Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita

São Paulo, SP, sexta-feira, 25 de setembro de 2026.

Compiladas por Ismael Gobbo

 

 

 

Notas

1. Recomendamos confirmar junto aos organizadores os eventos aqui divulgados. Podem ocorrer cancelamentos ou mudanças que nem sempre chegam ao nosso conhecimento.

2. Este e-mail é uma forma alternativa de divulgação de noticias, eventos, entrevistas e artigos espíritas. Recebemos as informações de fontes  diversas via e-mail  e fazemos o repasse aos destinatários de nossa lista de contatos de e-mail. Trabalhamos com a expectativa de que as informações que nos chegam sejam absolutamente espíritas na forma como preconiza o codificador do Espiritismo, Allan Kardec.  Pedimos aos nossos diletos colaboradores que façam uma análise criteriosa e só nos remetam para divulgação matérias genuinamente espíritas.

 

3. Este trabalho é pessoal e totalmente gratuito, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro e só conta com ajuda de colaboradores voluntários. (Ismael Gobbo).

 


 

Atenção

Se você tiver dificuldades em abrir o arquivo, recebê-lo incompleto ou cortado e fotos que não abrem, clique aqui:     

                                  

          https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/SETEMBRO/25-09-2026.htm

 

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Publicação em sequência

Revista Espírita – Ano 9 - 1866

 

Sem título

 

 

 

 

 

(Copiado do site Febnet)

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/OUTUBRO/16-10-2018_arquivos/image017.jpg

Universo. Imagem capturada pelo Hubble. NASA.

Imagem/fonte:

 https://en.wikipedia.org/wiki/Universe#/media/File:NASA-HS201427a-HubbleUltraDeepField2014-20140603.jpg

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fa/Denning%2C_Stephen_Poyntz_-_Princess_Victoria_aged_Four_-_Google_Art_Project.jpg/816px-Denning%2C_Stephen_Poyntz_-_Princess_Victoria_aged_Four_-_Google_Art_Project.jpg

Princesa Vitória aos 4 anos de idade.  Óleo no painel de Stephen Poyntz (c. 1787 - 1864) –

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Denning,_Stephen_Poyntz_-_Princess_Victoria_aged_Four_-_Google_Art_Project.jpg

 

 

Vitória do Reino Unido

Vitória (nome completo em inglês: Alexandrina Victoria; Londres, 24 de maio de 1819 – East Cowes, 22 de janeiro de 1901) foi Rainha do Reino Unido e Irlanda de 1837 até sua morte, aos 81 anos, e também Imperatriz da Índia a partir de 1876. Vitória foi a primeira rainha reinante e última nobre da Casa de Hanôver, além de ser a segunda monarca feminina soberana britânica. Ela era a única filha do príncipe Eduardo, Duque de Kent e Strathearn, e sua esposa, a princesa Vitória de Saxe-Coburgo-Saalfeld. Ela ascendeu ao trono após a morte de seu tio, o rei Guilherme IV.

Eduardo era o quarto filho do rei Jorge III. Tanto o Duque de Kent como o rei morreram em 1820, fazendo com que Vitória fosse criada sob a supervisão da sua mãe germânica. Ela herdou o trono aos dezoito anos, depois de os três tios paternos terem morrido sem descendência legítima. O Reino Unido era já uma monarquia constitucional estabelecida, na qual o soberano tinha relativamente poucos poderes políticos diretos. Em privado, Vitória tentou influenciar o governo e a nomeação de ministros. Em público, tornou-se um ícone nacional e a figura que encarnava o modelo de valores rigorosos e moral pessoal.

Casou-se com o seu primo direto, o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, em 1840. Os seus nove filhos, e vinte e seis dos seus quarenta e dois netos casaram-se com outros membros da realeza e famílias nobres por todo o continente europeu, unindo-as entre si, o que lhe valeu o apelido de "a avó da Europa". Após a morte de Alberto em 1861, Vitória entrou num período de luto profundo durante o qual evitou aparecer em público. Como resultado do seu isolamento, o republicanismo ganhou força durante algum tempo, mas na segunda metade do seu reinado, a popularidade da rainha voltou a aumentar. Os seus jubileus de ouro e diamante foram muito celebrados pelo público.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_do_Reino_Unido

La_reine_Victoria_le_prince_[...]Thielley_Lithographe_btv1b530248293

La reine Victoria, le prince Albert et la famille royale d'Angleterre : [estampe] Thielley. 

Copiado de: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b530248293.item

File:Franz Xaver Winterhalter Family of Queen Victoria.jpg

Família da Rainha Vitória.Óleo sobre tela de Franz Xaver Winterhalter

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Franz_Xaver_Winterhalter_Family_of_Queen_Victoria.jpg

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/55/Alfred_Edward_Chalon00.jpg

Rainha Vitória (1819-1901). Pintura de Alfred Edward Chalon

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_do_Reino_Unido

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/36/Franz_Xaver_Winterhalter_Queen_Victoria.jpg

A rainha Vitória enquanto jovem. Óleo sobre tela de Franz Xaver Winterhalter

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_do_Reino_Unido

File:Victoriatothrone.jpg

Rainha Vitória recebendo a notícia de sua ascensão ao trono, 20 de junho de 1837. Autor: Henry Tanworth Wells

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_do_Reino_Unido

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0b/Coronation_portrait_of_Queen_Victoria_-_Hayter_1838.jpg

Retrato da rainha Vitória em suas vestes da coroação. Óleo sobre tela de George Hayter

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_do_Reino_Unido

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1d/Victoria_Marriage01.jpg/800px-Victoria_Marriage01.jpg

Casamento da rainha Vitória com o príncipe Alberto. Autor: George Hayter.

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_do_Reino_Unido

File:Queen Victoria the Princess Royal Victoria c1844-5.png

A primeira fotografia conhecida da rainha Vitória, tirada em 1844 com a sua filha mais velha.

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_do_Reino_Unido

File:Queen Victoria by JJE Mayall, 1860.png

Rainha Vitória em 1860.

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_do_Reino_Unido

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3f/Queen_Victoria_and_Prince_Albert_1861.jpg

Vitória e Alberto em 1861, poucos meses antes da morte do príncipe-consorte.

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_do_Reino_Unido

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e3/Queen_Victoria_by_Bassano.jpg/726px-Queen_Victoria_by_Bassano.jpg

Esta foto foi tirada em 1882, por Alexander Bassano, NO REINO UNIDO

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_do_Reino_Unido

Le_Monde_illustré__bpt6k6228368b

Jornal Le Monde Illustré de 21-12-1861com a notícia da morte do Principe Albert.

Fonte: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k6228368b.item

Le_Monde_illustré__bpt6k6228369r

Castelo real de Windsor onde morreu o Principe Albert. Jornal Le Monde Illustré de 28-12-1861.

Copiado de https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k6228369r/f8.item

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Royal Albert Hall. Londres, Reino Unido. Foto Ismael Gobbo

 

Royal Albert Hall (em português, Salão Real Alberto) é um salão de espetáculos em South Kensington, Londres, capital do Reino Unido, com capacidade para quase 6.000 pessoas. Foi inaugurado a 29 de março de 1871 pela rainha Vitória, em memória do seu falecido consorte Alberto de Saxe-Coburgo-Gota.[1][2]

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Royal_Albert_Hall

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Royal Albert Hall. Londres, Reino Unido. Foto Ismael Gobbo

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Victória and Albert Museum visto da Exhibition road. Londres, Reino Unido. Foto Ismael Gobbo

 

 

Victoria and Albert Museum (frequentemente abreviado para V&A e em português: Museu Vitória e Alberto) é um museu de Londres; talvez o maior museu de artes decorativas e design, dispondo de uma coleção permanente superior a 4,5 milhões de objetos.

Foi fundado em 1852 e passou por inúmeras reformulações, inclusive de nome. As suas coleções mostram 5.000 anos de arte, desde os tempos antigos até ao presente, preservando mobílias, quadros, peças de roupa e outros elementos interessantes que remontam épocas passadas.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Victoria_and_Albert_Museum

http://www.noticiasespiritas.com.br/2020/FEVEREIRO/21-02-2020_arquivos/image017.jpg

 Palácio de Buckingham  e seus jardins floridos. Londres, Reino Unido. Foto: Matheus Gobbo

 

O Palácio de Buckingham é a residência oficial e principal local de trabalho do Monarca do Reino Unido em Londres. Localizado na Cidade de Westminster, o palácio é frequentemente o centro de ocasiões de estado e hospitalidade real. Ele já foi o foco do povo britânico em tempos de alegria nacional.

Originalmente conhecido como Casa Buckingham, o prédio que hoje forma o núcleo do palácio era uma grande casa de cidade construída em 1703 para John Sheffield, 1.º Duque de Buckingham e Normanby, em um local que era propriedade privada por pelo menos 150 anos. Foi subsequentemente comprado em 1761 pelo rei Jorge III como residência particular para a rainha Carlota de Mecklemburgo-Strelitz e ficou conhecido como "A Casa da Rainha". Buckingham foi ampliado durante o século XIX, principalmente pelos arquitetos John Nash e Edward Blore, que criaram três alas ao redor de um pátio central. O Palácio de Buckingham finalmente tornou-se a residência oficial do monarca britânico em 1837 com a ascensão da rainha Vitória. As últimas grandes adições estruturais foram realizadas ao final do século XIX e início do XX, incluindo a fachada leste, que contém a famosa varanda em que a família real tradicionalmente reune-se para saudar a multidão reunida no lado de fora. Contudo, a capela do palácio foi destruída por um bombardeio alemão durante a Segunda Guerra Mundial; a Queen's Gallery foi construída em seu lugar e aberta ao público em 1962 para exibir obras de arte da Royal Collection.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_de_Buckingham

http://www.noticiasespiritas.com.br/2020/JUNHO/15-06-2020_arquivos/image024.jpg

Palácio de Buckingham. Londres, Reino Unido. Foto Laura Emilia Michelin Gobbo.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/aa/Dronning_victoria.jpg

Rainha Vitória, a primeira monarca a residir no Palácio de Buckingham, mudou-se para o palácio completamente renovado após a sua subida ao trono, em 1837. Artista Henry Pierce Bone após George Hayter

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_de_Buckingham

 

VÍDEO EM INGLÊS

Victoria & Albert: A Royal Love Story

https://www.youtube.com/watch?v=My30qnXLUgg

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhll-fhRKVcUeNWgwkGbBUgkxZnjB3TZRbvdYvFQ6alHIzWb7899H_J0pIralLPD8Pp1KPfiULHzksJ9MlVU4c0d4DFGEiamqqW10oSXY7pCh2B16UuoN3DS3QOZr4NRmNqaoHkCCQPj42B/

Jesus Cristo no Monte das Oliveiras. Óleo sobre tela de Rodolfo Amoedo. Foto: Ismael Gobbo.

Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTx_arnG2oTVsknXY-i3G2m-i02O_aDJ0ujJyKzaisH5Gw6gCMuo9dhFyHkfibkWRuI_CSKnRn3vmWANHH48VIzv7tOHxJDye8FhRMUIuC721ePR0nCcdmK0NgZrO2QfOC_jwuK-khM_sN/

As obras básicas do Espiritismo codificado por Allan Kardec.

Imagem/fonte: http://www.guia.heu.nom.br/obras_basicas.htm

 

 

 

Quando o amor acaba

 

 De repente, o que era luz se faz sombra. A época do namoro, as delicadezas e olhares apaixonados dão lugar à amargura, à aridez dos dias.

E muita gente afirma: O amor acabou!

Uma sentença que cai pesada sobre os ombros de quem ouve. O fim do amor talvez seja a mais triste notícia para um ser humano. Afinal, o amor move o mundo e enche a vida de alegria.

Mas, será que o amor acaba? Afinal, é um sentimento tão forte que ultrapassa a barreira dos relacionamentos pessoais e deságua nas relações sociais.

Onde há um grupamento humano há a necessidade de amor.

Amor de pais, de filhos, de amigos. Amor entre um homem e uma mulher. Que importa de que tipo é o amor?

Basta que ele exista para que seu perfume imediatamente transforme os ambientes, ilumine os olhos, torne o ar mais leve.

E se é tão essencial o amor, por que o deixamos acabar? Por que permitimos que ele se amesquinhe e seja sufocado?

É que nem sempre sabemos priorizar o que realmente é importante. Nem sempre sabemos cuidar das pessoas que mais amamos.

Por vezes tratamos mal justamente aqueles a quem mais queremos bem. São nossos pais, irmãos, esposos e filhos...

Eles deveriam ser nossa prioridade, mas parecem estar sempre em último lugar. Para eles deveríamos guardar os gestos de delicadeza, os afagos, as palavras gentis.

Pior ainda é quando permitimos que os abismos e silêncios aconteçam em nossa casa.

É como um câncer, que começa devagarzinho, vai se instalando e se torna incontrolável.

E tudo começa porque deixamos de conversar, de trocar experiências, de compartilhar o espaço que chamamos lar. E assim vamos nos afastando dos seres amados.

E ainda há a negligência. Deixamos de falar, de sorrir, de dar atenção aos de casa.

Concentrados em pessoas com as quais temos contato meramente social, aos poucos substituímos o grupo familiar pelos amigos, colegas de trabalho e até por gente que acabamos de conhecer.

Assim vamos deixando a vida seguir. De repente, quando percebemos, o tempo passou, os filhos estão adultos, os irmãos casaram, os pais morreram.

Ou estão idosos demais sequer para ter uma conversa divertida num fim de tarde. O trem da vida seguiu e nós nem o vimos passar.

É quando chega o arrependimento, a saudade, a vontade de ficar junto mais um pouco.

Nem sempre é preciso esperar: alguém que morre repentinamente, um acidente, uma doença inesperada.

E percebemos, então, que desperdiçamos o tempo que estivemos ao lado daquela pessoa especial; daquele filho divertido; daquela mãe dedicada; daquele pai amoroso; daquele companheiro que estava bem ao lado, caminhando junto.

Não. O amor não morre. Nós o deixamos murchar, apagar-se. É nosso desleixo, desatenção e preguiça que sufocam o amor.

Mas basta regar com cuidado, sorrisos e carinho, para que ele reviva.

Como planta ressequida, o amor bebe as palavras que lhe dirigimos e se reergue.

O amor não morre nunca. Mesmo que acreditemos que ele está morto e enterrado, que desapareceu, ele apenas aguarda que um gesto o faça reviver.

Experimente! Olhe para as pessoas de sua família, para o seu amor, e lembre-se das belas coisas que viveram.

Não deixe que as más lembranças o contaminem. Focalize toda a sua atenção nos momentos mais felizes.

Abrace, afague, sorria junto, diga o quanto os ama.

E se, de repente, seu coração acelerar, seus olhos ficarem úmidos e uma indescritível sensação de felicidade tomar conta de você, não tenha dúvida: são os efeitos contagiantes e deliciosos do amor.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita v. 29
e no livro Momento Espírita, v. 9, ed. FEP.
Em 24.9.2026

 

 (Copiado de  https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1823&stat=0 )

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEgEcP4JC2OsNVMQrCZGe5PFhgm6nvBzoWjzmSsNSFCQvcXy7pvMAjplsJPlTdrYhCdI7BR0Ub2fxOfTC3oB1gntvycH_8VcYiroP8k5BmXb-QJ_txb8Wv36fT9jqp_uCFRUR6Zdz06xRHSLNR90shaylxlbf3AAli9eQF2HAA-8EL3gb_ikOLeo-EvUgA

Jesus em casa com a família. Óleo sobre tela de Sir John Everett Millais. Imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Sir_John_Everett_Millais_002.jpg

 

 

Assistência particular

 

Pelo Espírito Emmanuel.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Encontro Marcado. Lição nº 10. Página 40.

Tema: Serviço pessoal de beneficência.

 

Serás uma coluna sólida para a sustentação do instituto de fraternidade a que pertenças; no entanto, terás também a tua obra de assistência particular.

Não te limitarás, contudo, a desfazer os obstáculos de natureza estritamente material.

Transportarás contigo os tesouros do coração em disponibilidade constante, de tal maneira que os outros possam sacar de tua alma as quotas de amparo moral de que precisam para o desempenho das tarefas que a vida lhes assinala.

Começarás no ambiente doméstico.

Ouvirás com paciência as opiniões contraditórias do parente difícil e prestarás o serviço que as circunstâncias te exijam, incluindo os encargos humildes, considerados de servidão.

Na oficina de trabalho ou no templo de tua fé, não esperarás que o chefe, o diretor, o colega, o companheiro ou o subordinado pronunciem reclamações para resolver os problemas, cuja presença reconheces, e sim desenvolverás esforço máximo para que a harmonia e a segurança permaneçam resguardadas na equipe, evitando qualquer ruptura nos mecanismos da ação. 

E, no giro dos passos cotidianos, seja na rua ou no ônibus, não te recusarás a estender o braço amigo ao doente ou à criança, sob o pretexto da falta de tempo; abster-te-ás de tomar a atenção dos balconistas, quando o horário de trabalho esteja findo, ponderando que eles, possivelmente estarão presos a compromissos familiares que nunca te pesaram nos ombros; pagarás tuas dívidas com o senso da exatidão, sem desprezar as contas singelas, reconhecendo que alguns cruzeiros constituem subida importância entre muitos daqueles que te honraram com pequeninos serviços; dirás “muito obrigado” à telefonista ou à costureira que te atenderam as solicitações; agradecerás com uma boa palavra o transeunte a quem pediste um esclarecimento e que te ajudou com gentileza, sem o dever de te auxiliar; não censurarás o moço do armazém, quando traga uma encomenda em regime de atraso, lembrando-te de que ele estará atravessando provas ocultas, que talvez não suportarias, chorando no íntimo e satisfazendo, ao mesmo tempo, os imperativos da profissão.

Diariamente, todos somos chamados às realizações de essência social.

Atende à tua empresa particular, nesse sentido.

Age, porém, de tal modo que o mal não venha a surgir provocando contenção.

Seja onde for, tanto quanto possível, faze o bem antes dele.

 

 

 (Texto recebido em email do pesquisador e divulgador Antonio Sávio, de Belo Horizonte, MG)

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/OUTUBRO/03-10-2021_arquivos/image088.jpg

O Bom Samaritano. Pintura de John Runciman. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:John_Runciman_(1744-1768)_-_The_Good_Samaritan_-_NG_2116_-_National_Galleries_of_Scotland.jpg

 

 

 

O Bom Samaritano

E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.
Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;
E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira.

Lucas 10:30-37

 

Copiado de https://www.bibliaonline.com.br/acf/lc/10  

File:Rembrandt Harmensz. van Rijn 033.jpg

O Bom Samaritano de Rembrandt

Imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Rembrandt_Harmensz._van_Rijn_033.jpg

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2021/MAIO/17-05-2021_arquivos/image011.jpg

Ilustração de Caridade.

Do livro. Needham, Geo C. "Street Arabs and Gutter Snipes".

 Copiado de: https://en.wikipedia.org/wiki/Charity_(practice)

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhl_zRnGg1sibiLeLmnlWoI9deAWVQcz_ZMo7CqcrDH8Wb5EeV_OWs5jDNB5_X9meTCc8dovBOB91iYMEdRl886WI1nT1WTpDOmrRmdR_7ufRBFPfuE2GL8_f9OmwldAlr_X_YBeo4pzV5y/

Jesus em tela bordada por Alexandra Herrmann (imagem cedida por Oceano Vieira de melo)

A data do nascimento de Jesus é comemorada no dia 25 de dezembro “Dia de Natal”.

 

(Colaboração recebido em email de Leopoldo Zanardi

 

 

 

Gestão e sustentabilidade do Centro Espírita

 

O tema “Gestão do Centro Espírita e sua sustentabilidade”, tema do contexto atual, foi desenvolvido com apresentação de power point por Cesar Perri em transmissão no dia 22 de setembro.

Trata-se do estudo virtual “Espiritismo: das obras básicas às vivências e visão de futuro”, coordenado por Perri. No programa, houve a participação de Pedro e Mirna Nakano, perguntas de participantes e apoio técnico de Kátia Golinelli.

Desenvolvido às 3as feiras, às 20 horas, promovido pelo Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo, de São Paulo, transmitido pelo seu canal do You Tube do CCDPE-SP, com parcerias da Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes/RAETV e da Web Rádio Portal da Luz.

Acesse a exposição pelo link:

https://www.youtube.com/watch?v=tJKkilu8XdU

 

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e do GEECX)

 

 

*** POST para compartilhar nas redes sociais.

Estimada(o) amiga(o).

Eis o POST de hoje (com ilustração) que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:

 

Para ler e meditar:

TROCA INCESSANTE

(Emmanuel, autor espiritual)

Todos estamos situados em extenso parque de oportunidades para trabalho, renovação, desenvolvimento e melhoria.

Dentre aquelas que segues no encalço, como sendo as que te respondem às melhores aspirações, detém, quanto possível, a oportunidade de auxiliar.

[...]

ROMANCE

(Antero de Quental, autor espiritual)

Disse a Vaidade ao Homem: — “Goza o dia!

A morte é cinza e nada, eternamente!…”

Mas disse a Fé: — “Trabalha, humilde e crente!

No sepulcro a verdade principia…”

[...]

Para ler na íntegra ambas as mensagens e outras publicadas nesta semana, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/

 

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e ótima semana.


Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

POST para compartilhar nas redes sociais.

Estimada(o) amiga(o).

Eis o POST de hoje (com ilustração) que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:

 

Para ler e meditar neste dia:

GLORIFICAR A DEUS

(Cínthia Cortegoso)

Não há agradecimento maior do que glorificar a Deus com a nossa própria vida. E essa atitude deve ser realizada sempre, no dia a dia e nas pequenas coisas inclusive, sem a necessidade de um dia especial [...]

TREINAMENTOS E REGIMES

(Scheilla, autora espiritual)

Lembra-te de que em nossa tranquilidade e segurança necessitamos também de regimes e treinamentos. Não ingressaremos no santuário da educação sem constante exercício no estudo [...]

Para ler na íntegra ambos os textos, clique em https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e ótima semana.


Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

O Espiritismo responde

 

 

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

14ª Jornada da AME-SP reúne instituições espíritas em torno da saúde e do cuidado integral

Interface gráfica do usuário, Aplicativo, Site

Descrição gerada automaticamente

14ª Jornada da AME-SP reúne instituições espíritas em torno da saúde e do cuidado integral

Encontro na nova sede da AME-Brasil aproximou experiências de diferentes entidades e discutiu como ciência e espiritualidade podem dialogar na atenção à saúde

São Paulo, 21 de setembro de 2026 –A união de diferentes instituições espíritas em torno de um mesmo propósito — ampliar o cuidado em saúde, respeitando o conhecimento científico, a segurança dos tratamentos e a autonomia do paciente — marcou a 14ª Jornada da Associação Médico-Espírita de São Paulo (AME-SP), realizada neste final de semana, em conjunto com o 14º CondAME, na capital paulista.

Com o tema “A Dimensão Espiritual da Medicina – da Evidência à Prática”, o encontro reuniu médicos, psicólogos, enfermeiros, pesquisadores, estudantes e representantes de diferentes instituições do Movimento Espírita. A programação marcou também a inauguração da nova sede da AME-Brasil, no Butantã, 31 anos após a criação da entidade.

Ao longo de dois dias, as discussões passaram por cuidado integral, saúde mental, práticas assistenciais desenvolvidas por instituições espíritas, experiências de fim de vida e quase-morte, comunicação após a morte, alegadas memórias de vidas passadas, saúde de cuidadores, crescimento pós-traumático, esperança, gratidão e florescimento humano.

Um dos momentos que evidenciaram essa aproximação foi a mesa dedicada às práticas de cuidado em instituições espíritas, que reuniu representantes do Grupo Espírita Batuíra, da Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP), do Instituto Espírita de Educação (IEE) e da Seara Bendita. Outras atividades apresentaram ainda experiências do Instituto de Saúde do Grupo Espírita CairbarSchutel (GECS) e de ações realizadas em parceria com a Fraternidade sem Fronteiras.

A diversidade das iniciativas foi destacada pela médica Maria Elisabete Rey, da FEESP. Ao falar das diferentes formas de atuação das casas espíritas, ela observou que essas experiências formam um mosaico voltado ao mesmo objetivo: acolher e cuidar. “As nossas casas são tão diferentes e, no entanto, uma coisa nos une: as portas abertas”, afirmou.

Na abertura, o presidente da AME-SP, Marcus R.C. Ribeiro, destacou que a proposta era aproximar o conhecimento produzido sobre espiritualidade e saúde da prática cotidiana dos profissionais. “As demandas são muitas, o mundo tem pedido socorro cada vez mais alto e a gente não pode mais ficar parado”, afirmou o psiquiatra.

O paciente para além da doença

A defesa de uma assistência capaz de enxergar a pessoa em suas diferentes dimensões esteve presente desde a primeira mesa. O médico e escritor Décio Iandoli Jr. ressaltou que os avanços da Medicina ampliaram a expectativa de vida e permitiram tratar doenças antes fatais, mas alertou para o risco de a especialização reduzir o paciente ao órgão ou ao diagnóstico. “Você não atende o joelho; você atende uma pessoa que tem um joelho”, resumiu.

Para Iandoli, aspectos biológicos, psíquicos, sociais, ambientais e espirituais se relacionam e podem interferir tanto no adoecimento quanto na resposta ao tratamento. Nesse contexto, a escuta e a anamnese espiritual podem contribuir para compreender melhor o paciente, desde que suas crenças sejam respeitadas e o profissional não imponha as próprias convicções.

Diferentes experiências, um mesmo compromisso com o cuidado

A programação mostrou também como esse olhar sobre a pessoa vem sendo colocado em prática de diferentes maneiras. As experiências apresentadas passaram pelo atendimento fraterno e pela assistência espiritual, por serviços de saúde mental, acompanhamento multiprofissional, recuperação após alta hospitalar, educação, ações sociais e projetos de cuidados paliativos.

No Grupo Espírita Batuíra, mais de 1,8 mil pessoas já passaram pelo Lar Transitório, criado para receber pessoas em situação de exclusão social que deixam o hospital, mas ainda necessitam de recuperação e acompanhamento. A instituição também mantém atendimento multiprofissional para pessoas neurodivergentes e suas famílias. O serviço, iniciado em 2024 com 18 pacientes, atende atualmente 72 pessoas.

Na Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP), há assistências destinadas a pessoas com ansiedade, depressão, dependências, compulsões e em situação de luto, entre outras necessidades. Durante a apresentação, foi reforçado que o cuidado espiritual é complementar e não substitui o tratamento realizado por médicos ou outros profissionais de saúde.

O Instituto Espírita de Educação (IEE) apresentou sua experiência com o atendimento fraterno, baseado na escuta e no acolhimento. Segundo a presidente executiva da instituição, Andrea Rejane dos Santos, chegam à casa pessoas com demandas relacionadas a saúde, luto, suicídio, dificuldades familiares e questões sociais. A proposta é compreender a necessidade de quem procura ajuda antes de encaminhá-lo às diferentes atividades oferecidas pela instituição.

Fundado em 1949, o IEE mantém a educação como um de seus eixos de atuação e apresentou também o projeto Juntos pelo Capão, que acolhe crianças e jovens e oferece espaço e apoio para a preparação para o vestibulinho da Etec. A experiência foi apresentada como parte de uma compreensão ampliada de saúde, que considera também os aspectos sociais e educacionais.

Na Seara Bendita, a discussão trouxe outra dimensão do cuidado: a responsabilidade das próprias instituições com a saúde e a segurança de quem trabalha e atua em suas atividades. O médico Aloysio Cartaxo chamou atenção para a necessidade de organização e planejamento das casas espíritas, que reúnem funcionários, voluntários, alunos e assistidos e também estão sujeitas a responsabilidades legais e de gestão.

No Instituto de Saúde do GECS, apresentado pela geriatra Talita Junqueira, a atuação se traduz em atendimento direto à população. De fevereiro a agosto deste ano, o serviço realizou mais de 100 atendimentos on-line e recebeu presencialmente 280 pessoas.

As ações extrapolam ainda as sedes das instituições. Na comunidade Terra Prometida, no extremo sul da capital paulista, onde vivem cerca de 2 mil pessoas, uma parceria entre a AME-SP e a Fraternidade sem Fronteiras reuniu recentemente profissionais da Saúde e voluntários para atendimento e acolhimento. Já na Amazônia, expedições em barco-ambulatório da Universidade do Amor oferecem assistência médica e odontológica a populações com acesso limitado aos serviços de saúde.

Experiências incomuns também entram no campo da pesquisa

Outro eixo do encontro foi a investigação científica de experiências humanas ainda cercadas de perguntas.

O médico e pesquisador Eric V. Ávila Pires apresentou estudos sobre alegadas memórias de vidas passadas em crianças. O foco clínico, destacou, não deve ser provar ou negar a origem do relato, mas compreender seu impacto sobre a criança e a família. “Não assumir previamente como uma verdade ou como uma mentira, só porque eu acredito ou desacredito naquilo”, afirmou. Para ele, relatos desse tipo não devem ser interpretados automaticamente como sinal de transtorno psiquiátrico.

A psiquiatra Marianna de Abreu Costa abordou pesquisas sobre experiências percebidas de comunicação com pessoas falecidas e suas possíveis repercussões no luto. Um dos pontos enfatizados foi que experiências espirituais ou consideradas incomuns podem ocorrer em pessoas saudáveis e, isoladamente, não permitem estabelecer um diagnóstico psiquiátrico. “Eu sei dizer que isso não é doença. Agora, o que isso é? Eu não sei”, resumiu, defendendo que profissionais procurem compreender o significado da experiência para o paciente sem impor uma explicação religiosa ou materialista.

O que sabemos — e ainda não sabemos — sobre o processo de morrer

Experiências de quase-morte, sonhos e visões relatados no fim da vida, momentos inesperados de lucidez em pacientes com comprometimento cognitivo grave e registros de atividade cerebral próximos à morte estiveram entre os temas apresentados pelo psiquiatra Henrique G. Ribeiro.

O pesquisador chamou atenção para os limites atuais do conhecimento. Ao comentar estudos que identificaram atividade elétrica organizada no cérebro durante o processo de morte, evitou extrapolar os resultados. “Significa o quê? Nada”, afirmou, explicando que os registros demonstram atividade cerebral, mas não permitem concluir, por exemplo, que o paciente estivesse consciente naquele momento.

Para Ribeiro, essas experiências podem ter grande significado para pacientes e familiares e, por isso, não devem ser automaticamente desprezadas, confirmadas ou classificadas como doença sem uma avaliação cuidadosa.

Quem cuida também precisa de cuidado

A saúde de familiares, profissionais e voluntários que assumem diariamente a responsabilidade de cuidar de outras pessoas também ganhou espaço. Exaustão, privação de sono, ansiedade, culpa, isolamento, dores e abandono de atividades pessoais estão entre os sinais de sobrecarga discutidos.

Ao relatar a experiência de cuidar da própria mãe, Elizabete T. do Amaral falou sobre a necessidade de estabelecer limites e dividir responsabilidades. “Não é bonitinho. É lindo para quem está longe, mas quem está vivendo no dia a dia é muito difícil”, afirmou.

A psicóloga Giovana T. Campos reforçou que o cuidado pode implicar perdas de liberdade, rotina, projetos e convívio social. “Cuidar de alguém não significa desaparecer”, destacou.

Esperança e gratidão como objetos de estudo

A programação terminou olhando não apenas para doença e sofrimento, mas também para recursos que podem ser cultivados ao longo da vida. Pesquisadores discutiram crescimento pós-traumático, florescimento humano, gratidão, esperança, sentido e propósito, procurando afastar esses conceitos de uma interpretação baseada apenas em “pensamento positivo”.

Para Marcus Ribeiro, falar em crescimento depois de uma situação difícil não significa defender que o sofrimento seja necessário ou desejável. “Não é o trauma que faz crescer. É o que a gente vai fazer a partir dele”, afirmou.

A pesquisadora Juliane P. B. Gonçalves apresentou experiências do Programa Florescer, intervenção em grupo que trabalha temas como bondade, espiritualidade, propósito, compaixão e perdão. Em um dos projetos, participantes com sintomas depressivos apresentaram melhora em indicadores de sofrimento psíquico, qualidade de vida e florescimento.

Já o médico Leandro Romani discutiu pesquisas sobre gratidão e plasticidade cerebral, enquanto a terapeuta ocupacional e pesquisadora Camilla C. Braghetta mostrou que esperança não é sinônimo de esperar passivamente por um bom resultado. Na chamada Teoria da Esperança, ela envolve objetivos, caminhos possíveis para alcançá-los e motivação para seguir adiante. “A esperança é algo que pode ser aprendida e aprimorada”, afirmou.

Ao final dos dois dias, uma ideia conectou temas e experiências tão diferentes: incorporar a espiritualidade ao cuidado não significa substituir ciência, medicamentos, exames ou tratamentos. Significa ampliar as perguntas feitas sobre quem está diante do profissional — suas relações, valores, crenças, medos, sofrimento, sentido de vida e formas de enfrentamento.

A diversidade das experiências apresentadas por AMEs, instituições espíritas, projetos assistenciais e pesquisadores mostrou também que esse cuidado pode assumir diferentes formas. Ao aproximar essas iniciativas, a 14ª Jornada da AME-SP reforçou um ponto comum: ciência, espiritualidade, escuta e ação podem caminhar juntas quando o centro do cuidado é a pessoa.

 

Mais informações no site da AME-SP:https://jornadaamesp.amesaopaulo.org.br/

 

Mais informações:

Connectare Comunicação

Cláudia Santos – [email protected] – (11) 97663-4001

 

 

 

 

FOTOS DA MESA

 

(Recebido em email de Cláudia Santos [[email protected]])

 

 

[1015-JornalMundoMaior] ENTRE DEUS E O PRÓXIMO.

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ENTRE DEUS E O PRÓXIMO.

Para todos nós, que ensinamos para aprender e aprendemos para ensinar lições de conduta evangélica, nos grupos de oração, impõe-se um problema que precisamos facear corajosamente — o problema de viver na prática as teorias salvacionistas ou regeneradoras que abraçamos.

 

Muitas vezes supomos seja isso muito difícil e acreditamos poder assumir duas atitudes distintas: aquela com que comparecemos corretamente perante Deus, através da oração, e aquela outra em que quase sempre pautamos os próprios atos pela invigilância, no trato com os irmãos da Humanidade.

 

Urge, porém, reconhecer que Deus está em toda parte, e em toda parte é forçoso comportar-nos como quem se sabe na presença Divina. Tanto se encontra o Criador com a criatura na oração quanto na ação.

 

De que nos valeria apresentar uma fisionomia doce a Deus e um coração amargo aos companheiros do cotidiano, se todos eles são também filhos de Deus quanto nós?

 

Aprendemos, assim, a viver diante de Deus, atendendo aos nossos deveres para com o próximo, e a viver, diante do próximo, recordando as nossas obrigações perante Deus.

No Livro:- ALMA E CORAÇÃO.

Emmanuel/Chico Xavier.

 

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COMO LIVRAR-NOS DA DEPENDÊNCIA ALCOÓLICA?

(Astolfo O. de Oliveira Filho)

Sintetizando os passos recomendados por especialistas e as orientações relacionadas com o tratamento espírita da obsessão, podemos apontar nove medidas que devem ser observadas por quem deseja, no âmbito espírita, superar a dependência [...]

Leia na íntegra clicando aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/09/como-livrar-nos-da-dependencia.html

    

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo domingo.

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

 CONHEÇA E, SE PUDER, DIVULGUE A EDIÇÃO DESTA SEMANA DE O CONSOLADOR

Amigo(a) das lides espíritas,

Está no ar a nova edição da revista O CONSOLADOR.

Além de inúmeros artigos e matérias de grande interesse, esta edição traz os seguintes destaques:

Entrevista com Adilson Rufino, do G.E.D.E. (Grupo Espírita Despertar Espiritual), de Guaxupé (MG), onde reside e produz conteúdos virtuais voltados à divulgação dos ensinamentos espíritas.

Especial de autoria de Sidney Fernandes, no qual ele aborda a visão social e antropológica do Espiritismo e afirma que a verdadeira paz social nasce da renovação moral do homem.

Matéria especial da jornalista Eliana Haddad sobre o último Congresso Estadual de Espiritismo promovido, neste ano, pela União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE).

Acesse clicando em https://www.oconsolador.com.br/ano20/992/principal.html    

Se puder divulgar a Revista em sua casa espírita e compartilhá-la com familiares e amigos, sua colaboração será muito valiosa para ampliar o alcance da mensagem.

Desde já, por sua atenção, nosso sincero agradecimento.

Forte abraço e excelente semana para todos os seus.

 


Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

 POST referente ao Blog (para divulgar hoje)

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COMO SURGEM AS ALMAS OU ESPÍRITOS?

A resposta dada a esta pergunta foi publicada no blog Espiritismo Século XXI em 22/3/2013, que os interessados podem acessar clicando aqui:  https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2013/03/como-surgem-as-almas-ou-espiritos.html

O vídeo que abre este post apresenta, em poucos minutos, um resumo das ideias desenvolvidas na fonte. Tanto o vídeo quanto o podcast sobre o tema foram produzidos com o auxílio da inteligência artificial.

Saiba mais clicando aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/09/como-surgem-as-almas-ou-espiritos.html 

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo dia.

 

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

The spiritist magazine

 

CLIQUE AQUI:

https://spiritistmagazine.org/

 

 

 

 

Vibração para os doentes

Aliança Espírita Varas da Videira

 

(Recebido em email de Adriana Leite)

 

 

Correio Espírita - Jornal de setembro de 2026

Problemas com a mensagem? visualize no navegador.

 

https://i.nitro.news/zimg/61f86d3414fd8f71b99eae3daac829c5/30eb544754eb26e79c1a570bc3b6b942.jpg

 

Jornal Correio Espírita de setembro de 2026

 

Olá

 

Destaques:

- Jesus, o amado Mestre da humanidade;

- Jogos de apostas destroem vidas e comprometem almas;

- Não seja solitário, seja solidário;

- Sobre o suicídio e o valor da vida;

- Ansiedade: o alerta silencioso do nosso tempo;

- Quando a justiça vira vingança;

- Nosso lar 3 - Vida eterna

Tudo isso e muito mais no Correio Espírita.

www.correioespirita.org.br

Assinaturas on-line, leia pelo site por apenas R$ 30,00 anuais.

 

Assine via pix: 07293460000102 (Entre emcontato conosco)

 

 

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APES : Programme activités spirites SEPTEMBRE 2026

APES: Programa de Atividades Espíritas - Setembro de 2026

Cher Madame, Cher Monsieur,

Le Centre Spirite APES, est une partie intégrante et statutaire de l'Association Parisienne d'Etudes Spirites - APES, se situant dans les orientations d'Allan Kardec inscrites dans ses œuvres, et qui forment le "corpus" de la Doctrine Spirite, a pour mission, d'une part étudier et diffuser ces orientations, et d'autre part, mettre en pratique cette étude pour apporter de l'Assistance Spirituelle à tous ceux qui la demandent par l'accueil fraternelle, la prière, la passe spirite, la fluidification d'eau, réunions d'études spirites, les séances médiumniques, etc ...

Ces pratiques spirites sont réalisées sous l'orientation de l'Esprit guide du Centre Spirite APES et selon l'éthique spirite : de l'écoute, de la bonne volonté, de la gratuité, sans aucun jugement, avec amour et respect de l'autre.

Fidèles à notre engagement d’approfondir ensemble de ces enseignements du Spiritisme dans un esprit sérieux, de réflexion et de fraternité, nous avons le plaisir de vous inviter aux Réunions Publiques d'Etude et d'Assistance Spirituelle (RPEAS).

Ces réunions se réalisent en distanciel, via plateforme ZOOM WORKPLACE, une fois par semaine en alternance :

·  une semaine le samedi après-midi de 15h à 17h,

·  la semaine suivante le vendredi soir de 20h à 22h,

·  ainsi de suite...

Nous espérons que cette organisation permettra à chacun de continuer à s’instruire, à échanger et à progresser dans la compréhension les principes, les concepts et l'éthique spirite, dans un climat de respect et d’élévation morale.

 

Veuillez trouver le programme de nos activités spirites de SEPTEMBRE 2026 en pièce jointe et sur http://www.apes-asso.fr

 

Pour assister à nos Réunions Publiques d'Etudes et d'Assistance Spirituelle (RPEAS) merci de prendre connaissance des modalités de participation ci-jointe.


Nous vous remercions pour votre fidélité et votre soutien, et nous nous réjouissons de vous retrouver prochainement lors de ces prochaines réunions hebdomadaires d’étude spirite.

 

Fraternellement,

 

Anita BECQUEREL

Présidente de l'APES

 

A.P.E.S. - Association Parisienne d'Etudes Spirites - Association loi 1901

Spiritisme : Construire aujourd'hui l'Homme de demain

> Réunions publiques hebdomadaires en distanciel (accès libre et gratuit) : un vendredi ou un samedi sur deux, alternativement (sauf jours fériés)

> Plus d'informations sur notre site internet http://www.apes-asso.fr ou par téléphone 07 82 09 71 58 ou par mail [email protected]

 

TRADUZIDO AO PORTUGUÊS POR GOOGLE

 

 

Prezada Senhora, Prezado Senhor,

 

O Centro Espírita APES é parte integrante e estatutária da Associação Parisiense de Estudos Espíritas (APES). Fundamentado nos ensinamentos de Allan Kardec, expressos em suas obras, que constituem o núcleo da doutrina espírita, sua missão é dupla: em primeiro lugar, estudar e disseminar esses ensinamentos e, em segundo lugar, colocar esse estudo em prática, oferecendo assistência espiritual a todos que a solicitam, por meio de um ambiente acolhedor, oração, orientação espírita, purificação da água, encontros de estudo espírita, sessões de mediunidade e muito mais.

 

Essas práticas espíritas são realizadas sob a orientação do Espírito do Centro Espírita APES e de acordo com a ética espírita: escuta, benevolência, generosidade, ausência de julgamento e amor e respeito ao próximo.

 

Fiéis ao nosso compromisso de explorar juntos os ensinamentos do Espiritismo em um espírito de seriedade, reflexão e comunhão, temos o prazer de convidá-los para nossos Encontros Públicos de Estudo e Assistência Espiritual (RPEAS).

 

Estas reuniões são realizadas online, através da plataforma ZOOM WORKPLACE, uma vez por semana, em horários alternados:

• uma semana aos sábados à tarde, das 15h às 17h,

• na semana seguinte às sextas-feiras à noite, das 20h às 22h,

• e assim por diante...

Esperamos que este formato permita a todos continuar aprendendo, compartilhando e aprofundando sua compreensão dos princípios, conceitos e ética espírita, em uma atmosfera de respeito e elevação moral.

 

Segue em anexo a programação de nossas atividades espíritas para setembro de 2026, disponível em http://www.apes-asso.fr

 

Para participar de nossas Reuniões Públicas de Estudo e Assistência Espiritual (RPEAS), consulte as diretrizes de participação em anexo.

 

Agradecemos seu apoio e lealdade contínuos e esperamos vê-lo(a) em breve nestas próximas reuniões semanais de estudo espírita.

 

Fraternalmente,

 

Anita Becquerel

Presidente da APES

 

A.P.E.S. - Associação Parisiense de Estudos Espíritas - Organização sem fins lucrativos (sob a lei francesa de 1901)

Espiritismo: Construindo o Humano do Amanhã Hoje

> Encontros públicos online semanais (acesso livre e gratuito): em sextas-feiras ou sábados alternados (exceto feriados)

> Mais informações em nosso site http://www.apes-asso.fr ou pelo telefone +33 7 82 09 71 58 ou pelo e-mail [email protected]

 

 

 

 

 

 

 

 

(Recebido em email de Association Parisienne d'Etudes Spirites [[email protected]])

 

 

Jornal AGENDA CRISTÃ - Rancharia (SP) - Setembro/2026

 

 

(Recebido em email de Francisco Atilio Arcoleze [[email protected]])

 

 

 Jornal Momento Espírita - EDIÇÃO DE SETEMBRO

Centro Espírita Amor e Caridade. Bauru, SP. Acesse abaixo:

 

CLIQUE AQUI:

https://ceac.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Jornal-Momento-Esp-set-26_compressed.pdf

 

 

 

 

(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]] Bauru, SP)

 

 

Palestras Nosso Lar setembro 2026

São Paulo, capital

Olá Ismael, paz e saúde!

Segue em anexo a programação do Departamento de Cultura Espírita da Instituição Beneficente Nosso Lar para o mês de setembro de 2026.

Muita paz a todos.

Abraço fraterno,
Clodoaldo de Lima Leite Presidente voluntário da IBNL 

 

"Eis que Deus te abençoa a cada instante, no ar que respiras, no pão que te nutre, no remédio que refaz, na palavra que anima, no socorro que alivia, na palavra que consola."

Emmanuel, livro Coragem, espíritos diversos, por Chico Xavier

 

 

 

 

 

(Recebido em email de Clodoaldo Leite [[email protected]])

  

 

*** POST referente ao Jornal O IMORTAL (para divulgar hoje)

 

Estimada(o) amiga(o).

Eis o POST (com ilustração) relativo ao Jornal O IMORTAL de setembro de 2026, que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza: 

 

Está disponível na internet o jornal O IMORTAL de setembro, que traz como destaque uma entrevista com a jornalista Luci Aparecida Miranda, especialista em Jornalismo Digital e Mídias Sociais, radicada em Bragança Paulista-SP, onde colabora nos trabalhos da Casa da Bênção.

Outro destaque é uma reportagem sobre a inserção do jovem nos setores da casa espírita, de autoria de Stella Segatti, da equipe de coordenação da assistência social do Grupo Espírita Paulista (GEP), instituído para promover a união, o diálogo e o fortalecimento do movimento espírita.

Para acessar, clique em https://www.jornaloimortal.com.br/Home

 

Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e uma ótima semana.

Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

 

(Recebido em email  de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

Entre a justiça humana e a justiça divina, e outros destaques da RIE de setembro

 

 

ACESSE AQUI:

https://www.facebook.com/casaeditoraoclarim/?locale=pt_BR

 

 

 

Resultados Parciais – PNE 2026

✅Resultados Parciais – PNE 2026

Mais moderna, novo portal!

Novas questões interessantes e instigantes. Participe!

Para refletir, esclarecer e agir

Participação atual de 18 estados.

https://pesquisa.portalkardec.org.br/B43605E6

 


 

 

Ivan Franzolim

WhatsApp: 55 (11) 98156-0030

[email protected]

http://franzolim.blogspot.com.br/

 

 

(Recebido em email de Ivan Franzolim [[email protected]])

 

 

Edição 127 da Folha Espírita Francisco Caixeta

Março/Abril-2026. Araxá, MG

 

CLICAR AQUI:

http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol127.pdf

 

 

(Recebido em email de Folha Espírita Francisco Caixeta [[email protected]])

 

 

Site da Federação Espírita Brasileira

Brasília, DF

 

Clique aqui:
https://febnet.org.br/

 

 

Você sabia? | Nos embates políticos

 

CLIQUE AQUI:

https://febnet.org.br/voce-sabia-nos-embates-politicos/

 

 

 

FEP- Federação Espírita do Paraná

Curitiba

 

Clique aqui:
http://www.feparana.com.br/

 

 

 

FEA. Federação Espírita Amazonense

 Manaus

 

CLIQUE AQUI:

https://www.facebook.com/feamazonas/?locale=pt_BR

 

 

 

 

FER. Federação Espírita Roraimense

Boa Vista

 

ACESSE AQUI:

https://www.facebook.com/comunicafer/?locale=pt_BR

 



 

 

Abrigo Ismael

Araçatuba, SP

Quer ajudar o Abrigo e não sabe como?

Doando sua nota fiscal paulista, você estará ajudando nossas vovós. Faça a doação on line de seu cupom fiscal para o Abrigo Ismael! É fácil, rápido, você ajuda a entidade e ainda tem 2,5 vezes mais chances de ser sorteado!

 

(Copiado de https://web.facebook.com/abrigoismael/?locale=pt_BR&_rdc=1&_rdr)

 

       

 

HOMENAGEM

 

 

Emília Santos

(01/01/1896 – 26/09/1964)

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/03-01-2023_arquivos/image035.jpg

Emília Santos

Imagem do arquivo de Ismael Gobbo

 

Biografia elaborada por: Antonio Cesar Perri de Carvalho

Emília Santos nasceu em 01/01/1896, na cidade de Santa Maria da Vitória, BA, e desencarnou aos 26/09/1964, em Araçatuba, SP. Era filha de João Luiz dos Santos e Joana Ferreira de Souza e manteve-se solteira.

Em Araçatuba, assinou a ata de fundação da Aliança Espírita “Varas da Videira”, em 1943. Na mesma época, tornou-se colaboradora de Benedita Fernandes, na Associação das Senhoras Cristãs. Após a desencarnação desta, em 1947, passou a ser colaboradora mediúnica assídua do Centro Espírita “Amor e Caridade”, na vizinha e muito próxima cidade de Birigüi.

Emília Santos vendia confecções para mesa, cama e vestimentas, em sua residência e, muitas vezes, a domicílio, utilizando as tradicionais charretes que eram típicas em Araçatuba. Era extremamente caridosa. Atendia muitas pessoas que a procuravam em Araçatuba, atrás de uma palavra de conforto, de orientação e em busca de um passe. Tinha por hábito realizar peregrinações semanais, distribuindo lanches a famílias carentes. Durante os anos 50, organizava lanches por ocasião da data natalícia de seu pai (“dia de São João”) e no Natal, distribuindo-os em casas assistenciais, cadeia e Santa Casa de Araçatuba.

João Luiz dos Santos, pai de Emília Santos, viveu no século ­passado no interior da Bahia, onde foi ligado à política. Era o espírito comunicante mais freqüente pela mediunidade de sua filha. Como se dizia naquela ­época, era o mentor. Naturalmente, esteve envolvido na orientação do grupo que se formou e que originou as instituições logo citadas.

Em alguns momentos de sua vida, procurou dar aulas de Espiritismo para crianças. Há artigos esporádicos de sua autoria na imprensa espírita, como “Amor Fraternal”, no “Mensageiro do Órfão”, de São Manoel, de 15/10/1943.

Tivemos a oportunidade de conhecê-la no decorrer do ano de 1958, na residência do casal Irma e Francisco Martins Filho. Aos 30 de dezembro de 1959, juntamente com Rolando Perri Cefaly deu início, em sua residência, ao Grupo de Estudos Evangélicos “João Luiz dos Santos”, funcionando às sextas-feiras. Àquela época lia-se com muito interesse cada novo livro psicográfico de Chico Xavier que era lançado. Acompanhado de minha genitora e tios, tive oportunidade, ainda criança, de freqüentar essas reu­niões desde o início. Ao final, habitualmente ela servia um jantar de confraternização.

Aos 7 de outubro de 1960 foi uma das fundadoras – juntamente com Rolando Perri Cefaly, Josefina Perri Cefaly de Carvalho, Walter Perri Cefaly e Pedro Perri – da Instituição “Nosso Lar”, no Jardim Planalto em Araçatuba, exercendo o cargo de vice-presidente. Esta Instituição foi inaugurada em 1961 e, no ano seguinte, teve um desdobramento em outro bairro, a Casa Transitória. Nas duas dependências, atuava no atendimento de pessoas necessitadas, atuava como médium psicofônica e passista e ministrava aulas de evangelização. Deu início às Aulas de Moral Cristã Neio Lúcio, funcionando aos domingos pela manhã, antes da reunião pública da Instituição “Nosso Lar”. Estimulou a fundação da Mocidade Espírita “Irma Ragazzi Martins”. Nestas duas últimas atividades é que iniciamos, por convite dela, nossas ações espíritas.

Após a sua desencarnação foi homenageada, tendo seu nome designado a Casa da Sopa “Emília Santos”, inaugurada na data de seu aniversário no ano de 1966. Durante a campanha para a edificação desta obra assistencial, foi impresso o opúsculo “Gotas Espirituais”, compilação de frases espíritas, preparado pelo sr. José Rubens Braga da Silva.

Na mesma época, a antiga rua “R” onde se localiza a Instituição “Nosso Lar’, no Jardim Planalto, também recebeu seu nome.

 (*) Ver também biografia de Rolando Perri Cefaly

 

(Copiado de:  http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultos/emilia_santos.htm)

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Dona Emília Santos, na extrema direita,  com dirigentes e colaboradoras da

Associação das Senhoras Cristãs, fundada por dona  Benedita Fernandes (1883-1947).

Foto por volta do ano 1950. Acervo da Associação das Senhoras Cristãs Benedita Fernandes.

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Quadro de dona Emília Santos. Óleo sobre tela José Rosa de Almeida (“Maklé). Foto: Ismael Gobbo.

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Dona Emilia Santos ministrando aula de evangelização no Catecismo “Neio Lúcio” em 1962. Ao

lado de dona Emilia o Sr. Abilio Fernandes da Silva.  Foto do acervo da Instituição Nosso Lar.

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Dona Emilia Santos na Instituição Nosso Lar acompanhando a distribuição de sopa que era servida

 logo após o término das palestras das 10 hs.  Foto do acervo da Instituição Nosso Lar.

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Instituição Nosso Lar. Abílio Fernandes da Silva, Paulinho Perri, Rolando Perri

Cefaly, D. Emilia Santos; d. Bebé e a filha Antonieta. Arquivo da Instituição Nosso Lar..

 

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Mocidade Espírita “Irma Ragazzi Martins” na Instituição Nosso Lar. Ano de 1966.

Foto do acervo da Instituição Nosso Lar

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Inauguração da Casa da Sopa Emília Santos no ano de 1966.

Foto do acervo da Instituição Nosso Lar.

 

 

Pinga-Fogo. Origem das obras psicografadas

José Herculano Pires e Chico Xavier

 

ACESSE:

https://www.youtube.com/watch?v=O-uVMwsYQI8

 

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José Herculano Pires

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Chico Xavier

 
 

José Herculano Pires

(25-09-1914 / 09-03-1979)

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José Herculano Pires

(25-09-1914 / 09-03-1979)

 

 

Nasceu na antiga Província do Rio Novo, hoje Província de Avaré, Zona Sorocabana.

Filho do farmacêutico José Pires Corrêa e da pianista Bonina Amaral Simonetti Pires. Fez seus primeiros estudos em Avaré, Itaí e Cerqueira César. Revelou sua vocação literária desde que começou a escrever. Aos 9 anos fez o seu primeiro soneto, um decassílabo sobre o Largo São João, da cidade natal. Aos 16 anos publicou seu primeiro livro, Sonhos Azuis (contos) e aos 18 anos o segundo livro Coração (poemas livres e sonetos). Já possuía seis cadernos de poemas na gaveta, colaborava nos jornais e revistas da época, da província, de São Paulo e do Rio. Teve vários contos publicados com ilustrações na Revista da Semana e No Malho. Com Américo de Carvalho, Elias Salomão Farah e Luiz Aguiar (C. César) Duílio Gambini, Djalma Noronha e Raul Osuna Delgado (Avaré) Alfredo Nagib, Hilário Corrêa e Fuad Bunazar (Sorocaba) Benedito Almeida Júnior (Piracicaba) Cerqueira Leite, e Pedro José de Camargo (Itapetininga) fundou a União Artística do Interior, que promoveu dois concursos literários, um de poemas, pela sede da UAI em C. César, e outro de contos, pela Seção de Sorocaba.

 

Mário Graciotti o incluiu entre os colaboradores permanentes da seção literária de A Razão, em São Paulo, que publicava um poema de sua autoria todos os domingos. Nesse tempo já guardava três cadernos de contos e dois originais de romances em sua gaveta. Transformou (1928) o jornal político de seu pai em semanário literário e órgão da UAI. Mudou-se para Marília em 1940 (com 26 anos) onde adquiriu o jornal Diário Paulista e o dirigiu durante seis anos. Com José Geraldo Vieira, Zoroastro Gouveia, Osório Alves de Castro, Nchmja Singal, Anathol Rosenfeld e outros promoveu, através do jornal, um movimento literário na cidade e publicou Estradas e Ruas (poemas) que Érico Veríssimo e Sérgio Milliet comentaram favoravelmente. Em 1946 mudou-se para São Paulo e lançou seu primeiro romance, O Caminho do Meio, que mereceu críticas elogiosas de Afonso Schmidt, Geraldo Vieira e Wilson Martins. Repórter, redator, secretário, cronista parlamentar e crítico literário dos Diários Associados. Exerceu essas funções na Rua 7 de Abril por cerca de trinta anos. Publicou cerca de quarenta livros de Filosofia, Ensaios, História, Psicologia, Parapsicologia e Espiritismo, vários de parceria com Chico Xavier, e está lançando agora a série de ensaios Pensamento da Era Cósmica e a série de romances e novelas Ficção Científica Paranormal. Alega sofre de grafomania, escrevendo dia e noite. Não tem vocação acadêmica e não segue escolas literárias. Seu único objetivo é comunicar o que acha necessário, da melhor maneira possível. Graduado em Filosofia pela USP, publicou uma tese existencial: O Ser e a Serenidade.

 

 

OBRAS

Filosofia
A Busca da Serenidade , Tip. Ipiranga, C. César, SP, 1945

Conceito Moderno de Poesia, Tip. Ipiranga, C. César, 1946

Reino, tese social-cristã, Lake, SP, 1947

Atlântida, Poesia e Mito, Ed. A Semana, C. César, 1948

Blavatski e Gandhi, Lake, SP, 1949.

Os Filósofos, Cultrix, SP, 1960

Farias Brito, Ver. Filos. SP, 1960

As dimensões da Educação, FFCL, Araraquara, 1960

Ser e a serenidade, EDICEL, SP, 1960

Introdução à filosofia espírita, MEU, SP, 1965

Rousseau e a educação, Cultrix, SP, 1965

Renan e os evangelhos, Cultrix, SP, 1965

O verbo e a carne, Cairbar, SP, 1972

A pedra e o joio, Cairbar, SP, 1973

O espírito e o tempo, EDICEL, SP, 1964,77

Agonia das Religiões, Paidéia, SP, 1977

 

Psicologia e Parapsicologia

Introdução à Psicologia, IBF (curso) SP, 1952

Parapsicologia e suas perspectivas, EDICEL, SP, 1964

Parapsicologia hoje e amanhã, EDICEL, SP, 1966

Parapsicologia e suas perspectivas, EDICEL, SP, edições atualizadas em 1974, 1976 e 1977

Arigó, um caso de fenomenologia paranormal, Francisco Alves, SP, 1963

Arigó, vida e mediunidade, EDICEL, SP, 1976

Psicologia da liderança, PAIDÉIA, SP, 1976

Pesquisa sobre o amor, PAIDËIA, SP

Psicologia do desenvolvimento cultural, FFCLA, (curso), 1963

 

Ficção Literária

Sonhos Azuis, Tip. Ipiranga, C. César, SP, 1930

Nhô Chico Bananeiro, contos, Ed. O Porvir, C. César, SP, 1928

Cabo velho & cia., contos, Ed. O Porvir, C. César, 1929

O sertanista, romance, Ed. A Semana, C. César, 1930

Cidades Vivas, contos da zona algodoeira, Ed. Rio Novo, Avaré, SP

O caminho do meio, romance, Brasiliense, SP, 1948

Daga Moriga, Piratininga, SP, 1955

Tempo de magnólias, Piratininga, romance, SP, 1961

Um Deus vigia o planalto, romance, DN (folhetim ilustrado) SP, 1954, Francisco Alves, livro, SP, 1968 (Col. Terra Forte

Barrabás o enjeitado, Lake, SP, Clube do Livro, 1961 (prêmio municipal de cultura), 1972

Lázaro, romance, EDICEL, SP, 1975-1977

Madalena, terceiro romance da trilogia "A conversão do mundo", EDICEL, 1978. Edição total da trilogia

Adão e Eva, novela, PAIDËIA, 1977

O menino e o anjo, novela, PAIDËIA, 1977

Os sonhos nascem na areia, novela, PAIDËIA, 1978

Jamurana e as águas selvagens, PAIDÉIA, SP, 1978

 

Crônicas e ensaios

Os caminhos de Hécate, EDICEL, SP, 1962

Crítica da teoria corpuscular do espírito, Cruso, SP, 1952

Espigão, crônica mariliense, Diário Paulista, SP, 1946

À margem da guerra, Diário Paulista, Marília, 1945

Chico Xavier pede licença, crônicas, Ed. G., SP, 1972

Na era do espírito, Ed. G., SP, 1973

Diálogo dos vivos, Ed. G., SP, 1974

Educação espírita, EDICEL, SP, 1970-77

Na hora do testemunho, PAIDËIA, SP, 1977

 

Poética

Coração, poemas, Tip. Ipiranga, C. César, SP, 1932

Quando o outono chegar, poemas, Dat. Avareense, Avaré, 1932

Cânticos, Dat. Av. Avaré, SP, 1973

Poemas do tempo e da morte, Ed. Semana, C. César

Estradas e ruas, poemas, Francisco Alves, SP, 1933

Mulher de pedra, poemas, Francisco Alves, SP, 1938

África-poema, Tip. O Minuto, SP, 1955

Mensagens, poemas, Tip. Paulista, SP, 1976

Murais, poemas, Ed. Palma, SP e Palermo, 1968

Para uma poética da era cósmica, PAIDËIA, 1978

 

Livros e Ação ...

Abandono da infância, crônicas sobre a condição precária da infância na Média Sorocabana e conseqüente organização, com Elias Salomão Farah, Américo de Carvalho, Francisco Lanças e outros, da Cruzada Papai Noel para socorro às crianças pobres, Ed. O Porvir, C. César, 1936

 

Flores murchas, estudo sobre a carência de assistência médica e orientação alimentar da criança na região cerqueirense e conseqüente instalação do primeiro ambulatório infantil gratuito, sob orientação do Dr. Adalberto de Assis Nazaré, que gratuitamente o dirigiu e assistiu como médico, até o seu encampamento pela Prefeitura, que não conseguiu mantê-lo. Ed. O Porvir, Cerqueira César, 1937

 

Orientação pediátrica, trabalho em colaboração com o Dr. Adalberto de Assis Nazaré e conseqüente promoção do I concurso de robustez infantil da Sorocabana, com apoio da Estrada de Ferro Sorocabana, tendo o departamento oficial do Estado se recusado a editá-lo por ter a instituição promotora um nome estrangeiro: Cruzada Papai Noel - Tip. A Semana, Cerqueira César, 1936

 

Árvores sagradas, artigos em defesa das árvores do Jardim do Largo São João, em Avaré, que estava sendo devastado pela Prefeitura, e da arborização de várias ruas. Ed. Da Tip. Central, de Alberto Martins, Avaré, 1937

 

Ficção científica paranormal

O túnel das almas, romance, PAIDËIA, SP, 1978

Metrô para o outro mundo, romance, PAIDËIA, SP, 1978

Fonte: Livro: Na hora do Testemunho

Foto: http://www.geae.inf.br


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José Herculano Pires, nasceu na cidade de Avaré, no estado de São Paulo a 25/09/1914, e desencarnou nesta capital em 09/03/1979. Filho do farmacêutico José Pires Correia e da pianista Bonina Amaral Simonetti Pires. Fez seus primeiros estudos em Avaré, Itaí e Cerqueira César. Revelou sua vocação literária desde que começou a escrever. Aos 9 anos fez o seu primeiro soneto, um decassílabo sobre o Largo São João, da sua cidade natal. Aos 16 anos publicou seu primeiro livro, "Sonhos Azues" (contos), e aos 18 anos o segundo livro, "Coração" (poemas livres e sonetos). Já possuía seis cadernos de poemas na gaveta, colaborava nos jornais e revistas da época, da província de São Paulo e do Rio. Teve vários contos publicados com ilustrações na Revista da Semana e no Malho..

 

Foi um dos fundadores da União Artística do Interior (UAI), que promoveu dois concursos literários, um de poemas pela sede da UAI em Cerqueira César, e outro de contos pela Seção de Sorocaba. Mário Graciotti o incluiu entre os colaboradores permanentes da seção literária de A Razão, em São Paulo, que publicava um poema de sua autoria todos os domingos. Transformou (1928) o jornal político de seu pai em semanário literário e órgão da UAI. Mudou-se para Marília em 1940 (com 26 anos), onde adquiriu o jornal "Diário Paulista" e o dirigiu durante seis anos. Com José Geraldo Vieira, Zoroastro Gouveia, Osório Alves de Castro, Nichemaja Sigal, Anthol Rosenfeld e outros promoveu, através do jornal, um movimento literário na cidade e publicou "Estradas e Ruas" (poemas) que Érico Veríssimo e Sérgio Millet comentaram favoravelmente. Em 1946 mudou-se para São Paulo e lançou seu primeiro romance, "O Caminho do Meio", que mereceu críticas elogiosas de Afonso Schimidt, Geraldo Vieira e Wilson Martins. Repórter, redator, secretário, cronista parlamentar e crítico literário dos Diários Associados. Exerceu essas funções na Rua 7 de Abril por cerca de trinta anos. Autor de 81 livros de Filosofia, Ensaios, Histórias, Psicologia, Pedagogia, Parapsicologia, Romances e Espiritismo, vários em parceria com Chico Xavier, sendo a maioria inteiramente dedicada ao estudo e divulgação da Doutrina Espírita... Lançou a série de ensaios Pensamento da Era Cósmica e a série de romances e novelas de Ficção Científica Paranormal. Alegava sofrer de grafomania, escrevendo dia e noite. Não tinha vocação acadêmica e não seguia escolas literárias. Seu único objetivo era comunicar o que achava necessário, da melhor maneira possível. Graduado em Filosofia pela USP em 1958, publicou uma tese existencial: "O Ser e a Serenidade". De 1959 a 1962, exerceu a cadeira de filosofia da educação na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara.

 

Foi membro titular do Instituto Brasileiro de Filosofia, seção de São Paulo, onde lecionou psicologia. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo de 1957 a 1959. Foi professor de Sociologia no curso de jornalismo ministrado pelo Sindicato.

 

José Herculano Pires foi presidente e professor do Instituto Paulista de Parapsicologia de São Paulo. Organizou e dirigiu cursos de Parapsicologia para os Centros Acadêmicos: da Faculdade de Medicina da USP, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, da Escola Paulista de Medicina e em diversas cidades e colégios do interior.

 

Fundou o Clube dos Jornalistas Espíritas de São Paulo em 23/01/1948. O Clube funcionou por 22 anos. Herculano foi membro da Academia Paulista de Jornalismo onde ocupou a Cadeira "Cornélio Pires" em 1964.

 

Herculano pertenceu também a União Brasileira de Escritores, onde exerceu o cargo de Diretor e Membro do Conselho no ano de 1964.

 

José Herculano Pires foi Chefe do Sub-Gabinete da Casa Civil da Presidência da República no governo do Sr. Jânio Quadros no ano de 1961, onde permaneceu até a renuncia do mesmo.

 

Espírita desde a idade de 22 anos não poupou esforço na divulgação falada e escrita da Doutrina Codificada por Allan Kardec, tarefa essa à qual dedicou a maior parte da sua vida. Durante 20 anos manteve uma coluna diária de Espiritismo nos Diários Associados com o pseudônimo de Irmão Saulo.

 

Durante quatro anos manteve no mesmo jornal uma coluna em parceria com Chico Xavier sob o título "Chico Xavier pede Licença". Foi Diretor fundador da revista "Educação Espírita" publicada pela Edicel.

 

Em 1954 publicou Barrabás, que recebeu um prêmio do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, constituindo o primeiro volume da Trilogia Caminhos do Espírito.

 

Publicou em 1975, Lázaro e com o romance Madalena concluiu a Trilogia.

 

Traduziu cuidadosamente as obras da Codificação Kardecista enriquecendo-as com notas explicativas nos rodapés. Essas traduções foram doadas a diversas editoras espíritas no Brasil, Portugal, Argentina e Espanha.

 

Colaborou com o Dr. Júlio Abreu Filho na tradução da Revista Espírita.

 

Ao desencarnar deixou vários originais os quais vêm sendo publicados pela Editora Paidéia.

 

http://www.editorapaideia.com.br/Herculano_Pires/herculano_pires.html

 

 

(Copiado de http://www.feparana.com.br/topico/?topico=663)

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/SETEMBRO/25-09-2021_arquivos/image062.jpg

José Herculano Pires participando do programa Pinga Fogo com Chico Xavier

Acesse aqui: https://www.youtube.com/watch?v=O-uVMwsYQI8

https://www.noticiasespiritas.com.br/2015/MARCO/30-03-2015_arquivos/image009.jpg

A oradora Heloísa Pires, filha de José Herculano Pires em palestra no

Fraternidade Espírita Gina em São Paulo. 28-03-2015. Foto Ismael Gobbo

https://www.noticiasespiritas.com.br/2014/SETEMBRO/22-09-2014_arquivos/image011.jpg

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Evento comemorativo dos 100 anos de José Herculano realizado no sábado, 20/09/2014, no auditório da FEAL – Fundação Espírita André Luiz, em São Paulo. Fotos  Ismael Gobbo

LEIA AS INFORMAÇÕES DO EVENTO COM FOTOS AQUI:

https://www.noticiasespiritas.com.br/2014/SETEMBRO/22-09-2014.htm

 

 

Republicamos para relembrar o aniversariante de hoje 25 de setembro

 José Herculano Pires que foi grande amigo de Ivan Santos Albuquerque

 

 

FAMÍLIA

IVAN SANTOS ALBUQUERQUE, MEU TIO SANTO

 

Texto de

Dr. Ivan Alberto Albuquerque Doretto

 

Meu tio Ivan (Ivan Santos Albuquerque) era o irmão mais velho de minha mãe Laurita.

Nasceu em Brotas, SP, em 16.01.1918, filho de Romeu Vieira de Albuquerque e Laura Santos Albuquerque.

Crescendo num lar espírita, Ivan desde cedo mostrou-se um espírito afável, bondoso e solidário. Preocupado com os jovens, sempre que podia lhes levava sua mensagem esclarecedora.

Só estudou até o quarto ano ginasial. Mostrando desde cedo pendores para as artes manuais, construía brinquedos para os irmãos e amigos e confeccionava flores à base de farinha de trigo ou papel.

Quando o pai passou por grandes dificuldades materiais, Ivan tomou a iniciativa de renunciar aos estudos, a fim de que seu irmão Cyro pudesse prossegui-los. Começou, então, a trabalhar como enfermeiro no Hospital Esperança, em São Paulo, auferindo recursos para se manter e ainda ajudar o irmão.

Solteiro e avesso a festividades mundanas, Ivan continuava à noite no hospital, visitando os doentes, conversando com eles e os animando.

Foi amigo de Cairbar Schutel, expoente do Espiritismo na cidade de Matão, SP, assim como de Herculano Pires, outra figura renomada na literatura espírita.

Embora “desligado” em relação às coisas materiais, Ivan granjeava amigos com facilidade, adaptando-se às necessidades e possibilidades de cada um.

Adolescente, abraçou fervorosamente o Espiritismo. Insigne doutrinador, ainda muito jovem já era convidado para palestras, tendo viajado em pregação por muitas cidades do interior paulista.

Em 1942 sua família se mudou para Sorocaba. Nesse ano ocorreu um Congresso Eucarístico na Capital do Estado. Um Ivan entusiasta resolveu fazer propaganda do Espiritismo no local, distribuindo boletins e panfletos. Eram tempos de intolerância religiosa e ele acabou preso. Seu desaparecimento infligiu grande sofrimento aos familiares, que somente após dois dias conseguiram localizá-lo. Apurou-se que estava internado no Juqueri, hospital psiquiátrico estadual sediado em Franco da Rocha. Lá, enfraquecido e de cabeça raspada, Ivan não se dava por achado, pregando o Espiritismo para os enfermos... Com o auxílio de amigos, a família finalmente conseguiu resgatá-lo.

Esse episódio não o desalentou e ele prosseguiu na faina de divulgar o Evangelho e a mensagem kardecista da Boa Nova.

Dedicou-se aos hansenianos e quinzenalmente visitava os pacientes do Sanatório Pirapitingui, almoçava com os internados e limpava-lhes as feridas. Não se abalava nem com as advertências do próprio diretor do estabelecimento, que temia acabasse ele infectado pelo bacilo da lepra.

Jesus Gonçalves, um dos internados no sanatório, tinha-lhe grande admiração, assim como sua esposa, Dona Ninita.

Ivan, apesar de pessoa sóbria e de espírito nobre, cultivava seu lado brincalhão e costumava “pregar peças” em seus pais e irmãos.

Era caridoso ao extremo. Frequentava o Asilo dos Velhinhos e palestrava para eles. Para espalhar suas mensagens de esperança, não tinha dia nem hora. Costumava também visitar, com a mãe Laurinha, com quem tinha grande afinidade, a Cadeia Pública de Sorocaba, levando aos detentos sua mensagem consoladora.

Ivan costumava levar doentes para a casa dos pais, lá os abrigando até que se recuperassem. 

Quando houve uma epidemia de leishmaniose no Estado de São Paulo, Ivan ofereceu-se para banhar os doentes, alimentá-los e lhes fazer curativos, sempre disposto, sempre alegre.

Sua vida teve fatos curiosos. Certa feita, em Itaporanga, atravessou a nado um rio só para dar assistência a uma parturiente. Exímio nadador, havia se exercitado na infância nas águas do Rio Piracicaba, que banha a cidade do mesmo nome, local de residência de sua família por alguns anos. Na semana seguinte à proeza, foi acometido de gripe forte, com ameaça de pneumonia, numa época em que ainda não existia a penicilina. Conseguiu, no entanto, recuperar-se.

Ivan, por sua compleição física e temperamento amável, era sempre muito assediado pelas jovens, mas se esquivava de qualquer compromisso, pois tinha a premonição de que partiria cedo nesta encarnação. Costumava dizer que não chegaria aos 30 anos, para a compreensível aflição dos pais e irmãos.

Em sua peregrinação espírita, Ivan viajou em 1946 para Marília, onde proferiu palestra. Prosseguiu de trem rumo a Tupã, com o mesmo propósito. Nas proximidades de Pompeia, quis ver mais de perto um cafezal e dirigiu-se à porta do último vagão. O trem fez uma curva súbita e ele, desequilibrado, caiu desacordado sobre os trilhos. Outra composição veio em seguida e a roda passou-lhe por cima do peito. Estava cumprido, assim, seu vaticínio. Meu tio Cyro foi a pessoa que fez o reconhecimento do corpo e certo dia me relatou essa cena horrível.

Ivan, cerca de um mês depois do desenlace, começou a se comunicar, primeiro para a mãe por meio de psicografia e depois em vários centros espíritas. Um deles, na Vila Santana, em Sorocaba, leva seu nome. Ele tem ainda alguns livros psicografados, entre os quais “Luz nas Trevas”.

Eu não cheguei a conhecer esse tio com fama de santo na família, mas meu prenome foi-me dado em sua homenagem.

Ivan Santos Albuquerque foi um verdadeiro apóstolo do Cristo, incansável na tarefa de semear o bem sem olhar a quem. Deve estar, do elevado plano espiritual a que certamente foi alçado, sempre atento às necessidades dos encarnados neste planeta de expiação.

 

(Texto recebido em email de Lilia Grosso [[email protected]])

 

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Ivan Santos de Albuquerque (Brotas, SP,  16-01-1918 / Pompéia,  SP,  05-04-1946)

Foto recebida de Dr. Ivan Alberto Albuquerque Doretto.

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Paisagem nas proximidades de  Brotas, SP. Foto: Ismael Gobbo.

Ivan Santos de Albuquerque nasceu em fazenda na região de Brotas, SP. Leia a biografia nesta postagem.

 

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Foto rara de Brotas, entre 1930 e 1941, período em que por ali ainda passavam os trilhos em bitola métrica. Foto cedida por Nilson Rodrigues. Foto copiada de http://www.estacoesferroviarias.com.br/b/brotas.html

 

Ivan  Santos de  Albuquerque  (16-01-1918/ 05-04-1946)

nasceu em  Brotas, SP.

 

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Colégio Piracicabano a primeira escola metodista do Brasil e precursor da Universidade Metodista de Piracicaba

]1928. Imagem copiada de https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%A9gio_Piracicabano

LEIA NO LINK

 

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Sanatório Esperança S/A Inaugurado em 1938, este hospital é um das mais belas construções hospitalares da cidade de São Paulo. Localizado na rua dos Ingleses, na Bela Vista, atualmente atende com o nome de Hospital Menino Jesus. Foto: Acervo do jornal Correio Paulistano

Imagem copiada de https://br.pinterest.com/pin/209910032616101724/ 

 

Como consta no texto acima reproduzido o jovem Ivan Santos de Albuquerque

trabalhou no Sanatório Esperança na Rua dos Ingleses, em São Paulo.

 

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O Asilo Dr. Jaime de Oliveira, criado pela Associação das Senhoras Cristãs, entidade fundada

por Dona Benedita Fernandes em 6 de março de 1932. Foto do acervo do Hospital Benedita Fernandes

 

 Ivan  Santos  de  Albuquerque  nos  poucos  anos que residiu em

Araçatuba (1938- 1942)  realizou  muitos  trabalhos  e teve estreita

ligação com dona Benedita Fernandes da Associação das Senhoras

Cristãs e  com   Gedeão Fernandes de Mirada  da União Espírita

Paz e Caridade.

 

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Dona Benedita Fernandes, na extrema direita, com assistidos na  Casa da Criança, pertencente à  entidade Associação das Senhoras Cristãs por ela fundada em 6 de março de 1932.  Foto do acervo do Hospital Benedita Fernandes

 

Ivan  Santos  de  Albuquerque  nos  poucos  anos que residiu em

Araçatuba (1938- 1942)  realizou  muitos  trabalhos  e teve estreita

ligação com dona Benedita Fernandes da Associação das Senhoras

Cristãs e  com   Gedeão Fernandes de Mirada  da União Espírita

Paz e Caridade.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/ABRIL/01-04-2021_arquivos/image053.jpg

 

Evento no Abrigo Ismael no ano de 1943. Paritipação de presidentes, crianças da evangelização e da escola

pública municipal que ali funcionava. Foto copiada do livro Obra de Vultos, volume 1.

 

Ivan  Santos  de  Albuquerque  nos  poucos  anos que residiu em

Araçatuba (1938- 1942)  realizou  muitos  trabalhos  e teve estreita

ligação com dona Benedita Fernandes da Associação das Senhoras

Cristãs e  com   Gedeão Fernandes de Mirada  da União Espírita

Paz e Caridade e de seu departamento  Abrigo Ismael.

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/SETEMBRO/25-09-2023_arquivos/image091.jpg

Aguardando o trem em  Sorocabas, SP. (Comendador Gualberto Tenor- sem data)

Copiade de : http://www.estacoesferroviarias.com.br/s/sorocaba.htm

 

Ivan  Santos de  Albuquerque  (16-01-1918/ 05-04-1946) cuja  biografia se encontra nesta

 postagem  nasceu  em  Brotas, SP.  Viveu  e   desenvolveu  muitos trabalhos  na  cidade de

Sorocaba, SP. e  noutras  cidades  do  Estado  de   São Paulo.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/ABRIL/16-04-2021_arquivos/image047.jpg

Flagrante da inauguração do C.E. Santo Agostinho. Jésus Gonçalves é o quarto da direita

para a esquerda. Seu filho Jaime está logo à sua direita (16/12/1945)

Do livro: A Extraordinária Vida de Jésus Gonçalves. Eduardo Carvalho Monteiro. USE/Madras

 

Ivan Santos de Albuquerque teve um trabalho intenso ao lado

de Jésus Gonçalves que se encontrava internado com a doença

hanseníase na Colônia de Pirapitingui (Itú, SP)  onde fundou a

Sociedade Espírita “Santo Agostinho”.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2016/DEZEMBRO/25-12-2016_arquivos/image042.jpg

Jésus Gonçalves sentado

Dona Ninita, companheira de Jésus Gonçalves, Álvaro Ribeiro Branco,

Zaíra Junqueira Pitt e Julinha Thekla Kohleisen.

Foto do acervo do Grupo Socorrista Zaira Pitt, São Paulo, Brasil.

 

 

Ivan Santos de Albuquerque teve um trabalho intenso ao lado

de Jésus Gonçalves que se encontrava internado com a doença

hanseníase na Colônia de Pirapitingui (Itú, SP)  onde fundou  a

Sociedade Espírita “Santo Agostinho”.  Ivan  fazia as  visitas e

lá também estavam  os componentes  da foto  acima e espírita

de vulto como José Herculano Pires. Ivan  desencarnou  no dia

05 de abril de 1943 e  no  dia 03 de  dezembro de 1951 enviou

uma mensagem para a amiga Julinha (vide no livro “Flores  de

Outono”) pela psicografia de Chico Xavier.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/SETEMBRO/25-09-2023_arquivos/image094.jpg

Pátio da estação ferroviária de Marília, SP. (sem data). Acervo de Klaus Jurgen Marienholz.

Foto copiada de http://www.estacoesferroviarias.com.br/m/marilia.htm

 

Na biografia de Ivan Santos de Albuquerque acima publicada, numa sexta-feira, dia

05 de abril de 1946, depois de ter proferido palestra em um Congresso na cidade

de Marília, tomou trem com destino a cidade de Tupã aceitando convite de amigo

que lhe pediu proferir a mesma palestra naquela cidade. Na estação de Marília  se

despediu do  célebre  José Herculano Pires, que  morava  em Marília.   Durante a

viagem admirou os cafezais e disse ao companheiro que o convidara que gostaria

de ver mais de perto a paisagem. Se locomoveu à porta do último vagão para  a

contemplação do cafezal. Neste momento o trem sofreu um chacoalho e Ivan foi

arremessado sobre a linha. Consta que quando o trem chegou em Pompéia uma

outra composição partiu de imediato com destino a  São Paulo e passou sobre   o

corpo de Ivan. Espíritas compareceram em Pompéia e homenagearam Ivan   que

se encontra sepultado no Cemitério Municipal de Pompéia.

 

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/JUNHO/25-06-2019_arquivos/image016.jpg

Cafezal. Foto Ismael Gobbo.

 

Na biografia de Ivan Santos de Albuquerque acima copiada, numa sexta-feira, dia

05 de abril de 1946, depois de ter proferido palestra em um Congresso na cidade

de Marília, tomou trem com destino a cidade de Tupã aceitando convite de amigo

que lhe pediu proferir a mesma palestra naquela cidade. Na estação de Marília  se

despediu do célebre José Herculano Pires, que morava naquela cidade. Durante a

viagem admirou os cafezais e disse ao companheiro que o convidara que gostaria

de ver mais de perto a paisagem. Se locomoveu à porta do último vagão para  a

contemplação do cafezal. Neste momento o trem sofreu um chacoalho e Ivan foi

arremessado sobre a linha. Consta que quando o trem chegou em Pompéia uma

outra composição partiu de imediato com destino a  São Paulo e passou sobre   o

corpo de Ivan. Espíritas compareceram em Pompéia e homenagearam Ivan   que

se encontra sepultado no Cemitério Municipal de Pompéia.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/ABRIL/16-04-2021_arquivos/image049.jpg

A inauguração da Estação de Pompéia em 1935

Imagem/fonte: http://www.estacoesferroviarias.com.br/p/pompeia.htm

 

Na biografia de Ivan Santos de Albuquerque acima copiada, numa sexta-feira, dia

05 de abril de 1946, depois de ter proferido palestra em um Congresso na cidade

de Marília, tomou trem com destino a cidade de Tupã aceitando convite de amigo

que lhe pediu proferir a mesma palestra naquela cidade. Na estação de Marília  se

despediu do célebre José Herculano Pires, que morava naquela cidade. Durante a

viagem admirou os cafezais e disse ao companheiro que o convidara que gostaria

de ver mais de perto a paisagem. Se locomoveu à porta do último vagão para  a

contemplação do cafezal. Neste momento o trem sofreu um chacoalho e Ivan foi

arremessado sobre a linha. Consta que quando o trem chegou em Pompéia uma

outra composição partiu de imediato com destino a  São Paulo e passou sobre   o

corpo de Ivan. Espíritas compareceram em Pompéia e homenagearam Ivan   que

se encontra sepultado no Cemitério Municipal de Pompéia.

Na Certidão de Óbito consta que faleceu no dia 5 de abril de 1946 às 17:00 (dezes-

sete horas) no “leito da estrada de ferro Paulista, em Pompéia, SP” e como causa

da morte “traumatismo- esmagamento por roda de locomotiva”. O Sepultamento

foi no cemitério de Pompéia.

 

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Túmulo de Ivan Santos de Albuquerque no Cemitério Municipal de Pompéia, SP

Imagem fornecida pela Prefeitura Municipal de Pompéia, SP.

Recebida em email de [email protected]

 

 

Na Certidão de Óbito consta que faleceu no dia 5 de abril de 1946 às 17:00 (dezes-

sete horas) no “leito da estrada de ferro Paulista, em Pompéia, SP” e como causa

da morte “traumatismo- esmagamento por roda de locomotiva”. O Sepultamento

foi no cemitério de Pompéia.

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/SETEMBRO/25-09-2023_arquivos/image098.jpg

Placa no túmulo de Ivan Santos de Albuquerque no Cemitério Municipal de Pompéia, SP

Imagem fornecida pela Prefeitura Municipal de Pompéia, SP.

Recebida em email de [email protected]

 

 

Na Certidão de Óbito consta que faleceu no dia 5 de abril de 1946 às 17:00 (dezes-

sete horas) no “leito da estrada de ferro Paulista, em Pompéia, SP” e como causa

da morte “traumatismo- esmagamento por roda de locomotiva”. O Sepultamento

foi no cemitério de Pompéia.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/SETEMBRO/25-09-2023_arquivos/image099.jpg

Placa no túmulo de Ivan Santos de Albuquerque no Cemitério Municipal de Pompéia, SP

Imagem fornecida pela Prefeitura Municipal de Pompéia, SP.

Recebida em email de [email protected]

 

 

Na Certidão de Óbito consta que faleceu no dia 5 de abril de 1946 às 17:00 (dezes-

sete horas) no “leito da estrada de ferro Paulista, em Pompéia, SP” e como causa

da morte “traumatismo- esmagamento por roda de locomotiva”. O Sepultamento

foi no cemitério de Pompéia.

 

HOMENAGEM DE JOSÉ HERCULANO PIRES AO AMIGO QUERIDO

IVAN SANTOS DE ALBUQUERQUE

PUBLICADO NO JORNAL “O CLARIM” DE MATÃO, SP,

EM 08-05-1948 (VEJA ABAIXO)

“BILHETE AO IVAN”

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/SETEMBRO/25-09-2023_arquivos/image100.jpg

 

(Recebido em email de O Clarim, Matão, SP  Cássio - Casa Editora O Clarim [[email protected]] )

 

HOMENAGEM DE JOSÉ HERCULANO PIRES AO AMIGO QUERIDO

IVAN SANTOS DE ALBUQUERQUE

PUBLICADO NO JORNAL “O CLARIM” DE MATÃO, SP,

EM 08-05-1948

“BILHETE AO IVAN”https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/SETEMBRO/25-09-2023_arquivos/image101.jpg

 

Recebido em email de O Clarim, Matão, SP  Cássio - Casa Editora O Clarim [[email protected]] )

 

TRANSCRIÇÃO DA HOMENAGEM DE JOSÉ HERCULANO PIRES AO AMIGO QUERIDO  IVAN SANTOS DE ALBUQUERQUE

PUBLICADO NO JORNAL “O CLARIM” DE MATÃO, SP,

EM 08-05-1948 (VEJA ACIMA)

 

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/SETEMBRO/25-09-2023_arquivos/image102.jpg

José Herculano Pires

Imagem/fonte:

https://www.feesp.com.br/jose-herculano-pires/

 

 

 

“BILHETE AO IVAN”

Ivan amigo

 

   Há dois anos que retornaste ao mundo espiritual, e é como se não tivesse partido. Lembro-me ainda das horas emotivas e felizes de nosso congresso, em Marília. Da tua participação entusiástica, dos teus incessantes discursos, que faziam a Mãe Dita, de Araçatuba,  - já agora também ao teu lado,  - rir-se contente, satisfeita de tanto ardor ao serviço da causa. Lembro-me também da tua partida para Tupã, e do momento em que, à mesa, na minha casa, terminado o almoço de que participaram tantos confrades, quiseste falar e só conseguiste chorar. Ficamos todos perturbados, certos de que alguma coisa de grave se passava contigo. No trajeto de casa à estação conversamos muito, eu e o Urbano, sobre a necessidade de que repousasses  bastante em Tupã, participando das alegrias reconfortantes do trabalho espiritual que ali se desenvolvia. E lembro-me ainda do trem partindo, naquele fim de tarde na estação de Marília, e de duas mãos que nos acenavam juntas, da mesma porta do vagão. Uma, a mão amiga do Urbano, que nos dizia um “até logo” material. Outra, a tua mão saudosa, que nos dava o “até logo” espiritual.

  Dois anos lá se foram. Dois anos de lutas, de vicissitudes, de batalhas incessantes na terra e no espaço. E quantas vezes sentimos, nesse periodo, a tua presença invisível a nos alentar, nas horas mais difíceis. Divino milagre da vida, que não conhece as barreiras da morte!  Quando, à beira do túmulo em que ficaram os teus despojos, tive de interpretar a emoção dos teus companheiros, que ali se encontravam de coração premido e de pensamento voltado para os teus pais, lembro-me que o Urbano viu um grande foco de luz no interior da tumba. Essa luz, como  a do Cristo, saiu dali para sempre. Ergueu-se muito acima da lage fria do túmulo, brilhou gloriosamente na alvorada da ressurreição, e voltou para junto de todos nós de maneira diferente, muito mais efetiva e radiosa do que na densa clausura do corpo carnal.

  Hoje, amigo Ivan, estás muito mais perto de nós. Todos nós, os teus amigos e companheiros de cruzada evangélica, sentimos os teus passos, prosseguindo a caminhada, ombro a ombro conosco, nesta hora, mundial de conturbação dos espíritos. Em Bebedouro, onde te conheci, em Marília, Bauru, Garça, Pompéia, Tupã, Sorocaba, São Manuel, no recanto de dor de Pirapitinguí, onde Jesus Gonçalves te acompanha as providências fraternas, em Matão e em todas as cidades e lugares por onde passaste, na tua última encarnação, todos continuam ouvindo os teus passos, amigos, sentindo a tua presença carinhosa. Tua mãe, de que tanto nos falavas, em cujas convicções tanto confiavas, tomou o teu lugar no plano material. E como Saulo, depois da morte de Abigail, ela refloriu espiritualmente, fazendo brotar, do coração regado pelas lágrimas da saudade, os clarões impereciveis, na visão divina da estrada de Damasco.

  Perdoa, Ivan amigo, se não consegui escrever-te apenas um bilhete, como desejava. Recomenda-nos ao Mestre, da os nossos abraços de saudade a Jesus Gonçalves, à Mãe Dita, ao velho Pai Jacob, ao nosso querido Schutel. E continua a alentar-nos, para que não fraquejemos um só momento, ao longo da caminhada onde tanto temos de fazer, neste mundo de egoismos, de incompreeensões e de ignorância, em que o Mestre não quis que continuasses a sofrer.

  Abraça-te o irmão terreno:

                                            Herculano

  S. Paulo, 5 de abril de 1.948

 

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Recebido do Instituto Maria Claro. Sorocaba, SP

LEIA SOBRE A HISTÓRIA DO INSTITUTO MARIA CLARO

https://mariaclaro.org.br/nossa-historia/

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Recebido do Instituto Maria Claro. Sorocaba, SP

LEIA SOBRE A HISTÓRIA DO INSTITUTO MARIA CLARO

https://mariaclaro.org.br/nossa-historia/

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Atividades desenvolvidas com nossas crianças assistidas

Instituto Maria Claro.  Lar Ivan Santos de Albuquerque. Sorocaba, SP

LEIA SOBRE A HISTÓRIA DO INSTITUTO MARIA CLARO

https://mariaclaro.org.br/nossa-historia/

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Instituto Maria Claro. Sorocaba, SP

Atividade externa. Ao fundo pode se ver a Casa Espírita mantida no Instituto.

Reunião presencial às quintas feiras às 19 horas. 

LEIA SOBRE A HISTÓRIA DO INSTITUTO MARIA CLARO

https://mariaclaro.org.br/nossa-historia/

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Instuto Maria Claro. Nesta foto aparece a casa de orações Ivan Santos de Albuquerque. Sorocaba,SP. 

LEIA SOBRE A HISTÓRIA DO INSTITUTO MARIA CLARO

https://mariaclaro.org.br/nossa-historia/

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Algumas obras ditadas pelo espírito Ivan de Albuquerque ao médium Raul Teixeira

 

 

Curiosidades da Codificação

 

 

 

"Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso... "

 

UMA CARTA PARA O SR. ALLAN KARDEC - Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado.
Fazia frio.
Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.
A pressão aumentava...
Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.
Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail - a doce Gabi -, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.
O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu.
"Sr. Allan Kardec:
Respeitoso abraço.
Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso.
Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.
Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal. Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.
Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.
Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...
A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.
Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.
Minhas forças fugiam.
Namorara diversas vezes o Sena e acabei planeando o suicídio. "Seria fácil, não sei nadar"- pensava.
Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a ponte Marie.
Olhei em torno, contemplando a corrente... E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.
Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça do poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso:
"Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. - A. Laurent."
Estupefato, li a obra - "O Livro dos Espíritos" - ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver."
Ainda constava da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de "O Livro dos Espíritos" ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra, em letra firme:
"Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. - Joseph Perrier."
Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro...
Aconchegando o livro ao peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...
Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo.
Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos...
O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima..."

(Hilário Silva - O Espírito da Verdade, 52, FEB)

 

(Texto copiado do site Rede Amigo Espírita)

 

 

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Ponte Marie, Paris, França. Foto Lucas Gobbo

 

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2020/SETEMBRO/16-09-2020_arquivos/image054.jpg

 

O rio Sena e a ponte Marie. Paris, França. Foto Ismael Gobbo.

 

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2017/SETEMBRO/18-09-2017_arquivos/image007.jpg

 

O Livro dos Espíritos em edição de 1860.

 Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Livro_dos_Esp%C3%ADritos#/media/File:Le_Livre_des_Esprits_2.jpg

 

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2020/SETEMBRO/16-09-2020_arquivos/image056.jpg

 

Square D´Ajaccio com a Torre Eiffel ao fundo. Paris, França. Foto Ismael Gobbo.

 

 

  

Jesus e o precursor

 

Livro Boa Nova, pelo espírito Humberto de Campos/Irmão X

Psicografia Francisco Cândido Xavier

FEB

 

 

boaNova

Após a famosa apresentação de Jesus aos doutores do Templo de Jerusalém, Maria recebeu a visita de Isabel e de seu filho, em sua casinha pobre de Nazaré. Depois das saudações habituais, do desdobramento dos assuntos familiares, as duas primas entraram a falar de ambas as crianças, cujo nascimento fora antecipado por acontecimentos singulares e cercado de estranhas circunstâncias.

Enquanto o patriarca José atendia às últimas necessidades diárias de sua oficina humilde, entretinham-se as duas em curiosa palestra, trocando carinhosamente as mais ternas confidências maternais.

O que me espanta – dizia Isabel com caricioso sorriso –  é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade. Não raro, procuro-o inutilmente em casa, para encontrá-lo, quase sempre, entre as figueiras bravas, ou caminhando ao longo das estradas adustas, como se a pequena fronte estivesse dominada por graves pensamentos.

Essas crianças, a meu ver – respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos –,  trazem para a Humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores... Fala de sua comunhão com Deus com uma eloquência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, contentemente, ando a cismar, em relação ao seu destino.

Apesar de todos os valores da crença – murmurou Isabel, convicta –, nós, as mães, temos sempre o espírito abalado por injustificáveis receios.

Como se se deixasse empolgar por amorosos temores, Maria continuou: – Ainda há alguns dias, estivemos em Jerusalém, nas comemorações costumeiras, e a facilidade de argumentação com que Jesus elucidava os problemas, que lhe eram apresentados pelos orientadores do templo, nos deixou a todos receosos e perplexos. Sua ciência não pode ser deste mundo: vem de Deus, que certamente se manifesta por seus lábios amigos de pureza. Notando-lhe as respostas, Eleazar chamou a José, em particular, e o advertiu de que o menino parece haver nascido para a perdição de muitos poderosos em Israel.

Com a prima a lhe escutar atentamente a palavra, Maria prosseguiu, de olhos úmidos, após ligeira pausa: – Ciente desse aviso, procurei Eleazar, a fim de interceder por Jesus, junto de suas valiosas relações com as autoridades do templo. Pensei na sua infância desprotegida e receio pelo seu futuro. Eleazar prometeu interessar-se pela sua sorte; todavia, de regresso a Nazaré, experimentei singular multiplicação dos meus temores. Conversei com José, mais detidamente, acerca do pequeno, preocupada com o seu preparo conveniente para a vida!... Entretanto, no dia que se seguiu às nossas íntimas confabulações, Jesus se aproximou de mim, pela manhã, e me interpelou: “Mãe, que queres tu de mim? Acaso não tenho testemunhado a minha comunhão com o Pai que está no Céu!”

Altamente surpreendida com a sua pergunta, respondi-lhe, hesitante: Tenho cuidado por ti, meu filho! Reconheço que necessitas de um preparo melhor para a vida... Mas, como se estivesse em pleno conhecimento do que se passava em meu íntimo, ponderou ele: “Mãe, toda preparação útil e generosa no mundo é preciosa; entretanto, eu já estou com Deus. Meu Pai, porém, deseja de nós toda a exemplificação que seja boa e eu escolherei, desse modo, a escola melhor”.

No mesmo dia, embora soubesse das belas promessas que os doutores do templo fizeram na sua presença a seu respeito, Jesus aproximou-se de José e lhe pediu, com humildade, o admitisse em seus trabalhos. Desde então, como se nos quisesse ensinar que a melhor escola para Deus é a do lar e a do esforço próprio – concluiu a palavra materna com singeleza —, ele aperfeiçoa as madeiras da oficina, empunha o martelo e a enxó, enchendo a casa de ânimo, com a sua doce alegria!

Isabel lhe escutava atenta a narrativa, e, depois de outras pequenas considerações materiais, ambas observaram que as primeiras sombras da noite desciam na paisagem, acinzentando o céu sem nuvens. A carpintaria já estava fechada e José buscava a serenidade do interior doméstico para o repouso.

As duas mães se entreolharam, inquietas, e perguntavam a si próprias para onde teriam ido as duas crianças.

*

Nazaré, com a sua paisagem, das mais belas de toda a Galileia, é talvez o mais formoso recanto da Palestina. Suas ruas humildes e pedregosas, suas casas pequeninas, suas lojas singulares se agrupam numa ampla concavidade em cima das montanhas, ao norte do Esdrelon. Seus horizontes são estreitos e sem interesse; contudo, os que subam um pouco além, até onde se localizam as casinholas mais elevadas, encontrarão para o olhar assombrado as mais formosas perspectivas. O céu parece alongar-se, cobrindo o conjunto maravilhoso, numa dilatação infinita.

Maria e Isabel avistaram seus filhos, lado a lado, sobre uma eminência banhada pelos derradeiros raios vespertinos. De longe, afigurou-se-lhes que os cabelos de Jesus esvoaçavam ao sopro caricioso das brisas do alto. Seu pequeno indicador mostrava a João as paisagens que se multiplicavam a distância, como um grande general que desse a conhecer as minudências dos seus planos a um soldado de confiança. Ante seus olhos surgiam as montanhas de Samaria, o cume de Magedo, as eminências de Gelboé, a figura esbelta do Tabor, onde, mais tarde, ficaria inesquecível o instante da Transfiguração, o vale do rio sagrado do Cristianismo, os cumes de Safed, o golfo de Khalfa, o elevado cenário do Pereu, num soberbo conjunto de montes e vales, ao lado das águas cristalinas.

Quem poderia saber qual a conversação solitária que se travara entre ambos?

Distanciados no tempo, devemos presumir que fosse, na Terra, a primeira combinação entre o amor e a verdade, para a conquista do mundo. Sabemos, porém, que, na manhã imediata, em partindo o precursor na carinhosa companhia de sua mãe, perguntou Isabel a Jesus, com gracioso interesse: – Não queres vir conosco? Ao que o pequeno carpinteiro de Nazaré respondeu, profeticamente, com inflexão de profunda bondade: “João partirá primeiro”.

Transcorridos alguns anos, vamos encontrar o Batista na sua gloriosa tarefa de preparação do caminho à verdade, precedendo o trabalho divino do amor, que o mundo conheceria em Jesus-Cristo.

João, de fato, partiu primeiro, a fim de executar as operações iniciais para grandiosa conquista. Vestido de peles e alimentando-se de mel selvagem, esclarecendo com energia e deixando-se degolar em testemunho à Verdade, ele precedeu a lição da misericórdia e da bondade.

O Mestre dos mestres quis colocar a figura franca e áspera do seu profeta no limiar de seus gloriosos ensinos e, por isso, encontramos em João Batista um dos mais belos de todos os símbolos imortais do Cristianismo. Salomé representa a futilidade do mundo, Herodes e sua mulher o convencionalismo político e o interesse particular. João era a verdade, e a verdade, na sua tarefa de aperfeiçoamento, dilacera e magoa, deixando-se levar aos sacrifícios extremos.

Como a dor que precede as poderosas manifestações da luz no íntimo dos corações, ela recebe o bloco de mármore bruto e lhe trabalha as asperezas para que a obra do amor surja, em sua pureza divina. João Batista foi a voz clamante do deserto. Operário da primeira hora, é ele o símbolo rude da verdade que arranca as mais fortes raízes do mundo, para que o reino de Deus prevaleça nos corações. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade do amor, a luta para que se desfaçam as sombras do caminho, João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer em si mesmo o santuário de sua realização com o Cristo. Foi por essa razão que dele disse Jesus: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior de todos”.

 

Do cap. 2 do livro Boa Nova, do Espírito de Humberto de Campos, obra psicografada pelo médium Chico Xavier.

 

(Texto copiado do site http://www.oconsolador.com.br/ano4/156/correiomediunico.html)

 

 

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Quadro Sagrada Família com são João menino. Óleo sobre tela por Bartolomé Esteban Murillo.Imagem/fonte:

 https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bartolom%C3%A9_Esteban_Perez_Murillo_-_Holy_Family_with_the_Infant_St_John_-_WGA16368.jpg

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Jesus aos doze anos  encontrado entre os doutores do templo.  James Tissot

Fonte da imagem:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus

 

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A cidade de Nazaré com o Monte Tabor ao fundo. Nazaré, Israel. Foto Ismael Gobbo.

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A juventude de Jesus. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:

 http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brooklyn_Museum_-_The_Youth_of_Jesus_(Jeunesse_de_J%C3%A9sus)_-_James_Tissot_-_overall.jpg

 

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Vista da cidade de Nazaré, Israel, onde Jesus viveu a infância e juventude. Foto Ismael Gobbo.

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Monte Tabor. Região da Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo

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Vista panorâmica de cima do Monte Tabor. Israel. Foto Ismael Gobbo

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Igreja no topo do Monte Tabor em cujo interior há cenas da Transfiguração de Jesus. Israel. Foto Ismael Gobbo

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Cena do batismo de Jesus em detalhe da porta de ingresso da Basílica da Anunciação em  Nazaré, Israel.

 Foto Ismael Gobbo

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Jesus abençoa João Batista no deserto.

Imagem/fonte: https://it.wikipedia.org/wiki/Dipinti_del_Moretto#/media/File:Moretto,_cristo_che_benedice_il_battista.JPG

 Arquivo: Museu do Brooklyn - Jesus ensina o povo à beira-mar (Jésus enseigne le peuple près de la mer) - James Tissot - global.jpg

Jesus ensino ao povo à beira-mar. Guache sobre grafite em papel tecido cinza. Obra de James Tissot. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brooklyn_Museum_-_Jesus_Teaches_the_People_by_the_Sea_(J%C3%A9sus_enseigne_le_peuple_pr%C3%A8s_de_la_mer)_-_James_Tissot_-_overall.jpg

 

 

Amor Infinito

Caminhos retos    

 

 

(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

 

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