Brasil, na capital paulista, e reunirá profissionais da Saúde, pesquisadores e estudantes para discutir experiências espirituais, neurociência, saúde mental e cuidado integral

 

São Paulo, 10 de junho de 2026 – A nova sede da AME Brasilserá palco, em 19 e 20 de setembro, da 14ª Jornada da AME-SP, evento que deve reunir médicos, psicólogos, enfermeiros e profissionais da Saúde para discutir o papel da espiritualidade na prática clínica contemporânea. No mesmo espaço e em conjunto ao evento acontece o 14º CondAME(Congresso Nacional do Departamento Acadêmico da AME-Brasil). Com o tema “A Dimensão Espiritual da Medicina – da Evidência à Prática”, ambos os encontrosserão uma preparação para o próximo Mednesp 2027, que acontece no ano que vem, no feriado do Corpus Christi, em Recife (PE), com promoção da AME-Brasil.

Com 200 vagas para a Jornada e 100 para o CondAME – Congresso Nacional do Departamento Acadêmico da AME-Brasil –, o evento acontece na rua Valdemar Ferreira, 162, no Butantã, em São Paulo (SP), reforçando a nova sede da entidade como espaço permanente de formação, debate e produção de conhecimento na interface entre saúde, ciência e espiritualidade.

“A proposta é discutir como a dimensão espiritual vem sendo incorporada, de forma cada vez mais consistente, às reflexões sobre cuidado, saúde mental, humanização da assistência e qualidade de vida de pacientes e profissionais da Saúde”, informa o psiquiatra Marcus Ribeiro, presidente da AME-SP. Ao longo de dois dias, a programação reunirá diferentes especialidades e abordagens para discutir desde evidências científicas até aplicações práticas no cotidiano clínico.

Entre os temas em debate estão experiências espirituais não ordinárias, experiências de quase-morte, comunicação após a morte, memórias de vidas passadas, práticas de cuidado em instituições espíritas, florescimento humano, neurociência, gratidão, crescimento pós-traumático e o impacto emocional sobre profissionais da Saúde.

A programação também dedica espaço ao debate sobre o cuidado de quem cuida — um dos temas mais urgentes no cenário contemporâneo da saúde. Questões como fadiga por compaixão, isolamento emocional, impotência diante do sofrimento e saúde espiritual dos profissionais serão abordadas sob diferentes perspectivas, incluindo Medicina, Psicologia e espiritualidade.

Realizada simultaneamente ao CondAME, a Jornada também busca fortalecer o movimento médico-espírita entre estudantes e jovens profissionais, ampliando a integração entre formação acadêmica, pesquisa e prática assistencial.

No sábado (19), os painéis abordarão a integração da espiritualidade nas diferentes áreas da Saúde, experiências de cuidado desenvolvidas em instituições espíritas e os impactos clínicos das chamadas experiências espirituais não ordinárias. Já no domingo (20), o foco estará no cultivo da saúde espiritual de profissionais da Saúde e nas contribuições das virtudes humanas — como esperança, amorosidade e gratidão — para o bem-estar físico e emocional.

As inscrições para a 14ª Jornada da AME-SP e para o 14º CondAME já estã abertas. A programação completa pode ser consultada no site oficial do evento.

São apoiadores do evento a Federação Espírita do Estado de São Paulo (Feesp), o Grupo Espírita Batuíra (GEB), Grupo Espírita CairbarSchutel, Instituto Espírita de Educação e a Fraternidade sem Fronteiras.

Serviço

14ª Jornada da AME-SP + 14º CondAME

Tema: A Dimensão Espiritual da Medicina – da Evidência à Prática

Data: 19 e 20 de setembro de 2026

Endereço: Nova sede da AME Brasil, à rua Valdemar Ferreira, 162 – Butantã – São Paulo (SP)

Programação e inscriçõesaqui

 

Proposta da AME

A AME traz uma outra face da Medicina e propõe uma saúde baseada nos valores da alma, calcados no conhecimento da Doutrina dos Espíritos (Espiritismo), uma verdadeira revolução iniciada no século XIX pelo advento de O Livro dos Espíritos e continuada mais recentemente nas obras de André Luiz (psicografia de Chico Xavier). Esses trabalhos trouxeram para a Medicina, Psicologia e outras disciplinas da Saúde um conhecimento que desvenda um lado ainda desconhecido da etiopatogenia das doenças e a dimensão espiritual do ser humano.

 

Mais informações:

Connectare Comunicação

Cláudia Santos – [email protected] – (11) 97663-4001

 

(Recebido em email de Cláudia Santos [[email protected]])

 

 

Solicitud de divulgação espírita

Recebido em email de Ruben de los Santos do Uruguai

 

 

 

 

 

 

 

 

(Recebido de email de solicitud de divulgação espírita)

 

 

 

Edição 127 da Folha Espírita Francisco Caixeta

Março/Abril-2026. Araxá, MG

 

CLICAR AQUI:

http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol127.pdf

 

 

(Recebido em email de Folha Espírita Francisco Caixeta [[email protected]])

 

 

Site da Federação Espírita Brasileira

Brasília, DF

 

Clique aqui:
https://febnet.org.br/

 

GeralFEB

 

Alerta sobre a comercialização de materiais de Evangelização Infantil 

 

CLIQUE AQUI:

https://febnet.org.br/https-febnet-org-br-alerta-sobre-a-comercializacao-de-materiais-de-evangelizacao-infantil/

 

 

 

FEP- Federação Espírita do Paraná

Curitiba

 

Clique aqui:
http://www.feparana.com.br/

 

 

 

 FEEAC. Federação Espírita do Acre

Rio Branco

 

Clique aqui:

https://www.facebook.com/feeacre/?locale=pt_BR


 

 

 

 

 FERO. Federação Espírita de Rondônia

Pôrto Velho

 

ACESSE AQUI:

https://www.facebook.com/ferobr/?locale=pt_BR

 



 

 

Abrigo Ismael

Araçatuba, SP

Quer ajudar o Abrigo e não sabe como?

Doando sua nota fiscal paulista, você estará ajudando nossas vovós. Faça a doação on line de seu cupom fiscal para o Abrigo Ismael! É fácil, rápido, você ajuda a entidade e ainda tem 2,5 vezes mais chances de ser sorteado!

 

(Copiado de https://web.facebook.com/abrigoismael/?locale=pt_BR&_rdc=1&_rdr)

 

  
  

Jacob Holzmann Netto

28-07-1934 / 26-08-1994

 

(Publicação da Feparana)

 

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/AGOSTO/27-08-2021_arquivos/image060.jpg

Jacob Holzmann Netto

28-07-1934 / 26-08-1994

 
Jacob Holzmann Netto, filho de Epaminondas e Albina Holzmann, nasceu numa terça feira, às 10h30, no rigoroso inverno de Ponta Grossa, no dia 28 de julho de 1934. Era o terceiro filho do casal.

 

Passou a infância em Ponta Grossa, ao lado dos pais, irmãos, tios e primos.

 

Sua vida escolar iniciou-se na Escola de Aplicação, anexa à Escola de Professores de Ponta Grossa (1941 a 1944).

 

Mudou-se para a Capital do Estado e passou a freqüentar a Escola de Aplicação, anexa ao Instituto de Educação do Paraná para cursar a 5a. série do então Curso Primário, pois com dez anos de idade não poderia ingressar no Curso Ginasial. Concluiu o Primário em 1945.

 

Fez os cursos Ginasial e Colegial no Colégio Estadual do Paraná (1946 a 1952).

 

Obteve os seguintes títulos, em sua carreira:

 

Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná - UFPR (1958) e Bacharel em Psicologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica do Paraná (1972). Licenciado em Psicologia pela mesma Faculdade em 1972.

 

Foi agraciado com o Prêmio "Prof. Enéas Marques dos Santos", em 1954, ao ser o 1º colocado nos exames vestibulares da Faculdade de Direito da UFPR.

 

Recebeu o Prêmio "Des. Ernani Guarita Cartaxo", também em 1954, como o melhor aluno do 1º ano da Faculdade de Direito da UFPR; o Prêmio "Prof. Nelson Ferreira da Luz", em 1956, como melhor aluno do 3º ano da Faculdade de Direito da UFPR; o Prêmio "Prof. Athos Moraes Vellozo", em 1958 como melhor aluno do 5º ano da Faculdade de Direito da UFPR e o Prêmio "Teixeira de Freitas", nos anos de 1955, 1956, 1957 e 1958, como melhor aluno da Cadeira de Direito Civil; o Prêmio "Des. Vieira Cavalcanti", em 1956 e 1957 como melhor aluno da Cadeira de Direito Comercial; o Prêmio "Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná "- Medalha de ouro - 1958, intituído pela direção da Faculdade, ao melhor aluno do Curso Jurídico da UFPR; o Prêmio "Des. Hugo Simas" - Medalha de ouro - 1958, instituído pelo Centro Acadêmico "Hugo Simas", ao melhor aluno do Curso Jurídico da Universidade do Paraná; o Prêmio "Rui Barbosa", em 1958, instituído pela Prefeitura Municipal de Curitiba, ao melhor aluno do Curso Jurídico da UFPR; o Prêmio "Universitário do Ano" - Medalha de ouro - 1958, instituído pela União Paranaense dos Estudantes, ao acadêmico que mais se destacou em todo o Estado do Paraná.

 

Foi o 1º colocado no Curso de Oratória, realizado durante a 1ª Semana Paranaense de Estudos Jurídicos e Sociais - Medalha de ouro - 1956; 2º colocado no Concurso realizado durante a 1ª Semana Interamericana de Estudos Jurídicos e Sociais; 1º colocado entre os participantes de Língua Portuguesa, em Porto Alegre, em 1956; 2º colocado no Concurso de Oratória, realizado durante a 1ª Semana Nacional de Estudos Jurídicos e Sociais, comemorativa ao aniversário do Centro Acadêmico "Cândido de Oliveira", órgão do corpo discente da Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil- Rio de Janeiro - 1957.

 

Foi eleito 2º orador do Centro Acadêmico "Hugo Simas", órgão do corpo discente da Faculdade de Direito da UFPR - 1956.

 

Foi Vice-Presidente do Centro Acadêmico "Hugo Simas" em 1958, Orador da Turma "Prof. Napoleão Teixeira", dos bacharéis de 1958, formados na UFPR e Orador da Turma "Sigmund Freud", dos Psicólogos de 1973, formados pela Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Católica do Paraná.

 

Dominava, além da língua pátria, o inglês e o francês, tendo feito seus Cursos na Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa (Certificado de Habilitação da Universidade de Cambridge - 1956) e na Alliance Française (Certificado de Habilitação da Universidade de Nancy - 1956).

 

TRAJETORIA DE UM ORADOR

 

Em 1956, Jacob era acadêmico do 3º ano da Faculdade de Direito da UFPR.

 

Nesse ano, participou da 1ª Semana Interamericana de Estudos Jurídicos e Sociais e 1º Concurso Interamericano de Oratória.

 

Representando o Paraná no Concurso de Oratória, coube-lhe o tema "Autoridade e Liberdade", tendo assim se expressado: "Não apenas profundo, o tema que me coube, por sorteio, é antes de mais nada, assunto palpitante e atualíssimo, uma vez que é sabido ser o grande problema do século em que vivemos, a conciliação da democracia com liberdade individual".

 

Entre 22 candidatos que concorreram, o acadêmico se classificou em 2º lugar.

 

No seu retorno, no dia 8 de maio, o Governador do Estado do Paraná, Moysés Lupion, o recebeu. Na oportunidade, o Chefe do Governo cumprimentou o acadêmico, cuja conquista honrou a Universidade Federal do Paraná e a cultura do povo paranaense.

 

Em 26 de maio de 1957, era a seguinte a manchete nos Jornais da Capital: CONCURSO DE ORATÓRIA DO CAHS - Classificado em primeiro lugar, o acadêmico Jacob Holzmann Netto, com o tema: "Bandoeng, encruzilhada de duas épocas". O concurso teve lugar na Faculdade de Direito da UFPR e foi patrocinado pelo Departamento Cultural do Cento Acadêmico Hugo Simas.

 

Jacob Holzmann Netto conquistou o 1º Lugar nas eliminatórias do Concurso de Oratória, promovido pelo Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO), na cidade do Rio de Janeiro, abordando o tema "A ONU e a Paz Mundial - A paz triunfará sobre a guerra, na medida em que o homem, individualmente, lute por esta conquista".

 

Ao final do concurso, ao ensejo do 41º aniversário do CACO, na Faculdade Nacional de Direito, Jacob ficou em 2º lugar.

 

Foi convidado pelas formandas do Instituto de Educação do Paraná, no final de 1957, para que transmitisse uma mensagem àquelas que seriam responsáveis pela educação de tantas crianças.

 

Nas palavras de Deolindo Amorin: Não foi um discurso feito nos moldes triviais das orações de formatura... Não. O discurso de Jacob foi de outro feitio, na forma e no fundo, porque foi um estudo muito sério de psicologia à luz da reencarnação... ele soube trazer questões de pedagogia, de ética, de psicologia infantil para o terreno doutrinário, em face do Espiritismo. Mostrou e de modo seguro, que a Doutrina Espírita, com a sua extensão, com sólida contextura moral e filosófica, é um roteiro certo para o educador moderno.

 

JACOB HOLZMANN NETTO - ORADOR ESPÍRITA

 

Em Ponta Grossa, no dia 7 de janeiro de 1957, na Sociedade Espírita Francisco de Assis proferiu a palestra Humildade, Fraternidade e Responsabilidade.

 

A sua apresentação foi feita pelo Dr. Lauro Schleder, Juiz do Tribunal de Contas do Paraná, que acentuou que poderia parecer paradoxal viesse ele apresentar um filho da cidade.... Mas, que havia uma razão para tal apresentação, pois Jacob saíra de sua terra aos 10 anos de idade e agora voltava já com uma apreciável cultura, eis que estudioso e inteligente, amealhara conhecimentos que o faziam digno de admiração, como orador de largos recursos.

Estava aberta a porta para a sua lide como grande orador espírita.

 

Em fins de março e começo de abril do ano de 1958, acompanhado pelo Dr. Lauro Schleder, iniciou uma grande jornada, proferindo no dia 30 de março, na sede da Federação Espírita do Estado de São Paulo, uma Conferência, tendo por centro a figura inconfundível do mestre de Lyon.

 

Em 3 de abril, Jacob teve a oportunidade de falar principalmente aos moços espíritas, reunidos em Concentração na cidade de São José do Rio Preto e, a 5 de abril, no Instituto de Cultura Espírita, sediado no Rio de Janeiro.

 

Ainda durante o ano de 1958, Jacob proferiu em 3 de agosto, Conferência em Londrina e no dia 21 de setembro em Taubaté, SP.

 

Em 20 de março, Jacob proferiu a aula inaugural do Curso do Instituto de Cultura Espírita, no Rio de Janeiro, RJ, com o tema "A Pena de Morte à Luz do Espiritismo".

 

Nesse ano esteve em Franca (SP), Londrina (PR), Porto União (SC), Campinas e Amparo (SP).

Posteriormente proferiu Conferências em Rio Claro, Curitiba (PR), Manaus (AM), Belém (PA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), João Pessoa (PA), Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), Salvador (BA), Antonina (PR), Rio de Janeiro, Petrópolis e Niterói (RJ), Araguari, Monte Alegre, Uberaba e Guaxupé (MG), Buenos Aires, Maringá (PR), Sorocaba e Franca (SP), Anápolis (GO), Barretos, Santo André e Marilia (SP), Joinvile (SC), Ponta Grossa (PR).

 

Nas Capitais e cidades acima citadas, acabou retornando várias vezes e em muitas proferiu Conferências em dias consecutivos.

 

Em 26 de agosto de 1994, desencarnou em Curitiba, Jacob Holzmann Neto, idealizador e um dos fundadores da Comunhão Espírita Cristã de Curitiba, sediada em Curitiba.

 

Dados compilados e fornecidos por Laércio Furlan


 

Senhor Presidente do Centro Acadêmico "Hugo Simas", Reverendo Padre Doutor Emílio Silva.
Senhores Juízes de Direito e Professores componentes da Mesa.


Senhoras e Senhores,


Universitários:

 

O cargo de orador do Centro Acadêmico "Hugo Simas", órgão do corpo discente da Faculdade de Direito da Universidade do Paraná, impõe-me o dever de saudar o Padre Emílio Silva em nome da classe acadêmica de minha Escola. Se é dever, tomo-o por dever gratíssimo. Mais do que isso: sau¬dar o Padre Emílio Silva é para mim honra subida.

 

Na qualidade oficial de orador, representante de uma classe, eu saúdo o Doutor em Filosofia pela "Academia Romana di Santo Tommaso D'Aquino"; saúdo o Bacharel em Filosofia e Letras pela Universidade de Santiago de Compostela; saúdo o Professor de Introdução Filosófica às Ciências Jurídicas, Doutrina Social Católica, Fontes e História do Direito Eclesiástico, Cultura Religiosa, Ética e Direito Canônico; saúdo o vasto conhecimento de um homem que triunfou pelo estudo e pelo saber, pela inteligência. E, se necessidade houvesse de maiores provas, eu poderia aqui alinhar outros tantos títulos que a ele pertencem e que se lhe integraram à personalidade de mestre e pensador. Não o faço por uma razão: o venerando professor que nos visita não poderá valer, entre nós, pelos títulos que acumulou; valerá pelo que nos ensinar, emprestando a suas palestras o vigor de sua reconhecida sapiência. Um professor não vale pelo diploma; vale pelo que transmite e dissemina. E com isso concorda, tenho certeza, o Reverendo Padre Emílio Silva. Demais, deixando de citar todas as dignidades que ele conquistou e todas as teses que fez publicar, coloco-o mais à vontade, por não lhe ferir a modéstia - nobre qualidade de todo professor. Tive em mãos o "curriculum vitae" do conferencista e, confesso, antes de ouvi-lo já o admiro por tudo quanto ali vem documentado: uma vida inteira a serviço do estudo e do ensino. O Paraná se sente honrado e a mocidade universitária de minha terra diz, por mim, de seu júbilo e gratidão por receber visita de mestre tão excelente e tão ilustre homem!

 

Todavia, se na qualidade oficial de orador, representante de uma classe, eu enalteço um homem de conhecimento, falando por mim, particularmente, rendo culto a um homem de coragem. Nada mais me impressiona do que a coragem. E coragem tem aquele que se propõe defender a licitude e a conveniência da pena de morte. Maior coragem, se é professor e se dirige à gente moça. Coragem surpreendente, se é sacerdote...

 

Reverendo Padre Doutor Emílio Silva:

 

Vossa Excelência não é um estranho a essa gente toda que o vai ouvir. De há muito que escuto falar, principalmente pelos corredores de minha Escola, no padre que defende a pena de morte: a fama de Vossa Excelência o precedeu nessa auspiciosa visita a Curitiba. E a mim, especialmente, Vossa Excelência tem dado muito em que pensar. É que sua responsabilidade de mestre e "Ministro de Deus" não lhe permitiria, creio eu, enveredar por senda assaz perigosa, envolta em tamanha azáfama sensacionalismo tão grande, caso Vossa Excelência não estivesse plenamente seguro e inteiramente convicto daquilo que defende por lícito e conveniente. Vossa Excelência terá, por certo, escoimado de dúvidas tese assim arrojada; terá buscado argumentos robustos à Sociologia e à Criminologia, assentando-os em subsídios colhidos à Ética e à Filosofia da Igreja.

 

E eu, que por tanto tempo aguardei a visita de Vossa Excelência e hoje o contemplo de bem perto - sentindo-me pequeno diante da autoridade de sua cultura - estranhamente, não consigo agora concentrar-me em sua pessoa. Meu pensamento fervilha e eis que me impele a reproduzir, ante meus olhos, o longo desfile daqueles belos espíritos que se ocuparam dos problemas filosófico-jurídicos ligados aos fundamentos e objetivos do sistema penal:

 

Rossi, Carrara e Pessina me gritam aos ouvidos: "Punitur quia peccatum est". E Kant e Hegel e Binding já fazem coro: a pena é instrumento de expiação do crime; há que reconhecer nela a função eminentemente retributiva, repelir a unificação da medida de segurança com a sanção penal, para que esta não sacrifique seu caráter retributivo à finalidade de reajustamento do criminoso; a pena é retribuição, expiação da culpabilidade contida no fato punível - é o mal justo que se contrapõe à justiça do mal praticado pelo agente; e isso porque o fundamento da responsabilidade penal é a responsabilidade moral, com base no livre arbítrio, que pressupõe a existência de uma vontade inteligente e livre.

 

E já me disponho a acatar as teorias da retribuição, quando Beccaria, Filangieri e Carmignani me surpreendem o êxtase e sustentam, com veemência, que a pena tem um fim prático e imediato de prevenção geral ou especial do crime. E Feuerbach e Romagnosi me fazem invocar a personalidade brilhante de von Liszt e sua moderna Escola Alemã, de mistura com os postulados de Lombroso, Ferri e Garofalo - lídimos representantes da Escola Positiva Italiana: "Punitur non quia peccatun est, sed ne peccetur"; a responsabilidade penal está baseada na responsabilidade social ou, ainda, na periculosidade criminal do agente; a sanção penal não é castigo de culpabilidade, mas instrumento de defesa social, pela recuperação do criminoso; a pena não é medida retributiva, porém preventiva: deve ser aplicada à natureza do delinqüente e não do delito, pois que não visa à punição do infrator e, sim, a sua readaptação às condições da convivência social.

 

E agora?! De um lado, a pena-castigo; de outro, a pena-defesa e a pena-educação. Mas razões históricas insistem por convencer-me de que os clássicos estão superados; dados estatísticos me evidenciam que o rigorismo das penas - quando não tende à reabilitação do delinqüente - não aproveita a este e, muito menos, à sociedade, que se sacia de vingança, contudo não exaure a própria culpa. É a sociedade que fabrica, em série, os párias, os desajustados, os criminosos; tem, pois, o dever de reeducá-los, não o direito de lhes infligir castigo e, menos ainda, o de lhes tirar a vida. E já meu idealismo exaltado de moço me fala das prisões abertas; diz-me que todo homem esconde, dentro de si mesmo, algo de bom, que cumpre fazer desabroche para as realizações úteis, mercê da educação. E já minha formação cristã me desperta a piedade, bosquejando, dentro de minh'alma, os negros quadros da miséria: crianças que nascem e se criam órfãs de amparo moral e afetivo, vivendo ao deus-dará, mamujando mamas corroídas de sífilis, alunas habituais da universidade das sarjetas, bebendo torpes lições dos mestres descarados da sordice, do vício, da obscenidade e da malandragem. Criminosos em potencial, a quem ninguém assiste! A vida já lhes é pena tão dura de cumprir e a sociedade madrasta se arma para amanhã os assinalar com o ferrete da difamação, senão matá-los. "Assassinato legal" - me cochicha Beccaria.

 

Reverendo Padre Emílio, eu lhe peço perdão se a confusão de meus sentimentos exige que eu prossiga analisando questões atinentes à pena de morte. É que, embora como estudante de Direito eu lhe reconheça a possibilidade de defender a pena de morte com fundamento jurídico, não compreendo - como cristão que sou - e talvez não o compreenda por ignorância; não compreendo, eu dizia, possa Vossa Excelência sustentar a legitimidade da pena de morte, como sacerdote de uma igreja cristã...

 

Lembrando-me de que Vossa Excelência é sa¬cerdote, recordo agora também que, sob o império do "jus canonicum", a idéia firmada era que só a Deus cabia punir e premiar os homens, d'Ele emanando todo o poder humano - "Omnis potestas a Deo" - exercido na Terra pela Igreja, por delegação divina. E, abeirando-me da heresia, eu me pergunto se a conveniência e a licitude que Vossa Excelência encontrou na pena de morte seriam a licitude e a conveniência que descobriu Pierre Cauchon, bispo de Beauvais, ou Tomás de Torquemada para, sob o pretexto piedoso de salvar as almas dos hereges, fazer que as fogueiras de Espanha tressuassem carne humana; ou, ainda, o imortal Dante, que, em poética vingança simbólica, povoou os tijucos para além do "Aqueronte" com as almas de seus desafetos.

 

Perdoe-me Vossa Excelência se, pela confusão de meus sentimentos, sou obrigado a tratar aqui de problemas alheios a minha missão; se exorbito de minha tarefa. Mas é que Lanza me vem à tona das idéias e afirma o princípio evolutivo que deve reger a ciência penal; assevera-me que já se ultrapassou a reação penal do tipo impulsivo e, bem assim, a reação penal do tipo inteligente: hoje é o domínio da reação penal do tipo ético. Ele não crê na incorrigibilidade do homem que delinqüe porque, na verdade, até agora nada foi verdadeiramente tentado para inspirar ao criminoso novos sentimentos humanos e, muito menos, realizado qualquer programa pedagógico. É o caminho mais difícil - a educação - porém o melhor caminho, o que diz melhor com a condição de homem. A pena de morte é a escápula mais fácil, a meu ver: lavam-se as mãos tintas de sangue, cruzam-se os braços modorrentos, põe-se mordaça à consciência.

 

Se eu acredito, como moço idealista, na função educadora da pena, também não me recuso à aceitação de algumas verdades consagradas pela Escola Positiva, salvantes os exageros de Lombroso. Eu não posso negar as influências físicas e sociais na determinação da delinqüência. E se a vida torna evidente que os homens cá vivem em condições morais e sociais variando ao infinito, o decantado livre arbítrio não pode existir em igual quantidade para todos os homens; há de ser condicionado ao grau evolutivo de cada um; e nem o dogma de que a alma é criada simultaneamente com o corpo explica por que não são todas as almas, se provindas da mesma fonte, criadas com idênticas disposições para o bem. E porque as condições de vida variam, a pena de morte me parece iníqua. E porque as condições de vida variam, não pode a justiça divina - poderia, se não houvesse loucos, se não houvesse portadores de "déficit" mental, se não houvesse epilépticos, se não houvesse fome e miséria e treva e ignorância, orgulho e vaidade e egoísmo, e a todos os homens se concedesse, na vida presente, igual oportunidade para alcançar o Bom e o Belo - não pode a justiça divina, eu dizia, circunscrever-se ao fatalismo das penas e recompensas eternas, sob pena de ser considerada injusta, inferior à justiça humana, que já preconiza a individualização da sanção anticriminal. A meu ver, "datíssima vênia" , só a preexistência da alma - velha batalhadora de vidas pregressas - justificaria as tendências contraditórias do espírito humano na vida presente, e devolveria a Deus o caráter de soberanamente justo e misericordioso: todas as almas, criadas simples e ignorantes, partem do mesmo ponto e evolvem para um único fim. E se assim é, se a vida atual é oportunidade de corretivo, de educação, de progresso e de escola, a ninguém é dado matar - nem ao indivíduo e nem ao Estado: a pena de morte é oficio de Deus!...

 

Eu peço mais uma vez perdão a Vossa Excelência, Reverendo Padre Emílio Silva. Acontece, porém, que eu não teria dito tudo que disse se não fora idealista, se não tivesse como meu o arroubo natural em todo moço, se a visita de Vossa Excelência não houvesse despertado, em mim, o mais vivo interesse; eu não teria dito isso tudo se não acreditasse em sua capacidade, em seu saber e em sua inteligência. Minha consciência me sacudiu a sensibilidade e exigiu que eu me manifestasse contra a pena de morte. Se não o fizesse, teria traído minha formação cristã, que me manda amar o próximo como a mim mesmo; traído a tradição que sedimentei no seio da família, pela percentagem de sangue negro que me faz cantar o sentimentalismo de um povo supliciado e oprimido, pela cota de sangue indígena que me reclama o amor da liberdade, pela porção de sangue luso que me impele à conquista da vida civilizada, e pela estirpe russo-alemã que me deu o nome e me ensinou a amar a terra, a natureza, a música e a submissão a Deus; teria traído minha condição de brasileiro, que muito prezo e me assegura ser o Brasil um país que aprendeu a abominar a violência; eu teria traído tudo que me é mais caro, se me houvesse calado!

 

Não obstante, eu lhe reconheço - já asseverei - a possibilidade de defender a pena de morte, como jurista e filósofo. Talvez mesmo, com base na Suma Teológica e no Direito Eclesiástico, em Agostinho e Optato, lhe seja possível esse malabarismo. Eu me nego a acreditar, entretanto, que argumento para tal possa ser bebido diretamente nas palavras de Jesus, o Profeta da Paz, do Amor e do Perdão - Aquele que disse: "Reconciliai-vos antes de tudo com o vosso irmão e depois vireis fa¬zer a vossa oferta diante do altar". Se Vossa Excelência colocar violência na boca do Messias Divino, terá destruído - em meu entender - o mais santo dos homens, o deus da igreja que Vossa Excelência representa; terá esmagado o secular edifício do Cristianismo, sustentado sobre o amor da divindade e o amor do próximo. Se Vossa Excelência o conseguir, eu terei perdido - naturalmente e de conseqüência - minha qualidade de cristão, porém não a de amante da paz. Terei então, em desespero, de socorrer-me daqueles outros lindos modelos de virtude e temperança que me oferece a história da humanidade - Buda, Lao-Tsé, Sócrates, Francisco de Assis, João Huss, George Fox, Léon Tolstoi, Ghandi e tantos outros - para que eu não perca minha crença no bem, a confiança que tenho em Deus e a necessidade que tenho de crer no futuro do homem!

 

Eu peço uma última vez perdão a Vossa Excelência, Reverendo Padre Emilio Silva. Mas tenho para mim que, com isso tudo que eu lhe disse, em nada diminuirá a admiração - sincera e sinceríssima - que devo à cultura e ao desassombro de Vossa Excelência. Tenho para mim que, premunindo o auditório, tributei a Vossa Excelência a maior e a mais cara das homenagens: dei-lhe, por antecipação, uma prova de confiança absoluta na excelência de seu conhecimento de mestre e pensador. Estou certo de que Vossa Excelência conseguirá, pelo poder da razão e da lógica, esfacelar-me - a mim e a minha ignorância - nessas quatro conferências brilhantíssimas que veio proferir em nosso meio provinciano.

 

E é por isso, então, que eu me sinto perfeitamente à vontade para, em nome do Centro Acadêmico "Hugo Simas" e em meu próprio nome, testemunhar-lhe meu fundo respeito e lhe dar boas-vindas: Seja Vossa Excelência, Reverendo Padre Professor Doutor Emilio Silva, bem vindo ao Paraná, que anseia por conhecê-lo através da mocidade estudiosa!

 

E, afinal, a saudação de um cristão para outro: Que a paz seja com Vossa Excelência!"

 

Discurso pronunciado por Jacob Holzmann Neto, na qualidade de orador do Centro Acadêmico Hugo Simas, da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, ao ensejo da visita que, a convite daquele Centro Acadêmico, fizera a Curitiba, o venerando Professor Padre Emílio Silva. Publicado na edição de 30 de junho de 1958 do Jornal Mundo Espírita.


 

Senhor Presidente do Centro Acadêmico "Hugo Simas",


Reverendo Padre Doutor Emílio Silva


Demais componentes da Mesa


Senhoras e Senhores


Universitários:

 

Uso da palavra, segunda vez, para homenagear o Reverendo Padre Professor Doutor Emílio Silva. Na terça-feira última, eu formulava uma saudação; hoje. apresento uma despedida. Numa e noutra vez, o direito de falar me foi concedido por pertencer a mim o cargo de orador do Centro Acadêmico "Hugo Simas"; e, numa e noutra vez, exultei: tomei sobre meus ombros a responsabilidade de representar uma classe, com íntima satisfação. Porque nem sempre as oportunidades abertas ao orador lhe são gratas. E coisa pior não existe do que se fazer aquilo que se não quer fazer. Tudo que então se diz soa falso, frio, descolorido, insincero. Haveis de conceder-me este crédito: prezo muito a sinceridade. E é a sinceridade que me faz, segunda vez, confessar que muito me honra dirigir a palavra à figura respeitabilíssima, por todos os títulos, do Reverendo Padre Professor Doutor Emílio Silva.

 

Hoje o confesso com força maior ainda, com base mais sólida: ratifico todos os encômios que enderecei ao venerando professor e que ele, por excessiva modéstia, classificou de hiperbólicos. Não foram elogios hiperbólicos! O próprio Padre Emílio fê-Ios justos e proporcionados, comprovando-os. Todos os que ouvimos as belíssimas e segurissimas preleções do Padre Emílio Silva, hoje - mais do que há três dias - reconhecemos a cultura e a inteligência, a capacidade e a sapiência daquele que nos fez tão grata visita. E a esse patrimônio intelectual todo, que é dele e que nunca lhe será negado, tributamos derradeira homenagem.

 

Professor Emílio Silva:

 

O Centro Acadêmico "Hugo Simas" apresenta, por mim, a Vossa Excelência sua despedida oficial. Quiséramos ter conosco, por mais tempo ainda, a palavra esclarecida de Vossa. Excelência. Ainda que obrigado a nos deixar, Vossa Excelência não conseguirá, todavia, arrancar as raízes de admiração e simpatia que profundou em nosso meio. De Vossa Excelência fica a mais cara das lembranças: o estimulo ao estudo e o respeito à cultura. Gostaríamos, também, que Vossa Excelência levasse consigo algo de nós. Infelizmente, mais não temos a oferecer do que nossos agradecimentos: somos gratos pelo muito que aprendemos em quatro aulas.

 

Vossa Excelência, pela cultura filosófica, soube impor-se em nosso meio.E aquilo que eu lhe digo é o que pensam todos os que me ouvem. Vossa Excelência desenvolveu, com segurança e clareza, a tese que se propôs defender. Eu o cumprimento, por modo efusivo, e cumprimento, também, a classe acadêmica. de minha terra por ter ouvido tudo quanto ouviu de Vossa Excelência. Poucas vezes tive oportunidade de apreciar em outrem tamanha acuidade de raciocínio e habilidade de argumentação tão impressionante. Foi o que marcou a tese de Vossa Excelência e é o que todos aqui reconhecemos: raciocínio vigoroso, cultura fecunda, exposição clara e argumentação segura.

 

Quando eu o saudei há três dias, houve quem interpretasse mal minhas palavras e meu propósito. Tenho, porém, a certeza de que Vossa Excelência bem me compreendeu. Manifestei-me, por antecipação, contrariamente a seu ponto de vista - primeiro, pela necessidade que tem todo homem sincero de afirmar suas convicções, quando se lhe dá azo; depois, porque sabia perfeitamente a quem falava - um Doutor em Filosofia; e, por último, para que Vossa Excelência colhesse a impressão de que a mocidade do Paraná procura estudar e não é indiferente aos problemas que agitam o homem e a sociedade.

 

Vossa Excelência dizia, ainda ontem, que aquele que combateu a pena de morte, com veemência e por modo que o fizesse saber a todos, dificilmente teria sinceridade suficiente pata reconhecer o erro e vencer o amor próprio, tenaz característica de todo espírito humano. Respeito muito a autoridade daquele que disse antes de mim - "se há grandeza em reconhecer o próprio erro, há sempre baixeza em perseverar numa opinião que se repute falsa." (Allan Kardec). Porque ele assim falou, estou seguro de que eu retrataria minha falha, caso Vossa Excelência houvesse conseguido mudar minha maneira de pensar. E como muitos esperam - talvez Vossa Excelência mesmo - que eu aqui me pronuncie, de público, sobre se minhas idéias permanecem inalteradas ou não, peço vênia para tanto, uma vez que - assim me parece - durante a saudação anterior, eu assumi, ainda que veladamente, tal compromisso. Peço vênia para dizer, com toda a sinceridade, que não mudei: continuo contra a pena de morte.

 

E Vossa Excelência há de reconhecer a mim esse direito, porque Vossa Excelência mesmo disse, tam¬bém ontem, que a convicção é conquista individual: não se poderá impô-la a quem quer que seja.

 

Embora lhe tenha parecido que minhas palavras, quando eu o saudei há três dias, não tiveram outra força que não o arrebatamento do orador - não é o sentimentalismo deseducado que grita em mim: sou cérebro e sou coração, quando sou contra a pena de morte. Apenas Vossa Excelência desconhece a doutrina - a um só tempo filosófica, científica e religiosa - que me dá esta convicção. Isso importa. numa profissão de fé: sou espírita e, como espírita, não poderei jamais, sem trair minha razão e meu sentimento, aceitar a legitimidade e a conveniência da pena de morte!

 

E malgrado permaneçamos ambos cristãos - Vossa Excelência mesmo o disse - hoje se me tornou patente que encaramos o Cristo sob prismas diferentes... Talvez, algum dia, quando não formos mais o mestre e o aluno, o clérigo e o leigo, a maturidade e a juventude; em algum lugar, quando livres das contingências da matéria, a vida de um homem ou de um povo nos parecer tão pequena quanto a de um mosquito e, em compensação, a de um inseto tão infinita quanto a de um corpo celeste com toda sua poeira de nações; talvez, nesse dia, possamos compreender, juntos, que todos os homens, de todas as seitas e de todas as filosofias, lutam pela conquista da Verdade e para ela evolam em sua marcha ascensional até Deus!

 

Até lá, se esse dia vier, hipoteco-lhe, desde já, meu respeito, minha admiração e minha amizade...

 

E, finalmente, deixo aqui consignados os agradecimentos do Centro Acadêmico "Hugo Simas" e da mocidade do Paraná, pela solicitude com que Vossa Excelência aquiesceu a nosso convite e pelas quatro brilhantíssimas conferências que proferiu em nosso meio.

 

Ao Reverendo Padre Emílio, nosso muito-obrigado, nosso muito-obrigado sincero e muito sincero!

 

Discurso pronunciado por Jacob Holzmann Neto, na qualidade de orador do Centro Acadêmico Hugo Simas, da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, ao final da visita que, a convite daquele Centro Acadêmico, fizera a Curitiba, o venerando Professor Padre Emílio Silva. Publicado na edição de 30 de junho de 1958 do Jornal Mundo Espírita.

 

 (Fonte: http://www.feparana.com.br/topico/?topico=546      (Recebido em email de [email protected])

 

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Estação de Ponta Grossa, PR, em 1924.  Imagem/fonte:

http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-tronco/pontagrossa-nova.htm

 


Jacob Holzmann Netto em Ponta Grossa, PR,

no dia 28 de julho de 1934.

Leia a Biografia acima.

 

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Praça Tiradentes de Curitiba, PR, no ano de 1950. Foto: Domínio público / Acervo Arquivo Nacional

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pra%C3%A7a_Tiradentes,_Curitiba_(PR).tif  

 

Jacob Holzmann Netto  desencarnou em

em Curitiba, capital  paranaense,  no  dia

26-08-1994. Leia a Biografia acima.

 

 

 

Biografias

José Gonçalves Pereira

 

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José Gonçalves Pereira nasceu em São José do Barreiro, Vale do Paraíba (São Paulo - Brasil) em 14 de junho de 1906, filho de Horácio Gonçalves Pereira e Alvina Rodrigues Gonçalves Pereira.

 

Em 1927, já na cidade de São Paulo, capital do Estado de São Paulo (Brasil), casa-se com Luíza Miranda (nascida em 18/05/1911, no bairro do Cambuci) e começa a trabalhar como vendedor na empresa multinacional de origem inglesa "Gessy Lever".  A empresa nesta época tentava introduzir um novo produto no mercado, sem muito sucesso - era um novo sabão em barras - e o Sr. Gonçalves teve a idéia de fazer uma campanha mostrando a lavagem de roupa em público, onde se demonstrava a superioridade do produto sobre os concorrentes.

 

O sucesso da campanha, inédita na época, levou rapidamente o Sr. Gonçalves a posição de Diretor Comercial, na qual permaneceu até sua aposentadoria em 1964. A aposentaria foi solicitada para que pudesse dedicar-se a Casa Transitória Fabiano de Cristo, da qual falaremos adiante.

 

Foi levado a Federação Espírita do Estado de São Paulo por um amigo. O objetivo era conversar com o Comandante Edgard Armond, autor do livro "Mediunidade", que o interessará bastante. Por convite de Edgard Armond, passou a participar das reuniões e a integrar-se nas tarefas do grupo.

 

As atividades de Assistência Social, o auxílio aos mais necessitados, sempre tiveram grande importância no movimento espírita paulista, desde os tempos de Batuíra, e naturalmente constituíam um das áreas de atuação da FEESP.  Em 1937 surgiu o "Departamento Damas da Caridade" para prestar assistência à infância desvalidas, as gestantes carentes e socorrer os pobres em suas penúrias. Em 1938 surge o "Setor de Assistência Social" ligado ao "Departamento das Damas de Caridade", com o auxílio de médicos voluntários prestando assistência médica, odontológica e farmácia. Em 1940 o "Setor de Assistência Social" ganhou autonomia e seu primeiro diretor foi o médico paulista Dr. Militão Pacheco.

 

Participando ativamente da FEESP, o Sr. Gonçalves foi nomeado em 1949 - pelo Secretário Geral, o Cte Edgard Armond - Diretor do Departamento de Assistência Social. 

 

Durante os anos em que dirigiu este departamento, desenvolveu diversas atividades novas e estendeu grandemente o número de benefícios prestados a sociedade. O trabalho iniciou-se em um terreno atrás da sede da Federação (Rua Maria Paula), onde havia um galinheiro desativado, estendeu-se no casarão posteriormente adquirido na rua Santo Amaro e em 1960 culminou com a inauguração da "Casa Transitória Fabiano de Cristo" na Marginal do Tietê.

 

Outra das iniciativas do Sr. Gonçalves na FEESP foi a "Campanha da Fraternidade Auta de Souza" (03/02/1953). Esta campanha surgiu da necessidade de arrecadar-se mantimentos para as famílias assistidas pelo Departamento de Assistência Social e inicialmente se chamaria "Campanha do Quilo" (idéia apresentada por Ninpho Correa). O nome e a forma definitiva surgiram após visita a Chico Xavier em Pedro Leopoldo. No encontro com Chico Xavier este lhe informou que "está aqui presente uma jovem desencarnada, irradiando intensa luminosidade, dizendo-nos ser participante das tarefas do atendimento aos necessitados do Departamento de Assistência Social, junto aos seus voluntários". Esta jovem era Auta de Souza.

 

Em uma da visitas que fez a Francisco Cândido Xavier, o Sr. Gonçalves notou que um grupo de jovens copiava, em cadernos escolares, as mensagens psicografadas e trechos dos livros de Allan Kardec. O motivo era a dificuldade de terem acesso aos livros impressos, então caros e raros. Para amenizar esta situação o Sr. Gonçalves criou, em 18 de abril de 1953, o grupo "Os Mensageiros" com a finalidade de distribuir mensagens espíritas impressas. A impressão e distribuição foi inicialmente custeada pelo próprio Sr. Gonçalves, mas aos poucos se juntaram outros colaboradores e o grupo existe até hoje (sua página na internet é http://www.mensageiros.org.br), tendo já atingido a marca de 1 Bilhão de mensagens distribuídas para o mundo todo.

 

Já a Casa Transitória surgiu da necessidade de um espaço mais adequado para as atividades assistenciais da FEESP e foi construída em terreno cedido pelo governador Jânio Quadros as margens do rio Tietê. O terreno era um verdadeiro charco e foi um trabalho imenso transformá-lo nos pavilhões rodeados de jardins que lá se encontram agora. A participação do plano espiritual na sua criação foi grande, inclusive durante grave enfermidade enfrentada pelo Sr. Gonçalves ele foi levado espiritualmente a visitar a instituição do plano espiritual da qual a Casa emprestou o nome, e dali trouxe também a inspiração para sua arquitetura.

 

A Casa foi fundada em 25 de janeiro de 1960, com duas linhas principais de trabalho:

 

- O objetivo de "amparar a criança reajustando-lhe a família";

 

- O trabalho voluntário em todos os setores possíveis (uma das poucas exceções foi o abrigo de idosas, que necessita de presença permanente de enfermeiros e médicos);

 

Assim o socorro às gestantes carentes é apenas a linha de frente de um grande trabalho de reajuste, complementado por cursos de higiene e cuidados básicos com os nenês, assistência médica e cursos profissionalizantes. Colaboradores diversos ao longo dos anos, entre eles esportistas famosos como o lutador Éder Jofre, criaram cursos de futebol (para manter afastadas as crianças da rua), horta (para suprir o refeitório), atividades diversas para as crianças e adultos no intuito de renovar-lhes os valores e esperanças. 

 

Na direção da Casa, a qual dedicou-se integralmente após aposentar-se, o Sr. Gonçalves contou com o apoio de sua esposa. A presença e atividade de ambos orientou o trabalho dos voluntários e serviu de inspiração e de ponto de agregação durante os anos de consolidação da instituição. Pelo testemunho dos voluntários que o conheceram, sua personalidade marcou a vida de todos que com ele tiveram contato. Outras instituições, como a Casa Transitória Fabiano de Cristo foram ao longo dos anos, criadas e se pautaram pelos idéias do Sr. Gonçalves.

 

Em 25 de agosto de 1989, após uma vida repleta de ações em prol do próximo, desencarna José Gonçalves Pereira. Seu corpo foi velado em um dos pavilhões da Casa Transitória, enquanto que seu espírito certamente despertava para a vida verdadeira. No dia seguinte ao de sua desencarnação, em reunião publica no "Grupo Espírita da Prece" de Uberaba, o espírito Maria Dolores envia através da mediunidade de Chico Xavier uma mensagem em que o denomina "Apóstolo do Bem e Herói da Caridade":

 

Dádivas de Amor

 

Uma carta... um olhar, uma palavra boa;

 

Uma frase de paz que asserena e abençoa;

 

Leve prato de sopa ou um simples pão

 

Podem livrar alguém de cair na exaustão;

 

Antigo cobertor, atirado ao vazio,

 

Aquece o enfermo pobre esquecido ao frio;

 

Uma peça de roupa remendada,

 

Talvez seja o agasalho ao viajor da estrada;

 

Meio litro de leite à viúva sem nome,

 

Amapara-lhe o filhinho, a esmorecer de fome;

 

Todas essas doações supostas pequeninas

 

São serviços do Bem, nas paragens divinas;

 

São flores da fé viva, a derramarem luz,

 

Revelando o fulgor do Reino de Jesus;

 

Aqui, saudamos nós, Gonçalves, nosso irmão,

 

Que ontem foi conduzido à Celeste Mansão;

 

Que o Céu do Amor o guarde, ante a nossa saudade,

 

Do Apóstolo do Bem e Herói da Caridade;

 

Maria Dolores

 

Mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier

 

Só como observação final, "Os Mensageiros" é o título de um dos livros de André Luiz, psicografados por Francisco Cândido Xavier, e a "Casa Transitória Fabiano de Cristo" é uma instituição no plano espiritual dedicada ao atendimento aos espíritos sofredores, descrita no livro "Obreiros da Vida Eterna", também de André Luiz.

 

(Copiado de https://www.cairbar.com.br/grupo/pagina-15-jpereira.htm)

 

José Gonçalves Pereira, Amigo de Chico Xavier e fundador da Casa Transitória Fabiano de Cristo

ASSISTA A IMAGEM:  https://www.youtube.com/watch?v=QpH7j0KolaM

 

 

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2024/AGOSTO/26-08-2024_arquivos/image084.jpg

 

 

Jesus e o precursor

 

Livro Boa Nova, pelo espírito Humberto de Campos/Irmão X

Psicografia Francisco Cândido Xavier

FEB

 

 

boaNova

Após a famosa apresentação de Jesus aos doutores do Templo de Jerusalém, Maria recebeu a visita de Isabel e de seu filho, em sua casinha pobre de Nazaré. Depois das saudações habituais, do desdobramento dos assuntos familiares, as duas primas entraram a falar de ambas as crianças, cujo nascimento fora antecipado por acontecimentos singulares e cercado de estranhas circunstâncias.

Enquanto o patriarca José atendia às últimas necessidades diárias de sua oficina humilde, entretinham-se as duas em curiosa palestra, trocando carinhosamente as mais ternas confidências maternais.

O que me espanta – dizia Isabel com caricioso sorriso –  é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade. Não raro, procuro-o inutilmente em casa, para encontrá-lo, quase sempre, entre as figueiras bravas, ou caminhando ao longo das estradas adustas, como se a pequena fronte estivesse dominada por graves pensamentos.

Essas crianças, a meu ver – respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos –,  trazem para a Humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores... Fala de sua comunhão com Deus com uma eloquência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, contentemente, ando a cismar, em relação ao seu destino.

Apesar de todos os valores da crença – murmurou Isabel, convicta –, nós, as mães, temos sempre o espírito abalado por injustificáveis receios.

Como se se deixasse empolgar por amorosos temores, Maria continuou: – Ainda há alguns dias, estivemos em Jerusalém, nas comemorações costumeiras, e a facilidade de argumentação com que Jesus elucidava os problemas, que lhe eram apresentados pelos orientadores do templo, nos deixou a todos receosos e perplexos. Sua ciência não pode ser deste mundo: vem de Deus, que certamente se manifesta por seus lábios amigos de pureza. Notando-lhe as respostas, Eleazar chamou a José, em particular, e o advertiu de que o menino parece haver nascido para a perdição de muitos poderosos em Israel.

Com a prima a lhe escutar atentamente a palavra, Maria prosseguiu, de olhos úmidos, após ligeira pausa: – Ciente desse aviso, procurei Eleazar, a fim de interceder por Jesus, junto de suas valiosas relações com as autoridades do templo. Pensei na sua infância desprotegida e receio pelo seu futuro. Eleazar prometeu interessar-se pela sua sorte; todavia, de regresso a Nazaré, experimentei singular multiplicação dos meus temores. Conversei com José, mais detidamente, acerca do pequeno, preocupada com o seu preparo conveniente para a vida!... Entretanto, no dia que se seguiu às nossas íntimas confabulações, Jesus se aproximou de mim, pela manhã, e me interpelou: “Mãe, que queres tu de mim? Acaso não tenho testemunhado a minha comunhão com o Pai que está no Céu!”

Altamente surpreendida com a sua pergunta, respondi-lhe, hesitante: Tenho cuidado por ti, meu filho! Reconheço que necessitas de um preparo melhor para a vida... Mas, como se estivesse em pleno conhecimento do que se passava em meu íntimo, ponderou ele: “Mãe, toda preparação útil e generosa no mundo é preciosa; entretanto, eu já estou com Deus. Meu Pai, porém, deseja de nós toda a exemplificação que seja boa e eu escolherei, desse modo, a escola melhor”.

No mesmo dia, embora soubesse das belas promessas que os doutores do templo fizeram na sua presença a seu respeito, Jesus aproximou-se de José e lhe pediu, com humildade, o admitisse em seus trabalhos. Desde então, como se nos quisesse ensinar que a melhor escola para Deus é a do lar e a do esforço próprio – concluiu a palavra materna com singeleza —, ele aperfeiçoa as madeiras da oficina, empunha o martelo e a enxó, enchendo a casa de ânimo, com a sua doce alegria!

Isabel lhe escutava atenta a narrativa, e, depois de outras pequenas considerações materiais, ambas observaram que as primeiras sombras da noite desciam na paisagem, acinzentando o céu sem nuvens. A carpintaria já estava fechada e José buscava a serenidade do interior doméstico para o repouso.

As duas mães se entreolharam, inquietas, e perguntavam a si próprias para onde teriam ido as duas crianças.

*

Nazaré, com a sua paisagem, das mais belas de toda a Galileia, é talvez o mais formoso recanto da Palestina. Suas ruas humildes e pedregosas, suas casas pequeninas, suas lojas singulares se agrupam numa ampla concavidade em cima das montanhas, ao norte do Esdrelon. Seus horizontes são estreitos e sem interesse; contudo, os que subam um pouco além, até onde se localizam as casinholas mais elevadas, encontrarão para o olhar assombrado as mais formosas perspectivas. O céu parece alongar-se, cobrindo o conjunto maravilhoso, numa dilatação infinita.

Maria e Isabel avistaram seus filhos, lado a lado, sobre uma eminência banhada pelos derradeiros raios vespertinos. De longe, afigurou-se-lhes que os cabelos de Jesus esvoaçavam ao sopro caricioso das brisas do alto. Seu pequeno indicador mostrava a João as paisagens que se multiplicavam a distância, como um grande general que desse a conhecer as minudências dos seus planos a um soldado de confiança. Ante seus olhos surgiam as montanhas de Samaria, o cume de Magedo, as eminências de Gelboé, a figura esbelta do Tabor, onde, mais tarde, ficaria inesquecível o instante da Transfiguração, o vale do rio sagrado do Cristianismo, os cumes de Safed, o golfo de Khalfa, o elevado cenário do Pereu, num soberbo conjunto de montes e vales, ao lado das águas cristalinas.

Quem poderia saber qual a conversação solitária que se travara entre ambos?

Distanciados no tempo, devemos presumir que fosse, na Terra, a primeira combinação entre o amor e a verdade, para a conquista do mundo. Sabemos, porém, que, na manhã imediata, em partindo o precursor na carinhosa companhia de sua mãe, perguntou Isabel a Jesus, com gracioso interesse: – Não queres vir conosco? Ao que o pequeno carpinteiro de Nazaré respondeu, profeticamente, com inflexão de profunda bondade: “João partirá primeiro”.

Transcorridos alguns anos, vamos encontrar o Batista na sua gloriosa tarefa de preparação do caminho à verdade, precedendo o trabalho divino do amor, que o mundo conheceria em Jesus-Cristo.

João, de fato, partiu primeiro, a fim de executar as operações iniciais para grandiosa conquista. Vestido de peles e alimentando-se de mel selvagem, esclarecendo com energia e deixando-se degolar em testemunho à Verdade, ele precedeu a lição da misericórdia e da bondade.

O Mestre dos mestres quis colocar a figura franca e áspera do seu profeta no limiar de seus gloriosos ensinos e, por isso, encontramos em João Batista um dos mais belos de todos os símbolos imortais do Cristianismo. Salomé representa a futilidade do mundo, Herodes e sua mulher o convencionalismo político e o interesse particular. João era a verdade, e a verdade, na sua tarefa de aperfeiçoamento, dilacera e magoa, deixando-se levar aos sacrifícios extremos.

Como a dor que precede as poderosas manifestações da luz no íntimo dos corações, ela recebe o bloco de mármore bruto e lhe trabalha as asperezas para que a obra do amor surja, em sua pureza divina. João Batista foi a voz clamante do deserto. Operário da primeira hora, é ele o símbolo rude da verdade que arranca as mais fortes raízes do mundo, para que o reino de Deus prevaleça nos corações. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade do amor, a luta para que se desfaçam as sombras do caminho, João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer em si mesmo o santuário de sua realização com o Cristo. Foi por essa razão que dele disse Jesus: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior de todos”.

 

Do cap. 2 do livro Boa Nova, do Espírito de Humberto de Campos, obra psicografada pelo médium Chico Xavier.

 

(Texto copiado do site http://www.oconsolador.com.br/ano4/156/correiomediunico.html)

 

 

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Quadro Sagrada Família com são João menino. Óleo sobre tela por Bartolomé Esteban Murillo.Imagem/fonte:

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Jesus aos doze anos  encontrado entre os doutores do templo.  James Tissot

Fonte da imagem:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus

 

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A cidade de Nazaré com o Monte Tabor ao fundo. Nazaré, Israel. Foto Ismael Gobbo.

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A juventude de Jesus. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:

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Vista da cidade de Nazaré, Israel, onde Jesus viveu a infância e juventude. Foto Ismael Gobbo.

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Monte Tabor. Região da Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo

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Vista panorâmica de cima do Monte Tabor. Israel. Foto Ismael Gobbo

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Igreja no topo do Monte Tabor em cujo interior há cenas da Transfiguração de Jesus. Israel. Foto Ismael Gobbo

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Cena do batismo de Jesus em detalhe da porta de ingresso da Basílica da Anunciação em  Nazaré, Israel.

 Foto Ismael Gobbo

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Jesus abençoa João Batista no deserto.

Imagem/fonte: https://it.wikipedia.org/wiki/Dipinti_del_Moretto#/media/File:Moretto,_cristo_che_benedice_il_battista.JPG

 Arquivo: Museu do Brooklyn - Jesus ensina o povo à beira-mar (Jésus enseigne le peuple près de la mer) - James Tissot - global.jpg

Jesus ensino ao povo à beira-mar. Guache sobre grafite em papel tecido cinza. Obra de James Tissot. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brooklyn_Museum_-_Jesus_Teaches_the_People_by_the_Sea_(J%C3%A9sus_enseigne_le_peuple_pr%C3%A8s_de_la_mer)_-_James_Tissot_-_overall.jpg

 

 

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(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

 

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