Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita

São Paulo, SP, segunda-feira, 09 de fevereiro de 2026.

Compiladas por Ismael Gobbo

 

 

 

 

Notas

1. Recomendamos confirmar junto aos organizadores os eventos aqui divulgados. Podem ocorrer cancelamentos ou mudanças que nem sempre chegam ao nosso conhecimento.

2. Este e-mail é uma for

 

ma alternativa de divulgação de noticias, eventos, entrevistas e artigos espíritas. Recebemos as informações de fontes  diversas via e-mail  e fazemos o repasse aos destinatários de nossa lista de contatos de e-mail. Trabalhamos com a expectativa de que as informações que nos chegam sejam absolutamente espíritas na forma como preconiza o codificador do Espiritismo, Allan Kardec.  Pedimos aos nossos diletos colaboradores que façam uma análise criteriosa e só nos remetam para divulgação matérias genuinamente espíritas.

 

3. Este trabalho é pessoal e totalmente gratuito, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro e só conta com ajuda de colaboradores voluntários. (Ismael Gobbo).

 


 

Atenção

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Publicação em sequência

Revista Espírita – Ano 7 - 1864

 

 

 

 

 

 

 

 

(Continua na próxima postagem)

 

 

 

(Copiado do site Febnet)

Le Siécle de 21 de junho de 1864 com a matéria “Revista musical”, objeto da matéria da

Revista Espírita de setembro de 1864, acima reproduzida.

Fonte:  https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k729858m.item

Le Siécle de 21 de junho de 1864 com a continuação da página 1 da matéria “Revista musical”, objeto da matéria da  Revista Espírita de setembro de 1864, acima reproduzida.

Fonte:  https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k729858m/f2.item

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/DEZEMBRO/14-12-2018_arquivos/image010.jpg

 

Louis Jourdan.

Louis Jourdan (1810-1881), retrato de Nadar, 1860. Bibliothèque nationale de France, gabinete des estampes (Na 237/261). Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Louis_Jourdan_Nadar_vers_1860.jpg

 

 

Louis Jourdan (1810-1881) é um editor de jornal e jornalista francês perto de doutrinas phalansterian e Saint-Simonian . Ele colaborou com muitas revistas e fundou com Moïse Polydore Millaud Le Journal des Actionnaires , depois de ter criado com ele primeiro o Journal des Docks .

Leia mais:

https://fr.wikipedia.org/wiki/Louis_Jourdan_(%C3%A9diteur)

 

 

A MATÉRIA DO LE SIÉCLE DE 21 DE JUNHO DE 1864 PUBLICADA NAS PÁGINAS 1 E 2 INTITULADA “REVISTA MUSICAL” E OBJETO DA MATÉRIA DA REVISTA ESPÍRITA DE SETEMBRO DE 1864, ACIMA REPRODUZIDA, É ASSINADA POR LOUIS JOURDAN.

 

Embora o Espiritismo em seus primeiros dias  tenha sofrido críticas levianas como as do Sr. Émile Deschanel, que já repassamos,   não deixou de receber palavras respeitosas do jornalista Louis Jourdan.

 

 

Vista de Melun em 1650 por Israel Silvestre.

Imagem/fonte: https://fr.wikipedia.org/wiki/Melun

 

Melun (pronunciado: ə l œ ] ) é um comuna francesa localizado no departamento de Sena e Marne na região Ile-de-France . É a sede da prefeitura e a terceira cidade mais populosa do departamento, depois de Chelles e Meaux e antes de Pontault-Combault .

Seus habitantes são chamados a Melunais (ES) (raramente Melunois ou Melodunois ).

Leia mais:

https://fr.wikipedia.org/wiki/Melun

A estação de Melun no início do século XX. França.

Imagem/fontte: https://fr.wikipedia.org/wiki/Melun#/media/Fichier:Amiard_-_MELUN_-_La_Gare.JPG

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/SETEMBRO/19-09-2019_arquivos/image013.jpg

Psiquiatra francês Philippe Pinel (1745-1826) liberando lunáticos de suas cadeias no asilo Bicêtre em Paris. Pintura a óleo de Charles Louis Mullet. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pinel_fait_enlever_les_fers_aux_ali%C3%A9n%C3%A9s_de_Bicetre-Charles-Louis_Mullet.jpg

 

Uma mulher em uma cela acolchoada. 1889.

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Padded_cell

 

 

Uma célula acolchoada é uma célula de um hospital psiquiátrico com almofadas nas paredes. O estofamento é uma tentativa de impedir que os pacientes se machuquem, batendo a cabeça (ou outras partes do corpo) na superfície dura das paredes. Na maioria dos casos, a colocação de um indivíduo em uma célula acolchoada é involuntária.

Outros nomes usados ​​são "sala de borracha", sala de reclusão, sala de descanso, sala de descanso, sala silenciosa ou sala de segurança pessoal. [1]

Leia mais:

https://en.wikipedia.org/wiki/Padded_cell

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/AGOSTO/18-08-2018_arquivos/image013.jpg

Prisioneiros Exercitando. Óleo sobre tela por Vincent van Gogh

Prisioneiros Exercitando , também conhecido como Rodada de Prisioneiros , (Depois de Gustave Doré )

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Vincent_Willem_van_Gogh_037.jpg

Fotos de Shows no Carandiru.

Museu Penitenciário Paulista. São Paulo, Brasil. Foto Ismael Gobbo.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg3fP5DyuzGvFf7ZSUT2Q9qc9HkLL0LFOXf-yCQnon_1qRO0Hk4gwYz8FY2KcxBXeTJ3zlbhfjmM_W9hP564pY0M9jboET9uNDVOmDkKZPlu_JKp99qyLw4aOB9_rKx0EkTq0DwbDuPriBm/

Allan Kardec, Codificador do Espiritismo. (Lião, 03-10-1804 / Paris, 31-03-1869)

Imagem/fonte: https://dialogos.files.wordpress.com/2007/02/allan-kardec-tratado-2.jpg

 

 

 

O Evangelho segundo o Espiritismo. Por Allan Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. FEBFederação Espírita Brasileira

 

 

CAPÍTULO XXIV

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Não ponhais a candeia

debaixo do alqueire

 

–  Candeia sob o alqueire. Por que Jesus fala por parábolas – Não procureis

os gentios – Não são os que gozam de saúde que precisam de médico –

Coragem da fé – Carregar sua cruz. Quem quiser salvar a vida, perdê-la-á

 

Não procureis os gentios

 

8.      Jesus enviou seus doze apóstolos, depois de lhes ter dado as seguintes instruções: Não procureis os gentios e não entreis nas cidades dos samaritanos. Ide, antes, em busca das ovelhas perdidas da casa de Israel; e, nos lugares onde fordes, pregai, dizendo que o Reino dos céus está próximo. (MATEUS, 10:5 a 7.)

 

 

        9. Em muitas circunstâncias, Jesus dá provas de que suas vistas não se circunscrevem ao povo judeu, mas que abrangem a Humanidade inteira. Se, pois, diz a seus apóstolos para não procurarem os pagãos, não é que desdenhe da conversão deles, o que seria pouco caridoso, mas porque os judeus, que acreditavam na unidade de Deus e esperavam o Messias, estavam preparados, pela lei de Moisés e pelos profetas, a receber a sua palavra. Como aos pagãos faltasse a própria base, tudo estava por fazer e os apóstolos não se achavam ainda bastante esclarecidos para tão pesada tarefa. Foi por isso que lhes disse: ”Ide em busca das ovelhas transviadas de Israel”, isto é, ide semear em terreno já lavrado. Jesus sabia que a conversão dos gentios se daria a seu tempo. Mais tarde, com efeito, os apóstolos foram plantar a cruz no centro mesmo do paganismo.

      10. Essas palavras podem ser aplicadas aos adeptos e aos propagadores do Espiritismo. Os incrédulos sistemáticos, os zombadores obstinados, os adversários interessados são para eles o que eram os gentios para os apóstolos. Que os espíritas, a exemplo dos apóstolos, procurem, primeiramente, fazer prosélitos entre os homens de boa vontade, entre os que desejam a luz, nos quais se encontra um germe fecundo e cujo número é grande, sem perderem tempo com os que não querem ver, nem ouvir, e tanto mais resistem, por orgulho quanto mais for a importância que se pareça ligar à sua converão. Mais vale abrir os olhos a cem cegos que desejam ver claro, do que a um só que se compraza na treva, pois assim estaremos aumentando, em maior proporção, o número dos sustentadores da causa. Deixar os outros em paz não é dar mostra de indiferença, mas de boa política. Chegará a vez deles, quando estiverem dominados pela opinião geral e ouvirem a mesma coisa incessantemente repetida à sua volta. Aí, julgarão que aceitam a ideia voluntariamente, por impulso proprio, e não por pressão de outrem. Depois, há ideias que são como as sementes: não podem germinar antes da estação apropriada, nem em terreno não preparado. É por isso que se deve esperar o tempo propício e cultivar primeiramente as que germinam, para não acontecer que as outras abortem, em virtude de um cultivo intenso demais.

      Na época de Jesus, e em consequência das ideias acanhadas e materiais então em curso, tudo era circunscrito e localizado. A casa de Israel era um pequeno povo; os gentios eram outros pequenos povos circunvizinhos. Hoje, as ideias se universalizam e se espiritualizam. A luz nova não constitui privilégio de nenhuma nação; para ela não existem barreiras, tem o seu foco em toda a parte e todos os homens são irmãos. Mas também os gentios já não são um povo, mas uma opinião que se encontra em toda parte e da qual a verdade triunfa pouco a pouco, como o Cristianismo triunfou sobre o paganismo. Já não são combatidos com armas de guerra, mas com a força da ideia.   

 

 

 

Próximo

Não são os que gozam de saúde

que precisam de médico

 

 

(Copiado de O Evangelho segundo o Espiritismo. Por Allan Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. FEB – Federação Espírita Brasileira)

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNsJyqO-LVnW0b6wituU0_ydxTUUYsuOU6KqkfR3Rc7xybEN_th5OcGL11jJoQD3aVdz_1r4SxonNgoIBfuo-nzIUdUd9i5lfnP47LrNrtHaAQTRAO45-19Cv-rjEdvldr7kf7hKXlI0JG/

Jesus ensina o povo à beira-mar. Guache sobre grafite em papel tecido cinza. Obra de James Tissot. Imagem/fonte:

https://es.m.wikipedia.org/wiki/Archivo:Brooklyn_Museum_-_Jesus_Teaches_the_People_by_the_Sea_(J%C3%A9sus_enseigne_le_peuple_pr%C3%A8s_de_la_mer)_-_James_Tissot_-_overall.jpg

 

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Cena retratando Jesus e a  transformação da água em vinho. Quadro  em igreja de Caná, Israel.

Foto Ismael Gobbo

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHc_wt66-bcJJs6e7O4TFt5_Tm-_rO9rgAuM9MmL_9kanstAijWxqUG6QSQ7U5cRBoK2yWqutXXLG3VMF9_b0e5lw9o8VXMp5-nF-3o6_ecCExxJjONovqfynHLtgI8ETf3i8fcGjEu8aV/

Jesus curando dez leprosos. Pintura de Gebhard Fugel.

Imagem/fonte:

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Lucas_17#/media/File:Gebhard_Fugel_Christus_und_die_Auss%C3%A4tzigen_c1920.j

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRNX7COf_3ale47oSsdF9oLV6uSbpVaDvHxooCyeJzUuaOc7fhjO3-GL9GPWkM93JjZXw0VCp0jnbaq67b3-KOg6lgAL-UnqQ8H92PtZEkL1eba7ITpkmOd6JpBkNROs3j1Qik-CkV5rnd/

São Lucas. Pintura de Simon Vouet.  Imagem/fonte:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Simon_Vouet--Saint_Luke--1622-1625--Philadelphia_Museum_of_Art.jpg

 

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O evangelista Mateus inspirado por um  anjo. Óleo sobre tela por Rembrandt.

Imagem/fontehttps://en.wikipedia.org/wiki/Authorship_of_the_Bible#/media/File:The_Evangelist_Matthew_Inspired_by_an_Angel.jpg

 

Descrição: Português: "Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá." Êxodo 20:12 (Versão Almeida Corrigida Fiel), ilustração de um cartão bíblico publicado pela Providence Lithograph Company Data: 1896 Fonte: http://thebiblerevival.com/clipart/1896/exod20.jpg Autor: Providence Lithograph Company Outras versões: Arquivo:Honor Your Father and Your Mother.jpg. Clique aqui:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Honor_Your_Father_and_Your_Mother_(crop).jpg

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEiveXv-msSfi2S2CEgB9NTGeWBwWQeqCsPCPaxN1H6CL4-OyGtSEWWgXgchMz0kR3vLEtZhGBstKEQyX3P6NlHumYIk96y8bTYBsFTF0w-LhNa46QImUu5P93Hdq_FDjmz_YiJOAHjUlv40KKD6oAId3zsVNs6nqKSbAH-QVZ6hpDOgW4u5JouuNoq6Vg

 

Estudo para Jesus e Nicodemos por Henry Ossawa Tanner.

Imagem/fonte:  https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Henry_Ossawa_Tanner_-_Study_for_Jesus_and_Nicodemus.jpg

 

No diálogo de Jesus com Nicodemos, um fariseu, falou o Mestre: "Ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo." (João, 3,1-8) 

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEitNI-Y-SGYiflNvx9PyT6LUCzhMv_CH3PZzemPKQA8DlUH-Dj8e9vdm8kxzXNIzec-CaJkesn7l0eoZqbyyCvJ6Tg5UEImay0xMzN2XG6NSK76SCDDQ62Ig5-Y1Tr0xDpVBY7YXSVggIJK8hlhXLgkLTAK27-UT5OKBkRqpXYkhJ7Z-7GsP3jwW0zAFg

Sermão da Montanha. Pintura de Henrik Olrik

Imagem/fonte:  https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sankt_Matthaeus_Kirke_Copenhagen_altarpiece_detail1.jp

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/NOVEMBRO/06-11-2019_arquivos/image037.jpg

Allan Kardec (1804- 1869). Codificador do Espiritismo

Imagem/fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/Hippolyte_L%C3%A9on_Denizard

 

 

 

O que herdam de nós os filhos?

 

Afinal, quem são nossos filhos, o que representam em nossas vidas e o que representamos nós nas vidas deles?

O que herdam de nós ao nascer?

O estudioso Hermínio Miranda afirma que longe de respostas claras e objetivas, ou, pelo menos, de hipóteses orientadoras, o que observamos, no dia a dia das lutas e alegrias da vida, é diferente.

Uma coletânea de ideias preconcebidas e cristalizadas que, de tão repetidas, assumiram status de verdades inquestionáveis.

Verdades que vamos aceitando meio desatentos, sem procurar examiná-las em profundidade.

Dizemos que Marcos puxou o jeito enérgico da mãe, que Mônica herdou a inteligência do pai, ou o gosto da tia pelas artes plásticas, ou, ainda, o temperamento da avó Adelaide.

A primeira coisa a desaprender com relação às crianças é que elas não herdam características psicológicas, como inteligência, dotes artísticos, temperamento, bom ou mau gosto, simpatia ou antipatia, doçura ou agressividade.

Cada ser é único, em sua estrutura psicológica, preferências e inclinações.

Somente ca­racterísticas físicas são transmitidas geneticamente: cor da pele, dos olhos, dos cabelos, tendência a essa ou àquela conformação física.

Entra ainda a predisposição a essa ou àquela enfermidade, ou a uma saúde mais estável, traços fisionômicos e coisas dessa ordem.

Pais inteligentíssimos podem ter filhos medíocres, tanto quanto pais aparentemente pouco dotados podem ter filhos geniais.

Pessoas pacíficas geram filhos turbulentos e vice-versa. Pais desarmonizados produzem crianças excelentes, equili­bradas e sensatas.

Qualquer um de nós poderá citar pelo menos uma dúzia de exemplos de seu conhecimento para testemunhar a exatidão dessas afirmativas.

Por isso, repetimos, cada criança é única, é dife­rente. Embora possam ter certas características em comum ou muito semelhantes, cada uma delas é um universo pró­prio, como que individualizado.

Até mesmo gêmeos univitelinos, ou seja, gerados a partir do mesmo ovo, trazem diferenças fundamentais de temperamento e caráter.

Diferenças que os identificam com precisão, como indivíduos perfeitamente autônomos e singulares.

Definamos, portanto, um importante aspecto: os pais produzem apenas o corpo físico dos filhos, não o Espírito deles.

É fundamental que compreendamos que nossos filhos são Espíritos. São almas que trazem sua própria bagagem psicológica milenar, e que nascem em nosso lar por necessidade.

Necessidade de crescer, de aprender. Necessidade de corrigir equívocos; de ser referência, exemplo, em um ninho doméstico despedaçado; necessidade de amar e serem amados.

*   *   *

Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos.

O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo.

Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho. Ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o seu desenvolvimento intelectual e moral, para fazê-lo progredir.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 2 do livro
 
Nossos filhos são Espíritos, de Hermínio Miranda, ed.
Lachâtre e no item 8 do cap. XIV do livro 
O Evangelho
 segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB.
Em 7.2.2026

 

 

 

(Copiado de  https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3863&stat=0)

https://www.noticiasespiritas.com.br/2013/JULHO/10-07-2013_arquivos/image006.gif

O Escritor Hermínio Correa de Miranda.

Arquivo de Ismael Gobbo

 

 

 

O discípulo ambicioso 

 

Pelo espírito Irmão X (Humberto de Campos).

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Lázaro Redivivo. Lição nº 48. Página 249.

 

Quando Judas, obcecado pela ambição, procurou avistar-se com Caifás, no Sinédrio, trazia a cabeça incendiada de sonhos fantásticos.

Amava o Mestre - pensava, presunçoso -, entretanto, competia-lhe cuidar dos interesses d’Ele.

A vaidade absorvia-o.

A paixão pelas riquezas transitórias empolgava-lhe o espírito.

Despreocupado das necessidades próprias, intentava resolver os problemas do Senhor, perante as forças políticas do tempo. Valer-se-ia da influência prestigiosa dos sacerdotes, movimentaria Jerusalém, tomaria o cetro do povo israelita, em obediência às tradições dos reis e juízes do passado e, logo que fosse consolidado o poder, restituiria a Jesus a direção, a honra, a chefia...

O Mestre ensinava a concórdia, a tolerância, a paciência e a esperança, mas, como efetuar as reformas necessárias, através de simples atitudes idealistas?

E o discípulo, em atitude de homem escravizado à ilusão, aguardava Caifás, que não se fez esperar muito tempo.

Na sala enorme, iniciaram discreta conversação.

O sumo-sacerdote, após abraçá-lo com fingida simpatia, observou, em tom cordial:

- Com que então o Templo tem a felicidade de contar com a sua valiosa colaboração!

- Ah! sim, é verdade - exclamou o leviano aprendiz, sentindo-se envaidecido.

Caifás, consciente da própria importância na administrarão de Jerusalém, voltou a dizer:

- Precisávamos de alguém, com bastante coragem, para salvar o Messias Nazareno.

- Oh! Sim - disse Judas, contente -, compreendo a situação.

- De fato - prosseguiu o chefe do Templo - necessitamos de um rei que nos restaure a liberdade política e, em boa hora, os galileus nos oferecem tal oportunidade.

Aliás, tenho muito prazer em tratar com a sua pessoa, homem providencial na realização, que não perde tempo com palavras ociosas. Tentei abordar indiretamente outros homens daqueles que acompanham o Nazareno, porém, todos eles, ao que me pareceu, são esquivos e indecisos.

Creia, no entanto - e elevou muito o diapasão de voz, impressionando o interlocutor pela, segurança verbal -, creia, porém, que o seu gesto, anuindo aos nossos propósitos, apressará a vitória do Messias, conferindo elevados títulos aos seus companheiros.

Terão eles destacada posição de domínio e sentar-se-ão na assembléia mais alta do povo escolhido. É tempo de libertarão e, certo, Jesus é o rei que Jeová nos envia.

Judas não cabia em si mesmo, tal o contentamento que lhe tornava o coração.

Preocupado, no entanto, com a situação do Profeta, a quem tanto devia, perguntou, humilde:

- E o Mestre?

Dissimulou Caifás os sentimentos sinistros que lhe vagavam na alma e respondeu em voz quase doce:

- Compreenderá, certamente, a necessidade das medidas aparentemente rigorosas.

O Mestre, por exemplo, segundo o plano estabelecido, será preso, por uma questão de segurança pessoal. Será detido, a fim de que se coloque a salvo de qualquer incidente desagradável, enquanto nos valeremos da grande aglomeração de patriotas na cidade para proclamar a nossa independência. Liquidada a vitória inicial, com a submissão das autoridades romanas, coroaremos o Messias, que ostentará o cetro do poder.

O discípulo exultava.

Conhecedor antigo dos efeitos da lisonja nos corações indisciplinados e invigilantes, Caifás continuou:

- O meu prestimoso amigo, até que se resolva a situação em definitivo, chefiará os companheiros e receberá as homenagens que lhe são devidas.

Tomará o lugar do Messias, provisoriamente, e ditará ordens, até que ele próprio, com a garantia desejável, possa assumir o poder.

Satisfeitíssimo, o visitante indagou:

- E que devo fazer inicialmente?

O sacerdote perspicaz respondeu com naturalidade:

- Não temos tempo a perder. Formaremos a documentação necessária.

- Como devo fazer? - perguntou ainda o aprendiz enganado.

- Chamarei as testemunhas - esclareceu o sumo sacerdote - e, perante nós, responderá afirmativamente a todas as interrogações que lhe forem dirigidas. Não precisará informar-se quanto a particularidade alguma. Bastará responder “sim” a todas as perguntas formuladas.

Posso dispor de sua lealdade?

Judas não hesitou.

Estava decidido a seguir as instruções, de modo incondicional.

Mais alguns minutos e organizou-se pequena assembléia, com juízes e testemunhas.

Dois escribas perfilaram-se para fixar as declarações.

Formada a reunião, o sumo sacerdote chamou o denunciante e iniciou o interrogatório:

- É discípulo de Jesus, o Nazareno?

Confiante, Judas respondeu:

- Sim.

- Vem fazer declarações ao Sinédrio, como judeu convicto da santidade da lei?

- Sim.

- Afirma que o Messias Nazareno pretende ser o rei de Israel?

- Sim.

- Assegura que ele promete a revolução contra o poder de César e a autoridade de Antipas?

- Sim.

- É verdade que Ele odeia os romanos?

- Sim.

- Deseja, de fato, aproveitar a Páscoa, para começar a rebelião?

- Sim.

- Declarará a emancipação política de Israel, imediatamente?

- Sim.

- Promete lutar contra quaisquer obstáculos para derrubar as combinações políticas existentes entre Roma e esta província, no sentido de coroar-se rei?

- Sim.

De posse das declarações comprometedoras, Caifás interrompeu o inquérito, mandou que Judas esperasse na ante-sala e iniciou providências junto de romanos e judeus, para que Jesus fosse preso, imediatamente, como agitador político e explorador da confiança pública.

Em breves horas, um grupo de soldados postava-se nas vizinhanças do Templo, à espera da ordem final, e Caifás, compensando Judas com algum dinheiro, fez-lhe sentir a necessidade de sua orientação na prisão inicial do Messias, assegurando que, em breve tempo, se cumpriria a redenção de Israel.

O discípulo invigilante foi à frente de todos e encaminhou a triste ocorrência.

E, quando os fatos marcharam noutro rumo, debalde o Iscariote procurou avistar-se com as autoridades, tão pródigas em promessas de poderes fascinantes.

Findo o processo de humilhações, encarceramento, martírio e condenação de Jesus, o aprendiz infiel conseguiu encontrar o sumo sacerdote e alguns intérpretes da lei antiga, em animada conversação no Sinédrio.

Em lagrimas, Judas rogou que fosse interrompida a tragédia angustiosa da cruz, e sentindo, tarde embora, que fora vítima da própria ambição, devolveu as moedas de prata, exclamando, de joelhos:

- Socorrei-me!... Cometi um crime, traindo o sangue inocente!... A vaidade perdeu-me, tende compaixão de mim!...

Os interpelados, porém, como velhos representantes da ironia humana, responderam simplesmente:

- Que nos importa? Isso é contigo...

 (Texto recebido em email do divulgador Antonio Sávio, Belo Horizonte, MG)

Arquivo: Peterssen-JudasIscariot.jpg

Judas Iscariotes. Óleo sobre tela de Eilifi Peterssen.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Peterssen-JudasIscariot.jpg

 

Arquivo: P.  Molnár As Trinta Peças de Prata 1909.jpg

Judas recebendo trinta moedas de prata por trair Jesus . Óleo sobre tela de János Pentelei Molnár. 1909.

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Thirty_pieces_of_silver

Judas devolvendo as trinta moedas de prata. Painel de óleo em carvalho por Rembrandt. Imagem/fonte:

 https://en.wikipedia.org/wiki/Judas_Repentant,_Returning_the_Pieces_of_Silver#/media/File:Judas_Returning_the_Thirty_Silver_Pieces_-_Rembrandt.jpg

Cristo diante da Caifás. Óleo sobre tela de Matthias Stom

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mattias_Stom,_Christ_before_Caiaphas.jpg

 

 

Registro. Atividades do Projeto Chico Xavier na tarde deste sábado 07-02-2026. Araçatuba, SP

 

Após a prece de abertura as 16 horas várias pessoas vão ao local de alimentos e preparam para os inscritos da casa, outros preparam diversos alimentos para serem servidos aos presentes, inclusive o de jantar;  evangelização para crianças e jovens.. Palestra por Ricardo Antônio Dos Anjos.  Fotos de Eliene Passos e  de Émerson Gratão.

Informação recebida de Émerson Gratão

 

Fotos acima de Émerson Gratão

Fotos acima de Eliene Passos

 

 

 

 Abrigo Ismael na manhã deste domingo 08-02-2026

 Araçatuba, SP 

Com início as 9 horas após a prece inicial de Fábio Cruz, palestra pelo orador da cidade de Guararapes, SP, José Celso Victorelli  com o tema: “Coragem de ser Feliz””. Ao mesmo tempo evangelização para crianças e ao final houve a aplicação de Passe para os presentes.  Prece de encerramento por Rita de Cassia Zucon.

Fotos de Ismael Gobbo.   

 

 

 

 

 

[920-JornalMundoMaior] PROEZA.

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PROEZA.

Existe na paciência determinado ápice, às vezes, pouco lembrado.

 

Efetivamente, é com a paciência que se ouvem acusações indébitas, sem reações violentas, que suportamos as vicissitudes da existência, sem nos queixarmos; que se toleram as ironias e os sarcasmos dos adversários gratuitos; que se atravessam com serenidade os espinheirais da incompreensão que se desenvolvem nos entes mais caros; que se aguentam injúrias e pedradas do desequilíbrio e da ignorância que ainda governam muita gente no mundo.

 

A paciência, em verdade, é a força que nos assegura a calma e o discernimento nas horas amargas; no entanto, é justo lembrar que tão só na paciência encontramos a proeza de saber alguém humilhar-se e esquecer-se, chorar e sofrer, perseverar no bem e sustentar-se na luz do amor ao próximo, apesar de todas as vicissitudes da vida e continuar trabalhando e servindo sem reclamar.

No livro:- LUZ E VIDA-Emmanuel/Chico Xavier.

Magali Inês Brum - Colaboradora.

 

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Pesquisa: Estudo sobre mediunidade ostensiva (2026)

Olá!

Você já deve nos conhecer da Pesquisa Nacional Espírita (PNE), realizada desde 2015. Estamos com nova pesquisa neste ano.

Se você é médium ostensivo, seu relato é muito importante. Estamos conduzindo o Estudo sobre Mediunidade 2026, que vai gerar indicadores e boas práticas para fortalecer o trabalho nas casas.

  • Confidencial e em conformidade com a LGPD
  • Questionário com núcleo comum + módulos por mediunidade
  • Duração: ~20 min (pode concluir depois, sem fechar a página)

👉 Responda aqui: https://forms.gle/iapcM2F7abmgiHfA8

Se não for o seu caso, poderia, por gentileza, repassar a médiuns ostensivos do seu Centro?

Agradecemos muito e ficamos à disposição para outras informações.

 

Abraço,

Ivan Franzolim

WhatsApp (11) 98156-0030

https://franzolim.blogspot.com/

[em nome da equipe de pesquisas da PNE]

 

Alguns dados iniciais. Principais mediunidades: Psicofonia (41%), Psicografia (17%), Vidência (12%), Desdobramento (8%), Audiência (7%), Cura sem cortes (6%), Efeitos Físicos (2%), Psicopictografia (1,5%); Sexo feminino (73%); Alimentação: Omnívoro - se alimenta de tudo (83%); Psicofonia: Consciente (54%), Inconsciente (1%), Semiconsciente (45%).

 

PMed 2026 - Resultados iniciais     

Tipos de Mediunidade

Qtd.

Part.

Psicofonia

248

39,9%

Psicografia

100

16,1%

Vidência

81

13,0%

Desdobramento

53

8,5%

Audiência

48

7,7%

Cura (sem cortes)

42

6,8%

Efeitos Físicos

13

2,1%

Psicopictografia

10

1,6%

Psicometria

7

1,1%

Musical

2

0,3%

Cura (com cortes)

0

0,0%

Xenoglossia

1

0,2%

Outras

16

2,6%

Respostas Recebidas

621

100,0%

Participantes

319

 

Mediunidades por pessoa

1,9

 

(Recebido em email de Ivan Franzolim [[email protected]])

 

 

Correio Espírita - Jornal de fevereiro de 2026

Problemas com a mensagem? visualize no navegador.

 

Image

 

Jornal Correio Espírita de fevereiro de 2026

 

Olá

 

Destaques:

- O que é o tempo;
- Quanto tempo que um espírito leva para reencarnar?;
- Descobrindo o sentido da vida;
- Psicologia, espiritismo e carnaval;

Tudo isso e muito mais no Correio Espírita.

www.correioespirita.org.br

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(Recebido em email de Correio Espírita [[email protected]]

 

 

[919-JornalMundoMaior] AVE MARIA.

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AVE MARIA.

Ave Maria! Senhora

Do amor que ampara e redime,

Ai do mundo se não fora

A vossa missão sublime!

 

Cheia de graça e bondade,

É por vós que conhecemos

A eterna revelação

Da vida em seus dons supremos.

 

O Senhor sempre é convosco,

Mensageira da ternura,

Providência dos que choram

Nas sombras da desventura.

 

Bendita sois vós, Rainha!

Estrela da Humanidade,

Rosa mística da fé,

Lírio puro da humildade!

 

Entre as mulheres sois vós

A Mãe das mães desvalidas,

Nossa porta de esperança,

E Anjo de nossas vidas!

 

Bendito o fruto imortal

Da vossa missão de luz,

Desde a paz da Manjedoura,

Às dores, além da Cruz.

 

Assim seja para sempre,

Oh! Divina Soberana,

Refúgio dos que padecem

Nas dores da luta humana.

 

Ave Maria! Senhora

Do amor que ampara e redime,

ai do mundo se não fora,

A vossa missão sublime!

Espírito Amaral Ornelas/Chico Xavier.

 

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(Recebido em email de

[email protected]; em nome de; jornal_mundomaior@ hotmail.com [[email protected]])

 

 

Casa Editora O Clarim

Matão, SP

 

ACESSE AQUI:

https://www.oclarim.com.br/vampiros-no-amor/p

 

 

 

 

Campanha | Juntos pelo Esporte que Transforma

New Blog Post

 

CAMPANHA | Juntos pelo Esporte que Transforma

Posted by Creche Comunitária Meimei e Oficinas Mário Barbosa, 1

 

💙 Aqui, o esporte também educa, acolhe e transforma. Nas Oficinas do GEPAR, cada bola lançada é uma oportunidade de aprendizado, cada jogo ensina respeito, cooperação e autoestima. 🏀⚽ Nossas crianças e adolescentes se desenvolvem por meio do esporte, criando vínculos, disciplina e confiança para a vida. Esse trabalho só é possível porque existe uma rede de pessoas que acredita, participa e pertence a essa missão. Agora, precisamos de apoio para continuar oferecendo atividades esportivas com...

 

 

 

 

Copiado de https://geparpromocaointegral.org.br/so/f8Pmehw3u?languageTag=pt&cid=e88290f4-5f91-4ef9-a6ef-c667a09554bd

Email de Gepar [[email protected]]

 

 

ESTÁ DISPONÍVEL NA INTERNET O JORNAL “O IMORTAL” DE FEVEREIRO (se puder, divulgue)

Amigo(a) das lides espíritas:

Leia a edição de fevereiro do jornal O IMORTAL, que traz, entre muitos assuntos, uma entrevista com a pedagoga Milena Barbosa Juliatti, de Jundiaí (SP) e uma reportagem sobre O Novo Centro Espírita, promovido pela Editora Correio Fraterno.

O acesso ao jornal é livre e gratuito. Para acessar a edição, clique aqui: https://www.jornaloimortal.com.br/Home

Muito obrigado pela divulgação que puder fazer em sua Casa Espírita e junto a amigos e familiares.

Um forte abraço e ótima semana para todos os seus.

 


Astolfo O. de Oliveira Filho

Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden

86701-865 - Arapongas, PR

 

 

 

 

ACESSE SE E QUANDO QUISER:  

1. Blog Espiritismo Século XXI – http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br/

2. Revista O Consolador - https://www.oconsolador.com.br/  

3. EVOC Editora - http://www.oconsolador.com.br/editora/evoc.htm  

4. Jornal O IMORTAL - http://www.jornaloimortal.com.br/Home

 

(Recebido em email de  Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]])

 

 

Jornal Momento Espírita. Centro Espírita Amor e Caridade. Bauru, SP. Acesse abaixo

 

ACESSE AQUI:

https://ceac.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Jornal-Momento-Esp-fev-26_compressed.pdf

 

 

(Recebido em emails de [email protected]  e de Leopoldo Zanardi)

 

 

Palestra na Sede da C.E. Maria Benta

Jabaquara, São Paulo, capital

 

 

 

 

 

Programação de palestras  Instituição Beneficente Nosso Lar fevereiro 2026. São Paulo, capital

Olá Ismael, espero que  esteja bem.

Segue em anexo a programação de palestras e do Café Cultural do mês de fevereiro de 2026.

 

Abraço fraterno,

Clodoaldo de Lima Leite 

Presidente Voluntário da IBNL

 

Ajuda-te (Casimiro Cunha)

 

"...Caridade, gentileza,

Auxílio, calma e perdão
São das preces mais sublimes
Em teu altar de oração..."

 

 

 

 

(Recebido em email de Clodoaldo Leite [[email protected]])

 

 

Lançamentos | Pestalozzi, educador da humanidade e Por que voltamos

 

ACESSE AQUI:

https://www.oclarim.com.br/

 

 

Jornal AGENDA CRISTÃ - Rancharia (SP) - Dezembro.2025 / Janeiro.2026

 

(Recebido em email de Francisco Atilio Arcoleze [[email protected]])

 

 

Edição 125 da Folha Espírita Francisco Caixeta

Araxá, MG. Acesse abaixo:

 

 

ACESSE AQUI:

http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol125.pdf

 

(Informação de Folha Espírita Francisco Caixeta [[email protected]])

 

 

Site da Federação Espírita Brasileira

Brasília, DF

 

Clique aqui:
https://www.febnet.org.br/portal/

 

 

NASCIMENTO DE FRANCISCO VIEIRA PAIM

PAMPLONA/ 8 DE FEVEREIRO DE 1872

Clique aqui:

https://www.febnet.org.br/portal/2026/02/08/nascimento-de-francisco-vieira-paim-pamplona-8-de-fevereiro-de-1872/

 

 

 

Nascimento de Francisco Vieira Paim Pamplona/

8 de fevereiro de 1872

 

https://www.febnet.org.br/portal/wp-content/uploads/2024/02/POST_PRESIDENTE_Francisco-Vieira-Paim-Pamplona.jpg

 

Francisco Vieira Paim Pamplona (8 de fevereiro de 1872, Sampaio-RJ, 4 de março 1955, Rio de Janeiro) não era visto à frente dos espíritas, mas sempre em meio aos espíritas. Seu nome não aparecia nos jornais e eram escassos os informes a respeito de sua vida. Sua voz não se ouvia nas tribunas, mas, em sua longa carreira doutrinária, ensinava por meio do exemplo. 

Foi presidente, por vários anos, do Asilo de órfãos “Anália Franco” e continuou sempre como membro do seu conselho administrativo. Fazia parte também do conselho da Maternidade “Casa da Mãe Pobre”. 

Emérito educador, fundou em 1923, com o Dr. Eurico da Cunha Rabelo, diretor do Instituto Rabelo, o Colégio Maria de Nazaré, onde usavam métodos racionais e naturais, consoante modernos processos pedagógicos com orientação espírita, atentando sempre para a tolerância religiosa.

Na Federação Espírita Brasileira foi chamado a prestar serviços em muitos postos, inclusive o de presidente em 1927 e 1928. Posteriormente foi membro nesta mesma casa do Conselho Fiscal e do Conselho Superior, funções que exerceu até à desencarnação.

Leia mais sobre sua história: Biografia de Francisco Paim Pamplona.

 

 

(Copiado de https://www.febnet.org.br/portal/2026/02/08/nascimento-de-francisco-vieira-paim-pamplona-8-de-fevereiro-de-1872/)

 

 

FEP- Federação Espírita do Paraná

Curitiba

 

Clique aqui:
http://www.feparana.com.br/

 

 

 

 

 

CEERJ- Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, capital  

Clique aqui:
https://www.facebook.com/CEERJOFICIAL/?locale=pt_BR

 

 

 

Federação Espírita do Estado do Espírito Santo

Vitória

 

Clique aqui:

https://www.facebook.com/feeesoficial/?locale=pt_BR

 

 

 

Abrigo Ismael

Araçatuba, SP

Quer ajudar o Abrigo e não sabe como?

Doando sua nota fiscal paulista, você estará ajudando nossas vovós. Faça a doação on line de seu cupom fiscal para o Abrigo Ismael! É fácil, rápido, você ajuda a entidade e ainda tem 2,5 vezes mais chances de ser sorteado!

 

(Copiado de https://web.facebook.com/abrigoismael/?locale=pt_BR&_rdc=1&_rdr)

 

 

 

Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti –

O Pensamento” - Vol 1

 

Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti - O Pensamento” - Vol.1

Organizado por Álvaro Pinto de Arruda. 

https://www.editoraceac.com.br/loja/produto/o-pensamento

WhatsApp- Editora

14 99164-6875

 

 

 

(Recebido em email de Tânia Simonetti [[email protected]])

             
 

O Consolador. Revista Semanal de Divulgação Espírita.

Londrina, PR. Acesse abaixo:

 

ACESSE AQUI:

http://www.oconsolador.com.br/ano19/960/principal.html

 

 

 

Grupo de Estudos Espíritas Chico Xavier

Boletim semanal – Ano XI. 2a semana de Fevereiro de 2026

GEECX_LogoOriginal.png

Grupo de Estudos Espíritas Chico Xavier

Boletim semanal – Ano XI

2a semana de Fevereirode 2026

 

GEECX_LogoOriginal.png

 

A sacralização dos cargos; A nova era no pensamento espírita; Frase de Jesus sobre escândalos na visão espírita; Filme sobre Benedita Fernandes será exibido em São Paulo; Espiritismo: das obras básicas, as vivências e visão de futuro; Contexto histórico e elaboração de “O Evangelho segundo o Espiritismo”; Confraternização na Casa do Caminho; Visita e ações no Centro de Cultura e Documentação – CCDPE; Monturo

 

Artigo:

- A sacralização dos cargos:

https://grupochicoxavier.com.br/a-sacralizacao-dos-cargos/

 

Estudo do Evangelho:

- A nova era no pensamento espírita:

https://grupochicoxavier.com.br/a-nova-era-no-pensamento-espirita/

 

- Frase de Jesus sobre escândalos na visão espírita:

https://grupochicoxavier.com.br/frase-de-jesus-sobre-escandalos-na-visao-espirita/

 

Notícias:

- Filme sobre Benedita Fernandes será exibido em São Paulo:

https://grupochicoxavier.com.br/filme-sobre-benedita-fernandes-sera-exibido-em-sao-paulo/

 

- Espiritismo: das obras básicas, as vivências e visão de futuro:

https://grupochicoxavier.com.br/espiritismo-das-obras-basicas-as-vivencias-e-visao-de-futuro/

 

- Contexto histórico e elaboração de “O Evangelho segundo o Espiritismo”:

https://grupochicoxavier.com.br/contexto-historico-e-elaboracao-de-o-evangelho-segundo-o-espiritismo/

 

- Confraternização na Casa do Caminho:

https://grupochicoxavier.com.br/confraternizacao-na-casa-do-caminho-3/

 

- Visita e ações no Centro de Cultura e Documentação - CCDPE:

https://grupochicoxavier.com.br/visita-e-acoes-do-centro-de-cultura-e-documentacao-ccdpe/

 

Mensagens:

- Monturo:

https://grupochicoxavier.com.br/monturo/

 

o0o

 

“[...] emitindo vibrações santificantes, expulsarão a treva e a maldade, e serão facilmente conhecidos, entre os homens espantados, porque falarão sempre na linguagem nova do sacrifício e da paz, da renúncia e do amor.” –Emmanuel.

 

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 174. FEB)

 

o0o

Com fraternal abraço,

Equipe GEECX

 

 

 

 

 

(Recebido em email de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]])

 

 

Uma caixa mágica

 


Sidney Fernandes[email protected]

Uma garota de 14 anos está sentada em frente a uma mesa redonda e segura uma cesta em cuja parte inferior está encaixado um lápis. Ela está, aparentemente, desenhando espirais, que se transformam em letras e palavras, criteriosamente analisadas por vários homens elegantes que a cercam. Ela estranha a seriedade daqueles senhores e, de vez em quando, ri, descontraidamente. Assim como ela, que se chama Julie, e sua irmã, Caroline, 16 anos, da família Baudin, também se dedicam Ruth Japhet e Aline Carlotti, ambas com 20 anos, à nobre arte de escrever, sob a inspiração dos mortos.
Por intermédio das jovens Julie e Caroline, surgiu o primeiro Livro dos Espíritos, com 501 perguntas e respostas, que, consolidadas pelo Professor Rivail — um daqueles atentos senhores presentes na sala de uma fina mansão de Paris do século XIX — criou o Espiritismo. (texto condensado de “Superinteressante”, 30/6/18)
***
Imaginemos as dificuldades por que passou o Codificador, na heroica tarefa que abraçou. Não dispunha de boa iluminação, submetia-se a baixas temperaturas invernais e não possuía sequer uma máquina de escrever. Seus textos eram manuscritos, a bico de pena, muito antes da primeira caneta-tinteiro (1884) e, mais ainda, dos computadores e da internet.
Apesar de atacado pela imprensa, pela igreja, pelos materialistas e até por correligionários, iniciou-se no intercâmbio com o além, propôs milhares de indagações aos inteligentes espíritos que o assistiam e provou a anterioridade e a continuidade da vida.
Não esqueçamos a questão financeira. Os primeiros livros foram custeados integralmente por Rivail que — pasmem — abriu mão de seu nome respeitado, em favor da assinatura Allan Kardec, então incógnita no meio intelectual parisiense.
Lembremo-nos ainda das composições gráficas, revisões e acertos, sem qualquer equipamento, a não ser o apoio da culta e doce esposa, Professora Amélie Boudet, tudo feito com esmero e consciência da tarefa grandiosa que desempenhava.
***

Fiquemos com Richard Simonetti:
— Tão grandiosa quanto a própria Codificação foi a ação do Codificador. “O Livro dos Espíritos” é uma caixa mágica que deve estar sempre aberta em nossas mãos, pois libera dons sagrados de conforto e esclarecimento que, mais que simples esperança, oferecem-nos segurança diante da vida e alegria de viver. Nele está o substrato da sabedoria humana, que nos permite ensaiar um comportamento melhor e uma participação mais ativa pela construção de um mundo melhor. Vivenciá-lo plenamente é desafio para séculos. Divulgá-lo exige apenas um pouco de boa vontade.
 

(Recebido em email de [email protected])

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtHckszB4B3Nzd7pmhmYYxYVcbCKxhTG81M6vKbJ__zMX2CMp29t53a4lw3fzjdFLUspiYT-h3nw6TGs-fgF3nUPe-U_1QQ-b6_hn1_e7HcGTNZ2XjIu8vFJ-bk1DKH3dFr0t68UfX4O24/

                       Allan Kardec. Óleo sobre tela por Nair Camargo. Foto Ismael Gobbo.

 

Allan  Kardec, codificador do Espiritismo,   nasceu na cidade de Lião, França, em 3 de

outubro de  1804 e  desencarnou na  cidade de Paris, França, em 31 de março de 1869.

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCZijhPdp2xRER8ShgiY4pz7y16YwP78TOcKvAifRM8v27E6z-QyvorrRGSVqMEYrXWoWA0aeYENNjjb7IrNLwMxnbaaKtcm1ZfHYbbVvzCMzhp5jz-KiTp1vPXRlvcaGXTmnJK6Jf1hLk/

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihvye1K48O3IAoL1oc9uFxAQue9ZZuzSM1kuT9OkZa6s9S34aPTWve7KZQxRqogQ1zPwDJbrdPIlQonr8CAQC3xkSvVhx_pejP0Lnd3XNcHKdkG7EUx96NAVeHi-p6nCum-aQdE9fCoPW1/

Richard Simonetti  e público no lançamento de seu 60º. Livro “Amor de Provação” na

Livraria Saraiva  no Center Norte dia 25/06/2016. Fotos: Ismael Gobbo

Richard Simonetti grande escritor desencarnou em 3 de outubro de 2018

             
 

ENTREVISTA COM HERMINIO MIRANDA EM CAXAMBÚ-MG. PUBLICADA NA FOLHA ESPÍRITA, SÃO PAULO, MARÇO/2003 (POR ISMAEL GOBBO)

HERMINIO MIRANDA EM CAXAMBÚ, MG
FOTO POR D. INEZ, SUA ESPOSA

O respeitado escritor Hermínio Miranda tem cerca de 40 Livros publicados. Seus direitos autorais dedicou-os às obras assistenciais - da FEB, do Lar Emmanuel (Correio Fraterno do ABC), do Caminho da Redenção, do Centro Espírita Amantes da Pobreza (O Clarim), do Centro Espírita Léons Denis, e da favela à qual, ele próprio, presta assistência. Na mocidade, escreveu ficção, foi premiado em concursos literários e recebeu crítica lisonjeira de Eloy Pontes ( O Globo), Monteiro Lobato e Agripino Griecco (estes dois em carta ao

autor), mas compreendeu, desde logo, que seu compromisso era outro. De fato, muitas de suas obras foram dedicadas ao meio espírita, mas depois atingiram o publico em geral. Embora tenha alguns best-sellers, não tem idéia do número de exemplares vendidos. Quanto aos temas, ele crê sejam inspirados Pelos Amigos Espirituais. Ponderado, lembrou que “não há uma rejeição ou indiferença em relação ao Espiritismo, especificamente, mas à realidade que a Doutrina Espírita ordenou e colocou com simplicidade e elegância”. Em sua análise, “o Espiritismo continua sendo um movimento minoritário, até mesmo no Brasil, justamente considerado o país mais espírita do mundo”. Segundo observa, “a massa maior das pessoas ainda prefere uma das numerosas religiões institucionalizadas e tradicionais”.

Sereno, não se sente atraído por debates e polêmicas. “Está Claro, para mim, que o Espiritismo tem sua vertente filosófica, Científica e religiosa”. Confiante, não teme o confronto entre Religião e ciência, afinal, Allan Kardec teve a corajosa serenidade de ensinar que a Doutrina está preparada para essa união.

FE - Qual a formação profissional do senhor?

HCM – Minha formação profissional é em Ciências Contábeis, função que exerci na Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, a partir de 1948, em Nova York (entre 1950 e o final de 1954) e, posteriormente, no Rio de Janeiro, de 1957 a 1980, quando me aposentei. Devo acrescentar que no decorrer dos últimos 22 anos, estive sempre no exercício de cargos executivos no primeiro escalão da empresa ou no segundo.

FE - Quando e como foi que o senhor fez sua opção pelo Espiritismo?

HCM – Não fui levado ao Espiritismo por crise existencial ou sofrimento, mas pela insatisfação com os modelos religiosos à minha opção. Alguém – mergulhado em transe anímico regressivo – me diria mais tarde que eu não aceitava tais propostas porque, de alguma forma que não me foi explicada, eu sabia que ali não estava a verdade que eu buscava. Essa atitude de reserva e até de rejeição contribuiu, acho eu, para retardar minha descoberta da realidade espiritual.

Um episódio irrelevante em minha vida desencadeou o processo. Eu quis, no entanto, entrar pela porta da frente. Consultei, para isso, um amigo de minha inteira confiança e ele me indicou com primeira leitura os livros da Codificação. Acrescentou os nomes de Gabriel Delanne e de Léon Denis e me disse, como que profeticamente: “Daí em diante, você irá sozinho”. A surpresa começou com O Livro dos Espíritos. Inexplicavelmente, eu tinha a impressão de haver lido aquele livro antes, mas onde, quando? Antecipava na mente o conteúdo de numerosas respostas . Anos depois, ficaria sabendo que outras pessoas viveram experiência semelhante, entre elas, o respeitável e amado dr. Bezerra de Menezes.

FE - Desde quando o senhor escreve sobre Espiritismo?

HCM –Foi a partir de 1958, quando comecei a escrever regularmente para o “Reformador” e, em seguida, para outras publicações doutrinárias. Permaneci como colaborador assíduo do órgão oficial da FEB até 1980. Meus textos eram assinados nessa primeira fase, com as iniciais HCM. Posteriormente, o amigo dr. Wantuil de Freitas, presidente da FEB, me pediu que arranjasse um pseudônimo para evitar que dois ou mais artigos saíssem com o mesmo nome em um só número da revista. Foi assim que “nasceu” “João Marcos”. A partir de 1976 começaram a sair os livros. Diálogo com as sombras foi o primeiro. Para alegria minha, foi bem recebido.


FE - E quais suas preferências?


HCM – Creio ser difícil para qualquer autor dizer de que livro ou livros gosta mais. É como perguntar a um pai ou mãe, qual ou quais os filhos e filhas de suas preferências. Penso que a gente gosta de todos por motivos diferentes. Tanto quanto é possível considerar minha obra com um mínimo de objetividade e isenção, gosto de Nossos filhos são espíritos, pela surpreendente aceitação que encontrou dentro e fora do movimento espírita, o que também aconteceu com Autismo – uma leitura espiritual. Livros como Cristianismo – a mensagem esquecida, As marcas do Cristo, O evangelho gnóstico de Tomé, Os cátaros e a heresia católica, pela forte ligação emocional que tenho com a temática do cristianismo primitivo. Sobre as explorações intelectuais em território fronteiriço com o do Espiritismo, citaria A memória e o tempo, Alquimia da Mente e, novamente, por motivação diferente da anterior, Autismo – uma leitura espiritual. Como se vê, isto não é propriamente uma lista de preferências, mas uma análise de cada grupo de livros, classificados em assuntos de minha preferência. Sobre a qualidade e o conteúdo dos livros, no entanto, prefiro que fale o público leitor.

FE - O senhor tem algum projeto literário em andamento?


HCM – Tenho dito escrever meus próprios livros do que traduzir os alheios. É verdade, mas, ás vezes me vejo envolvido numa tradução, motivado por fatores que diria imponderáveis, circunstanciais ou subjetivos. Acho que projetos o escritor sempre os tem. Eu também; talvez mais do que deveria ou poderia ter. No momento, traduzo The sorry tale, discutido livro mediúnico da autora espiritual que se identificou como Patience Worth, ao escrevê-lo através da médium americana conhecida como Sra. Curran, a partir de 1918. Além de ser um fenômeno literário, a história se passa no tempo do Cristo, da noite em que ele nasceu até o dia em que foi crucificado. É espantoso o conhecimento que a autora espiritual revela da época: a geopolítica, os costumes, a sociologia, a religião, a história e tudo o mais. O tratamento respeitoso e amoroso que ela dá figura de Jesus é comovente. O livro é considerado um fenômeno exatamente por esse grau de erudição histórica e pelo fato de ter sido escrito num inglês um tanto arcaico, o elizabetano do século 17, que faz lembrar Shakespeare e, por isso mesmo, um desafio para o tradutor. A entidade justifica essa linguagem arcaica exatamente para provar que a obra não era da médium, uma jovem senhora dotada de escassos conhecimentos.

FE -- Seu livro mais recente – Os cátaros e a heresia católica – aborda uma doutrina medieval bastante parecida com o Espiritismo. Diga-nos algo sobre isso.

HCM – O estudo sobre os cátaros esteve em minha agenda cerca de 25 anos. Até que chegou o momento em que a própria obra “entendeu” que chegara a hora de ser escrita. Em parte, porque o tema exigia extensas e aprofundadas pesquisas na historiografia especializada francesa. Além disso, procurei sempre obedecer nos meus estudos uma escala de prioridades. Não há dúvida de que o catarismo foi um dos mais convincentes precursores do Espiritismo. Antes dele, o mais promissor e bem articulado foi o movimento gnóstico. A inteligente doutrina cátara foi elaborada a partir do Evangelho de João, de Atos dos Apóstolos e das Epístolas, principalmente as de Paulo. Tive algumas surpresas como a de encontrar referências ao Consolador, que, com tanto relevo figura na Doutrina dos Espíritos. E mais: reencarnação, comunicabilidade entre as duas faces da vida, o despojamento dos cultos, sem rituais e sem sacramentos a não ser o do “consolamentum”. Seu propósito era o de um retorno à pureza original do Cristianismo. E por isso, morreram nas fogueiras da Inquisição...

FE -- Sabe-se de sua limitada atividade como orador, expositor, palestrante ou conferencista. Por que isso?

HCM – Considero-me orador medíocre. E nem me esforcei em desenvolver esse improvável talento, por duas razões: Primeira – sempre sonhei e desejei tornar-me escritor. Sinto-me à vontade com as letras. Segundo – que, no meu entender, não faltam bons oradores, expositores e conferencistas no meio espírita. Eu nada teria a acrescentar ao excelente trabalho que eles e elas têm feito nesse sentido.

FE -- Como tem sido sua atividade em grupos mediúnicos?

HCM – Durante quase 40 anos participei de trabalhos mediúnicos em pequenos grupos. A parte mais importante de minha obra surgiu da experiência adquirida nessa tarefa. Sou grato aos amigos espirituais que guiaram meus passos nessa nobre e difícil atividade, bem como aos companheiros encarnados – médiuns e demais participantes – e às numerosas entidades com as quais dialogamos no correr de todo esse tempo. Costumo dizer com toda sinceridade e convicção que muito mais aprendi com os chamados “obsessores” do que lhes ensinei, se é que o fiz.

FE -- Dispomos hoje de computadores, Internet, e-mail e outras tecnologias destinadas a facilitar a pesquisa. De que forma o senhor deu conta de seu trabalho sem o aparato de hoje?

HCM – O computador me tem sido valioso instrumento de trabalho. Não tanto nas pesquisas, mas na tarefa mesma de escrever. No tempo da falecida máquina de escrever, os textos eram penosamente datilografados, corrigidos à mão ou na própria máquina e posteriormente passados a limpo, duas ou três vezes. Não uso muito a Internet para pesquisa, a não ser quando se torna necessária alguma informação adicional especializada. Ou quando à cata de livros. Isso porque, no meu entender, nada substitui o livro como objeto de estudo, consulta e citação. Obras como as que escrevi sobre o autismo, por exemplo, ou sobre os cátaros ou Alquimia da mente, exigiram preparo maior que só uma boa bibliografia em várias línguas poderia suprir. Em suma: por mais que os entendidos da informática desaprovem, o computador é, para mim, uma excelente e sofisticada máquina de escrever.

FE -- Qual deve ser a postura espírita ante a antiga dicotomia e até confronto entre religião e ciência?

De serenidade e confiança. Não há o que temer. Ao lado de cientistas que têm procurado minimizar ou até demolir aspectos fundamentais da realidade espiritual, temos também, outros tantos que produziram e continuam a produzir impressionante volume de trabalhos científicos que demonstram a validade do modelo adotado pela Doutrina dos Espíritos. Dizem nossos amigos advogados, que o ônus da prova cabe a quem acusa. Que se prove, então, que essa realidade é uma balela ou uma fantasia. Kardec teve a corajosa serenidade de ensinar que a Doutrina teria de estar preparada até para mudar naquilo que fosse demonstrado estar em erro. O que não aconteceu em quase século e meio. Deixou igualmente claro que o Espiritismo é uma doutrina evolutiva e, portanto, aberta e atenta a todos os ramos do conhecimento. Ou seja, não deve deixar-se congelar dentro de um rígido modelo ou procedimento que o isole do que se passa “lá fora” de seu território ideológico.

FE - Assuntos como clonagem, que vêm ganhando espaço na mídia, devem ser tratados pelos espíritas?

HCM – Não tenho dúvidas de que a temática da clonagem nos interessa para estudo e tomada de posição, mesmo porque perguntas sobre esse fenômeno estão sendo dirigidas a nós. “O que você acha disso?” – perguntam-nos. Em artigo intitulado “Xerox de gente” (“Reformador”, julho de 1980) cuidei do assunto, bem como, em outras oportunidades, da criogenia e do transplante. Este, por exemplo, foi tema proposto por Deolindo Amorim, em estudo, do qual participei, no Instituto de Cultura Espírita. Antes disso, em dois artigos intitulados “O homem artificial”, publicados no antigo “Diário de Notícias”, do Rio, entendia eu o seguinte, em conclusão “...o que se chama um tanto pomposamente de criação do homem em laboratório, se reduz, a uma análise fria do problema, à criação de condições materiais à atuação de um espírito reencarnante.” (Ver De Kennedy ao homem artificial, de Luciano dos Anjos e meu, FEB 1975, p. 285). O problema, portanto, situa-se no açodamento irresponsável de interferir nos mecanismos naturais testados, aprovados e consolidados ao longo dos bilênios. Irresponsável porque não estão sendo levados em conta os aspectos éticos necessariamente envolvidos em tais pesquisas. Pensa-se, por exemplo, em criar com a clonagem, um “estoque” de “peças de sobressalentes” destinadas a repor as que se desgastarem pelo uso e abuso praticados no corpo da pessoa que forneceu o material genético A técnica de congelar cadáveres – criogenia – parte do pressuposto de que a ciência venha a desenvolver no futuro, procedimentos e medicamentos capazes de curar as mazelas de que morreram as pessoas. E os espíritos? “Onde” ficam? Sob que condições? Até quando? Disso, ninguém cuida, pois a entidade espiritual acoplada àquele corpo é totalmente ignorada. Por ignorância mesmo, aquela que não sabe e não quer saber, por mais cultos que sejam os que realizam tais experimentações. Sobre esse tema, escrevi, ainda, há cerca de 30 anos – não tenho, no momento, como precisar a data – um artigo intitulado “Uma ética para a genética”—uma espécie de pressentimento sobre o que estamos agora testemunhando. Em resumo: os espíritas devem, sim, acompanhar a movimentação de idéias, fatos, estudos e pesquisas, no mínimo para se informarem do que se passa e para que continuem confiando nas estruturas doutrinárias que adotaram.

FE -- Gostaríamos que falasse sobre Chico Xavier e seu papel no contexto espírita.

HCM – Não há muito que dizer. Chico é uma unanimidade. Portou-se com bravura e digna humildade. Anulou-se como pessoa humana, para que por ele falassem seus numerosos amigos espirituais. Não há dúvida de que ampliou os horizontes desvelados pela Doutrina dos Espíritos, sem por em questionamento nenhum de seus princípios básicos; pelo contrário, os confirmou, sempre olhando para frente. O trabalho que nos chegou através dele demonstra que se pode expandir os horizontes da Doutrina dos Espíritos sem a mutilar.

FE -- Que acha o senhor do movimento espírita brasileiro? Vai bem?

HCM -- Não me considero com autoridade suficiente para uma avaliação do movimento espírita. Por contingências profissionais, não me foi possível participar dele como o desejaria, mas não apenas por isso. Tive de fazer uma opção e toda opção tem certo componente limitador, porque exclui outras. Minha prioridade era escrever. Isso tem sido uma espécie de compulsão, por ser, creio eu, a principal tarefa que me teria sido confiada ao me reencarnar. E para escrever, você precisa ler, ler muito, estudar, pesquisar, meditar, organizar suas idéias e expô-las de modo consistente. Não me teria sido possível fazer tudo isso em adição ao intenso trabalho profissional e às tarefas que, porventura, me fossem confiadas no movimento.

FE -- Os princípios básicos da Doutrina Espírita já eram conhecidos na Antiguidade. Quais as civilizações que mais contribuíram para a formação desse patrimônio cultural?

HCM – A pergunta é muito ampla para as limitações de uma simples entrevista. É certo, porém, que os fenômenos de que se ocupa a doutrina são tão antigos quanto o ser humano. O aspecto que me parece mais relevante, neste caso, é o de que a realidade espiritual sobre a qual se assenta a Doutrina dos Espíritos já estava contida nos ensinamentos de Jesus e foi ele próprio que dirigiu a equipe que trabalhou com Kardec.

FE -- Como o senhor considera o papel de Allan Kardec na elaboração dos livros básicos da Codificação?

HCM – Seria ocioso repetir o que já sabemos. O papel dele foi fundamental na elaboração dos livros básicos. Sua percepção da relevância do que estava acontecendo com as mesas girantes, sua capacidade para ordenar todo o material que lhe foi entregue, digamos, em estado bruto, em simples cadernos de anotações e a sensibilidade para formular suas perguntas dentro de um esquema racional e seqüencial, evidenciam o acerto de sua escolha para delicada tarefa.

FE -- Fala-se e se escreve muito no meio espírita sobre os três aspectos da Doutrina dos Espíritos. Qual a sua posição nessa questão?

HCM – Não me sinto atraído por debates ou polêmicas, como o que às vezes se armam em torno de questões como essa. Está claro, para mim, que o Espiritismo tem sua vertente filosófica, a científica e a religiosa. Ao falar sobre isso, tenho em mente Religião com maiúscula; com todo o respeito devido, não me refiro às várias denominações cristãs contemporâneas. Mesmo porque o Cristo não fundou religião alguma – ele se limitou a pregar e exemplificar uma doutrina de comportamento, ou seja, como deve o ser humano portar-se perante o mundo, a vida, seus semelhantes e, em última análise, diante de si mesmo e da divindade. Ao que sabemos, jamais o Cristo cogitou de saber se sua doutrina devia ou não ser caracterizada como religião. E, no entanto, é religião, no seu mais puro e amplo sentido, de vez que cuida de nossa relação com as leis divinas. Minha opção prioritária, por assim entender, é pelo aspecto religioso do Espiritismo, sem, contudo, ignorar ou minimizar os demais. Nada tenho e nem poderia ter, contra os que pensam de modo diferente. Não vejo como nem por que disputar coisas como essa. Tenho eu de desprezar, combater, hostilizar, odiar e até eliminar aquele que não pensa exatamente como eu? Se você prefere cuidar do vetor científico ou do filosófico, tudo bem. Solicitado, certa ocasião, a um pronunciamento dessa natureza, entreguei pessoalmente ao eminente e saudoso companheiro dr. Freitas Nobre, um pequeno texto sob o título “Problema inexistente”, que ele mandou publicar em “Folha Espírita”. Por que e para quê todo esse debate? Começa que a posição a ser assumida ante o problema depende da conceituação preliminar do que se entende por religião. De que tipo de religião estaríamos falando?

FE -- Como o senhor situa o pensamento do Cristo no contexto da Doutrina Espírita?

HCM – Kardec sabia muito bem o que fazia ao adotar a moral do Cristo. Afinal de contas e, ainda repercutindo a temática da pergunta anterior, o Espiritismo nos pede mais, em termos de comportamento e reforma íntima, do que a ciência e a filosofia. Há quem me considere místico, mas o rótulo não me incomoda; ao contrário, acho-o honroso e o aceito assumidamente. Não consigo imaginar minha vida – e a vida, em geral – sem os ensinamentos do Cristo. Como sou um obstinado questionador, tenho, pelo menos, duas perguntas a formular: “Que é ser místico?” E, antes dessa: “O que é misticismo?” Um amigo meu, muito querido, costumava dizer-me isso, naturalmente, sem a mínima conotação crítica, como quem apenas enuncia um fato. Regressou antes de mim ao mundo espiritual. Passado algum tempo, manifestou-se em nosso grupo mediúnico e entre outras coisas, me disse: “Você é que estava certo.”

FE -- Deixamo-lo à vontade para algo mais que queira acrescentar.

HCM – Certa vez fui convidado por uma freira, amiga da família, para um encontro com seus alunos de teologia numa universidade brasileira. No dia e hora marcados, lá estava eu. Ela é doutora em teologia e sabia, naturalmente, de minhas convicções, e foi por isso mesmo que me convidou, concedendo-me oportunidade de verificar o quanto sua mente é arejada e despreconceituosa. Perguntei-lhe sobre o que ela desejava que eu falasse. Ela propôs dois pontos: a reencarnação e como o Espiritismo considerava a figura de Jesus. Dito isso, foi sentar-se modestamente entre seus alunos e, como eles e elas, formulou várias perguntas. Passamos ali, umas duas horas numa conversa fraterna, animada e desarmada.

Digo que ela escolheu bem os temas, porque, na minha maneira de ver, a reencarnação é o cimento que mantém os diversos aspectos da realidade espiritual consolidados num só bloco. Uma vez admitida a reencarnação, tudo o mais se encaixa no seu lugar com precisão milimétrica. Isso porque, sendo como é uma realidade por si mesma, uma lei natural e não objeto de crença ou de fé, a reencarnação pressupõe existência, preexistência e sobrevivência do ser à morte corporal, bem como a lei de causa e efeito, que regulamenta nossas responsabilidades perante a vida. Mais: a reencarnação exclui do modelo dito religioso, qualquer possibilidade ou necessidade de céu, inferno ou purgatório como “locais” onde se gozam as benesses da vida póstuma ou se sofrem as conseqüências de erros e equívocos cometidos. Do ponto de vista da teologia dita cristã contemporânea, portanto, a reencarnação é uma doutrina subversiva, no sentido de que desmonta todo um sistema teórico de idéias e conceitos tidos por irremovíveis.

Quanto ao Cristo, não há o que discutir, é a mais elevada entidade que passou pela terra.

Acho que a ilustrada irmã gostou da minha fala, dado que algum tempo depois, me convidou novamente, desta vez para falar a um grupo de sacerdotes católicos já ordenados e seminaristas em final de curso. Que também foi um conversa amena, fraterna e franca

HERMINIO MIRANDA AO COMPUTADOR.
FOTO POR SUA ESPOSA D. INEZ, EM CAXAMBÚ, MG

 

 

O GRANDE VULTO DO ESPIRITISMO HERMINIO MIRANDA

DESENCARNOU EM 8 DE JULHO DE 2013

 

 

 

Biografia de Jacques Aboab

(15-04-1889- 05-02-1969)

    

        Nasceu em Constantinopla, atual Istambul, capital da Turquia, no dia 15 de abril de 1889. Desencarnou no Rio de Janeiro em 05 de fevereiro de 1969.

Judeu de nascimento viveu sua infância na Argélia, ao norte da África. Na adolescência transferiu-se para a França, onde se dedicou na faina de vendedor ambulante, percorrendo todo aquele país, desde a Bretanha ao Midi e do Atlântico à Lorena, ganhando duramente a vida nessa laboriosa tarefa.

Ainda como vendedor ambulante, percorreu vários países da Europa e do Oriente próximo, principalmente a Grécia e o Egito. Posteriormente viajou para a América do Sul, estando em vários países.

Finalmente fixou-se definitivamente no Brasil, e com o seu espírito nômade, percorreu todo o país, repetindo aqui a sua experiência da França, no constante labor pela sobrevivência.

Com seu baú de miudezas, ia de porta em porta. Nessas andaças conheceu a Doutrina Espírita, em Recife-PE. Com o convite de amigos visitou a "Casa dos Espíritas de Pernambuco", o seu primeiro contato com a Doutrina, fazendo-se adepto sincero e fervoroso.

Transferindo-se para o Rio de Janeiro-RJ, frequentou os Centros Espíritas, levando sua palavra e sua fé imorredoura nas promessas de Jesus, que amou com toda a sua alma. Alguns anos depois, fundou o Grupo Espírita André Luiz.

Logo começou a ser solicitado como orador de Semanas Espíritas, confraternizações e outros acontecimentos. Viajou por vários estados do Brasil levando a sua palavra evangelizada. Onde quer que se organizasse uma Semana Espírita, lá estava o Jacques, como ave canora, com sua ternura e seu amor.

Como espírita deixou uma folha enorme de serviços prestados. Fundou várias instituições, trabalhou e cooperou eficientemente, na certeza absoluta da imortalidade da alma, dando tudo de si. Muito se destacou na tarefa de pregador, pela sua maneira dócil e interpretativa dos textos e parábolas evangélicas, vivendo-as com sentimento sem igual, prendendo a atenção da assistência que acorria em massa para ouvi-lo.

O médium Peixotinho trabalhou por vários anos ao seu lado, no Grupo Espírita André Luiz, com a sua mediunidade de efeitos físicos, produzindo materializações e curas.

Foi diretor da Maternidade Casa da Mãe Pobre, respeitável instituição que mereceu todo o seu trabalho e dedicação.

Possuidor de liderança, seus atos condiziam com os ensinamentos pregados. Muitos o chamavam de papai Jacquestal o respeito e a admiração que sua figura infundia na alma de seus amigos, principalmente da mocidade pela qual era muito querido e estimado.

  Amigo de nossa Escola e de Clóvis Tavares, tendo-a visitada por diversas vezes.

 

        Texto baseado no Livro Personagens do Espiritismo, de Antônio de Souza Lucena e Paulo Alves Godoy - Edições FEESP.

Comissão da Mémória da Escola Jesus Cristo 10:57

Benfeitor(a) espiritualBiografia

 

 

 

(Texto copiado de http://escolajesuscristo1935.blogspot.com/2011/04/jacques-aboab-um-amigo-sincero.html)

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(Foto - Jacques Aboab ao lado de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo-MG, na década de 50)

Foto copiada de http://escolajesuscristo1935.blogspot.com/2011/04/jacques-aboab-um-amigo-sincero.html

 

Jacques Aboab nasceu em Constantinopla

 

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Um cartão postal, de 1905, refere-se à cidade como Constantinopla, e ao centro da cidade como Istambul.

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Names_of_Istanbul#/media/File:Constantinople_late_19th_century.jpg

 

Jacques Aboab nasceu em Constantinopla

 

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 Istambul*  com seus inumeráveis minaretes vista do topo da Torre de Gálata. Foto Ismael Gobbo.

 

* Antiga Constantinopla.

 

Jacques Aboab nasceu em Constantinopla

 

 

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Catedral de Santa Sofia, em Istambul, Turquia. A cidade de Istambul também foi chamada Bizâncio e Constantinopla.

Em primeiro plano comércio na Praça Sultanahmet.  Foto Ismael Gobbo

 

Jacques Aboab nasceu em Constantinopla

 

 

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Rio de Janeiro, Brasil. Lagoa Rodrigo de Freitas, Hipódromo da Gávea, à direita e Praia de Ipanema no alto.

Foto desde o  Corcovado. Ismael Gobbo

 

Jacques Aboab nascido em Constantinopla residiu  no Rio de Janeiro onde desencarnou.

 

  

 

 

Francisco Vieira Paim Pamplona

(08-02-1872 / 04-03-1955)

 

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Francisco Vieira Paim Pamplona

Imagem: Reformador, Abril/1955. Febnet

 

Francisco Vieira Paim Pamplona, nasceu no dia 8 de fevereiro de 1872, no Morro do Paim, de propriedade de seu pai, que deu o nome ao lugar, em Sampaio (Guanabara) e, depois, a uma rua no mesmo bairro. Nas terras cariocas passou sua existência, tornando-se espírita e ganhando o respeito de quantos tiveram a oportunidade de conhecê-lo. Seus contemporâneos retratam-no como homem de tenacidade inquebrável, fruto talvez da disciplina de sua vida e de sua educação, desenvolvida na Marinha Brasileira. Nos últimos anos de sua vida, caracterizada por um esforço intenso de servir, Paim Pamplona orgulhava-se de ter o seu nome como o n° 1 no quadro dos sócios vivos da Federação Espírita Brasileira. Era o mais antigo de todos e, igualmente, um dos mais dedicados a ela. Ignora-se de que maneira se fez espírita, todavia o fato de ter começado a freqüentar a FEB ainda quando era um jovem Guarda-Marinha, permite ajuizar que adquiriu a convicção espírita em sua primeira mocidade. Considerando sagrados os seus deveres, desde os mínimos aos máximos, não foi de espantar a sua ininterrupta ascenção na Marinha, até alcançar o posto máximo, isto é, o de Almirante. A alta patente, entretanto, não afetou o seu espírito de humildade modelar, a sua generosidade singela e espontânea, que passava quase despercebida num mundo onde se alardeia muito e em que a exemplificação autêntica se torna escassa. Jamais se impacientava, nunca se aborrecia nem punha em evidência sua autoridade, sua energia acima do vulgar. Além de suas funções na Marinha, foi professor no Colégio Militar, como lente de Geografia; fundou e dirigiu, no Engenho Novo, o "Colégio Nacional". Nos trabalhos doutrinários exerceu com abnegação as mais diversas funções. Na Federação Espírita Brasileira, foi chamado a prestar serviços em muitos postos, inclusive ao de Presidente nos exercícios de 1927 e 1928. Posteriormente, membro, nesta mesma casa, do Conselho Fiscal e do Conselho Superior, funções que exerceu até à desencarnação. Foi Presidente, por vários anos, do Asilo de órfãos "Anália Franco", e continuou sempre como membro do seu conselho administrativo. Era também, membro do conselho da Maternidade "Casa da Mãe Pobre". Em sua longa carreira doutrinária, ensinava através do exemplo. Não era visto à frente dos espíritas, mas sempre em meio dos espíritas Seu nome não aparecia nos jornais e são escassos os informes a respeito de sua vida. Sua voz não se ouvia nas tribunas. É mérito educador, criou em 1923, com o Dr. Eurico da Cunha Rabelo, diretor do Instituto Rabelo, o Colégio Maria de Nazaré, no qual se usaram de métodos racionais e naturais, consoante os mais modernos processos pedagógicos, e sob orientação espírita, observando-se, porém, a mais completa tolerância religiosa. Esse estabelecimento de ensino, destinado apenas a meninas, funcionou por algum tempo à rua Ibituruna, na Guanabara. Em 4 de março 1955, em sua residência à Avenida Maracanã, n.° 411, desencarnou com 83 anos de idade, o Almirante Reformado Francisco Vieira Paim Pamplona, deixando viúva a senhora D. Eleusina Paim Pamplona, mais conhecida, carinhosamente, pelo nome de Biosa, com quem foi casado durante 57 anos, bem como três filhos e três filhas: 0 Coronel Silvio Paim Pamplona, srs. Arnaldo Paim Pamplona, alto funcionário Federal Darcy Paim Pamplona, engenheiro mecânico, e sras. Elza, Milza e Marina, todas casadas e numerosos netos. O velho instrumento de suas atividades materiais foi sepultado no Cemitério de S. Francisco Xavier, em 5 de março de 1955. O Professor Newton de Barros fez o seu elogio fúnebre em discurso vibrante, apresentando as despedidas dos servidores do Espiritismo ao seu modelar companheiro. Diante de um público das mais versas expressão de crença e descrença, aquela despedida se tornou edificante propaganda do ideal espírita que orientou a vida de Paim Pamplona. Assim desapareceu da superfície da Terra um homem que, em 83 anos de existência, ocupando posições de comando, exercendo autoridade, nunca teve um desafeto. Fonte: Revista Internacional de Espiritismo – março/ 1972.

 

(Copiado de https://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Francisco-Vieira-Paim-Pamplona.pdf)

 

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(Copiado de https://www.febnet.org.br/portal/wp-content/uploads/2019/07/Paim-Pamplona.pdf)

 

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Sede histórica da FEB. Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo

 

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Escada na sede histórica da FEB. Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo

 

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Av. Passos vista da janela da sede histórica da FEB. Ao fundo a Praça Tiradentes. Rio de Janeiro. Foto Ismael Gobbo

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Salão na sede histórica da FEB. Rio de Janeiro. Foto Ismael Gobbo

 

  

 

Corina Novelino

(12-08-1912/ 10-02-1980)

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Corina Novelino

Copiado de O Consolador

 

Nascida na cidade de Delfinópolis, Estado de Minas Gerais, no dia 12 de agosto de 1912, e desencarnada em Sacramento, naquele mesmo Estado, no dia 10 de fevereiro de 1980, Corina Novelino foi filha do casal José Gonçalves Novelino e Josefina de Melo Novelino. Teve mais quatro irmãos: Geni, Eusápia, Jandira e Eurípedes Novelino.
Em Delfinópolis passou muito pouco de sua infância. Seus pais transferiram residência para Sacramento quando ela ainda era muito criança. Foi matriculada no Colégio Allan Kardec, fundado e dirigido por Eurípedes Barsanulfo, tendo o privilégio de ser sua aluna, uma oportunidade que soube aproveitar para seguir os seus exemplos. Fez-se querida de toda a comunidade, sendo considerada benemérita educadora e verdadeira dama da caridade, por tudo que realizou em favor daquela cidade, pois ainda jovem ficou órfã de pai e mãe, passando a residir com um casal que lhe dispensou todo o amor e carinho.
A tarefa desenvolvida por Corina Novelino, na cidade de Sacramento, foi das mais relevantes. Desde muito jovem revelou-se um Espírito caritativo, com profundos rasgos de desprendimento, disposto a dar tudo de si em favor dos seus semelhantes.
Com apenas vinte anos de idade, foi convidada por uma denodada seareira, chamada Maria Modesto Cravo, para ajudá-la a administrar um Lar de Crianças, na cidade mineira de Uberaba. Indecisa sobre o convite procurou orientação do médium Francisco Cândido Xavier, então residente em Pedro Leopoldo. Devido ao elevado número de pessoas que procurava o médium, não conseguiu entrevistar-se com ele. Porém, grande foi a sua surpresa quando foi por ele chamada, recebendo de suas mãos bela mensagem assinada pelo Espírito de Eurípedes Barsanulfo, na qual, entre outras coisas, ele dizia: "Corina, você é minha última esperança em Sacramento". Diante do imperativo da mensagem, declinou do convite de Maria Modesta e, reflexionando posteriormente, entendeu que não deveria aceitar o convite para Uberaba, continuando no trabalho que já vinha desenvolvendo em Sacramento,onde fundou o Clube das Mãezinhas, composto de mães caridosas que se dispunham a fazer roupinhas para crianças necessitadas, as quais eram distribuídas semanalmente.
No limiar do ano de 1950, deliberou fundar um Lar para crianças abandonadas. Porém, além de faltar-lhe os meios necessários, não sabia onde nem como implantar essa instituição. A maior rifa realizada em Sacramento propiciou-lhe os meios necessários para adquirir uma casa e ali inaugurar o Lar de Eurípedes.
Aplicava o seu ordenado na manutenção do Lar. Entretanto, o número de crianças aumentava e os recursos tomavam-se assim cada vez mais escassos. A casa havia também se tornado pequena .
Animada de decisão inquebrantável e contando com a ajuda do Alto, decidiu-se a edificar um novo Lar de Eurípedes. O povo de Sacramento e de regiões vizinhas cooperou no empreendimento e, dentro em pouco, surgia o novo prédio, onde foram amparadas mais de 100 crianças e onde a seareira abnegada passou a ser a "mãe Corina". Devido à insuficiência de recursos para a sua manutenção, pois o estabelecimento era mantido quase completamente com o salário de Corina Novelino, houve apelos e o Lar foi reconhecido como órgão de utilidade pública, passando então de internato para semi-internato. Ali as crianças passam o dia, recebendo alimentação, vestuário e educação intelectual e religiosa.
Além de escritora, colaborou também na imprensa, desde que Hamilton Wilson, irmão de Eurípedes, fundou o jornal A Tribuna, em Sacramento. Colaborava também nos jornais Estado do Triângulo  e Jornal de Sacramento, ambos de grande tiragem. Como escritora, legou-nos o excelente livro: Eurípedes. O Homem e a Missão, que veio a lume no centenário de nascimento de Eurípedes. Publicou também Escuta meu Filho, cuja renda reverteu inteiramente para o Lar de Eurípedes. Por muitos anos colaborou ainda com o Anuário Espírita, de Araras. Diversos órgãos da imprensa espírita publicaram os seus artigos.
Foi inegavelmente a devotada continuadora da obra de Eurípedes Barsanulfo. Cumprindo até o fim a missão a que se obrigou, com fidelidade, ao querido Mestre.
Pelo seu espírito de trabalho e compreensão, recebeu o apoio de muitos companheiros, dedicando-se à divulgação da Doutrina. Arregimentou grande número de colaboradores para propagação do sublime ideal. O campo de trabalho de mãe Corina foi verdadeiro celeiro tanto para aqueles que já comungavam o ideal Espírita, como para os neófitos, atraídos por seus exemplos.
Corina Novelino militou durante toda a sua vida no magistério como professora do Colégio Allan Kardec e também do Colégio Estadual de Sacramento. Educou diversas gerações dando total apoio à juventude em todos os seus empreendimentos, com o mais decidido amparo e orientação.
Fundou o Clube das Mãezinhas, convidando senhoras da sociedade sacramentana para costurar roupinhas e enxovais para crianças pobres, hoje sob a direção de Heigorina, considera uma de suas continuadoras, cuja distribuição é feita até para cidades vizinhas.
Vale dizer que o Lar de Eurípedes foi mantido, durante muito tempo, com o ordenado de professora. Em 1976 foi reconhecido como Utilidade Pública Estadual, pelo Decreto n 18.160, de 03/11/1976, tomando a denominação de Instituto de Caráter Promocional e Educativo a Menores, amparando mais de 100 crianças pobres.
Criatura infatigável, sempre disposta a cooperar, Corina Novelino tomou parte saliente na vida socioeconômica, religiosa e cultural de Sacramento. Colaborou em todos os jornais da cidade, prestou colaboração em outros órgãos de divulgação do Espiritismo e em uma revista editada em Portugal.
Sua vida foi repleta de ações no bem e de dedicação aos semelhantes. A sua desencarnação representou irreparável perda para a comunidade sacramentana. Grande vazio se fez na cidade, tão grande quanto a tristeza dos que perderam o calor, a ternura e a dedicação de uma amiga.
Foram as seguintes, as palavras do Presidente da Câmara Municipal de Sacramento, por ocasião do sepultamento do seu corpo físico: "Que o pavilhão de Sacramento cubra o seu ataúde numa demonstração de homenagem maior que o Poder Público presta aos seus grandes filhos. Aqui a gratidão de todo um povo que reconheceu no seu labor humilde e silencioso a 'Mãe Corina' de todos. Com o auxílio de suas mãos, não foram poucas as vezes que testemunhamos o seu amor, no próprio esquecimento de si mesma, chamando para si a responsabilidade dessa enorme tarefa de promoção do próximo. Foi a Mãe Corina dos pobres, dos sofredores, dos órfãos, dos loucos, dos necessitados, dos abandonados, dos miseráveis... Mãe Corina de todos nós, nosso eterno e imorredouro Muito Obrigado".
Corina contribuiu de forma marcante com o movimento Espírita de Sacramento, no qual tinha estreitas relações de amizade e laboriosas atividades, tanto no campo doutrinário como assistencial. Um exemplo de trabalho e de abnegação.
A desencarnação de Corina Novelino ocorreu no dia 10 de fevereiro de 1980, em Sacramento. Fora internada na Santa Casa de Misericórdia no dia três, do mesmo mês, acometida de um derrame cerebral. Toda a família espírita sentiu o seu desaparecimento da vida física, desfalcada de uma das mais fiéis discípulas de Allan Kardec e de Jesus.
 
 (Copiado de http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/biografias/corina.html)

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Colégio Allan Kardec. Sacramento, MG. Eurípedes Barsanulfo, á frente, e alunos.

Imagem/fonte: http://www.casadamaepobre.org/wp/euripedes-barsanulfo/

 

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Colégio Allan Kardec em Sacramento, MG. Foto: Ismael Gobbo

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Busto de Eurípedes Barsanulfo no Colégio Allan Kardec em  Sacramento, MG. Foto Ismael Gobbo

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Quartinho de Eurípedes. Sacramento, MG. Foto Ismael Gobbo

 

 

 

Abibe Isfer

(10-02-1896/ 09-04-1986)

 

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Presidente: 1978 – 1981

 

Nasceu em 10 de fevereiro de 1896, na antiga capital federal - Rio de Janeiro. Seus pais, Jorge Antonio Isfer e Shaid (Rosa) Antonio Isfer, transferiram-se para a terra dos pinheirais, instalando-se, inicialmente, na Rua das Flores. Por força das circunstâncias, mudaram para a cidade do Tietê, interior do Estado de São Paulo, mandando o filho para casa de parentes, em Rio Negro (PR), onde fez seus estudos.

 

Mais tarde, seus pais instalaram casa de comércio em geral, no bairro do Portão (em Curitiba), quando então, servindo o exército, com 20 anos, Abibe consorciou-se com Ana Elvira Moletta, de cuja união advieram os filhos: Leony Isfer, Lizette Isfer, Alice Isfer, Jorge Laerte Isfer, Lysis Isfer (desencarnado), Luyr Isfer e Lício Isfer.

 

Guarda-livros (contador/técnico em contabilidade) formado dedicou-se, profissionalmente, ao comércio, trabalhando, anteriormente (5 anos) como guarda-livros da Cerâmica Klentz, na Fazendinha e, posteriormente, com seu irmão Manoel Antonio Isfer (Marum) organizou uma cerâmica, na Vila Guaíra, que não obteve sucesso pela má qualidade do barro.

 

Em 1938, na Rua Voluntários da Pátria, 112, instalou-se com escritório no ramo securitário, atividade que exerceu até seus últimos dias. Foi representante de nove seguradoras, entre as quais a Home Insurance Company, na qual granjeou muita confiança e simpatia. Com membros da família pertenceu a Piratininga Cia. de Seguros Gerais e Cia. de Seguros Aliança Brasileira, com escritório na Praça Zacarias, em Curitiba.

 

No campo espírita, pode-se afirmar que a curiosidade pelas chamadas, na época, experiências do copo, produzidas por sua esposa e amigas, aproximaram-no do Espiritismo.

 

Sua esposa desencarnou em 3 de dezembro de 1936, quando a primogênita completava dezoito anos e a caçula contava com três anos. Esposo dedicado, com apenas quarenta anos, manteve a fidelidade esponsalícia assumida até o fim da existência terrena, dedicando-se, com extremado carinho e amor, aos filhos queridos, responsabilidades profissionais e à maravilhosa doutrina que abraçou.

 

Ligou-se à Federação Espírita do Paraná - FEP, à qual, durante mais de quatro decênios dedicou expressiva parcela de sua laboriosa vida, tendo sido um dos mais entusiastas e assíduos integrantes de seus órgãos diretivos. Companheiro de João Ghignone, Arthur Lins de Vasconcellos, Honório Melo e tantos outros, esteve à frente de todas as iniciativas pertinentes no campo doutrinário, em sua extensa rede de sociedades espíritas e, principalmente, ligado estreitamente a todas as obras sociais de natureza variada, como albergues noturnos, hospital pisiquiátrico, colégio, creches, lares.

 

Foi, praticamente, membro permanente do Conselho Federativo da FEP.

 

Como vice-presidente, companheiro inseparável de João Ghignone, em seus quarenta e cinco anos de presidência, assumiu o primeiro posto em razão da desencarnação daquele, em 8 de junho de 1978, sendo eleito em seguida para o período de fevereiro de 1979 a janeiro de 1981 para a presidência.

 

Findo o mandato, passou a integrar o quadro de Presidentes Honorários, ao lado de Arthur Lins de Vasconcellos.

 

Entretanto, a sua atividade pontificava no campo da mediunidade, mercê do coração totalmente voltado à caridade. Durante mais de quarenta anos compareceu, diariamente, a sessões de receituário, passes e curas no velho casarão da FEP, atual Sede Histórica. Paralelamente, dava assistência mediúnica aos internos do Hospital Psiquiátrico Bom Retiro, atual Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro, que a solicitavam. Pessoalmente, dirigia e dava assistência paternal com carinho e dedicação inexcedível às meninas do Lar Icléia. Sua residência estava sempre de portas abertas aos necessitados, não regateando atendimento. Assim como Minas Gerais teve o querido Eurípedes Barsanulfo, o Paraná teve o inesquecível Abibe Isfer.

 

Desencarnou em 9 de abril de 1986.

 


Abibe Isfer - O Médium da Caridade

 

 No relicário das condições atingidas, de modo meticuloso, pelo espírito, através das tempestades ou das primaveras do seu trânsito pelos ciclos da vida total, deparamos uma a ser considerada sublime.

 

O desgaste sofrido por esse termo, nos aferimentos nem sempre de escrupulosa dosagem, leva-nos a advertir, de imediato, estar, ele, aplicado sob auréola de emoção toda especial, de convicção reconfortante e de justiça que transcende quaisquer dentre os apanágios a fascinarem as migalhas constitutivas da compleição deste articulista. É, na verdade, condição de tal magnitude a de ser intermediário, intérprete, recorporificação, de quantos ex-viventes já usufruindo o mundo mais além da delimitação tida como a morte.

 

Ter o dom da sintonização mediúnica, conseguir funcionar como médium - tal a qualificação espírita - não é, todavia, a gratuidade de uma graça advinda de mandão antropomórfico aquinhoando a ou b, num bocejante insuflar recreativo. É conquista do Espírito, é fruto de sensibilização alcançada nas trajetórias desta e de outras vidas. Nada tem a ver com os recursos materiais e é, muito ao contrário, expressão de sutileza, de predisposição, enfim, de vitórias imarcescíveis. Surge, persiste, se aprimora, no volume de existirem imanências da própria perfeição maior, - que é a de atributos acima das enganosas características terrenas.

 

Aliás, a mediunidade é, desde há muitíssimo, um fato respeitável, primordial, dentre as inumeráveis outras evidências da verdade espírita. Serve-a toda uma torrente de milhares de obras idôneas, e confirmam-na diuturnas e exuberantes demonstrações. Destas se prevalecem, até em casos de curas importantíssimas, os mesmos que não podem proclamá-la real e benemérita, pois estão ameaçados pela intolerância do fanatismo religioso. Não mais se necessita de doutrinações doutas nem de testemunhos colhidos em variadas origens. É o nítido que se nos apresenta, invulnerável e eficaz. São comuns os impactos comprobatórios e a crônica dos feitos mediúnicos extravasa-se como um dos capítulos mais impressionantes da história da evolução espiritual e científica.

 

Ocorre, nos nossos tempos, um ajuste de contas, um esplêndido resultado daquelas dúvidas e interrogações surgidas desde quando Kardec, nos meados do século XIX, realizou a codificação das centenas de mensagens exaradas por inteligências sediadas no incognoscível. O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864) e toda uma literatura séria e fundamentada, dele e de outros notáveis autores, são monumentos de sabedoria, desafiando as aragens, os sofismas, as deturpações impelidas inutilmente contra os seus paredões gloriosos. Brilhantes e insuperáveis detentores da cultura perfeita vieram estruturando a chamada Terceira Revelação.

 

Não deixemos, também, de apurar sentido a respeito das circunstâncias a envolverem o funcionamento da mediunidade, e entre essas, como essenciais, desde os primórdios das explanações kardecistas e de todos os outros experimentadores, está indicado o rigoroso cultivo da virtude, da triagem de pensamentos puros, do desapego a vanglórias ou autovalorizações, da total negativa a retribuições pecuniárias ou outras, enfim, está o calor da misericórdia, baseado com extremos irreversíveis na culminância mais viva do amor, que é a caridade. Essas as linhas mestras da imponderável mas estupenda sintonia. Falhadas as mesmas, rompe-se a potência do merecimento, impossibilita-se o apoio buscado pelos comunicantes ou guias.

 

Com essa impoluta moldura, poderão ser insculpidos no geral, os abnegados da comunicabilidade espírita. Em nosso meio, temo-los do mais seguro procedimento. Alcançamos deslumbrar-nos de como se sobrepõem a todas as tragédias desta crosta de expiações. E é de retaliar-nos a afetividade e de alvoroçar o nosso senso de justiça, quando algum desses médiuns é colhido pela fatalidade do desaparecimento físico.

 

Um deles, tão autêntico e prodigioso como os que mais o sejam ou hajam sido em todo o mundo, deixou-nos a 9 de abril: Abibe Isfer. Dos seus noventa anos completados em fevereiro, durante muito mais de meio século ele os encheu com a prática perfeitíssima, indormida, surpreendente, de uma fé enflorescida do mais irrestrito amor ao próximo. A caridade era a sua flama. Sua naturalidade era a reta em que a exercia. Jamais o viram em posturas de blasonamento, jamais contava dos impossíveis perpetrados. No decorrer de quarenta anos compareceu diariamente a sessões de receituários, passes e curas na Federação Espírita do Paraná, instituição onde foi o irrepreensível companheiro de João Ghignone e de tantos outros líderes. Em sua residência, estava sempre pronto a atender, a qualquer hora do dia ou da noite.

 

No excelente Ensaio Histórico da Federação Espírita do Paraná, concebido em 1982, pelo ex-presidente e jornalista Honório Melo para comemorar o 80º aniversário da entidade, encontramos Abibe Isfer como um dos mais entusiastas e assíduos integrantes dos órgãos diretivos. Desde a década de 40, quando ainda restrita a FEP, foi sempre um dos primeiros escolhidos. Com referência ao ano de 1972, assim já podia expressar-se Honório Melo, pois nos últimos vinte anos, graças, principalmente, aos legados daquele primoroso cristão, que foi Lins de Vasconcellos (1981-1952), tudo pudera ser feito com maior amplitude:

 

A administração da FEP, com sua grande rede de sociedades espíritas que lhe são federadas e de obras sociais de várias naturezas, como albergue, hospital psiquiátrico, colégio, creches-lares etc., continuou tendo à frente de sua Diretoria o confrade João Ghignone, e como companheiro imediato o confrade Abibe Isfer.

 

Mais além: Com a desencarnação de João Ghignone (1889-1978), presidente durante quarenta e cinco anos. Abibe Isfer, o infatigável batalhador nos campos administrativos e mediúnicos, passa a ocupar a presidência e, após um período eletivo de fevereiro de 1979 a janeiro de 1981, deixa o comando e passa a integrar o quadro de presidentes honorários, ao lado de Arthur Lins de Vasconcellos.

 

Cite-se, mais, haver Abibe Isfer sido um fervoroso aficcionado da obra assistencial e educacional do Lar Icléa(Depto. da FEP), onde gerações de meninas órfãs têm recebido todos os atendimentos de um verdadeiro ninho doméstico. A elas proporcionava paternais atenções, inclusive no ensino das artes, tendo tido a satisfação de ver uma das ex-alunas fundar uma Academia Musical. Os domingos, Abibe Isfer os dedicava a levar as órfãzinhas a passeio, e todos os intervalos das suas ocupações de agente-de-seguro,  exercidas até o fim da vida, pertenciam a quantos necessitassem dos seus socorros de médium ultrassensível, pois a grandeza moral e a sua inflexível aplicação da doutrina espírita o categorizavam como excelso realizador do Cristianismo.

 

Vale-nos, nestes últimos dados, a boa vontade com que nos acolheu uma das médiuns cooperadoras de Abibe Isfer, por trinta anos, a digníssima senhorita Nancy Westphalen Corrêa. Toda Curitiba, porém, e todos os recantos de nosso Estado, podem recordar os feitos daquele genuíno apóstolo de cujos serviços tanto se utilizaram as insondáveis mas positivíssimas energias do bem, realizando, com toda inteireza, a magnitude da caridade autêntica.

 

Valfrido Piloto (da Academia Paranaense de Letras)

Em 19.12.2013.

 

 

(Copiado de http://www.feparana.com.br/topico/?topico=566)

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Abib Isfer. Imagem/fonte:

http://www.mundoespirita.com.br/?materia=abibe-isfer-o-homem-de-bem  

LEIA TEXTO ABIB ISFER- O HOMEM DE BEM -NO LINK E  VEJA MAIS FOTOS

 

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Cidade do Rio de Janeiro em 1889. Foto/autor: Marc Ferrez

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Rio_de_janeiro_1889_01.jpg 

 

 

  Abib Isfer  nasceu na cidade do Rio de Janeiro aos 10 de fevereiro de 1896.

 

 

William Fletcher Barret

(10-02-1844 / 26-05-1925)

 

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William Fletcher Barret

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/William_F._Barrett 

 

Sir William Fletcher Barrett (10 de fevereiro de 1844 em Kingston, Jamaica - 26 de maio de 1925) foi um físico e parapsicólogo inglês.

 

VIDA

 

Ele nasceu na Jamaica, onde seu pai, William Garland Barrett, que era um naturalista amador, ministro congregacionalista e membro da London Missionary Society, dirigia uma estação para salvar escravos africanos.[3] Lá ele morava com sua mãe, Martha Barrett, nascida Fletcher, e um irmão e uma irmã. A família voltou para sua Inglaterra natal em Royston, Hertfordshire em 1848, onde nasceu outra irmã, a reformadora social Rosa Mary Barrett. Em 1855 eles se mudaram para Manchester e Barrett foi então educado na Old Trafford Grammar School.[4] Barrett estudou química e física no Royal College of Chemistry e tornou-se mestre em ciências no London International College (1867–9) antes de se tornar assistente de John Tyndall no Royal Institution (1863–1866).[4] Ele então lecionou na Escola Real de Arquitetura Naval.[4] Em 1873 tornou-se professor de Física Experimental no Royal College of Science da Irlanda. Desde o início da década de 1880, ele morou com sua mãe, irmã e dois empregados domésticos em uma residência em Kingstown (agora Dún Laoghaire). Barrett descobriu Stalloy (ver Permalloy), uma liga de silício-ferro usada em engenharia elétrica e também trabalhou muito com chamas sensíveis e seus usos em demonstrações acústicas.[4] Durante seus estudos de metais e suas propriedades, Barrett trabalhou com W. Brown e R. A. Hadfield. Ele também descobriu o encurtamento do níquel através da magnetização em 1882.[4] Quando Barrett desenvolveu catarata em seus últimos anos, ele também começou a estudar biologia com uma série de experimentos destinados a localizar e analisar com sucesso agentes causadores dentro dos olhos. O resultado desses experimentos foi uma máquina chamada entoptiscópio.[4] Ele foi eleito membro da Royal Society em junho de 1899 [5] e também membro da Royal Society de Edimburgo e da Royal Dublin Society. Ele foi nomeado cavaleiro em 1912. Ele se casou com Florence Willey em 1916.[4] Ele morreu em casa, 31 Devonshire Place, em Londres.[1] O último livro de Barrett, Christian Science: An Examination of the Religion of Health foi concluído e publicado após sua morte em 1926 por sua irmã Rosa M. Barrett.

 

PESQUISA PSÍQUICA

 

Barrett se interessou pelo paranormal na década de 1860, depois de ter uma experiência com o mesmerismo. Barrett acreditava ter sido testemunha de transferência de pensamento e na década de 1870 ele estava investigando poltergeists.[4] Em setembro de 1876, Barrett publicou um artigo descrevendo o resultado dessas investigações e em 1881 ele publicou relatos preliminares de seus experimentos adicionais com transferência de pensamento na revista Nature.[4] A publicação causou polêmica e, na esteira disso, Barrett decidiu fundar uma sociedade de indivíduos afins para ajudar a aprofundar sua pesquisa. Barrett realizou uma conferência entre 5 e 6 de janeiro de 1882 em Londres. Em fevereiro, a Society for Psychical Research (SPR) foi formada.[6] Barrett era um membro cristão e espiritualista da SPR.[6] Apesar de ter fundado a sociedade, Barrett só foi realmente ativo por um ano e, em 1884, fundou a Sociedade Americana de Pesquisa Psíquica.[4] Ele se tornou presidente da sociedade em 1904 e continuou a enviar artigos para seu jornal.[4] De 1908 a 14, Barrett foi ativo na Seção de Dublin da Society for Psychical Research, um grupo que atraiu muitos membros importantes, incluindo Sir John Pentland Mahaffy, T.W. Rolleston, Sir Archibald Geikie e Lady Augusta Gregory.[7] No final do século 19, as Irmãs Creery (Mary, Alice, Maud, Kathleen e Emily) foram testadas por Barrett e outros membros da SPR que acreditavam que elas tinham habilidades psíquicas genuínas, no entanto, as irmãs mais tarde confessaram a fraude ao descrever suas método de códigos de sinal que eles utilizaram.[8] Barrett e os outros membros da SPR, como Edmund Gurney e Frederic W. H. Myers, foram facilmente enganados.[9] Como um crente na telepatia, Barrett denunciou a leitura muscular de Stuart Cumberland e outros mágicos como "pseudo" leitores de pensamento.[10] Barrett ajudou a publicar o livro de Frederick Bligh Bond, Gate of Remembrance (1918), baseado em supostas escavações psíquicas na Abadia de Glastonbury. Barrett endossou as reivindicações do livro e testemunhou a sinceridade de Bond.[11] No entanto, arqueólogos e céticos profissionais acharam as afirmações de Bond duvidosas.[12][13] Em 1919, Barrett escreveu a introdução do livro da médium Hester Dowden, Voices from the Void.

 

 

RADIESTESIA

Barrett tinha um interesse especial em bastões de adivinhação e em 1897 e 1900 publicou dois artigos sobre o assunto em Proceedings of the SPR.[4] Ele foi co-autor do livro The Divining-Rod (1926), com Theodore Besterman.[14] Barrett rejeitou qualquer teoria física para radiestesia, como a radiação.[14] Ele concluiu que a resposta ideomotora era responsável pelo movimento da haste, mas em alguns casos o inconsciente do rabdomante podia captar informações por meio da clarividência.[15][16]

 

 

RECEPÇÃO

Barrett atraiu críticas de pesquisadores e céticos por ser excessivamente crédulo por endossar médiuns espíritas e não detectar truques que ocorreram na sala de sessão. Por exemplo, o autor Ronald Pearsall escreveu que Barrett foi levado a acreditar no espiritismo por truques mediúnicos.[17] O cético Edward Clodd criticou Barrett por ser um pesquisador incompetente para detectar fraudes e afirmou que suas crenças espiritualistas eram baseadas em pensamento mágico e superstição primitiva.[18] Outro cético, Joseph McCabe, escreveu que Barrett "fala bobagens das quais deveria se envergonhar", pois não entendia bem de truques de mágica e não conseguiu detectar a fraude da médium Kathleen Goligher.[19] A pesquisadora psíquica Helen de G. Verrall deu ao livro de Barrett Psychical Research uma crítica positiva, descrevendo-o como um "relato claro e cuidadoso de algumas das principais realizações da pesquisa psíquica por alguém que participou dessas realizações e fala em grande parte do ponto de vista pessoal". conhecimento e observação."

 

 

COPIADO DE

LEIA MAIS NESTE LINK

https://en.wikipedia.org/wiki/William_F._Barrett

 

 

TRADUÇÃO ATRAVÉS DO GOOGLE.

 

 

 

   https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/FEVEREIRO/10-02-2023_arquivos/image052.jpg

Rua de Kingston, Jamaica, em 1891.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Valentine_and_Sons_-_Street_View_1,_Kingston,_Jamaica,_1891.jpg

 

 

Em Kingston, Jamaica, nasceu William F. Barret.

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 Deathbed Visons (Visões no Momento da Morte) . Obra de Sir William Barret

 

 

VEJA MAIS IMAGENS DE WILLIAM BARRETT

https://www.google.com/search?q=THE+BOOKS+OF+William+Fletcher+Barrett&sxsrf=AJOqlzWsxzpHLFGk3Lazpv6oA2YH71NkNw:1675980392158&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwiS-rK_uYn9AhViGLkGHfCJA-QQ_AUoAXoECAEQAw&biw=1366&bih=625&dpr=1

 

  

Altivo Ferreira  

(09-11-1924 / 09-02-2005)

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Altivo Ferreira

Fonte: Feparana

 

 

Nasceu em Colina, Estado de São Paulo, no dia 9 de novembro de 1924, sendo seus pais Nelson Ferreira de Araújo e Maria da Glória Ferreira, ambos espíritas.


Fez o curso primário em sua terra natal.Iniciando o curso secundário no Ginásio Municipal de Barretos, na cidade de Barretos, acabou por concluí-lo no Colégio Osvaldo Cruz, na capital de São Paulo.


Em 1946, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade do Paraná concluindo o curso em 1951.


Exerceu a Pediatria como especialidade profissional durante 35 anos, dedicando-se, também, no magistério superior, tendo exercido durante seis anos a cátedra de Clínica Médica Pediátrica da Faculdade de Ciências Médicas do Paraná. É um dos professores fundadores da Escola de Saúde Pública do Paraná, onde exerceu a cadeira de Puericultura.


Em 1953, editou seu primeiro livro Versos Idealistas - Sonetos e Poemas, tendo revelado marcante sensibilidade poética.


Em 1956, deu a público seu segundo livro Espigas do céu - Contos e Sátiras, tendo recebido os mais entusiásticos encômios da crítica. Érico Veríssimo, em carta ao autor, opinou: Você escreve com fluência e correção, revelando dotes apreciáveis de contador de histórias.


Abguar Bastos comentou: É, evidentemente, uma experiência literária com profundas convicções sobre o Bem e o Mal. Um livro honesto porque não disfarça as chagas sociais com o esparadrapo das lisonjas fáceis.


Seu terceiro livro O cocotólogo - Contos - (Ficção e realidade na vida de um médico), veio a público, em 1961.


Em 1974, publicou Cânticos às árvores - O evangelho das árvores, com segunda edição em 1981. Segundo sua esposa, ele tinha verdadeira veneração pelas árvores e morou, por 10 anos, numa chácara.


Posteriormente, em 1985, publicou Cântico da terra, sob o pseudônimo de Palapoulos. Como Palapoulos, ainda, escreveu as peças teatrais: O bosque, O colecionador e O esqueleto do meu tio. Em 1992, publicou a novela Cristo no inferno e, em 1995, Tricas e futricas de um telepata.


Foi o fundador da Mocidade Espírita da Federação Espírita do Paraná e seu Primeiro Presidente.


Seu casamento com Regina Schleder se deu na Alameda Cabral, número 314, em casa de Lauro Schleder e de Adelaide Schleder, a vovó Schleder. Regina Schleder é neta de Sebastião Paraná e filha de Lauro Schleder. O casal Altivo - Regina teve seis filhos.


Altivo Ferreira desencarnou em data de 9 de fevereiro de 2005.

 

  

http://feparana.com.br/topico/imagens/541.jpg?time=1422976221

 

Altivo Ferreira

Ele foi o idealizador da criação de Mocidade Espírita, de âmbito estadual. Foi num domingo à tarde, 28 de abril de 1946, na sede da Federação Espírita do Paraná – FEP, com a presença do seu presidente, João Ghignone e cerca de cem pessoas, que ele apresentou sua ideia.


Conforme anotações da época, o jovem confrade [22anos] leu um belo estudo de sua autoria, demonstrando a necessidade inadiável da fundação de uma entidade que congregasse a mocidade espiritista do Paraná para, unidos, enfrentarem a luta pelo Ideal da Doutrina de Jesus – a busca da perfeição espiritual. Em seguida, expôs um programa mínimo pelo qual, no seu entender, se deverá reger a nova sociedade: 1º - Trabalhar pela união de todos os moços espíritas do Paraná; 2º - Estudar o Espiritismo sob seu tríplice aspecto: científico, filosófico e religioso; 3º Criar um departamento para fomentar e desenvolver as aptidões para todas as artes, tais como: música, poesia, literatura e, principalmente a oratória, pois, dessa arte dependerão os futuros pregadores espíritas; 4º - Criar um departamento de assistência social; 5º - Criar um departamento recreativo.


A reunião foi solene, tendo como secretário João Hartmann, da FEP e usado a tribuna, com grande brilho a senhorita Dinorah Cavalcanti, Atilio Piza, Dr. Emilio Sounis, Carméla Meneghini, Diogo Luiz Pereira (representante do jornal A Nova Era e da Casa de Saúde Allan Kardec, de Franca). Todos os oradores teceram elogios à iniciativa de Altivo Ferreira.


O programa foi aprovado, após a manifestação de vários jovens presentes e foi nomeada uma comissão para elaborar o Regimento Interno da Mocidade Espírita e desenvolver propaganda, dela fazendo parte Altivo Ferreira, Dinorah Cavalcanti, Ramiro de Andrade, Dr. Emilio Sounis, Hizo Figueira dos Santos, Regina Schleder (futura esposa de Altivo), Lady de Quadros Souza, Amélia Schleder, Diair Ramos e Narciso Marques.


Altivo tinha ideias avançadas e de amplitude. Se pensou na criação da União da Mocidade Espírita do Paraná pensou em termos de movimento federativo, considerando o primeiro objetivo da UMEP. Demonstrava, igualmente, a preocupação com o estudo e a divulgação da Doutrina Espírita. Era um idealista.


Foi o primeiro presidente da UMEP, eleito na semana seguinte, 5 de maio.


Nascido em Colina, no Estado de São Paulo, a 9 de novembro de 1924, foram seus pais Nelson Ferreira de Araújo e Maria da Glória Ferreira, ambos espíritas.


Fez o curso primário em sua terra natal. Iniciando o curso secundário no Ginásio Municipal de Barretos, na cidade de Barretos, acabou por concluí-lo no Colégio Osvaldo Cruz, na capital de São Paulo.


Em 1946, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade do Paraná concluindo o curso em 1951.


Exerceu a Pediatria como especialidade profissional durante trinta e cinco anos, dedicando-se, também, no magistério superior, tendo exercido durante seis anos a cátedra de Clínica Médica Pediátrica da Faculdade de Ciências Médicas do Paraná. É um dos professores fundadores da Escola de Saúde Pública do Paraná, onde exerceu a cadeira de Puericultura.


Em 1953, editou seu primeiro livro Versos Idealistas – Sonetos e Poemas, tendo revelado marcante sensibilidade poética. Ele mesmo definiu a obra como o retrato de sua alma quando a vida é jardim de pulcras flores. Foi sentido e vibrado entre os vinte e vinte e três anos, época da vida em que os moços sonham com visões sem dores...


Em 1956, deu a público seu segundo livro Espigas do céu – Contos e Sátiras, tendo recebido os mais entusiásticos encômios da crítica. Érico Veríssimo, em carta ao autor, opinou: Você escreve com fluência e correção, revelando dotes apreciáveis de contador de histórias.


Abguar Bastos comentou: É, evidentemente, uma experiência literária com profundas convicções sobre o Bem e o Mal. Um livro honesto porque não disfarça as chagas sociais com o esparadrapo das lisonjas fáceis.


Seu terceiro livro O cocotólogo – Contos – (Ficção e realidade na vida de um médico), veio a público em 1961.


Em 1974, publicou Cânticos às árvores – O evangelho das árvores, com segunda edição em 1981. Segundo sua esposa, ele tinha verdadeira veneração pelas árvores e morou, por dez anos, numa chácara.


Posteriormente, em 1985, publicou Cântico da terra, sob o pseudônimo de Palapoulos. Sob o mesmo pseudônimo, ainda, escreveu as peças teatrais: O bosque, O colecionador e O esqueleto do meu tio. Em 1992, publicou a novela Cristo no inferno, sendo definido pelos editores como um homem de sensibilidade autenticamente brasileira, tendo criado uma obra de alto nível literário (...). O domínio técnico e o equilíbrio são qualidades fundamentais em sua obra.


 Em 1995, publicou Tricas e futricas de um telepata, um delicioso passeio por esses caminhos misteriosos, o que nos proporciona momentos de humor e descontração. O livro foi definido como pitoresco, interessante e divertido.


Altivo casou com Regina Schleder, na Alameda Cabral, número 314, em Curitiba, na casa de Lauro Schleder e  de Adelaide Schleder, a vovó Schleder. Regina Schleder é neta de Sebastião Paraná (primeiro presidente eleito da FEP) e filha de Lauro Schleder (diretor do Jornal Mundo Espírita por mais de duas décadas).  O casal Altivo – Regina teve seis filhos.


Altivo Ferreira desencarnou em data de 9 de fevereiro de 2005.
 

 

Maria Helena Marcon

Fontes:
FERREIRA, Altivo. Tricas e futricas de um telepata. São Paulo, SP: Edicon, 1995.
FERREIRA, Regina Schleder. Entrevista pessoal em 16.5.2007.
Dados colhidos na obra Tricas e futricas de um telepata, da ed. Edicon
e pessoalmente, em entrevista com a esposa, sra. Regina Schleder Ferreira,
em 16 de maio de 2007.
Em 12.01.2009.

 

 

(Copiado de

http://www.feparana.com.br/topico/?topico=541#:~:text=Era%20um%20idealista.,prim%C3%A1rio%20em%20sua%20terra%20natal.)

https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/FEVEREIRO/09-02-2022_arquivos/image029.jpg

A estação de Colina, provávelmente nos anos 1930. (Autor desconhecido)

Copiado de http://www.estacoesferroviarias.com.br/c/colina.htm

 

 

 

Altivo Ferreira nasceu em Colina, Estado de São Paulo, no dia 9 de novembro de 1924,

sendo seus pais Nelson Ferreira de Araújo e Maria da Glória Ferreira, ambos espíritas.

Leia a biografia nesta postagem.

https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/FEVEREIRO/09-02-2022.htm

 

 

Amor Infinito

Senhas Cristãs

 

 

(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

 

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