Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita

São Paulo, SP, sábado, 06 de  junho de 2026.

Compiladas por Ismael Gobbo

 

 

 

Notas

1. Recomendamos confirmar junto aos organizadores os eventos aqui divulgados. Podem ocorrer cancelamentos ou mudanças que nem sempre chegam ao nosso conhecimento.

2. Este e-mail é uma forma alternativa de divulgação de noticias, eventos, entrevistas e artigos espíritas. Recebemos as informações de fontes  diversas via e-mail  e fazemos o repasse aos destinatários de nossa lista de contatos de e-mail. Trabalhamos com a expectativa de que as informações que nos chegam sejam absolutamente espíritas na forma como preconiza o codificador do Espiritismo, Allan Kardec.  Pedimos aos nossos diletos colaboradores que façam uma análise criteriosa e só nos remetam para divulgação matérias genuinamente espíritas.

 

3. Este trabalho é pessoal e totalmente gratuito, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro e só conta com ajuda de colaboradores voluntários. (Ismael Gobbo).

 


 

Atenção

Se você tiver dificuldades em abrir o arquivo, recebê-lo incompleto ou cortado e fotos que não abrem, clique aqui:     

                                  

         https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JUNHO/06-06-2026.htm

 

No Blogonde é  postado diariamente:

           http://ismaelgobbo.blogspot.com.br/

 

          Ou no Facebook:https://www.facebook.com/ismael.gobbo.1

 

   

 

Os últimos 5 emails enviados     

 

DATA                                       ACESSE CLICANDO NO LINK

 

05-06-2026  https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JUNHO/05-06-2026.htm

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03-06-2026  https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JUNHO/03-06-2026.htm

02-06-2026  https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JUNHO/02-06-2026.htm

01-06-2026  https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JUNHO/01-06-2026.htm

 

 

 

Publicação em sequência

Revista Espírita – Ano 8 - 1865

 

 

 

 

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/AGOSTO/28-08-2018_arquivos/image007.jpg

Retrato de Henrique III da França com chapéu polonês. Óleo no painel por François Quesnel.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Quesnel_Henry_III_of_France_in_Polish_hat.jpg

 

 

 

Henrique  III (Fontainebleau19 de setembro de 1551 – Saint-Cloud2 de agosto de 1589) foi o Rei da Polônia e Grão-Duque da Lituânia entre 1573 e 1575 e também Rei da França de 1574 até seu assassinato.

Era o quarto filho do rei Henrique II e da rainha Catarina de Médici. Sob o reinado de seu irmão Carlos IX, tornou-se chefe do exército real e derrotou os protestantes nas batalhas de Jarnac e Moncontour. Ele foi eleito ao trono polaco-lituano aos 21 anos de idade em maio de 1573. Seu governo na Polônia foi curto, tendo deixado o reino para tornar-se rei da França em 1574 após a morte de seu irmão, que morreu sem descendência masculina.https://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_III_de_Fran%C3%A7a

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9b/Emanuel_van_Meteren_Historie_ppn_051504510_MG_8760_henrick_de_III.tif/lossy-page1-722px-Emanuel_van_Meteren_Historie_ppn_051504510_MG_8760_henrick_de_III.tif.jpg

Gravura de Henrique III

Copiado de:

 https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Emanuel_van_Meteren_Historie_ppn_051504510_MG_8760_henrick_de_III.tif

File:Anjou 1570louvre.jpg

Henrique III da França

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_III_de_Fran%C3%A7a

 

Henrique III (Fontainebleau19 de setembro de 1551 – Saint-Cloud2 de agosto de 1589) foi o Rei da Polônia e Grão-Duque da Lituânia entre 1573 e 1575 e também Rei da França de 1574 até seu assassinato.

Era o quarto filho do rei Henrique II e da rainha Catarina de Médici. Sob o reinado de seu irmão Carlos IX, tornou-se chefe do exército real e derrotou os protestantes nas batalhas de Jarnac e Moncontour. Ele foi eleito ao trono polaco-lituano aos 21 anos de idade em maio de 1573. Seu governo na Polônia foi curto, tendo deixado o reino para tornar-se rei da França em 1574 após a morte de seu irmão, que morreu sem descendência masculina.

Ao tornar-se rei da França, Henrique III herdou um reino dividido, onde a sua autoridade é apenas parcialmente reconhecido. Seu reinado foi marcado pela crise religiosa, política e econômica. Quatro guerras religiosas ocorreram durante o seu reinado. Ele enfrentou partidos políticos e religiosos apoiados por potências estrangeiras, que, eventualmente, superam sua autoridade, o partido de descontentes, o partido de protestantes e, finalmente, um dos liga que gerencia para assassiná-lo. Ele morreu em St. Cloud no dia 2 de agosto de 1589 depois de ser esfaqueado pelo dominicano Jacques Clément.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_III_de_Fran%C3%A7a

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2020/JUNHO/10-06-2020_arquivos/image012.jpg

Château de Fontainebleau Pátio principal ou Cour des Adieux

Imagem/fonte: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b53024565t/f1.item.zoom

 

Henrique III nasceu no Castelo de Fontainebleau

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2020/JUNHO/09-06-2020_arquivos/image019.jpg

Balé cômico da rainha por  Balthasar de Beaujoyeux 

Acesse aqui: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b86083002/f9.image.mini

 

 

Balthasar de Beaujoyeulx (também Balthasar de Beaujoyeux ), originalmente Baldassare de Belgiojoso (falecido em 1587 em Paris ) era um violinista , compositor e coreógrafo italiano . [1] [2]

Leia mais:  https://en.wikipedia.org/wiki/Balthasar_de_Beaujoyeulx

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2020/JUNHO/08-06-2020_arquivos/image015.jpg

Os famosos pêndulos: uma verdadeira quadrilha inglesa dançava no campo

Copiado de https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b9071432w.image

 

https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b9071411q/f1.highres

Adeus à montanha.Polka mazurka

Copiado de: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b9071411q.image

 

 

polka-mazurka é uma dança , musicalmente semelhante à mazurka , mas dançava como a polca.

Leia mais:

https://en.wikipedia.org/wiki/Polka-mazurka

 

Ottavino ou épinette / facteur italien vers 1600

Ottavino ou épinette / facteur italien. Cerca de 1600

Imagem/fonte: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b8436228h.item

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9c/Ballet_1582.png

Representação de um Ballet perante Henri III. e sua corte, na galeria do Louvre. Gravura de um original em Copper, na Ballet comique de la Royne de Balthazar de Beaujoyeulx (Paris: Ballard, 1582).
Segundo TE Lawrenson, The French Stage and Playhouse no século XVII (2ª ed., 1986), p. 184, esse desempenho ocorreu no
 Petit Bourbon .

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Balthasar_de_Beaujoyeulx

 

Balthasar de Beaujoyeulx (também Balthasar de Beaujoyeux ), originalmente Baldassare de Belgiojoso (falecido em 1587 em Paris ) era um violinista , compositor e coreógrafo italiano . [1] [2]

Leia mais:  https://en.wikipedia.org/wiki/Balthasar_de_Beaujoyeulx

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2020/JUNHO/08-06-2020_arquivos/image021.jpg

Balé cômico da rainha por  Balthasar de Beaujoyeux 

Acesse aqui: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b86083002/f9.image.mini

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c0/Franz_Josef_Gall3.jpg

Franz Joseph Gall

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Joseph_Gall

 

Franz Joseph Gall (Tiefenbronn, perto de Pforzheim9 de março de 1758 — Montrouge, perto de Paris22 de agosto de 1828) foi um médico e anatomista alemão.

Por volta de 1800 Franz Joseph Gall desenvolveu a frenologia - uma teoria que reivindica ser capaz de determinar o caráter, características da personalidade, e grau de criminalidade pela forma da cabeça (lendo "caroços ou protuberâncias").

No seu principal trabalho Untersuchungen ueber die Anatomie des Nervensystems ueberhaupt, und des Gehirns insbesondere[1] (em portuguêsA Anatomia e Fisiologia do Sistema Nervoso em Geral, e do Cérebro em Particular), Franz Joseph Gall estabeleceu os princípios em que ele baseou sua doutrina.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Joseph_Gall

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/JANEIRO/07-01-2019_arquivos/image014.jpg

O Frenologista. Franz Joseph Gall examinando a cabeça de uma menina bonita, enquanto três

 cavalheiros esperam  na fila. Litografia colorida por EH, 1825. Possivelmente por Edward Hull.

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Franz_Joseph_Gall_examining_the_head_of_a_pretty_young_girl,_Wellcome_V0011119.jpg

 

 

Frenologia (do Grego: φρήν, phrēn, “mente”; e λόγος, logos, “lógica ou estudo”) é uma teoria que reivindica ser capaz de determinar o caráter, características da personalidade, e grau de criminalidade pela forma da cabeça (lendo “caroços ou protuberâncias”). Desenvolvido por médico alemão Franz Joseph Gall por volta de 1800, e muito popular no século XIX, está agora desacreditada e classificada como uma pseudociência. A Frenologia contudo recebeu crédito como uma protociência por contribuir com a ciência médica com as déias de que o cérebro é o órgão da mente e áreas específicas do cérebro estão relacionadas com determinadas funções do cérebro humano.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Frenologia

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/JANEIRO/07-01-2019_arquivos/image013.jpg

Busto frenológico de faiança, as áreas são marcadas com uma linha impressa, por J. De Ville, Londres, 1821.

Ponto de vista elevado, fundo preto. Fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Earthenware_phrenological_bust,_areas_are_marked_off_with_an_Wellcome_L0057601.jpg  

Busto de  Allan Kardec (1804-1869), codificador do Espiritismo em seu túmulo no Cemitério Père Lachaise.

Paris, França. Foto Ismael Gobbo

Turistas no Corcovado visitando o belíssimo Cristo Redentor. Rio de Janeiro, Brasil. Foto  Ismael Gobbo.

 

 

 

 Sol para o abismo

 

A oração é divino movimento do espelho de nossa alma no rumo da esfera superior, para refletir-lhe a grandeza.

Estamos nos referindo a esse apelo vivo de cada alma às potências celestes, quer através de palavras, ou absolutamente sem elas, na silenciosa mensagem da vibração.

Imaginemos a face de um espelho voltada para o sol, desviando-lhe o fulgor na direção do abismo.

Na essência, essa é a função de toda prece, buscando o amor divino para concentrar-lhe a claridade sobre os vales da ignorância e do sofrimento, da miséria e do ódio, que ainda se estendem no mundo.

Tudo ora na natureza.

Na massa colossal da Terra, a oração é o movimento que a mantém na tela cósmica.

No oceano, é o fenômeno da maré, pelo qual as águas aspiram ao grande equilíbrio.

Na planta, é a chamada fototaxia ou anseio com que o vegetal se levanta para a luz.

No animal, é o instinto de curiosidade e indagação que lhe alicerça as primeiras conquistas da inteligência.

Orar é identificar-se com a maior fonte de poder de todo o Universo, absorvendo-lhe as reservas e retratando as leis da renovação permanentes que governam os fundamentos da vida.

Façamos uso desse recurso com maior frequência e perceberemos as mudanças na vida cotidiana.

Esqueçamos a oração das convenções, a prece repetida, os louvores meramente formais.

Sirvamo-nos dessa linguagem interior, profunda, da criatura para o Criador, do filho para o Pai.

Não receemos a falta das palavras certas, das palavras belas, da devida reverência.

Na oração, estamos numa esfera íntima, sem formalidades, onde cada um poderá encontrar a sua forma de sintonizar com o Todo-Poderoso.

A vontade, que ora, alcança o coração que sente, produzindo reflexos iluminativos através dos quais o Espírito recolhe em silêncio, na forma de inspiração e socorro íntimo, o influxo dos mensageiros divinos.

Eles nos renovam a emoção e a ideia, nos incentivam a permanecer com ânimo em nossa caminhada e nos auxiliam a aperfeiçoar a existência.

Orar é direcionar os raios solares do Criador para os abismos de nossa alma.

E, quando há bondade em nosso coração, ainda podemos redirecionar esses raios para tantos outros, próximos ou distantes de nós.

Orando pelo outro, lhe enviamos nossas vibrações, enviamos tudo quanto conseguimos refletir das maravilhosas luminosidades que recebemos diariamente.

Todos são beneficiados pela oração. Até mesmo os que desconhecem que são alcançados por ela.

Lares nos quais haja famílias em oração são faróis espalhados pelas cidades e pelos campos. São pontos de luz que guiam almas perdidas em profundo silêncio de dor.

Guardemos o hábito da oração.

Mantenhamos a prece como um cuidado de higiene mental e espiritual diários.

Ensinemos os pequeninos desde cedo a utilizar esse veículo eficiente de conexão com o Pai de todos nós, a luz maior.

Inundando-nos dessa luz, haveremos de nos libertar das trevas, que ainda teimam em fazer sombra.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 26,
do livro 
Pensamento e Vida, pelo Espírito Emmanuel,
 psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB
Em 5.6.2026

 

 

 

 

(Copiado de   https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=7654&stat=0)

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/NOVEMBRO/07-11-2019_arquivos/image015.jpg

Alegoria que ilustra Francisco Cândido Xavier psicografando mensagem ditada pelo seu espírito-guia Emmanuel.

Imagem/fonte:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Xavier#/media/File:Chico_Psicografia_Emmanuel.jpg

 

 

 

Amigo

 

 

Pelo Espírito Hilário Silva.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Irmãos Unidos.  Lição nº 19. Página 100.

 

Amigo devotado e mestre silencioso.

Atento dia e noite, auxilia em toda idade.

Nunca faz exigências e esclarece sem paga.

Se esquecido, nem por isso reclama e espera com paciência.

Desdenhado, não despreza, aguardando o dia próprio de fazer-se entendido.

E sempre que tornamos à paz de seu convívio, volve a falar conosco sem qualquer presunção.

Misto de ventura eterna e humildade sublime, conserva inalteráveis o poder da cultura e a força da semente.

Basta intentar-lhe alguém o concurso discreto e desfaz-se em auxílio.

Educa sem vaidade.

Ampara sem orgulho.

Levanta sem alarde.

Socorre sem ofensa.

Corrige-nos sem ralho e ensina sem barulho.

Sendo o cofre das leis, é bússola no lar.

Sendo flama de sol nos templos do saber, é luz na Escola humilde.

Esse Amigo ideal, que a luta não corrompe e o tempo não altera, Deus no-lo concedeu sob o nome de Livro.

Honremos desse modo, a Dádiva Divina, colocando o Espiritismo nos caminhos do Livro para que o Livro Espírita enalteça o progresso e santifique o bem.

 

 

 (Texto recebido em email do pesquisador e  divulgador Antonio Sávio, de Belo Horizonte, MG)

Alexandre, o Grande, visita Diógenes em Corinto - Diógenes pede-lhe que se afaste do seu sol.

Fonte: http://www.alexanderstomb.com/. Permissão: PD.

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Alexander_visits_Diogenes_in_Corinth_-Diogenes_asks_him_to_stand_out_of_his_sun_(1696).jpg

http://www.noticiasespiritas.com.br/2020/OUTUBRO/08-10-2020_arquivos/image012.jpg

Capa da 1ª. edição de O Livro dos Espíritos de Allan Kardec, lançados aos 18 de abril de 1857.

Copiada de https://kardec.blog.br/18-de-abril-de-1857/

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2018/MARCO/22-03-2018_arquivos/image009.jpg

Allan Kardec. Óleo sobre tela de Nair Camargo. Foto de Ismael Gobbo.

 

IMG_1635

Placa em avenida de Lião, França, homenageando Allan Kardec.

Foto Ismael Gobbo

 

 

 

 Divulgação palestras espíritas Instituição Beneficente Nosso Lar - IBNL junho 2026

Olá, Ismael, paz e saúde!

Segue em anexo a programação do Nosso Lar para o mês de junho.

O Café Cultural será realizado, excepcionalmente, no segundo sábado do mês, dia 13/06, às 10h15, em razão do feriado.

Que seja um mês de paz e aprendizados para todos nós.

Abraço fraterno,

Clodoaldo de Lima Leite Presidente voluntário da IBNL 

 

 

  "Nunca te esqueças de aproveitar o tempo na aquisição de luz, enquanto é dia."  (Caminho, Verdade e Vida, Emmanuel por Chico Xavier)  

 

 

 

 

 

 

 

(Recebido em email de Clodoaldo Leite [[email protected]])

 

 

COMO O ESPÍRITA DEVE VER A SOCIEDADE

 

 

 

Aylton Paiva – [email protected]

 

A Vida social está em a natureza?

 

                - Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outra faculdades necessária à vida de relação. (1)

 

                O espírita não  deve ver a sociedade conforme suas opiniões , mas de acordo com os princípios da Filosofa  Espiritualista Espírita, contida em O livro dos espíritos, codificado por Allan Kardec, em sua 3ª Parte Das Leis Morais – Da Lei de sociedade.

 

                O ser humano não é um ser perfeito e completo, portando ele precisa da união social a fim de que um possa ajudar o outro, conforme informação dos Mentores Espirituais, acima citado.

 

                “ Não se justifica o isolamento social, seja por alegado fim religioso( asceta, ermitão, etc.) seja para usufruir os bens materiais sem que tenha de se relacionar com outras pessoas;   residir em uma ilha isolada, por exemplo.” (2)

 

                Assim, torna-se evidente que toda pessoa tem um compromisso com a sociedade em que vive. Deve compreender sua função nessa sociedade, dela participando e dando sua contribuição de acordo com suas possibilidades intelectuais, sentimentais e morais.

 

                “O espírita, pelo conhecimento que tem da Doutrina Espírita, especialmente Das Leis Morais, 3ª Parte do mencionado O livro dos espíritos tem o dever de participar ativa e conscientemente na sociedade em que vive, agindo para que os valores ético espíritas se realizem na sociedade humana.” (3)

 

                Conforme já citado, os Mentores Espirituais da codificação do Espiritismo alertam  firmemente  que os seres humanos precisam uns dos outros, daí a necessidade de viver em sociedade.

 

                “ O homem tem necessidade de progredir, de desenvolver suas potencialidades e isso ele só pode fazer em sociedade e é necessário que a sociedade esteja estruturada a fim de que todos que a compõem tenham tal possibilidade.

 

                O progresso do homem, tanto em seu aspecto da vida material quanto da vida espiritual, é uma imposição do Criador à vida. Ele necessita  relacionar-se com seu semelhante para criar os bens indispensáveis ao seu aprimoramento.

 

                Esse relacionamento social, no entanto,  deve ser inspirado pelo amor entre os seres, pela fraternidade que implica no exercício da justiça.” (4).

 

                Para essa convivência o espírita deve, portanto, buscar os valores morais contidos no Evangelho de Jesus, clarificados pela Filosofia Espiritualista Espírita contida na sua obra básica O livro dos espíritos, organizada por Allan Kardec.

 

                Para uma vivência coerente, o espírita precisa compreender e agir, na sociedade, conforme esses valores morais e não de acordo com doutrinas, filosofias materialistas, e mesmo suas opiniões e palpites pessoais, que confrontam tais valores.

 

                Por isso, é muito importante que em momentos como estamos vivendo no Brasil, época de eleição de candidatos aos cargos dos Poderes Legislativo e Executivo esse amor nos leve a escolher os pretendentes pelos critérios que a Ética da Filosofia Espírita nos indica, como os anteriormente citados.

 

Referência bibliográfica:

 

(1)   O livro dos espíritos, de Allan Kardec, editora FEB, edição 87ª.

 

(2)   O Espiritismo e a Política – Contribuições para a evolução do ser e da sociedade. Capítulo 7, pág. 63.

 

(3)    Idem, pág. 63.

 

(4)    Idem, pág. 64.

 

Aylton

 

 

(Recebido em email de paiva.aylton paiva.aylton [[email protected]])

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtHckszB4B3Nzd7pmhmYYxYVcbCKxhTG81M6vKbJ__zMX2CMp29t53a4lw3fzjdFLUspiYT-h3nw6TGs-fgF3nUPe-U_1QQ-b6_hn1_e7HcGTNZ2XjIu8vFJ-bk1DKH3dFr0t68UfX4O24/

Allan Kardec. Óleo sobre tela por Nair Camargo. Foto Ismael Gobbo.

 

 

Homenagem ao aniversário de Nosso Lar em Centro de Araçatuba

 

Nas dependências do Centro Espírita Luz e Fraternidade, de Araçatuba, ocorreram comemorações pelos 65 anos de inauguração da Instituição Nosso Lar, origem do local anfitrião.

Na noite do dia 03 de junho, Cesar Perri (de São Paulo) proferiu palestra pública e transmitida pela internet, focalizando os momentos prévios e os anos iniciais da Instituição aniversariante, com sua participação então adolescente e jovem, acompanhando os fundadores de Nosso Lar, a médium Emília Santos, tio Rolandinho e sua genitora Bebé. Juntamente com os dois últimos, o expositor foi um dos fundadores desse Centro anfitrião em 1972. A reunião foi dirigida pelo seu irmão Paulo Sérgio Perri de Carvalho, atual vice-presidente.

No dia 04, feriado, houve almoço de confraternização de dirigentes e colaboradores de Nosso Lar, no salão de eventos do Centro Espírita Luz e Fraternidade, com música ao vivo. Público numeroso, recepcionado elo presidente Walter Perri Cefaly Júnior.

No domingo haverá palestra comemorativa pelo mesmo expositor na tradicional reunião matutina na sede da Instituição Nosso Lar.

Acesse a palestra pelo link:

https://www.youtube.com/watch?v=gEcVygRb21c&t=517s

 

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e GEECX)

 

 

[967-JornalMundoMaior] EM TORNO DA VIRTUDE.

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EM TORNO DA VIRTUDE.

Cada qual de nós, no internato da reencarnação, é examinado nas tendências inferiores que trazemos das existências passadas, a fim de aprendermos que somente nos será possível conquistar o bem, vencendo o mal que nos procure, tantas vezes quantas necessárias, mesmo além do débito pago ou da sombra extinta.

 

Fácil, pois, observar que sem a presença da tentação, a virtude não aparece e assim será sempre para que a inocência não seja uma flor estéril e para que as grandes teorias de elevação não se façam sementes frustras no campo da Humanidade.                                            

No livro:- ALMA E CORAÇÃO.

Emmanuel/Chico Xavier.

 

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(Recebido em email de

[email protected]; em nome de; Jornal Mundo Maior [[email protected]])

 

 

Palestra no Abrigo Ismael neste domingo

Araçatuba, SP

No próximo domingo, dia 07/06, a palestra será feita pelo Dr Paulo Boscaro e o tema é: "Peleja no céu".

Gratidão!

 

(Informação do Presidente Adair Anacleto)

 

 

Palestra no C.E. Maria Benta

Jabaquara, São Paulo, capital

 

 

(Informação de Jorge Lira Rezala)

 

 

 Jornal Momento Espírita - Edição JUNHO

Centro Espírita Amor e Caridade. Bauru, SP. ACESSE ABAIXO:

 

CLICAR AQUI:

https://ceac.org.br/wp-content/uploads/2026/06/Jornal-Momento-Esp-Junho-26_compressed.pdf

 

 

 

(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

Palestras na Aliança Espírita Varas da Videira

Araçatuba, SP

 

 

 

 

(Recebido em email de Adriana Leite [[email protected]])

 

 

CASA EDITORA O CLARIM

Matão, SP

 

ACESSE AQUI:

https://www.oclarim.com.br/

 

 

 

Palestras no Centro Espírita Raymundo Mariano Dias

Birigui, SP

 

 

 

(Copiado de João Marchesi Neto)

 

 

Solicitud de divulgação espírita

Recebido em email de Ruben de los Santos do Uruguai

 

 

 

 

 

 

 

 

(Recebido de email de solicitud de divulgação espírita)

 

 

 

75 anos de Congressos Estaduais em São Paulo

 

A revista digital Dirigente Espírita, órgão da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE), na edição de maio e junho de 2026, destaca o marco histórico dos 75 anos de realização dos Congressos Estaduais da USE. Essa trajetória remonta a junho de 1947, quando o 1o Congresso Espírita do Estado de São Paulo, reunindo representantes de 549 instituições, culminou na fundação da USE como um instrumento de união em torno da codificação de Allan Kardec.

A presidente Júlia Nezu destaca o próximo 19º Congresso Estadual da USE, para os dias 19 a 21 de junho de 2026, em São Paulo. Norberto Tomasini Júnior comenta os Anais dessas décadas, convida o leitor a refletir sobre a transição do foco meramente organizacional para uma missão educativa e transformadora. A essência da unificação é debatida em artigos que comemoram os 79 anos de fundação da USE.

Mário Gonçalves Filho destaca a importância do “fazer junto” e da preservação do conhecimento vivido. Donizete Pinheiro reforça que a unificação depende da adesão consciente e da convivência fraternal, superando o isolamento dos centros. Já Allan Kardec Pitta Veloso nos lembra que esse movimento deve começar, invariavelmente, “nos corações e mentes”, pautado pela tolerância e fidelidade doutrinária. Marco Milani comenta os desafios da educação espírita e traz uma análise necessária sobre os desafios de manter o hábito da leitura profunda e do rigor intelectual frente ao imediatismo das plataformas digitais e da inteligência artificial. Complementando a visão geracional, Maria Clara Bachi discute porque o jovem muitas vezes chega ao centro, mas não encontra o seu lugar, enfatizando que “pertencer é diferente de frequentar”. A seção Circuito Aberto oferece orientações técnicas fundamentais para os dirigentes.

Há várias notícias do movimento espírita e na seção “Fatos & vidas da história do espiritismo” relaciona-se as efemérides marcantes do bimestre.

Acesso à revista:

https://usesp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/RDE-212.pdf

 

 

(Recebido em email de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]])

 

 

77 Anos A. E. Varas da Videira

 

 

✨🎉 77 ANOS DE LUZ, AMOR E FRATERNIDADE 🎉

 

A Aliança Espírita Varas da Videira convida você e sua família para uma noite especial de celebração, espiritualidade e gratidão pelos seus 77 anos de história dedicados ao bem e ao amparo ao próximo.

 

🌟 Palestra Especial

🎙️ Vladimir Vitoriano da Silva

📖 Tema: PORTAL DE LUZ

 

🎶 Abertura Musical

Grupo Catiripapo

 

📅 12 de junho - sexta-feira

🕖 19h

 

📍 Aliança Espírita Varas da Videira

Rua Bernardino de Campos, 363

Centro – Araçatuba/SP

 

Será uma noite de emoção, reflexões elevadas e muita luz em nossos corações.

Venha celebrar conosco esta trajetória construída com fé, união e amor ao próximo!

 

 

(Recebido em email de Adriana Leite [[email protected]])

 

 

Jornal AGENDA CRISTÃ - Rancharia (SP) - Maio/2026

 

(Recebido em email de Francisco Atilio Arcoleze [[email protected]])

 

 

*** POST referente ao novo lançamento da EVOC –

 Editora Virtual O Consolador.

Espíritas e simpatizantes do Espiritismo:

O e-book VIDAS (Crônicas), de Cínthia Cortegoso, é o novo lançamento da EVOC – Editora Virtual O Consolador. O livro, publicado apenas na versão digital, pode ser lido ou baixado gratuitamente.

https://www.oconsolador.com.br/ano20/972/especial2.html

 


Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

(Recibo em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]]

 

 

Edição 127 da Folha Espírita Francisco Caixeta

Março/Abril-2026. Araxá, MG

 

CLICAR AQUI:

http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol127.pdf

 

 

(Recebido em email de Folha Espírita Francisco Caixeta [[email protected]])

 

 

9º. Encontro Espírita de Inverno

Poços de Caldas MG

 

 

 

(Recebido em email de Domingos B. Rodrigues [[email protected]])

 

 

Estudo sobre Mediunidade - atualizado

    Pesquisa 2026 mapeia mediunidade espírita no Brasil

Olá,

Você já deve nos conhecer pela Pesquisa Nacional Espírita (PNE), realizada desde 2015. Estamos com nova pesquisa neste ano.

Se você é médium ostensivo, seu relato é muito importante. Estamos conduzindo o Estudo sobre Mediunidade 2026, que vai gerar indicadores e boas práticas para fortalecer o trabalho nas casas.

  • Confidencial e em conformidade com a LGPD
  • Questionário com núcleo comum + módulos por mediunidade
  • Duração: ~20 min (pode concluir depois, sem fechar a página)

👉 Responda aqui: https://forms.gle/iapcM2F7abmgiHfA8

 

Se não for o seu caso, poderia, por gentileza, repassar a médiuns ostensivos do seu Centro?

Agradecemos muito e ficamos à disposição para outras informações.

Abraço,

Ivan Franzolim

WhatsApp (11) 98156-0030

https://franzolim.blogspot.com/

[em nome da equipe de pesquisas da PNE]

 

Alguns dados iniciaisSexo feminino (70%); Alimentação: Omnívoro - se alimenta de tudo (84%); Vegetariano e Vegano (11%) Grau de Consciência: Consciente (59%), Inconsciente (2,7%), Semiconsciente (30%). Escolaridade Superior e acima (83%); Conhecimento sobre Espiritismo: Básico (13,6%); Conhecimento sobre mediunidade: Básico (15,4%). Possui apenas uma mediunidade (45,9%), Com duas mediunidades (32,3%), com 3 mediunidades (12,7%), com 4 mediunidades (4,7%), acima de 4 (4,4%).

 

PMed 2026 - Resultados em 05/04/2026

Tipos de Mediunidade

Masc.

Fem.

Total

Part.F

Part.T

Psicofonia

     186

     502

    688

73,0%

39,3%

Psicografia

       79

     215

     294

73,1%

16,8%

Vidência

       69

    143

   212

67,5%

12,1%

Desdobramento

       40

     117

    157

74,5%

9,0%

Audiência

       36

       84

    120

70,0%

6,9%

Cura (sem cortes)

       33

       66

       99

66,7%

5,7%

Efeitos Físicos

       16

       25

       41

61,0%

2,3%

Psicopictografia

         5

       16

      21

76,2%

1,2%

Psicometria

         8

      12

       20

60,0%

1,1%

Musical

        5

         6

       11

54,5%

0,6%

Cura (com cortes)

    0

 0

 0

 

 

Xenoglossia

        4

        1

       5

20,0%

0,3%

Outras

    32

     51

      83

61,4%

4,7%

Respostas Recebidas

     513

  1.238

 1.751

70,7%

100,0%

Participantes

938

Mediunidades por pessoa

1,87

 

(Recebido em email de Ivan Franzolim [[email protected]])

 

 

Site da Federação Espírita Brasileira

Brasília, DF

 

Clique aqui:
https://www.febnet.org.br/portal/

 

 

PALESTRA PÚBLICA NA FEB/SEMANA 7 A 13 DE

JUNHO

CLIQUE AQUI:

https://www.febnet.org.br/portal/

 

 

 

FEP- Federação Espírita do Paraná

Curitiba

 

Clique aqui:
http://www.feparana.com.br/

 

 

 

 

FEEMT. Federação Espírita do Estado de Mato Grosso

Cuiabá

 

CLICAR AQUI:

https://www.facebook.com/feemt.oficial/?locale=pt_BR

 



 

 

 

 

 

FEMS. Federação Espírita de Mato Grosso do Sul

Campo Grande

 

CLIQUE AQUI:

https://www.facebook.com/federacaoespirita/?locale=pt_BR

 

 

 

 

Abrigo Ismael

Araçatuba, SP

Quer ajudar o Abrigo e não sabe como?

Doando sua nota fiscal paulista, você estará ajudando nossas vovós. Faça a doação on line de seu cupom fiscal para o Abrigo Ismael! É fácil, rápido, você ajuda a entidade e ainda tem 2,5 vezes mais chances de ser sorteado!

 

(Copiado de https://web.facebook.com/abrigoismael/?locale=pt_BR&_rdc=1&_rdr)

 

 

 

Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti –

O Pensamento” - Vol 1

 

Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti - O Pensamento” - Vol.1

Organizado por Álvaro Pinto de Arruda. 

https://www.editoraceac.com.br/loja/produto/o-pensamento

WhatsApp- Editora

14 99164-6875

 

 

 

(Recebido em email de Tânia Simonetti [[email protected]])

                                                                                   

 

HOMENAGEM

 

 

Gedeão Fernandes de Miranda

(15/10/1894 – 06/06/1991)

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2021/ABRIL/01-04-2021_arquivos/image046.jpg

Gedeão Fernandes de Miranda aos 21 anos

Foto do livro Obra de Vultos, volume 1.

 

Biografia elaborada por: Vilson Aparecido Disposti

DESCOBRINDO O ESPIRITISMO

No final do século passado, já sob os clarões da luminosa Codificação Kardequiana, nascia, em 15/10/1894, Gedeão Fernandes de Miranda, em Bariri, SP, filho de Antônio Fernandes de Miranda e de Ana Maria de Jesus, família católica de humildes lavradores. Na sua adolescência, viu-se enredado por notáveis fenômenos de efeitos físicos, acompanhados de cruéis processos obsessivos, que assolavam a seus pais e irmãos. A família residia na zona rural daquele município, quando recrudesceram os padecimentos coletivos do grupo familiar. Seus membros chegavam a travar lutas corporais entre si, vítimas de bem engendrada trama obsessiva. Enquanto a família mergulhava no caos, forças aparentemente ocultas pareciam zombar daquela situação, ao provocarem repentinas quedas de louças e panelas, além de arremessos de origem desconhecida de pedras sobre o telheiro. Indignado com tudo isso, o adolescente Gedeão tomou uma resolução, para si julgada definitiva, que colocaria fim àquele estado de coisas. Certa noite, armou-se de um facão caprichosamente afiado e saiu obstinado para ajustar contas com o Demônio. ­Procurou-o intensamente pelas cercanias do sítio, todavia, desapontado, não o encontrou. Por outro lado, seu ­desapontamento com Deus não era menor, chegando a exclamar que já “não acreditava nem em Deus, nem no Diabo”.

Foi exatamente neste período que conheceu Joaquim Olímpio da Silva, médium curador, que conseguiu curar sua mãe de uma obsessão que já durava 20 anos, livrando-a, inclusive, de uma paralisia no braço. Este fato despertou-lhe intenso interesse pela Doutrina Espírita. Posteriormente, comprou “O Livro dos Espíritos”, cuja leitura o entusiasmou bastante, especialmente o capítulo “Da Pluralidade das Existências”, passando, assim, a compreender os providenciais mecanismos pelos quais Deus promove Sua Soberana Justiça.

Pouco tempo depois, Gedeão dava pequena esmola a um leproso, que, anonimamente, passava montado a cavalo, a recolher moedas em uma caneca, que, após depô-la ao chão, permanecia à distância, aguardando a esmola, para somente depois recolhê-la. O piedoso gesto era repetido de vez em quando. Um dia, o enfermo, que era de pouca prosa, quebrou o silêncio dizendo a Gedeão que precisava falar-lhe, porém seria necessário que fosse à sua casa. A aceitação de Gedeão foi espontânea e sem hesitação. O ­enfermo, sentindo-se menos constrangido, prolongou o diálogo, apresentando-se como Pedro trazia faces e mãos expressivamente comprometidas pelo mal de Hansen.

O FENÔMENO DA TRANSFIGURAÇÃO

Na noite avençada, Gedeão dirigiu-se a cavalo até o vilarejo onde Pedro residia com a família. No local, moravam outros companheiros sob o mesmo infortúnio, agravado pelo impiedoso preconceito social. Assim que Gedeão encontrou a casa indicada, bateu à porta e logo foi gentilmente recebido por Pedro e seus familiares. Gedeão, tanto constrangido quanto consternado, pôde constatar as profundas dificuldades que vergastavam aqueles espíritos ali reunidos em provas aspérrimas. O ambiente era muito pobre, porém limpo, enquanto a iluminação era mantida por um lampião pendurado no teto rebaixado do pequeno cômodo. No centro, havia um caixote de borco, que era utilizado à guisa de uma mesa, havendo sobre ele um exemplar do “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Enquanto trocavam impressões, aproximava-se das 20h, quando Pedro convidou a todos para orar. Gedeão foi tomado de uma impressão indefinível de bem-estar e fixou sua atenção em Pedro, que, por sua vez, cerrou os olhos e passou a orar sentidamente. Foi com muita surpresa que, de repente, viu o rosto de Pedro, marcado pela doença, desaparecer, para surgir um iluminado semblante transcendendo luz e beleza indescritíveis, num autêntico fenômeno de transfiguração. Cessada a comovida prece, Pedro leu o capítulo IV do Evangelho: “Ninguém poderá ver o reino de Deus, se não nascer de novo”, após o que, discorreu com encantamento sobre a reencarnação. A reunião foi encerrada no mesmo clima de enlevo inicial. A partir de então, ante aquele impressionante testemunho de fé partindo daquelas valorosas almas, coroado ainda pelo inusitado fenômeno, a Doutrina Espírita tocou para sempre o espírito de Gedeão, transformando-o no incansável bandeirante do Consolador, a propagar a Doutrina pelos mais distantes rincões por onde passava.

VENCENDO O SERTÃO

Com a calma familiar restabelecida, mudaram-se para a cidade de São Sebastião do Paraíso, MG, onde trabalharam como colonos numa fazenda de café. Entretanto, em 1914, a família transferiu-se para Araçatuba, quando Gedeão já contava com 20 anos de idade, indo trabalhar na derrubada de matas na fazenda do Sr. Antônio Amaral. Naquela época, prevalecia a extração de madeira, que era enviada para Campinas por uma empresa madeireira instalada nas cercanias da antiga estação ferroviária, em cujo pátio eram depositadas gigantescas toras.

O PRIMEIRO CENTRO DA ALTA NOROESTE

Foi com suas próprias mãos que rasgou o chão inóspito das matas da Alta Noroeste, para plantar a árvore frondosa do Consolador Prometido, iniciando as reuniões familiares que culminariam na fundação do primeiro centro espírita de Araçatuba: “União Espírita Paz e Caridade”. Contava ele que nesta cidade não encontrou nenhum espírita – os seus poucos habitantes eram católicos. Assim, começou a realizar o “Estudo do Evangelho no Lar”, todas as terças-feiras, quando fazia suas preleções às pessoas que se sentavam em sacas de arroz por ele colhidas em parceria agrícola com o espanhol João Donha. Ambos cultivavam numa grande várzea, hoje transformada na bela avenida João Arruda Brasil.

A fundação da “União Espírita Paz e Caridade” ocorreu em 21 de abril de 1921. Gedeão foi auxiliado por um pequeno, mas qualificado grupo de espíritas, amorosamente plasmados na intimidade do seu lar. Entre eles, cumpre-nos destacar o Sr. José Sanches Guzman, que doou um terreno, cuja venda permitiu a compra de uma área maior, localizada na estrada do Córrego Azul, atual Rua Marcílio Dias, 128, Bairro São Joaquim. A edificação da modesta construção – cujas paredes eram de barro – foi feita pelas próprias mãos de Gedeão, enquanto João Donha atuava como servente.

O AMIGO CAIRBAR SCHUTEL

A versatilidade de Gedeão não parava aí. Como presidente da “União Espírita Paz e Caridade”, teve o zelo de mandar imprimir, em outubro de 1923, seu Estatuto Social, na “Typografia d’O Clarim”, dirigida pelo eminente vulto Cairbar Schutel, em Matão, SP. Um exemplar do mencionado estatuto foi encontrado junto aos seus guardados, acompanhado de uma carta original manuscrita pelo punho de Schutel, como Gedeão assim o chamava, documento esse que faz referências à qualidade do material enviado, bem como cuidadosa prestação de contas das despesas gráficas, apontando, inclusive, o valor do porte do correio sobre a remessa, cujos documentos originais eram carinhosamente guardados por Gedeão, o que nos permitiu consultá-los para atender à elaboração do presente trabalho, ao qual nos entregamos com enorme alegria.

A diretoria relacionada naquela publicação era a seguinte: Gedeão, presidente; Júlio Monteagudo Pinheiro, vice, sendo os demais membros Antônio Manoel da Cunha, Mauro Guimarães, José Miguel Serapião e Francisco Graton.

OS BENFEITORES ESPIRITUAIS

As tarefas espirituais ganhavam força, sob a proteção de muitos Espíritos Benfeitores. Gedeão não os nominava, porém seus confrades falavam das presenças veneráveis do Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, Irmã Celina, Pai Jacó, além de espíritos familiares, cujas entidades, consagradas ao bem supremo, realizavam extraordinário socorro aos enfermos da alma e do corpo. O trabalho passou a atrair grande número de necessitados, obrigando-o, junto aos amigos, a reservar amplo alojamento para as pessoas enfermas, que vinham, inclusive dos estados vizinhos, em busca de atendimento. Entretanto, havia casos muito graves de doenças mentais já instaladas, pelo que, o próprio Gedeão transportava os referidos pacientes de trem para a cidade de Franca, onde havia um atendimento mais específico. Para tanto, Gedeão foi obrigado a tirar um salvo-conduto, para não ser preso durante a viagem, em razão de levar consigo aqueles pacientes, que, à época, eram trancafiados nas Cadeias Públicas. O referido documento também faz parte de seus arquivos e foi emitido pela Superintendência de Segurança Política e Social do Estado de São Paulo. Mais tarde, em 1932, os doentes mentais passaram ser carinhosamente tratados em Araçatuba mesmo, pela venerável Benedita Fernandes.

O CASAMENTO COM MARIA JÚLIA

No que se refere à vida pessoal, Gedeão, casou-se, em 1921, com Dona Maria Júlia de Aquino, viúva e mãe de três filhos, com quem teve outros seis. O casal adotou ainda um menino recém-nascido, cuja mãe era portadora de hanseníase e morrera no parto. Atualmente, todos os filhos das primeiras núpcias já desencarnaram, entretanto, deixou um número expressivo de netos residentes em nossa região.

O ABRIGO ISMAEL

Em 1923, um grupo de senhoras, sob direção de Dona Maria Júlia de Aquino Miranda, fundou a Associação das Senhoras Espíritas, o Abrigo Ismael, para socorrer aos mais pobres, depois departamento da U. E. “Paz e Caridade”. Dona Maria Júlia era uma personalidade encantadora – alojava os necessitados, dando-lhes alimentação. Não raro, acolhia, em sua própria casa, pessoas com intrincados processos obsessivos. Ali, permaneciam por algum tempo, até que adquirissem o reequilíbrio necessário para volverem à família. Dona Maria Júlia atuava ainda nas sessões como dedicada médium de ‘incorporação’, entregando-se docilmente com desvelado amor aos sofredores de ambas dimensões da vida.

O ACIDENTE DE TREM

Gedeão trabalhou também na manutenção da estrada de ferro. Contava ele que transcorria o ano de 1925, quando viajava a serviço da N.O.B, para Itapura, SP. Seguia dormindo, quando uma entidade espiritual o acordou, advertindo-o com insistência: “Levanta! levanta! Que esta locomotiva vai tombar!” Ele, porém, não deu muita importância, considerando que a viagem transcorria tranqüila, entretanto, o Espírito se fez completamente visível e repetiu enfaticamente o aviso, o que lhe permitiu tomar posição de alerta. Naquele instante, a locomotiva iniciava uma curva já próxima da cidade, o trem começou a descarrilar, porém houve tempo de Gedeão saltar do vagão, livrando-se do grave sinistro. O acidente provocou graves danos, pelo que foi aberta rigorosa Sindicância Administrativa para se apurar as causas do acidente. Todavia, para não depor contra o maquinista, que desenvolvia uma velocidade incompatível para a manobra, Gedeão pediu demissão.

O AMIGO GUZMAN

Por volta de 1928, foi convidado pelo Sr. José Sanches Guzman para trabalhar na lavoura de café, localizada no Bairro Goulart, zona rural de Birigüi, onde reinstalou o culto do Evangelho no lar, novamente, às terças-feiras. Para sua modesta casa, fluíam muitas pessoas assoladas por incompreendidas obsessões. Assim, Gedeão dava curso ao fraternal atendimento cada vez mais solicitado. Com o inestimável amigo Guzman, fundaram, no Goulart, o Centro Espírita “Humilde dos Pobres”.

A PERSEGUIÇÃO POLICIAL

Dentre as diversas mediunidades de que era dotado, as mais espontâneas eram a clarividência e a clariaudiência, que lhe permitiam o contato natural e perene com seus Amigos Espirituais. Seu elevado padrão moral transmitia a quantos o buscavam uma serenidade indescritível. Seu acendrado amor aos sofredores apaziguava os corações atormentados que eram levados à sua presença, em manifesto processo de loucura e obsessão. Se, por um lado, os resultados alcançados eram extremamente positivos, graças à elevada assistência espiritual com a qual podia contar, por outro, o imaginário popular coloria ainda mais os perenes fenômenos de cura. Se, em parte, contribuíam para a propagação da Doutrina nascente, de outra, lhe traziam alguns inconvenientes, como o título de “Curador do Goulart”. Relata Aristides Penalva Sanches, filho de Guzman, que no ano de 1933, em decorrência da ‘fama’ de médium curador de Gedeão, não tardou muito para que fosse denunciado, pelo inconformismo, ao Dr. Gamaliel, ilustre delegado de polícia de Birigüi. Dr. Gama, como era chamado, deu-lhe o exíguo prazo de 24 horas para que abandonasse o município, sob pena de prisão, acusado do “crime” de “espalhar o Espiritismo como a peste bubônica”.

Assim, Gedeão colocou seus poucos móveis sobre a carroça e retornou para Araçatuba. Neste episódio, não faltou a prova da inequívoca amizade e solidariedade de Guzman, que viajou, na companhia de amigos, até a cidade de Campinas, para entrevistar-se com o Senador da República José Ribeiro, também membro da diretoria da FEB (Federação Espírita Brasileira) na cidade do Rio de Janeiro. O respeitável político expediu um ofício, restituindo prontamente a justiça, permitindo o imediato regresso de Gedeão e de sua família para o Goulart.

CARTAS DE MANOEL QUINTÃO

Inobstante a precariedade dos meios de comunicações verificada na época, Gedeão mantinha estreita correspondência com a FEB, naquele período sediada na cidade do Rio de Janeiro, então capital do país. Mantinha-se atualizado, em constantes intercâmbios com os jornais “O Clarim”, de Matão, SP, e “Nova Era”, de Franca, SP. Dentre os documentos da época guardou, com muito carinho, uma carta manuscrita por Manoel Quintão, então presidente da FEB, datada de 30 de julho de 1931. Na valiosa missiva, o ilustre presidente respondia às acuradas indagações de Gedeão sobre o passe, cujo pequeno trecho, seja pelo precioso conteúdo, seja pelo relevante valor histórico, tomamos a liberdade de transcrever, ao menos parcialmente: “Os passes, quando ministrados com fé e pureza de intenção, aproveitam a quem os dá e a quem os recebe, porque, neste caso, a só aproximação dos Espíritos doadores produz a harmonia do ritmo vital nos organismos, tanto quanto propicia bons pensamentos, que são também salutares, porque o pensamento é força ativa. Mas, por isso mesmo, que eles, os passes, são um remédio preciso, não devem ser aplicados arbitrariamente, a torto e a direito. O médium que os aplica e o paciente que os recebe devem estar concentrados , atentos e mostrarem-se dignos por palavras, pensamentos e obras, da esmola que pretendam alcançar”.

GEDEÃO E BENEDITA FERNANDES

Gedeão foi contemporâneo de Dona Benedita Fernandes, inclusive, fazendo-se presente na reunião de 6 de março de 1932, assinando a ata de fundação da Associação das Senhoras Cristãs. Dizia ele que Dona Benedita, antes da fundação da referida instituição, colhia os lavradores em trânsito a procura de trabalho, chamados naquele tempo de “variantes”. Ela os reunia sob improvisado abrigo que arranjava ao juntar as cascas das toras acumuladas na Estação. Ao amanhecer, Mãe Dita, como era carinhosamente chamada, ressurgia por entre as toras, trazendo com sua alegria um bule de café. Para o almoço, servia humilde sopa de fubá. O gesto de caridade de Dona Benedita não passava despercebido; aos poucos, foi conquistando simpatizantes, que passavam a colaborar, trazendo-lhe, aos sábados, carroças com alimentos para atender aos necessitados. Assim, o Espírito de Benedita venceu este século. Hoje, continua sendo por todos nós venerada pelo seu devotamento à causa do Cristo, pela sua coragem e lucidez. Assim, “Dama da Caridade” é justo título que inspiradamente lhe atribuiu Dr. Antônio César Perri de Carvalho.

O BANDEIRANTE DO ESPIRITISMO

Em 1945, fundou o Centro Espírita Guillon Ribeiro, no Bairro da Prata, em Araçatuba, SP, auxiliado por Alberto Pineis e seus familiares.

Nos anos de 1948 e 1949, Gedeão passou a ser representante da RIE – (Revista Internacional do Espiritismo) e do jornal “O Clarim”, ambos coordenados por Cairbar Schutel, em Matão, SP, e, ainda, do periódico “Nova Era”. Para a divulgação destas obras, Gedeão empreendia longas viagens de trem até Corumbá, MT, geralmente proferindo palestras nas cidades por onde passava, incentivando a criação de pequenos grupos espíritas, além de intercâmbios com oradores como José Russo e João Leão Pita. Como era representante daqueles importantes órgãos da imprensa espírita, Gedeão foi convidado a participar da reunião de fundação da Aliança Espírita “Varas da Videira”, em 11 de junho de 1949, também em Araçatuba.

NOVOS DESAFIOS FAMILIARES

Findava a década de quarenta, quando a laboriosa Dona Maria Júlia deixou o palco das lutas terrestres, regressando à Espiritualidade, legando numerosa prole aos cuidados de Gedeão. Depois de seis anos de viuvez, Gedeão casou-se, em segundas núpcias, com a Sra. Albertina Fernandes de Miranda, em 24 de julho de 1954. O casal teve apenas um filho de nome Clarêncio, nascido em 10/12/68. Dona Albertina e o filho vivem hoje na cidade de Birigüi, amorosamente acolhidos por Aristides Penalva Sanches e seus familiares, nas dependências do Centro Espírita “José Sanches Guzman”, localizado na Rua das Hortênsias, 40.

GEDEÃO EM BIRIGÜÍ

Em 1976, conhecemos o Sr. Gedeão no Centro Espírita “Humilde dos Pobres”, na zona rural de Birigüí, onde continuava realizando magnífica tarefa de socorro aos complexos casos obsessivos. Sua presença de amor e sua elevada moral impunham significativa quietude às entidades atormentadas e às suas respectivas vítimas, no desforço de hoje pelas faltas do ontem. Pessoalmente, presenciamos a solução de difíceis dramas obsessivos, ante a sábia interferência de Gedeão, que se colocava como ponte da reconciliação entre os personagens em dura contenda.

O INSTRUTOR GEDEÃO

Em 1977, o Sr. Gedeão mudou-se para a cidade de Birigüi, onde fundou a União Espírita “Casa do Caminho”, localizada na Rua Tenente-Coronel Jair Forest, 500, Bairro Santo Antônio. A partir desta data, passamos a conviver estreitamente com ele, a quem recorríamos sempre ante as dificuldades existenciais da adolescência. Ele usava da ternura e bondade para ajudar, porém não abdicava da energia, ao falar sobre a necessidade impe­riosa do cumprimento do dever, que nos cabe perante a vida, cujo dever não podemos fugir sem suportar pesado ônus para a nossa economia espiritual.

Ainda em Birigüí, participou da fundação do Centro Espírita “José Sanchez Gusman”, onde continuávamos buscando sua paternal companhia. Assim, era sob o frondoso pé de abil, para onde nos convidava a sentar sempre que o visitávamos, vivenciando ali as duas últimas décadas de tão profícua existência. Embora firmando-se numa velha bengala, mantinha-se numa postura sempre altiva, conversava com firmeza e vigor na voz. Após sentar-se no banco tosco, à sombra generosa do grande arvoredo, Gedeão colocava os olhos na direção do infinito, examinava calmamente o céu, para em seguida exclamar uma saudação quase formal – “Deus..., na natureza!”, uma alusão ao título da obra do escritor francês Camille Flammarion, de quem era profundo admirador. Para depois, colocar-se atento às nossas indagações sobre a Doutrina, bem como sobre os nossos conflitos, em torno da mediunidade nascente. Ele nunca nos faltava com seu paternal afago e tampouco com seus estímulos e orientações preciosas. Foi neste laboratório vivo de ternas vibrações, que nos orientou e nos preparou para fundar a Casa do Caminho Ave Cristo, que se constitui num centro de reabilitação para jovens com dependência de drogas, cuja instituição é o resultado natural do seu espírito empreendedor.

A HORA DO REGRESSO

No inverno de 1991, Gedeão contava com 96 anos. De vez em quando, era tomado por pertinaz pneumonia, que lhe minava, pouco a pouco, a resistência física, porém, se o corpo apresentava-se alquebrado, em face da longa e perene refrega existencial, do seu espírito exornavam serenidade e lucidez, somente encontradas nas almas dos que se aproximam da hora suprema, com a consciência do dever retamente cumprido.

Assim, foi no entardecer de 6 de Junho de 1991 que o Espírito Pioneiro e combativo de Gedeão Fernandes de Miranda demandava a Pátria Espiritual, cercado de seus familiares e amigos. No momento em que seu corpo era sepultado, não faltou a manifestação emocionada de um confrade, a exaltar-lhe suas nobres realizações em favor da propagação da Doutrina do Consolador e do socorro aos que sofrem, sempre em permanente clima de renúncia e paciência, fazendo alusão, inclusive, à sua pobreza material, na qual carpiu muitas privações, porém jamais se ouviu ele dizer “eu preciso”, porquanto sustentava que se considerava muito rico, porque era um homem que não tinha necessidades.

A ETERNA GRATIDÃO

Transcrevemos, a seguir, um valioso depoimento de Maria Rosa Disposti, que privou assiduamente da convivência com o Sr. Gedeão, nos últimos anos de sua existência. “Em 1979, eu era ainda adolescente, ­quando meu genitor, Miguel Disposti, desencarnou, deixando imensa saudade em minha alma. Quando, então, o Sr. Gedeão, constituiu-se, para mim, em um segundo pai e abnegado instrutor, especialmente por cuidar da minha educação espiritual, porquanto dele recebi as primeiras lições da Doutrina Espírita, sempre enriquecidas com delicadas dissertações sobre o Evangelho de Jesus e as histórias das primícias do reino com o Cristianismo nascente. Entretanto, quando ele regressou à Pátria Espiritual, senti-me verdadeiramente órfã pela segunda vez. Mergulhada em densas saudades, não poucas vezes busquei a sombra do frondoso pé de abil, para respirar, naquele poético cenário, a leve psicosfera, que, por precioso tempo, abrigou o valoroso Espírito do Sr. Gedeão durante suas doces preleções. Sua admirável bondade e inegável sabedoria, plantaram em mim eternos carinho, respeito e gratidão, sentimentos que cultivarei para sempre em minha alma”.

O TRABALHO CONTINUA

Hoje, o Espírito Gedeão, unido a outras venerandas Entidades, que souberam honrar o compromisso com Jesus, na hora primeira deste século, divulgando o Evangelho do Cristo à luz da revelação kardequiana, desbravando sertões, abrindo veredas, arrostando os perigos da terra inculta e vencendo os preconceitos humanos, granjearam para si merecidas credenciais das Esferas Superiores, por desfraldarem, com a própria alma, a bandeira do Consolador, nestas terras da Alta Noroeste. Em nossos dias, permanecem eles conosco em primorosas tarefas, prestando fraternal assistência aos nossos núcleos espíritas, transformando-os em vigorosas constelações de luz, a iluminar a noite escura de nosso tempo, até que a aurora de um porvir de luz venha beijar a Terra e ficar conosco para sempre. Enquanto isso, para atenuar as saudades dos nossos, da vanguarda evolutiva, recordemos Emmanuel, que sabiamente pontifica: “Todos nós estamos juntos na presença Augusta de Deus”.

 

 

 

(Copiado de: http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultos/gedeao_fernandes.htm)

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Araçatuba à época de sua fundação que ocorreu no dia 2 de dezembro de 1908..

Imagem do arquivo da Câmara Municipal de Araçatuba.

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Gedeão Fernandes de Miranda aos 21 anos. Foto do livro Obra de Vultos, volume 1. 

Gedeão é citado como  o primeiro espírita a chegar em Araçatuba,  no ano de 1914, seis anos depois da fundação da cidade.

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Gedeão Fernandes de Miranda, na homenagem que lhe foi prestada em 1975, pela

União Espírita “Paz e Caridade”, de Araçatuba, entidade fundada aos 21 de abril de 1921.

Gedeão foi o  fundador e  primeiro presidente da União Espírita Paz e Caridade. 

Foto copiada do livro Obra de Vultos, volume 1.

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Dona Benedita Fernandes, na estrema esquerda de pé, e o casal Maria Bogalho  e

Manoel Clemente Gonçalves ao seu lado foram muito amigos de Gedeão Fernandes de Miranda.

Foto do arquivo do Hospital Benedita Fernandes, Araçatuba, SP. 

Leia o texto da biografia de Gedeão nesta postagem.

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Centro Espírita “Humilde dos Pobres”, no Bairro do Goulart, em Birigui, SP., fundado por José Sanchez Gusman em 1928..

Na época o Sr. Gedeão que morava no sítio do sr. Guzman participou da inauguração e das atividades do Centro. .

 Foto copiada do livro Obra de Vultos, volume 1, da biografia de José Sanchez Gusman. Os integrantes do Centro Espírita “Humildes dos Pobres”  mantinham contato permamente com a Associação das Senhoras Cristãs, dirigida por dona Benedita Fernandes, participando de reuniões doutrinárias e fazendo doações para ajudar na manutenção da entidade. 

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Estrada que faz a ligação do  Bairro do Goulart com Araçatuba. Foto: Ismael Gobbo

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Evento no Abrigo Ismael no ano de 1943. Paritipação de presidentes, crianças da evangelização e da escola

pública municipal que ali funcionava. Foto copiada do livro Obra de Vultos, volume 1.

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A sédea da União Espírita “Paz e Caridade” após ampliações na década de 1960.

Imagem do arquivo da União Espírita “Paz e Caridade”

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Foto da década de 1960  de senhoras assistidas no Abrigo Ismael tendo na extrema esquerda “Tia Luiza”, 

grande batalhadora na casa tanto no aspecto doutrinário como administrativo. Foto do arquivo da

União Espírita Paz e Caridade copiada do livro Obra de Vultos, volume 2. 

Pode ser uma ilustração de 2 pessoas

Sr.  Gedeão Fernandes de Miranda fundador da Centenária União Espírita Paz e Caridade em

21 de abril de1921 e do seu departamento Abrigo Ismael em 03 de outubro de 1941.

Quadro óleo sobre tela doado à  entidade pela artista Nair Camargo de São Paulo,SP.

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Fachada atual da União Espírita “Paz e Caridade” e seu departamenbo AbrigoIsmael.

Imagens fornecidas  pelaUEPC

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Túmulo de Gedeão Fernandes de Miranda no Cemitério da Consolação em Birigui, SP.

Gedeão faleceu no dia 5 de junho de 1991 e foi sepultado no dia 6. Foto: Ismael Gobbo.

 
 

José Angelo Rodrigues
(13/08/1878 - 07/06/1948)

 

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José Ângelo Rodrigues

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 2

 

 

Biografia elaborada por
 Ismael Ângelo Cintra e
Gelza Ângelo Quirino da Silva

José Angelo Rodrigues nasceu no dia 13 de agosto de 1878, na cidade de Barretos, estado de São Paulo.

Era filho do casal Joaquim Antônio Rodrigues e Leopoldina de Souza Monteiro e tinha nove irmãos: Francisco, Pedro, João, Rita, Mariana, Liduína, Ana, Maria Umbelina e Etelvina. Ao ficar órfão de pai, aos sete anos de idade, além de experimentar privações materiais, sofreu as conseqüências do segundo casamento da mãe, em razão do comportamento rude do padrasto, que, incompreensivo, era incapaz de lhe dispensar um tratamento paternal. Depois de algum tempo, decidiu, com a anuência da mãe, sair de casa para viver sob a proteção de Segisfredo Mamed Pinto, com quem passou a trabalhar.

De família pobre, trabalhou arduamente desde muito jovem, por isso não teve condições de freqüentar escolas regulares, a não ser cursos eventuais de pouca duração, ministrados esporadicamente por professor particular. Mesmo assim, graças à sua vivacidade e determinação, conseguiu alfabetizar-se e aprendeu a ­fazer operações matemáticas, inclusive de certo grau de complexidade. Quase autodidata, desenvolveu o gosto pela leitura, o que lhe seria de grande utilidade para os estudos doutrinários a que se dedicaria posteriormente.

Durante sua existência, José Angelo exerceu diversas profissões, desde as experiências juvenis de servente de pedreiro, até as ocupações da fase adulta, ligadas ao campo, como a de carreiro – condutor de carro de bois –, e a de agricultor, incluindo a pecuária, a lavoura e a produção de rapadura e de açúcar através do engenho de cana. É preciso enfatizar , no entanto, as suas excepcionais qualidades de artesão, destacando-se as suas habilidades no trabalho com couro, bambu, chifre e madeira. Carpinteiro de muitos recursos, ele fabricava mesas, camas, portas e outros objetos. Todos os testemunhos dão conta de que era muito inteligente, prático no raciocínio e metódico em tudo que fazia.

Em termos artísticos, era muito exaltada a sua veia musical, por ser exímio compositor de “modas de viola” , com letras voltadas para a narrativa de acontecimentos do cotidiano ou do cenário histórico do país. Tocava viola com maestria e cantava as suas composições e outras páginas da genuína música caipira, formando dupla com seu irmão Pedro, que fazia a segunda voz.

Dominava também a arte de contar casos como um autêntico narrador oral, sabendo cativar a atenção dos ouvintes através de uma maneira muito especial de relatar histórias antigas ou contemporâneas, que, em sua narrativa, eram sempre interessantes.

Dono de uma memória extraordinária, era capaz de aprender uma música ao ouvi-la uma única vez, além de improvisar versos em quaisquer situações ou ambientes em que fosse solicitado. Eis como terminou, segundo a lembrança do filho Deodato, um discurso de improviso no aniversário de Tio Pedro, seu irmão:

...e essas mocinhas,
qual bando de andorinhas,
pediram pr’a o velho falar.
Coitadas, estão enganadas.
O velho não sabe nada
 .”

No dia 18 de outubro de 1900, José Angelo Rodrigues casou-se, em Barretos, com uma jovem de 17 anos, registrada como Jerônima Cândida de Jesus, nascida em Aterrados, hoje Ibiraci, estado de Minas Gerais, em 3 de outubro de 1883, filha de Firmino Ferreira Cintra e Maria Alves de Jesus. Posteriormente, ela incorporou o sobrenome paterno Cintra que passaria a nomear todos os filhos . O seu nome de registro foi, então oficialmente alterado para Jerônima Cândida Cintra.

Jerônima tinha sete irmãos: Lidugero, Presciliano, Deodato, Calimério, Maria Alves, Ana e Maria Inácia. Ana, conhecida como Tia Sinhana, era casada com Segisfredo Mamed Pinto e Maria Inácia era esposa de Pedro Angelo Rodrigues, o Tio Pedro, irmão de José Angelo Rodrigues.

Oito anos depois do casamento, resolvido a tentar uma experiência no sertão, iniciou uma longa e cansativa viagem, acompanhado da mãe, da esposa Jerônima e dos quatro filhos mais velhos: Manuel, José/Juca, Firmino e Joaquim/Quinzote. Também o acompanhavam, nessa empreitada, seus irmãos Pedro, João e Francisco com as respectivas famílias.

Após 17 dias viajando em quatro carros de boi, chegaram, em 8 de maio de 1908, ao local onde, desde 1907, já residia a família de Segisfredo Mamed Pinto.

Era a Pedra, como diziam na época, ou o Córrego da Pedra, nas imediações da antiga Vila Lourdes, hoje município de Lourdes, localizada a l5 km de Buritama e 40 de Birigüi, na região de Araçatuba.

Logo após a chegada, foi tomado de grande tristeza pela morte da mãe, Leopoldina de Souza Monteiro, sepultada em Vicentinópolis, conhecida na época como Macaúva Velha. Esse acontecimento o abalou a tal ponto que, durante quase um ano, ele permaneceu indeciso, sem saber que destino dar a seu futuro.

O sonho da viagem que o tinha levado àquela terra fértil, mas ­inteiramente por desbravar, que ele julgava ser o lugar destinado à ­realização de seus sonhos de vida, havia se transformado num pesadelo, com a perda da mãe. Mas a realidade exigia uma decisão e ele resolveu enfrentar todas as dificuldades instaando-se definitivamente no Córrego da Pedra.

Por essa época, a família já começava a aumentar. Além dos quatro filhos, nascidos em Barretos, outros sete nasceriam na Pedra, frutos da feliz união de José Angelo e Jerônima: Lázaro, Izalpino, Sebastião, Jerônimo, Deodato, Olívia/Rosa e Maria/Tuta.

De espírito inquieto, a formação católica da família nunca o satisfez inteiramente, o que o levou a buscar no protestantismo uma alternativa religiosa. Uma de suas grandes virtudes era a curiosidade, a busca de compreensão para questões complexas como o mistério da morte, a justiça divina, o porquê da dor e do sofrimento. Dotado de grande capacidade racional e crítica, não conseguia encontrar nas religiões mencionadas respostas convincentes para muitos pontos que o deixavam em ­dúvida.

A morte de sua mãe, por exemplo, além do sentimento de perda e de desalento, era para ele motivo de questionamentos irrespondíveis do ponto de vista das doutrinas até então conhecidas.

Foi por essa ocasião que José Angelo teve a primeira notícia sobre o Espiritismo, por meio de Segisfredo Mamed Pinto, com quem passou a se reunir com freqüência para estudar a nova doutrina, através da leitura de diversas obras.

Ao tomar conhecimento da existência, em Barretos, do Centro Espírita do Capitão Felício, resolveu conhecê-lo sem perda de tempo. Após a reunião de que participou, segundo a lembrança de sua filha Rosa, “o dirigente, convidou-o a permanecer um pouco mais na sala, e, em seguida, relatou haver constatado a presença, ao lado dele, desde a sua chegada , de uma senhora, cujas características descritas permitiram a José Angelo reconhecer sua própria mãe em espírito”.

Essa foi a resposta que, por meio de prece, ele havia pedido a Deus, pois tinha necessidade de certificar-se da veracidade do fenômeno mediúnico que estava presenciando. Entusiasmado com a prova recebida, a sua fé na Doutrina dos Espíritos agigantou-se e ele absorveu-se na leitura ininterrupta das obras de Kardec.

De volta ao Córrego da Pedra, continuou estudando, com afinco, o Espiritismo e divulgando o seu conteúdo doutrinário. Durante mais de vinte anos ele prosseguiu nesse trabalho realizando reuniões regulares ora em sua casa, ora na residência de seu filho Juca, ou ainda numa escolinha existente no quintal da casa de João Melo. Além de presidir as sessões, que contavam com a participação de Jerônimo Urbano, médium de muitos ­recursos, José Angelo saía a cavalo para visitar doentes e orar por eles. Diversas curas são creditadas à sua presença e à sua fé.

Por várias vezes foi discutida a intenção de fundar um Centro Espírita na zona rural, mas o momento não parecia chegado, pois nenhuma das tentativas deu resultado.

Em 28 de janeiro de 1942, visitou, pela primeira vez, o Centro Espírita “Amor e Caridade” de Birigüi, sob a direção de João Dias de Almeida e sua esposa, D. Linda Dias de Almeida.

Segundo relato do filho Jerônimo, que o acompanhava naquela noite, seu pai sentou-se atrás da médium e pediu, por meio de uma prece, uma explicação a respeito de um assunto doutrinário sobre o qual tinha dúvidas.

No mesmo instante, o mentor espiritual Felício Luchini, servindo-se da mediunidade de D. Linda, esclareceu a sua dúvida através de manifestação psicofônica. A reação imediata de José Angelo Rodrigues, exclamando “aqui está a verdade”, selou uma relação de confiança e amizade com o casal de missionários que determinaria o futuro da doutrina espírita na região.

Em 16 de abril de 1943, convidados por ele, João Dias e D. Linda fizeram a primeira visita ao Córrego da Pedra, hospedando-se na residência de Almiro Jerônimo Pinto e Lourdes Camargo Pinto. As reuniões foram realizadas na casa de José Angelo e Jerônima, que se tornou então a sede provisória das atividades espíritas naquele recanto.

No dia 18 de julho desse mesmo ano, aconteceu uma reunião para tratar da escolha do local destinado à construção do prédio em que funcionaria a filial do Centro Espírita “Amor e Caridade” de Birigüi, no Córrego da Pedra. José Angelo Rodrigues manifestou aos companheiros sua intenção de doar um lote de terra, com área aproximada de 1200 metros quadrados, destacado do sítio de sua propriedade.

Já em 9 de dezembro de 1943, em reunião extraordinária, é efetuado o lançamento da pedra fundamental do prédio próprio no terreno doado por José Angelo, com a presença de toda a diretoria do Centro de Birigüi. Em prece de agradecimento, feita na ocasião, conforme consta em ata, manifesta-se a esperança “de muito breve serem realizados os objetivos desta obra cristã, que possa demonstrar à posteridade o testemunho da fé dos moradores do Bairro Córrego da Pedra, e para aqui poderem se abrigar amparados pela luz dos espíritos superiores”.

De fato, menos de quatro meses depois, foi inaugurada a sede própria do Centro, no dia 23 de março de 1944, em sessão presidida por João Dias de Almeida e D. Linda, com a presença de um “número superior a quatrocentas” pessoas, conforme consta da ata lavrada na ocasião.

Dois dias depois, em 25 de março, às dezoito horas, tem lugar uma reunião festiva para comemorar o evento, também presidida por João Dias, com a participação de D. Linda e de toda a diretoria de Birigüi. Na oportunidade, são apresentados os “membros da Diretoria da Filial composta ­pelos irmãos José Angelo Rodrigues, presidente; Segisfredo Pinto da Cunha, vice-presidente; Almiro Jerônimo Pinto, secretário; Firmino Angelo Cintra, tesoureiro; Theobaldo Kohlrausch, segundo-secretário; Lázaro Querino da Silva, segundo-tesoureiro”.

Durante os quatro anos seguintes, enquanto esteve encarnado, José Angelo permaneceu na presidência, liderando as atividades de estudo, orientação doutrinária e assistência a desvalidos da região. Exemplo de honestidade, lealdade e honradez, e tomado por uma fé imensurável, foi fiel à doutrina em todos os seus princípios, sem nunca vacilar. O carinhoso apelido de TIO ZECA, motivado pelo grande número de sobrinhos, a rigor se justificava em razão da grande amizade que a todos o unia e ao respeito que inspirava.

O seu discernimento e a sua sabedoria prática da vida eram tão notáveis, que era procurado por pessoas de toda a região para ouvir a sua opinião sobre os mais diversos assuntos. Tornou-se então o conselheiro predileto não só para desentendimentos e brigas em questões familiares e de negócios, mas em qualquer circunstância em que fosse necessária uma palavra de equilíbrio e ponderação. Exercendo um verdadeiro apostolado a serviço da harmonia, da união fraterna e da concórdia, Tio Zeca era o mensageiro da paz, do amor e da caridade.

Já velho, impossibilitado de trabalhar, passava os dias lendo o Evangelho e estudando a doutrina, sempre em voz alta. Tinha grande facilidade para ler e compreender qualquer texto, mesmo os mais difíceis. Era admirável a sua capacidade de explanar sobre as lições do evangelho e explicar as questões mais complexas da doutrina com simplicidade, clareza e convicção.

Às 12 horas do dia 7 de junho de 1948, Tio Zeca desencarnou em sua casa, no Córrego da Pedra. Sessenta dias antes do fato, ele passou a visitar todos os filhos, parentes e velhos amigos, entre os quais o senhor Miguel Chibeni e sua esposa Amélia Chibeni, de Buritama. Segundo relato de dona Amélia , quando se despedia José Angelo confidenciou que aquela era sua última visita à casa dos amigos. Conforme testemunho posterior de Vovó Jerônima, ele tinha recebido sinais reveladores de espíritos amigos avisando-o a respeito de sua partida próxima.

A saudade que deixou em toda a comunidade da Pedra foi retratada, na época, pelos versos emocionados de Elpides Serafim da Silva:

Saudade do Vovô

Sei que sofres, coração!
E sofres bem caladinho
A dor da recordação
Do saudoso Vovozinho

Alma meiga e pura
Cheia de sabedoria e humildade
Era um amigo de candura
Pobre coração, tens razão em ter saudade!

Para mim era sempre Vovozinho
Tio Zeca para uns, para todos um amigo
A todos dispensava zelo e carinho
Aos sofredores, paternal abrigo

Vejo-o ainda com veneras cãs
Sorridente, sempre a meu lado
Tão alvo como o sol das manhãs
Assim, o meu Vovozinho adorado

Consola-me a grande certeza
De que ele vive eternamente
Usufruindo da inigualável beleza
Da criação do Onipotente

No dia 7 de junho, 1948 era o ano
Volveu ele pr’a pátria espiritual
Para subir bem alto em outro plano
Onde não existe ilusão nem mal

Caridade e perdão eram seu lema
Para isso nunca se sentiu velho
Em seu jazigo há um emblema
Um livro que ele ama, o Evangelho.

Sua esposa amada, a vovó Jerônima, ou vovozinha, como era chamada pelos netos, ou ainda Tia Jerônima, para amigos e familiares, foi a incansável companheira de tantas lidas, parceira fiel de seus ideais, seguindo-o com determinação em todos os passos. Com as atividades regulares do Centro, sobretudo nas ocasiões das visitas da comunidade espírita de Birigüi, liderada por D. Linda e João Dias, a casa de Tio Zeca transformava-se numa verdadeira hospedaria e Vovó Jerônima, generosamente, providenciava pouso e comida para todos aqueles que, vencendo longas distâncias e estradas difíceis, compareciam às reuniões doutrinárias, sequiosos de aprender as enriquecedoras lições do Espiritismo.

Após a morte do inesquecível esposo, durante os catorze anos em que viveu, ela manteve cintilante a chama da fé e da caridade enraizada naquele recanto, fazendo do seu lar uma porta constantemente aberta para oferecer abrigo e proteção a todos que a procurassem.

Sistematicamente Vovó Jerônima percorria aquele trajeto tão familiar e tão adorável entre sua casa e o Centro, com a lamparina sustentada pelos braços erguidos para vencer a escuridão e facilitar a caminhada dos que a acompanhavam. Essa imagem, que para sempre figurará na memória de quem teve a felicidade de presenciá-la, é o símbolo da missão desempenhada por ela: ser a fonte inesgotável de luz espiritual para proteger, amparar e iluminar os passos de sua grande família.

Vovó Jerônima desencarnou , aos 78 anos de idade, no dia 22 de junho de 1962, em sua casa no Córrego da Pedra.

Tio Zeca e Vovó Jerônima continuam, na pátria espiritual, amorosamente exercendo a missão de orientar, proteger, e conduzir o seu povo, essa grande família da Pedra, o lugar distante que escolheram para viver, exemplificar na prática o ideal espírita e dar testemunho do verdadeiro comportamento cristão.

Pelos relevantes serviços prestados ao município na área de assistência social, a Câmara Municipal de Lourdes, por meio do Decreto Legislativo 02/98, concedeu a José Angelo Rodrigues , “in memoriam”, o título de Cidadão Lourdense, em solenidade ocorrida no dia 02 de junho de 1998.

Em mensagem de 24 de novembro de 1999, José Angelo Rodrigues deixa o seu alerta para a necessidade de buscarmos a nossa iluminação espiritual:

Nenhum de nós correu sem ser com suas próprias pernas. Nenhum de nós galgou sequer um degrau da evolução sem ter construído sua própria escada. Mostramos o caminho, falamos de nossos erros e de nossos acertos, mas não podemos caminhar por vocês. Cada um tem a própria maneira de enxergar a verdade. Sigam em frente colocando a verdade como a meta a alcançar. A verdade é o grande guia. Não fechem os olhos, nem tapem os ouvidos para continuar recebendo esclarecimento sobre suas próprias verdades. Aquele que pensa não poder mudar seu ponto de vista diante das verdades demonstradas, ficará parado até reconhecer seu engano. Procuramos esclarecer o mais que podemos, mas nem todos enxergam com os mesmos olhos, nem ouvem com os mesmos ouvidos. Uma planta da mesma espécie tem muitas variedades, mas todas têm a mesma origem e caminham na mesma direção: a do SOL, quer dizer a da LUZ. Assim é o homem: mesmo que durante algum tempo goste de viver nas trevas, um dia a luz o fascinará e ele correrá para ela como a única maneira de ser feliz. Uma pequena chama de uma candeia, lamparina, ou palito de fósforo é capaz de vencer a mais negra escuridão. Quando o homem resolve buscar a luz, a pequena fé que se desenvolve a partir dela serve para ajudá-lo a vencer dificuldades bem maiores que as da escuridão. Vejam tudo que se tem modificado dentro de cada um e verifiquem o quanto ainda podem modificar. Cada dia que passa é por si só uma nova lição , uma bênção maior, e um dote de esperança. Esperança que deve morar no coração de todos. Esperança por crerem em DEUS. Esperança por conhecerem o seu amparo. Tenham a certeza de que um dia estaremos todos iluminados e confiantes para continuar aprendendo.

 

 

(Copiado de http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultosII/jose_angelo_rodrigues.htm)

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Estação original de Barretos em 1923. (Instituto Moraes Salles)

Imagem copiada de http://www.estacoesferroviarias.com.br/b/barretos.htm

 

 

José Ângelo Rodrigues nasceu na cidade de Barretos

aos 13 de agosto de 1878.

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José  Ângelo Rodrigues e a esposa Jerônima.

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José Ângelo Rodrigues com a família.

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Dona Linda com outros companheiros fazendo a travessia do Rio Tietê para chegar ao Córrego da Pedra.

Foto do acervo do Centro Espírita Amor e Caridade de Birigui, SP. 

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Dona Linda e Sr. João Dias de Almeida em  reunião do centro espírita no Córrego da Pedra,

uma extensão do C.E. Amor e Caridade de Birigui, SP . Foto do acervo do C.E. Amor e Caridade de Birigui, SP.

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Participantes do centro espírita no Córrego da Pedra, uma extensão do C.E. Amor e Caridade de Birigui, SP.

Foto do acervo do C.E. Amor e Caridade de Birigui, SP.

 

 

Dr. Paulo Hecker

(08-04-1888/ 07-06-1974)

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2020/JUNHO/06-06-2020_arquivos/image064.pnghttp://www.noticiasespiritas.com.br/2020/JUNHO/06-06-2020_arquivos/image065.png

Exerceu a presidência de 1931 a 1932.

Nasceu em Bagé, no dia 08 de abril de 1888. Formado em Direito e Farmácia. Conheceu o Espiritismo em 1918 e desde então militou ativamente na tarefa da difusão doutrinária. Dirigiu, substituindo seu primeiro diretor Vital Lanza, o jornal Espírita de Porto Alegre, que surgiu em setembro de 1918. Colaborou com inúmeros artigos para a revista Reencarnação. Coube ao Dr. Paulo Hecker instituir na Rádio Difusora Porto Alegrense a Hora Espírita em 1941. Ali Paulo Hecker e mais uma equipe de capacitados expositores e conferencistas realizou uma difusão em ponto alto sobre a estrutura, as finalidades e realizações do Espiritismo. Além da Presidência da FERGS, foi membro do Conselho Superior do Hospital Espírita de Porto Alegre e sócio benemérito do Instituto Espírita Amigo Germano. Tribuno emérito proferiu memoráveis palestras doutrinárias tanto na capital como no interior do Estado.

 

 

(Copiado de https://www.fergs.org.br/historico-gestoes-federativas)

 

 

 

Deus

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Eurípedes Barsanulfo

O Universo é obra inteligentíssima; obra que transcende a 
mais genial inteligência humana; e, como todo efeito 
inteligente tem uma causa inteligente, é forçoso inferir que a
do universo é superior a toda inteligência; é a inteligência das
inteligências; a causa das causas; a lei das leis; o princípio dos
princípios; a razão das razões; a consciência das consciências;
é Deus! Deus! Nome mil vezes santo, que Newton jamais
pronunciava sem se descobrir!

Ó Deus que vos revelais pela natureza, vossa filha e nossa
mãe, reconheço-vos eu, Senhor, na poesia da criação; na
criancinha que sorri; no ancião que tropeça; no mendigo que
implora; na mão que assiste; na mãe querida que vela; no pai
extremoso que instrui; no apóstolo abnegado que evangeliza
as multidões.

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, no amor do esposo; no
afeto do filho; na estima da irmã; na justiça do justo; na
misericórdia do indulgente; na fé do homem piedoso; na
esperança dos povos; na caridade dos bons; na inteireza dos
íntegros. Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! no estro do vate;
na eloqüência do orador; na inspiração do artista; na santidade 
do mestre; na sabedoria do filósofo e nos fogos eternos do 
gênio!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na flor dos vergéis, na
relva dos vales; no matiz dos campos; na brisa dos prados; no
perfume das campinas; no murmúrio das fontes; no rumorejo
das franças; na música dos bosques; na placidez dos lagos; na
altivez dos montes; na amplidão dos oceanos e na majestade
do firmamento!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! nos lindos antélios, no íris
multicor; nas auroras polares; no argênteo da Lua; no brilho do
Sol; na fulgência das estrelas; no fulgor das constelações!
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na formação das
nebulosas; na origem dos mundos; na gênese dos sóis; no
berço das humanidades; na maravilha, no esplendor e no
sublime do Infinito!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! com Jesus, quando ora:
"Pai nosso que estais nos céus..." ou com os anjos quando
cantam: "Glória a Deus nas alturas, Paz na Terra aos Homens e
Mulheres da Boa Vontade de Deus".

(Texto copiado na internet do site http://www.forumespirita.net/fe/poesia/deus-euripedes-barsanulfo/)

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/MARCO/27-03-2019_arquivos/image015.jpg

Prece do “Pai Nosso”. Aquarela de James Tissot

Imagem/fonte:

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Brooklyn_Museum_-_The_Lord%27s_Prayer_%28Le_Pater_Noster%29_-_James_Tissot.jpg

 https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/NOVEMBRO/01-11-2021_arquivos/image046.jpg

Busto de  Eurípedes Barsanulfo no Colégio Allan Kardec,

Sacramento, MG. Foto Ismael Gobbo

 

 

Amor Infinito

Caminhos retos    

 

 

(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

 

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