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Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita São Paulo, SP, sexta-feira, 04 de setembro de 2026. Compiladas por Ismael Gobbo |
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Notas |
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1. Recomendamos confirmar junto aos organizadores os eventos aqui divulgados. Podem ocorrer cancelamentos ou mudanças que nem sempre chegam ao nosso conhecimento. 2. Este e-mail é uma forma alternativa de divulgação de noticias, eventos, entrevistas e artigos espíritas. Recebemos as informações de fontes diversas via e-mail e fazemos o repasse aos destinatários de nossa lista de contatos de e-mail. Trabalhamos com a expectativa de que as informações que nos chegam sejam absolutamente espíritas na forma como preconiza o codificador do Espiritismo, Allan Kardec. Pedimos aos nossos diletos colaboradores que façam uma análise criteriosa e só nos remetam para divulgação matérias genuinamente espíritas.
3. Este trabalho é pessoal e totalmente gratuito, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro e só conta com ajuda de colaboradores voluntários. (Ismael Gobbo).
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Atenção |
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Se você tiver dificuldades em abrir o arquivo, recebê-lo incompleto ou cortado e fotos que não abrem, clique aqui:
https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/SETEMBRO/04-09-2026.htm
No Blogonde é postado diariamente: http://ismaelgobbo.blogspot.com.br/
Ou no Facebook:https://www.facebook.com/ismael.gobbo.1
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Os últimos 5 emails enviados |
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DATA ACESSE CLICANDO NO LINK
03-09-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/SETEMBRO/03-09-2026.htm 02-09-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/SETEMBRO/02-09-2026.htm 01-09-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/SETEMBRO/01-09-2026.htm 31-08-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/AGOSTO/31-08-2026.htm 29-08-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/AGOSTO/29-08-2026.htm
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Publicação em sequência Revista Espírita – Ano 9 - 1866 |
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(Continuação da postagem anterior)
(Copiado do site Febnet) |
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São Luis IX em óleo sobre tela por El Greco Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Saint_Louis_IX_by_El_Greco.jpg
Luis IX (25 de abril de 1214 - 25 de agosto de 1270), comumente conhecido como São Luís , era rei da França e é um santo católicoe anglicano canonizado . Luís foi coroado em Reims aos 12 anos, após a morte de seu pai Luís VIII, o Leão , embora sua mãe, Blanche de Castela , governasse o reino até que ele atingisse a maturidade. Durante a infância de Luís, Blanche lidou com a oposição de vassalos rebeldes e pôs fim à Cruzada Albigense que havia começado 20 anos antes. Quando adulto, Luís IX enfrentou conflitos recorrentes com alguns dos nobres mais poderosos, como Hugh X de Lusignan e Peter de Dreux . Simultaneamente, Henrique III da Inglaterra tentou restaurar suas posses continentais , mas foi derrotado na batalha de Taillebourg . Seu reinado viu a anexação de várias províncias, nomeadamente a Normandia , Maine e Provence . Luís IX foi um reformador e desenvolveu a justiça real francesa, na qual o rei era o juiz supremo a quem qualquer um poderia apelar para pedir a emenda de um julgamento. Ele proibiu julgamentos por calvário , tentou impedir as guerras privadas que assolavam o país e introduziu a presunção de inocência em processos criminais. Para impor a aplicação desse novo sistema legal, Luís IX criou reitores e oficiais de justiça . ........................ ................ .......... https://en.wikipedia.org/wiki/Louis_IX_of_France
LUIS IX OU SÃO LUIS, QUE VIVEU NO SÉCULO XIII, FOI UM ESPÍRITO QUE PARTICIPOU ATIVAMENTE DA CODIFICAÇÃO DO ESPIRITISMO POR ALLAN KARDEC NO SÉCULO XIX.
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Busto de Allan Kardec. Praça Allan Kardec. Guarulhos, SP, Brasil. Foto Ismael Gobbo. |
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Léon Denis em Congresso Espírita Internacional de Paris no ano de 1925. Imagem: BNF Gallica https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b531529686.item |
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Cairbar Schutel e colaboradores distribuindo “O Clarim” no cemitério de Matão. |
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Pinga Fogo com Chico Xavier. Programa 1. Completo. |
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Pinga Fogo com Chico Xavier. Programa 2. Completo. |
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Dra. Marlene Nobre, o esposo Freitas Nobre, Divaldo Pereira Franco e Augusto César Vannucci na sede do jornal “Folha Espírita” em reunião que escolheu a comissão nacional pró-indicação de Francisco Cândido Xavier ao Nobel da Paz em 1981. Foto do Anuário Espírita, IDE, Araras, SP, 1981, pág. 41. |
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Gratidão e amor |
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Júlia e Nêne casaram muito jovens. Os anos se passaram, os filhos chegaram e partiram. A velhice os apanhou e, no caminho, o casal se deu conta de que a idade, com seu rol de coisas pertinentes, havia chegado. Um dia, Nêne saiu a caminhar e demorou muito para voltar. Foi então que Júlia percebeu que seu amado perdera a clareza do raciocínio. A senilidade o abraçara fortemente. O aprendizado dessa nova realidade exigiu grande esforço. Entretanto, como o amor supera as dificuldades, o casal reforçou seus laços afetivos. Contudo, logo mais, a meningite atingiu Nêne e a já debilitada capacidade mental perdeu-se completamente. Ela se sentiu desamparada, abandonada por Deus, e não lhe saía da cabeça a terrível pergunta: Por que nós? As sombras da tristeza pousaram sobre o lar. Nêne não conseguia sequer andar. Tornara-se um ser estranho, totalmente dependente. E Júlia despejou lágrimas amargas, colocando para fora a cachoeira da sua tristeza. Então, depois de se esgotarem as pérolas líquidas, ela teve uma ideia. Pensou que se tornasse a enfeitar a casa, poderia reconquistar a alegria de viver. Resolveu chamar o jardineiro que anos atrás cuidara do seu jardim. E o senhor José chegou, simples, mal trajado. Com as mãos calejadas, pediu permissão para trazer o sinhozinho para a varanda, onde poderia vê-lo trabalhar, ver o jardim se transformar. Ao final do dia, disse a Júlia que tinha algumas noções de massagem. Será que ele poderia massagear os pés do doutor? Muito reservada, ela autorizou, apesar de não ver muito sentido nisso. Mesmo porque não houve reação alguma por parte do marido. Ela imaginou que José logo se cansaria e desistiria. Para sua surpresa, José voltava todos os dias. Massageava e conversava, contava causos antigos, coisas vividas com sinhozinho. Fatos dos quais ela nunca tivera conhecimento. E descobriu ações bondosas praticadas pelo seu querido companheiro: como quando ele permitira que aquela família que deveria ser despejada da fazenda recém adquirida, ali permanecesse por mais um tempo. Tempo que se alongou até que todos os filhos crescessem e tomassem o próprio rumo. E da ocasião em que o sinhozinho levara a esposa do senhor José para o hospital e ficara aguardando até que o médico a atendesse. E quando trouxera guloseimas para as crianças, quando dera dinheiro para o uniforme e para o material escolar... E José voltava e voltava, cobrando apenas pelo trabalho de jardinagem. A massagem era um presente. Com o transcorrer do tempo, Júlia observou que Nêne acompanhava com os olhos o trabalho do jardineiro e que esse devolvia o olhar. Ambos tinham um linguajar particular em que José entendia que devia plantar as flores onde o sinhozinho lhe indicava, ali, de onde ele da varanda podia observar o seu crescimento e o desabrochar da beleza. O jardim ficou pronto, mas continua sendo cuidado pelo senhor José. Um jardineiro muito especial, que espantou a tristeza semeando flores nos canteiros e na alma daquele casal. É, de onde menos se espera, vêm as mãos de Deus espalhar esperança e alegria. Por vezes, através de um jardineiro simples, com um coração cheio de gratidão e de amor. Redação do Momento Espírita, com base
(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4651&stat=0 ) |
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No problema da dor |
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Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Páginas de Fé. Lição nº 11. Página 42.
Para liquidar o problema da dor, ninguém deprecie a responsabilidade que lhe compete. O Universo é regido pela Justiça Divina e, nos tribunais do Perfeito Equilíbrio, todo sofrimento é resgate entre as criaturas, quando não seja luminosa missão de amor dos espíritos angélicos. Para ilustrar o conceito, recordemos que as doenças no mundo requerem medidas especiais. O embaraço gástrico pede medicação laxativa. A arteriosclerose exige tratamento adequado. A apendicite reclama a intercessão operatória. A escabiose aguarda recurso balsamizante. O carcinoma pede extirpação e limpeza. A loucura roga amparo e insulamento. Para a legião das moléstias comuns, surge todo um exército de especialistas e enfermeiros, socorros e intervenções. Assim também, na Vida Espiritual, cada consciência culpada que lhe alcança os domínios pelos braços da morte, implora a assistência na farmácia da vida. A dor é procurada como remédio valioso e a reencarnação é o caminho em que deve ser encontrada. Quem abusou da fortuna material, pede a cooperação da extrema pobreza. Quem relaxou a saúde, clama pela enfermidade como medida capaz de garantir-lhe o reajuste. Quem se arrojou à delinquência, na alucinação da beleza física, pede o corpo disforme que lhe assegure o retorno à tranquilidade. Quem aviltou a inteligência, suplica as inibições mentais do cérebro curto, como serviço indispensável à própria restauração. Quem se valeu do poder para espalhar aflições e lágrimas, requisita a desvalia social com problemas difíceis em que lágrimas e aflições lhe regenerem o campo íntimo. Recebe, pois o tipo de experiência que escolheste na Terra, em benefício de tua própria recuperação para Deus, sem desfalecer no trabalho que a Justiça te reservou. Acolhe a dor e a luta por sábias instrutoras da vida e não lhes menoscabes o concurso santificante. A sombra de ontem te procura o asilo de hoje e somente ao preço de teu sacrifício na tarefa redentora, pelo próprio dever bem cumprido, é que atingirás, valoroso e feliz, a Plena Luz de Amanhã.
(Recebido em email do divulgador Antonio Sávio de Belo Horizonte, MG)
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Cristo curando o paralítico no tanque de Betesda. Óleo sobre tela de Bartolomé Esteban Murillo. Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Curacion_del_paralitico_Murillo_1670.jpg |
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Jesus curando uma mulher enferma no sábado. Aquarela de James Tissot Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:HealWomanSabbath.jpg
De acordo com o Evangelho, Jesus estava ensinando em uma das sinagogas no sábado e havia uma mulher aleijada por um espírito por dezoito anos. Ela estava curvada e não conseguia se endireitar. Quando Jesus a viu, ele a chamou para frente e disse a ela: "Mulher, você está livre de sua enfermidade." Então ele colocou as mãos sobre ela e imediatamente ela se endireitou e louvou a Deus. Leia mais: https://en.wikipedia.org/wiki/Jesus_healing_an_infirm_woman
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Jornal Momento Espírita - EDIÇÃO DE SETEMBRO Centro Espírita Amor e Caridade. Bauru, SP. Acesse abaixo: |
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CLIQUE AQUI: https://ceac.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Jornal-Momento-Esp-set-26_compressed.pdf
(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]] Bauru, SP) |
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POST para compartilhar nas redes sociais. |
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Estimada(o) amiga(o). Eis o POST de hoje (com ilustração) que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:
Mensagens para ler e meditar nesta 5ª feira: PAZ DE ESPÍRITO (Emmanuel, autor espiritual) Temos hoje, em toda parte da Terra, um problema essencial a resolver, a aquisição da paz de espírito, em que se desenvolvem todas as raízes da solução dos demais problemas que sitiam a alma. Que diretrizes, porém, adotar na obtenção de semelhante conquista? [...] DEVER E REENCARNAÇÃO (Cornélio Pires, autor espiritual) João vai nascer... Mas nas culpas, Que lhe amargam na lembrança, Roga um problema nervoso Que lhe guarde a temperança [...] Para ler ambas as mensagens na íntegra, clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/
Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e ótima semana.
Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden 86701-865 - Arapongas, PR
(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]]) |
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As questões dos “mercadores” e dos “possessos” |
Na reunião pública matinal no dia 30 de agosto, na Instituição Nosso Lar, em Araçatuba, Paulo Sérgio Perri de Carvalho discorreu sobre “mercadores expulsos do templo” do capítulo XXVI de “O Evangelho segundo o Espiritismo” e Vera Lúcia de Souza abordou questões sobre “possessos” de “O Livro dos Espíritos”.Transmissão feita pela Instituição e pela Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes. Acesse as palestras pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=aARwNFZ1cmg
(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e GEECX) |
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Palestras Nosso Lar setembro 2026 São Paulo, capital |
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Olá Ismael, paz e saúde! Segue em anexo a programação do Departamento de Cultura Espírita da Instituição Beneficente Nosso Lar para o mês de setembro de 2026. Muita paz a todos. Abraço fraterno,
"Eis que Deus te abençoa a cada instante, no ar que respiras, no pão que te nutre, no remédio que refaz, na palavra que anima, no socorro que alivia, na palavra que consola." Emmanuel, livro Coragem, espíritos diversos, por Chico Xavier
(Recebido em email de Clodoaldo Leite [[email protected]]) |
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*** POST para compartilhar nas redes sociais |
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Estimada(o) amiga(o). Eis o POST de hoje (com ilustração) que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:
|Conheça o novo lançamento da EVOC – Editora Virtual O Consolador: o e-book “O que dizem as letras?”, de Cláudio Bueno da Silva. Publicado na última quinta-feira, dia 27, o livro pode ser lido e/ou baixado gratuitamente, como ocorre com todas as publicações da editora. Para fazer o download clique aqui: https://www.oconsolador.com.br/editora/evoc.htm
Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e ótima semana.
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(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]]) |
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*** POST referente ao Jornal O IMORTAL (para divulgar hoje) |
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Estimada(o) amiga(o). Eis o POST (com ilustração) relativo ao Jornal O IMORTAL de setembro de 2026, que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:
Está disponível na internet o jornal O IMORTAL de setembro, que traz como destaque uma entrevista com a jornalista Luci Aparecida Miranda, especialista em Jornalismo Digital e Mídias Sociais, radicada em Bragança Paulista-SP, onde colabora nos trabalhos da Casa da Bênção. Outro destaque é uma reportagem sobre a inserção do jovem nos setores da casa espírita, de autoria de Stella Segatti, da equipe de coordenação da assistência social do Grupo Espírita Paulista (GEP), instituído para promover a união, o diálogo e o fortalecimento do movimento espírita. Para acessar, clique em https://www.jornaloimortal.com.br/Home
Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e uma ótima semana. Astolfo O. de Oliveira Filho Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden 86701-865 - Arapongas, PR
(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]]) |
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[1006-JornalMundoMaior] VIVER MELHOR. |
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Curta o Jornal Mundo Maior no facebook:- www.facebook.com/jornalmundomaior Acesse o site do Jornal Mundo Maior e leia outras mensagens:- www.jornalmundomaior.com.br JORNAL MUNDO MAIOR ESTÁ NO WATSAPP clique no link e participe do nosso grupo:- https://chat.whatsapp.com/JqtroYousqNKuK5mmgBino
VIVER MELHOR. Todos queremos ser felizes, viver melhor. Entretanto, ouçamos a experiência.
A felicidade não é um tapete mágico. Ela nasce dos bens que você espalhe, não daqueles que se acumulam inutilmente.
Tanto isto é verdade que às vezes sem qualquer consolação, você dispõe de imensos recursos para reconfortar e reerguer os irmãos em prova ou desvalimento.
A receita de vida melhor será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar para os outros.
A vida é dom de Deus em todos. Seja feliz, fazendo os outros felizes.
Saia de você mesmo ao encontro dos outros, mas não resmungue, nem se queixe contra ninguém. E os outros nos farão encontrar o caminho para Deus.
Não julgue que semelhante instrução seja assunto unicamente para você que ainda se acha na Terra, todos estamos ainda em aprendizado e viver é participar, progredir, elevar, integrar-se. No Livro:-RESPOSTAS DA VIDA. André Luiz/Chico Xavier.
Se você gostou, repasse. Ou escreva para [email protected], faça sua sugestão ou crítica ou assinale ( )apagar meu endereço.
--
(Recebido em email de [email protected]; em nome de; Jornal Mundo Maior [[email protected]]) |
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Entre a justiça humana e a justiça divina, e outros destaques da RIE de setembro |
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ACESSE AQUI: https://www.facebook.com/casaeditoraoclarim/?locale=pt_BR
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*** POST para compartilhar nas redes sociais. |
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Estimada(o) amiga(o). Eis o POST de hoje (com ilustração) que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:
Para ler e meditar nesta 3ª feira: EU SOU (Cínthia Cortegoso) Como
nos sentimos é o que, de fato, seremos. Quando utilizamos a oração “eu sou”,
estamos simplesmente tornando mais verdadeiro o que falamos e pensamos sobre
nós mesmos. Acesse e leia o texto na íntegra: AS HIPOCRISIAS MORAIS (Juan Carlos Orozco) No Especial d’ O CONSOLADOR, o autor nos lembra que fingir o que não se é, dissimular a verdadeira personalidade ou as próprias intenções para alcançar determinados propósitos são atitudes características do hipócrita. Acesse e leia o texto na íntegra: https://www.oconsolador.com.br/ano20/989/especial.html
Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e ótima semana.
Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden 86701-865 - Arapongas, PR
(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]]) |
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Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha Portugal |
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Exmos Senhores OCS,
CCE
www.cceespirita.wordpress.com - E-mail: [email protected] www.youtube.com/c/CentrodeCulturaEspíritaCaldasdaRainha www.facebook.com/Centro-de-Cultura-Espírita-de-Caldas-da-Rainha-195515483836343/
(Recebido em email de Centro de Cultura Espírita Caldas da Rainha [[email protected]]) |
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POST referente ao Blog de domingo (para divulgar) |
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Estimada(o) amiga(o). Eis o POST (com ilustração) relativo ao Blog que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:
(Astolfo O. de Oliveira Filho) Mesmo no meio espírita, há quem pense e divulgue que a palavra “reencarnação” foi criada por Allan Kardec, assim como teria ocorrido com os vocábulos perispírito, espírita e Espiritismo. Tal ideia é, porém, equivocada. [...] Leia na íntegra clicando aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/08/o-vocabulo-reencarnacao-nao-foi-criado.html
Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo domingo.
Astolfo O. de Oliveira Filho Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden 86701-865 - Arapongas, PR
(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]]) |
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III Encontro Espírita das Águas Caxambu, MG |
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(Recebido em email de Domingos B. Rodrigues [[email protected]]) |
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Jornal AGENDA CRISTÃ - Rancharia (SP) - Agosto/2026 |
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(Recebido em email de Francisco Atilio Arcoleze [[email protected]]) |
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Resultados Parciais – PNE 2026 |
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✅Resultados Parciais – PNE 2026 Mais moderna, novo portal! Novas questões interessantes e instigantes. Participe! Para refletir, esclarecer e agir Participação atual de 18 estados. https://pesquisa.portalkardec.org.br/B43605E6
Ivan Franzolim WhatsApp: 55 (11) 98156-0030 http://franzolim.blogspot.com.br/
(Recebido em email de Ivan Franzolim [[email protected]]) |
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Jornada da AME-SP debate o papel da espiritualidade na medicina contemporânea |
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Da evidência à prática: jornada da AME-SP debate o papel da espiritualidade na medicina contemporânea
Evento acontece em setembro, na nova sede da AME-Brasil, na capital paulista, e reunirá profissionais da Saúde, pesquisadores e estudantes para discutir experiências espirituais, neurociência, saúde mental e cuidado integral
São Paulo, 10 de junho de 2026 – A nova sede da AME Brasilserá palco, em 19 e 20 de setembro, da 14ª Jornada da AME-SP, evento que deve reunir médicos, psicólogos, enfermeiros e profissionais da Saúde para discutir o papel da espiritualidade na prática clínica contemporânea. No mesmo espaço e em conjunto ao evento acontece o 14º CondAME(Congresso Nacional do Departamento Acadêmico da AME-Brasil). Com o tema “A Dimensão Espiritual da Medicina – da Evidência à Prática”, ambos os encontrosserão uma preparação para o próximo Mednesp 2027, que acontece no ano que vem, no feriado do Corpus Christi, em Recife (PE), com promoção da AME-Brasil. Com 200 vagas para a Jornada e 100 para o CondAME – Congresso Nacional do Departamento Acadêmico da AME-Brasil –, o evento acontece na rua Valdemar Ferreira, 162, no Butantã, em São Paulo (SP), reforçando a nova sede da entidade como espaço permanente de formação, debate e produção de conhecimento na interface entre saúde, ciência e espiritualidade. “A proposta é discutir como a dimensão espiritual vem sendo incorporada, de forma cada vez mais consistente, às reflexões sobre cuidado, saúde mental, humanização da assistência e qualidade de vida de pacientes e profissionais da Saúde”, informa o psiquiatra Marcus Ribeiro, presidente da AME-SP. Ao longo de dois dias, a programação reunirá diferentes especialidades e abordagens para discutir desde evidências científicas até aplicações práticas no cotidiano clínico. Entre os temas em debate estão experiências espirituais não ordinárias, experiências de quase-morte, comunicação após a morte, memórias de vidas passadas, práticas de cuidado em instituições espíritas, florescimento humano, neurociência, gratidão, crescimento pós-traumático e o impacto emocional sobre profissionais da Saúde. A programação também dedica espaço ao debate sobre o cuidado de quem cuida — um dos temas mais urgentes no cenário contemporâneo da saúde. Questões como fadiga por compaixão, isolamento emocional, impotência diante do sofrimento e saúde espiritual dos profissionais serão abordadas sob diferentes perspectivas, incluindo Medicina, Psicologia e espiritualidade. Realizada simultaneamente ao CondAME, a Jornada também busca fortalecer o movimento médico-espírita entre estudantes e jovens profissionais, ampliando a integração entre formação acadêmica, pesquisa e prática assistencial. No sábado (19), os painéis abordarão a integração da espiritualidade nas diferentes áreas da Saúde, experiências de cuidado desenvolvidas em instituições espíritas e os impactos clínicos das chamadas experiências espirituais não ordinárias. Já no domingo (20), o foco estará no cultivo da saúde espiritual de profissionais da Saúde e nas contribuições das virtudes humanas — como esperança, amorosidade e gratidão — para o bem-estar físico e emocional. As inscrições para a 14ª Jornada da AME-SP e para o 14º CondAME já estã abertas. A programação completa pode ser consultada no site oficial do evento. São apoiadores do evento a Federação Espírita do Estado de São Paulo (Feesp), o Grupo Espírita Batuíra (GEB), Grupo Espírita CairbarSchutel, Instituto Espírita de Educação e a Fraternidade sem Fronteiras. Serviço 14ª Jornada da AME-SP + 14º CondAME Tema: A Dimensão Espiritual da Medicina – da Evidência à Prática Data: 19 e 20 de setembro de 2026 Endereço: Nova sede da AME Brasil, à rua Valdemar Ferreira, 162 – Butantã – São Paulo (SP) Programação e inscriçõesaqui
Proposta da AME A AME traz uma outra face da Medicina e propõe uma saúde baseada nos valores da alma, calcados no conhecimento da Doutrina dos Espíritos (Espiritismo), uma verdadeira revolução iniciada no século XIX pelo advento de O Livro dos Espíritos e continuada mais recentemente nas obras de André Luiz (psicografia de Chico Xavier). Esses trabalhos trouxeram para a Medicina, Psicologia e outras disciplinas da Saúde um conhecimento que desvenda um lado ainda desconhecido da etiopatogenia das doenças e a dimensão espiritual do ser humano.
Mais informações: Connectare Comunicação Cláudia Santos – [email protected] – (11) 97663-4001
(Recebido em email de Cláudia Santos [[email protected]]) |
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Solicitud de divulgação espírita Recebido em email de Ruben de los Santos do Uruguai |
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(Recebido de email de solicitud de divulgação espírita)
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Edição 127 da Folha Espírita Francisco Caixeta Março/Abril-2026. Araxá, MG |
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CLICAR AQUI: http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol127.pdf
(Recebido em email de Folha Espírita Francisco Caixeta [[email protected]]) |
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Site da Federação Espírita Brasileira Brasília, DF |
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Clique
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Você sabia? | O passe é um fim ou um meio?CLIQUE AQUI: https://febnet.org.br/voce-sabia-o-passe-e-um-fim-ou-um-meio/
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FEP- Federação Espírita do Paraná Curitiba |
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FEESP. Federação Espírita do Estado de São Paulo São Paulo, capital |
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CLIQUE AQUI: https://www.facebook.com/FEESPoficial/?locale=pt_BR
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USE. União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo São Paulo, capital |
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ACESSE AQUI: https://www.facebook.com/USESP/?locale=pt_BR
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Abrigo Ismael Araçatuba, SP |
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Quer ajudar o Abrigo e não sabe como? Doando sua nota fiscal paulista, você estará ajudando nossas vovós. Faça a doação on line de seu cupom fiscal para o Abrigo Ismael! É fácil, rápido, você ajuda a entidade e ainda tem 2,5 vezes mais chances de ser sorteado!
(Copiado de https://web.facebook.com/abrigoismael/?locale=pt_BR&_rdc=1&_rdr)
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Ricieri Punhali |
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Ricieri Punhali Imagem copiada do livro Obra de Vultos, volume 1.
Biografia elaborada por: Melêdi Dall’Oca e Wanda Dall’Oca Tozetti Poucos homens têm tão ricas referências para uma biografia e de tão variadas fontes sociais como Ricieri Punhali. Tanto isto é verdade que, trinta e oito dias depois do seu desencarne, pelo Decreto n.º 258/72, teve seu nome destacado pela Prefeitura Municipal de Araçatuba para instituir a rua que faz frente ao Lar de Menores da União Assistencial Espírita dessa cidade, a fim de “homenagear aqueles que deram uma parcela de sua existência em favor do progresso de Araçatuba”. No caso de Ricieri, trata-se de progresso no seu sentido mais real: respeito a todos os homens, como cidadãos com iguais direitos à vida, bandeira honrosamente levantada e defendida por Ricieri, durante toda sua existência. Dr. FURQUIM Decorridos dois anos após seu desencarne, o ex-prefeito Aureliano Valadão Furquim, em sua crônica no Jornal “A Comarca”, salienta que só o ideal alcança realizações humanas, aliadas aos mais árduos sacrifícios e afirma: “Ricieri tinha o seu ideal: construir a casa para as crianças desprotegidas de Araçatuba”. Já o texto de seu amigo Antônio Bombonatti, publicado na edição de “A Comarca”, de 24/12/88, em carinhosa linguagem, complementa: “sem dinheiro, mas com muita força de vontade, conseguia, graças à sua popularidade, arrecadar os tijolos e o que era preciso para a obra.” A amizade se assenta na identificação de ideais e a popularidade no reconhecimento público da nobreza desses ideais. Amizade, força de vontade e popularidade levaram-no a alcançar seus nobres objetivos de vida. MENINO POBRE Terceiro filho de uma família de seis irmãos (quatro homens e duas mulheres), Ricieri descendia de sitiantes pobres da região de Brodosqui, onde nasceu em 04/09/1910, filho de José Punhali e Auzônia Manfrinatti Punhali. Menino ainda, foi engajado como ajudante de pedreiro, tão pequeno que nem podia erguer a caçamba. Colocado na escola, dela fugia sempre. Relata Antônio Bombonatti: “Não foi por falta de escola, mas, por motivo que não sei explicar, não aprendi a ler”. Na verdade, sabia, pois, sem nunca ter estudado a Doutrina Espírita, trazia a certeza das vidas sucessivas e, em sua humildade, sempre demonstrara reconhecer-se espírito endividado. Tanto é verdade que seu apelido entre os amigos era “Béstia”, que, em italiano, significa alimária, animal irracional. Foi, durante toda a vida, um analfabeto; contudo, adulto, foi sempre um líder: na família, no serviço de pedreiro-construtor e em todo tipo de iniciativa a que se propunha. Mais tarde, reconhece para a esposa: “A cabeça não ajuda e isso é bom. Com estudo eu seria um cão. Tenho que ajustar, é freio”. Quando uma pessoa da família quis alfabetizá-lo, submeteu-se a poucas aulas. Sua esposa contava que essa tentativa de livrá-lo do analfabetismo deixou-o muito aborrecido, enraivecido mesmo, angustiado. Entretanto, nas construções que fazia, quase sempre fugia às plantas dos engenheiros, com melhores resultados do que se as seguisse. Aos 25 anos, casou-se com Matilde Dall’Oca; aos 27, morrendo-lhe o pai, torna-se cabeça da família, a qual dirigiu com carinho e grande dose de renúncia pessoal. Favorece, ao longo dos anos, a independência econômica dos três irmãos (Batista, Rino e Alfredo) e casa as duas irmãs (Ida e Olga). Logo após haver se casado, é procurado pelos donos da primeira bucharia da cidade, que lhe imploram para ficar com ela, pois, por motivos pessoais, não conseguem dirigi-la. Temeroso, mas movido pelo interesse de ajudar e disposto para o trabalho, adquire-a e lança-se, com toda a família, ao árduo serviço, das quatro horas da manhã até a noite, dia após dia, por anos seguidos. Nos fins de tarde, ouvia-se, pelas ruas da cidade, a buzina de seu carrinho de bucheiro que oferecia os miúdos de boi (fígado, bucho, rabada, etc.). BENEDITA FERNANDES Certo dia, viu-se cercado por meninos pobres, apiedou-se e pediu a um deles: “Menino, chame sua mãe.” Era ela, a conhecida Benedita Fernandes, a mãe dos pobres. Deu-lhe os miúdos que sobravam naquele dia, repetiu o gesto no outro, no outro e nunca mais parou de dar, nos seis anos em que foram donos da bucharia. Com a venda da bucharia, volta a ser pedreiro, agora pedreiro-construtor. Participou das construções da sede social do Araçatuba Clube e do edifício da Santa Casa. A cidade deve a ele a construção do primeiro sobrado, conhecido como Sobradinho Barroso, demolido na década de setenta. NO LITORAL Certa feita, passou oito meses em Bertioga, no litoral santista, onde veio a descobrir, afastado do local, uma terra boa para reboque. Construiu tantas casas que perdeu a conta. Gostava, não se cansava de ver o nascer e o pôr-do-sol no mar. Era bom pescador, amava a natureza, os pássaros e as crianças. Na ceva, entre amigos, entristecia-se por ver caçarem passarinhos. Sempre rodeado de crianças, prometia-lhes, mostrando a Lua: “Já estou arranjando o ônibus, vamos pra Lua. Quem quer ir comigo?” Havia sempre muitos interessados. Anos depois, o homem lá chegava, provando que o que ele dizia não era impossível. Isto ele fez com mais de uma geração. Em uma ocasião, o filho de um amigo que, quando criança, acreditara nas suas promessas, já moço, casado, disse-lhe: “A mim você levou na conversa, agora está levando também meu filho...” Na Terra, teve sempre muitos e bons amigos. Certa vez, mais de cinqüenta deles, reunidos na ceva, fizeram-lhe uma surpresa, no dia do seu aniversário. Onde ia, fazia amigos, era festa certa. ESPÍRITA Era espírita dadivoso, fraterno e humilde. Não freqüentou senão algumas reuniões mediúnicas na Aliança Espírita “Varas da Videira”, isto até o dia em que, por seu intermédio, houve uma psicofonia consciente. O ineditismo do fato e a dúvida, por julgar serem suas as idéias, levaram-no a afastar-se sem se interessar pelas explicações doutrinárias para o acontecido, deixando de freqüentar as reuniões. Era auxiliado por amigos espirituais, e sobre isso, não tinha dúvida. Dizia: “O Ângelo Bombonati está sempre comigo, ele, muitas vezes, me ajuda no serviço”. Tinha um amigo especial, muito chegado, Pedro Perri. Um dia, na ceva, estando o filho do caseiro com febre alta, Pedro o provocou: “Você, que é espírita, vai lá curar o menino”. “Eu?”, estranhou o Ricieri, contudo chamou a mãe do garoto e disse-lhe: “Você tem fé? Pede a Deus pelo seu filho”. Ele, na sua simplicidade quase cabocla, rogou ao Pai, junto ao menino. A febre cedeu e a criança veio a sarar. A partir desse fato, Pedro começou a se interessar pelo Espiritismo. Ricieri abria mão do seu conforto sempre que fosse preciso para auxíliar alguém. Talvez, por intuição de que partiria logo para o mundo espiritual, em 1968, propôs à sua esposa, com a desencarnação de seu sogro, dar assistência à viúva, sua sogra, indo residir, nos três últimos anos de sua vida, na Rua Afonso Pena, 427. A DOENÇA Tinha medo de sofrer; de morrer, não. Em São José do Rio Preto, vendo o médico indeciso em lhe dar o diagnóstico desalentador, disse-lhe: “Pode dizer, doutor, é câncer, eu sei, é meu.” No Rio de Janeiro, procurando tratamento, alentado pela certeza da imortalidade, afirmava que não ia morrer, dizendo que ninguém morre, só morre o corpo. O que o penalizava era ver tantas crianças com a sua enfermidade. Ali, no Rio contou com a assistência médica, carinhosa e humana do Doutor Lourival Perri Chefaly, cancerologista. Também este idealista, veio a desencarnar, cinco anos depois, pela mesma doença. SEU SONHO Anos antes, numa reunião informal de espíritas, brotou a idéia da construção de uma casa para abrigar crianças desamparadas, que veio a ser o Lar Espírita de Menores de Araçatuba. Ricieri quis começar logo a construção. Tinha pressa. Achou uma pequena chácara, meio formada e gostou do lugar. E o dinheiro? Duzentos mil cruzeiros. Não teve dúvida, contou com o aluguel de um ano, adiantado, do sobrado geminado ao seu e pagou a primeira parcela, o restante foi pago com campanhas encabeçadas por ele. O então proprietário da chácara, Sr. Armando Gotardi, fez a sua doação abatendo o preço do terreno para cento e cinqüenta mil cruzeiros. Alguns familiares seus não apoiavam a idéia e tentaram mesmo desestimulá-lo. Com os amigos, pôde sempre contar, principalmente alguns, como Mílton Gotardi, que doou toda a madeira necessária. Fazia, durante a semana, campanha para poder pagar os serventes, no sábado. Às vezes preocupava-se, mas depois vinha feliz, contando que havia arranjado o dinheiro. Como certa vez, relata Antônio Bombonatti: “Ricieri não sabia mais o que fazer; eis que chega em um carro de luxo, o genro do Cocapieler, morador em São Paulo, dizendo: Eu soube que você estava em dificuldades, por isso, paguei sua conta no banco e trouxe dinheiro para o pagamento da turma. Casos como este aconteceram bastante”. Era o Alto interferindo. Além de preocupar-se com o lado econômico, orientava a construção e também trabalhava – freqüentemente pegava na pá e na colher. Para a aquisição do telefone, foi sua a primeira doação. A MORATÓRIA No Rio, depois de operado do pulmão, teve, num culto familiar uma informação através do médium presente, Divaldo Pereira Franco: “Seu mal não tinha cura, porém recebera uma moratória: sua vida fora prolongada um pouco mais”(1). Bastava-lhe isso. Voltou a Araçatuba e ao trabalho. Faltava-lhe completar as obras do esgoto do Lar. Somente ele sabia o que estava faltando para a ligação com a rede pública de esgoto. Cavaram um largo subterrâneo, tão profundo que, de fora, era difícil mesmo visualizá-lo trabalhando. Trabalhava de joelhos. De casa à obra, caminhava a distância de dois mil metros, diariamente, indo e vindo, sem nunca pensar em pedir “carona”, tal era a sua abnegação e determinação, até que enfim pôde dizer: “Agora estou satisfeito!” A partir daí, a doença se agrava. Os amigos o visitavam, vinham confortá-lo e saíam confortados por ele. Na hora de sua partida, pediu: “Chamem o Pedro!”. Não foi preciso, Pedro Perri já estava chegando, ele que, segundo sua esposa Belks, dizia não ter coragem suficiente para uma visita. Assim, cercado por familiares e amigos, partiu Ricieri para a Pátria Espiritual, em 26/11/l971. Este foi o Ricieri, homem que jamais guardou rancor de alguém, foi ótimo marido, teve muitos amigos e que, sem nunca conseguir ser pai, teve muitos, muitos filhos, os filhos do coração, por quem lutou uma vida inteira.
(*) Ver também biografia de Matilde Dall’Oca Punhali. (1) Veja detalhes e a relação com Benedita Fernandes, no capítulo “As Sobras”, de “Dama da Caridade”, autoria de Antonio Cesar Perri de Carvalho.
(Copiado de: http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultos/ricieri_punhali.htm)
Ricieri Punhali Imagem copiada do livro Obra de Vultos, volume 1.
Matilde Dall´Oca Punhali, em 1978. Esposa de Ricieri Punhali.
Leia a biografia de Matilde Dall´ Oca Punhali. Acesse aqui:
Monumento em homenagem aos trabalhadores da construção. Córdoba, Argentina. Foto Ismael Gobbo
Ricieri Punhali em pescaria no rio Tietê. Imagem copiada do livro Obra de Vultos, volume 1.
Matilde com o esposo Ricieri Punhali no Corcovado em maio de 1971. Imagem copiada do livro Obra de Vultos, volume 1.
Pedro Perri, um dos amigos mais próximos de Ricieri Punhali. Imagem do acervo da família Perri.
Dona Benedita Fernandes Imagem do arquivo do Hospital Benedita Fernandes
Dona Benedita Fernandes “A Dama da Caridade”, foi muito amiga de Ricieri Punhali, o bucheiro que legava “as sobras” para o lar por ela dirigido. Consta que ao desencarnar Ricieri teria sido recebido na pátria espiritual por Dona Benedita Fernandes.
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Assista palestra de Ana Jaicy Guimarães falando sobre Ricieri Punhali “UMA LIÇÃO PARA NÃO SER ESQUECIDA” ACESSE AQUI: https://www.youtube.com/watch?v=FSsoDMDD8qM
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William Stainton Moses (05-11-1839 / 05-09-1892) |
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Nascido a 5 de novembro de 1839, em Domington, Lincolnshire, Inglaterra, e desencarnado a 5 de setembro de 1892.
Seu pai, William Moses, era reitor da Escola de Gramática, e sua mãe era filha de Thomas Stainton d'Alford. O jovem William Stainton Moses iniciou os seus estudos sob a direção de seu pai e foi em seguida confiado a um professor particular que, maravilhado pelas suas aptidões, se empenhou fervorosamente com seu genitor para que enviasse o filho a uma escola pública. Em 1855, ingressou na Escola de Gramática de Bedford, onde estudou durante três anos, merecendo dos mestres os mais francos elogios, pois a par da sua dedicação aos estudos revelava acendrado sentimento do dever. Após receber numerosos prêmios deixou essa escola.
De Bedford, Stainton Moses entrou para o "Exeter College", de Oxford, no ano de 1858. A sua vida de estudante foi digna dos maiores encômios, tendo mesmo adoecido gravemente devido ao demasiado apego às matérias escolares.
A fim de convalecer da enfermidade, viajou durante um ano pelo continente europeu e, na volta, passou seis meses no velho mosteiro grego do Monte Athos. A curiosidade e sobretudo uma grande necessidade de meditação e de isolamento o obrigaram a permanecer todo esse tempo no convento. Alguns anos após o seu mentor espiritual, conhecido por Imperator, explicou- lhe que desde essa época ele vinha sendo influenciado por entidades espirituais, interessadas em ajudar a sua educação espiritual
Com 23 anos de idade, Stainton Moses voltou para Oxford. Ali, recebendo o diploma, deixou a Universidade em 1863. Embora estivesse desfrutando de melhor saúde, a necessidade de viver uma vida no campo, levou- o a aceitar um curato em Maughold, perto de Ramsay, Ilha de Man, permanecendo ali durante cinco anos, substituindo o reitor que, devido à sua idade avançada, não podia mais exercer essas funções. Isso levou Moses a exercer tarefa dupla.
Uma epidemia de varíola, que se manifestou nessa região, pôs em relevo a sua dedicação e intrepidez. Como não havia médico no lugar, o jovem, que tinha alguns conhecimentos de medicina, tratou dos corpos e das almas dos habitantes da região. Dia e noite ele se desdobrava, porém a epidemia progredia lentamente, fazendo com que ele além de pastor religioso se transformasse no médico e no coveiro daquele núcleo populacional. A sua extrema dedicação fez com que se tornasse ainda mais querido por parte dos seus paroquianos. Entretanto, a sua saúde, que não podia suportar as obrigações impostas pela administração de duas paróquias, obrigou- o a procurar uma nova residência. Apesar de uma petição que lhe foi dirigida pelos habitantes do local, Stainton Moses retirou-se pesaroso, para ocupar em 1868, o curato de Saint- Georges, Douglas, Ilha de Man, onde caiu gravemente enfermo, sendo tratado pelo Dr. Stanhope Speers, que residia em Douglas com sua esposa, e que já não exercia a sua profissão.
Em setembro de 1869, abandonou o curato, deixando ali profunda impressão pela prédica e caridade praticadas. Decorridos alguns meses, nos quais exerceu funções eclesiásticas em Langton, e em um curato da diocese de Salisbury, uma moléstia da garganta obrigou- o a renunciar ao ministério.
Ao findar- se o ano de 1870, Stainton obteve um lugar de professor de inglês na University College School, cargo que ocupou até 1889. Em 1870 sua atenção foi atraída para o Espiritismo durante o Tempo em que residiu na casa do Dr. Speers em Londres. A esposa desse médico permaneceu enferma durante três semanas e, para distrair- se, lia o livro "Debatable Land" (Região em Litígio entre este mundo e o outro), de autoria de Dale Owen. Interessando- se intensamente por esse livro, logo que ela conseguiu reassumir o lugar na reunião de família, pediu a Stainton Moses para ler e procurar descobrir o que poderia haver de verdadeiro nos fatos que o autor narrava.
O Dr. Speers e Stainton Moses discutiam reiteradamente alguns pontos doutrinários da religião que professava, e como não estivessem muito satisfeitos com as doutrinas existentes, o Dr. Speers havia se tornado um materialista intransigente.
Em 1872, Stainton Moses começou a estudar o Espiritismo, a fim de cumprir a promessa formulada à Sra. Speers, tendo para tanto assistido a algumas sessões espíritas, principalmente uma que tinha como médium Lottie Towler. Numa sessão realizada na residência do casal Speers, tendo Stainton Moses como médium, todos se tornaram convictos da realidade da existência de Espíritos comunicantes, consolidando assim a crença na imortalidade da alma.
Nessa época começou a desabrochar a mediunidade de Moses, que era dotado de um poder extraordinário. Nunca se produziram menos de dez espécies diferentes de manifestações no decurso das sessões realizadas por seu intermédio. Quando as condições eram favoráveis, as manifestações multiplicavam- se, as pancadas tornavam- se mais freqüentes, as luzes mais brilhantes e os sons musicais mais distintos. Fenômenos maravilhosos produziram- se por seu intermédio: sons musicais, pancadas, clarões, balsamização do ambiente com perfumes diversos, passos pesados produzidos por um Espírito que se denominava "Rector", os quais estremeciam o ambiente, tilintar de campainhas, levitação de corpos pesados: mesas, cadeiras; transposição da matéria, fenômenos de voz-direta, além de uma variedade indescritível de fenômenos dos mais variados matizes.
Durante o periodo ativo da sua mediunidade, Stainton Moses ocupou- se assiduamente da formação de sociedades com o fim de estudar o Espiritismo. Contribuiu para a fundação da Associação Nacional Britânica dos Espiritualistas, em 1873, da Sociedade Psicológica da Grã- Bretanha, em abril de 1875, da qual foi um dos primeiros membros do conselho; da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, em 1882 e finalmente da Aliança Espiritualista de Londres, da qual foi o primeiro presidente, cargo que exerceu até a sua desencarnação.
Além dessas atividades, dirigiu a revista Light, periódico de fundo espírita. Embora a sua faculdade mediúnica decrescesse de intensidade, ele conservou sempre a faculdade de psicografia.
Desde 1889, a sua saúde ficou bastante combalida, ataques sucessivos de influenza, minaram- lhe a constituição, que nunca fora robusta, causando a sua desencarnação.
A sua obra "Ensinos Espiritualistas" foi vertida para o português por Oscar D'Argonnel. Trata- se de uma obra que encerra uma série de ensinamentos ministrados pelo Espírito Imperator, e que Stainton Moses, que também usava o pseudônimo de A. Oxon, publicou, e que a Aliança Espiritualista de Londres, através do seu Conselho, fez publicar em edição comemorativa, prestando efusiva homenagem ao seu inolvidável fundador.
Em sua vida de relação, Stainton Moses era um homem cordato, justo, que sempre exercia julgamentos retos, modesto, sem vaidade, que jamais dirigia palavras ásperas aos seus detratores e que, em resumo, possuía um conjunto de qualidades raras entre os homens.
Grandes Vultos do Espiritismo
Outra biografia
Stainton Moses nasceu em Lincolnshire e foi educado para o ministério religioso, vocação que seu espírito alimentava desde cedo. Depois de alguns anos de trabalho como cura na Ilha de Man, tornou-se professor da University College School, até que, por ocasião de uma viagem ao mosteiro do Monte Athos, onde passou 6 meses, sua vida passou a ter um significado mais profundo devido o desabrochar dos seus dons mediúnicos. Enquanto cura, teve oportunidade de mostrar a sua dedicação e o senso de dever aguçado que sempre lhe caracterizou a personalidade.
Uma grande epidemia de varíola espalhou-se na sua própria paróquia, que não dispunha de médico. Moses, dia e noite estava a cabeceira dos doentes pobres; por vezes, depois de haver assistido a um moribundo, se via obrigado a unir as tarefas de sacerdote às de coveiro, e ele próprio transportou os cadáveres, recebendo por isso alta estima e considerção dos habitantes do povoado a que servia.
Em 1872 é que a atenção de Moses voltou-se para o Espiritismo, por meio de sessões com Williams e Miss Lothie Fowler. Ele já havia percebido a sua invulgar mediunidade e comprometera-se consigo mesmo a fazer um estudo completo do assunto. Seus escritos com o pseudônimo de M. A. Oxon, são clássicos no Espiritismo. Incluem os "Ensinos Espiritualistas", elevados aspectos do Espiritismo, e de outros trabalhos. Finalmente tornou-se redator de "Light" e durante muitos anos sustentou as suas altas tradições. Sua mediunidade progrediu rapidamente, abarcando quase todos os fenômenos físicos conhecidos. Em presença de Moses erguiam-se no ar mesas pesadas, livros e cartas eram trazidos de uma sala para outra em plena luz sob a vigilãncia de severos observadores. Batidas acompanhavam o médium para onde quer que ele fosse, até mesmo na igreja, e muitas pessoas as ouviam quando sentadas em seus lugares.
Certa feita, ao regressar da igreja, Stainton Moses verificou em seu quarto que os objetos tinham sido tirados da penteadeira para a cama, onde haviam sido dispostos em forma de uma cruz. O médium chamou então um amigo, Dr. Speer, para que testemunhasse o que acontecera e ao voltar ao quarto verificou que o seu cabeção, que tinha tirado poucos instantes antes, havia sido colocado, na sua ausência, em redor do tôpo da cruz. Ele e o Dr. Speer trancaram a porta do quarto e desceram para o lanche, mas durante a refeição batidas fortes se produziram e a pesada mesa de jantar foi movida três vezes. Num exame posterior do quarto, acharam dois outros objetos que haviam sido tirados da gaveta adicionados à cruz. O quarto foi trancado novamente e em três visitas sucessivas novos objetos tinham ampliado a cruz.
Nas sessões em que Moses participava muitas comunicações eram recebidas, dando provas de identidade de Espíritos, sob a forma de nomes, datas e lugares, descohecidos dos presentes e verificados posteriormente. Um grupo espírita estava ligado à mediunidade de Moses e, por seu intermédio, um corpo de doutrina foi comunicado por meio de escrita automática. Uma seleção destes escritos constitui a sua obra "Ensinos Espiritistas" em cuja introdução ele diz: "o tema central foi sempre de caráter puro e elevado, em grande parte de aplicação pessoal, visando a minha própria direção e orientação. Posso dizer que através de todas essas comunicações escritas, não há leviandades, nem brincadeiras, não há vulgaridades nem incongruências, não há falsidades nem enganos, tanto quanto eu saiba ou tenha podido descobrir. Nada incompatível como o objetivo visado, sempre e sempre repetido, de instrução, de esclarecimento e de orientação por Espíritos escolhidos para essa tarefa. Julgados como eu mesmo desejo ser julgado, eles foram o que desejavam ser. Suas palavras eram de sinceridade e de objetivos sóbrios e sérios".
Moses contribuiu para a formação da Society for Psychical Research em 1882, mas demitiu-se em 1886, desgotoso com a maneira como foi tratado o médium William Eglinton. Foi também o primeiro presidente da London Spiritualist Alliance, formada em 1884, posição que ocupou até a morte.
Além das obras "Spirit Identity", "Higer Aspects of Spiritualism", "Psycography" e "Spirit Teachings", Moses contribuiu freqüentemente para a imprensa espírita, bem como para o Saturday Review, para o Punch e vários outros jornais de valor. Foi um elemento importante na divulgação doutrinária espírita fora das hostes espíritas. Causador e observador do fato mediúnico, jamais tentou negá-lo ou obscurecê-lo por preconceitos dogmáticos. Ele mesmo era a prova dos eventos e a sua sinceridade estava bastante amadurecida para sustentar a veracidade dos fenômenos espíritas. Os amantes da verdade nunca são infiéis ou desrespeitosos para com ela. Moses não poderia ser diferente. Na notícia de sua morte, no magistral resumo de sua mediunidade escrita por Mr. Myers, este, traduzindo o pensamento de muitos diz: "Eu pessoalmente considero a vida de Moses como uma das mais notáveis de nossa geração e de poucos homens ouvi, em primeira mão, fatos mais notáveis do que os que dele ouvi". A estrela voltava a sua constelação após brilhar por largos anos, enriquecendo a trilha por vezes obscura de muitos homens.
(Copiado de http://www.feparana.com.br/topico/?topico=534) |
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Fotografia do médium William Stainton Moses. 1898. Imagem copiada de https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Stainton_Moses LEIA NO LINK |
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Tulipas. Bedford, Reino Unido. Foto Matheus Gobbo.
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Universidade de Oxford. Reino Unido. Foto: Laura Emília Michelin Gobbo.
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Londres, Reino Unido. Foto Laura Emilia Michelin Gobbo. |
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Kardec e Napoleão |
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Busto de Allan Kardec Cemitério Père Lachaise, Paris, França. Foto Ismael Gobbo
Irmão X Logo após o 18 Brumário (9 de novembro de 1799) quando Napoleão se fizera o Primeiro-Cônsul da República Francesa, reuniu-se, na noite de 31 de dezembro de 1799, no coração da latinidade, nas Esferas Superiores, grande assembleia de Espíritos sábios e benevolentes, para marcarem a entrada significativa do novo século. Antigas personalidades de Roma imperial, pontífices e guerreiros das Gálias, figuras notáveis da Espanha, ali se congregavam à espera do expressivo acontecimento. Legiões dos Césares, com os seus estandartes, falanges de batalhadores do mundo gaulês e grupos de pioneiros da evolução hispânica, associados a múltiplos representantes das Américas, guardavam linhas simbólicas de posição de destaque. Mas não somente os latinos se faziam representados no grande conclave. Gregos ilustres, lembrando as confabulações da Acrópole gloriosa, israelitas famosos, recordando o Templo de Jerusalém, deputações eslavas e germânicas, grandes vultos da Inglaterra, sábios chineses, filósofos hindus, teólogos budistas, sacrificadores das divindades olímpicas, renomados sacerdotes da Igreja Romana e continuadores de Maomé ali se mostravam, como em vasta convocação de forças da ciência e da cultura da Humanidade. No concerto das brilhantes delegações que aí formavam, com toda a sua fulguração representativa, surgiam Espíritos de velhos batalhadores do progresso que voltariam à liça carnal ou que a seguiriam, de perto, para o combate à ignorância e à miséria, na laboriosa preparação da nova era da fraternidade e da luz. No deslumbrante espetáculo da Espiritualidade Superior, com a refulgência de suas almas, achavam-se Sócrates, Platão, Aristóteles, Apolônio de Tiana, Orígenes, Hipócrates, Agostinho, Fénelon, Giordano Bruno, Tomás de Aquino, S. Luís de França, Vicente de Paulo, Joana D’Arc, Teresa d’Avila, Catarina de Siena, Bossuet, Spinoza, Erasmo, Milton, Cristóvão Colombo, Gutenberg, Galileu, Pascal, Swedenborg e Dante Alighieri, para mencionar apenas alguns heróis e paladinos da renovação terrestre; e, em plano menos brilhante, encontravam-se, no recinto maravilhoso, trabalhadores de ordem inferior, incluindo muitos dos ilustres guilhotinados da Revolução, quais Luiz XVI, Maria Antonieta, Robespierre, Danton, Madame Roland, André Chenier, Bailly, Camille Desmoulins e grandes vultos como Voltaire e Rousseau. Depois da palavra rápida de alguns orientadores eminentes, invisíveis clarins soaram na direção do plano carnal e, em breves instantes, do seio da noite, que velava o corpo ciclópico do mundo europeu, emergiu, sob a custódia de esclarecidos mensageiros, reduzido cortejo de sombras, que pareciam estranhas e vacilantes, confrontadas com as feéricas irradiações do palácio festivo. Era um grupo de almas, ainda encarnadas, que, constrangidas pela Organização Celeste, remontavam à vida espiritual, para a reafirmação de compromissos. À frente, vinha Napoleão, que centralizou o interesse de todos os circunstantes. Era bem o grande corso, com os seus trajes habituais e com o seu chapéu característico. Recebido por diversas figuras da Roma antiga, que se apressavam em oferecer-lhe apoio e auxílio, o vencedor de Rivoli ocupou radiosa poltrona que, de antemão, lhe fora preparada. Entre aqueles que o seguiam, na singular excursão, encontravam-se respeitáveis autoridades reencarnadas no Planeta, como Beethoven, Ampère, Fulton, Faraday, Goethe, João Dalton, Pestalozzi, Pio VII, além de muitos outros campeões da prosperidade e da independência do mundo. Acanhados no veículo espiritual que os prendia à carne terrestre, quase todos os recém-vindos banhavam-se em lágrimas de alegria e emoção. O Primeiro-Cônsul da França, porém, trazia os olhos enxutos, não obstante a extrema palidez que lhe cobria a face. Recebendo o louvor de várias legiões, limitava-se a responder com acenos discretos, quando os clarins ressoaram, de modo diverso, como se se pusessem a voar para os cimos, no rumo do imenso infinito... Imediatamente uma estrada de luz, à maneira de ponte levadiça, projetou-se do Céu, ligando-se ao castelo prodigioso, dando passagem a inúmeras estrelas resplendentes. Em alcançando o solo delicado, contudo, esses astros se transformavam em seres humanos, nimbados de claridade celestial. Dentre todos, no entanto, um deles avultava em superioridade e beleza. Tiara rutilante brilhava-lhe na cabeça, como que a aureolar-lhe de bênçãos o olhar magnânimo, cheio de atração e doçura. Na destra, guardava um cetro dourado, a recamar-se de sublimes cintilações... Musicistas invisíveis, através dos zéfiros que passavam apressados, prorromperam num cântico de hosanas, sem palavras articuladas. A multidão mostrou profunda reverência, ajoelhando-se muitos dos sábios e guerreiros, artistas e pensadores, enquanto todos os pendões dos vexilários arriavam, silenciosos, em sinal de respeito. Foi então que o grande corso se pôs em lágrimas e, levantando-se, avançou com dificuldade, na direção do mensageiro que trazia o báculo de ouro, postando-se, genuflexo, diante dele. O celeste emissário, sorrindo com naturalidade, ergueu-o, de pronto, e procurava abraçá-lo, quando o Céu pareceu abrir-se diante de todos, e uma voz enérgica e doce, forte como a ventania e veludosa como a ignorada melodia da fonte, exclamou para Napoleão, que parecia eletrizado de pavor e júbilo, ao mesmo tempo: – Irmão e amigo, ouve a Verdade, que te fala em meu espírito! Eis-te à frente do apóstolo da fé, que, sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento... César ontem, e hoje orientador, rende o culto de tua veneração, ante o pontífice da luz! Renova, perante o Evangelho, o compromisso de auxiliar-lhe a obra renascente!... Aqui se congregam conosco lidadores de todas as épocas. Patriotas de Roma e das Gálias, generais e soldados que te acompanharam nos conflitos da Farsália, de Tapso e de Munda, remanescentes das batalhas de Gergóvia e de Alésia aqui te surpreendem com simpatia e expectação... Antigamente, no trono absoluto, pretendias-te descendente dos deuses para dominar a Terra e aniquilar os inimigos... Agora, porém, o Supremo Senhor concedeu-te por berço uma ilha perdida no mar, para que te não esqueças da pequenez humana e determinou voltasses ao coração do povo que outrora humilhaste e escarneceste, a fim de que lhe garantas a missão gigantesca, junto da Humanidade, no século que vamos iniciar. Colocado pela Sabedoria Celeste na condição de timoneiro da ordem, no mar de sangue da Revolução, não olvides o mandato para o qual foste escolhido. Não acredites que as vitórias das quais foste investido para o Consulado devam ser atribuídas exclusivamente ao teu gênio militar e político. A Vontade do Senhor expressa-se nas circunstâncias da vida. Unge-te de coragem para governar sem ambição e reger sem ódio. Recorre à oração e à humildade para que te não arrojes aos precipícios da tirania e da violência!... Indicado para consolidar a paz e a segurança, necessárias ao êxito do abnegado apóstolo que descortinará a era nova, serás visitado pelas monstruosas tentações do poder. Não te fascines pela vaidade que buscará coroar-te a fronte... Lembra-te de que o sofrimento do povo francês, perseguido pelos flagelos da guerra civil, é o preço da liberdade humana que deves defender, até o sacrifício. Não te macules com a escravidão dos povos fracos e oprimidos e nem enlameies os teus compromissos com o exclusivismo e com a vingança!... Recorda que, obedecendo a injunções do pretérito, renasceste para garantir o ministério espiritual do discípulo de Jesus que regressa à experiência terrestre, e vale-te da oportunidade para santificar os excelsos princípios da bondade e do perdão, do serviço e da fraternidade do Cordeiro de Deus, que nos ouve em seu glorificado sólio de sabedoria e de amor! Se honrares as tuas promessas, terminarás a missão com o reconhecimento da posteridade e escalarás horizontes mais altos da vida, mas, se as tuas responsabilidades forem menosprezadas, sombrias aflições amontoar-se-ão sobre as tuas horas, que passarão a ser gemidos escuros em extenso deserto... Dentro do novo século, começaremos a preparação do terceiro milênio do Cristianismo na Terra. Novas concepções de liberdade surgirão para os homens, a Ciência erguer-se-á a indefiníveis culminâncias, as nações cultas abandonarão para sempre o cativeiro e o tráfico de criaturas livres, e a religião desatará os grilhões do pensamento que, até hoje, encarceram as melhores aspirações da alma no inferno sem perdão!... Confiamos, pois, ao teu espírito valoroso a governança política dos novos eventos e que o Senhor te abençoe!... Cânticos de alegria e esperança anunciaram nos céus a chegada do século XIX e, enquanto o Espírito da Verdade, seguido por várias coortes resplandecentes, voltava para o Alto, a inolvidável assembleia se dissolvia... O apóstolo que seria Allan Kardec, sustentando Napoleão nos braços, conchegou-o de encontro ao peito e acompanhou-o, bondosamente, até religá-lo ao corpo de carne, no próprio leito. Em 3 de outubro de 1804, o mensageiro da renovação renascia num abençoado lar de Lião, mas o Primeiro-Cônsul da República Francesa, assim que se viu desembaraçado da influência benéfica e protetora do Espírito de Allan Kardec e de seus cooperadores, que retomavam, pouco a pouco, a integração com a carne, confiantes e otimistas, engalanou-se com a púrpura do mando, e, embriagado de poder, proclamou-se Imperador, em 18 de maio de 1804, ordenando a Pio VII viesse coroá-lo em Paris. Napoleão,
contudo, convertendo celestes concessões em aventuras sanguinolentas, foi
apressadamente situado, por determinação do Alto, na solidão curativa de
Santa Helena, onde esperou a morte, enquanto Allan Kardec, apagando a própria
grandeza, na humildade de um mestre-escola, muita vez atormentado e
desiludido, como simples homem do povo, deu integral cumprimento à divina
missão que trazia à Terra, inaugurando a era espírita-cristã, que,
gradativamente, será considerada em todo os quadrantes do orbe como a sublime
renascença da luz para o mundo inteiro. Do livro Cartas e Crônicas, de Irmão X, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier. (Texto copiado do site http://www.oconsolador.com.br/ano5/230/correiomediunico.html) |
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O céu. Foto Ismael Gobbo |
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A Escola de Atenas em afresco de Rafael Sanzio. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sanzio_01.jpg |
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François Fénelon *. Óleo sobre tela por Joseph Vivien. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Fran%C3%A7ois_de_Salignac_de_la_Mothe-F%C3%A9nelon.PNG
François Fénelon, pseudônimo de François de Salignac de La Mothe-Fénelon (6 de agosto de 1651 - 7 de janeiro de 1715), também conhecido como ''o Cisne de Cambrai'', foi um teólogo católico, poeta e escritor francês, cujas ideias liberais sobre política e educação, esbarravam contra o "statu quo" da Igreja e do Estado dessa época. Pertenceu à Academia Francesa de Letras. Leia mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7ois_F%C3%A9nelon
O espírito Fénelon participou da obra da Codificação do Espiritismo através de mensagens que constam das obras básicas, dentre elas “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, assinado por Allan Kardec.
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Retrato de Maria Antonieta executado na Conciergerie alguns dias antes de sua execução na guilhotina. Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Conciergerie
A Conciergerie é o vestígio principal do antigo Palácio da Cidade ou Palácio de la Cité, que foi residência e sede do poder real francês do século X ao século XIV e que se estendia sobre o local em que hoje está o Palácio de Justiça de Paris. Atualmente, o edifício estende-se pelo Cais do Relógio, sobre a Ilha de la Cité, no 1º arrondissement de Paris. Foi convertido em prisão do Estado em 1392, após o abandono do palácio por Carlos V e seus sucessores. Leia mais: |
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Napoleão I em costume de coroação. Óleo sobre tela de François Gérard Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Francois_Gerard_-_Napoleon_Ier_en_costume_du_Sacre.jpg
Napoleão Bonaparte (em francês: Napoléon Bonaparte; Ajaccio, 15 de agosto de 1769 – Santa Helena, 5 de maio de 1821) foi um líder político e militar durante os últimos estágios da Revolução Francesa. Adotando o nome de Napoleão I, foi Imperador dos Franceses[1] de 18 de maio de 1804 a 6 de abril de 1814, posição que voltou a ocupar por poucos meses em 1815 (20 de março a 22 de junho). Sua reforma legal, o Código Napoleônico, teve uma grande influência na legislação de vários países. Através das guerras napoleônicas, ele foi responsável por estabelecer a hegemonia francesa sobre maior parte da Europa. Leia mais: |
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A coroação de Napoleão. Óleo sobre tela de Jacques-Louis David Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Coroa%C3%A7%C3%A3o_de_Napole%C3%A3o |
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Kardec criança. Imagem desenvolvida em computador por Marisa Cajado (Guarujá, SP) a partir de imagens conhecidas de Kardec em idade mais avançada. |
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Johann Heinrich Pestalozzi mestre de Kardec em Yverdum Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Heinrich_Pestalozzi
Johann Heinrich Pestalozzi (Zurique, 12 de janeiro de 1746 — Brugg, 17 de fevereiro de 1827) foi um pedagogista suíço e educador pioneiro da reforma educacional. Leia mais: |
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Allan Kardec (1804- 1869). Codificador do Espiritismo Imagem/fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/Hippolyte_L%C3%A9on_Denizard_Rivail2.jpg
Hippolyte Léon Denizard Rivail (francês: [ʁivɑj]; Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869) foi um influente educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec (francês: [kaʁdɛk]),[1] notabilizou-se como o codificador[nota 1] do espiritismo (neologismo por ele criado). Foi discípulo do reformador educacional Johann Heinrich Pestalozzi e um dos pioneiros na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais (mais notoriamente a mediunidade), assuntos cuja investigação costumava ser considerada inadequada.[2][3][4] Leia mais: |
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Turista orando no sempre florido túmulo de Allan Kardec. Cemitério Pére Lachaise, Paris, França. Foto Ismael Gobbo |
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Sarcófago de Napoleão Bonaparte em Les Invalides, Paris, França. Foto Ismael Gobbo |
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Jesus e o precursor |
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Livro Boa Nova, pelo espírito Humberto de Campos/Irmão X Psicografia Francisco Cândido Xavier FEB
Após a famosa apresentação de Jesus aos doutores do Templo de Jerusalém, Maria recebeu a visita de Isabel e de seu filho, em sua casinha pobre de Nazaré. Depois das saudações habituais, do desdobramento dos assuntos familiares, as duas primas entraram a falar de ambas as crianças, cujo nascimento fora antecipado por acontecimentos singulares e cercado de estranhas circunstâncias. Enquanto o patriarca José atendia às últimas necessidades diárias de sua oficina humilde, entretinham-se as duas em curiosa palestra, trocando carinhosamente as mais ternas confidências maternais. O que me espanta – dizia Isabel com caricioso sorriso – é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade. Não raro, procuro-o inutilmente em casa, para encontrá-lo, quase sempre, entre as figueiras bravas, ou caminhando ao longo das estradas adustas, como se a pequena fronte estivesse dominada por graves pensamentos. Essas crianças, a meu ver – respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos –, trazem para a Humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores... Fala de sua comunhão com Deus com uma eloquência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, contentemente, ando a cismar, em relação ao seu destino. Apesar de todos os valores da crença – murmurou Isabel, convicta –, nós, as mães, temos sempre o espírito abalado por injustificáveis receios. Como se se deixasse empolgar por amorosos temores, Maria continuou: – Ainda há alguns dias, estivemos em Jerusalém, nas comemorações costumeiras, e a facilidade de argumentação com que Jesus elucidava os problemas, que lhe eram apresentados pelos orientadores do templo, nos deixou a todos receosos e perplexos. Sua ciência não pode ser deste mundo: vem de Deus, que certamente se manifesta por seus lábios amigos de pureza. Notando-lhe as respostas, Eleazar chamou a José, em particular, e o advertiu de que o menino parece haver nascido para a perdição de muitos poderosos em Israel. Com a prima a lhe escutar atentamente a palavra, Maria prosseguiu, de olhos úmidos, após ligeira pausa: – Ciente desse aviso, procurei Eleazar, a fim de interceder por Jesus, junto de suas valiosas relações com as autoridades do templo. Pensei na sua infância desprotegida e receio pelo seu futuro. Eleazar prometeu interessar-se pela sua sorte; todavia, de regresso a Nazaré, experimentei singular multiplicação dos meus temores. Conversei com José, mais detidamente, acerca do pequeno, preocupada com o seu preparo conveniente para a vida!... Entretanto, no dia que se seguiu às nossas íntimas confabulações, Jesus se aproximou de mim, pela manhã, e me interpelou: “Mãe, que queres tu de mim? Acaso não tenho testemunhado a minha comunhão com o Pai que está no Céu!” Altamente surpreendida com a sua pergunta, respondi-lhe, hesitante: Tenho cuidado por ti, meu filho! Reconheço que necessitas de um preparo melhor para a vida... Mas, como se estivesse em pleno conhecimento do que se passava em meu íntimo, ponderou ele: “Mãe, toda preparação útil e generosa no mundo é preciosa; entretanto, eu já estou com Deus. Meu Pai, porém, deseja de nós toda a exemplificação que seja boa e eu escolherei, desse modo, a escola melhor”. No mesmo dia, embora soubesse das belas promessas que os doutores do templo fizeram na sua presença a seu respeito, Jesus aproximou-se de José e lhe pediu, com humildade, o admitisse em seus trabalhos. Desde então, como se nos quisesse ensinar que a melhor escola para Deus é a do lar e a do esforço próprio – concluiu a palavra materna com singeleza —, ele aperfeiçoa as madeiras da oficina, empunha o martelo e a enxó, enchendo a casa de ânimo, com a sua doce alegria! Isabel lhe escutava atenta a narrativa, e, depois de outras pequenas considerações materiais, ambas observaram que as primeiras sombras da noite desciam na paisagem, acinzentando o céu sem nuvens. A carpintaria já estava fechada e José buscava a serenidade do interior doméstico para o repouso. As duas mães se entreolharam, inquietas, e perguntavam a si próprias para onde teriam ido as duas crianças. * Nazaré, com a sua paisagem, das mais belas de toda a Galileia, é talvez o mais formoso recanto da Palestina. Suas ruas humildes e pedregosas, suas casas pequeninas, suas lojas singulares se agrupam numa ampla concavidade em cima das montanhas, ao norte do Esdrelon. Seus horizontes são estreitos e sem interesse; contudo, os que subam um pouco além, até onde se localizam as casinholas mais elevadas, encontrarão para o olhar assombrado as mais formosas perspectivas. O céu parece alongar-se, cobrindo o conjunto maravilhoso, numa dilatação infinita. Maria e Isabel avistaram seus filhos, lado a lado, sobre uma eminência banhada pelos derradeiros raios vespertinos. De longe, afigurou-se-lhes que os cabelos de Jesus esvoaçavam ao sopro caricioso das brisas do alto. Seu pequeno indicador mostrava a João as paisagens que se multiplicavam a distância, como um grande general que desse a conhecer as minudências dos seus planos a um soldado de confiança. Ante seus olhos surgiam as montanhas de Samaria, o cume de Magedo, as eminências de Gelboé, a figura esbelta do Tabor, onde, mais tarde, ficaria inesquecível o instante da Transfiguração, o vale do rio sagrado do Cristianismo, os cumes de Safed, o golfo de Khalfa, o elevado cenário do Pereu, num soberbo conjunto de montes e vales, ao lado das águas cristalinas. Quem poderia saber qual a conversação solitária que se travara entre ambos? Distanciados no tempo, devemos presumir que fosse, na Terra, a primeira combinação entre o amor e a verdade, para a conquista do mundo. Sabemos, porém, que, na manhã imediata, em partindo o precursor na carinhosa companhia de sua mãe, perguntou Isabel a Jesus, com gracioso interesse: – Não queres vir conosco? Ao que o pequeno carpinteiro de Nazaré respondeu, profeticamente, com inflexão de profunda bondade: “João partirá primeiro”. Transcorridos alguns anos, vamos encontrar o Batista na sua gloriosa tarefa de preparação do caminho à verdade, precedendo o trabalho divino do amor, que o mundo conheceria em Jesus-Cristo. João, de fato, partiu primeiro, a fim de executar as operações iniciais para grandiosa conquista. Vestido de peles e alimentando-se de mel selvagem, esclarecendo com energia e deixando-se degolar em testemunho à Verdade, ele precedeu a lição da misericórdia e da bondade. O Mestre dos mestres quis colocar a figura franca e áspera do seu profeta no limiar de seus gloriosos ensinos e, por isso, encontramos em João Batista um dos mais belos de todos os símbolos imortais do Cristianismo. Salomé representa a futilidade do mundo, Herodes e sua mulher o convencionalismo político e o interesse particular. João era a verdade, e a verdade, na sua tarefa de aperfeiçoamento, dilacera e magoa, deixando-se levar aos sacrifícios extremos. Como a dor que precede as poderosas manifestações da luz no íntimo dos corações, ela recebe o bloco de mármore bruto e lhe trabalha as asperezas para que a obra do amor surja, em sua pureza divina. João Batista foi a voz clamante do deserto. Operário da primeira hora, é ele o símbolo rude da verdade que arranca as mais fortes raízes do mundo, para que o reino de Deus prevaleça nos corações. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade do amor, a luta para que se desfaçam as sombras do caminho, João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer em si mesmo o santuário de sua realização com o Cristo. Foi por essa razão que dele disse Jesus: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior de todos”.
Do cap. 2 do livro Boa Nova, do Espírito de Humberto de Campos, obra psicografada pelo médium Chico Xavier.
(Texto copiado do site http://www.oconsolador.com.br/ano4/156/correiomediunico.html)
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Quadro Sagrada Família com são João menino. Óleo sobre tela por Bartolomé Esteban Murillo.Imagem/fonte: |
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Jesus aos doze anos encontrado entre os doutores do templo. James Tissot Fonte da imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus
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A cidade de Nazaré com o Monte Tabor ao fundo. Nazaré, Israel. Foto Ismael Gobbo. |
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A juventude de Jesus. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:
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Vista da cidade de Nazaré, Israel, onde Jesus viveu a infância e juventude. Foto Ismael Gobbo. |
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Monte Tabor. Região da Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Vista panorâmica de cima do Monte Tabor. Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Igreja no topo do Monte Tabor em cujo interior há cenas da Transfiguração de Jesus. Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Cena do batismo de Jesus em detalhe da porta de ingresso da Basílica da Anunciação em Nazaré, Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Jesus abençoa João Batista no deserto. Imagem/fonte: https://it.wikipedia.org/wiki/Dipinti_del_Moretto#/media/File:Moretto,_cristo_che_benedice_il_battista.JPG |
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Jesus ensino ao povo à beira-mar. Guache sobre grafite em papel tecido cinza. Obra de James Tissot. Imagem/fonte: |
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Amor Infinito Caminhos retos |
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(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]]) |
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