Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita

São Paulo, SP, sábado, 10 de outubro de 2026.

Compiladas por Ismael Gobbo

 

 

 

Notas

1. Recomendamos confirmar junto aos organizadores os eventos aqui divulgados. Podem ocorrer cancelamentos ou mudanças que nem sempre chegam ao nosso conhecimento.

2. Este e-mail é uma forma alternativa de divulgação de noticias, eventos, entrevistas e artigos espíritas. Recebemos as informações de fontes  diversas via e-mail  e fazemos o repasse aos destinatários de nossa lista de contatos de e-mail. Trabalhamos com a expectativa de que as informações que nos chegam sejam absolutamente espíritas na forma como preconiza o codificador do Espiritismo, Allan Kardec.  Pedimos aos nossos diletos colaboradores que façam uma análise criteriosa e só nos remetam para divulgação matérias genuinamente espíritas.

 

3. Este trabalho é pessoal e totalmente gratuito, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro e só conta com ajuda de colaboradores voluntários. (Ismael Gobbo).

 


 

Atenção

Se você tiver dificuldades em abrir o arquivo, recebê-lo incompleto ou cortado e fotos que não abrem, clique aqui:     

                                  

          https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/OUTUBRO/10-10-2026.htm

 

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Os últimos 5 emails enviados     

 

DATA                                       ACESSE CLICANDO NO LINK

 

09-10-2026  https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/OUTUBRO/09-10-2026.htm

08-10-2026  https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/OUTUBRO/08-10-2026.htm

07-10-2026  https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/OUTUBRO/07-10-2026.htm

06-10-2026  https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/OUTUBRO/06-10-2026.htm

05-10-2026  https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/OUTUBRO/05-10-2026.htm

 

   

 

Publicação em sequência

Revista Espírita – Ano 9 - 1866

 

 

 

 

 

 

 

(Continua na próxima postagem)

 

 

(Copiado do site Febnet)

Arquivo: -Zouaves, Camp de Châlons- MET DP274836.jpg


[Zouaves, Camp de Châlons]. Os aposentos dos Zouaves da Guarda Imperial, Camp de Châlons, França;

Fotografia de Gustave Le Gray. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:-Zouaves,_Camp_de_Ch%C3%A2lons-_MET_DP274836.jpg

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/ABRIL/17-04-2018_arquivos/image014.jpg

Zuavo. 1870. Por Paul Louis Narcisse Grolleron

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Zouave_-_Grolleron.jpg

 

 

Os zuavos eram soldados de Infantaria da Argélia e de outros territórios árabes, ao serviço do Exército Francês, nos séculos XIX e XX. O Exército Francês ainda mantém unidades, designadas honorificamente, de "zuavos".

Zuaves foram unidades de tropas coloniais sob o comando francês, ativas especialmente durante o século XIX, compostas principalmente de argelinose outros árabes do Norte de África.   https://pt.wikipedia.org/wiki/Zuavo

 

Arquivo: Tente de zouaves au camp de Châlons.jpg

Tenda de Zouaves no camp de Châlons.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tente_de_zouaves_au_camp_de_Ch%C3%A2lons.jpg

File:Rene Pont-Jest.jpg

René de Pont-Jest

Imagem/fonte: https://fr.wikipedia.org/wiki/Ren%C3%A9_de_Pont-Jest

 

Louis-René Delmas de Pont-Jest ou Rémy Léon Delmas1, dit René de Pont-Jest ou Léon Delmas, est un écrivain et journaliste français, ancien officier de marine, né le 17 octobre 1829 à Reims et mort le 10 juillet 19042 à Neuilly-sur-Seine. Il est le grand-père de Sacha Guitry.

Leia mais:

https://fr.wikipedia.org/wiki/Ren%C3%A9_de_Pont-Jest

 

Benjamin Franklin extraindo eletricidade do céu. Óleo sobre ardósia de Benjamin West.

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Franklin

Experiência da Pipa de Franklin, junho de 1752.
Demonstrando a identidade de Lightning and Electricity, a partir da qual ele inventou o Lightning Rod.

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Para-raios

Cristo curando o paralítico. Óleo sobre tela de Anthony van Dyck

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Anthony_van_Dyck_-_Christ_healing_the_paralytic.jpg

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/MAIO/24-05-2019_arquivos/image049.jpg

São Pedro curando os enfermos. Detalhe do quadro de Laurent de La Hyre exposto na Catedral Notre Dame, Paris.

Foto Ismael Gobbo

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtHckszB4B3Nzd7pmhmYYxYVcbCKxhTG81M6vKbJ__zMX2CMp29t53a4lw3fzjdFLUspiYT-h3nw6TGs-fgF3nUPe-U_1QQ-b6_hn1_e7HcGTNZ2XjIu8vFJ-bk1DKH3dFr0t68UfX4O24/

                       Allan Kardec. Óleo sobre tela por Nair Camargo. Foto Ismael Gobbo.

 

 

A geografia do coração

 

Por vezes, em nossa jornada terrena, confundimos moradia com lar. Acreditamos, envoltos na ilusão passageira da matéria, que um lar se constrói com tijolos, cimento, projetos arquitetônicos modernos e uma decoração impecável.

Contudo, a moradia é apenas o espaço físico, a estrutura temporária que nos protege das intempéries da natureza. O lar, em sua essência mais profunda e espiritual, pertence a uma geografia muito diferente: a do coração.

O lar é constituído, única e exclusivamente, por quem se ama. Pode ser uma família numerosa, que enche os corredores da casa de risos, debates e vozes entrelaçadas em harmonia

Ou pode ser apenas aquela presença doce, paciente e acolhedora que nos aguarda ao fim de um dia exaustivo.

O lar é o espaço sagrado, quase intocável, habitado por quem nos apoia incondicionalmente.

São as almas por quem nutrimos o mais terno afeto, aquelas que concedem uma motivação especial à nossa vida.

Quando as luzes do mundo se apagam, quando as desilusões batem à porta e as tempestades ameaçam a nossa paz interior, é no olhar sereno de quem nos ama que encontramos o nosso inabalável refúgio.

O lar é construído no alicerce da afeição verdadeira. Podemos residir em um quarto minúsculo, um espaço alugado onde mal cabem os próprios passos.

Pode ser uma casa simples, desprovida de grandes confortos materiais ou facilidades tecnológicas.

Se ali houver abraços sinceros, palavras de compreensão, perdão e corações unidos, esse espaço é um palácio de luz.

Uma casa vazia de afeto, por mais luxuosa e imponente que seja, é apenas um abrigo estéril.

Só será lar se tiver ao menos uma pessoa que se interesse genuinamente pelas nossas dores, que esteja disposta a enxugar as nossas lágrimas e a celebrar as nossas pequenas vitórias.

É a presença viva desse espírito companheiro que acende a lareira invisível, a única capaz de aquecer a nossa alma nos dias invernosos.

O lar é o abraço apertado que nos espera. É o sorriso farto que nos recebe à porta. É a voz suave que pergunta, com real interesse: Como foi o seu dia?

É a certeza de que, não importa o quão espinhosa tenha sido a jornada, existe um porto seguro para onde retornar.

Um santuário onde não precisamos usar as máscaras que a sociedade nos exige, pois ali somos amados exatamente pelo que somos, com todas as nossas imperfeições e belezas.

Dessa maneira, não reparemos nas paredes que talvez estejam descascadas ou nos móveis marcados pela passagem do tempo. Olhemos para os olhos de quem nos compartilha a jornada. São eles os verdadeiros arquitetos da nossa felicidade.

Se temos alguém que nos dedica afeto e tempo, sejamos imensamente gratos à vida. Isso significa que encontramos, verdadeiramente, nosso lar.

Mas, se nos sentirmos sós neste momento da caminhada, lembremos de que carregamos em nós o poder de ser o lar de alguém.

Construamos pontes de afeto, ofereçamos amor genuíno e, no momento certo, as paredes invisíveis do nosso próprio e doce lar serão erguidas.

Façamos isso.

Redação do Momento Espírita
Em 9.10.2026

 

 

(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=7723&stat=0)

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/NOVEMBRO/20-11-2018_arquivos/image032.jpg

A juventude de Jesus. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:

 http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brooklyn_Museum_-_The_Youth_of_Jesus_(Jeunesse_de_J%C3%A9sus)_-_James_Tissot_-_overall.jpg

 

 

 

Preceitos de paz

 

Pelo Espírito André Luiz.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Passos da Vida. Lição nº 04. Página 22.

 

Agora é o seu mais belo momento de realizar o bem. Ontem passou e amanhã está por vir.

Qualquer encontro é uma grande oportunidade. Pense nas sementes minúsculas de que a floresta nasceu.

Não deixe de falar, mas aprenda a ouvir. Quem sabe escutar pacientemente, encontra pistas notáveis para o êxito no serviço que abraçou.

Fuja de cultivar conversações menos dignas. O interlocutor terá vindo buscar o seu respeito a Deus e à vida, a fim de equilibrar-se.

Não dê tempo às lamentações. Meia hora de trabalho, no auxílio ao próximo, muitas vezes consegue alterar profundamente os nossos destinos.

Não mostre rosto triste. Muita gente precisa de sua alegria para levar alegria aos outros.

Não menospreze quem bate à porta, conquanto nem sempre esteja você disponível. Em muitas ocasiões, aquele que aparentemente incomoda é o portador de grande auxílio.

A ninguém considere inútil ou fraco. Um palácio, comumente, é construção enorme; no entanto, nem sempre oferece agasalho ou acesso, sem a colaboração de uma chave.

Não persista em obstinações, reações ou discussões desnecessárias. Em muitos casos, um simples prego, atacando uma roda, pode retardar a viagem num carro perfeito.

Auxilie a todas as criaturas que lhe partilham o clima individual. Ainda mesmo na doença mais grave ou na penúria mais avançada, você pode prestar um grande serviço ao próximo: você pode sorrir.

 

(Texto recebido em email do divulgador Antonio Sávio, de Belo Horizonte, MG)

https://www.noticiasespiritas.com.br/2020/JANEIRO/25-01-2020_arquivos/image052.jpg

Paz e Concórdia. Óleo sobre tela de Pedro Américo.

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Pedro_Am%C3%A9rico_-_Paz_e_Conc%C3%B3rdia,_1902.jpg

http://www.noticiasespiritas.com.br/2017/NOVEMBRO/22-11-2017_arquivos/image035.jpg

O portador de más notícias. Quadro de  Pieter de Hooch

Museu Nacional de Artes da Catalunha. Barcelona, Espanha. Foto Ismael Gobbo

http://www.noticiasespiritas.com.br/2017/NOVEMBRO/22-11-2017_arquivos/image036.jpg

Escultura: “Simbolo de Paz”. Autor: José Cruañes. Rosário, Argentina. Foto Ismael Gobbo

 

 

 

Neste domingo 11/10 no Abrigo Ismael –Araçatuba, SP- haverá

Palestra e

Sessão de Autógrafos do Obra de Vultos III

Abrigo Ismael- Araçatuba, SP. Domingo 11/10, as 9 horas da manhã

Obra de Vultos III. Venda e Sessão de Autógrafos

 

(Recebido em email de Adair Anacleto)

 

 

Obra de Vultos 3

Compras na Aliança Espírita Varas da Videira. Araçatuba, SP


(Recebido em email de Adriana Leite [[email protected]])

 

 

Revista de Kardec destaca evento de reflexões,

ensinamentos e esperança

A edição do 3o trimestre de 2026 da Revue Spirite (a revista fundada por Allan Kardec) destaca na capa o 26o Simpósio para a Francofonia, efetivado em 22-24/05/2026, em Wégimont (Bélgica) sobre o tema “O espiritismo posto à prova da ciência”.

Esse tradicional evento anual promovido por Le Mouvement Spirite Francophone e pela União Espírita Belga foi focalizado com detalhada matéria sobre as várias atividades realizadas no Castelo de Wégimont, com palestras de Jean-Paul Évrard, Charles Kempf, Michaël Ponsardin e dinâmicas de grupos. Foi considerado um final de semana rico de reflexão, ensinamentos, reencontros e esperança.

Substanciosa análise filosófica de autoria de Humberto Schubert Coelho versa sobre  “Kant e Kardec têm mais do que um K em comum”.

Há matérias em parceria com a Revista Espírita Belga e várias informações sobre o movimento espírita na França.

Prosseguem as transcrições e análises de capítulos da obra Pão nosso, do espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier.

Le Mouvement Spirite Francophone edita obras de Kardec e Léon Denis, sempre divulgadas nessa Revista.

No Editorial, Jean-Paul Évrard reitera homenagens a Roger Perez e Nestor João Masotti

pela transferência da realização da Revue Spirite - o registro na França era do CEI -, para Le Mouvement Spirite Francophone – LMSF, desde 2011.

Informações:

E-mail: [email protected];http://www.revue-spirite.org

 

(Resenha ACPC)

DE:

https://grupochicoxavier.com.br/revista-de-kardec-destaca-evento-de-reflexoes-ensinamentos-e-esperanca/

 

(Recebido em email de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]])

 

 

[1023-JornalMundoMaior] AUTOCÍDIO.

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AUTOCÍDIO.

Atentemos, agora, para a prática do autocídio, que é o processo por meio do qual alguém destrói o próprio corpo orgânico, querendo fugir de si mesmo ou das circunstâncias da estrada terrestre.

 

Alguns se querem matar por causa de vaidosos processos salvacionistas, outros, pelas concepções orgulhosas da honra ultrajada. Outros, mais, por ensandecidas ânsias de fugir de problemas afetivos, financeiros e sociais.

 

O autocida impõe a si mesmo essa abominável cadeia que o deverá aprisionar, em regra geral, a tormentos mais tormentosos, a angústias mais angustiantes, a frustrações e dores mais frustrantes e dolorosas.

 

Se no corpo físico alguém sente dor, um analgésico será capaz de resolver o problema, devolvendo tranquilidade ao indivíduo.

 

Desprendido do corpo, no Além, a criatura não se libertará da dor, senão ao custo de renovação dos fluidos, por mudança vibratória, uma vez que a sensação dolorosa será proveniente dos mais íntimos fulcros da alma, o que permitiria dizer, com as necessárias reservas, que é uma dor psicológica.

 

Sem embargo, o gesto autocida retrata também a pena de morte imposta pelo indivíduo a si próprio, constituindo-se em gravíssima rebeldia cometida pelos filhos de Deus, contra as leis de equilíbrio que pulsam no âmago de cada um, sugerindo trabalho continuado e paciente para a conquista da vida enobrecida e feliz.

No Livro:- JUSTIÇA E AMOR.

Espírito Camilo/J. Raul Teixeira.

 

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[1022-JornalMundoMaior] APELOS DA VIDA.

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APELOS DA VIDA.

Muitas vezes, perguntas de alma inquieta: "o que fazer na Terra, atualmente marcada, de certo modo, por perigosas aventuras humanas, de permeio com o progresso vertiginoso das ciências?

 

No contexto das lutas e provações do cotidiano,  é justo que se saiba que somente a consciência tranquila é capaz de sustentar a criatura na construção do bem.

 

Não nos será lícito esquecer que incompreensões de grupos, conflitos de classes, manifestações de violência,  problemas de relacionamento e de serviço, alterações nas lides sociais, inclinando-nos a desequilíbrio e desânimo, são apelos a que caminhemos nas sendas do dever cumprido no setor de ação que nos foi confiado.

 

Com a paciência e com o trabalho, superarás todos os empecilhos que se te apresentem à vida, porque estarás, em qualquer parte, vestindo a couraça da fé em Deus, cujas Leis continuam, em todos os lugares, sempre justas e imperecíveis.

No Livro:- HORA CERTA.

Emmanuel/Chico Xavier.

 

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(Recebido em email de

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POST para compartilhar nas redes sociais

Estimada(o) amiga(o).

Eis o POST de hoje (com ilustração) que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:

 

Para ler e meditar:

MAIOR OBSERVAÇÃO DA GRANDEZA DA VIDA

(Cínthia Cortegoso)

A vida é mais amorosa do que se pode imaginar. E nossas lamentações insistem num volume mais elevado do que tudo de abençoado ao nosso redor, mas a vida é insondavelmente superior e não brada tentando nos intimidar, apenas está presente por todos os lados; e o que é verdadeiro e bom não necessita atemorizar nenhuma criatura para definir o seu valor. [...]

O CONQUISTADOR INVENCÍVEL

(Irmão X, autor espiritual)

Sem nos referirmos aos guerreiros e tiranos do Nilo e do Eufrates, outros grandes conquistadores haviam passado, antes d’Ele… Cambises, rei dos persas, à feição de louco, após assassinar o irmão e a esposa, dominou o Egito, incendiando lares, destruindo santuários, trucidando mulheres e crianças, acabando a existência vitimado pela própria agressividade. [...]

Leia na íntegra ambas as matérias clicando aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e ótima semana.


Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

Campanhas da casa. Aliança Espírita Varas da Videira e Casa da Caridade. Araçatuba, SP

 

 

 

(Recebido em email de Adriana Leite [[email protected]])

 

 

Atividades da casa. Aliança Espírita Varas da Videira e Casa da Caridade. Araçatuba, SP

 

 

 

 

 

(Recebido em email de Adriana Leite [[email protected]])

 

 

Palestras na Aliança Espírita Varas da Videira.  

Araçatuba, SP

 

 

 

 

(Recebido em email de Adriana Leite [[email protected]])

 

 

Correio Espírita - Jornal de outubro de 2026

Problemas com a mensagem? visualize no navegador.

 

https://i.nitro.news/zimg/61f86d3414fd8f71b99eae3daac829c5/db6ad61e59e84d06f10849638f81ed61.jpg

 

Jornal Correio Espírita de outubro de 2026

 

Olá

 

Destaques:

- Doenças mentais;

- As três Leis de Deus;

- Zona de conforto, com Jacob Melo;

- Liberdade de pensamento;

- A psicologia de Jung e Allan Kardec;

- Allan Kardec racista: é uma vergonha;

Tudo isso e muito mais no Correio Espírita.

www.correioespirita.org.br

Assinaturas on-line, leia pelo site por apenas R$ 30,00 anuais.

 

Assine via pix: 07293460000102 (Entre emcontato conosco)

 

 

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(Recebido de Correio Espírita [[email protected]])

 

 

Revista americana traz temas atuais, história, registro de ações

A Sociedade Espírita de Virgínia, dos Estados Unidos (Spiritist Society of Virginia-SSVA) edita trimestralmente a revista The Spiritist Magazine. No número de outubro-dezembro de 2026 essa revista americana traz variadas matérias.

Interessante reportagem “Caminhando pela História: O Espiritismo em Tour por Londres” descreve um passeio a pé de oito horas, no dia 20 de junho de 2026, de 24 espíritas para explorar as origens do Espiritualismo moderno pelas ruas da capital inglesa. O escritor Arthur Conan Doyle registra em “The History of Spiritualism”, que essa história teve início mais de um século antes do termo “Espiritismo” ser cunhado.

Roberto Watanabe escreve sobre desobsessão. Vanessa Anseloni discorre sobre “Educação espiritual: educar pelo amor e pelo exemplo”, matéria de capa da Revista. Orson Peter Carrara comenta sobre preciosa mensagem do item “preces gerais” do capítulo 28 de “O evangelho segundo o espiritismo”. Espírito Joseph, psicografia de Vanessa Anseloni, comenta sobre a questão “Qual é a visão que tenho do meu futuro?”. Com o título “Chico Xavier prevaleceu em Tribunal”, Antonio Cesar Perri de Carvalho focaliza os episódios sobre mensagens de Humberto de Campos relatados no livro “A psicografia ante os tribunais”.

Há várias transcrições de textos de Kardec e de psicografias de Chico Xavier.

Entre as notícias, há várias sobre edições de livros em inglês, para adultos e crianças, e de atividades promovidas pela Sociedade Espírita da Virgínia, como o Festival Beneficente anual no Franklin Square Park, em Washington, D.C. Neste ano, em 11 de julho, foram celebrados o 15º aniversário da Kardec Radio, o 10º aniversário da Sociedade Espírita de Washington, D.C., e os 18 anos da The Spiritist Magazine. Durante o fim de semana do Dia do Trabalho, a Sociedade Espírita Benjamin Franklin (Massachusetts, EUA), juntamente com vários grupos espíritas Auta de Souza dos Estados Unidos, do Canadá e do Brasil, organizou a 2ª CONCAFRAS dos EUA e a 1ª CONCAFRAS EUA-Canadá, contanto com palestras de Dr. Sabino Luna (Argentina), Dra. Vanessa Anseloni (EUA) e Angie Stewart (EUA).

Desde o início – ano 2008 -, com autorização do Conselho Espírita Internacional a Revista Espírita (The Spiritist Magazine) é editada em inglês, nos Estados Unidos, sendo Vanessa Anseloni a editora-chefe, publicada pela SSVA e Kardec Radio.

Informações sobre a SSVA e ações:

Endereço da nova sede: 14101 Willard Rd, Suite A, Chantilly, VA 20151 – USA.

Página eletrônica: https://www.ssvirginia.org/

Facebook: https://www.facebook.com/SpiritistVirginia

Revista: https://www.spiritistmagazine.org/

Radio: https://tunein.com/radio/Kardec-Radio-s283252/

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e do GEECX)

 

 

Jornal Momento Espírita - EDIÇÃO DE OUTUBRO

Centro Espírita Amor e Caridade, Bauru, SP. Assesse abaixo: 

 

ACESSE AQUI:

https://ceac.org.br/wp-content/uploads/2026/10/Jornal-Momento-Esp-Out-26_compressed.pdf

 

 

(Recebido em email do amigo Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

Invitation symposium de médecine et spiritualité au Luxembourg

Convite para o simpósio de medicina e espiritualidade em Luxemburgo

 

Bonjour à tous,

Le Groupe Spirite Allan Kardec de Luxembourg  à le plaisir de vous  inviter  à son "Symposium de médecine et spiritualité"   le samedi PROCHAIN, 10 octobre  2026  de  14:30 à 18:30 à la  Résidence Grande-Duchesse Joséphine-Charlotte. 11, Avenue Marie Thérèse. L-2132 Luxembourg. L'invitation en annexe.

 

Fraternellement

Zelina P..

 

 

 

TRADUZIDO EM GOOGLE TRADUTOR

 

Olá a todos,

O Grupo Espírita Allan Kardec de Luxemburgo tem o prazer de convidá-los para o seu "Simpósio de Medicina e Espiritualidade", no próximo sábado, 10 de outubro de 2026, das 14h30 às 18h30, na Résidence Grande-Duchesse Joséphine-Charlotte (Avenue Marie Thérèse, 11 – L-2132 Luxemburgo). O convite segue em anexo.

 

Fraternalmente,

Zelina P.

 

 

(Recebido em email de nascimento zelina [[email protected]])

 

 

Jornal AGENDA CRISTÃ - Rancharia (SP) - Outubro/2026

 

 

(Recebido em email de Francisco Atilio Arcoleze [[email protected]])

 

 

APES : programme d'activités spirites OCTOBRE 2026

APES: programa de atividades espíritas – outubro de 2026

 

 

Chère Madame, Cher Monsieur,

 

Indépendamment de la fermeture de notre local historique à Vincennes à la fin d’année 2025, nous ne restons pas inactifs  et depuis janvier 2026, dès le mois de janvier 2026, nous avons mis en place des réunions en distanciel par la plateforme ZOOM WORPLACE :  des Réunions Publiques d'Etudes et Assistance Spirituelle (RPEAS)  et des réunions d'étude de l'Evangile selon le Spiritisme avec les demandeurs d'Assistance Spirituelle. 

 

Petit à petit, nous avons appris à travailler en distanciel, et de cet fait nous arrivons à toucher d'autres personnes qui habitent dans une ville où n'existe pas de centres spirites, ou que pour des raisons diverses ces personnes n'ont plus la capacité de se déplacer. Ces réunions ont attiré beaucoup de personnes que étaient isolées et ainsi, de cette façon le messages spirite arrivent chez elles. 

 

Ces réunions spirites sont réalisées sous l'orientation de l'Esprit guide du Centre Spirite APES et selon l'éthique spirite : de l'écoute, de la bonne volonté, de la gratuité, sans aucun jugement, avec amour et respect de l'autre.

 

Veuillez trouver ci-joint le programme d'activités spirites pour le mois d'OCTOBRE 2026.

Aujourd’hui, nous recherchons un nouvel espace afin de reprendre nos activités en présentiel, mais nous continuons avec celles en distanciel. 

Matériellement, il représente un défi financier qui NECESSITE VOTRE PARTICIPATION.

Humainement, il restera une réalité vivante AVEC VOTRE COLLABORATION.
Maintenir un lieu d’accueil spirituel gratuit et ouvert à tous.
Préserver un espace de réflexion, d’étude et d’assistance morale spirite.

Si vous voulez nous aider cliquer ici  https://www.helloasso.com/associations/association-parisienne-d-etudes-spirite-apes/collectes/xxx  et vous nouvelle fenêtre dirigée vers le site HelloAsso.

Nous vous remercions pour votre fidélité et votre soutien, et nous nous réjouissons de vous retrouver prochainement lors de ces prochaines réunions hebdomadaires d’étude spirite en distanciel.

Fraternellement,

 

Anita BECQUEREL

Présidente de l'APES

 

GOOGLE TRADUTOR- EM  PORTUGUÊS (BRASIL)

 

Prezados Senhores e Senhoras,

 

Independentemente do fechamento de nossa sede histórica em Vincennes no final de 2025, não permanecemos inativos; desde janeiro de 2026, implementamos reuniões remotas através da plataforma ZOOM WORKPLACE: Reuniões Públicas de Estudos e Assistência Espiritual (RPEAS) e reuniões de estudo de *O Evangelho segundo o Espiritismo* com aqueles que buscam Assistência Espiritual.

 

Aos poucos, aprendemos a trabalhar remotamente e, com isso, conseguimos alcançar pessoas que vivem em cidades sem centros espíritas ou que, por diversos motivos, não têm mais condições de se deslocar. Essas reuniões atraíram muitas pessoas que estavam isoladas e, assim, a mensagem espírita chega até elas.

 

Essas reuniões espíritas são realizadas sob a orientação do Espírito guia do Centro Espírita APES e em conformidade com a ética espírita: escuta, boa vontade, gratuidade, ausência de julgamentos, amor e respeito ao próximo.

 

Segue em anexo a programação das atividades espíritas para o mês de OUTUBRO de 2026.

Atualmente, buscamos um novo espaço para retomar as atividades presenciais, mas continuamos com as atividades remotas.

No aspecto material, isso representa um desafio financeiro que NECESSITA DA SUA PARTICIPAÇÃO.

No aspecto humano, continuará sendo uma realidade viva COM A SUA COLABORAÇÃO.

Manter um local de acolhimento espiritual gratuito e aberto a todos.

Preservar um espaço de reflexão, estudo e assistência moral espírita. Se quiser nos ajudar, clique aqui: https://www.helloasso.com/associations/association-parisienne-d-etudes-spirite-apes/collectes/xxx. Uma nova janela será aberta, direcionando você ao site HelloAsso.

Agradecemos pela sua fidelidade e pelo seu apoio, e esperamos reencontrá-lo em breve nas próximas reuniões semanais de estudo espírita realizadas a distância.

Fraternalmente,

 

Anita BECQUEREL

Presidente da APES

 

 

 

(Recebido em emails de Association Parisienne d'Etudes Spirites [[email protected]])

 

 

A CHARRUA - 115ª EDIÇÃO

Acesse abaixo:

 

Caríssimos, bom dia!

Segue a 115º edição do nosso periódico A CHARRUA. Nos ajudem a divulgá-lo repassando para os seus contatos. Desde de já agradecemos e desejamos a todos muita paz!

 

https://www.flipbookpdf.net/web/site/c6d673730ef1df6a491e382adadcf105d8213b2cFBP29179185.pdf.html#page/1

 

Um forte abraço.

Antonio Luiz

 

(Recebido em email de Antonio Barbosa [[email protected]])

 

 

ACESSE AQUI:

https://www.flipbookpdf.net/web/site/c6d673730ef1df6a491e382adadcf105d8213b2cFBP29179185.pdf.html#page/1

 

 

 

 

Gepar. Confira nosso Informe Especial de Outubro

 

ACESSE AQUI:

https://www.gepar.org.br/post/informes-outubro-2026-gepar-35?utm_campaign=8d91e450-83a3-49d2-bf57-09cda20bbb1b&utm_source=so&utm_medium=mail&cid=97238337-5521-4257-a902-bdb74c6f5aaf

 

 

 

(GEPAR  [[email protected]])

 

 

Programação Instituição Beneficente Nosso Lar - outubro 2026

São Paulo, capital

Olá Ismael!  Segue em anexo a programação do Departamento de Cultura Espírita da Instituição Beneficente Nosso Lar - IBNL para o mês de outubro.

Muita paz a todos.

Abraço fraterno,
Clodoaldo de Lima Leite
Presidente Voluntário da IBNL 

 

"Plantemos alegremente, 

 Sob a fé que não descansa, 

 Bondade, paz, otimismo, 

Consolação e esperança".

Casimiro Cunha

Sublime Sementeira: Evangelização Espírita Infantojuvenil, ed. FEB, 2012, p.141/143.

 

 

 

(Recebido em email de Clodoaldo Leite [[email protected]])

 

 

Casa Editora O Clarim

Lançamentos

 

Bom dia, Ismael. Tudo bem?

 

Seguem artes dos lançamentos, para compartilhar com a sua rede.

 

Link para ambos: https://www.oclarim.com.br/off

 

 

Cássio Carrara
Jornalista e Editor
[email protected]

www.oclarim.com.br
Telefone: (16) 3382-1066
WhatsApp (Cássio): (16) 99628-8180
Facebook: casaeditoraoclarim
Instagram: o.clarim

 

 

 

(Recebido em email de Cássio - Casa Editora O Clarim [[email protected]])

 

 

GEPAR

 Piratininga, Niterói.

Espalhe Sorrisos: Junte-se ao Dia das Crianças GEPAR!

 

 

Junte-se a nós para transformar o Dia das Crianças em um momento inesquecível de alegria e solidariedade!

 

Doação de Brinquedos

Doe brinquedos novos ou em bom estado.

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Compre direto da nossa lista selecionada.

Doação via PIX

Contribua com qualquer valor via PIX.

 

GEPAR
(21) 99191-0824

Visite nosso site

 

 

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Se não deseja mais receber este email, altere suas preferências de email aqui.

ACESSE AQUI:

https://www.geparpromocaointegral.org.br/?utm_campaign=4e79083f-612e-431f-a016-6f913e8ff496&utm_source=so&utm_medium=mail&cid=e88290f4-5f91-4ef9-a6ef-c667a09554bd

 

 

*** POST referente ao Jornal O IMORTAL (para divulgar hoje)

 

Estimada(o) amiga(o).

Eis o POST (com ilustração) relativo ao Jornal O IMORTAL de setembro de 2026, que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza: 

 

Está disponível na internet o jornal O IMORTAL de setembro, que traz como destaque uma entrevista com a jornalista Luci Aparecida Miranda, especialista em Jornalismo Digital e Mídias Sociais, radicada em Bragança Paulista-SP, onde colabora nos trabalhos da Casa da Bênção.

Outro destaque é uma reportagem sobre a inserção do jovem nos setores da casa espírita, de autoria de Stella Segatti, da equipe de coordenação da assistência social do Grupo Espírita Paulista (GEP), instituído para promover a união, o diálogo e o fortalecimento do movimento espírita.

Para acessar, clique em https://www.jornaloimortal.com.br/Home

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e uma ótima semana.

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

 

(Recebido em email  de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

Resultados Parciais – PNE 2026

✅Resultados Parciais – PNE 2026

Mais moderna, novo portal!

Novas questões interessantes e instigantes. Participe!

Para refletir, esclarecer e agir

Participação atual de 18 estados.

https://pesquisa.portalkardec.org.br/B43605E6

 


 

 

Ivan Franzolim

WhatsApp: 55 (11) 98156-0030

[email protected]

http://franzolim.blogspot.com.br/

 

 

(Recebido em email de Ivan Franzolim [[email protected]])

 

 

Edição 127 da Folha Espírita Francisco Caixeta

Março/Abril-2026. Araxá, MG

 

CLICAR AQUI:

http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol127.pdf

 

 

(Recebido em email de Folha Espírita Francisco Caixeta [[email protected]])

 

 

Site da Federação Espírita Brasileira

Brasília, DF

 

Clique aqui:
https://febnet.org.br/

 

 

 

Comunicado – Federação Espírita Brasileira e as eleições

 

CLIQUE AQUI:

https://febnet.org.br/comunicado-federacao-espirita-brasileira-e-as-eleicoes/

 

 

 

FEP- Federação Espírita do Paraná

Curitiba

 

Clique aqui:
http://www.feparana.com.br/

 

 

 

UEM. União Espírita Mineira

Belo Horizonte  

 

CLIQUE AQUI:

https://www.facebook.com/uniaoespiritamineira/?locale=pt_BR

 

 

 

 FEEB. Federação Espírita do Estado da Bahia

Salvador

 

ACESSE AQUI:

https://www.feeb.org.br/

 

 

 

 

Abrigo Ismael

Araçatuba, SP

Quer ajudar o Abrigo e não sabe como?

Doando sua nota fiscal paulista, você estará ajudando nossas vovós. Faça a doação on line de seu cupom fiscal para o Abrigo Ismael! É fácil, rápido, você ajuda a entidade e ainda tem 2,5 vezes mais chances de ser sorteado!

 

(Copiado de https://web.facebook.com/abrigoismael/?locale=pt_BR&_rdc=1&_rdr)

 

        

 

Biografia da “Dama da Caridade” com relançamento em Araçatuba

 

A desencarnação de Benedita

“Companheiras de trabalho dela relataram-nos que Benedita sentiu-se mal às 23 horas do dia 08 de outubro de 1947. Antevendo seu destino, conversou com as crianças, aconselhando-as. De­sencarnou pouco tempo depois, às 1h30 do dia 09 de outubro de 1947, vítima de um colapso por insuficiência cardíaca, na sede da Asso­ciação das Senhoras Cristãs, em Araçatuba. O Atesta­do de Óbito está assinado pelo Dr. Orlando Ramalho e o declarante foi Joaquim Franco da Rocha.

            Contemporâneos dela nos relataram que o féretro para sepultamento de Benedita foi um dos maiores já ocorridos, até então, em Araçatuba, seguindo a pé desde a sede da Associação até o Cemitério Municipal. Nos primeiros tempos, o túmulo dela era dos mais visitados no cemitério localizado na Avenida da Saudade.

            Em 2025, fotografamos o seu túmulo, localizado próximo ao portal principal do Cemitério, onde consta uma placa de gratidão: “Da Benedita – agradeço a uma graça recebida. 19/02/2012. JLP”; desconhecemos a pessoa anotada com a sigla.”

DE:

Carvalho, Antonio Cesar Perri. Benedita Fernandes. A dama da caridade. 4.ed. São Paulo: CCDPE. 2026.

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Matérias na mídia de Araçatuba:

“Nos 79 anos do falecimento de Benedita Fernandes, biografia da “Dama da Caridade” é relançada em Araçatuba

 

O escritor e pesquisador Antonio Cesar Perri de Carvalho lança nesta sexta-feira (9), em Araçatuba (SP), a quarta edição do livro "Benedita Fernandes: A dama da caridade". A nova versão é atualizada e ampliada.

O lançamento será no Centro de Psicologia e Terapias Integrativas Psico Benedita Fernandes, com noite de autógrafos. A data marca os 82 anos da morte de Benedita Fernandes, personagem ligada à história social da cidade.

O livro foi publicado pela primeira vez em 1982 e teve reimpressões ao longo dos anos. A tiragem mais recente chegou a 5 mil exemplares. A nova edição traz fatos recentes e registros de ações de preservação da memória da personagem.

O autor é professor titular aposentado da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e tem dezenas de livros e artigos publicados.

A Associação das Senhoras Cristãs Benedita Fernandes foi fundada em 1932. A entidade manteve um hospital psiquiátrico até 2015 e serviços de saúde mental encerrados em 2023. Atualmente, atua por meio do centro de psicologia que recebe o lançamento.”

(O Liberal Regional, Araçatuba. 07/10/26).

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“O escritor e pesquisador Antonio Cesar Perri de Carvalho lança nesta sexta-feira (9), a quarta edição, atualizada e ampliada, do livro Benedita Fernandes – A dama da caridade.

O evento será realizado no Centro de Psicologia e Terapias Integrativas Psico Benedita Fernandes, em Araçatuba (SP), com a presença do autor para uma noite de autógrafos. A data do lançamento marca os 79 anos da morte de Benedita Fernandes, personagem cuja trajetória está profundamente ligada à história social de Araçatuba”.

(Portal TH+ SBT, Araçatuba. 07/10/26).

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018 News, Araçatuba, 07/10/26:

Link:

https://018news.com.br/materia/livro-sobre-benedita-fernandes-sera-lancado-no-proximo-dia-9

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Jornal da Rádio TH+CulturaFm, na manhã de 07/10/2026: repórteres comentam o lançamento da nova edição de “Benedita Fernandes. A dama da caridade”, em Araçatuba.

Link:

https://youtu.be/6AKY7ZKpT5A

 

DE:

https://grupochicoxavier.com.br/biografia-da-dama-da-caridade-com-relancamento-em-aracatuba/

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e GEECX)

 

 

 

 

 

 

 

Benedita Fernandes
(27/06/1883 – 09/10/1947)

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JUNHO/27-06-2023_arquivos/image021.jpg

Dona Benedita Fernandes

 

Biografia elaborada por: Antonio Cesar Perri de Carvalho

Benedita Fernandes nasceu aos 27/6/1883 em Campos Novos de ­Cunha (SP) e desencarnou em Araçatuba aos 9/10/1947.

O ingresso de Benedita Fernandes nas ações espíritas foi muito pecu­liar. Portadora de atroz obsessão, autêntica subjugação, Benedita perdeu o contacto com a família e perambulava sem rumo.

Certa feita, causava tantos incômodos à população que foi recolhida à Cadeia Pública da cidade de Penápolis. Àquela época não existiam hospitais ou atendimentos para tal fim. O carcereiro Padial e depois o sr. Marcheze deram assistência à mulher doente, principalmente com passes. Ela recobrou a consciência e resolveu rumar para Araçatuba.

Como gratidão pelo benefício, a mulher simples, negra e semi-analfabeta, juntamente com outras lavadeiras começou a erguer casinhas de madeira no então Bairro Dona Ida (hoje Santana), nos idos de 1927.

Benedita transformou-se em pioneira da assistência social espírita em toda a região Noroeste do Estado de São Paulo, ao fundar a Associação das Senhoras Cristãs, aos 6/3/1932, em Araçatuba. Como esta obra originou o Sanatório; ela é também, provavelmente, uma das pioneiras dos Hospitais Psiquiátricos Espíritas.

A reunião para fundação da Associação ocorreu nas dependências do Centro Espírita “Paz, Amor e Caridade”, no mesmo bairro. Entre os presentes, destacamos o pioneiro do movimento espírita araçatubense, o sr. Gedeão Fernandes de Miranda.

A ação assistencial se desdobrou com inauguração do prédio próprio em 1933. Por exigência dos órgãos governamentais, o trabalho foi desdobrado em duas ações específicas, de atendimento a doentes mentais e a crianças órfãs e carenciadas. Assim, surgia a “Casa da Criança” e o Asilo “Dr.Jaime de Oliveira”. Estas instituições foram, respectivamente, desativada e transformado em Sanatório que homenageia Benedita, nos anos 50, após a desencarnação da fundadora.

Benedita Fernandes também oferecia uma classe de aula em convênio com a Prefeitura Municipal e mantinha um albergue noturno.

Além da obra assistencial atuou como médium, principalmente passista, e deixou muitos exemplos nobilitantes. Inclusive Benedita Fernandes atendeu, com passes, a nossa bisavó materna.

Benedita Fernandes tornou-se igualmente uma das pioneiras do atual movimento de unificação dos espíritas quando fundou aos 30/8/1940 a União Espírita Regional da Noroeste, sendo eleita sua presidente. Todavia, este movimento, na realidade, somente vicejou com a fundação da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, em 1947.

Assim, Benedita atuava no movimento espírita da cidade, fazia visitas e campanhas na região. Mantinha correspondência com Cairbar Schutel, que sempre publicava notícias sobre o trabalho dela no histórico jornal “O Clarim”. Era visitada por lideranças expressivas como João Leão Pitta e por Leopoldo Machado. Inclusive a este acompanhou até uma histórica confraternização espírita na cidade de Cruzeiro, SP. O pioneiro dr. Tomaz Novelino (de Franca, SP) também se refere a reunião que participou com Benedita, a propósito de doentes mentais.

Emília Santos, igualmente biografada, e muitos líderes da época foram colaboradores de Benedita. Ela contava com o apoio de autoridades municipais e estaduais, dos espíritas, da maçonaria e do povo em geral.

Há muitos episódios enobrecedores sobre sua dedicação à causa do bem, entremeados da interação com a comunidade.

Atualmente, suas antigas obras restringem-se ao Sanatório “Benedita Fernandes”. Como homenagem, a rua do Sanatório, no Bairro Santana, também tem seu nome. Temos localizado inúmeras instituições espíritas de São Paulo e de outros Estados que têm seu nome designando instituições espíritas ou departamento delas.

Um fato que contribuiu para divulgar o trabalho de Benedita Fernandes, foi uma mensagem psicografada por Francisco Xavier, intitulada “Num Domingo de Calor”, assinada por Hilário Silva, e publicada pelo “Anuário Espírita 1964” (IDE).

Comentamos essa mensagem nos nossos livros “Dama da Caridade” e “Chico Xavier – o homem e a obra”:

“Benedita Fernandes, abnegada fundadora da Associação das Senhoras Espíritas Cristãs, de Araçatuba, no Estado de São Paulo, foi convidada para uma reunião de damas consagradas à caridade, para exame de vários problemas ligados a obras de assistência. E porque se dedicava, particularmente, aos obsidiados e doentes mentais, não pode esquivar-se.

Entretanto, a presença da conhecida missionária causava espécie.

O domingo era de imenso calor e Benedita ostentava compacto mantô de lã, apenas compreensível em tempo de frio.

– Mania! – cochichava alguém, à pequena distância.

– De tanto lidar com malucos, a pobre espírita enlouqueceu... – dizia elegante senhora à companheira de poltrona, em tom confidencial.

– Isso é pura vaidade, – falou outra – ela quer parecer diferente.

– Caso de obsessão! – certa amiga lembrou em voz baixa.

– Benedita, porém, opinava nos temas propostos, cheia de compreensão e de amor.

Em meio aos trabalhos, contudo, por notar agitações na assembléia, a presidente alegou que Benedita suava por todos os poros, e, em razão disso, rogou a ela que tirasse o mantô por gentileza.

Benedita Fernandes, embora constrangida, obedeceu com humildade e só aí as damas presentes puderam ver que a mulher admirável, que sustentava em Araçatuba dezenas de enfermos, com o suor do próprio rosto, envergava singelo vestido de chitão com remendos enormes.

Hilário Silva

(Página inédita, recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião da noite de 27/7/63).

Nos anos 70 e 80, Divaldo Pereira Franco psicografou várias mensagens de autoria de Benedita Fernandes. Algumas foram psicografadas por Divaldo, durante visita a Araçatuba. Estas estão incluídas em livros do mesmo médium.

Por ocasião do cinqüentenário de suas obras lançamos um livro sobre Benedita – “Dama da Caridade”, inicialmente editado pela então União Municipal Espírita de Araçatuba, onde reunimos informações sobre a vida e a obra da notável obreira, bem como as mensagens espirituais dela ou alusivas a ela.

 

 

(Copiado de:

http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultos/benedita_fernandes.htm

Sem título

Benedita Fernandes (27-06-1883 / 09-10-1947), um dos maiores vultos do movimento espírita brasileiro, com as crianças do Abrigo “João de Deus”,  do qual foi fundadora e dirigente. Nesta foto de 27 de junho de 1943, d. Benedita, que costumava viajar e passear com as crianças do Abrigo, faz visita à Aliança Espírita “Varas da Videira”, outra entidade  de Araçatuba, SP. 

 

 

  

Bittencourt Sampaio

01-02-1834 / 10-10-1895

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/FEVEREIRO/01-02-2018_arquivos/image049.jpg

 

Francisco Leite de Bittencourt Sampaio, filho de um negociante português do mesmo nome e de D. Maria de Santa Ana Leite Sampaio, nasceu em Laranjeiras, localidade da então Província de Sergipe, no dia 1o. de Fevereiro de 1834, e desencarnou no Rio de Janeiro a 10 de Outubro de 1895. Foi jurisconsulto, magistrado, político, alto funcionário público, jornalista, literato, renomado poeta lírico e excelente médium espírita. Tendo principiado seus estudos de Direito na Faculdade do Recife, continuou-os na Academia de São Paulo (atual Faculdade de Direito), fazendo parte da turma de Bento Luis de Oliveira Lisboa, Manoel Alves de Araújo, Eleutério da Silva Prado e outros nomes notáveis da política e da jurisprudência brasileiras. Interrompeu, em 1856, o seu curso acadêmico para acudir os conterrâneos enfermos, por ocasião da epidemia de cólera. Por esses serviços, a que se entregou desinteressadamente, foi condecorado pelo Governo Imperial com a Ordem da Rosa, que não aceitou por incompatível com suas idéias políticas. Bastante querido pelos seus colegas, colaborou na revista “O Guaianá” (1856), dos estudantes de Direito, e em outras publicações literárias de São Paulo, como em “A Legenda”, nos “Ensinos Literários” do Ateneu Paulistano, na “Revista Mensal do Ensaio Filosófico Paulistano”, no “Correio Paulistano”, etc... O ilustre jornalista, político e historiador professor Dr. Almeida Nogueira, que o conheceu de perto, deixou-nos, em rápidas pinceladas, esta descrição de sua figura: “Alto, louro, pálido, olhos azuis, encovados e muito expressivos, cabelos crescidos e atirados para trás, descobrindo-lhe a fronte iluminada pelo talento e pela inspiração. Fisionomia romântica e extremamente simpática.” No “O Kalidoscópio”, jornal acadêmico de 1860, publicação do Instituto Acadêmico Paulista, um estudante, que se assinava Sandoval, assim retratou Bittencourt Sampaio aos 26 de maio de 1860: “Contam que Buffon não escrevia uma só das admiráveis páginas da História dos Animais, sem que estivesse de casaca bordada, e chapéu de pasta ao lado; O Sr. Bittencourt Sampaio não rima uma quadra sem que tenha envergado sua casaca azul, de botões amarelos, e um boné a mesma fazenda na cabeça. O Hino Ao Sol foi escrito assim, sob os auspícios dos heróicos botões amarelos da casaca azul.” “Ele começa uma poesia: - se lhe falta um termo para completar um verso, atira a pena, e vai passear. “Ainda não é tempo”- diz, muito senhor de si. Ele já sabe o que lhe vai pelo espírito e pelo papel, quando a inspiração o subjuga. Ao terminar a Ode à Liberdade, às seis horas da tarde, de 7 de Setembro de 1857, tremia que nem vara verde. Se quiseram ouvi-la, foi preciso que um dos amigos presentes lha arrebatassem das mãos.” “Era então bem restrito o número de seus íntimos. Destes só me lembra o Sr. Tavares Bastos. Conversava-se sobre arte, discutiam-se as teorias dos contrastes de Victor Hugo, bebia-se champagne, assentavam-se as bases do futuro literário da Pátria, e fumava-se um cigarro de Campinas, no meio de bons ditos e dos propósitos sisudos.” “Enquanto isto, as casuarinas sussurravam, e abriam aquelas boas noites, que o poeta depois cantou num metro delicado, numa canção de extasiar.” “E esses tempos não voltarão mais...” “Às vezes some-se. Ninguém sabe dele. Em casa não está. O que anda fazendo aquele doido? Perguntam os seus íntimos. Ora, o que anda fazendo? Anda sonhando, conversando a Natureza, fazendo devaneios. E tudo isso com tanta habilidade e paixão, como a George Sand fazia seus doces ao forno, nas horas que não trabalhava em Lélia, ou na Indiana.” “Não visita a muita gente. Vai pouco ao espetáculo. Mas ama a conversação, como ama as mulheres e as flores, e a poesia e a musica. Toca violão, e canta lundus da Bahia: é uma das suas boas horas.” Declara Spencer Vampré que Bittencourt Sampaio se celebrizou na Academia de Direito não pelos seus versos ingênuos e bucólicos, mas pelo hino – “A Mocidade Acadêmica”, “cujos acentos entusiásticos e arrojadas hipérboles, não parecem condizer com um sereno e risonho contemplador da Natureza.” E continua Vampré: “Escreveu a musica, verdadeiramente inspirada, do Hino Acadêmico, o gênio de Carlos Gomes, que assim legou à mocidade do Brasil uma das suas mais emocionantes criações. Quem quer que tenha percorrido, estudante, os sombrios corredores do velho Convento de São Francisco, ouve, sempre, com redobrada emoção, as estrofes cheias de fé, e a música cheia de arrancos heróicos, do Hino Acadêmico.” Bacharelando-se em 1859, Bittencourt Sampaio exerceu a promotoria publica em Itabaiana e Laranjeiras, em 1860-1861, trabalhando ainda como inspetor do distrito literário na primeira dessas comarcas. Em março de 1861, retirou-se da Província de Sergipe, vindo para a antiga Corte do Rio de Janeiro, onde abriu banca de advogado, que freqüentou por muitos anos. Por essa época, o jornalista, critico e ensaísta fluminense José Joaquim Pessanha Povoa conheceu Bittencourt Sampaio na republica de Macedo Soares, situada na Rua do Ouvidor, e onde se reuniam, por vezes, os estudantes de Direito, entre eles Belisário S. de Souza, Melo Matos, G. Pinto Moreira, afinal, “a boêmia literária daquele quarteirão latino”. E eis como Pessanha Povoa se refere ao primoroso artista de “Flores Silvestres”: “Sempre cheio de alegrias íntimas, simpático, traquinas como um colegial em hora de recreio, de casaca azul de botões amarelos, chapéu branco, luvas e calçado parisienses, ora em passeio pelos arrabaldes, ora nos teatros ou em diversas reuniões de estudantes, era estimado e seu coração justamente recompensado na lealdade com que servia aos seus amigos”. E, mais adiante, lembrava ainda: “Era a alegria da casa, o iniciador de divertimentos úteis, de saraus literários e musicais. Não desperdiçava seus talentos no emprego de horas consagradas à crápula dos lupanares, ao assassino regaço das camélias. Nunca amesquinhou a sua individualidade, nem aviltou sua inteligência.” Na sessão fúnebre celebrada em 1858, em homenagem ao Dr. Gabriel José Rodrigues dos Santos, lente catedrático da Academia de Direito, profunda sensação apoderou-se de todo o auditório quando, ao assomar à tribuna, Bittencourt Sampaio recitou comovente poesia, iniciada pelo tocante quarteto: Morte! palavra que traduz mistério! Sombra nas trevas a vagar perdida! Pálido círio de clarões funéreo! Negro fantasma que se abraça à vida! Esta quadra – diz-nos Armindo Guaraná – por muito tempo serviu de epígrafe às noticias fúnebres e aos discursos necrológicos. Militando na política, filiou-se ao Partido Liberal. Eleito, pela sua Província, deputado à Assembléia Geral Legislativa, nas legislaturas de 1864-1866 e 1867-1870, foi, nesse último período, Presidente do Espírito Santo, nomeado por carta imperial de 29 de setembro de 1867, cargo que exerceu até 26 de abril de 1868, para voltar ao desempenho do mandato legislativo na Corte. Em 1870, abraçando as idéias republicanas, desligou-se do partido a que pertencia e fez-se ardoroso propagandista da República. Nessa qualidade, assinou, ao lado de Saldanha da Gama, Quintino Bocayuva e outros, o célebre Manifesto de 3 de Dezembro de 1870, que tão larga repercussão teve, tornando-se importantíssimo documento histórico. Como político, colaborou ativamente em “A Reforma”, órgão do Partido Liberal da Corte, e em algumas folhas mais, entre elas “A Republica”, da qual era um dos redatores. Com Aristides Lobo, Alfredo Pinto, Pompílio de Albuquerque e outros, foi um dos fundadores do Partido Republicano Federal, em 12 de Janeiro de 1873. Jornalista, não só era deputado pelo brilho de seus artigos, mas também, grandemente respeitado pela elevação, sinceridade e firmeza com que sustentava e defendia seus ideais políticos. Proclamada a Republica, foi comissionado para inventariar todos os papéis existentes na Câmara dos Deputados, cargo que deixou para exercer o de redator dos debates na Assembléia Constituinte, em 1890. Foi o primeiro administrador da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro a gozar do titulo oficial de Diretor, já que até ao fim do Império os titulares a dirigiam como “bibliotecários”. Nomeado a 12 de Dezembro de 1889, empossou-se dois dias depois, tendo exercido o cargo até 15 de Outubro de 1892. Entre os poetas de sua geração, destacou-se tanto, que Silvio Romero disse a seu respeito: “Em Bittencourt Sampaio predomina o lirismo local, tradicionalista, campesino, popular. Por este lado é um dos melhores poetas do Brasil; é mais natural e espontâneo do que Dias Carneiro, Trajano Galvão e Bruno Seabra, e é mais elevado e artístico do que Juvenal Galeno. Rivaliza com Joaquim Serra e Melo Moraes Filho.” Elogiando as verdadeiras jóias de “Flores Silvestres”, Silvio Romero salientou: “Há nelas duas qualidades de composições: as de inspiração local e sertaneja e as de inspiração mais geral. Numas e noutras os dotes principais do poeta são - a melodia do verso, a graciosidade que o faz primar em pequenos quadros, e certa nostalgia pelas cenas, pela vida simples, fácil, descuidada das regiões sertanejas e campesinas.” No “Compêndio da História da Literatura Brasileira” (1906), de Silvio Romero e João Ribeiro, de novo é enaltecida, nas paginas 221 a 223, a obra poética de Bittencourt Sampaio. Macedo Soares, por sua vez, num estudo crítico, lhe deu, entre os líricos brasileiros, o primeiro lugar, logo depois de Gonçalves Dias. Citemos algumas das principais obras, em prosa e verso, que lhe granjearam tão elevada reputação como prosador e poeta em que desde cedo se patenteara o “filósofo idealista”: Harmonias Brasileiras – Poesias de Bittencourt Sampaio, Macedo Soares e Salvador de Mendonça, publicadas em São Paulo, 1859; Flores Silvestres; Lamartinianas (tradução de poesias de Lamartine); Poemas da Escravidão (versos originais e tradução de versos de Longfellow); A Bela Sara (tradução das “Orientais”, de Victor Hugo); A nau da liberdade (poema épico); Hiawatha (versos); Cartas de Além Túmulo (publicadas no “Cruzeiro” e na “Gazeta da Tarde” do Rio de Janeiro); Nossa Senhora da Piedade (legenda publicada no “Monitor Católico”); Dicionário da Língua Indígena; além de inéditos. Valentim Magalhães disse, a propósito dos “Poemas da Escravidão”, que Bittencourt Sampaio “foi um dos mais admiráveis talentos da nossa literatura no período de transição; dir-se-ia que conhecia os segredos das supremas tristezas humanas e foi o representante dedicado da escola criada por Goeth, Byron...”. Reveladores de inteligência superior e invulgar, de uma cultura vastíssima e de uma alma que já dos paramos espirituais descera enamorada dos sublimados ideais que inspiram as grandes e imorredouras obras, os trabalhos que vimos de mencionar, muitos deles, senão todos, dignos de figurar nas seletas que os estudantes manuseiam nas escolas. Entretanto, a relação acima não se acha completa, pois que um, deixamos intencionalmente de incluir ali, para realçá-lo, porque, dentre todos, é o que, ao nosso ver, mais avulta, não somente pelo fulgor inexcedível da forma, como, sobretudo, pela “A Divina Epopéia de João Evangelista originalidade do assunto cuja altitude imprime à obra valor inestimável. Aludimos à sua” (Rio de Janeiro, Tipografia Nacional, 1882), única, cremos, no gênero, em todo o mundo. Dos que compõem a presente geração de espíritas, poucos hão de ser, provavelmente, os que saibam o que seja essa Divina Epopéia, cumprindo-nos, portanto, dizer-lhe que é o quarto Evangelho, o de João, posto em versos decassílabos, soltos, metro empregado sempre nas composições épicas, por ser sem dúvida o que melhor lhes imprime a grandiosidade que as deve caracterizar e que sobreleva na obra a que aludimos. E não é tudo: essa composição poética ele a completou, escrevendo para o volume uma segunda parte, em prosa, na qual o que em cada um dos cantos se contém é explicado à luz da Revelação Espírita, precedidas tais explicações de longa “Prefação”, onde exuberantemente explanada se acha a questão da divindade de Jesus. Salientou Almeida Nogueira que, “quanto ao merecimento literário da obra, foi objeto de justa admiração da crítica a felicidade com que o poeta reproduziu em belos versos o texto quase literal da epopéia do discípulo amado.” Armindo Guaraná, no seu “Dicionário Bio-Bibliográfico Sergipano”, escreveu que A Divina Epopéia “é talvez a melhor obra deste autor”. Colaborou em vários jornais e revistas de São Paulo e do Rio, havendo nessas cidades ruas como o nome de Bittencourt Sampaio. Do Rio, podemos citar, afora as publicações já relacionadas aqui, a “Revista Popular”, a “Revista Brasileira”, “O Cruzeiro”, a “Gazeta da Tarde”, etc. Por ocasião da visita de Bittencourt Sampaio a Ouro Preto (Minas Gerais), em 1875, o grande poeta e romancista Bernardo Guimarães (1825- 1884) dedicou-lhe “Estrofes”, poesia datada de Novembro de 1875, e que assim se inicia (Poesias Completas de Bernardo Guimarães), organização, introdução, cronologia e notas por Alphonsus de Guimaraens Filho, INL, Rio, 1959,pp.328 a 340: “Eu te saúdo, ó cisne de outras margens, que o vôo teu abates. Por um momento nestas fundas vargens Ninho de ilustres vates, cujo canto até hoje inda inspira na viração, que pelos montes gira”. Não se sabe quando ele entrou para o Espiritismo, mas em 2 de Agosto de 1873 já fazia parte da Diretoria do “Grupo Confúcio”, primeira sociedade espírita surgida em terras cariocas. Lá desenvolveu sua mediunidade receitista, curando muitos doentes com remédios homeopatas. Assinala Almeida Nogueira que Bittencourt Sampaio foi atraído pelo Espiritismo pelos fenômenos, assunto este que ele estudou profundamente, mas foi a parte moral que mais impressionou o poeta-filósofo. Funda, em 1876, a “Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade”, presidindo-lhe os trabalhos, nos quais era parte importante o estudo dos Evangelhos à luz do Espiritismo. Fundado, em 1880, o “Grupo Espírita Fraternidade”, a ele Bittencourt Sampaio também empresta sua valiosa colaboração. O respeitável vulto do Espiritismo Cristão no Brasil, Dr. Antônio Luís Saião, que se convertera graças à mediunidade curadora de Bittencourt Sampaio, reúne então os médiuns da referida sociedade no “Grupo Ismael”, por ele criado e até hoje existente, e ali Bittencourt Sampaio se constituiu num dos intermediários de belas e instrutivas mensagens de Espíritos Superiores. Quando do falecimento de José Bonifácio, o Moço, em 26-10- 1886, choraram a sua morte os mais belos talentos da época: Machado de Assis, Valentim Magalhães e Bittencourt Sampaio, entre os poetas, Rui Barbosa, entre os prosadores. Bittencourt escreveu esses versos de espírita: Sim! Ele entrou, de bênçãos radiante, Pelo portão de luz da eternidade, Qual águia, que, dos céus na imensidade, Livre revoa, tão de nós distante! Declara o “Reformador” de 15 de Outubro de 1895, que Bittencourt “se preparava para escrever a Divina Tragédia do Gólgota, quando, fruto maduro, foi colhido pela mão do celeste jardineiro”. Depois de sua desencarnação, o Espírito de Bittencourt Sampaio escreveu, pelo médium Frederico Junior, as seguintes obras: “Jesus Perante a Cristandade”, “De Jesus para as Crianças”, e “Do Calvário ao Apocalipse”. Tais, em ligeiro e imperfeito escorço, a personalidade humana e a individualidade espiritual daquele que se chamou, entre nós, Francisco Leite de Bittencourt Sampaio e que, desde quando volveu à vida de Espírito livre, se constituiu, entre os eleitos do Senhor, guia indefeso, protetor caridoso e clarividente orientador da Federação Espírita Brasileira, que nunca deixou de lhe sentir o braço potente a ampará-la, nos momentos difíceis ou graves, que bastas vezes tem ela atravessado, no transcurso da sua existência de quase um século.

FONTE: WANTUIL, Zêus. Grandes Espíritas do Brasil. FEB, 1ª edição. RJ

 

 

(Texto copiado de http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Francisco-Leite-de-Bittencourt-Sampaio.pdf)

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Francisco Leite de Bittencourt Sampaio

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Leite_de_Bittencourt_Sampaio#/media/File:Bittencourt_Sampaio.jpg

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Túmulo de Bittencourt Sampaio no Cemitério de São Joaõ Batista. Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo

 

VEJA AQUI A LETRA E  PARTITURA DO “HINO ACADÊMICO”

LETRA DE BITTENCOURT SAMPAIO

MÚSICA CARLOS GOMES

http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI138905,91041-Hino+Academico

 

 

 

OUÇA O HINO:

https://www.youtube.com/watch?v=wce4tYfXaoU

 

 

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Faculdade de Direito de São Paulo em 1880, foto de Jean Georges Renouleau (1845-1909).

Imagem/fonte:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Faculdade_de_Direito_da_Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo#/media/File:Faculdade_de_Direito_de_S%C3%A3o_Paulo_(cropped).jpg

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Estátua de Carlos Gomes na parte externa do Teatro Municipal. Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo.

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Prédio histórico da Federação Espírita Brasileira na cidade do Rio de Janeiro

Imagem: Jornal Unificação, USE/SP, setembro/1960, pag. 5

 

 

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Luar. Foto: Ismael Gobbo

 

Deus

 

 

Eurípedes Barsanulfo

O Universo é obra inteligentíssima; obra que transcende a 
mais genial inteligência humana; e, como todo efeito 
inteligente tem uma causa inteligente, é forçoso inferir que a
do universo é superior a toda inteligência; é a inteligência das
inteligências; a causa das causas; a lei das leis; o princípio dos
princípios; a razão das razões; a consciência das consciências;
é Deus! Deus! Nome mil vezes santo, que Newton jamais
pronunciava sem se descobrir!

Ó Deus que vos revelais pela natureza, vossa filha e nossa
mãe, reconheço-vos eu, Senhor, na poesia da criação; na
criancinha que sorri; no ancião que tropeça; no mendigo que
implora; na mão que assiste; na mãe querida que vela; no pai
extremoso que instrui; no apóstolo abnegado que evangeliza
as multidões.

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, no amor do esposo; no
afeto do filho; na estima da irmã; na justiça do justo; na
misericórdia do indulgente; na fé do homem piedoso; na
esperança dos povos; na caridade dos bons; na inteireza dos
íntegros. Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! no estro do vate;
na eloqüência do orador; na inspiração do artista; na santidade 
do mestre; na sabedoria do filósofo e nos fogos eternos do 
gênio!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na flor dos vergéis, na
relva dos vales; no matiz dos campos; na brisa dos prados; no
perfume das campinas; no murmúrio das fontes; no rumorejo
das franças; na música dos bosques; na placidez dos lagos; na
altivez dos montes; na amplidão dos oceanos e na majestade
do firmamento!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! nos lindos antélios, no íris
multicor; nas auroras polares; no argênteo da Lua; no brilho do
Sol; na fulgência das estrelas; no fulgor das constelações!
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na formação das
nebulosas; na origem dos mundos; na gênese dos sóis; no
berço das humanidades; na maravilha, no esplendor e no
sublime do Infinito!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! com Jesus, quando ora:
"Pai nosso que estais nos céus..." ou com os anjos quando
cantam: "Glória a Deus nas alturas, Paz na Terra aos Homens e
Mulheres da Boa Vontade de Deus".

(Texto copiado na internet do site http://www.forumespirita.net/fe/poesia/deus-euripedes-barsanulfo/)

 

 

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The Rose Garden. Hyde Park.  Londres, Reino Unido.Foto Matheus Gobbo.

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Crepúsculo em Auriflama, SP. Foto Ismael Gobbo

                                  

 

Jesus e o precursor

 

Livro Boa Nova, pelo espírito Humberto de Campos/Irmão X

Psicografia Francisco Cândido Xavier

FEB

 

 

boaNova

Após a famosa apresentação de Jesus aos doutores do Templo de Jerusalém, Maria recebeu a visita de Isabel e de seu filho, em sua casinha pobre de Nazaré. Depois das saudações habituais, do desdobramento dos assuntos familiares, as duas primas entraram a falar de ambas as crianças, cujo nascimento fora antecipado por acontecimentos singulares e cercado de estranhas circunstâncias.

Enquanto o patriarca José atendia às últimas necessidades diárias de sua oficina humilde, entretinham-se as duas em curiosa palestra, trocando carinhosamente as mais ternas confidências maternais.

O que me espanta – dizia Isabel com caricioso sorriso –  é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade. Não raro, procuro-o inutilmente em casa, para encontrá-lo, quase sempre, entre as figueiras bravas, ou caminhando ao longo das estradas adustas, como se a pequena fronte estivesse dominada por graves pensamentos.

Essas crianças, a meu ver – respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos –,  trazem para a Humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores... Fala de sua comunhão com Deus com uma eloquência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, contentemente, ando a cismar, em relação ao seu destino.

Apesar de todos os valores da crença – murmurou Isabel, convicta –, nós, as mães, temos sempre o espírito abalado por injustificáveis receios.

Como se se deixasse empolgar por amorosos temores, Maria continuou: – Ainda há alguns dias, estivemos em Jerusalém, nas comemorações costumeiras, e a facilidade de argumentação com que Jesus elucidava os problemas, que lhe eram apresentados pelos orientadores do templo, nos deixou a todos receosos e perplexos. Sua ciência não pode ser deste mundo: vem de Deus, que certamente se manifesta por seus lábios amigos de pureza. Notando-lhe as respostas, Eleazar chamou a José, em particular, e o advertiu de que o menino parece haver nascido para a perdição de muitos poderosos em Israel.

Com a prima a lhe escutar atentamente a palavra, Maria prosseguiu, de olhos úmidos, após ligeira pausa: – Ciente desse aviso, procurei Eleazar, a fim de interceder por Jesus, junto de suas valiosas relações com as autoridades do templo. Pensei na sua infância desprotegida e receio pelo seu futuro. Eleazar prometeu interessar-se pela sua sorte; todavia, de regresso a Nazaré, experimentei singular multiplicação dos meus temores. Conversei com José, mais detidamente, acerca do pequeno, preocupada com o seu preparo conveniente para a vida!... Entretanto, no dia que se seguiu às nossas íntimas confabulações, Jesus se aproximou de mim, pela manhã, e me interpelou: “Mãe, que queres tu de mim? Acaso não tenho testemunhado a minha comunhão com o Pai que está no Céu!”

Altamente surpreendida com a sua pergunta, respondi-lhe, hesitante: Tenho cuidado por ti, meu filho! Reconheço que necessitas de um preparo melhor para a vida... Mas, como se estivesse em pleno conhecimento do que se passava em meu íntimo, ponderou ele: “Mãe, toda preparação útil e generosa no mundo é preciosa; entretanto, eu já estou com Deus. Meu Pai, porém, deseja de nós toda a exemplificação que seja boa e eu escolherei, desse modo, a escola melhor”.

No mesmo dia, embora soubesse das belas promessas que os doutores do templo fizeram na sua presença a seu respeito, Jesus aproximou-se de José e lhe pediu, com humildade, o admitisse em seus trabalhos. Desde então, como se nos quisesse ensinar que a melhor escola para Deus é a do lar e a do esforço próprio – concluiu a palavra materna com singeleza —, ele aperfeiçoa as madeiras da oficina, empunha o martelo e a enxó, enchendo a casa de ânimo, com a sua doce alegria!

Isabel lhe escutava atenta a narrativa, e, depois de outras pequenas considerações materiais, ambas observaram que as primeiras sombras da noite desciam na paisagem, acinzentando o céu sem nuvens. A carpintaria já estava fechada e José buscava a serenidade do interior doméstico para o repouso.

As duas mães se entreolharam, inquietas, e perguntavam a si próprias para onde teriam ido as duas crianças.

*

Nazaré, com a sua paisagem, das mais belas de toda a Galileia, é talvez o mais formoso recanto da Palestina. Suas ruas humildes e pedregosas, suas casas pequeninas, suas lojas singulares se agrupam numa ampla concavidade em cima das montanhas, ao norte do Esdrelon. Seus horizontes são estreitos e sem interesse; contudo, os que subam um pouco além, até onde se localizam as casinholas mais elevadas, encontrarão para o olhar assombrado as mais formosas perspectivas. O céu parece alongar-se, cobrindo o conjunto maravilhoso, numa dilatação infinita.

Maria e Isabel avistaram seus filhos, lado a lado, sobre uma eminência banhada pelos derradeiros raios vespertinos. De longe, afigurou-se-lhes que os cabelos de Jesus esvoaçavam ao sopro caricioso das brisas do alto. Seu pequeno indicador mostrava a João as paisagens que se multiplicavam a distância, como um grande general que desse a conhecer as minudências dos seus planos a um soldado de confiança. Ante seus olhos surgiam as montanhas de Samaria, o cume de Magedo, as eminências de Gelboé, a figura esbelta do Tabor, onde, mais tarde, ficaria inesquecível o instante da Transfiguração, o vale do rio sagrado do Cristianismo, os cumes de Safed, o golfo de Khalfa, o elevado cenário do Pereu, num soberbo conjunto de montes e vales, ao lado das águas cristalinas.

Quem poderia saber qual a conversação solitária que se travara entre ambos?

Distanciados no tempo, devemos presumir que fosse, na Terra, a primeira combinação entre o amor e a verdade, para a conquista do mundo. Sabemos, porém, que, na manhã imediata, em partindo o precursor na carinhosa companhia de sua mãe, perguntou Isabel a Jesus, com gracioso interesse: – Não queres vir conosco? Ao que o pequeno carpinteiro de Nazaré respondeu, profeticamente, com inflexão de profunda bondade: “João partirá primeiro”.

Transcorridos alguns anos, vamos encontrar o Batista na sua gloriosa tarefa de preparação do caminho à verdade, precedendo o trabalho divino do amor, que o mundo conheceria em Jesus-Cristo.

João, de fato, partiu primeiro, a fim de executar as operações iniciais para grandiosa conquista. Vestido de peles e alimentando-se de mel selvagem, esclarecendo com energia e deixando-se degolar em testemunho à Verdade, ele precedeu a lição da misericórdia e da bondade.

O Mestre dos mestres quis colocar a figura franca e áspera do seu profeta no limiar de seus gloriosos ensinos e, por isso, encontramos em João Batista um dos mais belos de todos os símbolos imortais do Cristianismo. Salomé representa a futilidade do mundo, Herodes e sua mulher o convencionalismo político e o interesse particular. João era a verdade, e a verdade, na sua tarefa de aperfeiçoamento, dilacera e magoa, deixando-se levar aos sacrifícios extremos.

Como a dor que precede as poderosas manifestações da luz no íntimo dos corações, ela recebe o bloco de mármore bruto e lhe trabalha as asperezas para que a obra do amor surja, em sua pureza divina. João Batista foi a voz clamante do deserto. Operário da primeira hora, é ele o símbolo rude da verdade que arranca as mais fortes raízes do mundo, para que o reino de Deus prevaleça nos corações. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade do amor, a luta para que se desfaçam as sombras do caminho, João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer em si mesmo o santuário de sua realização com o Cristo. Foi por essa razão que dele disse Jesus: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior de todos”.

 

Do cap. 2 do livro Boa Nova, do Espírito de Humberto de Campos, obra psicografada pelo médium Chico Xavier.

 

(Texto copiado do site http://www.oconsolador.com.br/ano4/156/correiomediunico.html)

 

 

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Quadro Sagrada Família com são João menino. Óleo sobre tela por Bartolomé Esteban Murillo.Imagem/fonte:

 https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bartolom%C3%A9_Esteban_Perez_Murillo_-_Holy_Family_with_the_Infant_St_John_-_WGA16368.jpg

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Jesus aos doze anos  encontrado entre os doutores do templo.  James Tissot

Fonte da imagem:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus

 

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A cidade de Nazaré com o Monte Tabor ao fundo. Nazaré, Israel. Foto Ismael Gobbo.

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A juventude de Jesus. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:

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Vista da cidade de Nazaré, Israel, onde Jesus viveu a infância e juventude. Foto Ismael Gobbo.

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Monte Tabor. Região da Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo

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Vista panorâmica de cima do Monte Tabor. Israel. Foto Ismael Gobbo

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Igreja no topo do Monte Tabor em cujo interior há cenas da Transfiguração de Jesus. Israel. Foto Ismael Gobbo

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Cena do batismo de Jesus em detalhe da porta de ingresso da Basílica da Anunciação em  Nazaré, Israel.

 Foto Ismael Gobbo

Moretto,_cristo_che_benedice_il_battista

Jesus abençoa João Batista no deserto.

Imagem/fonte: https://it.wikipedia.org/wiki/Dipinti_del_Moretto#/media/File:Moretto,_cristo_che_benedice_il_battista.JPG

 Arquivo: Museu do Brooklyn - Jesus ensina o povo à beira-mar (Jésus enseigne le peuple près de la mer) - James Tissot - global.jpg

Jesus ensino ao povo à beira-mar. Guache sobre grafite em papel tecido cinza. Obra de James Tissot. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brooklyn_Museum_-_Jesus_Teaches_the_People_by_the_Sea_(J%C3%A9sus_enseigne_le_peuple_pr%C3%A8s_de_la_mer)_-_James_Tissot_-_overall.jpg

 

 

Amor Infinito

Caminhos retos    

 

 

(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

 

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