Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita

São Paulo, SP, segunda-feira, 27 de  julho de 2026.

Compiladas por Ismael Gobbo

 

 

 

Notas

1. Recomendamos confirmar junto aos organizadores os eventos aqui divulgados. Podem ocorrer cancelamentos ou mudanças que nem sempre chegam ao nosso conhecimento.

2. Este e-mail é uma forma alternativa de divulgação de noticias, eventos, entrevistas e artigos espíritas. Recebemos as informações de fontes  diversas via e-mail  e fazemos o repasse aos destinatários de nossa lista de contatos de e-mail. Trabalhamos com a expectativa de que as informações que nos chegam sejam absolutamente espíritas na forma como preconiza o codificador do Espiritismo, Allan Kardec.  Pedimos aos nossos diletos colaboradores que façam uma análise criteriosa e só nos remetam para divulgação matérias genuinamente espíritas.

 

3. Este trabalho é pessoal e totalmente gratuito, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro e só conta com ajuda de colaboradores voluntários. (Ismael Gobbo).

 


 

Atenção

Se você tiver dificuldades em abrir o arquivo, recebê-lo incompleto ou cortado e fotos que não abrem, clique aqui:     

                                  

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Publicação em sequência

Revista Espírita – Ano 9 - 1866

 

 

 

 

(Continua na próxima postagem)

Arquivo: Seine a melun.jpg

A margem direita do rio Sena em Melun. França.

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Melun

 

Melun é uma comuna francesa localizada na região administrativa da Île-de-France, no departamento Sena e Marne. A comuna possui 40 011 habitantes segundo o censo de 2014.[2][3][4][5]

A comuna é a capital do departamento de Sena e Marne e na região de Île-de-France, 40 km ao sudeste de Paris, num meandro do Sena. Os seus habitantes são chamados de Melunais(es) (mais raramente Melunois ou Melodunois).

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Melun

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/68/Bord_de_la_Marne.jpg

O Marne junto a Noisy-le-Grand

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Marne

 

Rio Marne

Marne ou, na sua forma portuguesa, Marna[1] é um rio francês, com cerca de 525 km, e é um dos principais afluentes do rio Sena. O rio deu o nome aos departamentos de Haute-MarneMarneSeine-et-Marne, e Val-de-Marne.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Marne

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/OUTUBRO/12-10-2019_arquivos/image008.jpg

A sonâmbula. Óleo sobre tela por John Everett  Millais.

Imagem/fonte:  https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a7/John_Everett_Millais%2C_The_Somnambulist.jpg

Arquivo: Davenport brothers.jpg

Fotografia dos irmãos Davenport em frente ao seu gabinete espiritual. 1870.

Copiado de: https://en.wikipedia.org/wiki/Davenport_brothers

 

Ira Erastus Davenport (17 de setembro de 1839 - 8 de julho de 1911) [1] e William Henry Davenport (1 de fevereiro de 1841 - 1 de julho de 1877), [1] conhecidos como irmãos Davenport , eram mágicos americanos no final do século XIX. , filhos de um policial de Buffalo , Nova York . Os irmãos apresentaram ilusões de que eles e outros afirmavam ser sobrenaturais .

Leia mais:

https://en.wikipedia.org/wiki/Davenport_brothers

 

 

File: The Davenport brothers (1869) (14596596818) .jpg

Os irmãos Davenport

Imagem copiada de

 https://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_Davenport_brothers_(1869)_(14596596818).jpg

File:Jean-Baptiste Jouvenet - The Miraculous Draught - WGA12034.jpg

Pesca milagrosa.

Por Jean-Baptiste Jouvenet, antes de 1706, no Louvre (primeiro milagre)

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pesca_milagrosa

 

 

 

Entrou num dos barcos, o que pertencia a Simão, e pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia. Então sentou-se, e do barco ensinava o povo.
Tendo acabado de falar, disse a Simão: "Vá para onde as águas são mais fundas", e a todos: "Lancem as redes para a pesca".
Simão respondeu: "Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes".
Quando o fizeram, pegaram tal quantidade de peixe que as redes começaram a rasgar-se.
Então fizeram sinais a seus companheiros no outro barco, para que viessem ajudá-lo; e eles vieram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase começarem a afundar.
Quando Simão Pedro viu isso, prostrou-se aos pés de Jesus e disse: "Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador! "
Pois ele e todos os seus companheiros estavam perplexos com a pesca que haviam feito,
como também Tiago e João, os filhos de Zebedeu, sócios de Simão. Então Jesus disse a Simão: "Não tenha medo; de agora em diante você será pescador de homens".
Eles então arrastaram seus barcos para a praia, deixaram tudo e o seguiram.
Lucas 5:3-11

https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/5/1-11

 

 

O fenômeno da “Pesca milagrosa” é explicado como um fenômeno de Dupla Vista

pelo Espiritismo. Jesus  demonstrou essa faculdade outras vezes como quando

vislumbrou o burrinho com o qual entraria em Jerusalém.

File: Benjamin Robert Haydon - entrada de Cristo em Jerusalém - WGA11207.jpg

Entrada de Cristo em Jerusalém. Óleo sobre tela de Benjamin Haydon

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Benjamin_Robert_Haydon_-_Christ%27s_Entry_into_Jerusalem_-_WGA11207.jpg

https://www.noticiasespiritas.com.br/2020/SETEMBRO/09-09-2020_arquivos/image026.jpg

Capa do Anuário Espírita 1986 com retrato de Maria, mãe de Jesus

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtHckszB4B3Nzd7pmhmYYxYVcbCKxhTG81M6vKbJ__zMX2CMp29t53a4lw3fzjdFLUspiYT-h3nw6TGs-fgF3nUPe-U_1QQ-b6_hn1_e7HcGTNZ2XjIu8vFJ-bk1DKH3dFr0t68UfX4O24/

                       Allan Kardec. Óleo sobre tela por Nair Camargo. Foto Ismael Gobbo.

 

 

 Tristeza

 

O pessimismo é uma característica muito em evidência na Terra.

Muitos chegam a cultivá-lo, com sofreguidão.

Esses estão sempre dispostos a ver prenúncio de tragédia em qualquer notícia.

Costumeiramente, apegam-se aos aspectos negativos do que lhes vem ao conhecimento.

Na música, prestam atenção nos ritmos e vertentes menos promissores.

Acham que toda crise é destinada a se aprofundar.

Identificam na Humanidade uma maldade que só faz crescer.

Com esse proceder, lentamente se afundam em amargor e tristeza. Deixam de cultivar a esperança. Sua palavra é a do desânimo.

Parecem considerar sinal de sofisticação e inteligência ser o mensageiro da desgraça.

O Apóstolo dos gentios, Paulo de Tarso, em sua Segunda Epístola aos Coríntios, escreveu sobre essa tendência humana.

Ele registrou que a tristeza, segundo Deus, opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar. Mas que a tristeza do mundo gera a morte.

Conforme se observa nessa advertência, há duas espécies de tristeza.

A primeira é uma tristeza segundo Deus. A segunda é uma tristeza segundo a Terra.

A primeira propicia solucionar problemas atinentes à vida verdadeira.

A segunda é caminho para a morte, como símbolo de estagnação, de desvio dos sentimentos.

A tristeza, segundo a Terra, existe em todos os que consideram virtude a lamentação incessante.

Ela reside em quem cultiva a desesperança e o tédio continuado.

Em quem se recusa obstinadamente em ver o aspecto positivo das coisas.

Para essas pessoas, qualquer pequeno problema produz desânimo.

São tristes pela ausência do dinheiro que lhes permita viver com os luxos que desejam.

Torturam-se porque não conseguem levar a melhor sobre seus desafetos.

Lastimam-se pela impossibilidade de satisfazer sua vaidade nos brilhos do mundo.

Trata-se dos viciados na queixa doentia, incapazes de encontrar prazer nas pequenas ocorrências da vida.

Tal é a tristeza do mundo, que prende o Espírito na teia de reencarnações corretivas e dolorosas.

Entretanto, raros homens se tocam da tristeza segundo Deus.

Muito poucos contemplam a si próprios, considerando a extensão das falhas que lhes dizem respeito.

Raríssimos consideram entristecidos a posição inferior em que se encontram, na longa marcha para a reestruturação da vida.

Por certo essa análise sincera causa desconforto porque dela surge clara a necessidade de retificar os próprios caminhos.

Ela faz com que o homem reconheça a necessidade de perdoar, de compreender e servir.

Quem avança por esse caminho redentor por vezes chora.

Mas jamais atinge o plano do soluço enfermiço e da inutilidade.

Afinal, sabe se reajustar, valendo-se do tempo e do esforço próprio para edificar um novo destino.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 130, do
 livro 
Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel,
 psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em 20.7.2026

 

 

 

   (Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3681&stat=0)

https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JUNHO/27-06-2026_arquivos/image020.jpg

Artista Pieter de Grebber (cerca de 1600–1652/1653) wikidata:Q512817 Editar isto no Wikidata imagem da obra de arte listada no parâmetro de título desta página Título Holandês: God nodigt Christus uit plaats te nemen aan zijn rechterhand Editar isto no Wikidata Deus convidando Cristo para sentar-se no trono à sua direita Tipo de objeto pintura Editar isto no Wikidata Gênero arte religiosa Editar isto no Wikidata Data 1645 Editar isto no Wikidata Técnica óleo sobre tela e sobre painel de álamo Editar isto no Wikidata Dimensões altura: 115 cm (45,2 pol.) Editar isto no Wikidata; largura: 133 cm (52,3 pol.) Edite isto no Wikidata Coleção Wikidata do Museu Catharijneconvent:Q1954426 Museu Bisschoppelijk Haarlem wikidata:Q61942636. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:De_Grebber-God_Inviting_Christ_to_Sit_on_the_Throne_at_His_Right_Hand.jpg

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjKhFxVHebYp4HzknhFgRQWyC7o3CXruSn88fwhwRZsPpWI8RYeG6lYPAP7HgEIyLvHjkicPn0unc9GmDuK1sGqcw8UeDD4yAy_ga5hlMXMbN0Ymg22RuFGxngJcQOa21gjJ-PxSiF_yq-5Fx63iv26LtQLpPPH-mJQ-EtCcnrbMvtqdDOAxYSJV_Zcmg

Jesus falando com Nicodemos. Obra de William Brassey

Imagem/fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Nicodemus#/media/File:William_Brassey_Hole_Nicodemus.jpg

 

No diálogo de Jesus com Nicodemos falou o Mestre: "Ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo." (João, 3,1-8).

A Doutrina Espírita aprofundou o estudo da  reencarnação que Jesus mencionou para Nicodemos.  

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2014/JANEIRO/25-01-2014_arquivos/image010.jpg

Os Apóstolos Pedro e Paulo

Óleo sobre tela de El Greco. Museu Nacional de Arte da Catalunha, Barcelona, Espanha

Foto Ismael Gobbo

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/NOVEMBRO/07-11-2019_arquivos/image015.jpg

Alegoria que ilustra Francisco Cândido Xavier psicografando mensagem ditada pelo seu espírito-guia Emmanuel.

Imagem/fonte:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Xavier#/media/File:Chico_Psicografia_Emmanuel.jpg

 

 

 

Três perguntas

 

Conta-se que um soberano, no intuito de melhor governar, procurou um sábio para auxiliá-lo a estabelecer a melhor estratégia.

Vestiu roupas simples e, antes de chegar ao destino, apeou do cavalo, deixou seus guarda-costas para trás e foi sozinho.

O sábio estava cavando o chão em frente à sua cabana. O rei chegou e disse:

Vim procurá-lo porque preciso que me responda três perguntas:  Como posso aprender a fazer o que é certo na hora certa?

Quem são as pessoas às quais devo prestar maior atenção?

Quais os assuntos aos quais devo conceder prioridade?

O sábio não respondeu e continuou a cavar, demonstrando dificuldade na tarefa.

O rei se ofereceu para cavar em seu lugar e preparou duas extensas sementeiras.

Ao final da tarde, como não obtivesse resposta alguma, preparou-se para partir.

Então, da floresta surgiu um homem correndo. Estava ferido e caiu desmaiado.

O rei e o sábio o socorreram e conseguiram estancar a hemorragia. Levaram-no para a cama. E, porque a noite chegara, o rei sentou-se na entrada da cabana e, cansado, adormeceu.

Ao despertar pela manhã, demorou um pouco para se dar conta de onde estava. Voltou-se para dentro. O ferido o olhou e lhe pediu perdão.

Não tenho nada para lhe perdoar, disse o rei. Nem o conheço.

Mas eu o conheço. O senhor prendeu meu irmão e jurei acabar com sua vida. Esperei na floresta para matá-lo.

Mas o senhor não voltou. Saí de meu esconderijo e seus guarda-costas me feriram.

Fugi deles. Teria sangrado até a morte se não me tivesse socorrido. Se eu sobreviver, serei o mais fervoroso de seus servos.

O rei ficou satisfeito por ter conseguido a paz com seu inimigo. Disse que mandaria seu médico para atendê-lo.

Levantou-se e procurou o sábio, que estava plantando nas sementeiras cavadas no dia anterior.

Então, vai responder às minhas perguntas?

Erguendo os olhos, o sábio lhe respondeu:

O senhor já tem todas as suas respostas.

E, ante a surpresa do rei, explicou:

Se Sua Majestade não tivesse ficado condoído da minha fraqueza, ontem, e cavado essas sementeiras para mim, indo embora, teria sido atacado por aquele homem.

Teria se arrependido de não ter permanecido comigo. Por isso, a hora mais importante foi quando cavava as sementeiras.

Eu era o homem mais importante. Fazer-me o favor foi o mais importante.

Depois, quando o quase assassino chegou correndo, a hora mais importante foi quando cuidou dele. Se não fizesse isso, ele teria morrido sem estar em paz consigo.

Por isso, ele era o homem mais importante. O que foi feito por ele foi o mais importante.

Então, majestade, só existe um momento importante, o agora.

O homem mais importante é aquele com quem você está, pois ninguém sabe se vai tornar a lidar com outro alguém.

O assunto mais importante é fazer o bem para esse com quem se está, pois esse é o grande propósito da vida.

*   *   *

A hora de agir é agora. O local onde nos encontramos é o mais ajustado. As pessoas que estão conosco são as ideais para a nossa vida e o nosso crescimento.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no
 cap. 
Três perguntas, de Léon Tolstoi, de O livro
 das virtudes, de William J. Bennett, v. II, ed.
Nova Fronteira.
Em 21.7.2026

 

(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=7677&stat=0)

 

 

Tornando-nos reais

 

Ao mirar-se o horizonte, percebia-se que o sol, senhor do dia, baixava guarda ao reinado da lua.

Primeiro um, depois outro, os vizinhos começavam a trazer suas cadeiras para a frente dos lares, em busca de uma agradável conversa de final de dia.

Enquanto os adultos dialogavam sobre os mais variados assuntos, as crianças brincavam na rua.

Era como se, naquela comunidade, todos fizessem parte de uma mesma família.

Entretanto, aconteceu que um dia um dos vizinhos chegou em casa carregando uma grande caixa de papelão.

Ao anoitecer, como era costume, todos se reuniram nas calçadas para mais algumas horas de conversa.

Foi então que alguém, verbalizando a curiosidade geral, questionou o vizinho acerca do conteúdo da misteriosa embalagem.

Ele revelou que, depois de muito poupar, sua família havia comprado um aparelho de televisão.  Estavam ansiosos aguardando pelo dia seguinte, quando um técnico viria instalá-lo corretamente.

A vizinhança ficou toda admirada. Aquela era a primeira televisão a chegar naquela rua.

Os dias sucederam-se e aquele vizinho, bem como seus familiares, começaram a aparecer cada vez menos na alegre roda de conversa entre amigos.

Primeiro, vinham apenas a cada dois ou três dias. Depois, uma vez por semana. Então, uma vez ou duas por mês. E, finalmente, não apareceram mais.

Enquanto todos conversavam alegremente, contemplavam pelas vidraças a família do saudoso vizinho, sentado junto aos seus familiares, de frente para aquela tela brilhante.

O tempo foi passando. Logo, mais um vizinho apareceu com uma grande caixa de papelão em casa. E depois outro. E ainda mais um.

Gradualmente, a roda de conversa foi ficando menor, até desaparecer por completo.

Os vizinhos, agora, pouco se viam. À noite, recolhiam-se diante dos televisores, absortos pela programação, mergulhados num afastamento sem limites.

*  *  *

As décadas se passaram, mas a triste situação permanece.

Hoje, ainda que estejamos vivenciando a era da internet, através da qual temos ampla possibilidade de nos comunicarmos, jamais estivemos tão isolados.

Nunca o número daqueles que se sentem sós esteve tão alto, ainda que contando centenas de amigos nas redes sociais.

Contra a solidão e o isolamento, os ensinamentos eternos do Mestre: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos.

Troquemos, vez ou outra, o toque frio dos mouses de computador, pelo toque caloroso de uma mão amiga. A digitação frenética, por momentos venturosos de uma conversa amistosa.

Os sites de bate papo, por idas ao parque, um jantar descontraído com os amigos, momentos de diversão.

A grande lição que todos temos diante da oportunidade reencarnatória que se apresenta é aprendermos a amar.

E tal aprendizado só se faz na relação com o outro: nos gestos de caridade e de perdão, nas palavras ditas num momento de ternura.

Quando, enfim, deixamos um pouco de lado o conforto e a praticidade da vida virtual e vivemos intensamente aquilo que nos torna reais e humanos: a capacidade de amar.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita.
Em 22.7.2026

 

(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3945&stat=0)

 

 

Compromisso com a consciência

 

Você certamente já leu ou ouviu, algum dia, a notícia de roubo, incêndio, naufrágio ou explosão de algum bem móvel ou imóvel que pertencia a alguém.

No entanto, jamais deve ter lido ou ouvido uma manchete com os dizeres:

Foi roubada a coragem desta ou daquela pessoa. Foi extraviada grande porção de otimismo. Quem a encontrar, favor devolver no endereço citado.

Ou então: Incêndio consumiu toda a fidelidade de fulano. Ou naufragou a honestidade de beltrano.

Enfim, nunca tivemos notícias de que as virtudes de alguém tenham sofrido assaltos ou outro dano qualquer.

E, no entanto, isso é uma realidade em nosso mundo. Acontece diariamente, quando as negociatas indignas põem por terra a honestidade e a honradez desse ou daquele cidadão, que sucumbe ante grandes quantias em dinheiro ou favorecimentos de alguma ordem.

Essas virtudes que se deixam arrastar por interesses próprios não são virtudes efetivas. São ensaios muito frágeis de virtudes.

Quem verdadeiramente conquista uma virtude jamais a perde.

Contou-nos um amigo, jovem advogado que labora num órgão público, que, em certa ocasião, estava com uma pilha de processos sobre a mesa, quando seu superior entrou na sala e tomou dois deles, os pôs de lado, recomendando:

Quero que você arquive estes processos.

O advogado perguntou por que razão deveria arquivá-los, recebendo a explicação de que os acusados eram seus amigos e lhe haviam rogado esse favor.

O moço, que tinha compromisso com a própria consciência, fez com que os processos seguissem seu curso normal.

Tempos depois, os acusados tiveram que arcar com as custas do processo e indenizar vários cidadãos, aos quais haviam prejudicado.

Quando questionado por seu superior sobre o ocorrido, o advogado argumentou que o fato de os acusados serem seus amigos não era suficiente para isentá-los da responsabilidade de seus atos.

Caso o jovem advogado não tivesse firmeza de caráter, poderia ter dado ocasião a que fosse registrada em sua ficha espiritual a seguinte anotação:

Este Espírito sofreu, nesta data, um assalto da corrupção e da prepotência. Foram furtados seus bens mais preciosos: a fidelidade e a honestidade.

Felizmente, isso não aconteceu.

*

A existência nos convida, a cada sol que nasce, ao exercício sublime da retidão e da paz interior.

A fidelidade ao dever é a bússola que orienta a alma em mares revoltos. A honestidade na conduta é o brilho sereno de quem não teme o próprio encontro diante do espelho.

Ser íntegro na ausência de testemunhas é a verdadeira medida da nossa maturidade espiritual.

Não existe grandeza maior do que honrar a palavra empenhada e o compromisso assumido com a vida. O dever retamente cumprido floresce em sono tranquilo e consciência leve, o maior tesouro do Espírito.

Sejamos operários do bem, transformando o cotidiano em um altar de serviços prestados com nobreza. A fidelidade aos valores do Cristo é a ponte segura que nos confere harmonia e paz de espírito.

Redação do Momento Espírita, com base em fato.
Disponível no CD Momento Espírita v. 11, ed. FEP
Em 23.7.2026

 

(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1468&stat=0)

 

 

 Só de passagem

 

A expressão Estou só de passagem, ao se referir à vida física, atesta que a pessoa tem convicção imortalista.

Ela sabe que é breve sua passagem pelo planeta. Mesmo que chegue aos cem anos, se considerar a eternidade, é um lapso temporal breve.

A pessoa, que assim se expressa, manifesta a convicção de quem tem os olhos postos no futuro. Vive no mundo, mas com a inabalável certeza de que sua preocupação deve ser com o Espírito imortal, esse que sobreviverá à morte corporal.

Se isso é louvável, um detalhe, no entanto, não pode ser esquecido. É que a vida corporal é etapa imprescindível ao progresso do Espírito.

É na carne que se experimentam as provas. É nas vicissitudes da vida que o Espírito cresce, utilizando sua inteligência e criatividade, para superar transtornos e desafios.

Isso nos diz que os mundos materiais são importantes. São moradas, estâncias, onde o Espírito se reveste de carne e habita. E progride.

 Dessa forma, há que se considerar o que estamos fazendo com o planeta, enquanto nos encontramos somente de passagem.

O que estamos fazendo com nossa morada, lar, escola?

Estamos auxiliando na sua conservação ou somos dos que não nos preocupamos com coisa alguma porque logo estaremos partindo?

Seria importante nos perguntarmos se estamos colaborando com as medidas de sustentabilidade do planeta.

Coisas simples, como diminuir o impacto ambiental, substituindo plástico por outros materiais menos agressivos ao meio ambiente.

É de nos indagarmos se somos dos que, a cada vez que nos servimos de água, nos bebedouros do escritório, da empresa, apanhamos um novo copo plástico.

Já nos preocupamos com o meio ambiente e temos nosso próprio copo de vidro, para uso particular, no local de trabalho? Ou, ao menos, nos servimos de um único copo plástico, durante todo o dia?

Lembramos de utilizar a impressão de documentos, artigos e tudo o mais, somente quando imprescindível, poupando árvores?

Recordamos de utilizar a folha de papel de ambos os lados? De reutilizar papel escrito em uma só face, transformando-o em bloco de anotações ou lembretes?

Preocupamo-nos com a separação do lixo orgânico do lixo reciclável?

São coisas pequenas, mas que têm muita importância. Não podemos nos esquecer que estamos de passagem, mas nossos filhos, netos, quanto tempo mais terão sobre a Terra?

E, além disso, um detalhe importante: pela lei da reencarnação, deveremos retornar em algum momento.

Já pensamos em como desejamos encontrar o planeta, nesse retorno?

O que fazemos reflete no todo. E não nos preocupemos com os que não colaboram.

Poderão aprender com nosso exemplo. Enquanto isso, sejamos como a ave que, levando gotas d'água em suas asas, tenta apagar o incêndio na floresta.

Em resumo: façamos nossa parte.

A propósito, já plantamos uma árvore, em nossa vida? Semeamos um jardim?

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 24, ed. FEP.
Em 24.7.2026

 

(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3606&stat=0)

 

 

Não te recordes da noite quando tens o dia

 

Maria de Magdala trazia a alma tomada pelas trevas e o coração embrulhado na amargura.

A vida que levara até então não a preenchera, não havia satisfeito a sua sede de verdadeiro amor.

Ela se considerava alguém em desgraça, vencida por si mesma e pelo mundo.

No entanto, em seu primeiro encontro com Jesus, na casa de Simão Pedro, Madalena é convidada a analisar sua existência e a si própria sob uma nova perspectiva.

O Mestre a saúda, chama-a pelo nome e afirma: Eu sou o Bom Pastor. Conheço minhas ovelhas uma a uma.

Ela fica tomada de espanto ao perceber que Jesus a chama pelo seu nome. Ele a conhecia, foi o que deduziu e então se sentiu confortável para lhe abrir a alma, relatando seu desânimo da vida.

A resposta de Jesus é brilhante:

Maria, a mim não interessa o que tens sido, mas me importa o que desejas fazer de ti, de agora em diante. Estás chegando ao poço da vida eterna.

Não olhes para o passado. Não te recordes da noite quando tens o dia, nem te detenhas a contemplar o pântano, quando podes ver a seara de trigo adornada de luz.

Esse foi o início do soerguimento de Maria de Magdala.

*   *   *

Essa perspectiva amorosa e lúcida de Jesus, no fundo, é também a proposta da lei maior do nosso Criador.

Estamos todos na Terra, em encarnações que nos convidam a provas e expiações. Ajustes com a lei.

Cada vez que retornamos temos a bênção do esquecimento do passado, justamente para que nada afete nosso ânimo, nosso espírito de renovação.

O alerta a Madalena serve para todos nós.

Não olhar para o passado. Não olhar para a noite que se foi.

Se conhecemos a mensagem cristã, se já temos em nossas mãos a proposta do bem, do amor, temos o dia, temos a seara de trigo. Dessa maneira, proponhamo-nos a arar!

Olhar em demasia para trás pode nos fazer desanimar, pode nos mergulhar novamente no eu antigo, que precisamos deixar para trás.

Logicamente, o que vivemos, o que fizemos, a nossa história nos influencia diariamente. Porém, deixemos que isso aconteça de forma natural.

Conhecer a si mesmo é uma coisa. Mergulhar no homem velho para mais uma vez acomodar-se nele é bem diferente.

Esse poço de vida eterna que Jesus comenta é a lucidez que já conseguimos ter com as lições dos Espíritos, com os ensinos do Cristo trazidos de forma tão profunda e definitiva.

O amor em todas as suas dimensões, colocado em prática em nossos dias, a todo instante.

A imortalidade da alma, que nos oferece a visão da vida verdadeira, da vida maior, que extrapola a material.

As muitas encarnações, os capítulos que estão por vir, a continuidade do que estamos construindo.

O Pai Maior como a Inteligência Suprema, Causa de tudo, regendo o cosmos com leis perfeitas, cuidando de cada detalhe.

Eis o nosso poço de vida eterna, eis o nosso convite, o nosso encontro com Jesus na casa de Simão Pedro.

Lembremos da recomendação do Mestre:

Não te recordes da noite, quando tens o dia.

Redação do Momento Espírita, com
base no cap. 3 da obra 
A estrela verde, de
Divaldo Pereira Franco e Délcio Carvalho,
 ed. LEAL.
Em 25.7.2026

 

(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=7678&stat=0)

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeBxdTrsY7L6YGPFp4A6kaX9yQgSXiGPa32z3ZScotEGWuiL5pZ3b60aSSrkV1mlwNpXYR5FBfla0qDLJdQP2wBrl-sWegrjT39fgnf0Yw03xDcJbulXGNneLnkABo1yXgwJ54PXOsREBZ/

Quadro “Jesus Ressuscitado e Maria Madalena”. Depois de Heinrich Hofmann, publicado no cartão da Bíblia.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_resurrection_day.jpg

 

 

 

Página do caminho

 

Pelo Espírito Albino Teixeira.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: O Espírito da Verdade. Lição nº 33. Página 83.

Estudos e dissertações em torno de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec. Capítulo X, Item 5.

 

Não aguardes o amigo perfeito para as obras do bem.

Esperavas ansiosamente a criatura irmã, na soleira do lar, e o matrimônio trouxe alguém a reclamar-te sacrifício e ternura.

Contavas com teu filho, mas teu filho alcançou a mocidade sem ouvir-te as esperanças.

Sustentavas-te no companheiro de ideal e, de momento para outro, recolheste mistura vinagrosa na ânfora da amizade em que sorvias água pura.

Mantinhas a fé no orientador que te merecia veneração e, um dia, até ele desapareceu de teus olhos, arrebatado por terríveis enganos.

Contudo, embora a dor de perder, continua no trabalho edificante que vieste realizar…

Ninguém reprova o doente porque sofra mal-humorado.

Ninguém censura a árvore que deixou de produzir porque o lenhador lhe haja decepado os braços frondejantes.

Quase sempre, aqueles que tomamos por afetos mais doces, crendo abraçá-los por sustentáculos da luta, simbolizam tarefas que solicitam renúncia e apostolados a exigirem amor.

Não importa o gelo da indiferença, nem o bramido da incompreensão, se buscamos servir.

O coração mais belo que pulsou entre os homens respirava na multidão e seguia só.

Possuía legiões de espíritos angélicos e aproveitou o concurso de amigos frágeis que o abandonaram na hora extrema.

Ajudava a todos e chorou sem ninguém.

Mas, ao carregar a cruz, no monte áspero, ensinou-nos que as asas da imortalidade podem ser extraídas do fardo de aflição, e que, no território moral do bem, alma alguma caminha solitária, porque vive tranquila na presença de Deus.

 (Texto recebido em email do pesquisador e  divulgador Antonio Sávio, de Belo Horizonte, MG)

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/JULHO/08-07-2021_arquivos/image011.jpg

Cristo despedindo-se de sua mãe. Óleo em madeira de carvalho. Piotr Stachiewicz

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Stachiewicz_Christ%27s_farewell_to_Mary.jpg

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/ABRIL/18-04-2019_arquivos/image022.jpg

O Beijo de Judas. Óleo sobre tela por Nicolai Wilhelm Marstrand.

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Wilhelm_Marstrand,_Judaskysset,_udateret,_0122NMK,_Nivaagaards_Malerisamling.jpg

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/ABRIL/18-04-2019_arquivos/image023.jpg

A negação de Pedro. Pintura por Karel Dujardin

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Karel_Dujardin_-_Denial_of_Peter.jpg

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/JUNHO/27-06-2019_arquivos/image016.jpg

Cristo Crucificado. Óleo sobre tela de Diego Velázquez.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cristo_crucificado.jpg

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/DEZEMBRO/04-12-2018_arquivos/image028.jpg

A crucificação vista a partir da cruz. Aquarela de James Tissot

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Asseenfromthecross-vi.jpg 

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2020/OUTUBRO/09-10-2020_arquivos/image026.jpg

As Marias do Calvário. Óleo sobre tela de Giacomo Grosso. Museu de Arte Italiano. Lima, Peru. Foto Ismael Gobbo

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/AGOSTO/06-08-2021_arquivos/image021.jpg

 Os discípulos que deixaram seu esconderijo observam de longe em agonia.

Guache sobre grafite em papel tecido cinza de James Tissot. Copiado de:

 https://en.wikipedia.org/wiki/Brooklyn_Museum

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/JULHO/08-07-2021_arquivos/image017.jpg

Cristo aparece aos discípulos após a ressurreição. Óleo sobre tela de Szymon Czechowicz. Museu Nacional de Cracóvia. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Szymon_Czechowicz_-_Christ_Appearing_to_the_Apostles_after_the_Resurrection_-_MNK_II-a-13_-_National_Museum_Krak%C3%B3w.jpg

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2017/DEZEMBRO/23-12-2017_arquivos/image016.jpg

A ceia em Emaús. Óleo sobre tela por Diego Velázquez.

Imagem/fonte:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Disc%C3%ADpulos_de_Ema%C3%BAs#/media/File:La_cena_de_Ema%C3%BAs,_by_Diego_Vel%C3%A1zquez.jpg

 

                                                   

 

Registro. Atividades do Projeto Chico Xavier na tarde deste sábado 25-07-2026. Araçatuba, SP

 

Após a prece de abertura as 16 horas várias pessoas vão ao local de alimentos e preparam para os inscritos da casa, outros preparam diversos alimentos para serem servidos aos presentes, inclusive o de jantar;  evangelização para crianças e jovens.. Hoje foi dia de festa no projeto Chico. Xavier do aniversariante do mês, a festa foi uma oferta do grupo amigos em ação de Guarapes. O palestrante do dia foi o Ricardinho. Fotos abaixo de: Émerson Gratão

Informações e fotos recebidas de Émerson Gratão

 

 

 

 

 

 

 

 Abrigo Ismael na manhã deste domingo 26-07-2026

 Araçatuba, SP 

 

Com início às 9 horas, após a prece de abertura por Alessandra Anacleto, a palestra foi proferida pela excelente oradora da cidade de Araçatuba, SP, Lurdes Caravante,  que desenvolveu o tema: “Pacificadores”.   No mesmo horário acontecia a Evangelização para as crianças. Ao final, o encerramento por  Lurdes Carvante e aplicação do passe aos presentes. 

Texto e fotos de Adair Anacleto.

 

 

 

[989-JornalMundoMaior] A CÓLERA.

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A CÓLERA.

A cólera é responsável por alta percentagem do obituário no mundo, como legítimo fator de enfermidade e portadora da morte.

 

Além disso, é também a raiz de grande parte dos males e perturbações que dilapidam na base a segurança dos serviços associativos na Terra.

 

Nos lares invigilantes, é o gênio obscuro da discórdia. Nas instituições respeitáveis, é o fermento da separação. Nas vias públicas, é a porta de acesso à crueldade.

 

Nos círculos da fé, exprime-se por brecha pela qual se infiltram as forças destrutivas da sombra. Nos fracos, estabelece o abatimento imediato.

 

Nos corações desprevenidos, lança as teias da violência. Nos irritadiços, espalha as sugestões da delinquência.

 

Recebamos a experiência, por mais difícil, com a luz e a confiança no Senhor que, nos oferecendo a luta depuradora, nos possibilita a própria regeneração. A passagem na Terra é aprendizado.

 

Revoltar-se o homem, à frente da vida, é recusar a oportunidade de elevar-se ante a luz da própria sublimação.

No livro:- CANAIS DA VIDA.-Emmanuel/Chico Xavier.

Magali Inês Brum - Colaboradora.

 

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[986-JornalMundoMaior] NOSSA PARCELA.

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NOSSA PARCELA.

Talvez não percebas. Entretanto, cada dia, acrescentas algo de ti ao campo da vida.

 

As áreas dos deveres que assumiste são aquelas em que deixas a tua marca, obrigatoriamente, mas possuis distritos outros de trabalho e de tempo, nos quais o Senhor te permite agir livremente, de modo a impregná-los com os sinais de tua passagem.

 

Examina por ti mesmo as situações com que te defrontas, hora a hora. Por todos os flancos, solicitações e exigências. Tarefas, compromissos, contatos, acontecimentos, comentários, informações, boatos.

 

Queiras ou não queiras, a tua parcela de influência conta na soma geral das decisões e realizações da comunidade, porque em matéria de manifestação, até mesmo o teu silêncio vale.

 

Não nos referimos a isso para que te ergas, cada manhã, em posição de alarme. Anotamos o assunto para que as circunstâncias, sejam elas quais forem, nos encontrem de alma aberta ao patrocínio e à expansão do bem.

 

Acostumemo-nos a servir e abençoar sem esforço, tanto quanto nos apropriamos do ar, respirando mecanicamente. Compreender por hábito e auxiliar aos outros sem ideia de sacrifício.

 

Aprendemos e ensinamos caridade em todos os temas da necessidade humana. Façamos dela o pão espiritual da vida.

 

Acreditemos ou não, tudo o que sentimos, pensamos, dizemos ou realizamos nos define a contribuição diária no montante de forças e possibilidades felizes ou menos felizes da existência.

 

Meditemos nisso. Reflitamos na parcela de influência e de ação que impomos à vida, na pessoa dos semelhantes, porque de tudo o que dermos à vida, a vida também nos trará.

No livro:- ALMA E CORAÇÃO.

Emmanuel/Chico Xavier.

 

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Casa Editora O Clarim

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ACESSE AQUI:

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O respeito aos pais e piedade filial

 

O tema “honrai pai e mãe”, do Capítulo XIV de “O Evangelho segundo o Espiritismo” foi desenvolvido Cesar Perri na noite do dia 20 de julho, no estudo semanal oferecido pelo Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo-CCDPE, em São Paulo.

A reunião é presencial e transmitida pela internet, na sede do CCDPE, às 2as feiras, 20 horas. Em seguida há passes.

A presente transmissão teve um problema técnico, ficando sem imagem por poucos minutos, mantendo o som, o que não compromete o acompanhamento da gravação.

O Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo Eduardo Carvalho Monteiro, de São Paulo localiza-se na Alameda dos Guaiases, 16 – Indianópolis/Planalto Paulista, São Paulo.

Acesse pelo link:

https://www.youtube.com/watch?v=xvlzc2P20Tg&t=736s

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e GEECX)

 

 

Condições para a prática mediúnica espírita

No dia 17 de julho, Cesar Perri, de São Paulo fez exposição e atendeu a perguntas sobre o tema “Condições para a Prática Mediúnica Espírita”, no programa “Mediúnico Sempre”. Baseou-se em obras de Kardec e psicográficas de Chico Xavier, sintetizadas em seu livro “Centro Espírita. Prática cristã e espírita” (Ed.USE-SP).

Esse canal do YouTube, de Aracaju (SE), tem a coordenação de Denison Oliveira, Vanessa Veiga, Sueli Ferreira e Augusto Lima. Conta com várias parcerias para as transmissões.

Acesse pelo link:

https://www.youtube.com/live/vGRDDf_Gf5o?si=-nUAUSmPoGDVJzHc

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e GEECX)

 

 

Revista francesa noticia Encontro Espírita Europeu

 

A edição do 2o trimestre de 2026 da Revue Spirite (a revista fundada por Allan Kardec) destaca na capa o histórico do movimento espírita da Bélgica no período 1962/1992 e interessante estudo sobre como as crianças e jovens compreendem a morte.

Há vários artigos e entre estas “conversas familiares do além-túmulo”, e, o prosseguimento de “acompanhamento de doentes no final da vida”.

Há continuidade na transcrição e análises de capítulos da obra Pão nosso, do espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier.

Informa sobre o 26o Simpósio para a Francofonia, programado para 22-24/05/2026, Em Wégimont (Bélgica) sobre o tema “O espiritismo posto à prova da ciência”.

No mesmo local, será realizado o 9o Encontro Espírita Europeu, de 18 a 20/09/2026, promovido por Le Mouvement Spirite Francophone e pela União Espírita Belga; na oportunidade acontecerão Encontros para Crianças e Jovens da Europa.

Relaciona notas sobre vários eventos espíritas realizados na França; há transcrições de informações do GEECX (do Brasil) sobre a nova sede da Sociedade Espírita de Virgínia (EUA) e síntese de artigo de Cesar Perri sobre “Atualidades sobre o Espiritismo na França”, publicado na Revista Internacional de Espiritismo, em abril de 2026.

Le Mouvement Spirite Francophone edita obras de Kardec e Léon Denis, sempre divulgadas nessa Revista.

No Editorial, Jean-Paul Évrard reitera homenagens a Roger Perez e Nestor João Masotti

pela transferência da realização da Revue Spirite - o registro na França era do CEI -, para Le MouvementSpiriteFrancophone – LMSF, desde 2011.

Informações:

E-mail: [email protected]; http://www.revue-spirite.org

 

(Resenha ACPC)

DE:

https://grupochicoxavier.com.br/revista-francesa-noticia-encontro-espirita-europeu/

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e GEECX)

 

 

O medo da morte

 

O Centro Espírita Bezerra de Menezes, de Dianópolis (Tocantins), promoveu palestra virtual com Antonio Cesar Perri de Carvalho (São Paulo) sobre o tema “quem tem medo da morte”, na noite do dia 23 de julho.

O expositor fundamentou-se em “O Céu e o Inferno” (1ª. parte, capítulo 2; e 2ª parte), na obra “Instruções Psicofônicas”, de Chico Xavier, complementando com cartas familiares psicografadas pelo médium. Atendeu a algumas perguntas.

A reunião foi híbrida, com pessoas nas dependências do Centro acompanhando por uma tela montada, e foi coordenada por Igo Mamede e Maria Rocha.

Acesse:

https://drive.google.com/file/d/1Vy8GWL5r9Yo-nthMRgleY7f331wVCVh8/view?usp=drivesdk


(Recebido em email de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]])

 

 

POST referente ao Blog (para divulgar hoje)

Estimada(o) amiga(o).

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Leia no blog Espiritismo Século XXI:

QUESTÕES DE LÍNGUA PORTUGUESA

(Astolfo O. de Oliveira Filho)

Qual é o certo: Ela se maqueia sozinha ou Ela se maquia sozinha?

Muito usado pelas mulheres, o verbo maquiar significa:

1. Aplicar cosméticos em (o rosto) para embelezamento, realce ou disfarce.

2. Maquiar o próprio rosto. [...]

Para ler na íntegra clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/qual-e-o-certo-ela-se-maqueia-sozinha.html

 

O ADVOGADO DA CRUZ

(Emmanuel, autor espiritual)

No mundo antigo, o apelo à justiça significava a punição com a morte. As dívidas pequeninas representavam cativeiro absoluto. Os vencidos eram atirados nos vales imundos. Arrastavam-se os delinquentes nos cárceres sem esperança. [...]

Para ler na íntegra clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/o-advogado-da-cruz-emmanuel-autor.html


IDE E FAZEI

(Carmen Cinira, autora espiritual)
Ide e fazei o bem, enquanto é dia!…

Bendita a mão que ara e que semeia

Enquanto a Terra canta e brilha, cheia

De beleza, de luz e de alegria. [...]

Para ler na íntegra clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/ide-e-fazei-carmen-cinira-autora.html

   

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo dia.

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

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*** POST referente ao Blog (para divulgar hoje)

 

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CÓDIGO PENAL DA VIDA FUTURA SEGUNDO O ESPIRITISMO

Este texto integra o capítulo VII da 1ª Parte do livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, que o leitor pode acessar clicando em https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TKP/Ci/CiP1C07.htm#Ci

Nele, o autor apresenta os princípios do Espiritismo sobre a justiça divina, detalhando como o ser humano enfrenta as consequências de seus atos após a morte. O autor esclarece que o sofrimento espiritual não é um castigo arbitrário, mas um resultado direto das imperfeições morais que o indivíduo não corrigiu durante a vida terrena.

O VÍDEO que exibimos neste post apresenta um resumo do que a fonte nos apresenta. O vídeo e o PODCAST pertinentes ao assunto foram produzidos com ajuda da IA.   

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo dia.

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

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[988-JornalMundoMaior] NA LUZ DO EVANGELHO.

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NA LUZ DO EVANGELHO.

Empobreçamo-nos de vaidade e orgulho, de ambição e egoísmo e, certamente, a verdade nos impelirá aos planos mais altos da vida.

 

Ilusões e exigências são adensamento de névoas em torno de nossa visão espiritual.

 

Jesus, no ensinamento evangélico, não exaltava os indigentes de educação ou de energia!

 

Salientava a triste condição das almas que amontoam, ao redor dos próprios passos, ouro e títulos convencionais no exclusivo propósito de dominação entre os homens, acabando emparedadas em pergaminhos dourados e cintilantes molduras, à maneira de cadáveres em mausoléus de alto preço.

 

É justo usar os patrimônios de inteligência e reconforto que o mundo nos oferece à solução dos nossos problemas evolutivos, mas é indispensável saber distribuir com espontâneo amor as facilidades que a Terra situa em nossas mãos a fim de que a fé não brilhe debalde em nossa rota.

 

O Senhor, em surgindo na manjedoura, estava pobre de bens materiais, mas sumamente rico de luz.

 

Mais tarde, no madeiro infamante, encontrava-se pobre de garantias humanas, mas infinitamente rico de Vida Eterna.

 

Empobreçamo-nos de exclusivismo e enriqueçamo-nos de serviço edificante! Nessa estrada de sintonia com o Alto, atingiremos, em breve tempo, os tesouros da Vida Eterna!.

No livro:- ALMA E LUZ. 

Emmanuel/Chico Xavier.

 

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[987-JornalMundoMaior] AMPARO MÚTUO.

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AMPARO MÚTUO.

Apesar da condição de viajor que te caracteriza no mundo, pensa, de quando em quando, em teu coração como sendo esta a estalagem de que outros viajores se valem para refazimento ou informação, socorro ou descanso.

 

Alija da entrada de tua casa íntima quaisquer calhaus que podem ferir os pés daqueles que te procuram, e acende aí a luz da compaixão com que sejas capaz de compreender e auxiliar a todos, conforme a necessidade de cada um.

 

Recorda os obstáculos que já venceste e não permitas que o abrigo de tua alma se converta em labirinto de sombras para os que te buscam.

 

Já sabes que a vida possui carga suficiente de realidade para esclarecer os que passam na carruagem da ilusão; assim, não lhes atires em rosto os enganos de que se enfeitam para o encontro com a verdade, e, em acolhendo aqueles que carregam defeitos à mostra, cobre-os com a bondade de teu olhar, sem referir-te às chagas que transitoriamente lhes desfiguram a vida.

 

Todos somos hóspedes uns dos outros, e, se hoje aparece quem te rogue atenção e zelo, proteção e simpatia, em vista das surpresas aflitivas da estrada, é possível que amanhã outras surpresas aflitivas da estrada esperem também por ti.

No Livro:- ALMA E CORAÇÃO.

Emmanuel/Chico Xavier.

 

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(Recebido em email de

[email protected]; em nome de; EUCLIDES LUIZ FÁVARO [[email protected]])

 

 

 Podcasts sobre Estudos Espíritas disponibilizados no Spotify.

Boa noite.

Criamos no Spotify uma playlist formada por Podcasts sobre temas espíritas.

Para acessar clique aqui:  https://open.spotify.com/show/033Oy9bbxAmqwb5aJsZQHO

Já postamos na playlist vários Podcasts. Em breve, e aos poucos, postaremos todos os outros que foram criados, em torno de 30.

Será ótimo se você visitar nossa playlist e melhor ainda se puder divulgá-la junto ao seu grupo de amigos e colegas espíritas.

Com a nossa gratidão, queira receber o nosso abraço.

 


Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

(Copiado em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

POST referente ao Blog (para divulgar hoje)

Estimada(o) amiga(o).

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O EXORCISMO AO LONGO DA HISTÓRIA E NA VISÃO ESPÍRITA

O termo exorcismo designa o ritual executado por uma pessoa devidamente autorizada para expulsar Espíritos malignos (ou demônios) de outra pessoa que se encontre num estado considerado de possessão demoníaca.

Como vemos, a prática parte do pressuposto de que  existem demônios e como tal precisam ser expulsos, diferentemente do que os fatos espíritas demonstraram, como é explicitado por Thiago Bernardes em artigo publicado na edição 16 da revista O Consolador, que o leitor pode ler clicando em -  https://www.oconsolador.com.br/16/especial.html

O VÍDEO que exibimos neste post apresenta um resumo do que a fonte nos apresenta. O vídeo e o PODCAST pertinentes ao assunto foram produzidos com ajuda da IA.

Saiba mais aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/o-exorcismo-ao-longo-da-historia-e-na.html 

  

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo dia.

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

Resultados Parciais – PNE 2026

Resultados Parciais – PNE 2026

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Para refletir, esclarecer e agir

Participação atual de 18 estados.

https://pesquisa.portalkardec.org.br/B43605E6

 


 

 

Ivan Franzolim

WhatsApp: 55 (11) 98156-0030

[email protected]

http://franzolim.blogspot.com.br/

 

 

(Recebido em email de Ivan Franzolim [[email protected]])

 

 

* POST referente ao Blog (para divulgar hoje)

 

 

 

Estimada(o) amiga(o).

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Leia no Blog Espiritismo Século XXI:

1 - SENTIMENTO DE LAR PARA O ESPÍRITO

(Cínthia Cortegoso)

Toda vez que nos sentimos enfraquecidos, impotentes, desfavorecidos, desanimados, desamparados, desprovidos, infelizes, sufocados, limitados, não é por sermos os escolhidos para sofrer; simplesmente nos sentimos assim porque nos afastamos da fonte única e verdadeira da vida: Deus. [...]

2 - O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA

(Irmão X, autor espiritual)

Existiu um rei, amigo da sabedoria, que, depois de grande trabalho para subjugar a natureza inferior, convidou um filósofo para socorrê-lo no aperfeiçoamento da palavra.

Conseguira indiscutível progresso na arte de sublimar-se. Fizera-se portador de primorosa cultura e, tanto no ministério público, quanto na vida privada, caracterizava-se por largos gestos de bondade e inteligência. [...]

Para ler na íntegra clique em https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/  

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo dia.

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

Lançamentos | A ciência da vida e do Espírito e Onde a dor vira luz

 

ACESSE AQUI:

https://www.oclarim.com.br/

 

 

 

 

 

* POST referente ao Blog (para divulgar hoje)

Estimada(o) amiga(o).

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NOSSOS FAMILIARES DESENCARNADOS PODEM, SIM, AUXILIAR-NOS

(Astolfo O. de Oliveira Filho)

Segundo aprendemos na Doutrina Espírita, nossos entes queridos que se encontram no plano espiritual podem, sim, auxiliar-nos, e o fazem de boa vontade. Naturalmente, esse auxílio depende de suas próprias condições evolutivas. [...]

Para ler o texto na íntegra clique em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/nossos-entes-queridos-que-se-encontram.html

  

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo dia.

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

 

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

Jornal AGENDA CRISTÃ - Rancharia (SP) - Julho/2026

 

 

 

(Recebido em email de Francisco Atilio Arcoleze [[email protected]])

 

 

Casa Editora O Clarim

Acesse abaixo:

 

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Radionovela "Desiguais" já está no ar. Ouça agora!

 

Acesse aqui:

https://marketing.feal.org.br/email/view/6a4e8ebddb2ae649669337

 

 

 

 

(Informação de Fundação Espírita André Luiz [[email protected]])

 

 

Correio Espírita - Jornal de julho de 2026

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Jornal Correio Espírita de jujho de 2026

 

Olá

 

Destaques:

- Perispírito: a engenharia da vida;

- Saúde mental e espiritualidade;

- O que somos;

- Guerras, genocídios e conflitos sociais;

- Espiritismo: obra de Jesus.

Tudo isso e muito mais no Correio Espírita.

www.correioespirita.org.br

Assinaturas on-line, leia pelo site por apenas R$ 30,00 anuais.

 

Assine via pix: 07293460000102 (Entre emcontato conosco)

 

 

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(Recebido de Correio Espírita [[email protected]])

 

 

Today: Kardec Radio's 15th Anniversary - Special Program

Hoje: 15º Aniversário da Rádio Kardec - Programa Especial

 

 

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Kardec Radio | 14101 Willard Rd Suite A | Chantilly, VA 20151 US

 

Constant Contact

 

 

 

 

 

(Recebido emeil de Kardec Radio [[email protected]]

 

 

APES : Programme d'activités spirites JUILLET 2026

APES: Programa de Atividades Espíritas - JULHO DE 2026

Chère Madame, Cher Monsieur,

Le Centre Spirite APES, est une partie intégrante et statutaire de l'Association Parisienne d'Etudes Spirites - APES, se situant dans les orientations d'Allan Kardec inscrites dans ses œuvres, et qui forment le "corpus" de la Doctrine Spirite, a pour mission, d'une part étudier et diffuser ces orientations, et d'autre part, mettre en pratique cette étude pour apporter de l'Assistance Spirituelle à tous ceux qui la demandent par l'accueil fraternelle, la prière, la passe spirite, la fluidification d'eau, réunions d'études spirites, les séances médiumniques, etc ...

Ces pratiques spirites sont réalisées sous l'orientation de l'Esprit guide du Centre Spirite APES et selon l'éthique spirite : de l'écoute, de la bonne volonté, de la gratuité, sans aucun jugement, avec amour et respect de l'autre.

Fidèles à notre engagement d’approfondir ensemble de ces enseignements du Spiritisme dans un esprit sérieux, de réflexion et de fraternité, nous avons le plaisir de vous inviter aux Réunions Publiques d'Etude et d'Assistance Spirituelle (RPEAS).

Ces réunions se réalisent en distanciel, via plateforme ZOOM WORKPLACE, une fois par semaine en alternance :

·  une semaine le samedi après-midi de 15h à 17h,

·  la semaine suivante le vendredi soir de 20h à 22h,

·  ainsi de suite...

Veuillez trouver le programme de nos activités spirites de JUILLET 2026 en pièce jointe et sur http://www.apes-asso.fr


Pour assister à nos Réunions Publiques d'Etudes et d'Assistance Spirituelle (RPEAS) merci de prendre connaissance des modalités de participation ci-jointe.

Nous espérons que cette organisation, en distanciel, permettra à chacun de continuer à s’instruire, à échanger et à progresser dans la compréhension les principes, les concepts et l'éthique spirite, dans un climat de respect et d’élévation morale.

Nous vous remercions pour votre fidélité et votre soutien, et nous nous réjouissons de vous retrouver prochainement lors de ces prochaines réunions hebdomadaires d’étude spirite.

 

Fraternellement,

 

Anita BECQUEREL

Présidente de l'APES

Fraternellement,

 

 

A.P.E.S. - Association Parisienne d'Etudes Spirites - Association loi 1901

Spiritisme : Construire aujourd'hui l'Homme de demain

> Réunions publiques hebdomadaires en distanciel (accès libre et gratuit) : un vendredi ou un samedi sur deux, alternativement (sauf jours fériés)

> Plus d'informations sur notre site internet http://www.apes-asso.fr ou par téléphone 07 82 09 71 58 ou par mail [email protected]

 

ABAIXO EM PORTUGUÊS COPIADO DO GOOGLE

 

Prezada Senhora, Prezado Senhor,

 

O Centro Espírita APES é parte integrante e estatutária da Associação Parisiense de Estudos Espíritas (APES). Fundamentado nos ensinamentos de Allan Kardec, expressos em suas obras, que constituem o núcleo da doutrina espírita, sua missão é dupla: em primeiro lugar, estudar e disseminar esses ensinamentos e, em segundo lugar, colocar esse estudo em prática, oferecendo assistência espiritual a todos que a solicitam, por meio de um ambiente acolhedor, oração, orientação espírita, purificação da água, encontros de estudo espírita, sessões de mediunidade e muito mais.

 

Essas práticas espíritas são realizadas sob a orientação do Espírito do Centro Espírita APES e de acordo com a ética espírita: escuta, benevolência, generosidade, ausência de julgamento e amor e respeito ao próximo.

 

Fiéis ao nosso compromisso de explorar juntos os ensinamentos do Espiritismo em um espírito de seriedade, reflexão e comunhão, temos o prazer de convidá-los para nossos Encontros Públicos de Estudo e Assistência Espiritual (RPEAS).

 

Estas reuniões são realizadas online, através da plataforma ZOOM WORKPLACE, uma vez por semana, em horários alternados:

• uma semana aos sábados à tarde, das 15h às 17h,

• na semana seguinte às sextas-feiras à noite, das 20h às 22h,

• e assim por diante...

Encontre em anexo a programação das nossas atividades espíritas para JULHO de 2026 e acesse http://www.apes-asso.fr

 

Para participar das nossas Reuniões Públicas de Estudo e Assistência Espiritual (RPEAS), consulte as diretrizes de participação em anexo.

 

Esperamos que este formato online permita a todos continuar aprendendo, trocando ideias e aprofundando sua compreensão dos princípios, conceitos e ética espírita, em uma atmosfera de respeito e elevação moral.

 

Agradecemos o seu apoio contínuo e esperamos vê-lo(a) em breve em nossas próximas reuniões semanais de estudo espírita.

 

Fraternalmente,

 

Anita Becquerel

Presidente da APES

Fraternalmente,

 

A.P.E.S. - Associação Parisiense de Estudos Espíritas - Organização sem fins lucrativos (sob a lei francesa de 1901)

Espiritismo: Construindo o Humano do Amanhã Hoje

> Encontros públicos online semanais (acesso livre e gratuito): em sextas-feiras ou sábados alternados (exceto feriados)

> Mais informações em nosso site http://www.apes-asso.fr ou pelo telefone +33 7 82 09 71 58 ou pelo e-mail [email protected]

 

 

 

 

(Recebido em email de Association Parisienne d'Etudes Spirites [[email protected]])

 

 

POST referente ao novo lançamento da EVOC (para divulgar hoje)

 

 

Estimada(o) amiga(o).

Eis o POST (com ilustração) relativo ao novo lançamento da EVOC, a editora da revista O CONSOLADOR, que  lhe  peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:

 

 

Foi publicado nesta semana o novo lançamento de nossa editoraa EVOC – Editora Virtual O Consolador: o e-book Quando o jogo deixa de ser jogo, de Felipe Cicotti Gallesco, do website Juventude Espírita.

Na obra, o autor examina o crescimento das apostas esportivas e seus impactos, especialmente entre os jovens. Como ocorre com todas as publicações da EVOC, o download é livre e gratuito.

Para baixá-lo, clique em: https://www.oconsolador.com.br/editora/evoc.htm

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo dia.

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

                                                   

 

Programação Instituição Beneficente Nosso Lar julho 2026

Yahoo Mail: Pesquise, organize e aumente sua produtividade

 

 

Olá, amigos! Olá, caro Ismael!  Agradeço mais uma vez sua gentileza em divulgar alguns dos trabalhos da IBNL.

Em anexo segue a programação do DECE - Departamento de Cultura Espírita do Nosso Lar para o mês de julho de 2026.

Que seja um mês de paz, aprendizado e bons encontros para todos nós.

Abraço fraterno,
Clodoaldo de Lima Leite Presidente Voluntário 


".... Hoje é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte. Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia."

“Cartas do Coração” – Meimei por Francisco Cândido Xavier

 

 

 

 

 

 

 

(Recebido em email de Clodoaldo Leite [[email protected]])

 

 

Jornal Momento Espírita  julho 26.  Centro Espírita Amor e Caridade. Bauru, SP. Acesse abaixo:

 

 

 

ACESSAR AQUI:

https://ceac.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Jornal-Momento-Esp-julh-26-final.pdf

 

 

 

(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

GEPAR. Informes GEPAR Julho 2026

Piratininga, Niterói

 

ACESSE AQUI:

https://www.gepar.org.br/post/informes-julho-2026?utm_campaign=aaad4440-ebce-4e82-9b5b-22bc687bf087&utm_source=so&utm_medium=mail&cid=97238337-5521-4257-a902-bdb74c6f5aaf

 

 

 

Casa Editora O Clarim

Acesse abaixo:

 

CLIQUE AQUI:

https://www.oclarim.com.br/?gad_source=1&gad_campaignid=22186496295&gbraid=0AAAAADo4GGSocaIaIjmMt6-cQpjkKmEqU&gclid=CjwKCAjw3ejRBhAdEiwADkqPnzGJJQAsPYrUhXGErzowRlHJVnfkrgI3b-Dxa_2aqWuh3MudJv5hahoCtUUQAvD_BwE

 

   

 

Jornada da AME-SP debate o papel da espiritualidade

na medicina contemporânea

Interface gráfica do usuário, Aplicativo, Site

Descrição gerada automaticamente

 

Da evidência à prática: jornada da AME-SP debate o papel da espiritualidade na medicina contemporânea

 

Evento acontece em setembro, na nova sede da AME-Brasil, na capital paulista, e reunirá profissionais da Saúde, pesquisadores e estudantes para discutir experiências espirituais, neurociência, saúde mental e cuidado integral

 

São Paulo, 10 de junho de 2026 – A nova sede da AME Brasilserá palco, em 19 e 20 de setembro, da 14ª Jornada da AME-SP, evento que deve reunir médicos, psicólogos, enfermeiros e profissionais da Saúde para discutir o papel da espiritualidade na prática clínica contemporânea. No mesmo espaço e em conjunto ao evento acontece o 14º CondAME(Congresso Nacional do Departamento Acadêmico da AME-Brasil). Com o tema “A Dimensão Espiritual da Medicina – da Evidência à Prática”, ambos os encontrosserão uma preparação para o próximo Mednesp 2027, que acontece no ano que vem, no feriado do Corpus Christi, em Recife (PE), com promoção da AME-Brasil.

Com 200 vagas para a Jornada e 100 para o CondAME – Congresso Nacional do Departamento Acadêmico da AME-Brasil –, o evento acontece na rua Valdemar Ferreira, 162, no Butantã, em São Paulo (SP), reforçando a nova sede da entidade como espaço permanente de formação, debate e produção de conhecimento na interface entre saúde, ciência e espiritualidade.

“A proposta é discutir como a dimensão espiritual vem sendo incorporada, de forma cada vez mais consistente, às reflexões sobre cuidado, saúde mental, humanização da assistência e qualidade de vida de pacientes e profissionais da Saúde”, informa o psiquiatra Marcus Ribeiro, presidente da AME-SP. Ao longo de dois dias, a programação reunirá diferentes especialidades e abordagens para discutir desde evidências científicas até aplicações práticas no cotidiano clínico.

Entre os temas em debate estão experiências espirituais não ordinárias, experiências de quase-morte, comunicação após a morte, memórias de vidas passadas, práticas de cuidado em instituições espíritas, florescimento humano, neurociência, gratidão, crescimento pós-traumático e o impacto emocional sobre profissionais da Saúde.

A programação também dedica espaço ao debate sobre o cuidado de quem cuida — um dos temas mais urgentes no cenário contemporâneo da saúde. Questões como fadiga por compaixão, isolamento emocional, impotência diante do sofrimento e saúde espiritual dos profissionais serão abordadas sob diferentes perspectivas, incluindo Medicina, Psicologia e espiritualidade.

Realizada simultaneamente ao CondAME, a Jornada também busca fortalecer o movimento médico-espírita entre estudantes e jovens profissionais, ampliando a integração entre formação acadêmica, pesquisa e prática assistencial.

No sábado (19), os painéis abordarão a integração da espiritualidade nas diferentes áreas da Saúde, experiências de cuidado desenvolvidas em instituições espíritas e os impactos clínicos das chamadas experiências espirituais não ordinárias. Já no domingo (20), o foco estará no cultivo da saúde espiritual de profissionais da Saúde e nas contribuições das virtudes humanas — como esperança, amorosidade e gratidão — para o bem-estar físico e emocional.

As inscrições para a 14ª Jornada da AME-SP e para o 14º CondAME já estã abertas. A programação completa pode ser consultada no site oficial do evento.

São apoiadores do evento a Federação Espírita do Estado de São Paulo (Feesp), o Grupo Espírita Batuíra (GEB), Grupo Espírita CairbarSchutel, Instituto Espírita de Educação e a Fraternidade sem Fronteiras.

Serviço

14ª Jornada da AME-SP + 14º CondAME

Tema: A Dimensão Espiritual da Medicina – da Evidência à Prática

Data: 19 e 20 de setembro de 2026

Endereço: Nova sede da AME Brasil, à rua Valdemar Ferreira, 162 – Butantã – São Paulo (SP)

Programação e inscriçõesaqui

 

Proposta da AME

A AME traz uma outra face da Medicina e propõe uma saúde baseada nos valores da alma, calcados no conhecimento da Doutrina dos Espíritos (Espiritismo), uma verdadeira revolução iniciada no século XIX pelo advento de O Livro dos Espíritos e continuada mais recentemente nas obras de André Luiz (psicografia de Chico Xavier). Esses trabalhos trouxeram para a Medicina, Psicologia e outras disciplinas da Saúde um conhecimento que desvenda um lado ainda desconhecido da etiopatogenia das doenças e a dimensão espiritual do ser humano.

 

Mais informações:

Connectare Comunicação

Cláudia Santos – [email protected] – (11) 97663-4001

 

(Recebido em email de Cláudia Santos [[email protected]])

 

 

Solicitud de divulgação espírita

Recebido em email de Ruben de los Santos do Uruguai

 

 

 

 

 

 

 

 

(Recebido de email de solicitud de divulgação espírita)

 

 

 

Edição 127 da Folha Espírita Francisco Caixeta

Março/Abril-2026. Araxá, MG

 

CLICAR AQUI:

http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol127.pdf

 

 

(Recebido em email de Folha Espírita Francisco Caixeta [[email protected]])

 

 

Site da Federação Espírita Brasileira

Brasília, DF

 

Clique aqui:
https://www.febnet.org.br/portal/

 

 

PALESTRA PÚBLICA NA FEB/ SEMANA 26 DE JULHO A 1º. DE AGOSTO

CLIQUE AQUI:

https://www.febnet.org.br/portal/2026/07/24/palestra-publica-na-feb-semana-26-de-julho-a-1o-de-agosto/

 

 

 

FEP- Federação Espírita do Paraná

Curitiba

 

Clique aqui:
http://www.feparana.com.br/

 

 

 

 

FERGS. Federação Espírita do Rio Grande do Sul

Porto Alegre

 

CLICAR AQUI:

https://www.facebook.com/federacaoespiritars/?locale=pt_BR

 

 



 

 

FEC. Federação Espírita Catarinense

Florianópolis

 

CLIQUE AQUI:

https://www.facebook.com/fec.federacaoespiritacatarinense/?locale=pt_BR

 

 

 

 

 

 

 

Abrigo Ismael

Araçatuba, SP

Quer ajudar o Abrigo e não sabe como?

Doando sua nota fiscal paulista, você estará ajudando nossas vovós. Faça a doação on line de seu cupom fiscal para o Abrigo Ismael! É fácil, rápido, você ajuda a entidade e ainda tem 2,5 vezes mais chances de ser sorteado!

 

(Copiado de https://web.facebook.com/abrigoismael/?locale=pt_BR&_rdc=1&_rdr)

 

 

 

Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti –

O Pensamento” - Vol 1

 

Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti - O Pensamento” - Vol.1

Organizado por Álvaro Pinto de Arruda. 

https://www.editoraceac.com.br/loja/produto/o-pensamento

WhatsApp- Editora

14 99164-6875

 

 

 

(Recebido em email de Tânia Simonetti [[email protected]])

 

 

UMA NOTÍCIA QUE TODOS GOSTARÃO DE LER

Amigos e amigas d' O Consolador,

Recebemos hoje, às 8h30, e-mail do nosso amigo Ivan Franzolim, de São Paulo-SP, expresso nestes termos:

 

Parabéns Astolfo e a equipe de O Consolador!

Vocês ganharam credibilidade pela seriedade do trabalho que fazem.

Vejo que o ChatGPT e outras IAs sempre consultam o site O Consolador nas questões sobre Espiritismo. 

Ótimo trabalho!

 

Ivan Franzolim

WhatsApp: 55 (11) 98156-0030

[email protected]

http://franzolim.blogspot.com.br/

 

 

Imensamente felizes pelo reconhecimento do nosso trabalho, compartilhamos com todos vocês a nossa satisfação e a imensa gratidão pela colaboração recebida de todos vocês.

Forte abraço e uma ótima semana.

 

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

 

 

ACESSE SE E QUANDO QUISER:  

1. Blog Espiritismo Século XXI – http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br/

2. Revista O Consolador - https://www.oconsolador.com.br/  

3. EVOC Editora - http://www.oconsolador.com.br/editora/evoc.htm  

4. Jornal O IMORTAL - http://www.jornaloimortal.com.br/Home

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

POSTs para publicar hoje (peço que

desconsidere o e-mail anterior)

Estimada(o) amiga(o).

Eis os POSTs (com ilustração) que  lhe  peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:

 


Eis a leitura que indicamos para hoje:

A ARTE DE OUVIR (Sem julgamento)

(Cínthia Cortegoso)

Há tanta pressa para viver nestes dias, e tanta falta de direção que se presencia em cada dia, com o pretexto de correria, que o ato de ouvir(se), em muitos casos, já está fora de cogitação. Não há mais tempo nem vontade para ouvir. [...]

Acesse clicando em: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/07/a-arte-de-ouvir-sem-julgamento-cinthia.html

SÍNTESE

(Hugo Alvarenga Novaes)

No especial desta semana da revista O CONSOLADOR, Hugo Alvarenga Novaes tece considerações sobre a extraordinária capacidade de síntese demonstrada por Jesus em seus ensinamentos.

Acesse clicando emhttps://www.oconsolador.com.br/ano20/983/especial.html

   

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo dia.

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

Grupo de Estudos Espíritas Chico Xavier

Boletim semanal – Ano XII.4a semana de Julho de 2026

GEECX_LogoOriginal.png

 

GEECX_LogoOriginal.png

Grupo de Estudos Espíritas Chico Xavier

Boletim semanal – Ano XII

4a semana de Julho de 2026

 

Atualidade da Revista Espírita de Kardec; O respeito aos pais e piedade filial; Palestra sobre o mundo espiritual e autógrafos em Campinas; Livros do espírito Benedita Fernandes – como conseguir; Condições para a prática mediúnica espírita; Revista francesa noticia Encontro Espírita Europeu; Entendamos servindo

 

Artigo:

- Atualidade da Revista Espírita de Kardec:

https://grupochicoxavier.com.br/atualidade-da-revista-espirita-de-kardec/

 

Estudo do Evangelho:

- O respeito aos pais e piedade filial:

https://grupochicoxavier.com.br/o-respeito-aos-pais-e-piedade-filial/

 

Notícias:

- Palestra sobre o mundo espiritual e autógrafos em Campinas:

https://grupochicoxavier.com.br/palestra-sobre-o-mundo-espiritual-e-autografos-em-evento-em-campinas/

 

- Livros do espírito Benedita Fernandes – como conseguir:

https://grupochicoxavier.com.br/livros-do-espirito-benedita-fernandes-como-conseguir/

 

Vídeos:

- Condições para a prática mediúnica espírita:

https://grupochicoxavier.com.br/condicoes-para-a-pratica-mediunica-espirita/

 

Bibliografia:

- Revista francesa noticia Encontro Espírita Europeu:

https://grupochicoxavier.com.br/revista-francesa-noticia-encontro-espirita-europeu/

 

Mensagens:

- Entendamos servindo:

https://grupochicoxavier.com.br/entendamos-servindo/

 

o0o

 

Raras criaturas fazem por merecer de Jesus o poder celeste de obedecer, ensinando, de amar, construindo para o bem, de esperar, trabalhando, de ajudar desinteressadamente” – Emmanuel.

 

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 173. FEB)

 

o0o

Com fraternal abraço,

Equipe GEECX

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e de GEECX)

 

 

O Consolador. Revista Semanal de Divulgação Espírita.

 Londrina, PR. Leia abaixo:

 

 

ACESSE AQUI:

https://www.oconsolador.com.br/ano20/984/principal.html

 

 

 

Estimada(o) amiga(o).

Eis o POST (com ilustrações) relativo à revista O CONSOLADOR, que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:

Já está no ar a nova edição da revista O CONSOLADOR.

Além de inúmeros artigos e matérias de grande interesse, esta edição traz os seguintes destaques:

🔹 Entrevista com o engenheiro Iberê Rodrigues Fernandes, paulista de Bebedouro (SP), onde reside.

🔹 Especial de Ricardo Baesso de Oliveira, de Juiz de Fora (MG), sobre o tema sexualidade.

🔹 Matéria especial de Rita Cirne sobre a vida e a obra da conhecida médium Zibia Gasparetto.

Leia a edição completa acessando:
https://www.oconsolador.com.br/ano20/984/principal.html

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e ótima semana.


Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

 

 

MODINHA PARA GABRIELA


Sidney Fernandes

Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim e serei sempre assim...

O verso composto pelo compositor baiano Dorival Caymmi tornou-se uma das frases mais repetidas da cultura brasileira. A personagem de Jorge Amado revela uma mulher liberal, espontânea, que não se submete às convenções sociais. Na vida real, porém, a expressão poética adquiriu conotação de acomodação, muitas vezes adotada por pessoas que resistem às mudanças.

Temos a mania de dizer: “sou assim, que me aceitem dessa forma”. Tal raciocínio contraria frontalmente a finalidade da vida, concedida por Deus para exercitarmos nossas potencialidades rumo à melhoria e ao progresso, superando más tendências.

Assumir a “Síndrome de Gabriela” é desistir da reforma íntima. Colocamo-nos numa vulnerabilidade que atrai doenças, desequilíbrio e depressão — e até o chamado “mau olhado”, aqui entendido metaforicamente como aproximação de almas doentes e mal-intencionadas, por sintonia com entidades inferiores.

Nenhuma criatura pode afirmar legitimamente: “vou ser sempre assim”. A vida estabelece, como princípio fundamental, a perfectibilidade do Espírito. Fomos criados simples e ignorantes, destinados à evolução contínua. Portanto, ninguém pode arvorar-se imutável. O aperfeiçoamento pode estacionar por acomodação ou indolência, mas, cedo ou tarde, a espiritualidade adotará providências para nos retirar do imobilismo evolutivo.

Há quem imagine que poderá permanecer indefinidamente nessa condição, apenas observando a vida passar, adiando decisões e responsabilidades, como se o tempo, por si só, resolvesse nossas limitações. Entretanto, a própria dinâmica da existência demonstra que a estagnação jamais é definitiva. Em algum momento, surgem circunstâncias que nos convocam novamente ao aprendizado, oferecendo — ou impondo — experiências capazes de romper a inércia e nos recolocar no caminho do crescimento.

Não devemos nos render às tendências negativas. Elas não determinam nossa vida, a não ser que concordemos. O preço que nos será cobrado, nesta ou em outras vidas — inclusive na vida espiritual — pelo acomodamento, já deveria servir de alerta suficiente para a mudança de comportamento.

Continuemos a admirar a ingenuidade e espontaneidade de Gabriela, sem abandonar o esforço constante de autorrenovação e superação dos condicionamentos negativos que trazemos do passado.

Ao chegarmos à vida verdadeira, concluiremos que valeu a pena o “sacrifício” de abrir mão das tendências inferiores para dar os primeiros passos rumo ao engrandecimento do espírito.

 

 

(Recebido em email de Sidney Fernandes 4.8 [[email protected]])

 

 

Vicente de Paula Martins
(19/10/1903 – 23/07/1997)

 

Biografia elaborada por: Vera Regina Martins da Cruz

Vicente de Paula Martins nasceu em 19 de outubro de 1903, em Ponte Nova, MG. Era filho de Augusto José Martins, ourives, e de D. Maria Josina Martins, do lar, falecida quando os vários filhos eram pequenos. Augusto casa-se novamente com D. Cristalina C. Martins, a mãe que Vicente ­conheceu.

O menino Vicente ajudava os pais vendendo verduras e doces que a madrasta fazia. Cursou o primário e, na adolescência, saiu de casa para trabalhar na cidade do Rio de Janeiro.

Na então capital da República, ingressa no serviço militar, onde foi reservista naval e começa a trabalhar como vendedor de tecidos, atividade em que saía conduzindo tropas de animais.

Mais tarde, muda-se para São Paulo, onde passa a vender produtos laticínios.

Tinha um irmão casado residente em Agudos, SP, que o convidou para trabalhar naquela região. Vicente aceita o convite e inicia trabalho em uma companhia algodoeira.

O irmão muda-se para Jaú, e Vicente permanece em Agudos, onde veio a conhecer sua futura esposa, Maria de Lourdes Almeida, professora, nascida em 2 de novembro de 1915, em Agudos. Era filha de pais humildes: Audálio Soares de Almeida, ferreiro, e D. Antônia Ferreira de Almeida, do lar.

Vicente casa-se na residência da cunhada, em 19 de janeiro de 1935, ganhando de presente uma viagem de lua-de-mel a São Paulo. Da união de Vicente com Maria de Lourdes nascem duas filhas: Hedda Maria e Vera Regina.

Vai para a cidade de Guararapes, SP, no início de 1941, onde trabalha nas companhias algodoeiras Sanbra e Macfadem.

Ali conheceu o Espiritismo e, por volta de 1949, ingressa definitivamente nas fileiras da doutrina codificada por Allan Kardec e a ela se dedica pelo resto da existência.

Homem sério e honesto, militou na política, mas sempre com atenção voltada à família, aos amigos e às pessoas necessitadas.

Foi Juiz de Paz e Casamentos, durante dezoito anos.

Desligou-se da algodoeira quando aceitou o convite para assumir o cargo de Diretor da Secretaria da Câmara Municipal de Guararapes, nomeado em 11 de junho de 1948 e onde se aposentou em 16 de novembro de 1968.

Vicente se lançou decisivamente com outros companheiros às campanhas visando à construção da nova sede do Centro Espírita “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes”, onde foi eleito primeiro tesoureiro, por ­unanimidade, em 7 de dezembro de 1954. Esse cargo, ele ocupou por trinta anos, ­redigindo as atas das reuniões mensais e extraordinárias, onde pôde colocar em prática toda a sua experiência em redação.

O novo prédio do Centro foi inaugurado no dia 23 de outubro de 1955. Em 3 de julho de 1956, Vicente foi indicado para o cargo de diretor-presidente do Orfanato, todavia, justificou a impossibilidade de assumir aquele encargo em face do acúmulo de tarefas que já amealhava na entidade.

Sua esposa, companheira de todas horas, trabalhou firmemente em prol da assistência aos menos favorecidos sendo, mais tarde, nomeada diretora interna do Lar e Orfanato “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes”.

Vicente e seus irmãos espíritas muito se empenharam na reforma do Albergue Noturno. Conseguiu vários donativos através do Deputado Romeu de Campos Vergal, destinados tanto à reforma do Albergue como ao sustento do Orfanato e Lar “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes”. Obteve outras verbas através do Clube dos Treze, vários órgãos do governo e, também, dos simpatizantes não-espíritas.

No campo doutrinário, o empenho não foi menor. Sempre buscaram trazer a Guararapes vultos espíritas que pudessem tratar de temas novos e dinamizar o movimento espírita da cidade. Assim, dentre muitos outros, destacamos o poeta José Soares Cardoso e o famoso orador Divaldo Pereira Franco.

Em 1968, Vicente e o confrade Aurélio Bastos, já desencarnado, fundaram a Casa da Sopa. Vicente trabalhou junto à Mocidade Espírita e na divulgação da Doutrina através das reuniões de estudos teóricos.

Após trinta anos de dedicação aos trabalhos espíritas, já idoso e cansado, passou o cargo de primeiro tesoureiro e secretário ao irmão Omar Miquinioty.

Vicente de Paula Martins desencarnou em Guararapes no dia 23 de julho de 1997, após ter experimentado a solidão da viuvez pelo período de sete anos, já que a esposa querida, Maria de Lourdes Almeida Martins o antecedera na viagem à Pátria Espiritual, ocorrida em 9 de junho de 1990.

Aos maravilhosos pais, Vicente de Paula Martins e Maria de Lourdes Almeida Martins, suas filhas agradecem a estrutura de vida que lhes proporcionaram pela educação firme à luz dos ditames da doutrina espírita.

Temos absoluta certeza que ambos se constituíram em verdadeiras almas gêmeas que, por certo, vivem no mesmo plano espiritual de trabalho e sentem-se felizes pelas suas filhas que buscam, de todas as maneiras, prosseguirem na lida que aprenderam com os pais queridos – a de servirem na Seara de Jesus.

A dor da separação é difícil, todavia, consola-nos a certeza de que ­continuamos a ser por eles amparadas espiritualmente. Mencionar suas virtudes é, para nós, uma honra e, como preito de gratidão, o pedido a Jesus, nosso Mestre Excelso, para que, em seu aprisco, eles possam crescer cada vez mais em virtude e sabedoria.

 

 

(Copiado de https://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultos/vicente_de_paula.htm )

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Vicente de Paula Martins

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 1.

agudos-cp9471

Foto da estação ferroviária de Agudos em 1947. Autor desconhecido.

Imagem copiada de http://www.estacoesferroviarias.com.br/a/agudos-cp.htm

 

Vicente de Paula Martins residiu na cidade de Agudos onde

se casou no ano de 1935

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Vicente, o segundo da direita para a esquerda, com Divaldo Pereira Franco, o quarto no mesmo sentido,

junto a outros companheiros espíritas.  Copiado do livro Obra de Vultos, volume 1.

http://www.noticiasespiritas.com.br/2021/MAIO/12-05-2021_arquivos/image041.jpg

Aurélio Junqueira Bastos

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 2.

 

 

No ano de 1968 Aurélio Bastos e Vicente de Paula Martins

fundaram a Casa da Sopa em Guararapes.

 

 

HOMENAGEM

 

 

Francisco Graton
(29/3/1906 – 24/7/1988)

 

 

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Francisco Graton

Copiado do livro Obra de Vultos, volume 1.

 

 

Biografia elaborada por: Alaor Gratão  e  Celso Souto

Francisco Graton nasceu em Ribeirão Preto, em 29 de março de 1906.

Muito jovem ainda, com os pais Giacomo e Anna Daneluti, veio para Araçatuba, embalado pelo sonho do plantio de café, naqueles anos trinta conhecido como o “ouro verde”.

Com igual propósito, aportou ali outra família, de que conheceu Carolina Rosseto, com quem Francisco se casaria pouco tempo depois. Foram residir na Fazenda Jangada, no vizinho município de Guararapes.

A luta pelo cultivo da terra registrou a verdadeira saga desses filhos de imigrantes italianos.

Com cinco anos de casados, nasceu o primogênito de Francisco e Carolina, que recebeu o nome de Dionisio.

Foi esse menino, já desencarnado, quem presenciaria as cenas dolorosas de jagunços que pressionavam de todas as maneiras para que sua família abandonasse aquelas terras.

E tantas foram as investidas, que acabaram se mudando para Araçatuba, fixando residência nas proximidades do Largo São Joaquim. Ali, aproveitando as férteis terras brejosas, começaram a plantar hortaliças e legumes, produtos que lhes garantiriam a sobrevivência.

Em Araçatuba, nascem os outros filhos do casal: Moacir, Alaor e Célio, este último já desencarnado.

Francisco Graton adquiriu uma carroça, tendo obtido da Rede Ferroviária Federal o que pode se chamar “primeiro serviço terceirizado” ocorrido em Araçatuba, graças a um contrato que lhe permitia o transporte diário de lenha, utilizada nas caldeiras das bombas a vapor, que, dentre outras tarefas, alimentavam as caixas d’ água elevadas existentes no pátio da ferrovia. Duas destas caixas, excelentemente preservadas, ainda podem ser vistas na Avenida dos Araçás.

Exerceu também a função de carroceiro de praça, no famoso ponto da Rua Rangel Pestana.

O ENCONTRO COM A DOUTRINA

Nos idos de 1938, viu-se envolvido por estranhas manifestações, sendo aconselhado a buscar ajuda em um Centro Espírita. Quem assim relata é Maria Luzia da Silva, a Dona Nenê, hoje a mais antiga freqüentadora da União Espírita Paz e Caridade (Abrigo Ismael).

Na ocasião, Nenê já freqüentava o Abrigo, quando apareceu Francisco Graton, em companhia de Rita Lopes, para participar das sessões espíritas dirigidas por Júlio Monteagudo Pinheiro, então presidente da casa.

Segundo Nenê, rapidamente emergiu a tarefa mediúnica de Francisco Graton. A psicofonia consciente, bem definida, permitiu-lhe, desde logo, integrar a equipe de médiuns que ali trabalhava.

Simultaneamente, despontou-lhe o interesse pelo trabalho voluntário, em que, como dedicado serviçal, assumiu tarefas humildes: limpeza do salão e organização dos livros da biblioteca. Embora tivesse pouca instrução escolar, o interesse pelos livros rendeu-lhe o cargo de bibliotecário por muitos anos.

O tempo passava, novas diretorias surgiam, e lá estava Francisco Graton, sempre firme e espargindo alegria em seu posto.

Cada vez mais consciente de suas tarefas, buscava voluntariamente expandi-las, através do atendimento carinhoso aos inúmeros necessitados que o buscavam ou eram conduzidos até sua casa.

Por volta de 1952, com estrutura melhor definida, o Abrigo Ismael ampliou seu atendimento aos necessitados, realizando trabalho de assistência às famílias, fornecendo gêneros alimentícios básicos, roupas, calçados e material escolar.

Nessa época, Francisco Graton já havia deixado a profissão de carroceiro, para tornar-se charreteiro de praça, uma atividade que fez casar perfeitamente com aquelas outras tantas que desenvolvia no Abrigo Ismael.

Nas suas corridas de charrete, comunicativo como era, incentivava os fregueses a tornarem-se colaboradores da Instituição, o que lhe possibilitava, quase diariamente, descarregar do veículo os excelentes resultados da sua companha permanente, representados por expressivas doações materiais. E isso sem nada comprometer as demais atividades assumidas no Abrigo que tanto amava.

Com a chegada dos anos 60, mobilizou-se ampla reestruturação nas atividades existentes. E o crescimento exigiu a incorporação de novos trabalhadores, como Joaquim Castilho, Brasil Nogueira, Lauro Bittencourt e Francisco Martins Filho.

Todavia, nada mudava para Francisco Graton, que se somou aos novos companheiros para ampliar ainda mais sua participação, o que ocorreu com o engajamento do irmão José Carlos Carvalho, um médium clarividente que o acompanharia em nova atividade assistencial promovida pela Instituição.

Com efeito, a nova diretoria de então resolveu criar, no Abrigo Ismael, uma farmácia para oferecer aos carentes e necessitados amostras grátis de medicamentos prescritos pelos médicos.

Francisco Graton e José Carlos formaram uma dupla perfeita para percorrer os consultórios médicos. E já não mais precisavam da charrete do Graton, porque José Carlos possuía um carro, o que facilitava enormemente a lida dos dois trabalhadores.

Munidos de sacolas, iniciavam a peregrinação distribuindo-as nos consultórios e marcando datas para retorno. A farmácia jamais ficou desabastecida e, assim, a medicação arrecadada era suficiente tanto para atender as irmãs idosas internadas no Abrigo Ismael como para serem distribuídas aos demais necessitados que batiam às portas da farmácia.

Toda essa faina em prol da assistência aos necessitados jamais afastou o Sr. Graton da tarefa mediúnica na qual sempre se portou com firmeza e responsabilidade. Por esse tempo, o seu filho Célio foi levado a freqüentar sessões mediúnicas, onde, pela intervenção espiritual, curou-se de forte estado amnésico de que era portador.

No decorrer dos anos 80, juntamente com os filhos, levava uma vida material bastante tranqüila na indústria de móveis que possuíam, o que lhe possibilitava direcionar maiores recursos ao Abrigo, que, à época, empreendia grande reforma nas suas instalações.

E foi assim, através de Francisco Graton, que o Abrigo reequipou sua nova cozinha e mobiliou todo o refeitório e parte dos salões sociais.

Os companheiros mais novos de casa ainda puderam conhecer a tenacidade e dedicação do “velho” Graton. Uma de suas pitorescas tiradas foi dita em tom de brincadeira à companheira de ideal Izaura Miranda Pedro: “Olha! Quem partir primeiro terá de recepcionar o que chegar depois!”

Graton partiu primeiro; Izaura, pouco depois.

Sua desencarnação ocorreu em 24 de julho de 1988, após breve período acamado com alterações bronco-respiratórias. E a tarefa que executava foi igualmente interrompida, uma vez que o ânimo do companheiro José Carlos arrefeceu-se com a partida do companheiro querido.

Hoje, do plano Espiritual, são chegadas notícias do seu profundo interesse pelos trabalhos que se realizam no Abrigo Ismael.

Com desvelado carinho, Francisco Graton tem intercedido, nas esferas superiores, rogando assistência dos emissários espirituais para que ajudem a manter coesa e cada vez mais fortalecida a equipe de trabalho que, na Terra, prosseguem nas atividades das quais, com tanto amor e carinho, teve a honra de participar.

 

 

(Copiado de: http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultos/francisco_graton.htm)

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Francisco Graton

Copiado do livro Obra de Vultos, volume 1.

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Francisco Graton, participando de evento no Abrigo Ismael, em 1943, junto a residentes, crianças da Evangelização

e da Escola Pública Municipal que ali funcionava.

Copiado do livro Obra de Vultos, volume 1.

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Sr. Francisco Gratão à direita na porta de entrada do Abrigo Ismael.

Foto recebida de Émerson Gratão.

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Sr, Francisco Graton e esposadona Carolina. Acervo da familia Gratão.

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O casal Francisco e Carolina Gratão com os filhos na inauguração de novo prédio da fábrica de móveis.

Foto do acerto da família Gratão.

 

 

HOMENAGEM

 

 

Michaela Marques Mattiazzo
(28/05/1910 - 26/07/1997)

 

Biografia elaborada por
 Irma Mattiazo Ré

Dos nove filhos do casal Alberto Marques da Silva e Mariana Silveira Marques, Michaela foi a quarta, nascida em Bauru, no dia 28 de maio de 1910. Menina, ainda, ouviu de um espírito amigo, numa reunião espírita, na casa de seus tios, que ela possuía missão mediúnica. Mas, Espiritismo, naquela época, era coisa de bem poucos e inexistia centro espírita nas fazendas e lugares por onde morou sua família (seu pai era mestre-escola); assim, o aviso do espírito amigo caiu no esquecimento.

Michaela casou-se aos 17 anos, no dia 28 de julho de 1927, com Orlando Mattiazzo, com quem teve quatro filhos: Moacir, Almerinda, Irma e Vera. Moravam em Araçatuba. Aos 24 anos, quando tinha três filhos, numa noite, viu, num sonho ruim, um homem estranho, com uma voz mais estranha ainda, aproximar-se dizendo-lhe: “Até agora, estive com sua mãe; agora, vou ficar com você”. Nesse mesmo dia, à tarde, sentiu forte dor de cabeça, seguida de violenta convulsão. Esse foi o primeiro “ataque” de uma terrível série que causava sofrimentos indescritíveis para toda a família. Seu marido trabalhava com caminhão de transporte de toras, saindo de madrugada e só voltando à tarde. Seus filhos assustavam-se a cada nova crise. Michaela, às vezes, passava alguns dias sem sofrê-las, mas, em compensação, havia dias em que sofria mais de uma crise. Os médicos consultados nada podiam fazer. Houve até um diagnóstico de “psicose puerperal”, mas, na primeira vez em que aconteceu, sua filha menor tinha já dois anos de idade. Benzedores chamados aliviavam, mas não curavam. Foi feita uma promessa para N. S. Aparecida. Ela passou bem por nove meses, chegando a julgar-se curada. Foram a Aparecida do Norte, para pagar a promessa, lá deixando suas tranças. Paga a promessa, os ataques voltaram com a mesma intensidade de antes.

Em julho de 1939, grávida de dois meses de sua filha caçula, na tarde de uma sexta-feira, em que Moacir voltara apressado da escola para ter tempo de ir “pro mato buscar toras com o pai”, na segunda viagem do dia, houve um acidente pelos lados do Córrego Azul. Moacir foi trazido para casa agonizando e desencarnou a seguir. O estado de saúde de Michaela piorou muito com a perda do filho. Consolar-se, como? Michaela era católica. À noite, reunia as filhas em sua cama para rezar, pedindo a Deus “pra que seu filho tivesse um bom lugar no céu”. Mas só isso não era suficiente para acalmar seu desespero; seu filho havia morrido, não voltaria jamais!

Uma tarde, recebeu a visita de duas mulheres desconhecidas. Explicaram que eram espíritas e que numa reunião haviam recebido uma comunicação de Moacir, seu filho, pedindo-lhes que fossem à casa de seus pais levar o conforto para sua mãe. Enquanto conversavam, uma das mulheres foi envolvida pelo espírito de uma mãe que sofrera muito com a perda de seu filho caçula e agora ali estava para testemunhar que a morte fora vencida, que a vida continuava. A partir desse dia, todas as tardes Michaela ia receber passes em casa de dona Laurinha, a médium que a visitou. Essa senhora a orientou sobre a necessidade de freqüentar um centro espírita. Sua melhora foi grande mas bem longe ainda de ser considerada cura. Começou a freqüentar o Abrigo Ismael, foi ao centro da Dona Benedita, assistiu a trabalhos de materialização em casa dos Protetti, sob a direção da Rosa Protetti, mas, como quase todas as pessoas perturbadas, não conseguiu se fixar em grupo nenhum.

Em setembro de 1943, mudou-se com a família para Penápolis, quando conheceu dona Maria Baiana, sua vizinha do lado, que freqüentava um centro lá pelas bandas da Santa Casa. Dona Maria a convidou a participar das reuniões. Michaela aceitou e, assim, deu início ao seu desenvolvimento mediúnico. Foi sob a direção do Senhor João Marchesi, a quem ela muito estimava, que sua mediunidade desabrochou de vez. Todos os sintomas dos terríveis ataques de nervos, que duraram treze longos e dolorosos anos, desapareceram.

Michaela desenvolveu dons mediúnicos de vidência, intuição, audição e psicofonia. Em companhia de dona Maria Baiana, ela visitava doentes, fazendo preces, na certeza de ajudá-los. As pessoas começaram a procurá-la para passes que ela nunca recusou, na sua casa ou nas dos necessitados. E as primeiras curas foram acontecendo: dona Benedita era uma senhora humilde, que tinha um filho moço magrinho, que quase não saía da cama, porque estava tuberculoso, e um outro sadio de sete anos, que num triste dia enlouqueceu. O menino ficou tão furioso que tentou matar a própria mãe com uma faca, de cujo episódio ficaram marcas à mostra em seu peito. Dona Michaela foi chamada e atendeu, indo todos os dias fazer preces, transmitir passes e orientações dos mentores aos dois doentes. Depois de algum tempo, o rapaz estava restabelecido e o menino sem a fúria que o tornava tão perigoso. Outra cura verificada foi a seguinte: Dona Mariana, mãe da médium, apresentou um problema persistente no lado interno do pé esquerdo, entre o calcanhar e o tornozelo. Era uma ferida aberta, de bordas altas que não criava pele e doía muito. Os médicos consultados não conseguiram aliviar a dor e, menos ainda, cicatrizar a ferida. A doente foi levada para a casa da filha, em Penápolis, lá permanecendo perto de um mês. Durante esse tempo dona Mariana recebia passes duas vezes ao dia, além de fazer os curativos que o espírito mentor determinava. Voltou para casa curada, conforme testemunho de sua filha Juracy Marques Atêncio.

Adão Alves era peão na fazendinha do Senhor Orlando Mattiazzo. Tinha um filho chamado João, que apresentou uma grande dor na coxa de uma das pernas, que, depois, inchou e veio a furo. Tentados todos os tratamentos caseiros, sem lograr melhora, foi internado na Santa Casa de Birigüi, com osteomielite no fêmur. Os médicos, depois de todos os procedimentos de praxe, sem esperanças de cura, optaram pela amputação do membro doente. Já na mesa de cirurgia, segundo informa João, faltou energia elétrica forçando o adiamento da intervenção. No domingo, dia de visitas, quando o Senhor Adão tomou conhecimento da decisão dos médicos, resolveu retirar o menino do hospital, levando-o de volta para casa. O Orlando, penalizado com a situação, ofereceu-se para levar o doente até Penápolis para ser tratado por Michaela. João foi submetido a tratamento físico e espiritual. Recebia passes, e o ferimento foi tratado com banhos e curativos, conforme indicavam os espíritos. Havia ocasião em que, ao retirar o curativo, notavam-se lascas finas de osso, como se tivesse sido feito raspagem no fêmur. João ficou curado e hoje, com as duas pernas, graças a Deus, reside em Santo Antônio do Aracanguá.

Em fins de 1946, Michaela e a família voltaram para Araçatuba, agora na fazendinha, distante sete quilômetros de Santo Antônio do Aracanguá, que àquela época, era apenas um vilarejo, sem luz elétrica ou qualquer outro conforto urbano. Sempre disposta ao trabalho espiritual, começou a fazer preces, que logo se transformaram em reuniões caseiras, ocasião em que veio a conhecer o Senhor Angelo Bistaffa, um sitiante italiano, casado, pai de seis filhos adultos, que não professava nenhuma religião. Através dessas reuniões, o Senhor Angelo abraçou o Espiritismo com muito amor, levando também o Senhor Alberto Nubiato. Desde então, as reuniões passaram a acontecer, também uma vez por semana, na casa do Senhor Angelo Bistaffa.

No dia 12 de outubro de 1947, em reunião na casa do Senhor Eloy Geradht, sob a presidência do Senhor Leonardo Severino, que lavrou a ata, foi fundado o Centro Espírita “Deus é Amor e Luz”, no Patrimônio Santo Antônio do Aracanguá, em Araçatuba. Consta da ata de fundação que a nova entidade “se propõe a disseminar a Terceira Revelação, ou seja, o Consolador, que deve ser orientado pelo Evangelho de Jesus e pelas obras fundamentais de Allan Kardec”. A diretoria aclamada e empossada ficou assim constituída: Presidente, Michaela Marques Mattiazzo; Vice-­Presidente, Angelo Bistaffa; Primeiro-Secretário, Eloy Geradht; Segundo-Secretário, Atílio Bistaffa; Tesoureiro, Manoel Paulino e, Procurador, João Oliveira.

Michaela, sempre à frente dos trabalhos, contava com a colaboração de um grupo de companheiros pouco numeroso, mas, tão grande na fé quanto no amor. Esse humilde centro espírita foi cenário de curas de dores físicas e espirituais, cujas lembranças, em sua maioria, se perderam no tempo. Transcrevemos aqui o testemunho de próprio punho do Senhor Atílio Bistaffa, confirmado pelas Senhoras Domília Maria da Conceição e Mercedes Oliveira Feltrim:“Dona Michaela curou Dona Rosa Jacobina, que estava doente; o Senhor Vital Almeida, de obsessão; o Senhor João Alves, também obsediado; o Senhor Atílio Bistaffa, que estava na cama por mais de três meses, gritando de dor; Maria Abadia, obsediada fazia mais de um ano; Porfírio Venâncio Cardoso, que, perturbado, não conseguia parar dentro de casa; Francisco Soares, que sentia medo em toda parte onde estivesse; Sebastião Custódio, que desde os sete anos tinha ataques convulsivos até quatro vezes num só dia, e já com 27 anos, não podia trabalhar; Sebastião sarou depois que recebeu o primeiro passe; curou ainda José Galarte, que não podia mais trabalhar de tantas dores no corpo; Maria do José Galarte, que parecia estar louca; Albertinho Nubiato, que rezava o terço e ficava tomado por espíritos. Este deu muito trabalho pra dona Michaela, até que ficou bom. Muitos outros foram curados, que a gente não se lembra mais.”

Michaela e o marido iam duas vezes por semana ao Centro, no Patrimônio, na maioria das vezes a cavalo; outras de caminhonete, sempre alegres e bem dispostos ao trabalho abençoado do Evangelho. A pobreza naquele lugar era muito grande, assim, o casal se esmerava em arranjar donativos na forma de roupas, calçados, utensílios domésticos, cobertores e mantimentos, que eram doados especialmente nos Natais. Santo Antônio do Aracanguá era, então, um lugar ermo, de difícil acesso. Estava longe ainda o dia em que a ponte seria estendida sobre o rio Tietê. Todo transporte era feito pela balsa, que, às vezes, tinha o cabo de aço rompido, principalmente nas cheias, descendo o rio, quando então a travessia passava a ser feita por bote. Havia também uma subida depois do rio, na altura da fazenda Lagoa Formosa, que, na chuvarada, virava um barreiro quase intransponível para os carros e caminhões da época. Também por isso, Michaela era solicitada a qualquer hora do dia ou da noite para acudir doentes, loucos ou obsediados e até partos encalhados. Quase tudo era com ela. A cavalo ou de caminhonete, ia sempre com suas preces levar o conforto, a cura ou o bom parto, em nome de Deus, pelos necessitados.

A fazendinha foi vendida e, em fins de 1953, a família voltou a morar na cidade de Araçatuba. Michaela, no entanto, não abandonou o Centro Espírita “Deus é Amor e Luz”, continuando a dar-lhe assistência, quando muitas vezes tinha que pernoitar no Patrimônio, só voltando para casa no dia seguinte. Em 5 de agosto de l962, Michaela ainda presidiu a solenidade de inauguração da sede reconstruída do Centro Espírita “Deus é Amor e Luz”, conforme consta no livro próprio.

Desde que voltou para Araçatuba, começou a freqüentar a Aliança Espírita “Varas da Videira”. Sua preferência por esse grupo deveu-se ao fato de que seus familiares já faziam parte dele desde as primeiras campanhas para construção da sede própria. Sua dedicação ao trabalho sempre foi notável. Seu nome aparece no livro de atas de eleição e posse das sucessivas diretorias; em 28 de novembro de 1955, é eleita vice-presidente, ao lado do Senhor Francisco Martins Filho, presidente; em 3 de fevereiro de1958, é eleita segunda-secretária; em 2 de julho de1958, em ata da reunião para adesão da Aliança como membro da recém- criada União Assistencial Espírita de Araçatuba, os cinco membros nomeados como representantes da citada Aliança são: Francisco Martins Filho, Francolino Ribeiro, Aurino Ribeiro, Michaela Marques Mattiazzo e o presidente da entidade, Senhor Adalberto da Silva Braga. Em 10 de agosto de 1960, é eleita novamente vice-presidente. Em l4 de outubro de 1961, é indicada membro do Conselho Fiscal. Em 14 de outubro de 1964, é eleita Tesoureira. Em 12 de setembro de 1965, é reeleita Tesoureira.

Michaela enviuvou-se em 29 de outubro de 1966. Orlando havia sido um companheiro valoroso, angariando donativos, transportando tudo o que fosse necessário em seus veículos, além de levar a companheira em socorro aos necessitados a qualquer hora e a qualquer lugar. Em meados do ano seguinte, mudou-se para São Paulo, a fim de assistir à sua filha Vera, que se viu sozinha, com duas crianças pequenas para criar. Começou então a freqüentar o Centro Espírita “Irmãos da Nova Era”, grupo do qual sua filha Almerinda já fazia parte, situado na rua Líbera Rivelino, nº 6, no Brooklin. Esse centro espírita é notável por sua história, pois nasceu de um terreiro de umbanda, com suas práticas características. O espírito mentor da casa, conhecido por Xangô, assumiu a missão de transformá-lo num centro espírita kardecista. Quando Almerinda começou a freqüentá-lo, em 1963, havia ainda em uma parede um nicho com a imagem de São Jorge, uma poltrona coberta de branco, para os passes, e um cofre na entrada, para receber donativos. As transformações foram lentas, para que a maioria pudesse acompanhá-las; assim, em 1967, Michaela ainda encontrou bastante por fazer. Em 17 de outubro de 1968, no livro de atas, em reunião geral para eleição da nova diretoria Michaela é eleita vice-presidente. Em 8 de maio de l968, a pedido do presidente, colaborou com o plano de trabalho e programa dos trabalhos semanais, ficando encarregada da doutrinação e vidência, nos trabalhos das terças- feiras. Nessa ocasião, com sua ­experiência e estudo, ponderou sobre a necessidade de se colocarem na mesa pessoas conhecidas de boas vibrações, assim como de se evitarem médiuns estranhos na mesma, para que a harmonia dos trabalhos fosse mantida. Xangô aprovou.

Em 20 de agosto de l969, Michaela solicitou autorização para realização de trabalhos de desobsessão, com portas fechadas ao público, nas quartas-feiras, no que foi atendida. Em 10 de setembro de l969, Michaela aparece como responsável pelos trabalhos das quartas-feiras, nas sextas-feiras, também à noite, ao lado do Senhor Newton e Almerinda; nos sábados, os mesmos, para consultas, orientações e estudos. Em 30 de março de 1970, com a realização de nova eleição, Michaela aparece com Almerinda e Nonato, como encarregados de assistência a recém -chegados e doutrinação. Nas atas de 1971 e 1972, continua no mesmo trabalho, embora mudanças de domicílio tenham, às vezes, dificultado seu desempenho. Hoje, o Centro Espírita “Irmãos da Nova Era” tem uma admirável sede própria, onde o kardecismo é estudado com empenho, além de um grande trabalho de assistência social. Está situado na rua General Roberto Alves Carvalho Filho, 522, em Santo Amaro.

Na madrugada de 3 de março de 1976, chegando a São Paulo de carro, vindos de Araçatuba, o casal José Militão e Almerinda, suas duas filhas menores, Maria Luiza e Maria Lúcia, e Michaela, foram vítimas de um doloroso acidente. O automóvel em que viajavam mergulhou no rio Pinheiros, na altura da ponte do Jaguaré. José e as duas filhas não conseguiram sair a tempo, perdendo a vida material. Almerinda, lutando contra as águas, saiu, e Michaela, com o pubis fraturado, ficou se debatendo, até conseguir sair das águas fétidas do rio. Levaram-na, a seguir, para o pronto-socorro do Hospital da Lapa. Como conseqüência, ela ficou temporariamente numa cadeira de rodas e deixou sua casa no Jabaquara, voltando para o Brooklin.

Almerinda não poderia ficar só com Maria Regina, sua filha mais velha, numa casa tão vazia. Assim, sua mãe, sua irmã Vera com as duas crianças, juntaram-se a elas, preenchendo o vazio material deixado pelos três que voltaram à pátria espiritual. Elas contavam com a âncora da fé. Onde tantos barcos se perdem, o delas permaneceu na rota segura determinada pelo Evangelho de Jesus sob a abençoada luz da doutrina de Kardec.

Em 10 de maio de l980, Michaela casou-se com João Mattiazzo, irmão de seu primeiro marido, passando a residir em Birigui. Voltou a freqüentar a Aliança Espírita “Varas da Videira” de Araçatuba, às terças-feiras, com seu velho grupo dirigido por sua irmã Maria Pia Marques Cardoso. Às sextas-feiras, esporadicamente, participava das reuniões no Centro Espírita “Dr. Mariano Dias”, próximo de sua residência. Em dezembro de 1982, sofreu um enfarte do miocárdio de considerável proporção, ficando, por isso, com sérias limitações em suas atividades. Michaela compensou essas limitações costurando ativamente para os pobres, doando livros e mantimentos, até o dia 26 de julho de 1997, quando às 19h20min, em Birigüi, voltou para a espiritualidade.

Quando pesquisamos a vida e a obra de uma pessoa comum, encontramos registros de cargos e funções desempenhados em livros de atas, mas não há registro de seu trabalho de doação - Michaela foi obreira incansável, não só na parte doutrinária, mas especialmente na assistencial. Na Aliança Espírita “Varas da Videira”, foi encarregada, durante anos, do Departamento da Mãezinha, quando assistiam até oitenta famílias visitadas e cadastradas, que recebiam, mensalmente, roupas, alimentos e leite em pó. Nas campanhas natalinas, angariavam donativos, não só no comercio e entre conhecidos, mas até nas casas de estranhos, por um Natal mais feliz para aqueles carentes, segundo testemunho de sua irmã Maria Pia Marques Cardoso. De 1982 a 1995, sempre que podia, acompanhava a filha Irma e a irmã Maria a Santo Antônio do Aracanguá, em reunião mensal no Centro Espírita “ Deus é Amor e Luz”, levando orientação cristã e alimentos para minorar a miséria dos necessitados. Em sua última semana de vida no corpo físico, ela ainda juntou retalhos, costurando e arrematando um paletó para agasalhar uma criança. Michaela foi uma “Papai Noel”, uma verdadeira irmã da caridade”, afirma Atílio Bistaffa.

E o registro do pioneirismo? Michaela foi a primeira entre suas irmãs e arrastou-as, e aos sobrinhos, e as filhas e os netos, para a doutrina de Kardec. Através de sua mediunidade, as pessoas que foram curadas e os parentes, que sofreram juntos, continuaram no Espiritismo; aqueles que não aderiram à doutrina, tornaram-se, pelo menos, simpatizantes.

Concluímos que Michaela foi uma semeadora da Seara do Senhor. Uma semeadora que saiu a semear suas sementes...

 

 

(Copiado de:     http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultosII/michaela_marques_mattiazzo.htm )

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Michaela Marques Mattiazzo.

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 2.

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Michaela, a primeira da direita, com a mãe e irmãos.

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 2.

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Aspecto da primeira estação ferroviária Bauru da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Imagem/fonte: 

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Primeira_esta%C3%A7%C3%A3o_de_Bauru_(NOB).jpg

 

 

* Dona Michaela Marques Mattiazzo nasceu

Na cidade de Bauru, SP, aos 28-05-1910.

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João Marchesi, importante vulto do Espiritismo de Penápolis, SP. ,

Com a orientação e assistência do  senhor João Marchesi,  Dona Michaela Marques Mattiazzo

desenvolveu  suas faculdades mediúnicas  em Penápolis onde resida na década de 1940.

 Foto do acervo de João Marchesi Neto.

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Ângelo Bistaffa, com dona Irene e os filhos, no sítio de Santo Antônio do Aracanguá, em 1932.

Foto copiada do livro Obra de Vultos, volume II.

 

Dona Michaella Marques Mattiazzo foi presidente do Centro Espírita “Deus é Amor e Luz”

fundado em 1947  em Santo Antonio do Aracanguá tendo o senhor  Ângelo Bistaffa  como

vice-presidente.

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A construção do prédio da Aliança Espírita “Varas da Videira”, no início dos anos de 1950.

Imagem  copiada do livro Obras de Vultos, volume 2.

 

 

Dona Michaela Marques Mattiazzo teve grande participação na Aliança Espírita Varas da Videira,

onde foi eleita para diversos cargos de diretoria.

 

 
 

Luís Olímpio Teles de Menezes

(26-07-1825 – 16-03-1893)

 

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Teles de Menezes

https://seir.org.br/teles-de-menezes/    

 

Pré-história do Espiritismo no Brasil

Foi em meados de 1853 que as primeiras manifestações espiríticas, por meio das chamadas “mesas girantes e falantes”, entraram no Brasil. Os singulares fenômenos, que então empolgavam a América do Norte, a Europa e parte da Ásia, eclodiram, quase que simultaneamente, na Corte do Rio de Janeiro, no Ceará, em Pernambuco e na Bahia. Figuras ilustres de nossa Pátria, como o Marquês de Olinda, os Viscondes de Uberaba e de Monte Alegre, o Barão de Cairo (Bento da Silva Lisboa), o Conselheiro Barreto Pedroso, monsenhor Joaquim Pinto de Campos, o magistrado Dr. Henrique Veloso de Oliveira, o historiador Alexandre José de Melo Morais, o Dr. Sabino Olegário Ludgero Pinho, o Prof. Dr. José Mauricio Nunes Garcia, os Generais José Inácio de Abreu e Lima e Pedro Pinto, etc., foram alguns dos homens notáveis da época interessados na observação e no estudo dos incipientes fenômenos espíritas, então complementados por assombrosos diagnósticos e curas de doenças que se obtinham por intermédio de sonâmbulos, e de cuja veracidade deram testemunho inúmeros outros políticos, médicos e pessoas gradas da sociedade, conforme o noticiário publicado nos jornais daqueles tempos. Foram, todavia, as “mesas girantes” o fenômeno que mais impressionara a letrados e iletrados. Nos vastos salões senhoriais, cavaleiros e damas de distinta consideração agrupavam-se em torno de mesas e, colocando os dedos mínimos sobre elas, ficavam na expectativa de vê-Ias moverem-se, ou bater os pés em respostas inteligentes às perguntas que se lhes faziam. De quando em vez registravam-se extraordinárias manifestações do Além, mas só raramente despertavam reflexões mais sérias entre os assistentes em geral.

A “época heroica das mesas girantes”, assim chamada pelo Dr. J. Grasset, constituiu, em todo o mundo, o “período de gestação” do Espiritismo. A obra codificadora de Allan Kardec abriu, em 1857, novos horizontes para a Humanidade. E o Brasil, onde era considerável a influência francesa, recebia, poucos anos depois, os primeiros livros da Codificação Kardequiana, aqui se tomando, afinal, conhecimento do verdadeiro significado dos fatos acima referidos, sobre os quais se havia levantado toda uma nova doutrina de verdades filosóficas e religiosas. Na Corte de 1860, um ilustrado francês, o Prof. Casimir Lieutaud, poeta e contista, diretor-fundador de um Colégio onde lecionava a língua francesa, autor do apreciadíssimo “Tratado Completo da Conjugação dos Verbos Franceses, Regulares e Irregulares” (1859), cuja 25ª edição saiu em 1957, — dava a público a primeira obra de caráter espírita impressa no Brasil (e quiçá na América do Sul): “Les temps sont arrivés” (“Os tempos são chegados”).

Seguiu-se a esta, em português, a brochura de Allan Kardec intitulada “O Espiritismo na sua mais simples expressão”, traduzida do francês por Alexandre Canu. Três edições sucessivas, todas impressas em Paris, saíram em 1862, o mesmo ano de lançamento da 1ª edição francesa, fato este que chamou a atenção do próprio Codificador. Em vários Estados da União o movimento espírita primário começou a ganhar rumos mais definidos. Os adeptos, isolados a princípio, puseram-se a formar grupos íntimos para o estudo das obras kardequianas e para experiências mediúnicas. Foi principalmente na classe esclarecida da sociedade que o Espiritismo fez, aqui, seus primeiros progressos, posto que as obras fundamentais, por não se acharem ainda traduzidas para o vernáculo, não podiam ser lidas pelas classes menos instruídas. Os referidos grupos só congregavam umas poucas pessoas, geralmente da intimidade familiar, não dando ensejo, por isso, a maior divulgação das novas doutrinas. Foi, então, que um venerável vulto baiano, levado, segundo suas próprias palavras, “por um concurso de circunstâncias inexplicáveis”, deu o primeiro passo para que o povo igualmente recebesse os ensinos consoladores trazidos pelos Espíritos do Senhor. Referimo-nos a LUIS OLIMPIO TELES DE MENEZES, do qual passamos a narrar a

Vida e Obra

Este valoroso pioneiro do Espiritismo no Brasil, filho do Oficial de Exército Fernando Luís Teles de Menezes e de D. Francisca Umbelina de Figueiredo Menezes, nasceu na cidade do Salvador, Bahia, aos 26 de julho de 1825, e desencarnou no Rio de Janeiro a 16 de março de 1893.

Bem cedo ainda, resolveu seguir a carreira militar, inscrevendo-se no curso de Artilharia. Pouco tempo depois, entretanto, deu novo rumo ao seu espírito empreendedor, dedicando-se ao magistério particular e às letras.

Por vários anos foi professor de instrução primária e de latim, tendo publicado um compêndio de “Ortoépia da Língua Portuguesa”. Interessando-se pela estenografia, estudou-a sem mestre, e desde logo se revelou hábil nessa arte, sendo então convidado para exercer a profissão, muito rara naqueles tempos, na Assembleia Legislativa da Bahia, a cujo serviço permaneceu cerca de trinta anos. Autodidata por excelência, acumulou muitos e variados conhecimentos, que lhe granjearam o respeito e a consideração de inúmeras pessoas altamente colocadas na sociedade de Salvador.

Em Setembro de 1849, distinto grupo de associados entre os quais se destacava o jovem L. O. Teles de Menezes, fundou “A Época Literária”, jornal de caráter científico, literário e histórico, com dissertações sobre belas-artes. Publicada sob os auspícios do Visconde da Pedra Branca, do Conselho de S. M. o Imperador D. Pedro II e grande protetor das letras pátrias, “A Época Literária” recebeu o apoio de influentes personalidades da capital baiana, inclusive do sábio Arcebispo D. Romualdo Antônio de Seixas, que considerou importante o serviço que o referido órgão prestava e prestaria à ilustração do País. Do corpo de redação faziam parte José Martins Pereira de Alencastre, Dr. Manuel Maria do Amaral Sobrinho, José Álvares do Amaral e Dr. Inácio José da Cunha, tendo estes dois últimos ingressado, mais tarde, no Espiritismo.

Em suas páginas —escreveu o acadêmico Dr. Pedro Calmon — colaboraram os melhores espíritos da época, entre eles Moniz Barreto, Pinheiro de Vasconcelos, Adélia Fonseca, João Gualberto de Passos, Laurindo José da Silva Rabelo, etc. Teles de Menezes, então com a idade de 24 anos, já casado, havia um ano, com D. Ana Amélia Xavier de Menezes, publicou ali a sua novela — “Os Dois Rivais” e foi, sem dúvida, o mais entusiasmado do grupo, o verdadeiro dirigente do jornal, escrevendo substanciosos editoriais, a extravasar seu elevado patriotismo e o constante amor às boas causas.

Apesar dos esforços e do ardor juvenil de Teles de Menezes, a empresa, tão bem principiada, malogrou ante a incompreensão quase que geral do público e dos críticos invejosos. Era menos uma folha literária entre as pouquíssimas então existentes na Bahia… Corre o tempo. Na data de 3 de maio de 1856 é solenemente instalado em Salvador o (antigo) Instituto Histórico da Bahia. Congregando em seu seio as mais altas figuras da inteligência e da cultura baianas, teve como primeiro presidente o Arcebispo D. Romualdo, Marquês de Santa Cruz. Teles de Menezes é proposto, em 1857, para sócio efetivo, o mesmo acontecendo com outros homens de alto nível cultural, entre os quais o seu amigo Dr. Manuel Pinto de Souza Dantas.

De julho de 1861 a maio de 1865, o nosso biografado ocupou o cargo de tesoureiro no referido Instituto.

A seguir, e durante dois anos, foi eleito para a Comissão de Fundos e Orçamento. Daí por diante nada mais conseguimos apurar.

No último período acima referido, galgou a presidência do Instituto Histórico o novo Arcebispo da Bahia, D. Manuel Joaquim da Silveira, cuja Pastoral sobre “os erros perniciosos do Espiritismo”, datada de 16 de Junho de 1867, e dada ao conhecimento público em 25 de Julho, foi desassombradamente analisada e comentada por Teles de Menezes, no mês seguinte, numa célebre “Carta” aberta ao Metropolitano e Primaz do Brasil, “Carta” que teve duas edições no mesmo ano de lançamento, sendo que a segunda é precedida de um longo “Prefácio” em que o Autor justifica as doutrinas espíritas no atinente à preexistência, reencarnação e manifestação dos Espíritos, juntando um artigo favorável publicado no jornal jesuítico — “La Civiltà Cattolíca”, de 1857.

Segundo cremos, essa Pastoral surgiu por causa da propaganda ostensiva da Doutrina Espírita nas terras baianas, quer em folhetos, quer nos jornais leigos, ressaltando-se dois acontecimentos que certamente vieram apressar o pronunciamento público daquele ilustre prelado. Um deles diz respeito ao artigo que Teles de Menezes, José Álvares do Amaral e o Dr. Joaquim Carneiro de Campos subscreveram e inseriram no “Diário da Bahia” de 28 de Setembro de 1865, artigo que refutava o trabalho do Dr. Déchambre, publicado, havia seis anos, na “Gazette Médicale”, de Paris, e que, nos dias 26 e 27, saíra, em tradução, no mesmo “Diário da Bahia”. O artigo-réplica daqueles três impávidos vanguardeiros ecoou favoravelmente no espírito dos leitores, chegando ao conhecimento do próprio Allan Kardec, que em sua “Revue Spirite” de novembro de 1865 expressou, em torno do fato, a justa satisfação que lhe ia n´alma, projetando-se assim, pela vez primeira, no cenário espírita mundial, o nome do Brasil.

Outra ocorrência que motivou a movimentação maior do Clero foi o lançamento, em Salvador, no ano de 1866, do opúsculo “O Espiritismo – Introdução ao Estudo da Doutrina Espirítica”, impresso pela “Tip. de Camilo de Lellis Masson & C.”. Eram páginas extraídas e traduzidas por L. O. Teles de Menezes da 13ª edição francesa de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, e havia como “Apêndice” um estudo de outro autor francês. Antecede essa obra o prefácio “Lede”, em que Teles de Menezes diz do seu júbilo ‘de ter sido o primeiro na Bahia que, fervorosamente, esposou a doutrina espirítica’, afirmando, adiante, ser a sua Província natal, “metrópole de todas quantas grandes ideias surgem no Brasil”, a escolhida pela Bondade Divina para ser o centro donde as ideias espíritas se irradiariam por toda a Nação.

Não obstante a Pastoral do Arcebispo e a brochura do Padre Juliano José de Miranda, secretário da Sé Metropolitana, escrita em contestação à “Carta” de Teles de Menezes, nada impediu que o Espiritismo multiplicasse adeptos na Bahia, aprofundando raízes nos corações férteis e generosos do povo.

Afora isso, o movimento desenvolvia-se a olhos vistos nas demais Províncias. Na capital de S. Paulo, ainda no ano de 1866, era dado a público, pela ‘Tipografia Literária’, uma outra brochura de propaganda: “O Espiritismo reduzido à sua mais simples expressão’, também de Kardec, sem nome de tradutor. Na Corte do Rio de. Janeiro, Casimir Lieutaud, a quem já nos referimos atrás, trabalhava ativamente na divulgação dos ideais espíritas. Igualmente em 1866, saía a lume um livrinho de sua autoria: ‘Legado de um mestre aos seus discípulos’, composto de contos morais, de algumas poesias em francês e de um excerto de J. J. Rousseau sobre os deveres das moças. Pois bem! o ‘Prefácio’ dessa obra era uma bela página extraída e traduzida da 1ª edição francesa de “O Evangelho segundo o Espiritismo”. Fora Lieutaud grande amigo do Brasil e dos brasileiros e manteve estreito contacto com Teles de Menezes, com quem se correspondia amiúde. Mesmo durante a sua estada temporária na França, ainda ao tempo de Kardec, o erudito espírita enviava de Oloron-Sainte-Marie (Baixos Pireneus), ao confrade baiano suas preciosas colaborações. Retomando ao Rio de Janeiro, foi eleito tesoureiro da primeira diretoria do «Grupo Confúcio», criado em 1873, inscrevendo-se, mais tarde, entre os membros fundadores da Federação Espírita Brasileira.

“Grupo Familiar do Espiritismo”

Objetivando espalhar por esses Brasis afora as sementes da Terceira Revelação, o Alto, que a tudo presidia, escolhera como ponto de irradiação a dadivosa Bahia, onde foram lançados os alicerces da Nação cristã que hoje somos e da “Pátria do Evangelho” que haveremos de ser. E é, então, na ‘Leal e Valorosa Cidade’ do Salvador que Luís Olímpio Teles de Menezes organiza uma sociedade nos moldes desejáveis, regida por Estatutos que facultavam o ingresso de quaisquer estudiosos e instituíam o trabalho assistencial nos meios espíritas. Fundou-se assim, a 17 de setembro de 1865, o “GRUPO FAMILIAR DO ESPIRITISMO”, o primeiro e legítimo agrupamento de espíritas no Brasil, destinado igualmente a orientar a propaganda e a incentivar a criação de outras sociedades semelhantes pelo resto do País.

“O dia 17 de setembro de 1865” — escreveu Teles de Menezes — “marcará uma época feliz em nossa vida, e o deverá também ser nos fastos do Espiritismo no Brasil”. Às 23,30 horas[1] desse mesmo dia, os membros do Grupo recém-fundado recebiam, assinada por “Anjo de Deus”, a primeira página psicográfica de que se tem notícia na Bahia, fato este que lhes trouxe inefável felicidade. Dos termos desta e de outras mensagens posteriores, depreende-se que o Espírito comunicante revelava-se possuído de elevados dotes morais, embora ainda preso a certos dogmas católicos, que entremostravam a presença, talvez, de um sacerdote desencarnado não havia muito.

Em razão de todo esse conjunto de sucessos pioneiros, é que a Bahia é tida como o “berço do Espiritismo” em terras brasileiras.

Na presidência do “Grupo Familiar do Espiritismo ‘, Teles de Menezes distinguiu-se pelo seu ânimo forte, pela sua cultura e elevação de sentimentos, suportando com destemor e firmeza d´alma o espírito zombeteiro dos incrédulos e materialistas da terra de Gregório de Matos, bem como o ambiente hostil da religião dominante, então a Religião do Estado, segundo o art. nº § 5°, da Constituição do Império. É exemplo expressivo das chacotas e chufas, lançadas contra ele e o Espiritismo, os versos e as curtas e burlescas composições teatrais que a “Bahia ilustrada”’ publicava desde o ano de sua fundação, em 1867. Esse mesmo jornalzinho de Salvador estampou várias caricaturas depreciativas do Espiritismo, quase todas grosseiras, ofensivas ou injuriosas. Tudo isso era feito sem que as autoridades fizessem valer o art. 277 do Código Criminal do Império, artigo que prescrevia pena para quem abusasse ou zombasse de qualquer culto estabelecido no Brasil. E não havia como negar o caráter religioso do Espiritismo já naquela época, caráter reconhecido pelo próprio Arcebispo da Bahia, D. Manuel Joaquim da Silveira, ao escrever: “O Espiritismo é essencialmente religioso, ou antes, é um atentado contra a Religião Católica.

No curioso artigo intitulado “Seria Castro Alves espírita?”, publicado em “Globo” de 19/8/61, o brilhante homem de letras, crítico e ensaísta baiano, Dr. Eugênio Gomes, conta que Castro Alves volveu à Bahia justamente em meado daquele ano de 1867, quando mais adverso era o ambiente para com o Espiritismo, ali permanecendo até fevereiro de 1868.

Certamente eram do conhecimento de Castro Alves, apaixonado discípulo de Vítor Hugo, as experiências com as “mesas girantes” realizadas na ilha de Jersey.

Por meio desse processo, o romancista de “Os Miseráveis”, juntamente com Augusto Vacquerie, Sra. Emílio de Girardin e outros vultos da Literatura francesa, tinham obtido notáveis comunicações do Além. O fato é que a doutrina dos Espíritos já influenciava várias produções do genial poeta de “Les Contemplations”, inclusive o seu poema autobiográfico “A Olímpio”, traduzido por Castro Alves.

Chegando à terra natal, o jovem poeta baiano, que sempre se bateu contra qualquer opressão e que vibrava com todas as ideias novas, viu “a doutrina de Kardec lutando por um lugar ao sol, ou melhor dito, à sombra”, o que “já era uma razão para inspirar-lhe algum interesse e mesmo simpatia. Não estava em si permanecer indiferente aos perseguidos…”

E afirma o Dr. Eugênio Gomes haver, em dois dos manuscritos do poeta, “indicação positiva de que essa corrente do espiritualismo o atraiu de qualquer modo”.

Um deles é revelado por Afrânio Peixoto na sua introdução a “Os Escravos”; outro é o fragmento da peça “D. Juan ou a Prole dos Saturnos”. O interessante trabalho de Eugênio Gomes faz outras curiosas revelações e transcreve um trecho da carta que Augusto Álvares Guimarães, amigo e “cunhado de Castro Alves, a este respondera, da Bahia, na data de 30 de junho de 1870, cerca de um ano antes de o poeta desencarnar: “Não há nenhuma obra de Allan Kardec com o nome de Poética do Espiritismo.

Foi-me facultada a consulta em uma Biblioteca Espírita e verei o que te poderá servir. Mandar-te-ei pelo Gregório que é portador seguro.”

Diante disto, concluiu o distinto autor de “Prata de Casa”: “O que Castro Alves produziu depois não deixa transparecer qualquer influxo direto do Espiritismo, mas não resta dúvida que este o preocupava, talvez apenas literariamente, em seu derradeiro ano de existência.”

Se Teles de Menezes conservou seu espírito acima dos sarcasmos, motejos e diatribes vindos de fora, o mesmo não aconteceu quando o demônio da vaidade, da inveja e da intriga se insinuou entre alguns confrades, amargurando-lhe profundamente a alma sensível, levando-o a dar, mais tarde, a explicação a seguir, não obstante confessasse a tranquilidade de sua consciência: “Imensa, por sem dúvida, é a distância que me separa do fundador da Doutrina, mas como em outra ocasião já vos disse[2], tendo sido, por um concurso de circunstâncias inexplicáveis, levado a ser como que o iniciador das doutrinas espiríticas nesta terra de Santa Cruz, tenho também, à semelhança do mestre, experimentado certas antipatias e afastamentos. Causaria, porém, admiração, e mesmo talvez pasmo, se a causa verdadeira de tais fatos de muitos fosse conhecida. Em todo caso, os que assim têm procedido é porque não me perdoam tê-los adivinhado; a esses devem ser aplicadas as significativas e judiciosas reflexões do mestre: “Se quisessem por momentos colocar-se no ponto de vista extraterrestre, e ver as coisas um pouco mais de cima, compreenderiam como é pueril o que tanto os preocupa, e não se admirariam da pouca importância que a isso liga todo verdadeiro espírita: é que o Espiritismo abre horizontes tão vastos, que a vida corpórea, curta e efêmera como é, apaga-se com todas as vaidades e suas pequenas intrigas diante do infinito da vida espiritual.”

Varão cheio de fé e inquebrantável dedicação aos labores construtivos na Seara Espírita, Teles de Menezes não largava as mãos do arado. Vez por outra, como que a prevenir os seus sucessores do caminho áspero a ser trilhado, dizia dos sacrifícios sem conta que ele e os irmãos de ideal vinham arrostando no desempenho da árdua missão que o Alto lhes cometera, “árdua e até espinhosa, sim, mas irradiante de bem fundadas esperanças”, assegurava ele entre resignado e confiante.

Se Jesus teve os doze apóstolos para o auxiliarem na disseminação da Boa Nova, não faltou igualmente a Teles de Menezes um seleto grupo de denodados companheiros, aos quais afetuosamente chamava “Irmãos Espíritas”, e que ofereceram desde o simples apoio moral até o trabalho ativo na Seara. Entre os que mais lhe foram. chegados, merecem aqui lembrados aqueles cujos nomes seguem abaixo, alguns dos quais foram igualmente destacadas personalidades baianas: Inácio José da Cunha, doutor em Medicina, substituto (assistente) de Ciências Acessórias na Faculdade de Medicina da Bahia e lente catedrático de Física; Dr. Guilherme Pereira Rebelo, “uma das glórias científicas e literárias da Província da Bahia”, por muitos anos Diretor Geral da Instrução Pública em Sergipe, sócio e orador do Instituto Histórico da Bahia, fundador e diretor do acreditado Colégio “Pártenon Buhiano”; José Álvares do Amaral, historiador, oficial aposentado da Secretaria do Tesouro Provincial, tendo exercido cargos de eleição popular e de confiança do Governo, como o de Delegado de Polícia, colaborador em vários periódicos baianos, v. g. “A Marmota”; o Conselheiro de Estado, Dr. Manuel Pinto de Souza Dantas, proeminente figura nacional, que governou a Bahia na época em que se fundava o “Grupo Familiar do Espiritismo”; Dr. Álvaro Tibério de Moncorvo e Lima, advogado inteligente, orador fecundo e hábil, 21º Presidente da Província da Bahia, dignitário da Imperial Ordem da Rosa, “um homem de bem na extensão da palavra”, pelo que lhe deram o título de “O Catão Baiano”; Prof. Manuel Correia Garcia, erudito e culto educador, político e jornalista, escolhido pelo Governo para fundar a primeira Escola Normal da Bahia, advogado ilustre e doutor em Filosofia pela Universidade de Tubinga (Alemanha), principal fundador do antigo Instituto Histórico da Bahia e ali sempre reeleito 1º secretário; o Visconde de Passé (Francisco Antônio da Rocha Pita e Argolo), comendador da Ordem da Rosa, tenente-coronel da famosa Guarda Nacional, com relevantes serviços no Imperial Instituto Agrícola da Bahia, e cujo pai, o Conde de Passé, reuniu a maior fortuna do seu tempo em território brasileiro; o Barão de Sauipe, proprietário de terras no Município de Alagoinhas (Ba), figura bem conceituada; José Antônio de Freitas, doutor em Medicina, lente catedrático da Faculdade da Bahia, agraciado com o título de Conselheiro do Imperador; Dr. Joaquim Carneiro de Campos, bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Pernambuco; Manuel Teixeira Soares, brilhante advogado em Salvador; Zacarias Nunes da Silva Freire, professor primário em diversas cidades baianas, cultivou as letras, deixando várias e apreciadas obras; Joaquim Batista Imburana, major da Guarda Nacional, veterano da Independência, condecorado com a medalha da Campanha da Bahia e com a venera da Ordem da Rosa; Prof. José Francisco Lopes, lente de Geometria e Mecânica; Professores Aureliano Henrique Tosta, Marciano Antônio da Silva Oliveira, Francisco Álvares dos Santos, Gervásio Juvêncio da Conceição; Antônio Gentil Ibirapitanga, professor de Primeiras Letras do Arsenal de Guerra, veterano da Independência e primeiro mestre particular de Rui Barbosa; os Farmacêuticos José Martins dos Santos Pena e Dionísio Rodrigues da Costa; Dr. Eloy Moniz da Silva, distinto médico baiano; Conselheiro (futuro barão) Francisco Xavier de Pinto Lima, político, magistrado e administrador, com significativos serviços prestados à Pátria; Dr. Alexandre José de Melo Morais, respeitado médico homeopata, escritor e historiador de grande nomeada; etc., etc.

Foi o “Grupo Familiar do Espiritismo”, composto de “poucos, muito poucos homens, mas de firme convicção, de inabalável crença e animados da melhor vontade”, o primeiro núcleo espírita regularmente constituído com a decidida e heroica tarefa — podemos assim dizer — de abrir caminho, entre a gente brasileira, às novas verdades trazidas ao mundo pelos emissários do Senhor.

Por quase um decênio o “Grupo Familiar do Espiritismo” desempenhou, com louros e louvores, sua missão na Bahia, até que lhe viesse continuar a obra a “Associação Espirítica Brasileira”, como veremos adiante.

Com largos e benéficos reflexos em várias outras Províncias do Império, o “Grupo” de Teles de Menezes representará sempre o marco inicial do movimento espírita em nossas terras.

“Eco d’Além-Túmulo”

A 8 de Março de 1869, no “Grêmio dos Estudos Espiríticos na Bahia”, Luís Olímpio anunciava aos confrades ali reunidos que em breve sairia a lume o primeiro número de um jornal “que se consagraria — esclarecia ele — exclusivamente aos interesses da Doutrina”.

Nessa memorável noite, sua voz ecoou no coração dos companheiros que o escutavam, que não regatearam em contribuir monetariamente para a manutenção do órgão em vias de aparecer. Eram eles o Dr. Joaquim Carneiro de Campos, o Dr. Inácio José da Cunha, o Prof. José Francisco Lopes, o advogado Dr. Manuel Correa Garcia, os farmacêuticos José Martins Pena e José Martins dos Santos Pena, e o professor Aureliano Henrique Tosta.

Eis um trecho do discurso proferido por Luís Olímpio, e que foi publicado no jornal em questão, em setembro de 1869:

“Meus respeitáveis Irmãos Espíritas, “A ideia espirítica no curto espaço de três anos e meio, que há decorrido de sua manifestação entre nós, tem-se difundido com rapidez verdadeiramente providencial, não sem obstáculos, antes, sim, com sacrifício da parte daqueles que esposaram essa ideia de regeneração social. Contudo, disseminada e ainda sem corpo, longe está ela de poder, desde já, converter-se na crença que mais tarde, com o favor de Deus, há de imprimir impulso e direção ao elemento de civilização e de perfectibilidade da sociedade humana, porque tudo nos diz que ela é o único móvel que poderá levar a efeito esse desideratum de todo coração generoso que, sinceramente, palpita com os sentimentos da verdadeira caridade.

“A nós que nos achamos hoje reunidos, constituindo, naturalmente, o Grêmio dos Estudos Espiríticos na Bahia, e a quem uma certa vocação do Alto cometeu o empenho desta árdua missão, árdua e até espinhosa, sim, mas irradiante de bem fundadas esperanças, incumbe, pelos meios que de mister é serem empregados, propagar essa crença regeneradora e cristã, fazendo-a chegar, indistintamente, a todos os homens; e o meio material que a Providência sabiamente nos oferece para levar, rapidamente, a palavra da verdade à inteligência e ao coração de todos os homens, é a — Imprensa.”

“De há muito era por todos nós sentida a necessidade de possuir-se uma publicação regular para consecução desse fim, preenchendo todas as condições necessárias à propagação da salutar crença espirítica. Os elementos estavam lançados, e esta é a ocasião mais azada de invocar o vosso concurso e o vosso apoio para a execução e próspero resultado deste empenho.”

Embora os “formidáveis embaraços que os maus Espíritos, sempre em campo, para provação do bem, procuraram opor à realização dessa ideia[3], o dinamismo e o amor à Causa revelados por Olímpio Teles conseguiram vencer todos os obstáculos. Em julho de 1869, três meses após a desencarnação de Allan Kardec, o primeiro periódico espírita finalmente aparecia no Brasil: “O Eco d’Além-Túmulo”, com o subtítulo — “Monitor do Espiritismo no Brasil”, cuja publicação se fazia bimestralmente e que era impresso na Tipografia do “Diário da Bahia”.

A “Sociedade Anônima do Espiritismo”, de Paris, que então dirigia a conceituada “Revue Spirite”, agradece epistolarmente a Teles de Menezes, por seu secretário geral A. Desliens, a remessa do primeiro número do “Eco”, enaltecendo a coragem de tão abnegados espíritas do outro lado do Atlântico, elogiando sobremaneira o novo órgão de difusão da Doutrina, de 50 e poucas páginas.

Na seção “Bibliographie” da “Revue Spirite” é registrado em Outubro de 1869 “O Eco d’Além-Túmulo”, em Novembro do mesmo ano, extensa apreciação elogiosa, ocupando 4 páginas, é feita sobre a nova revista, com a citação de longo artigo extraído do “Eco” e vertido para o francês, sendo, além do mais, felicitado o Diretor por sua corajosa iniciativa.

Transcreveremos, mais pela alegria que nos suscita o conteúdo, do que por mera curiosidade, parte da “Introdução”, da autoria de Luís Olímpio e publicada no número um da referida revista baiana: “Maravilhoso é o fenômeno da manifestação dos Espíritos, e por toda a parte ei-lo que surge e se vulgariza!

“Conhecido desde a mais remota antiguidade, é visto hoje, em pleno século XIX, renovado, e, pela primeira vez, observado na América Setentrional, nos Estados Unidos, onde se produziu por movimentos insólitos de objetos diversos, por barulhos, por pancadas e por embates sobremodo extraordinários!

“Da América, porém, passa rapidamente à Europa, e aí, principalmente na França, após curto período de anos, sai ele do domínio da curiosidade, e entra no vasto campo da ciência.

“Novas ideias, emanadas então de milhares de comunicações, obtidas nas revelações dos Espíritos, que se manifestam, quer espontaneamente, quer por evocação, dão lugar à confecção de uma doutrina, eminentemente filosófica, a qual no volver de poucos anos tem circulado por toda a Terra e penetrado todas as nações, formando em todas elas prosélitos em número tão considerável, que hoje se contam por milhões.

“Nenhum homem concebeu a ideia do Espiritismo: nenhum homem, portanto, é seu autor. “Se os Espíritos se não tivessem manifestado, espontaneamente, certo que não haveria Espiritismo: logo é ele uma questão de fato, e não de opinião, e contra o qual não podem, por certo, prevalecer as denegações da incredulidade.

“A rapidez de sua propagação prova, exuberantemente, que se trata de uma grande verdade, que, necessariamente, há de triunfar de todas as oposições e de todos os sarcasmos humanos; e isso não é difícil de demonstrar-se, se atendermos que o Espiritismo faz seus adeptos, principalmente, na classe esclarecida da sociedade.”

“O maravilhoso fenômeno da comunicação dos Espíritos, e de sua ação no mundo visível, não é mais uma novidade, está demonstrado ser uma consequência das leis imutáveis que regem os mundos; é um fato que se produz desde o aparecimento do primeiro homem, e se tem perpetuado em todos os povos, por meio de todos os tempos, e sob caracteres diversos, dando o mais cabal testemunho dessa verdade os arquivos da História, quer sagrada, quer profana, onde se encontram registrados numerosos fatos de manifestações espiríticas.”

“A ação moralizadora do Espiritismo demonstra-se, quando consideramos que o egoísmo, essa chaga cancerosa da Humanidade, originado pelo materialismo, negação formal de todo o princípio religioso, é profundamente abalado por essa aurora celestial, que a Infinita Misericórdia do Onipotente se dignou de enviar à Terra, como precursora dessa nova e bem aventurada Era, em que os homens, melhor compreendendo os seus recíprocos deveres, de boa vontade cumprirão os salutares preceitos de Jesus, o Divino Salvador.

“É ainda a aurora precursora de nova era, porque à sua luz resplandecente vão-se dissipando as sombras da incredulidade, e pouco e pouco surgindo a fé e a esperança no coração daqueles que não possuíam tão cândidas virtudes!”

Foi num dos números de “O Eco d’Além-Túmulo” que Teles de Menezes registrou, com aquele seu entusiasmo natural, o exemplar que o zeloso funcionário da Fazenda, Júlio César Leal, lhe oferecera de seu livro “O Espiritismo — Meditações Poéticas sobre o Mundo Invisível, acompanhadas de uma evocação”, editado na cidade de Penedo (Alagoas), com prefácio de 18 de Novembro de 1869, fora ela a primeira obra poética de fundo espírita publicada no Brasil. Esse talentoso baiano, aplaudido dramaturgo, poeta e romancista, “pena hábil e bem aparada”, como que previu — segundo escreve Pedro Calmon em sua “História da Literatura Baiana” a guerra dos Canudos em seu drama “Antônio Maciel, o Conselheiro” (1858), e haveria de ser eleito, em 1895, presidente da Federação Espírita Brasileira.

Infelizmente, “O Eco d’Além-Túmulo”, que mui eficientemente propagava a doutrina espírita, transcrevendo artigos da «Revue Spirite» e páginas de “O Livro dos Espíritos”, teve, à vista das inúmeras dificuldades que logo após surgiram, duração não muito longa. É o próprio Luís Olímpio quem informa: “Essa publicação peregrina percorreu o seu primeiro ano, e apenas pôde encetar o segundo, lutando corajosamente com toda a sorte de oposição e de manejos em larga escala, sorrateiramente preparados.”

“Associação Espirítica Brasileira”

Data de 24 de Agosto de 1871, com trinta assinaturas, encabeçadas pela firma de Luís Olímpio Teles de Menezes, um requerimento ao Vice-Presidente da Província da Bahia, Dr. Francisco José da Rocha, então Presidente interino, solicitando-lhe se dignasse autorizar a incorporação da “Sociedade Espírita Brasileira”, que pretendiam estabelecer em Salvador, aprovando-lhe ao mesmo tempo os Estatutos anexados.

Embora a Constituição do Império, no seu art. 5º., permitisse a coexistência de outras religiões, desde que tivessem apenas culto doméstico ou particular, em casas para isso destinadas e sem forma alguma exterior de templo, e embora ainda estabelecesse (art. 179, § 59) que ninguém podia ser perseguido por motivo de religião, uma vez que respeitasse a do Estado e não ofendesse a moral pública, praticamente impossível era, na época, a aprovação, pelo Governo, dos Estatutos de sociedade religiosa que não fosse a católica, pois que, ex-ví do Decreto 2.711 de 19 de Dezembro de 1860, todas as sociedades religiosas e políticas, e outras, tinham que obter a aprovação antecipada do Ordinário na parte espiritual.

Como é claro, as primeiras sociedades espíritas procuraram, então, apresentar-se como literárias, beneficentes ou científicas, visto que estas não passavam pela aprovação do Ordinário. Foi o que fez a “Sociedade Espírita Brasileira”, declarando em seus Estatutos a sua condição de associação literária e beneficente. Todavia, isto de nada lhe valeu, conforme veremos, baseados em manuscritos existentes no Arquivo Público do Estado da Bahia.

O processo a que nos estamos referindo recebeu pareceres e informações do Provedor da Coroa, do Chefe de Polícia, do Diretor Geral da Instrução Pública, de um Cônego, professor de Religião, de um professor de Filosofia, ambos do Liceu Provincial, e do próprio Arcebispo D. Manuel Joaquim da Silveira, Conde de São Salvador.

Como é compreensível, o Clero se opôs tenazmente à nova e pretensões dos espíritas baianos, afirmando que o Espiritismo era “um atentado formal contra a verdade católica”, e que “uma sociedade, cuja doutrina tem por fim contrariar a Religião do Estado, é contra o mesmo Estado” (!).

Diante, principalmente, dos pareceres do Arcebispo e dos Professores, inteiramente contrários à aprovação dos Estatutos da “Sociedade Espírita Brasileira”, e levando em conta o apoio a eles dado pelo Diretor Geral da Instrução Pública, que frisava ser a Religião Católica a única “estabelecida e garantida pela Constituição do Estado, respeitada por todos os poderes, considerada a mais perfeita, a única verdadeira por seus dogmas”, foi o requerimento indeferido em fins de 1872, após permanecer na Secretaria de quatro Presidentes sucessivos, conquanto o Procurador da Coroa e o Chefe de Polícia houvessem exarado, em seus pareceres, que nada obstava a que a associação em pauta se constituísse “pela maneira projetada”.

Desejando os espíritas baianos organizarem-se em Sociedade com Estatutos aprovados pelo Governo, o que lhes garantiria certos direitos constitucionais, foi isto interpretado pelo Clero de maneira sub-reptícia, capciosa, levantando-se a ideia de que as Sociedades espíritas queriam agora professar a nova doutrina com a aprovação do Governo. Tudo isso, entretanto, não impediu que cerca de um ano depois, em 28 de Novembro de 1873, os componentes do “Grupo Familiar do Espiritismo”, a fim de se premunirem contra a intolerância religiosa, se constituíssem em sociedade científica, com o nome de “Associação Espirítica Brasileira, regida pela quase totalidade das disposições estatutárias do referido “Grupo” e que haviam sido também submetidas à aprovação governamental. Tomando por base a doutrina contida em “O livro dos Espíritos” e em “O Livro dos Médiuns”, ambos de Allan Kardec, a novel Associação, embora afirmando-se científica, tinha como fins “o desenvolvimento moral e intelectual do homem nas largas bases que cria a filosofia espirítica, e a exemplificação do sublime e celestial preceito da caridade cristã”, salientando-se que uma de suas divisas proclamava: “Fora da Caridade não há salvação”.

Teles de Menezes, que se havia colocado à frente dessa instituição, foi seu primeiro presidente e, pouco depois, ganhou o título de presidente honorário. No seu primeiro relatório aos membros da dita Associação, em 12 de dezembro de 1873, o impávido e sereno pioneiro relembra os obstáculos enfrentados pela Nova Revelação, assim dizendo num trecho do seu discurso:

“Desde que em 1865 o Espiritismo, essa ideia nova, pronunciou, para o Brasil, sua primeira palavra, lutas e dificuldades com sanha já desusada foram suscitadas pela cega e inconsequente incredulidade dos homens, que endurecidos se obstinam em fechar os olhos para não ver, em cerrar os ouvidos para não ouvir. Mas, senhores, como tudo que é providencial, como tudo que se firma em princípios certos, uma força misteriosa tem-no sempre alentado no seu imperturbável caminhar.” Ao finalizar seu relatório, Teles de Menezes solicitou sua exoneração por motivos imperiosos que o impediriam de prestar melhor assistência à Associação, acrescentando, ainda, que talvez lhe fosse preciso ausentar-se por algum tempo da Bahia.

Feita nova eleição, o cargo de presidente recaiu no Dr. Guilherme Pereira Rebelo, “uma das glórias científicas e literárias da Província da Bahia”. Entretanto só pôde ele presidir a uma sessão, aquela em que tomou posse do cargo. Insidiosa enfermidade levou-o ao túmulo a 9 de maio de 1874.

Como a saúde do Vice-Presidente — Dr. Joaquim Carneiro de Campos não lhe permitisse assumir a presidência da Associação, Luís Olímpio, num supremo esforço de boa vontade, aceitou a direção dos trabalhos, na qualidade de 2º Vice-Presidente. O primeiro cuidado dele foi preencher a vaga deixada pelo presidente, elegendo-se a 10 de julho o Conselheiro Manuel Pinto de Souza Dantas, que, alegando razões respeitáveis, pediu escusa desse encargo.

Luís Olímpio continuou no exercício da presidência, aguardando a eleição normal, cuja época se aproximava. Realizada esta, o Centro-Diretor teve os três primeiros cargos assim ocupados: Presidente, Dr. Manuel Teixeira Soares; 1º Vice-Presidente, Dr. Joaquim Carneiro de Campos (reeleito) e 2º Vice-Presidente, Luís Olímpio Teles de Menezes.

Do Relatório que Luís Olímpio apresentou à “Associação Espirítica Brasileira”, aos 17 de setembro de 1874, extraímos vários trechos interessantes, que vão a seguir:

“Os preconceitos, infelizmente arraigados no ânimo do maior número, têm sido um dos grandes obstáculos à propagação das salutares e regeneradoras doutrinas da filosofia espirítica.

“A fiel exposição dessas doutrinas não está ao alcance das multidões, porque as obras fundamentais não se acham traduzidas na língua vernácula; entretanto, preciso é aqui notar o valioso serviço que prestou “O Eco d’Além-Túmulo” — cuja publicação foi interrompida -, levando a ideia espirítica a todos os pontos do Brasil, de modo que hoje já se agita ela em todas as províncias, e já nalgumas se têm formado grupos e sociedades, como no Pará, Maranhão, Pernambuco e no Rio de Janeiro, onde as ideias espiríticas mais extensamente têm progredido, graças aos esforços de dois fervorosos adeptos, o Prof. M. Casimir Lieutaud e a Senhora Viúva Perret Collard, médium psicógrafo.”

O autor do Relatório expõe em seguida: a importância da vulgarização das obras fundamentais, revelando que o movimento no Rio “se tem tornado tão pronunciado que a Livraria Garnier foi autorizada a traduzir em português as importantes obras de Allan Kardec, e sou informado — conclui ele — de que em breve, sessenta dias quando muito, sairá à luz “O Livro dos Espíritos”, essa obra fundamental, base da filosofia espirítica”.

Em visões proféticas com relação às claridades que o “Consolador” espalharia em todos os lares e em todos os corações aflitos, Luís Olímpio expande sua alegria na antevisão dessa nova era, dizendo: “Essas novas gerações verão aparecer o amor e a liberdade, símbolos nobres da regeneração humana; e então, no meio da crença universal em Deus, as duas imensas chagas, que tanto corroem a vida social — o egoísmo e o orgulho —, desaparecerão.

Essa feliz transformação será devida ao Espiritismo — operar-se-á pela aceitação universal de sua filosofia.”

Finalizando, cheio de sadio entusiasmo, Luís Olímpio faz rápido histórico do movimento espírita mundial, declarando que as obras de Kardec penetravam todos os países, sendo que em dois deles, a Rússia e a Espanha, já haviam vertido para suas línguas as cinco obras kardequianas fundamentais do Espiritismo.

Missão cumprida

Diligente paladino dos ideais espiritistas, Teles de Menezes jamais, porém, se excedeu, conservando sempre uma linguagem nobre e serena nos seus arrazoados doutrinários. Era sócio de muitas associações espíritas da Europa e mantinha permanentes contatos epistolares com distintos confrades, daqui e dalém-mar. Colaborou no “Diário da Bahia”, “o primeiro órgão da imprensa brasileira que acolheu em suas colunas artigos em favor do Espiritismo”, no “Jornal da Bahia”, no “O Interesse Público” e em outros periódicos da cidade do Salvador. Exerceu as funções de Oficial da Biblioteca Pública da Bahia e reformou-se como tenente-coronel do Estado-Maior do Comando Superior da famosa Guarda Nacional, que teve papel saliente no Império.

Era, ainda, sócio honorário correspondente da Sociedade Magnética da Itália e membro do ilustrado corpo social do Conservatório Dramático da Bahia.

Cumprida a sua missão dentro do Espiritismo, de arrojado bandeirante da Doutrina dos Espíritos nas plagas de Santa Cruz, Teles de Menezes rumou para o Rio de Janeiro, onde fixou residência, passando, pouco depois, por volta de 1879, a fazer parte da distinta e culta corporação taquigráfica do Senado do Império, então sob a direção do esclarecido chefe da 1ª Secção da Diretoria Geral dos Correios, Sr. Joaquim Francisco Lopes Anjo, que prestou relevantes serviços ao País, tendo recebido várias condecorações.

No desejo de facilitar o estudo e a prática da estenografia no Brasil, onde eram raros os que realmente a conheciam, Teles de Menezes fêz editar no Rio de Janeiro, em 1885, o seu “Manual de Estenografia Brasillense”, com estampas litografadas, “fruto da experiência de longos anos” e do estudo comparativo de alguns métodos estenográficos publicados na Europa.

Teles de Menezes dedica a obra ao velho amigo Senador Manuel Pinto de Souza Dantas, “em testemunho de respeitosa admiração, estima e reconhecimento”.

Abre-se o mencionado “Manual” com uma extensa introdução do Autor, escrita em dezembro de 1884, em que se mostram as vantagens da estenografia, historiando-se, após, o movimento progressivo desta arte no mundo e particularmente no Brasil onde, segundo ele, talvez não houvesse vinte brasileiros que realmente a conhecessem, fato que o entristecia. Diz ele, a seguir, da experiência que acumulou em trinta anos de assídua prática na Assembleia Legislativa da Bahia e em já seis anos no Senado do Império.

Como fruto desta longa experiência e do estudo comparativo de alguns métodos de estenografia publicados na Europa, ele resolveu contribuir com um sistema próprio que, facilitando ainda mais o estudo e a prática da estenografia, despertasse nos brasileiros o desejo de aprendê-la e usá-la. Na segunda parte do livro vem então minuciosamente exposto o seu sistema, com exercícios demonstrativos, sistema que ele particularmente passou a adotar.

Além dos vários trabalhos que publicou, e que já registramos, deixou inéditos, ao desencarnar, grande número de outros.

A sua contribuição, em toda a parte, foi natural e despretensiosa, despida de razões que incluíssem vaidade ou inveja, movendo-o unicamente o desejo sincero de trabalhar pelo bem e pela felicidade do próximo e de nossa Pátria.

Segundo apuramos, Teles de Menezes só pôde trabalhar no Senado até mais ou menos 1892. A idade e uma nefrite crônica afastaram-no do serviço que lhe dava o pão material. O dirigente da secção taquigráfica daquela Casa legislativa, o Sr. Antônio Luís Caetano da Silva, em reconhecimento à dedicação do ex-taquígrafo, garantiu-lhe espontaneamente, num gesto de altruísmo, uma pensão que ajudava em algo o velho casal Menezes, constituído por ele e pela segunda esposa, a Sra. Elisa Pereira de Figueiredo Menezes.

Poucos anos de vida terrena restavam a Olímpio Teles e estes poucos ele os passou sob longos e dolorosos padecimentos causados pela nefrite, e que somente tiveram fim às 22 horas e 40 minutos do dia 16 de março de 1893. Neste dia e a esta hora, à rua Barão de São Felix, nº 165, com 68 anos, desatava ele o Espírito às claridades do Além-mundo, onde afinal iria receber o prêmio aos seus laboriosos esforços.

Desencarnou em pobreza extrema, sendo o seu enterro feito no Cemitério de S. Francisco Xavier a expensas de dois colegas taquígrafos, que lhe prestaram “os melhores serviços de amizade”[4].

“Reformador” de 1º de abril de 1893, num necrológio do valoroso extinto, terminava com as seguintes palavras: “Era um caráter digno de todo o apreço pela sua cultura e elevação de sentimentos, apurados por uma longa série de infortúnios que soube sempre suportar com honra e grandeza d’alma.”

Jornais do Rio e da Bahia, como o “Jornal do Commercio” e o “Diário da Bahia”, recordaram-lhe a vida e a obra em sucintos necrológios.

Reconhecendo o valor do grande baiano, três grandes Enciclopédias, a de Maximiano Lemos, a publicada por W. M. Jackson e a “Grande Enciclopédia Delta Larousse”, seguindo o exemplo do “Dicionário Bibliográfico Brasileiro”, de Sacramento Blake, e do “Dicionário Bibliográfico Português”, de Inocêncio da Silva, incluíram em suas páginas uma síntese biográfica de Luís Olímpio Teles de Menezes.

O nome e os feitos dessa figura apostolar de pioneiro, exemplo de tenacidade e fortaleza, conservar-se-ão indeléveis nos Anais da História do Espiritismo no Brasil.

Homenagens

Em 17 de Setembro de 1965, dois carimbos postais comemorativos, aprovados pelo Departamento dos Correios e Telégrafos, foram aplicados, nas cidades do Rio de Janeiro e do Salvador, em homenagem ao fundador do “Grupo Familiar do Espiritismo”. Nesse mesmo mês de setembro, a Câmara Municipal da Cidade do Salvador fez inserir na ata dos seus trabalhos “um justo preito de admiração à honrada memória do ilustrado e distinto Professor Luís Olímpio Teles de Menezes”.

Quase um ano depois, os representantes do grande povo da capital baiana homenagearam, pela segunda vez, aquele que foi venerável pioneiro espírita nas terras brasileiras. A 4 de dezembro de 1966, procedeu-se na cidade do Salvador (Bahia), às 15 horas, a inauguração da placa nominativa da Rua Professor Teles de Menezes, dando-se, assim, cumprimento à Lei número 1886/66, sancionada pelo Sr. Prefeito.

Fonte: Grandes espíritas do Brasil

[1] Veja-se o “Relatório da Associação Espirítica Brasileira, apresentado em sua sessão magna, celebrada em 17 de setembro de 1874, por Luiz Olímpio”, Bahia, 1874, página 3.

[2] Em “Discurso” de 12 de dezembro de 1873. (N. da Editora)

[3] Discurso lido na “Associação Espirítica Brasileira” na sessão geral de 12 de dezembro de 1873, por Luís Olímpio. Bahia, 1874.

[4] “Diário da Bahia”, 30 de março de 1893.

 

 

 

(Copiado de https://seir.org.br/teles-de-menezes/)

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/NOVEMBRO/13-11-2018_arquivos/image006.jpg

Mesas girantes. França. Século XIX.

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Table-turning#/media/File:Tables_tournantes_1853.jpg

  

Imagem publicada pela revista “le magazine l'Illustration” em 1853

 para ilustrar um artigo intitulado: História da Semana

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2018/OUTUBRO/13-10-2018_arquivos/image014.jpg

Allan Kardec (1804- 1869). Codificador do Espiritismo. Imagem/fonte: 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/Hippolyte_L%C3%A9on_Denizard_Rivail2.jpg

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2020/OUTUBRO/08-10-2020_arquivos/image012.jpg

Capa da 1ª. edição de O Livro dos Espíritos de Allan Kardec, lançados aos 18 de abril de 1857.

Copiada de https://kardec.blog.br/18-de-abril-de-1857/

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/JULHO/26-07-2022_arquivos/image043.jpg

Elevador Lacerda em Salvador, BA, terra natal de Luis Olimpio Teles de Menezes. Foto Ismael Gobbo

 

05

Selo comemorativo do Centenário da Imprensa Espírita no Brasil

homenageou Luis Olimpio Teles de Menezes. Copiado de:

https://robertoaniche.com.br/author/raniche/page/50/     

06

Exemplar da primeira edição de O Echo D´Alêm Túmulo, presente hoje na Biblioteca de

Obras Raras da FEB em Brasília.

Copiado de: https://robertoaniche.com.br/author/raniche/page/50/   

https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/MARCO/26-03-2022_arquivos/image063.jpg

Prédio histórico da FEB- Federação Espírita Brasileira. Copiado do  Reformador, junho de 1948.

 

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A Baía de Guanabara (E), Praia de Copacabana (D) e Pão de Açucar no centro da foto vistos do Corcovado onde turistas visitam o belíssimo Cristo Redentor. Rio de Janeiro, Brasil.  Foto Ismael Gobbo.

Na cidade do Rio de Janeiro desencarnou e foi sepultado Luis Olimpio Teles de Menezes

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Cemitério de São Francisco Xavier na cidade do Rio de Janeiro. Nele foram sepultados muitos

vultos espíritas de escol  dentre os quais Luis Olimpio Teles de Menezes.  Foto: Ismael Gobbo

 

 

Deus

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Eurípedes Barsanulfo

O Universo é obra inteligentíssima; obra que transcende a 
mais genial inteligência humana; e, como todo efeito 
inteligente tem uma causa inteligente, é forçoso inferir que a
do universo é superior a toda inteligência; é a inteligência das
inteligências; a causa das causas; a lei das leis; o princípio dos
princípios; a razão das razões; a consciência das consciências;
é Deus! Deus! Nome mil vezes santo, que Newton jamais
pronunciava sem se descobrir!

Ó Deus que vos revelais pela natureza, vossa filha e nossa
mãe, reconheço-vos eu, Senhor, na poesia da criação; na
criancinha que sorri; no ancião que tropeça; no mendigo que
implora; na mão que assiste; na mãe querida que vela; no pai
extremoso que instrui; no apóstolo abnegado que evangeliza
as multidões.

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, no amor do esposo; no
afeto do filho; na estima da irmã; na justiça do justo; na
misericórdia do indulgente; na fé do homem piedoso; na
esperança dos povos; na caridade dos bons; na inteireza dos
íntegros. Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! no estro do vate;
na eloqüência do orador; na inspiração do artista; na santidade 
do mestre; na sabedoria do filósofo e nos fogos eternos do 
gênio!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na flor dos vergéis, na
relva dos vales; no matiz dos campos; na brisa dos prados; no
perfume das campinas; no murmúrio das fontes; no rumorejo
das franças; na música dos bosques; na placidez dos lagos; na
altivez dos montes; na amplidão dos oceanos e na majestade
do firmamento!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! nos lindos antélios, no íris
multicor; nas auroras polares; no argênteo da Lua; no brilho do
Sol; na fulgência das estrelas; no fulgor das constelações!
Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na formação das
nebulosas; na origem dos mundos; na gênese dos sóis; no
berço das humanidades; na maravilha, no esplendor e no
sublime do Infinito!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! com Jesus, quando ora:
"Pai nosso que estais nos céus..." ou com os anjos quando
cantam: "Glória a Deus nas alturas, Paz na Terra aos Homens e
Mulheres da Boa Vontade de Deus".

(Texto copiado na internet do site http://www.forumespirita.net/fe/poesia/deus-euripedes-barsanulfo/)

 

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Prece do “Pai Nosso”. Aquarela de James Tissot

Imagem/fonte:

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Brooklyn_Museum_-_The_Lord%27s_Prayer_%28Le_Pater_Noster%29_-_James_Tissot.jpg

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Busto de  Eurípedes Barsanulfo no Colégio Allan Kardec,

Sacramento, MG. Foto Ismael Gobbo

 

 

Amor Infinito

Caminhos retos    

 

 

(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

 

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