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Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita São Paulo, SP, segunda-feira, 30 de março de 2026. Compiladas por Ismael Gobbo |
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Notas |
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1. Recomendamos confirmar junto aos organizadores os eventos aqui divulgados. Podem ocorrer cancelamentos ou mudanças que nem sempre chegam ao nosso conhecimento. 2. Este e-mail é uma forma alternativa de divulgação de noticias, eventos, entrevistas e artigos espíritas. Recebemos as informações de fontes diversas via e-mail e fazemos o repasse aos destinatários de nossa lista de contatos de e-mail. Trabalhamos com a expectativa de que as informações que nos chegam sejam absolutamente espíritas na forma como preconiza o codificador do Espiritismo, Allan Kardec. Pedimos aos nossos diletos colaboradores que façam uma análise criteriosa e só nos remetam para divulgação matérias genuinamente espíritas.
3. Este trabalho é pessoal e totalmente gratuito, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro e só conta com ajuda de colaboradores voluntários. (Ismael Gobbo).
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Atenção |
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Os últimos 5 emails enviados |
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28-03-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/MARCO/28-03-2026.htm 27-03-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/MARCO/27-03-2026.htm 26-03-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/MARCO/26-03-2026.htm 25-03-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/MARCO/25-03-2026.htm 24-03-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/MARCO/24-03-2026.htm
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Publicação em sequência Revista Espírita – Ano 7 - 1864 |
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TRADUÇÃO DE EVANDRO NOLETO BEZERRA
(Copiado do site Febnet) |
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O remorso de Nero após o assassinato de sua mãe. Óleo sobre tela de John William Waterhouse. Imagem/fonte:
Nero ( / n ɪər oʊ / TCEN OH ; Latina : Nero Claudius Caesar Augustus Germanicus ; [i] 15 dezembro 37 - 9 de junho de 68 dC) foi o último imperador romano da dinastia Júlio-Claudiana . [1] [2] Ele foi adotado por seu tio-avô Cláudio e tornou-se herdeiro e sucessor de Cláudio. [1] Como Cláudio, Nero se tornou imperador com o consentimento da Guarda Pretoriana . Mãe de Nero, Agripina , a Jovem, dominou a vida e as decisões de Nero até que ele a dispensou e a matou cinco anos depois de seu reinado. [1] Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Nero
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Nero infante. Museu do Louvre, Paris, França. Foto Ismael Gobbo. |
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Cabeça do imperador Nero executada em mármore de Paros* . Museu do Louvre, Paris, França. Foto Ismael Gobbo.
Nero Cláudio César Augusto Germânico (em latim Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus; Anzio, 15 de dezembro de 37 d.C. — Roma, 9 de junho de 68),[1] foi um imperador romano que governou de 13 de outubro de 54 até a sua morte, a 9 de junho de 68. Nascido com o nome de Lúcio Domício Enobarbo, era descendente de uma das principais famílias romanas, pelo pai Cneu Domício Enobarbo e da família imperial júlio-claudiana[2] através da mãe Agripina, a Jovem, filha de Germânico e neta de César Augusto. Ascendeu ao trono após a morte do seu tio Cláudio, que o nomeara o seu sucessor. Durante o seu governo, focou-se principalmente na diplomacia e no comércio, e tentou aumentar o capital cultural do império. Ordenou a construção de diversos teatros e promoveu os jogos e provas atléticas. Diplomática e militarmente, o seu reinado caracterizou-se pelo sucesso contra o Império Parta, a repressão da revolta dos britânicos (60–61) e uma melhora das relações com Grécia. Em 68 ocorreu um golpe de estado de vários governadores, após o qual, aparentemente, foi forçado a suicidar-se.[3] O reinado de Nero é associado habitualmente à tirania e à extravagância.[4] É recordado por uma série de execuções sistemáticas, incluindo a da sua própria mãe[5] e o seu meio-irmão Britânico, e sobretudo pela crença generalizada de que, enquanto Roma ardia, ele estaria compondo com a sua lira,[6] além de ser um implacável perseguidor dos cristãos. Estas opiniões são baseadas primariamente nos escritos dos historiadores Tácito, Suetônio e Dião Cássio. Poucas das fontes antigas que sobreviveram o descrevem dum modo favorável,[7] embora haja algumas que relatam a sua enorme popularidade entre o povo romano, sobretudo no Oriente.[8] A fiabilidade das fontes que relatam os tirânicos atos de Nero é atualmente controversa. Separar a realidade da ficção, em relação às fontes antigas, pode ser impossível.[9] Leia mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nero
* Paros Paros (em grego, Πάρος, tr. Páros; em vêneto, Paro) é uma ilha grega do Mar Egeu central, uma das maiores ilhas do arquipélago das Cíclades. Estende-se a oeste da ilha de Naxos, da qual é separada por um canal, próximo da ilha de Antiparos. Foi famosa durante toda a Antiguidade clássica pelo mármore que exportava.[1]
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Busto de Agripina, a Jovem. Século I. Museu Nacional de Varsóvia. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rome_Agrippina_Minor.jpg
Agripina, a Jovem Júlia Agripina Menor (em latim: Júlia Agripina Minor[2]), também conhecida como Agripina, a Jovem ou Agripinila e, depois de 50, como Júlia Augusta Agripina, foi uma imperatriz-consorte romana e uma das mais poderosas mulheres da Dinastia júlio-claudiana. Ela era bisneta do imperador Augusto, sobrinha-neta e neta adotiva de Tibério, irmã de Calígula, sobrinha e quarta esposa de Cláudio e mãe de Nero. Ela foi descrita nas fontes modernas e antigas com adjetivos como "implacável", "ambiciosa", "violenta" e "dominadora". Ela era bela, tinha boa reputação e, de acordo com Plínio, o Velho, ela tinha um canino duplo na direita da mandíbula superior, um sinal de boa sorte na época. Muitos dos historiadores antigos acusam Agripina de ter envenenado o imperador Cláudio, mas os relatos divergem entre si[3]. Leia mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Agripina_Menor
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“Domus Áurea”. A Casa Dourada de Nero em restauração no Monte Esquilino. Roma, Itália. Foto Ismael Gobbo |
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O Coliseu e a Lua. Roma, Itália. Foto Ismael Gobbo.
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A palavra aos surdos-mudos. Óleo sobre tela por Oscar Pereira da Silva. Museu Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo |
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Jesus curando um surdo-mudo da Decápolis. Óleo sobre tela por Bartholomeus Breenbergh. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bartholomeus_Breenbergh_003.JPG |
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Afresco com representação de Jesus curando um surdo-mudo da Decápolis. Igreja de São João em Mustair, Suiça. Imagem/fonte: |
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Allan Kardec, Codificador do Espiritismo. (Lião, 03-10-1804 / Paris, 31-03-1869) Imagem/fonte: https://dialogos.files.wordpress.com/2007/02/allan-kardec-tratado-2.jpg
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Jesus Cristo no Monte das Oliveiras. Óleo sobre tela de Rodolfo Amoedo. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo
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O Evangelho segundo o Espiritismo. Por Allan Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. FEB – Federação Espírita Brasileira |
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CAPÍTULO XXVIII ---------- Coletânea de preces espíritas
– Preâmbulo – Preces gerais – Preces para si mesmo – Preces pelos outros – Preces pelos que já não são da Terra – Preces pelos doentes e obsidiados
II- Preces para si mesmo
Prevendo a morte próxima
40. PREFÁCIO. A fé no futuro, a elevação do pensamento, durante a vida, para os destinos vindouros, favorecem e aceleram o desligamento do Espírito, por enfraquecerem os laços que o prendem ao corpo, tanto que, frequentemente, a vida corpórea ainda não se extinguiu de todo e a alma, impaciente, já alçou o voo para a imensidade. Ao contrário, no homem que concentra todos os seus cuidados nas coisas materiais, aqueles laços são mais tenezes, a separação é penosa e dolorosa e o despertar no além-túmulo é cheio de perturbação e ansiedade. 41. PRECE. Meu Deus, creio em ti e na tua infinita bondade, razão pela qual não posso crer que hajas dado ao homem a inteligência para te conhecer e a aspiração pelo futuro, para depois o mergulhares no nada. Creio que o meu corpo é apenas o envoltório perecível da minha alma e que, quando eu tiver deixado de viver, acordarei no mundo dos Espíritos. Deus Onipotente, sinto que se desfazem os laços que prendem minha alma ao meu corpo e que logo irei prestar contas do emprego que fiz da vida que vou deixar. Vou sofrer as consequências do bem e do mal que pratiquei. Lá não haverá ilusões nem subterfúgios possíveis. Todo o meu passado vai desenrolar-se diante de mim e serei julgado segundo as minhas obras. Nada levarei dos bens da Terra. Honras, riquezas, satisfações da vaidade e do orgulho, tudo, enfim, que é peculiar ao corpo permanecerá neste mundo. Nem a mais ínfima parcela de todas essas coisas me acompanhará, nem me será de utilidade alguma no mundo dos Espíritos. Apenas levarei comigo o que pertence à alma, isto é, as boas e as más qualidades, para serem pesadas na balança da mais rigorosa justiça. Serei julgado com tanto maior severidade quanto maior tenha sido o número de ocasiões que tive para fazer o bem, mas não fiz, proporcionado pela posição que ocupei na Terra. (Cap. XVI, item 9.) Deus de misericórdia, que o meu arrependimento chegue aos teus pés! Digna-te lançar sobre mim o manto da tua indulgência. Se te aprouver prolongar a minha existência, que o restante dela seja empregado em reparar, tanto quanto em mim esteja, o mal que eu tenha praticado. Se soou, fatal, a minha hora, levo comigo o pensamento consolador de que me será permitido redimir-me, por meio de novas provas, a fim de merecer um dia a felicidade dos eleitos. Se não me for dado gozar imediatamente dessa felicidade sem mescla, partilhada tão só pelos justos por excelência, sei que a esperança não me está perdida para sempre e que, pelo trabalho, alcançarei o fim, mais cedo ou mais tarde, conforme os meus esforços. Sei que os Espíritos bons e o meu anjo da guarda estão perto de mim, para me receberem; logo os verei, como eles me veem. Sei que encontrarei de novo aqueles a quem amei na Terra, se o tiver merecido, e que aqueles que aqui deixo virão juntar-se a mim, que um dia estaremos todos reunidos para sempre e que, enquanto esse dia não chegar, poderei vir visitá-los. Sei também que vou encontrar aqueles a quem ofendi. Que eles possam perdoar-me tudo quanto poderiam censurar em mim: o meu orgulho, a minha dureza, minhas injustiças, a fim de que a presença deles não me mate de vergonha! Perdoo aos que me fizeram ou quiseram fazer o mal na Terra; não alimento nenhum rancor contra eles e peço-te, meu Deus, que lhes perdoes. Senhor, dá-me forças para deixar sem pesar os prazeres grosseiros deste mundo, que nada representam diante das alegrias puras do mundo onde vou penetrar. Nele não há mais tormentos para o justo, nem sofrimentos, nem misérias; só o culpado sofre, embora sempre lhe reste a esperança. A vós, Espíritos bons, e a ti, meu anjo da guarda, não me deixeis cair neste momento supremo. Fazei que a luz divina brilhe aos meus olhos, a fim de que a minha fé se reanime, se vier a abalar-se.
NOTA- Veja-se, adiante, o item V- Preces pelos doentes e obsidiados.
Próximo III-Preces pelos outros
(Copiado de O Evangelho segundo o Espiritismo. Por Allan Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. FEB – Federação Espírita Brasileira) |
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Deus convidanto Cristo Pieter de Grebber, Deus convidando Cristo a sentar-se no trono à sua direita (detalhe), 1645. Óleo sobre tela, 115 x 133 cm. Museu Catharijneconvent, Utrecht. Fonte: https://www.wga.hu/art/g/grebber/inviting.jpg Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:GodInvitingChristDetail.jpg |
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Jesus orando no Getsêmani. Óleo de Heinrich Hofmann. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Christ_in_Gethsemane.jpg
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“Ai de vocês, Escribas e Fariseus”. Guache sobre grafite em papel tecido cinza. Obra de James Tissot. Imagem/fonte:
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Autor Andrea Pozzo (1642–1709) wikidata:Q380103 s:en:Author:Andrea Pozzo q:it:Andrea Pozzo Tipo de objeto pintura Descrição Anjo da guarda Data cerca de 1685 Técnica pintura Fonte/Fotógrafo [1] Copiado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Guardian-Angel-1685-94-Andrea-Pozzo.jpg |
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O evangelista Mateus Rembrandt (1606–1669) wikidata:Q5598 s:en:Autor:Rembrandt Harmenszoon van Rijn q:en:Rembrandt imagem da obra de arte listada no parâmetro de título desta página Título O evangelista Mateus e o anjo Pintura de tipo de objeto Edite isto no Wikidata Gênero arte religiosa Edite isto no Wikidata Pessoas retratadas Mateus, o Apóstolo Edite isto no Wikidata Data 1661 Óleo médio sobre tela Altura das dimensões: 96 cm (37,7 pol.); largura: 81 cm (31,8 pol.) Coleção Wikidata do Louvre-Lens:Q405543 (inventário). Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_Evangelist_Matthew_Inspired_by_an_Angel.jpg |
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O Livro dos Médius, lançado por Allan Kardec em janeiro de 1861.
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O grande médium Francisco Cândido Xavier psicografando no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo, MG. Imagem/fonte: http://professorricardovieira.blogspot.com.br/2014/04/biografia-de-chico-xavier.html
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Autor Josef August Untersberger (1864–1933) wikidata:Q1231330 Tipo de objeto pintura Descrição Cristo no Monte das Oliveiras. Técnica pintura Notas Josef Untersberger, artista austríaco costuma assinar suas pinturas como Giovanni. Fonte/fotógrafo próprio scan, 27/08/2013 19:45:55. Imagem/fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Archivo:Christ_on_the_Mount_of_Olives_by_Giovanni.jpg |
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O Sermão da Montanha. Autor: Harold Copping. Copiado de: https://en.wikipedia.org/wiki/Matthew_6:17
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Apóstolo Paulo. Óleo sobre tela de Jan Lievens. Imagem/fonte:
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Velha orando. Óleo sobre tela por Theophile M. Lybaert. 1915. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Theophile_Lybaert_-_Old_Flanders.jpeg
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Prece do “Pai Nosso”. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:
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Jesus ensina o povo à beira-mar. Guache sobre grafite em papel tecido cinza. Obra de James Tissot. Imagem/fonte:
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Estudo para Jesus e Nicodemos por Henry Ossawa Tanner. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Henry_Ossawa_Tanner_-_Study_for_Jesus_and_Nicodemus.jpg
No diálogo de Jesus com Nicodemos, um fariseu, falou o Mestre: "Ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo." (João, 3,1-8)
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Sermão da Montanha. Pintura de Henrik Olrik Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sankt_Matthaeus_Kirke_Copenhagen_altarpiece_detail1.jp
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Allan Kardec (1804- 1869). Codificador do Espiritismo Imagem/fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/Hippolyte_L%C3%A9on_Denizard
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Os recursos de um Mestre |
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Ele se apresentou no rio Jordão, submetendo-se ao batismo de João, o Batista, exatamente para que pudesse ser identificado por aqueles que O aguardavam. Ele era o Enviado, o Cordeiro de Deus, Aquele que viera para acender o fogo da transformação nas almas. E tinha pressa que se incendiasse a Terra, que Seu rebanho evoluísse sem tantos percalços, furtando-se a muitas dores. Saindo das águas, Ele foi seguido por dois discípulos do Batista. Quando eles lhe indagam onde mora, o convite do Mestre é para que O sigam e vejam. Em resumo, Ele diz que as cobras têm covis, os pássaros têm ninhos, mas ele, o Filho do Homem, não tem uma pedra para repousar a cabeça. E, contudo, realizou uma revolução, transformando pescadores do mar da Galileia em pescadores de homens, no imenso mar das turbulências humanas. Em Seu tempo, não havia livros. Existiam os rolos de papiro e pergaminho. Mas Ele não se serviu de nenhum desses materiais para deixar gravado o Seu ensino, que foi todo oral. Ele semeou luzes nas mentes humanas, o mais extraordinário depósito de sabedoria de todos os tempos. Um arquivo que, através dos séculos e das idades, somente se engrandece com acréscimos do conhecimento. Um dia, somente um dia, Ele escreveu no pó da terra algumas palavras. Referiam-se aos equívocos daqueles homens que estavam na praça, pedindo-lhe o julgamento de uma mulher surpreendida em adultério. Escreveu na terra. O vento apagou as letras, que, no entanto, ficaram gravadas, de maneira indelével, na consciência de cada um dos que se retiraram do local, envergonhados. Naqueles dias, não havia tecnologia de ponta para projeção de imagem e som. Ele subiu a um monte e projetou a Sua voz para ser ouvida com absoluta clareza por mais de cinco mil pessoas. Ele não se serviu de nenhum meio de transporte. Viajou constantemente a pé entre povoados e cidades da Galileia, da Judeia e da Pereia. Não temos ideia exata de quantos quilômetros percorreu. Uma estimativa conservadora sugere que Ele pode ter percorrido cerca de trezentos e vinte e um quilômetros. Especulações baseadas em um cálculo mais amplo de Sua vida sugerem milhares de quilômetros, chegando a cerca de trinta e quatro mil. Não há um número exato e universalmente aceito, pois os Evangelhos focam nos ensinamentos e eventos, não em um registro detalhado de viagens. Sem recursos externos, que hoje nos favorecem a comunicação e o marketing, Jesus nos deu o exemplo de como se pode utilizar os recursos próprios para concretizar o que nos compete. Pensemos o quanto nós podemos realizar dispondo dos livros, da internet, das plataformas digitais, das redes sociais. Sobretudo, prestemos atenção ao fato de que são todos talentos, que nos são disponibilizados. Talentos dos quais teremos que prestar contas em algum momento. Afinal, Ele mesmo asseverou que nos compete dar contas da nossa administração. Administração do tempo, dos recursos da inteligência, dos talentos do conhecimento e tudo o mais que o extraordinário mundo dos homens nos oferece. Redação do
Momento Espírita
(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=7630&stat=0) |
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Uma das nascentes do Rio Jordão, em Banias, no Monte Hermon, região da antiga Cesaréia de Felipe. O rio caminha na direção do Mar da Galiléia e, dali, para o Mar Morto. . Foto Ismael Gobbo
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Mar da Galiléia. É uma grande represa de água doce abastecida principalmente pelas águas do Rio Jordão. Israel. Foto Ismael Gobbo. |
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Artista: Juan de Pareja (–1670) wikidata:Q1352058 imagem da obra de arte listada no parâmetro de título desta página Título: O batismo de Cristo Tipo de objeto: pintura Gênero: arte religiosa Descrição: O tecido representa o momento em que Jesus Cristo foi batizado pelo profeta João Batista. Pessoas representadas: Jesus Cristo João Batista Data: século XVII Técnica: óleo sobre tela Dimensões: altura: 230 cm (90,5 pol.); largura: 356 cm (11,6 pés) Coleção: Museu do Prado wikidata:Q160112 (Inventário) Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/File:Pareja-bautismo.JPG |
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Vocação de São Pedro e Santo André Artista: James Tissot (1836–1902) wikidata:Q381248 q:en:James Tissot imagem da obra de arte listada no parâmetro de título desta página Título: Vocação de São Pedro e Santo André Tipo de objeto: pintura em aquarela Gênero: arte religiosa Descrição: chamado dos discípulos Pessoas retratadas: André, o Apóstolo São Pedro Data: entre 1886 e 1894 Técnica: guache sobre grafite em papel vergé cinza Dimensões: altura: 24,4 cm (9,6 pol.); largura: 16,8 cm (6,6 pol.) Coleção: Museu do Brooklyn wikidata:Q632682. Imagem/fonte: |
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Cena retratando Jesus e a transformação da água em vinho. Quadro em igreja de Caná, Israel. Foto Ismael Gobbo
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Exortação de Jesus aos apóstolos. Aquarela por James Tissot.
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Aflitos bem-aventurados |
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Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Nascer E Renascer. Lição nº 19. Página 91.
Problema intrincado. Muitos companheiros disseram isso, no impedimento que te aborrece. No entanto, o Sublime Orientador te situou, à frente dele, para que lhe descubras a solução. Serviço impraticável. Outros proclamaram semelhante afirmativa, referindo-se ao encargo que te pesa nos ombros. O Senhor, porém, te chamou a executá-lo, ciente da tua capacidade e da tua força. Tentação invencível. Vozes diferentes formularam a mesma observação, na crise interior que escalda o pensamento. Todavia, o Eterno Amigo te permite experimentá-la para que lhe extingas o magnetismo calamitoso. Parente difícil. Opinião idêntica foi lançada por afeiçoados diversos, diante do coração querido que te incomoda no lar. Entretanto, o Excelso Benfeitor te colocou na equipe doméstica, a fim de que o ampares na provação que lhe agrava a existência. Companheiro obsediado. Conceituação análoga está sendo mantida por muita gente, perante o amigo que te propele a constantes desgostos. O Mentor Infalível, contudo, te envolveu na luta, que desgasta o companheiro em perturbação, para que lhe sustentes a reabilitação. Todas as dificuldades no mundo, sejam grandes inquietações ou dissabores pequenos, constituem lição e trabalho simultâneos a que nos convida o Divino Semeador, para que se intensifique na Terra a seara da libertação de todos os valores do espírito. Bem aventurados os aflitos - disse Jesus. Os aflitos bem-aventurados, porém, não são simplesmente aqueles que choram e sofrem, deitando críticas e queixumes, e sim aqueles que recebem as tribulações e dores transitórias da vida, por benditas e honrosas oportunidades de servir, com o Cristo de Deus, agindo com bondade operosa e paciência incansável na vitória do bem.
(Texto recebido em email do pesquisador e divulgador Antonio Sávio, de Belo Horizonte, MG) |
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Cristo e a mulher cananita. Óleo sobre tela de Annibale Carracci. Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Annibale_Carracci
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O Cristo e a mulher adúltera. Óleo sobre tela de Giovanni Domenico Tiepolo. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tiepolo_-_Le_Christ_et_la_femme_adult%C3%A8re.jpg
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Jesus curando o cego de nascença. Óleo sobre tela por El Greco Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_curando_o_cego_de_nascen%C3%A7a#/media/File:El_Greco_015.jpg
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O filho pródigo. Óleo sobre tela por John Macallan Swan. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:John_Macallan_Swan_-_The_Prodigal_Son,_1888.jpg
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O retorno do filho pródigo. Óleo sobre tela por Francesco Bassano the Younger. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Basf2.jpg
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Como o espírita deve ver a sociedade |
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Aylton Paiva
Aylton Paiva – [email protected]
A Vida social está em a natureza?
- Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outra faculdades necessária à vida de relação. (1)
O espírita não deve ver a sociedade conforme suas opiniões , mas de acordo com os princípios da Filosofa Espiritualista Espírita, contida em O livro dos espíritos, codificado por Allan Kardec, em sua 3ª Parte Das Leis Morais – Da Lei de sociedade.
O ser humano não é um ser perfeito e completo, portando ele precisa da união social a fim de que um possa ajudar o outro, conforme informação dos Mentores Espirituais, acima citado.
“ Não se justifica o isolamento social, seja por alegado fim religioso( asceta, ermitão, etc.) seja para usufruir os bens materiais sem que tenha de se relacionar com outras pessoas; residir em uma ilha isolada, por exemplo.” (2)
Assim, torna-se evidente que toda pessoa tem um compromisso com a sociedade em que vive. Deve compreender sua função nessa sociedade, dela participando e dando sua contribuição de acordo com suas possibilidades intelectuais, sentimentais e morais.
“O espírita, pelo conhecimento que tem da Doutrina Espírita, especialmente Das Leis Morais, 3ª Parte do mencionado O livro dos espíritos tem o dever de participar ativa e conscientemente na sociedade em que vive, agindo para que os valores ético espíritas se realizem na sociedade humana.” (3)
Conforme já citado, os Mentores Espirituais da codificação do Espiritismo alertam firmemente que os seres humanos precisam uns dos outros, daí a necessidade de viver em sociedade.
“ O homem tem necessidade de progredir, de desenvolver suas potencialidades e isso ele só pode fazer em sociedade e é necessário que a sociedade esteja estruturada a fim de que todos que a compõem tenham tal possibilidade.
O progresso do homem, tanto em seu aspecto da vida material quanto da vida espiritual, é uma imposição do Criador à vida. Ele necessita relacionar-se com seu semelhante para criar os bens indispensáveis ao seu aprimoramento.
Esse relacionamento social, no entanto, deve ser inspirado pelo amor entre os seres, pela fraternidade que implica no exercício da justiça.” (4).
Para essa convivência o espírita deve, portanto, buscar os valores morais contidos no Evangelho de Jesus, clarificados pela Filosofia Espiritualista Espírita contida na sua obra básica O livro dos espíritos, organizada por Allan Kardec.
Para uma vivência coerente, o espírita precisa compreender e agir, na sociedade, conforme esses valores morais e não de acordo com doutrinas, filosofias materialistas, e mesmo suas opiniões e palpites pessoais, que confrontam tais valores.
Por isso, é muito importante que em momentos como estamos vivendo no Brasil, época de eleição de candidatos aos cargos dos Poderes Legislativo e Executivo esse amor nos leve a escolher os pretendentes pelos critérios que a Ética da Filosofia Espírita nos indica, como os anteriormente citados.
Referência bibliográfica:
(1) O livro dos espíritos, de Allan Kardec, editora FEB, edição 87ª.
(2) O Espiritismo e a Política – Contribuições para a evolução do ser e da sociedade. Capítulo 7, pág. 63.
(3) Idem, pág. 63.
(4) Idem, pág. 64.
(Recebido em email de paiva.aylton paiva.aylton [[email protected]]) |
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Capa da 1ª. edição de O Livro dos Espíritos de Allan Kardec, lançados aos 18 de abril de 1857. Copiada de https://kardec.blog.br/18-de-abril-de-1857/
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Allan Kardec Lião (França): 03-10-1804 / Paris (França): 31-03-1869 Gravura cedida por Charles Kempf, Belfort, França.
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Honestidade social ou moral? |
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Sidney Fernandes
A convivência humana costuma avaliar a honestidade a partir de critérios visíveis: cumprir a lei, respeitar contratos, evitar conflitos com a justiça. Sob essa ótica, muitas pessoas são consideradas corretas, íntegras e dignas de respeito. No entanto, a moral espiritual trabalha em um plano mais profundo, onde não bastam aparências nem justificativas legais. É nesse ponto que o Espiritismo nos convida a ampliar o conceito de honestidade. Uma das comunicações espirituais mais expressivas registradas por Allan Kardec é a de Joseph Bré, evocada após seu falecimento. Ao afirmar que não aproveitara devidamente a existência terrena, surpreendeu seus familiares, pois fora, aos olhos do mundo, um homem honesto. Sua explicação, porém, revela uma distinção fundamental: existe grande diferença entre a honestidade perante os homens e a honestidade perante Deus. A lei humana examina atos; a Lei Divina alcança intenções. É possível agir dentro da legalidade e, ainda assim, causar prejuízos morais profundos. Quantas vezes a vida social legitima comportamentos que ferem a dignidade alheia? O empresário que explora funcionários sob contratos legalmente válidos, o investidor que se aproveita do desespero do outro, o profissional que reivindica direitos que sabe não lhe caberem — todos se apoiam na letra da lei, mas se afastam do espírito da justiça. Essas atitudes não costumam gerar punições civis, tampouco escândalo público. No entanto, deixam marcas na consciência. A moral divina não se satisfaz com a ausência de crime; ela exige a presença do bem. Não basta não prejudicar ostensivamente — é preciso respeitar, compreender e agir com equidade. O Espiritismo amplia o campo da responsabilidade moral ao revelar que responderemos não apenas pelo que fizemos, mas também pelo que deixamos de fazer quando podíamos agir melhor. A honestidade espiritual começa quando o indivíduo se pergunta não apenas “isso é permitido?”, mas “isso é justo?”, “isso é fraterno?”, “isso contribui para o bem do outro?”. Essa mudança de perspectiva desloca o eixo da moralidade: do julgamento social para o tribunal íntimo da consciência.
(Recebido em email de [email protected]) |
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Allan Kardec. Óleo sobre tela por Nair Camargo. Foto Ismael Gobbo. |
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Jesus e seus discípulos colhendo o trigo num sábado, evento que provocou a fúria das autoridades religiosas. Pintura a óleo de Ferdinand Olivier. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ferdinand_Olivier_003.jpg
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Registro. Atividades do Projeto Chico Xavier na tarde deste sábado 28-03-2026. Araçatuba, SP |
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Após a prece de abertura as 16 horas várias pessoas vão ao local de alimentos e preparam para os inscritos da casa, outros preparam diversos alimentos para serem servidos aos presentes, inclusive o de jantar; evangelização para crianças e jovens com distribuição de Bombom. Palestra por Osvaldo Magro Filho. Fotos de: Émerson Gratão, Osvaldo Magro Filho e de Nelson Poço Informações e fotos recebidas de Émerson Gratão
Fotos acima de Émerson Gratão
Fotos acima de Osvaldo Magro Filho
Fotos acima de Nelson Poço |
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Abrigo Ismael na manhã deste domingo 29-03-2026 Araçatuba, SP |
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Com início às 9 horas, após a prece inicial de Fábio Cruz, ocorreu a excelente palestra pela oradora da cidade de Araçatuba, SP, Eliana Magoga Cunha, do Centro Espírita Bezerra de Menezes de Araçatuba, SP, que desenvolveu o tema “Pontos Mortos”, tendo ao final a música “Irmã Sheilla” pela freqüentadora da casa Lia Maura Magoga. O encerramento se deu com a prece do ex-presidente Sr. Osvaldo Generoso, com informe do presidente da casa Sr. Adair Anacleto, e a aplicação de passes para as crianças da evangelização e para o público presente. Fotos de Ismael Gobbo.
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[941-JornalMundoMaior] AO IRMÃO AFASTADO. |
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AO IRMÃO AFASTADO. Dizes-te, por vezes, sob desalento e cansaço e que já não consegues abraçar qualquer tarefa na seara do bem.
Entretanto, no íntimo, a voz da consciência te convida a olvidar desenganos, apagar ressentimentos, varrer amarguras e renovar a própria existência.
Qualquer desilusão é apelo à realidade e toda vez em que nos reconhecemos em desacerto, isso é sinal de que estamos progredindo em discernimento.
Não permitas que a ideia de fracasso anule os créditos de tempo, em tuas mãos. Não abandones a certeza de que podes trabalhar e servir, auxiliar e melhorar, renovar e reconstruir.
Se o desânimo te congelou os ideais, acende a chama da esperança, no próprio coração e reinicia a cooperação, nas obras construtivas, das quais te afastaste, impensadamente.
Se paraste na trilha do progresso, retoma a própria marcha, em demanda ao alvo por atingir. Não acredites em derrota e nem te admitas incapaz de ser útil.
Se a Divina Providência não acreditasse em tua capacidade de elevação e refazimento, já teria cassado as tuas possibilidades de serviço na Terra.
Pensa na vida imortal e oferece uma nova oportunidade a ti mesmo, procurando reaprender e recomeçar. No livro :-AMIGO.- Emmanuel/Chico Xavier. Magali Inês Brum - Colaboradora.
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Progressos e enganos com a inteligência artificial |
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Antonio Cesar Perri de Carvalho Está crescente o emprego de inteligência artificial nas diversas áreas de atuação. Sem dúvida, em geral, há contribuições significativas com os acessos à inteligência artificial. No movimento espírita, notamos sua utilização dando movimento e falas a vultos espíritas do passado, e, até os “sem graça” risos montados em figuras históricas; muitas falsidades e/ou interesse em denegrir imagens colocadas na boca de Chico Xavier; textos com incorreções de conceitos, emprego e citações erradas de bibliografias. Deve existir um cuidado muito grande e até alerta para se evitar compartilhamentos indiscriminados antes de adequada análise de informações e imagens. Quem alimenta publicações essas plataformas que alimentam a inteligência artificial? Em geral surgem de dados e imagens do Google e do You Tube, plataformas são “varridas” pela IA. Livremente qualquer pessoa faz postagens nas redes. Na área espírita há matérias adequadas, deturpadas e até fruto de elocubrações... Há até detratores do espiritismo e pessoas interessadas em comprometer a imagem de vultos espíritas. Ou seja, é um arco enorme de fontes, sem barreiras e sem compromisso ético. A propósito, consideramos oportuna a matéria de Melissa Heikkilä2, repórter sênior da MIT Technology Review; elacomenta assuntos ligados à inteligência artificial . Essa repórter esclarece que “a inteligência artificial (IA) é fundamentalmente baseada em dados. Quantidades gigantescas de dados são necessárias para treinar algoritmos para realizarem as tarefas desejadas, e os dados inseridos nos modelos de IA determinam os resultados obtidos. Contudo, há um problema: os desenvolvedores e pesquisadores de IA sabem muito pouco sobre as fontes dos dados que estão utilizando. As práticas de coleta de dados da IA são imaturas em comparação com o nível avançado de desenvolvimento dos modelos. Conjuntos de dados massivos frequentemente carecem de informações claras sobre o que eles contêm e de onde vieram. Nos últimos anos, surgiram modelos generativos multimodais, que podem criar vídeos e imagens. Como os modelos de linguagem, eles precisam de grandes volumes de dados, e a principal fonte para isso tem sido o YouTube. Em modelos de vídeo, mais de 70% dos dados vêm de uma única fonte, beneficiando enormemente o Google, proprietário da plataforma. [...] há uma discrepância massiva entre o mundo que vemos e o que está invisível para esses modelos, [...] A origem dos dados utilizados em modelos de IA é frequentemente desconhecida, dificultando a conformidade com restrições legais e levantando questões éticas significativas”.2 Portanto, é sempre oportuna a consideração sobre o método que Allan Kardec empregou para seleção de mensagens: “O primeiro exame comprobativo é, pois, sem contradita, o da razão, ao qual cumpre se submeta, sem exceção, tudo o que venha dos Espíritos. [...] A concordância no que ensinem os Espíritos é, pois, a melhor comprovação. [...] Prova a experiência que, quando um princípio novo tem de ser enunciado, isso se dá espontaneamente em diversos pontos ao mesmo tempo e de modo idêntico, senão quanto à forma, quanto ao fundo.”1 Há necessidade de cuidados, análise cuidadosa, checagem de fontes nas contribuições advindas da inteligência artificial. Uma forte justificativa para se adotar o método,que destacamos,de Kardec para análise de mensagens. Referências: 1) Kardec, Allan. Trad. Ribeiro, Guillon. O evangelho segundo o espiritismo. Apresentação, Cap. XI e XVII. Brasília: FEB. 2) Acesso: https://mittechreview.com.br/origem-dados-inteligencia-artificial/ DE: https://grupochicoxavier.com.br/progressos-e-enganos-com-a-inteligencia-artificial/
(Recebido em Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]]) |
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[940-JornalMundoMaior] COBRANÇAS INDEVIDAS. |
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COBRANÇAS INDEVIDAS. Perdoe a ofensa, mas não peça o desagravo.
Esqueça o mal-entendido, mas não queira a reparação.
Faça um favor, mas não espere nada em troca.
Ampare o familiar, mas não lhe exija a subserviência.
Empreste ao colega, mas não o veja como devedor eterno.
Sustente a coragem do irmão, mas não se aproveite de sua fraqueza.
Aconselhe o companheiro, mas não o submeta a seus caprichos.
Resolva a dificuldade do amigo, mas nem pense em retribuição.
Cobranças, às vezes, acontecem na moeda invisível da exigência.
É preciso, porém, não esquecer que tudo de bom em você é dádiva de Deus, a ser utilizada em favor de todos.
Ajude o próximo, mas não faça do bem um simples negócio. No Livro:- VIVENDO O EVANGELHO.(volume 2) André Luiz/ Chico Xavier.
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Palestra no C.E. Maria Benta Jabaquara, São Paulo, capital |
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(Informação de Jorge Lira Rezala) |
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Correio Espírita - Feliz Páscoa |
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Campanha de Páscoa GEPAR |
🐰Campanha de Páscoa GEPARCreche Comunitária Meimei e Oficinas Mário Barbosa
A Páscoa é tempo de amor, partilha e esperança. E você pode ajudar a tornar essa data ainda mais especial para as nossas crianças. 🍫✨
Estamos arrecadando chocolates e doces para preparar lembranças cheias de carinho para as crianças atendidas em nossos projetos sociais.
Cada doação se transforma em um gesto de afeto, alegria e cuidado. Um simples chocolate pode levar um sorriso e mostrar para essas crianças que elas são lembradas e amadas. 💛
Você pode contribuir doando chocolates ou realizando sua contribuição via PIX. 📌 PIX: [email protected] 📍 Entrega das doações: Av. Francelino Barcellos, 333, LT 5 Piratininga, Niterói, RJ
⏳ Prazo para entrega: até 30/03
Juntos podemos fazer uma Páscoa mais doce e cheia de significado para muitas crianças. 🐣💝 ACESSE AQUI:
(Recebido em email de Gepar [[email protected]]) |
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Jornal AGENDA CRISTÃ - Rancharia (SP) - Março/2026 |
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(Recebido em email de Francisco Atilio Arcoleze [[email protected]])
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21º Encontro Amigos da Boa Nova: Jesus e o Espiritismo São Paulo, capital |
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Vem aí o 21º Encontro Amigos da Boa Nova, o aguardado evento anual realizado pela FEAL-Fundação Espírita André Luiz. Dia 25 de abril em São Paulo, com o tema: “Jesus e o Espiritismo: uma jornada de educação moral e espiritual”.
Um encontro especial com grandes nomes do Espiritismo dedicado ao aprendizado e reflexão sobre Jesus e o Espiritismo.
Um grande time de palestrantes:
William Sanches, Dr. Paulo Fructuoso; Irmã Eliana; Del Mar Franco; Roseli Aparecida , André Gandolfo, Dr. Aldeniz Leite, Thiago Ariel.
E ainda uma palestra especial sobre o livro O Espiritismo é Obra de Jesus, com o autor Lucas Sampaio.
Participe! 25/04/2026, das 9h às 16h30 Teatro APCD – Rua Voluntários da Pátria, 547, Santana - São Paulo, SP - Em frente ao metrô Tietê.
Adquira seu ingresso em mundomaior.com.br ou pelo telefone 0800 12 018 38 Sócios do Clube Amigos da Boa Nova têm desconto exclusivo! Garanta seu ingresso e venha viver um dia de aprendizado e inspiração
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(Recebido em email de Erika Silveira - FEAL [[email protected]]) |
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Pesquisa 2026 mapeia mediunidade espírita no Brasil |
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Olá, Você já deve nos conhecer pela Pesquisa Nacional Espírita (PNE), realizada desde 2015. Estamos com nova pesquisa neste ano. Se você é médium ostensivo, seu relato é muito importante. Estamos conduzindo o Estudo sobre Mediunidade 2026, que vai gerar indicadores e boas práticas para fortalecer o trabalho nas casas.
👉 Responda aqui: https://forms.gle/iapcM2F7abmgiHfA8 Se não for o seu caso, poderia, por gentileza, repassar a médiuns ostensivos do seu Centro? Agradecemos muito e ficamos à disposição para outras informações.
Abraço, Ivan Franzolim WhatsApp (11) 98156-0030 https://franzolim.blogspot.com/ [em nome da equipe de pesquisas da PNE]
Alguns dados iniciais. Sexo feminino (72%); Alimentação: Omnívoro - se alimenta de tudo (83%); Vegetariano e Vegano (11,9%) Psicofonia: Consciente (54%), Inconsciente (1%), Semiconsciente (45%). Escolaridade Superior e acima (76%); Conhecimento sobre Espiritismo: Básico (13%); Conhecimento sobre mediunidade: Básico (17%)
PMed 2026 - Resultados em 10/03/2026
Ivan Franzolim WhatsApp: 55 (11) 98156-0030 http://franzolim.blogspot.com.br/
(Recebido em email de Ivan Franzolim [[email protected]]) |
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Casa Editora O Clarim Pestalozzi, educador da humanidade |
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ACESSE AQUI:
(Informações em email de Casa Editora O Clarim [[email protected]]) |
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Jornal Momento Espírita. Edição de março de 2026. Centro Espírita Amor e Caridade. Bauru, SP |
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ACESSE AQUI: https://ceac.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Jornal-Momento-Esp-Marco-26-oficial_compressed.pdf
(Recebido de Leopoldo Zanardi [[email protected]]) |
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Palestras Instituição Beneficente Nosso Lar- IBNL março 2026 |
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Olá caro Ismael e amigos! Espero que todos estejam bem 😊 Encaminho em anexo a programação do Nosso Lar para o mês de março 2026. Que seja um mês de construção e conquista da paz, de aprendizados e bons encontros para todos nós. Abraço fraterno, Clodoaldo de Lima Leite Presidente voluntário
Livro Pão Nosso, espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.
☕ Café Cultural | Todo 1º Sábado do mês – Temas da
Atualidade à Luz da Filosofia Espírita
(Recebido em email de Clodoaldo Leite [[email protected]])
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Folha Espírita Francisco Caixeta Araxá, MG. Acesse abaixo: |
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CLIQUE AQUI: http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol126.pdf
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Site da Federação Espírita Brasileira Brasília, DF |
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Clique
aqui:
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REUNIÃO ANUAL DO CONSELHO SUPERIOR DA FEB -BIÊNIO 2026-2028 Clique aqui:
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FEP- Federação Espírita do Paraná Curitiba |
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Clique aqui:
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UEP. União Espírita Paraense Belém |
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Clique aqui: https://www.facebook.com/uniaoespiritaparaense/?locale=pt_BR
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FEAP. Federação Espírita do Amapá Macapá |
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Clique aqui: https://www.facebook.com/federacaoespiritadoamapa/?locale=pt_BR
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Abrigo Ismael Araçatuba, SP |
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Quer ajudar o Abrigo e não sabe como? Doando sua nota fiscal paulista, você estará ajudando nossas vovós. Faça a doação on line de seu cupom fiscal para o Abrigo Ismael! É fácil, rápido, você ajuda a entidade e ainda tem 2,5 vezes mais chances de ser sorteado!
(Copiado de https://web.facebook.com/abrigoismael/?locale=pt_BR&_rdc=1&_rdr)
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Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti – O Pensamento” - Vol 1 |
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Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti - O Pensamento” - Vol.1 Organizado por Álvaro Pinto de Arruda. https://www.editoraceac.com.br/loja/produto/o-pensamento WhatsApp- Editora 14 99164-6875
(Recebido em email de Tânia Simonetti [[email protected]]) |
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Grupo de Estudos Espíritas Chico Xavier Boletim semanal – Ano XI. 5a semana de Março de 2026 |
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Progressos e enganos com a inteligência artificial; Na espiritualidade – homenagens e os falsos profetas; A necessidade de encarnações; Kardec e a elaboração do espiritismo; Entre vidas em distribuição; O novo tempo em Congresso Estadual de São Paulo; Lei do uso
Artigo: - Progressos e enganos com a inteligência artificial: https://grupochicoxavier.com.br/progressos-e-enganos-com-a-inteligencia-artificial/
- Na espiritualidade – homenagens e os falsos profetas: https://grupochicoxavier.com.br/na-espiritualidade-homenagens-e-os-falsos-profetas/
- A necessidade de encarnações: https://grupochicoxavier.com.br/a-necessidade-de-encarnacoes/
Vídeos: - Kardec e a elaboração do espiritismo: https://grupochicoxavier.com.br/kardec-e-a-elaboracao-do-espiritismo/
Notícias: -Entre vidas em distribuição: https://grupochicoxavier.com.br/entre-vidas-em-distribuicao/
-O novo tempo em Congresso Estadual de São Paulo: https://grupochicoxavier.com.br/o-novo-tempo-em-congresso-estadual-de-sao-paulo/
Mensagens: - Lei do uso: https://grupochicoxavier.com.br/lei-do-uso-2/
o0o
“Nosso espírito residirá onde projetarmos nossos pensamentos, alicerces vivos do bem e do mal” – Emmanuel.
(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 177.FEB)
o0o Com fraternal abraço, Equipe GEECX
(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e do GEECX) |
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O Consolador. Revista Semanal de Divulgação Espírita. Londrina, PR. Acesse abaixo: |
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ACESSE AQUI: http://www.oconsolador.com.br/ano19/967/principal.html
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Francisco Graton |
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Biografia elaborada por: Alaor Gratão e Celso Souto Francisco Graton nasceu em Ribeirão Preto, em 29 de março de 1906. Muito jovem ainda, com os pais Giacomo e Anna Daneluti, veio para Araçatuba, embalado pelo sonho do plantio de café, naqueles anos trinta conhecido como o “ouro verde”. Com igual propósito, aportou ali outra família, de que conheceu Carolina Rosseto, com quem Francisco se casaria pouco tempo depois. Foram residir na Fazenda Jangada, no vizinho município de Guararapes. A luta pelo cultivo da terra registrou a verdadeira saga desses filhos de imigrantes italianos. Com cinco anos de casados, nasceu o primogênito de Francisco e Carolina, que recebeu o nome de Dionisio. Foi esse menino, já desencarnado, quem presenciaria as cenas dolorosas de jagunços que pressionavam de todas as maneiras para que sua família abandonasse aquelas terras. E tantas foram as investidas, que acabaram se mudando para Araçatuba, fixando residência nas proximidades do Largo São Joaquim. Ali, aproveitando as férteis terras brejosas, começaram a plantar hortaliças e legumes, produtos que lhes garantiriam a sobrevivência. Em Araçatuba, nascem os outros filhos do casal: Moacir, Alaor e Célio, este último já desencarnado. Francisco Graton adquiriu uma carroça, tendo obtido da Rede Ferroviária Federal o que pode se chamar “primeiro serviço terceirizado” ocorrido em Araçatuba, graças a um contrato que lhe permitia o transporte diário de lenha, utilizada nas caldeiras das bombas a vapor, que, dentre outras tarefas, alimentavam as caixas d’ água elevadas existentes no pátio da ferrovia. Duas destas caixas, excelentemente preservadas, ainda podem ser vistas na Avenida dos Araçás. Exerceu também a função de carroceiro de praça, no famoso ponto da Rua Rangel Pestana. O ENCONTRO COM A DOUTRINA Nos idos de 1938, viu-se envolvido por estranhas manifestações, sendo aconselhado a buscar ajuda em um Centro Espírita. Quem assim relata é Maria Luzia da Silva, a Dona Nenê, hoje a mais antiga freqüentadora da União Espírita Paz e Caridade (Abrigo Ismael). Na ocasião, Nenê já freqüentava o Abrigo, quando apareceu Francisco Graton, em companhia de Rita Lopes, para participar das sessões espíritas dirigidas por Júlio Monteagudo Pinheiro, então presidente da casa. Segundo Nenê, rapidamente emergiu a tarefa mediúnica de Francisco Graton. A psicofonia consciente, bem definida, permitiu-lhe, desde logo, integrar a equipe de médiuns que ali trabalhava. Simultaneamente, despontou-lhe o interesse pelo trabalho voluntário, em que, como dedicado serviçal, assumiu tarefas humildes: limpeza do salão e organização dos livros da biblioteca. Embora tivesse pouca instrução escolar, o interesse pelos livros rendeu-lhe o cargo de bibliotecário por muitos anos. O tempo passava, novas diretorias surgiam, e lá estava Francisco Graton, sempre firme e espargindo alegria em seu posto. Cada vez mais consciente de suas tarefas, buscava voluntariamente expandi-las, através do atendimento carinhoso aos inúmeros necessitados que o buscavam ou eram conduzidos até sua casa. Por volta de 1952, com estrutura melhor definida, o Abrigo Ismael ampliou seu atendimento aos necessitados, realizando trabalho de assistência às famílias, fornecendo gêneros alimentícios básicos, roupas, calçados e material escolar. Nessa época, Francisco Graton já havia deixado a profissão de carroceiro, para tornar-se charreteiro de praça, uma atividade que fez casar perfeitamente com aquelas outras tantas que desenvolvia no Abrigo Ismael. Nas suas corridas de charrete, comunicativo como era, incentivava os fregueses a tornarem-se colaboradores da Instituição, o que lhe possibilitava, quase diariamente, descarregar do veículo os excelentes resultados da sua companha permanente, representados por expressivas doações materiais. E isso sem nada comprometer as demais atividades assumidas no Abrigo que tanto amava. Com a chegada dos anos 60, mobilizou-se ampla reestruturação nas atividades existentes. E o crescimento exigiu a incorporação de novos trabalhadores, como Joaquim Castilho, Brasil Nogueira, Lauro Bittencourt e Francisco Martins Filho. Todavia, nada mudava para Francisco Graton, que se somou aos novos companheiros para ampliar ainda mais sua participação, o que ocorreu com o engajamento do irmão José Carlos Carvalho, um médium clarividente que o acompanharia em nova atividade assistencial promovida pela Instituição. Com efeito, a nova diretoria de então resolveu criar, no Abrigo Ismael, uma farmácia para oferecer aos carentes e necessitados amostras grátis de medicamentos prescritos pelos médicos. Francisco Graton e José Carlos formaram uma dupla perfeita para percorrer os consultórios médicos. E já não mais precisavam da charrete do Graton, porque José Carlos possuía um carro, o que facilitava enormemente a lida dos dois trabalhadores. Munidos de sacolas, iniciavam a peregrinação distribuindo-as nos consultórios e marcando datas para retorno. A farmácia jamais ficou desabastecida e, assim, a medicação arrecadada era suficiente tanto para atender as irmãs idosas internadas no Abrigo Ismael como para serem distribuídas aos demais necessitados que batiam às portas da farmácia. Toda essa faina em prol da assistência aos necessitados jamais afastou o Sr. Graton da tarefa mediúnica na qual sempre se portou com firmeza e responsabilidade. Por esse tempo, o seu filho Célio foi levado a freqüentar sessões mediúnicas, onde, pela intervenção espiritual, curou-se de forte estado amnésico de que era portador. No decorrer dos anos 80, juntamente com os filhos, levava uma vida material bastante tranqüila na indústria de móveis que possuíam, o que lhe possibilitava direcionar maiores recursos ao Abrigo, que, à época, empreendia grande reforma nas suas instalações. E foi assim, através de Francisco Graton, que o Abrigo reequipou sua nova cozinha e mobiliou todo o refeitório e parte dos salões sociais. Os companheiros mais novos de casa ainda puderam conhecer a tenacidade e dedicação do “velho” Graton. Uma de suas pitorescas tiradas foi dita em tom de brincadeira à companheira de ideal Izaura Miranda Pedro: “Olha! Quem partir primeiro terá de recepcionar o que chegar depois!” Graton partiu primeiro; Izaura, pouco depois. Sua desencarnação ocorreu em 24 de julho de 1988, após breve período acamado com alterações bronco-respiratórias. E a tarefa que executava foi igualmente interrompida, uma vez que o ânimo do companheiro José Carlos arrefeceu-se com a partida do companheiro querido. Hoje, do plano Espiritual, são chegadas notícias do seu profundo interesse pelos trabalhos que se realizam no Abrigo Ismael. Com desvelado carinho, Francisco Graton tem intercedido, nas esferas superiores, rogando assistência dos emissários espirituais para que ajudem a manter coesa e cada vez mais fortalecida a equipe de trabalho que, na Terra, prosseguem nas atividades das quais, com tanto amor e carinho, teve a honra de participar.
(Copiado de: http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultos/francisco_graton.htm) |
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Francisco Graton Copiado do livro Obra de Vultos, volume 1. |
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Francisco Graton, participando de evento no Abrigo Ismael, em 1943, junto a residentes, crianças da Evangelização e da Escola Pública Municipal que ali funcionava. Copiado do livro Obra de Vultos, volume 1. |
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Sr, Francisco Graton e esposadona Carolina. Acervo da familia Gratão. |
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O casal Francisco e Carolina Gratão com os filhos na inauguração de novo prédio da fábrica de móveis. Foto do acerto da família Gratão. |
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Biografia de Emanuel von Swedenborg |
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(Copiado do site http://www.autoresespiritasclassicos.com/Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos/Mediuns/Swedenborg/Emanuel%20von%20Swedenborg.htm) |
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A Máquina Voadora. Esboço de Swedenborg no seu caderno no ano de 1714. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Swdbg2.jpg |
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Monumento a Swedenborg em sua cidade natal, Estocolomo, Suécia. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Emanuel_Swedenborg_Mariatorget_Stockholm_2005-06-29.jpg |
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Arcana Caelestia Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Arcana_Caelestia_0001.jpg |
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Cripta de Swedenborg na Catedral de Uppsala. Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Emanuel_Swedenborg#/media/File:Swedenborg%27s_grave.jpg |
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Francisco Thiesen (28-03-1927 /06-08- 1990) |
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Francisco Thiesen Foto fornecida por Sérgio Thiesen
Francisco Thiesen, meu pai, meu amigo...!!
Amanhã, 6 de agosto, 29 anos de sua desencarnação. Deixo aqui, para aqueles que desejarem conhecer um pouco mais a seu respeito, uma pequena biografia, publicada em "Reformador", em 1990.
"Francisco Thiesen nasceu em 28 de março de 1927, na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Foram seus pais José Francisco Thiesen, brasileiro, mas de origem suíço-alemã, e Filomena Berao, de nacionalidade espanhola.
Trabalhou, inicialmente como “boy”, na Companhia de Seguros Mauá, onde fez carreira rápida, galgando sucessivamente todos os cargos, para atingir finalmente o mais alto posto da administração da Empresa. Tornou-se, pelo esforço próprio, estudando muito e praticando a profissão escolhida, um administrador seguro, de ampla visão e clara previsão, ordem e sabedoria no planejamento e firmeza admirável na execução, tendo notória capacidade de comando e liderança.
Estas qualidades iriam refletir-se mais tarde na sua dedicação às lides espiritistas, possibilitando-lhe oferecer ao Espiritismo um extraordinário potencial de trabalho, como adepto da doutrina que ele extremadamente amou e como administrador, desde cedo, das Instituições Espíritas às quais se dedicou, tudo culminando nos serviços que finalmente veio a prestar, com inigualável dedicação, à Federação Espírita Brasileira e ao Movimento Espírita no Brasil e no Mundo.
Mas, como veio ele a tornar-se espírita? Eis o seu depoimento de 1948, à revista portuguesa “Estudos Psíquicos” e também publicado no Reformador de dezembro de 1980:
“Foi num domingo do ano de 1944 que comecei os meus estudos espíritas. A circunstância que me levou a esses estudos é uma das que a maioria das criaturas chama de acaso, mas que uma minoria mais sensata diz ser providencial. Como disse, a minha iniciação principiou num domingo; tinha 17 anos de idade. Pelo balanço que fiz do conteúdo da algibeira, verifiquei a escassez de dinheiro para a entrada do cinema e tive de me resignar, ficando em casa. Sem nenhuma ocupação, agarrei, desinteressado, um exemplar de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, sentando-me para folheá-lo; esse livro era de minha mãe e nunca, sequer, me despertara a curiosidade. Comecei a leitura de suas páginas, recebendo surpresas freqüentes e fortes, porque tudo quanto lia era verdadeiramente racional e lógico, grandioso mesmo. Tomei conhecimento do que lá se achava sobre as doutrinas de Sócrates e outros luminares, li os textos evangélicos (e muito me intrigava com a designação dos Evangelistas, números de capítulos e versículos, pois não sabia que referências eram aquelas); somente algum tempo depois é que concluí serem citações do Novo Testamento, que também desconhecia, e seus comentários pelo Codificador da Doutrina Espírita, bem como as instruções dos Espíritos; enfim, no domingo que marcou a minha entrada para o Espiritismo, devorei a metade do livro. Para mim, bastava a lógica e o bom senso da Filosofia Espírita; não me era necessário ver os fenômenos mediúnicos, para crer. Em suma, eu tinha a impressão nítida de que nada daquilo constituía novidade para o meu espírito, não obstante ter sido a primeira vez que se me deparara leitura tão agradável. No dia seguinte, segunda-feira, no intervalo do almoço e no fim da tarde, prossegui a leitura do livro, chegando à última página. As derradeiras folhas da obra traziam propaganda de outras, e as que mais me impressionaram foram as de Humberto de Campos, recebidas mediunicamente por Francisco Cândido Xavier. Sem perda de tempo, fui a uma livraria e comprei diversos livros do referido escritor desencarnado, assim como alguns de Emmanuel. Lidos esses livros, adquiri os demais de Allan Kardec, os de Gabriel Delanne, Camille Flammarion, Léon Denis, J. B. Roustaing e alguns de outros autores. A minha vida teve uma mudança radical, e o estudo, após o trabalho, era a minha única ocupação, porque havia divisado horizontes mais largos, tinha conseguido a explicação fundamental da existência; os problemas do ser, do destino e da dor, para mim, deixavam de ser problemas porque os havia equacionado. Sabedor de que existia, aos domingos, um programa radiofônico de palestras espíritas, locomovia-me sempre à casa de um tio, pois não possuía aparelho receptor. Através desses programas, cientifiquei-me da existência de um curso de estudos profundos de Doutrina, sob o patrocínio da Federação Espírita do Rio Grande do Sul: inscrevi-me, passando a freqüentá-lo três vezes por semana. Lá conheci um grupo de jovens, com os quais me relacionei, para, juntos, fundarmos a Liga da Juventude Espírita do Rio Grande do Sul, em 15 de setembro de 1945. Por intermédio da “Liga”, da qual fui Presidente, travei relações com outros setores doutrinários e com diversos confrades, dos quais me honro de ser amigo. Continuo estudando, porque a Doutrina Espírita é inesgotável, tem sempre algo para nos oferecer. Dou graças a Deus por não ter tido dinheiro para o cinema naquele domingo de tanta significação para o meu destino. Considerando quanto de útil tenho angariado para o meu aprendizado, dentro do Espiritismo, procuro contribuir, em toda parte, de acordo com as minhas possibilidades, para o esclarecimento dos que, como eu, anteriormente, tanto necessitam de esclarecimento. Não se pode guardar a luz; por isso, e já que a recebi, tenho a obrigação de difundi-la, a fim de pagar a dívida que tenho com a Lei Divina, em razão do que ela me concedeu. E foi assim que eu ingressei no Espiritismo, abandonando a máscara da indiferença e do materialismo para o qual marchava a passos largos após haver-me desligado do catolicismo romano.”
Quando prestou este depoimento, tinha 22 anos de idade e já apresentava, grande maturidade espiritual.
Após a sua conversão através das leituras, iniciou sua caminhada de predestinado nas lides espíritas. Aos 17 anos aproximou-se da Sociedade Espírita “Paz e Amor”, casa que – de acordo com o que revelaram seus mentores espirituais – aguardava a chegada de um jovem que seria o dirigente da Juventude Espírita em formação na época. Trabalhou depois em outras Instituições e principalmente na Federação Espírita do Rio Grande do Sul, de cuja Diretoria participou. Foi na Sociedade “Paz e Amor” que conheceu Ruth Goldrat, com quem se casou em 2 de julho de 1947. Dessa união, nasceram quatro filhos: Emmanuel, Lívia, Icléia e Sérgio, os quais lhe deram doze netos. Todos foram educados ao influxo dos princípios espíritas-cristãos.
Francisco foi convidado pela Companhia de Seguros “Mauá”, em que trabalhava, a fundar Agências em diversos Estados do Brasil, fixando-se finalmente, com a família, no Rio de Janeiro.
Foi então que, a partir do ano de 1955, representou a Federação Espírita do Rio Grande do Sul no Conselho Federativo Nacional e o fez com grande dedicação e operosidade até 4 de julho de 1970. Foram 15 anos de relevantes serviços prestados à causa da Unificação, representando com admirável equilíbrio a dinâmica Federação Gaúcha. Em reunião ordinária de 22 de agosto de 1970 o Conselho Superior da FEB elegeu Francisco Thiesen para Tesoureiro e na Tesouraria ele ficou até sua eleição para Presidente, em 1975.
Como Tesoureiro, após medidas econômico–financeiras de grande alcance, possibilitou, em 1971, a modernização do Parque Gráfico, habilitando a FEB a adquirir novos equipamentos, introduzindo ali a impressão “offset”, que revolucionou as edições de livros, feitas daí em diante com muitíssima rapidez.
Eleito Presidente da FEB em 16 de agosto de 1975, Francisco Thiesen veio então realizar uma das mais profícuas e empreendedoras gestões que a FEB conheceu. Sua atuação tornou-se, porém, de maior amplitude, porque ele era profundamente humanista. Não via só a FEB, mas todas as Federativas Estaduais, todos os Centros disseminados pelo nosso imenso Brasil; e não via só o Brasil, mas também as outras nações do Continente Americano e outros Continentes. Enfim, não via no Espiritismo cristão um privilégio para o Brasil, mas um imenso benefício para todo o Orbe.
Foi notória a sua preocupação com a infância e a juventude. Sob sua gestão foi lançada, em sessão pública da FEB, no Rio de Janeiro, em 9 de outubro de 1977, a hoje vitoriosa Campanha Nacional de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil. Sabe-se que o êxito dessa Campanha, tornada depois Campanha Permanente, que continuou e continua em todo o Brasil, ultrapassou os limites de nosso País, sendo os seus benefícios levados a vários países do Continente Americano e da Europa, interessando vivamente os espíritas, a ponto de muitos terem ido a Brasília participar de Cursos e de correrem mundo as Apostilas organizadas e editadas pelo Departamento de Infância e Juventude da FEB.
Outras, também notáveis, foram a Campanha do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que vem produzindo os melhores resultados, e o Estudo Sistematizado do Esperanto, organizando, para ambas, Apostilas de grande aceitação.
No âmbito exterior, Francisco Thiesen exerceu influência admirável na difusão do Espiritismo cristão. Sem pretensão de intromissão nos Movimentos de outras nações, apresentou, entretanto, aos olhos do Mundo, a realidade espírita brasileira, fazendo-se presente em visitas a países vários e em diversos Congressos Internacionais, realizando um intercâmbio intenso com os Países da América e da Europa, sendo notáveis as relações mantidas especialmente com a Argentina, o Uruguai e a Colômbia, os Estados Unidos da América do Norte, bem como, na Europa, com Portugal, Espanha e França.
Através de edições de livros em Esperanto, muito intensificadas, essa influência chegou a vários outros países da Europa e mesmo da Ásia, como a Polônia, a Tchecoslováquia (hoje República Tcheca), a Alemanha e o Japão. Mas o coroamento dessa obra em nível mundial, foi a realização corajosa do Congresso Internacional de Espiritismo, realizado em Brasília, em outubro de 1989. Ali, Francisco obteve, com abnegados colaboradores, uma verdadeira palma de vitória, relativamente aos objetivos espíritas-cristãos e humanísticos do Congresso, que foram totalmente alcançados.
Mas há um fato em sua vida que não pode ser ignorado e que sobremodo o enaltece; está ligado à circunstância adversa de grave enfermidade orgânica que ele teve de suportar durante muitos anos, uma cardite de origem reumática que lhe lesou gravemente as válvulas endocárdicas, acarretando-lhe insuficiência aórtica e estenose mitral. São condições patológicas que trazem grande sofrimento físico e incapacitam o enfermo para certos trabalhos que exijam algum esforço maior. Ele suportou seus sintomas estoicamente. Manteve-se em tratamento clínico, medicamentoso, por muitos anos, o que não evitou crises freqüentes de cansaço, falta de ar e dores acerbas. Submeteu-se ao tratamento cirúrgico com determinação e coragem, em 14 de julho de 1980, no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre, tendo-se-lhe implantado duas válvulas artificiais em posição mitral e aórtica, e em seguida, apesar de todos os sacrifícios, continuou cumprindo a sua tarefa, que considerava como um compromisso seu com a Doutrina e com o Evangelho do Mestre. Por essa determinação firme seguramente teve todo o amparo do Alto, que lhe multiplicara as forças, mas de qualquer forma deixou um exemplo vivo e edificante de fé e realizou uma extraordinária vitória do Espírito sobre a matéria.
Francisco esboça em sua mente, diante de tão sombrio e desanimador parecer médico, a idéia inicial de relatar o fato aos companheiros com os quais se comprometera a realizar a administração da FEB, pedindo-lhes que o eximissem do compromisso assumido. Nesse caso, dedicaria os poucos meses de vida que lhe restavam a colocar em ordem seus negócios, prevenir a família, cuidar da doença da melhor forma e aguardar o desenlace.
A outra alternativa seria silenciar sobre o fato, guardando toda discrição, e continuar normalmente em suas atividades, como se nada de extraordinário estivesse ocorrendo. Optou pela segunda solução.
Muito poucas pessoas tomaram conhecimento do seu drama interior.
O prognóstico médico não se confirmou. Em 1980 submeteu-se a uma operação cardíaca para mudança de válvulas. Viveu ainda dez anos após essa cirurgia.
Os fatos que se sucederam durante 15 anos de sua atuação na Presidência da FEB, bem como a maior parte de sua produção intelectual, estão em grande parte registrados em sucessivas edições de “Reformador”.
Francisco, além de suas excepcionais qualidades de administrador, possuía as de um intelectual, com altos vôos de pensamento.
Orador, sua palavra era pausada, caracterizava-se pela moderação, clareza, discrição, mas firmeza e convicção, com grande poder de comunicação. Era sempre grato ouvi-lo e com ele muito se aprendia, pois profundo era seu conhecimento da Doutrina, e em suas exposições mostrava sempre o elevado alcance de seu Espírito. Mas, sobretudo, era excelente escritor. A sua obra “Allan Kardec”, em três volumes, escrita de parceria com Zêus Wantuil, obra de fôlego, marcou época ao seu aparecimento.
Além disso, deixou uma obra inédita – “Legado de um Administrador” - , de inestimável valor. Esse trabalho, Francisco Thiesen, em reunião da Diretoria da FEB, no Rio de Janeiro, em 1979, solicitou fosse arquivado para ser, em tempo oportuno, consultado, meditado e compreendido pelos futuros dirigentes da Casa de Ismael.
Francisco Thiesen desencarnou em 6 de agosto de 1990, às 17:00hs, no Hospital da Lagoa, onde se encontrava internado para realizar nova intervenção cirúrgica. Não resistiu, porém, a esta segunda intervenção e, assistido por sua esposa e seus filhos e todos de sua família, que o cercaram de todo o carinho e solicitude, libertou-se, enfim, dos grilhões daquele corpo que, apesar da grave enfermidade, lhe serviu de instrumento admirável para uma vida quase que totalmente dedicada ao Espiritismo."
(Extraído do “Reformador” de dezembro de 1990)
Obra em 3 volumes: Allan Kardec Zêus Wantuil e Francisco Thiesen
Francisco Thiesen Foto fornecida por Sérgio Thiesen (Recebido em email de Sérgio Thiesen) |
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Federação Espírita Brasileira. Brasília, DF. Foto Ismael Gobbo. |
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Lagoa Rodrigo de Freitas, Hipódromo da Gávea, à direita e Praia de Ipanema no alto. Vista desde o Corcovado. Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo |
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Cristo Redentor no Corcovado. Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo |
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Provas voluntárias. O verdadeiro cilício. |
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26. Perguntais se é lícito ao homem abrandar suas próprias provas. Essa questão equivale a esta outra: É lícito, àquele que se afoga, cuidar de salvar-se? Àquele em quem um espinho entrou, retirá-lo? Ao que está doente, chamar o médico? As provas têm por fim exercitar a inteligência, tanto quanto a paciência e a resignação. Pode dar-se que um homem nasça em posição penosa e difícil, precisamente para se ver obrigado a procurar meios de vencer as dificuldades. O mérito consiste em sofrer, sem murmurar, as consequências dos males que lhe não seja possível evitar, em perseverar na luta, em se não desesperar, se não é bem-sucedido; nunca, porém, numa negligência que seria mais preguiça do que virtude. Essa questão dá lugar naturalmente a outra. Pois, se Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos”, haverá mérito em procurar, alguém, aflições que lhe agravem as provas, por meio de sofrimentos voluntários? A isso responderei muito positivamente: sim, há grande mérito quando os sofrimentos e as privações objetivam o bem do próximo, porquanto é a caridade pelo sacrifício; não, quando os sofrimentos e as privações somente objetivam o bem daquele que a si mesmo as inflige, porque aí só há egoísmo por fanatismo. Grande distinção cumpre aqui se faça: pelo que vos respeita pessoalmente, contentai-vos com as provas que Deus vos manda e não lhes aumenteis o volume, já de si por vezes tão pesado; aceitá-las sem queixumes e com fé, eis tudo o que de vós exige Ele. Não enfraqueçais o vosso corpo com privações inúteis e macerações sem objetivo, pois que necessitais de todas as vossas forças para cumprirdes a vossa missão de trabalhar na Terra. Torturar e martirizar voluntariamente o vosso corpo é contravir a Lei de Deus, que vos dá meios de o sustentar e fortalecer. Enfraquecê-lo sem necessidade é um verdadeiro suicídio. Usai, mas não abuseis, tal a lei. O abuso das melhores coisas tem a sua punição nas inevitáveis consequências que acarreta. Muito diverso é o que ocorre, quando o homem impõe a si próprio sofrimentos para o alívio do seu próximo. Se suportardes o frio e a fome para aquecer e alimentar alguém que precise ser aquecido e alimentado e se o vosso corpo disso se ressente, fazeis um sacrifício que Deus abençoa. Vós que deixais os vossos aposentos perfumados para irdes à mansarda infecta levar a consolação; vós que sujais as mãos delicadas pensando chagas; vós que vos privais do sono para velar à cabeceira de um doente que apenas é vosso irmão em Deus; vós, enfim, que despendeis a vossa saúde na prática das boas obras, tendes em tudo isso o vosso cilício, verdadeiro e abençoado cilício, visto que os gozos do mundo não vos secaram o coração, que não adormecestes no seio das volúpias enervantes da riqueza, antes vos constituístes anjos consoladores dos pobres deserdados. Vós, porém, que vos retirais do mundo, para lhe evitar as seduções e viver no insulamento, que utilidade tendes na Terra? Onde a vossa coragem nas provações, uma vez que fugis à luta e desertais do combate? Se quereis um cilício, aplicai-o às vossas almas, e não aos vossos corpos; mortificai o vosso Espírito, e não a vossa carne; fustigai o vosso orgulho, recebei sem murmurar as humilhações; flagiciai o vosso amor-próprio; enrijai-vos contra a dor da injúria e da calúnia, mais pungente do que a dor física. Aí tendes o verdadeiro cilício cujas feridas vos serão contadas, porque atestarão a vossa coragem e a vossa submissão à vontade de Deus. – Um anjo guardião. (Paris, 1863.)
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, FEB. Bem-aventurados os aflitos, Cap. V, 26) |
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Espinheiro. Cafarnaum, Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Estátua – O menino do espinho. Autor desconhecido. Cópia de original romana. Séc. I – III d.C. Museu Nacional de Belas Artes. Santiago, Chile. Foto Ismael Gobbo |
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A cura da filha de Jairo. Óleo sobre papel montado em tela de Paolo Veronese. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Paolo_Veronese_cat01c.jpg |
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Pintura de Antonio da Firenze (século XV) retratando um penitente se autoflagelando aos pés de uma imagem de Cristo crucificado Imagem/fonte: Trabalho próprio , sailko |
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Estudo para Jesus em Cafarnaum (1885). Óleo sobre tela de Rodolpho Amoêdo Pinacoteca do Estado de São Paulo. São Paulo. Foto Ismael Gobbo |
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Amor Infinito Nossa vida mental |
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(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]]) |
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