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Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita São Paulo, SP, sexta-feira, 02 de outubro de 2026. Compiladas por Ismael Gobbo |
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Notas |
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1. Recomendamos confirmar junto aos organizadores os eventos aqui divulgados. Podem ocorrer cancelamentos ou mudanças que nem sempre chegam ao nosso conhecimento. 2. Este e-mail é uma forma alternativa de divulgação de noticias, eventos, entrevistas e artigos espíritas. Recebemos as informações de fontes diversas via e-mail e fazemos o repasse aos destinatários de nossa lista de contatos de e-mail. Trabalhamos com a expectativa de que as informações que nos chegam sejam absolutamente espíritas na forma como preconiza o codificador do Espiritismo, Allan Kardec. Pedimos aos nossos diletos colaboradores que façam uma análise criteriosa e só nos remetam para divulgação matérias genuinamente espíritas.
3. Este trabalho é pessoal e totalmente gratuito, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro e só conta com ajuda de colaboradores voluntários. (Ismael Gobbo).
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Atenção |
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Se você tiver dificuldades em abrir o arquivo, recebê-lo incompleto ou cortado e fotos que não abrem, clique aqui:
https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/OUTUBRO/02-10-2026.htm
No Blogonde é postado diariamente: http://ismaelgobbo.blogspot.com.br/
Ou no Facebook:https://www.facebook.com/ismael.gobbo.1
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Os últimos 5 emails enviados |
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DATA ACESSE CLICANDO NO LINK
01-10-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/OUTUBRO/01-10-2026.htm 30-09-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/SETEMBRO/30-09-2026.htm 29-09-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/SETEMBRO/29-09-2026.htm 28-09-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/SETEMBRO/28-09-2026.htm 26-09-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/SETEMBRO/26-09-2026.htm
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Publicação em sequência Revista Espírita – Ano 9 - 1866 |
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(Continuação da postagem anterior)
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(Copiado do site Febnet) |
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Leia sobre Dr. John William Hughes, condenado à morte por enforcamento por ter assassinado Thomazine Parsons:
http://www.executedtoday.com/2018/02/09/1866-dr-john-hughes-cleveland-bigamist/
https://www.nlm.nih.gov/exhibition/murderpamphlets/pamphlets9.html
https://www.wikitree.com/wiki/Hughes-21500
https://collections.nlm.nih.gov/bookviewer?PID=nlm:nlmuid-101480844-bk#page/1/mode/2up
http://www.clevelandmemory.org/speccoll/bellamy/chapt3.html
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Leia sobre Thomazine Parsons (1848 - 1865) assassinada pelo Dr. John William Hughes condenado à morte e enforcado no dia 10 de fevereiro de 1866. |
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Uma pintura do final do século 19 do Ato IV, Cena III de Júlio César de Shakespeare: Brutus vê o fantasma de César. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brutus_sees_Caesar%27s_ghost.jpg
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Cego Tom Wiggins Imagem da Biblioteca do Congresso dos EUA Copiada de https://en.wikipedia.org/wiki/Blind_Tom_Wiggins
Thomas " Blind Tom " Wiggins (25 de maio de 1849 - 14 de junho de 1908) foi um prodígio musical americano no piano. Ele teve várias composições originais publicadas e teve uma carreira longa e muito bem-sucedida nos Estados Unidos. Durante o século 19, ele foi um dos pianistas americanos mais conhecidos e um dos músicos afro-americanos mais conhecidos . Embora ele tenha vivido e morrido antes que o autismo fosse descrito, ele agora é considerado um autista savant . Leia mais: |
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O cego Tom Wiggins sentado |
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Cego Tom Wiggins segurando uma cópia de sua primeira composição musical, The Rain Storm. Por volta de 1861 |
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O General James N. Bethune e o cego Tom |
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Avenue de Neuilly, em Neuilly, por volta de 1900. Imagem/fonte: https://fr.wikipedia.org/wiki/Avenue_de_Neuilly |
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Catedral Notre Dame. Paris, França. Foto Ismael Gobbo |
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Arco do Triunfo do Carrossel. Paris, França. Foto Ismael Gobbo
O Arco do Triunfo do Carrossel (em francês Arc de Triomphe du Carrousel) é um monumento datando de 1809, construído por Napoleão I (Napoleão Bonaparte). Existem entradas sobre cada uma de suas quatro faces. Está situado no 1º arrondissement de Paris, França. Localiza-se na Praça do Carrossel, à oeste do Museu do Louvre. Leia mais: |
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Arco do Triunfo do Carrossel. Paris, França. Foto Ismael Gobbo
O Arco do Triunfo do Carrossel (em francês Arc de Triomphe du Carrousel) é um monumento datando de 1809, construído por Napoleão I (Napoleão Bonaparte). Existem entradas sobre cada uma de suas quatro faces. Está situado no 1º arrondissement de Paris, França. Localiza-se na Praça do Carrossel, à oeste do Museu do Louvre. Leia mais: |
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Allan Kardec. Óleo sobre tela por Nair Camargo. Foto Ismael Gobbo. |
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Ela merece mais |
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Nico Williams, um dos destaques da seleção espanhola - campeã do mundo de futebol de 2026 -, prestou uma bela homenagem à mãe logo após ser consagrado. No instante mais glorioso da carreira, ele retirou a medalha de ouro do peito, caminhou até a arquibancada, e entregou à sua mãe dizendo: Eu corro rápido, mas não tão rápido quanto a minha mãe. Ela escapou da morte e atravessou o Saara, de Gana à Espanha. Dei a medalha a ela porque ela merece mais. Antes de os filhos nascerem, Maria e o marido deixaram Gana, na África Ocidental, em busca de uma vida melhor. Eles cruzaram o deserto do Saara enfrentando calor extremo, fome, medo e muitas dificuldades. Ela estava grávida durante parte da jornada. Chegando à cidade de Melila, conseguiram asilo e reconstruíram a vida em terra espanhola. Agora, o menino que cresceu graças ao sacrifício dos pais conquistou o maior dos títulos do futebol mundial, e fez questão de reconhecer o mérito dos que vieram antes. * * * Será que já tivemos chance de fazer o mesmo? diante das nossas conquistas, das vitórias, das fases importantes da vida que foram vencidas, reconhecemos o papel dos que vieram antes de nós? Às vezes são os pais. Às vezes é uma avó, um avô, uma tia, uma professora. Aquela pessoa que, em momentos-chave da vida, atuou para que nós pudéssemos construir nossa história com segurança. Será que agradecemos? Será que reconhecemos o papel dessas pessoas? Papéis apagados, parecendo quase sem importância. Mas persistentes e lutadores. Por vezes, pessoas simples, que se doaram ao extremo para que nós pudéssemos existir. Em outros casos, almas esclarecidas que nos ofereceram lições de vida ou que nos salvaram de problemas graves. Reconhecer que devemos nossas conquistas também ao trabalho dos que vieram antes não nos faz menores, não nos faz perder parte do mérito. Ao contrário, isso mostra que amadurecemos, que sabemos ser grandes. Esta é uma das razões de encontrarmos o honrar pai e mãe entre os ensinos mais importantes e antigos da humanidade, no Decálogo. Nesse honrar está inserido o reconhecimento aos que nos abriram os caminhos da encarnação. Também aos que se sacrificaram para que tivéssemos melhores dias. Dessa forma, diante de qualquer conquista, diante de toda felicidade, lembremos de correr para a arquibancada da vida e prestar a devida homenagem aos que nos foram importantes. E continuam sendo. Não os deixemos relegados ao esquecimento, simplesmente pelo fato de que não dependemos mais deles. Façamos questão de tê-los perto do coração. A gratidão é uma alegria dividida. Ser grato não é se sentir na obrigação de devolver alguma coisa, mas sim de dividir. Nada fará essas pessoas mais felizes do que poder fazer parte desses momentos conosco. Elas entenderão o quanto valeu a pena. Entenderão o quanto o amor que ofereceram em sacrifício é grandioso. Assim, quando estivermos em nossos bons dias, correndo muito, ganhando medalhas, lembremos que, para que isso acontecesse, alguém correu antes. E muito mais... Redação do Momento Espírita com base
(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=7718&stat=0) |
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Artista Atribuído a Cima da Conegliano (1459–1517) wikidata:Q8453 q:it:Cima da Conegliano image of artwork listed in title parameter on this page Título inglês: God the Father Edite isso no Wikidata Tipo de objeto de pintura Edite isso no Wikidata Gênero arte sacra Edite isso no Wikidata Pessoas retratadas Deus, o Pai Edite isso no Wikidata Data cerca de 1510-1517 Técnica Óleo sobre madeira Edite isso no Wikidata Dimensões altura: 31,7 cm Edite isso no Wikidata; largura: 40,6 cm Edite isso no Wikidata Coleção [Expandir]Courtauld Gallery wikidata:Q12110695. Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Cima_da_Conegliano,_God_the_Father.jpg
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Nas hesitações de Pedro |
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Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos). Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Luz Acima. Lição nº 36. Página 155.
Logo depois de se estabelecerem os apóstolos em Jerusalém, em seguida às revelações do Pentecostes, ia o serviço de assistência social maravilhosamente organizado, não obstante as perseguições que se esboçavam, quando a casa acolhedora, dirigida por Simão Pedro, foi procurada por infeliz mulher. Trazia consigo todos os estigmas das pecadoras. Fora lapidada e exibia manchas sanguinolentas na roupa em frangalhos. Pronunciava palavras torpes. Revelava-se semilouca e doente. As senhoras do reduto cristão retraíram-se, alarmadas. E o próprio Pedro, que recebera preciosas lições do Senhor, vacilou quanto à atitude que lhe seria adequada. Como haver-se nas circunstâncias? Destinava-se aquele abrigo ao recolhimento de criaturas desventuradas; entretanto, como classificar a triste posição daquela mulher que, naturalmente, buscara o vaso da angústia nos excessivos gozos da vida? Não estaria a sofredora resgatando os próprios débitos? Se bebera com loucura na taça dos prazeres, não lhe caberia o fel da aflição? Dispunha-se a rogar-lhe que se afastasse do asilo, quando recordou a necessidade de orar. Se o caso era omisso nas disposições que regiam o instituto fraterno, tornava-se imperioso consultar a inspiração do Messias. O Mestre lhe ditaria o recurso. Buscar-lhe-ia, por isso, o conselho na prece ardente. Enquanto a infortunada aguardava resposta, sob o apupo de pequena multidão que lhe contemplava as feridas, o apóstolo buscou a solidão do santuário doméstico e exorou a proteção do Divino Amigo, que fora crucificado. Em breves instantes, viu Jesus, nimbado de claridade resplandecente, não longe de suas mãos, que se estenderam suplicantes. - Mestre - rogou Pedro, atacando diretamente o assunto, como quem sabia da brevidade daqueles momentos inesquecíveis -, temos à entrada uma pecadora, reconhecidamente entregue ao mal! Ajuda-me, inspira-me!... que farei?!... O Salvador entreabriu os lábios sublimes e falou: - Pedro, eu não vim curar os sãos... O discípulo entendeu a referência, mas, ponderando a grave responsabilidade de quem administra, acentuou: - Senhor, estamos agora sem tua orientação direta e visível. Recebê-la-emos neste lar, para quê? A fim de julgá-la? Com o mesmo olhar sereno, Jesus replicou: - Nesse mister permanecem na Terra numerosos juízes. - Para fazer-lhe sentir a extensão dos erros? - indagou Simão Pedro, em lágrimas. - Não, Pedro - tornou o Mestre -, para dar-lhe conhecimento da penúria em que vive, conta nossa irmã, nas vias públicas, milhares de bocas que amaldiçoam e outras tantas mãos que apedrejam. - Para conferir-lhe a noção do padecimento em que se mergulhou por si mesma? - Também não. Em tarefa ingrata como essa, vivem aqueles que a exploram, dando-lhe fome e sede, pranto e aflição... - Para dizer-lhe das penas que a esperam neste e no “outro mundo”? - Ainda não. Nesse labor terrível respiram os espíritos acusadores, que não hesitam na condenação em nome do Pai, olvidando as próprias faltas... O ex-pescador de Cafarnaum, então chorou, súplice, porque no íntimo desejava conformar-se com os ditames da justiça, exemplificando, simultaneamente, com o amor que o Cristo lhe havia legado. Arquejava, soluçante, ignorando como prosseguir nas indagações, mas Jesus dele se acercou, iluminado e benevolente... Enxugou-lhe as lágrimas que corriam abundantes e esclareceu: - Pedro, para ferir e amaldiçoar, sentenciar e punir, a cidade e o campo estão cheios de maus servidores. Nosso ministério ultrapassa a própria justiça. O Evangelho, para ser realizado, reclama o concurso de quem ampara e educa, edifica e salva, consola e renuncia, ama e perdoa... Abre acesso à nossa irmã transviada e auxilia-a no reerguimento. Não a precipites em despenhadeiros mais fundos... Arranca-a da morte e traze-a para a vida... Não te esqueças de que somos portadores da Boa Nova da Salvação!... Logo após, entrou em silêncio, diluindo-se-lhe a figura irradiante na claridade evanescente da hora vespertina... O apóstolo levantou-se, deu alguns passos, atravessou extensa fileira de irmãos espantados, abriu, de manso, a porta e dirigiu-se à mulher, acolhedor: - Entre, a casa é sua! - Quem sois? - interrogou a infeliz, assombrada. - Eu? - falou Simão Pedro, com os olhos empapuçados de chorar. E concluiu: - Sou seu irmão.
(Texto recebido em email do pesquisador e divulgador Antonio Sávio, de Belo Horizonte, MG) |
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O chamado dos Santos Pedro e André. Óleo sobre tela de Caravaggio. Imagem/fonte:
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Pedro, o apóstolo. Óleo sobre tela de Giuseppe Nogari. 1743. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Peter_the_apostle.jpg |
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Domine quo vadis? Óleo sobre tela de Annibale Carracci. Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Domine_quo_vadis%3F#/media/File:Domine,_quo_vadis.jpg
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Igreja “Domine quo vadis?” na Via Ápia. Roma, Itália. Relembra o episódio do encontro de Jesus com Pedro que fugia da cidade. A questão em latim significa “Senhor, para onde você está indo? . A resposta: Vou a Roma para ser crucificado novamente. Foto Ismael Gobbo. |
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Palestra no próximo Domingo na União Espírita Paz e Caridade/ Abrigo Ismael. Araçatuba, SP |
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(Informação recebida de Adair Anacleto) |
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Temas sobre responsabilidade dos homens, religiosidade e diálogos interreligiosos |
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O tema “O Espiritismo será o que o fizerem os homens; a interreligiosidade”, foi desenvolvido com apresentação de power point por Cesar Perri em transmissão no dia 29 de setembro. Trata-se do estudo virtual “Espiritismo: das obras básicas às vivências e visão de futuro”, coordenado por Perri. No programa, houve a participação de Pedro e Mirna Nakano, perguntas de participantes e apoio técnico de Kátia Golinelli.Desenvolvido às 3as feiras, às 20 horas, promovido pelo Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo, de São Paulo, transmitido pelo seu canal do You Tube do CCDPE-SP, com parcerias da Estação Dama da Caridade Benedita Fernandes/RAETV e da Web Rádio Portal da Luz.Acesse a exposição pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=B0RQa7TKeHQ
(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e do GEECX) |
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Palestra no C.E. Maria Benta Jabaquara, São Paulo, capital |
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(Copiado de Jorge Lira Rezala) |
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A CHARRUA - 115ª EDIÇÃO Acesse abaixo: |
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Caríssimos, bom dia! Segue a 115º edição do nosso periódico A CHARRUA. Nos ajudem a divulgá-lo repassando para os seus contatos. Desde de já agradecemos e desejamos a todos muita paz!
Um forte abraço.
(Recebido em email de Antonio Barbosa [[email protected]])
ACESSE AQUI:
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Gepar. Confira nosso Informe Especial de Outubro |
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ACESSE AQUI:
(GEPAR [[email protected]]) |
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Programação Instituição Beneficente Nosso Lar - outubro 2026 São Paulo, capital |
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Olá Ismael! Segue em anexo a programação do Departamento de Cultura Espírita da Instituição Beneficente Nosso Lar - IBNL para o mês de outubro. Muita paz a todos. Abraço fraterno,
"Plantemos alegremente, Sob a fé que não descansa, Bondade, paz, otimismo, Consolação e esperança". Casimiro Cunha Sublime Sementeira: Evangelização Espírita Infantojuvenil, ed. FEB, 2012, p.141/143.
(Recebido em email de Clodoaldo Leite [[email protected]]) |
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*** POST para compartilhar nas redes sociais |
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Estimada(o) amiga(o). Eis o POST de hoje (com ilustração) que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:
(Cínthia Cortegoso) Normalmente nem percebemos as inumeráveis bênçãos diárias. Estamos distraídos e ansiosos demais por mais um desejo material e individualista a ser cumprido. Quando realizamos algo, em questão de muito pouco tempo, já queremos outra suposta realização. [...] (Albino Teixeira) Anote as lições do cotidiano. Leia na íntegra ambas as matérias clicando aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/
Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e ótima semana.
Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden 86701-865 - Arapongas, PR
(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]]) |
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Casa Editora O Clarim Lançamentos |
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Bom dia, Ismael. Tudo bem?
Seguem artes dos lançamentos, para compartilhar com a sua rede.
Link para ambos: https://www.oclarim.com.br/off
(Recebido em email de Cássio - Casa Editora O Clarim [[email protected]]) |
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Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha Portugal |
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Exmos Senhores OCS,
CCE
www.cceespirita.wordpress.com - E-mail: [email protected] www.youtube.com/c/CentrodeCulturaEspíritaCaldasdaRainha www.facebook.com/Centro-de-Cultura-Espírita-de-Caldas-da-Rainha-195515483836343/
(Recebido em email de Centro de Cultura Espírita Caldas da Rainha [[email protected]]) |
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CONHEÇA E, SE PUDER, DIVULGUE A EDIÇÃO DESTA SEMANA DE O CONSOLADOR |
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Amigo(a) das lides espíritas, Está no ar a nova edição da revista O CONSOLADOR. Além de inúmeros artigos e matérias de grande interesse, esta edição traz os seguintes destaques: Entrevista com Sonia Mara Gualtieri Valim Zilli, de São João da Boa Vista-SP, coordenadora de Educação Espírita no Grupo da Fraternidade Espírita Irmão Joseph, de sua cidade. Especial de autoria do escritor e educador Marcus De Mario, do Rio de Janeiro-RJ, a respeito do tema “O amor e a educação”. Matéria especial de Erika Silveira sobre o espetáculo teatral O Espiritismo é Obra de Jesus, que vem sendo apresentado no Teatro Mooca, em São Paulo-SP. Acesse clicando em https://www.oconsolador.com.br/ano20/993/principal.html Se puder divulgar a Revista em sua casa espírita e compartilhá-la com familiares e amigos, sua colaboração será muito valiosa para ampliar o alcance da mensagem. Desde já, por sua atenção, nosso sincero agradecimento. Forte abraço e excelente semana para todos os seus.
Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden 86701-865 - Arapongas, PR
(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]]) |
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POST referente ao Blog (para divulgar hoje). |
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Estimada(o) amiga(o). Eis o POST (com ilustração) relativo ao Blog que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:
(Astolfo O. de Oliveira Filho) Um leitor, surpreso com a mudança de temperamento que se verifica em alguns jovens no final da chamada adolescência, pergunta-nos se o Espiritismo oferece alguma explicação para esse fenômeno. Sim. O assunto é tratado com clareza em O Livro dos Espíritos [...] Leia na íntegra clicando aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/09/o-porque-da-mudanca-de-temperamento-do.html
Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo dia.
Astolfo O. de Oliveira Filho Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden 86701-865 - Arapongas, PR
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*** POST referente ao Blog (para divulgar hoje) |
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Estimada(o) amiga(o). Eis o POST (com ilustração) relativo ao Blog que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:
(Astolfo O. de Oliveira Filho) Qual é o texto correto? 1. Nosso neto vai com nós à praia. 2. Nosso neto vai conosco à praia. A construção correta é a segunda: - Nosso neto vai conosco à praia. [...] Para ler na íntegra clique aqui: https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/2026/09/qual-e-o-texto-correto-1.html
Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e um ótimo dia.
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(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]]) |
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GEPAR Piratininga, Niterói. |
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ACESSE AQUI: |
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[1017-JornalMundoMaior] REAL DESTAQUE. |
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Curta o Jornal Mundo Maior no facebook:- www.facebook.com/jornalmundomaior Acesse o site do Jornal Mundo Maior e leia outras mensagens:- www.jornalmundomaior.com.br JORNAL MUNDO MAIOR ESTÁ NO WATSAPP clique no link e participe do nosso grupo:- https://chat.whatsapp.com/JqtroYousqNKuK5mmgBino
REAL DESTAQUE. Magali Inês Brum - Colaboradora.
Se você gostou, repasse. Ou escreva para [email protected], faça sua sugestão ou crítica ou assinale ( )apagar meu endereço.
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(Recebido em email de [email protected]; em nome de; Jornal Mundo Maior [[email protected]]) |
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Vibração para os doentes Aliança Espírita Varas da Videira |
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(Recebido em email de Adriana Leite) |
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Correio Espírita - Jornal de setembro de 2026 |
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Problemas com a mensagem? visualize no navegador.
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Jornal AGENDA CRISTÃ - Rancharia (SP) - Setembro/2026 |
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(Recebido em email de Francisco Atilio Arcoleze [[email protected]]) |
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Jornal Momento Espírita - EDIÇÃO DE SETEMBRO Centro Espírita Amor e Caridade. Bauru, SP. Acesse abaixo: |
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CLIQUE AQUI: https://ceac.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Jornal-Momento-Esp-set-26_compressed.pdf
(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]] Bauru, SP) |
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*** POST referente ao Jornal O IMORTAL (para divulgar hoje) |
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Estimada(o) amiga(o). Eis o POST (com ilustração) relativo ao Jornal O IMORTAL de setembro de 2026, que lhe peço divulgar pelo WhatsApp e nas redes sociais que você utiliza:
Está disponível na internet o jornal O IMORTAL de setembro, que traz como destaque uma entrevista com a jornalista Luci Aparecida Miranda, especialista em Jornalismo Digital e Mídias Sociais, radicada em Bragança Paulista-SP, onde colabora nos trabalhos da Casa da Bênção. Outro destaque é uma reportagem sobre a inserção do jovem nos setores da casa espírita, de autoria de Stella Segatti, da equipe de coordenação da assistência social do Grupo Espírita Paulista (GEP), instituído para promover a união, o diálogo e o fortalecimento do movimento espírita. Para acessar, clique em https://www.jornaloimortal.com.br/Home
Obrigado por sua colaboração, um grande abraço e uma ótima semana. Astolfo O. de Oliveira Filho Av. Saíra Prateada, 62 - Condomínio Golden Garden 86701-865 - Arapongas, PR
(Recebido em email de Astolfo Olegário Oliveira Filho [[email protected]]) |
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Resultados Parciais – PNE 2026 |
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✅Resultados Parciais – PNE 2026 Mais moderna, novo portal! Novas questões interessantes e instigantes. Participe! Para refletir, esclarecer e agir Participação atual de 18 estados. https://pesquisa.portalkardec.org.br/B43605E6
Ivan Franzolim WhatsApp: 55 (11) 98156-0030 http://franzolim.blogspot.com.br/
(Recebido em email de Ivan Franzolim [[email protected]]) |
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Edição 127 da Folha Espírita Francisco Caixeta Março/Abril-2026. Araxá, MG |
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CLICAR AQUI: http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol127.pdf
(Recebido em email de Folha Espírita Francisco Caixeta [[email protected]]) |
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Site da Federação Espírita Brasileira Brasília, DF |
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Clique
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Você sabia? | Inquietudes políticas
CLIQUE AQUI: https://febnet.org.br/voce-sabia-inquietudes-politicas/
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FEP- Federação Espírita do Paraná Curitiba |
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FEEGO. Federação Espírita do Estado de Goiás Goiânia |
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CLIQUE AQUI: https://www.facebook.com/feego.oficial/?locale=pt_BR
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FEETINS. Federação Espírita do Estado de Tocantins Palmas |
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Abrigo Ismael Araçatuba, SP |
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Quer ajudar o Abrigo e não sabe como? Doando sua nota fiscal paulista, você estará ajudando nossas vovós. Faça a doação on line de seu cupom fiscal para o Abrigo Ismael! É fácil, rápido, você ajuda a entidade e ainda tem 2,5 vezes mais chances de ser sorteado!
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Irma de Castro Rocha (MEIMEI) |
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Irma de Castro Rocha nasceu na cidade de Mateus Leme, Minas Gerais, às 7h30 da manhã do dia 22 de outubro de 1922. Filha do agente ferroviário Adolfo Castro e de Mariana Castro, teve quatro irmãos: Carmem, Ruth, Danilo e Alaíde. Aos dois anos de idade, sua família transferiu-se para Itaúna/MG, e aos cinco anos, ficou órfã de pai. Sua infância foi a de uma criança pobre, mas era extremamente modesta e de espírito elevado. Desde criança, era diferente de todos pela sua beleza física e por sua inteligência notável. Era alegre, comunicativa, espirituosa, espontânea e cativava a todos que com que convivia. Irma cursou com facilidade o ensino primário, matriculando-se, para dar sequência aos seus estudos, na Escola Normal de Itaúna (atual Colégio Estadual). Sua vida seria marcada pela moléstia que sempre a perseguia desde a infância (nefrite crônica), que se manifestou mais acentuadamente na época em que cursava com brilhantismo o 2º Ano Normal. Era considerada a primeira aluna da classe, mas teve que abandonar os estudos. Muito inteligente e ávida de conhecimentos, foi apurando sua cultura através de boa leitura, importante fonte de refinamento do seu espírito. Na flor de seus 17 anos, Irma de Castro tornou-se uma bela morena clara, alta, com 1,70m de altura e cabelos negros, ondulados e compridos, grandes olhos negros bastante expressivos e vivazes. Aos 20 anos, mudou-se com sua irmã Alaíde para Belo Horizonte. Foi onde conheceu Arnaldo Rocha (então ateu), de quem se tornou grande amiga e, no futuro, esposa. Casaram-se na igreja de São José, matriz de Belo Horizonte, em 10 de junho de 1942. Na saída da igreja, o casal e os convidados viveram uma cena inesquecível. Depararam-se com um mendigo, arrastando-se pelo chão, sujo, maltrapilho e malcheiroso. Este pediu-lhes uma esmola e Meimei, inesperadamente, volta-se para o andarilho; sensibilizada pela sua condição, ela lhe diz que nada têm, pois acabam de sair da cerimônia de casamento. A noiva, então, entrega o buquê ao pedinte e beija-lhe a testa. Os olhos dela ficaram marejados de lágrimas. APELIDO A carinhosa expressão familiar foi adotada pelo casal Arnaldo Rocha e Irma de Castro Rocha a partir da leitura que fizeram do livro Momentos de Pequim, do escritor sino-americano Lin Yutang. Ao final do livro, encontram o significado para o verbete Meimei: “Noiva Querida” ou “A Bem-Amada”, que a irmã Ruth preferia adaptar para “Amor Puro”. Este apelido ficara em segredo entre o casal, mas, após o desencarne da esposa, esta passa a tratar o seu ex-consorte por “Meu Meimei”. LIGAÇÃO COM ARNALDO Irma de Castro Rocha não foi espírita na acepção da palavra, pois foi criada na Religião Católica. Ela o era, porém, pela prática de alguns princípios da Doutrina Codificada por Allan Kardec, tais como caridade, benevolência, mediunidade, além de uma conduta moral ilibada. Meimei tinha mediunidade clarividente, conversava com os espíritos e relembrava cenas do passado. Segundo Arnaldo Rocha, era comum vê-la, por exemplo, lendo um livro e, de repente, ficar com o olhar perdido no tempo. Nesses instantes, Arnaldo olhava-a de lado e pensava: “Está delirando”. Algumas vezes, ela afirmava: “Naldinho, vejo cenas, e nós estamos dentro delas; aconteceu em determinada época na cidade...”. Arnaldo, à época materialista, não sabendo como lidar com esses assuntos, cortava o diálogo, afirmando: “Deixa isso de lado, pois quem morre deixa de existir”. Apesar do pouco tempo de casados, o casal foi muito feliz. Ela tinha muito ciúme do seu “cigano”. Esse cuidado por parte dela era devido ao passado complicado do marido. De acordo com Chico Xavier, Meimei vinha auxiliando Arnaldo na caminhada evolutiva há muitos séculos, por isso a sua acuidade em adocicar os momentos mais difíceis e alegrar ainda mais os instantes de ventura. A amizade entre o casal, projetando juras de eterno amor, teve início por volta do século VIII a.C. Um general do império Assírio e Babilônico, de nome Beb Alib, ficou conhecendo Mabi, bela princesa, salvando-a da perseguição de um leão faminto. Foi Meimei quem relatou a história, confirmada depois por Chico Xavier e traduzida, inconscientemente, pelo escritor e ex-presidente da União Espírita Mineira, Camilo Rodrigues Chaves, no livro Semíramis. Essas reminiscências de Meimei eram tão comuns que, além desse fato contido no livro citado, há, também, uma referência à personagem Blandina (Meimei), no livro “Ave, Cristo!”. Segundo relato de Arnaldo, Chico passou um determinado capítulo do livro para que ele avaliasse. À medida que lia, lágrimas escorriam por suas faces. Ao final da leitura, Arnaldo disse para Chico: “Já conheço esse trecho!”. Chico arrematou: “Meimei lhe contou, né?”. Nesse romance de Emmanuel, Blandina teria sido filha de Taciano Varro (Arnaldo Rocha), definindo a necessidade do reencontro de corações com vista à evolução espiritual. ENFERMIDADE E DESENCARNE Logo após o casamento, Meimei apresentou problemas nas amídalas - coisa que lhe era peculiar na infância. Ao operar-se, ficou um pequeno pedaço da amídala, que originou todo o seu drama. Seu organismo passou a ser minado pela infecção e todo tratamento foi inútil. Vieram complicações renais (nefrite), que depois se transformaram em glomerulonefrite, pressão alta e necrose nos rins, além de perturbações hipertensivas arterial e craniana. Motivado pelo estado hipertensivo de deslocamento das pupilas-cristalino e, com a marcha da enfermidade, Meimei ia perdendo a visão. Nos dias em que precederam o seu desencarne já estava completamente cega. Em seus derradeiros dias de vida terrena, ela começou a ter visões. Falava da avó Mariana, que vinha visitá-la e que em breve iria levá-la para viajar pela Alba dos céus. Depois de muitos anos veio, a confirmação através de Chico Xavier. Arnaldo recebe do médium amigo, em primeira mão, o livro Entre a Terra e o Céu, ditado por André Luiz, no qual encontra uma trabalhadora do Mundo Espiritual, Blandina, vivendo no Lar da Bênção, junto com sua Vovó Mariana, cuidando de crianças. Em determinado trecho, Blandina revela um pouco da sua vida terrena junto ao consorte amado. Memei desencarnou na madrugada de 1º de outubro de 1946, com 24 anos, após acordar vomitando sangue, devido a um edema agudo de pulmão. O marido sai desesperado em busca de médico, pois não tinham telefone e, ao voltar, encontra o corpo físico da amada sem vida. PÓS-DESENCARNE Arnaldo Rocha, agora viúvo, continuava a não acreditar em Deus. Foi convidado a uma sessão espírita a que compareceu com muito esforço e descrença. Ao retornar, sua mãe lhe emprestou “O Livro dos Espíritos”, que leu desordenada e desatenciosamente. Seu irmão deu-lhe o livro “O Problema do Ser do Destino e da Dor”, de Léon Denis, que leu em conjunto com o livro de sua mãe. Passou a se interessar pelos temas, sem, no entanto acreditar em Deus. Passando a viajar permanentemente a Pedro Leopoldo, berço da simplicidade da família Xavier, recebeu de Meimei, sua querida esposa, as mais belas missivas através da psicografia e da clarividência de Chico Xavier. Arnaldo tornou-se espírita e fundou o Centro Espírita Meimei. O jovem incauto e materialista recebeu consolo para suas dores; presentes do céu foram materializados para dirimir sua solidão; pelas evidências do sobrenatural, incentivos nasceram para o estudo da Doutrina Espírita, surgindo, por consequência, novos amigos que indicaram ao jovem viúvo um caminho diferente das conquistas na Terra. Trabalhador e conselheiro da União Espírita Mineira desde 1946, Arnaldo Rocha foi inseparável amigo de Chico Xavier. Organizador dos livros “Instruções Psicofônicas” e “Vozes do Grande Além” (FEB).
Fontes: “O Espírita Mineiro”, nº 295; www.viafanzine.jor.br/meimei.htm
(Copiado de https://www.uemmg.org.br/biografias/irma-de-castro-rocha-meimei)
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De pé: Zeca Machado e
Zilica, Waldo Vieira, Chico Xavier, Nair Machado com a criança no colo, http://www.vinhadeluz.com.br/site/noticia.php?id=1741
Arnaldo Rocha, esposo de Irma de Castro Rocha (MEIMEI) desencarnou em 29 de outubro de 2012.
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HOMENAGEM
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Judith Machareth (12-07-1907 / 02-10-1964) |
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Judith Machareth Imagem do livro Obra de Vultos, volume 2.
Biografia elaborada
por
Judith Machareth, filha de Américo Machareth e Dolores Barbosa Machareth, ambos fluminenses, nasceu em Melo Barreto, no Estado de Minas Gerais, em 12 de julho de l907. Teve os seguintes irmãos: Milton, Carmem, ambos desencarnados, Maria Izabel “Belinha” e Napoleão. Sua infância foi muito alegre; era criança muito ativa e, como filha mais velha, sempre procurava orientar seus irmãos. Fez o primário inicialmente em Cataguazes-MG, terminando-o em Leopoldina-MG. Cursou o secundário, como era chamado o curso que hoje compreende da 5ª à 8ª série, em Manhumirim-MG, no Ginásio Bom Jesus, onde recebeu, no ano de 1923, medalha de Honra ao Mérito pela sua aplicação nos estudos. Iniciou o curso Normal, atualmente Magistério, em Manhumirim, mas não o terminou por motivo de mudança para Monte Azul Paulista-SP, onde não havia esse curso. Veio para Araçatuba em 1928, lecionando em Frutal, hoje Guararapes. Em 1929, foi nomeada pela Câmara Municipal e pelo Prefeito de Araçatuba, Edgard Jardim Bastos, professora do Córrego do Roberto. No ano de 1930, o mesmo prefeito a nomeia professora do Bairro Baguaçu, que, concomitantemente, lecionou na Água Limpa, um núcleo japonês, durante quatro anos. Pediu exoneração em 1933, indo para o Rio de Janeiro, onde lecionou na Academia Nacional do Comércio e no Ginásio Santa Tereza, tendo se destacado pelos seus dotes pedagógicos, conforme atestado do diretor, Sr. Alcides Rosa. Voltou para Araçatuba em 1934, lecionando no Colégio Teuto-Brasileiro, nas disciplinas de Português, Geografia e História do Brasil. No mesmo ano, foi nomeada professora e diretora da Escola Tupi, da Loja Maçônica Tupi, onde permaneceu até o ano de 1958. Passou a dirigir sua própria escola em 1959, o Externato Américo, onde trabalhou até 15 de setembro de 1964, dezessete dias antes de sua desencarnação. Vitimada por um aneurisma cerebral, veio a desencarnar em 2 de outubro de 1964, em São Paulo, no Hospital Beneficência Portuguesa, onde foi internada para tratamento, todavia não houve tempo para operá-la. Seu corpo foi trasladado para Araçatuba e sepultado no Cemitério da Saudade. Durante sua vida corporal, alfabetizou centenas de crianças, hoje médicos, professores, engenheiros, dentistas, contadores e outras profissões. Atualmente, existe uma rua no Bairro Jardim TV, em Araçatuba, com seu nome, atribuído pela Lei nº 1195, de 22/12/1965. Estes dados até aqui registrados mostram a pessoa trabalhadora, eficiente professora, responsável. Mas o que poucas pessoas têm conhecimento é do seu trabalho como militante espírita. O objetivo desta biografia é exatamente tornar mais conhecida esta criatura naquilo que ela representa para o Movimento Espírita de nossa cidade. Ao mesmo tempo que lecionou em tantas escolas, não descuidou de seu trabalho espiritual, destacando-se pela sua extremada dedicação. No ano de 1948, participou das primeiras reuniões visando à fundação da Aliança Espírita “Varas da Videira”, encontros estes que eram realizados na residência do Sr. Antônio Crivellini, ao lado de outros conhecidos trabalhadores como: Francisco Martins Filho, Irma Ragazzi Martins, Victor Bombonati e Izabel Grandizioli. Foi evangelizadora em várias Casas Espíritas: Aliança Espírita “Varas da Videira”, Centro Espírita “Bezerra de Menezes” e “Casa da Criança”, no atual Sanatório Benedita Fernandes. Além da evangelização infantil, colaborava em várias outras atividades das instituições a que pertenceu, praticando a caridade indistinta e desinteressada para com todos aqueles que por seu caminho viessem a cruzar. Colaboradora e amiga pessoal de D. Benedita Fernandes, de Rolando Perri Cefaly e vários outros espíritas militantes como ela, deixou seu nome indelevelmente ligado ao movimento espírita de Araçatuba. De semblante meigo, mas enérgico, deixou a todos que a conheceram e aos seus familiares o exemplo de vida saudável, correta e sobretudo de desvelado amor ao próximo.
(Copiado de: http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultosII/judith_macharet.htm) |
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Judith Machareth Imagem do livro Obra de Vultos, volume 2. |
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Judith Machareth, a última da direita, com grupo dos primeiros professores de Araçatuba, em 1931. Imagem do livro Obra de Vultos, volume 2. |
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Dona Benedita Fernandes, sentada no centro da foto, com colaboradores. Atrás de Dona Benedita, de blusa branca, a professora Judith Machareth. Foto do ano de 1947 do acervo do Hospital Benedita Fernandes. |
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A “Casa da criança” * fundada por dona Benedita Fernandes. Foto do ano de 1946. Araçatuba, SP. Imagem do arquivo do Hospital Benedita Fernandes.
* A professora Judith Machareth ministrou aulas de Evangelização na “Casa da Criança” .
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Curiosidades da Codificação |
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Ponte Marie, Paris, França. Foto Lucas Gobbo
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O rio Sena e a ponte Marie. Paris, França. Foto Ismael Gobbo.
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O Livro dos Espíritos em edição de 1860. Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Livro_dos_Esp%C3%ADritos#/media/File:Le_Livre_des_Esprits_2.jpg
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Square D´Ajaccio com a Torre Eiffel ao fundo. Paris, França. Foto Ismael Gobbo.
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Jesus e o precursor |
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Livro Boa Nova, pelo espírito Humberto de Campos/Irmão X Psicografia Francisco Cândido Xavier FEB
Após a famosa apresentação de Jesus aos doutores do Templo de Jerusalém, Maria recebeu a visita de Isabel e de seu filho, em sua casinha pobre de Nazaré. Depois das saudações habituais, do desdobramento dos assuntos familiares, as duas primas entraram a falar de ambas as crianças, cujo nascimento fora antecipado por acontecimentos singulares e cercado de estranhas circunstâncias. Enquanto o patriarca José atendia às últimas necessidades diárias de sua oficina humilde, entretinham-se as duas em curiosa palestra, trocando carinhosamente as mais ternas confidências maternais. O que me espanta – dizia Isabel com caricioso sorriso – é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade. Não raro, procuro-o inutilmente em casa, para encontrá-lo, quase sempre, entre as figueiras bravas, ou caminhando ao longo das estradas adustas, como se a pequena fronte estivesse dominada por graves pensamentos. Essas crianças, a meu ver – respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos –, trazem para a Humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores... Fala de sua comunhão com Deus com uma eloquência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, contentemente, ando a cismar, em relação ao seu destino. Apesar de todos os valores da crença – murmurou Isabel, convicta –, nós, as mães, temos sempre o espírito abalado por injustificáveis receios. Como se se deixasse empolgar por amorosos temores, Maria continuou: – Ainda há alguns dias, estivemos em Jerusalém, nas comemorações costumeiras, e a facilidade de argumentação com que Jesus elucidava os problemas, que lhe eram apresentados pelos orientadores do templo, nos deixou a todos receosos e perplexos. Sua ciência não pode ser deste mundo: vem de Deus, que certamente se manifesta por seus lábios amigos de pureza. Notando-lhe as respostas, Eleazar chamou a José, em particular, e o advertiu de que o menino parece haver nascido para a perdição de muitos poderosos em Israel. Com a prima a lhe escutar atentamente a palavra, Maria prosseguiu, de olhos úmidos, após ligeira pausa: – Ciente desse aviso, procurei Eleazar, a fim de interceder por Jesus, junto de suas valiosas relações com as autoridades do templo. Pensei na sua infância desprotegida e receio pelo seu futuro. Eleazar prometeu interessar-se pela sua sorte; todavia, de regresso a Nazaré, experimentei singular multiplicação dos meus temores. Conversei com José, mais detidamente, acerca do pequeno, preocupada com o seu preparo conveniente para a vida!... Entretanto, no dia que se seguiu às nossas íntimas confabulações, Jesus se aproximou de mim, pela manhã, e me interpelou: “Mãe, que queres tu de mim? Acaso não tenho testemunhado a minha comunhão com o Pai que está no Céu!” Altamente surpreendida com a sua pergunta, respondi-lhe, hesitante: Tenho cuidado por ti, meu filho! Reconheço que necessitas de um preparo melhor para a vida... Mas, como se estivesse em pleno conhecimento do que se passava em meu íntimo, ponderou ele: “Mãe, toda preparação útil e generosa no mundo é preciosa; entretanto, eu já estou com Deus. Meu Pai, porém, deseja de nós toda a exemplificação que seja boa e eu escolherei, desse modo, a escola melhor”. No mesmo dia, embora soubesse das belas promessas que os doutores do templo fizeram na sua presença a seu respeito, Jesus aproximou-se de José e lhe pediu, com humildade, o admitisse em seus trabalhos. Desde então, como se nos quisesse ensinar que a melhor escola para Deus é a do lar e a do esforço próprio – concluiu a palavra materna com singeleza —, ele aperfeiçoa as madeiras da oficina, empunha o martelo e a enxó, enchendo a casa de ânimo, com a sua doce alegria! Isabel lhe escutava atenta a narrativa, e, depois de outras pequenas considerações materiais, ambas observaram que as primeiras sombras da noite desciam na paisagem, acinzentando o céu sem nuvens. A carpintaria já estava fechada e José buscava a serenidade do interior doméstico para o repouso. As duas mães se entreolharam, inquietas, e perguntavam a si próprias para onde teriam ido as duas crianças. * Nazaré, com a sua paisagem, das mais belas de toda a Galileia, é talvez o mais formoso recanto da Palestina. Suas ruas humildes e pedregosas, suas casas pequeninas, suas lojas singulares se agrupam numa ampla concavidade em cima das montanhas, ao norte do Esdrelon. Seus horizontes são estreitos e sem interesse; contudo, os que subam um pouco além, até onde se localizam as casinholas mais elevadas, encontrarão para o olhar assombrado as mais formosas perspectivas. O céu parece alongar-se, cobrindo o conjunto maravilhoso, numa dilatação infinita. Maria e Isabel avistaram seus filhos, lado a lado, sobre uma eminência banhada pelos derradeiros raios vespertinos. De longe, afigurou-se-lhes que os cabelos de Jesus esvoaçavam ao sopro caricioso das brisas do alto. Seu pequeno indicador mostrava a João as paisagens que se multiplicavam a distância, como um grande general que desse a conhecer as minudências dos seus planos a um soldado de confiança. Ante seus olhos surgiam as montanhas de Samaria, o cume de Magedo, as eminências de Gelboé, a figura esbelta do Tabor, onde, mais tarde, ficaria inesquecível o instante da Transfiguração, o vale do rio sagrado do Cristianismo, os cumes de Safed, o golfo de Khalfa, o elevado cenário do Pereu, num soberbo conjunto de montes e vales, ao lado das águas cristalinas. Quem poderia saber qual a conversação solitária que se travara entre ambos? Distanciados no tempo, devemos presumir que fosse, na Terra, a primeira combinação entre o amor e a verdade, para a conquista do mundo. Sabemos, porém, que, na manhã imediata, em partindo o precursor na carinhosa companhia de sua mãe, perguntou Isabel a Jesus, com gracioso interesse: – Não queres vir conosco? Ao que o pequeno carpinteiro de Nazaré respondeu, profeticamente, com inflexão de profunda bondade: “João partirá primeiro”. Transcorridos alguns anos, vamos encontrar o Batista na sua gloriosa tarefa de preparação do caminho à verdade, precedendo o trabalho divino do amor, que o mundo conheceria em Jesus-Cristo. João, de fato, partiu primeiro, a fim de executar as operações iniciais para grandiosa conquista. Vestido de peles e alimentando-se de mel selvagem, esclarecendo com energia e deixando-se degolar em testemunho à Verdade, ele precedeu a lição da misericórdia e da bondade. O Mestre dos mestres quis colocar a figura franca e áspera do seu profeta no limiar de seus gloriosos ensinos e, por isso, encontramos em João Batista um dos mais belos de todos os símbolos imortais do Cristianismo. Salomé representa a futilidade do mundo, Herodes e sua mulher o convencionalismo político e o interesse particular. João era a verdade, e a verdade, na sua tarefa de aperfeiçoamento, dilacera e magoa, deixando-se levar aos sacrifícios extremos. Como a dor que precede as poderosas manifestações da luz no íntimo dos corações, ela recebe o bloco de mármore bruto e lhe trabalha as asperezas para que a obra do amor surja, em sua pureza divina. João Batista foi a voz clamante do deserto. Operário da primeira hora, é ele o símbolo rude da verdade que arranca as mais fortes raízes do mundo, para que o reino de Deus prevaleça nos corações. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade do amor, a luta para que se desfaçam as sombras do caminho, João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer em si mesmo o santuário de sua realização com o Cristo. Foi por essa razão que dele disse Jesus: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior de todos”.
Do cap. 2 do livro Boa Nova, do Espírito de Humberto de Campos, obra psicografada pelo médium Chico Xavier.
(Texto copiado do site http://www.oconsolador.com.br/ano4/156/correiomediunico.html)
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Quadro Sagrada Família com são João menino. Óleo sobre tela por Bartolomé Esteban Murillo.Imagem/fonte: |
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Jesus aos doze anos encontrado entre os doutores do templo. James Tissot Fonte da imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus
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A cidade de Nazaré com o Monte Tabor ao fundo. Nazaré, Israel. Foto Ismael Gobbo. |
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A juventude de Jesus. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:
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Vista da cidade de Nazaré, Israel, onde Jesus viveu a infância e juventude. Foto Ismael Gobbo. |
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Monte Tabor. Região da Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Vista panorâmica de cima do Monte Tabor. Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Igreja no topo do Monte Tabor em cujo interior há cenas da Transfiguração de Jesus. Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Cena do batismo de Jesus em detalhe da porta de ingresso da Basílica da Anunciação em Nazaré, Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Jesus abençoa João Batista no deserto. Imagem/fonte: https://it.wikipedia.org/wiki/Dipinti_del_Moretto#/media/File:Moretto,_cristo_che_benedice_il_battista.JPG |
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Jesus ensino ao povo à beira-mar. Guache sobre grafite em papel tecido cinza. Obra de James Tissot. Imagem/fonte: |
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Amor Infinito Caminhos retos |
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(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]]) |
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