Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita

São Paulo, SP, quinta-feira, 15 de janeiro de 2026.

Compiladas por Ismael Gobbo

 

 

 

 

Notas

1. Recomendamos confirmar junto aos organizadores os eventos aqui divulgados. Podem ocorrer cancelamentos ou mudanças que nem sempre chegam ao nosso conhecimento.

2. Este e-mail é uma for

 

ma alternativa de divulgação de noticias, eventos, entrevistas e artigos espíritas. Recebemos as informações de fontes  diversas via e-mail  e fazemos o repasse aos destinatários de nossa lista de contatos de e-mail. Trabalhamos com a expectativa de que as informações que nos chegam sejam absolutamente espíritas na forma como preconiza o codificador do Espiritismo, Allan Kardec.  Pedimos aos nossos diletos colaboradores que façam uma análise criteriosa e só nos remetam para divulgação matérias genuinamente espíritas.

 

3. Este trabalho é pessoal e totalmente gratuito, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro e só conta com ajuda de colaboradores voluntários. (Ismael Gobbo).

 


 

Atenção

Se você tiver dificuldades em abrir o arquivo, recebê-lo incompleto ou cortado e fotos que não abrem, clique aqui:     

                                  

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Publicação em sequência

Revista Espírita – Ano 7 - 1864

 

7

 

 

 

 

 

(Copiado do site Febnet)

743px-Rio_de_Janeiro_from_the_morro_do_Castelo_by_Leuzinger_1865

Rio de Janeiro, capital do Império do Brasil. Foto tirada no morro do Castelo , c.1865

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rio_de_Janeiro_from_the_morro_do_Castelo_by_Leuzinger_1865.jpg

800px-Rio_de_janeiro_1889_01

Cidade do Rio de Janeiro, 1889.

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rio_de_janeiro_1889_01.jpg

 

Sociedade de Estudos Espiríticos - Grupo Confúcio foi uma instituição espírita que existiu na cidade do Rio de Janeiro ao final do Brasil Império.

Destacou-se por, em uma curta existência de quase três anos, ter sido responsável pela primeira tradução das obras de Allan Kardec, por Joaquim Carlos Travassos ("Fortúnio"), pela primeira assistência gratuita homeopática e pela primeira revelação do espírito-guia do Brasil — o Anjo Ismael.

Considerado o primeiro Centro Espírita da então Capital do Império, foi fundado a 2 de agosto de 1873. Tendo recebido na ocasião mensagens dos espíritos de seu patrono e de Ismael, que se revelou o diretor espiritual do Brasil, o grupo tinha como lema "Sem a Caridade não há salvação, sem a Caridade não há verdadeiro Espiritista".

Sua primeira Diretoria ficou assim constituída:

·       Presidente: Dr. Francisco de Siqueira Dias Sobrinho

·       Vice-presidente: Dr. Antônio da Silva Neto (eleito presidente no ano seguinte)

·       Secretário geral: Dr. Joaquim Carlos Travassos

·       2º secretário: Sr. Eugênio Boulte

·       3º secretário: Sr. Marcondes Pestana

·       Tesoureiro: Casimir Lieutaud

·       Conselho Fiscal: Dr. Francisco Leite de Bittencourt Sampaio, Mme. Perret Collard e Mme. Rosa Molteno.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_de_Estudos_Espir%C3%ADticos_-_Grupo_Conf%C3%BAcio

 

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2015/DEZEMBRO/08-12-2015_arquivos/image016.jpg

Luiz Olímpio Guillon Ribeiro e Joaquim Carlos Travassos. Tradutores históricos da FEB- Federação Espírita Brasileira.

Imagem/fonte: http://www.febnet.org.br/blog/geral/noticias/tradutores-historicos-2/

 

LEIA O

JORNAL DO COMMERCIO DO DIA 23-09-1863

http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=364568_05&pagfis=5366

 

 

 

 

Jornal do Commercio foi um jornal com sede na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.[1] Circulou de 1827 a 2016. Na época de sua extinção, era o jornal mais antigo em circulação na América Latina (com a mesma denominação).[2]

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jornal_do_Commercio

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/FEVEREIRO/17-02-2018_arquivos/image106.jpg

Sede histórica da FEB- Federação Espírita Brasileira. Rio de Janeiro, RJ. Foto Ismael Gobbo.

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/OUTUBRO/10-10-2019_arquivos/image061.jpg

 

Francisco Leite de Bittencourt Sampaio

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Leite_de_Bittencourt_Sampaio#/media/File:Bittencourt_Sampaio.jpg

 

LEIA SOBRE BITTENCOURT SAMPAIO

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/FEVEREIRO/01-02-2018.htm

 

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/OUTUBRO/10-10-2019_arquivos/image062.jpg

Túmulo de Bittencourt Sampaio no Cemitério de São Joaõ Batista. Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/AGOSTO/01-08-2019_arquivos/image016.jpg

Rio de Janeiro, Brasil. Em primeiro plano o bairro de Botafogo com o Cemitério  São

João Batista no centro da foto; acima,  Copacabana e, à esquerda,  o Pão de Açucar. Foto a partir do Corcovado.

Ismael Gobbo

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/AGOSTO/01-08-2019_arquivos/image017.jpg

O Corcovado e o Cristo Redentor vistos do Cemitério São João Batista. Bairro de Botafogo. Rio de Janeiro, Brasil.

 Foto Ismael Gobbo.

 

image015

Dr. Adolfo Bezerra de Menezes. Óleo sobre tela de Nair Camargo. Foto Ismael Gobbo

Leia biografia de Dr. Bezerra de Menezes

http://www.noticiasespiritas.com.br/2015/AGOSTO/29-08-2015.htm

https://lh5.googleusercontent.com/proxy/EJodnHAWZ9Mr3u6BEcKjXDizxdmW3YvuBgeL-gjYH9FFO5r_hvWSS5ktMqyRjqJYf70yfZ5uFAWRW-m2D-Hwdkc9XYulrc4AHI2OmPbyeeDgPcD8r58aasf9hDmhnQ11k1ka=s0-d

Túmulo de Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

Cemitério de São Francisco Xavier,  também conhecido como Cemitério do Caju.

Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/FEVEREIRO/17-02-2018_arquivos/image103.jpg

Inacio Bittencourt.

Imagem/fonte: http://bvespirita.com/Inacio%20Bittencourt%20-%20O%20Apostolo%20da%20Caridade%20(CELD).pdf

 

LEIA SOBRE INACIO BITTENCOURT AQUI:

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/FEVEREIRO/17-02-2018.htm

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/FEVEREIRO/17-02-2018_arquivos/image108.jpg

Túmulo de Inácio Bittencourt e da esposa Rosa no Cemitério São João Batista. Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjVmxY6H_atWWD1EJjQJ7B26I-XyTNyBK8Ia1oZjYkyFl1CeXZvsEAqDSh1gbuDBgHq74pcyxPsopvKLC1NQaoGW6x5u3P-xTsVcOyJnoZ0aKPYgVqT3lee4Aj8hDTZO7smOxpQIG6EIP4/

Allan Kardec

Lião (França): 03-10-1804 /  Paris (França):  31-03-1869

Gravura cedida por Charles Kempf, Belfort, França.

 

 

O Evangelho segundo o Espiritismo. Por Allan Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. FEBFederação Espírita Brasileira

 

 

CAPÍTULO XXI

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Haverá falsos cristos

e falsos profetas

 

–  Conhece-se a árvore pelo seu fruto – Missão dos profetas – Prodígios

dos falsos profetas – Não creiais em todos os Espíritos – Instruções dos

Espíritos: Os falsos profetas  – Características do verdadeiro profeta

– Os falsos profetas da erraticidade – Jeremias e os falsos profetas

 

Instruções dos Espíritos

Os falsos profetas

 

 

        8. Se vos disserem: “O Cristo está aqui”, não vades; ao contrário, mantende-vos em guarda, porque os falsos profetas serão numerosos. Não vedes que as folhas da figueira começam a branquear; não vedes os seus múltiplos rebentos aguardando a época da floração; e não vos disse o Cristo: “Conhece-se a árvore pelo seu fruto?”  Se, pois, os frutos são amargos, julgais que a árvore é má; se, porém, são doces e salutares, direis: “Nada que seja puro pode provir de fonte má”.

        É assim, meus irmãos, que deveis julgar; são as obras que deveis examinar. Se os que se dizem investidos de poder divino se fazem acompanhar de todas as marcas de semelhante missão, isto é, se possuem no mais alto grau as virtudes cristãs e eternas: a caridade, o amor, a indulgência, a bondade que concilia todos os corações; se, em apoio das palavras, acrescentam os atos, podereis então dizer: “Estes são realmente os enviados de Deus”.

       Desconfiai, porém, das palavras melífluas, 26 desconfiai dos escribas e fariseus que oram nas praças públicas, vestidos de longas túnicas. Desconfiai dos que pretendem deter o monopólio exclusivo da verdade!

       Não, o Cristo não está entre esses, porquanto os que Ele envia para propagar a sua doutrina e regenerar o seu povo serão, acima de tudo, a exemplo do proprio Mestre, brandos e humildes de coração; os que hajam de salvar a Humanidade com seus exemplos e conselhos, a fim de que esta mão corra para a perdição nem vagueie por caminhos tortuosos, serão essencialmente modestos e humildes. Fugi de tudo o que revele um átomo de orgulho, como se fugísseis de uma moléstia contagiosa, que corrompe tudo em que toca. Lembrai-vos de que cada criatura traz na fronte, mas principalmente nos atos, a marca da sua grandeza ou da sua decadência.

       Ide, portanto, meus bem-amados, sem desculpas ardilosas, sem pensamentos ocultos, na rota bendita em que enveredastes. Ide, ide sempre, sem temor; afastai cuidadosamente tudo quanto vos possa entravar a marcha para o objetivo eterno. Viajores, só por pouco tempo mais estareis nas trevas e nas dores da provação, se abrirdes o vosso coração a essa suave doutrina que vos vem revelar as leis eternas e satisfazer a todas as aspirações de vossa alma acerca do desconhecido. Já podeis dar corpo a esses silfos ligeiros que vedes passar nos vossos sonhos e que, efêmeros, apenas vos encantavam o espírito, sem nada dizerem ao vosso coração. Agora, meus amados, a morte desapareceu, dando lugar ao anjo radioso que conheceis, o anjo do novo encontro e da reunião! Agora, vós que bem desempenhastes a tarefa que o Criador vos impôs, nada mais tendes de temer da sua justiça, pois Ele é pai e perdoa sempre aos filhos transviados que clamam por misericórdia. Continuai, portanto, avançai incessantemente. Seja vossa divisa a do progresso, do progresso contínuo em todas as coisas, até que, finalmente, chegueis ao termo feliz da jornada, em que vos esperam todos os que vos precederam.- Luís. (Bordeaux, 1861.) 

 

_______________

26 N.E.: Que revela doçura hipócrita, afetada; melieiro, meloso.

 

Próximo

Instruções dos Espíritos

Características do verdadeiro profeta

 

(Copiado de O Evangelho segundo o Espiritismo. Por Allan Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. FEB – Federação Espírita Brasileira)

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEgUdYxW3bFKJplUKqvIXayqxyWpZwVLAhnBCkzPn3q8O2IE4qchCC5JpfHlj0WL1XViVAfdqGK6ADmbCih5OZR7Uocs6Tftlp8kNdgQm2grYYQKFOggX3NfvS2eHG9NiFutNx5FJi11wbTxAzYtKDXEXS0yb2eepo9k22xthsyOX1wg8z5Pxfdm4l_KXQ

 

Os fariseus questionando a Jesus. Obra de James Tissot. Imagem/fonte:

 http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brooklyn_Museum_-_The_Pharisees_Question_Jesus_(Les_pharisiens_questionnent_J%C3%A9sus)_-_James_Tissot.jpg

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEgxZ-AAOkS0lN5SdtSe4-SSLwIi5qKlIQyZNpBpTalKVyTgzzjNwgGUjI6VhV4Oq13AvcgbS9oPlXUY9ozcFeoJStrUNIPnxHYMe8st0DQpuNVqVh_QIpiMl9IT9CX5FKxC0CJ0-9gTgSzsXe2aYpXiTYZcef1Zt_CoO4QorDmk_RDvAo_W9RGp_DcFXA

Jantar na casa de Simão, o fariseu. Óleo sobre tela por  Moretto da Brescia. Imagem/fonte: 

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cena_in_casa_di_Simone_in_fariseo_(Moretto).jpg

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEiveXv-msSfi2S2CEgB9NTGeWBwWQeqCsPCPaxN1H6CL4-OyGtSEWWgXgchMz0kR3vLEtZhGBstKEQyX3P6NlHumYIk96y8bTYBsFTF0w-LhNa46QImUu5P93Hdq_FDjmz_YiJOAHjUlv40KKD6oAId3zsVNs6nqKSbAH-QVZ6hpDOgW4u5JouuNoq6Vg

 

Estudo para Jesus e Nicodemos por Henry Ossawa Tanner.

Imagem/fonte:  https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Henry_Ossawa_Tanner_-_Study_for_Jesus_and_Nicodemus.jpg

 

No diálogo de Jesus com Nicodemos, um fariseu, falou o Mestre: "Ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo." (João, 3,1-8) 

 

Ensinamentos de Jesus 36 de 40. Parábola da figueira. Gravura de Jan Luyken. Bowyer Bible.gif

Descrição: Gravura de Jan Luyken ilustrando Lucas 13:6-9 na Bíblia Bowyer, Bolton, Inglaterra. Data: 6 de agosto de 2009 Fonte: Foto de Harry Kossuth Autor: Phillip Medhurst. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Teachings_of_Jesus_36_of_40._parable_of_the_fig_tree._Jan_Luyken_etching._Bowyer_Bible.gif

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi6zdrJ4wMubwN5H10lFSMVGIzpedfPDmUesUDTGqr9if2eX5WqXilhzNK7GdkDGm6TgWPuzLcYy2bfmnoVd6D7UNoOHG6idpP4iQMkUW6kLVjkVVpi1Bgl4AxQwb7ImA3fm8DdljUhya3J/

Parábola do Semeador. Óleo sobre tela de Abel Grimer.

Imagem/fonte: http://www.wikigallery.org/wiki/painting_205704/Abel-Grimer/The-Parable-of-the-Sower

 

 

Signorelli - Anticristo e o diabo

Descrição Português: Anticristo com o diabo, dos Feitos do Anticristo Data: cerca de 1501 Fonte [1] Autor Luca Signorelli (1450–1523) wikidata:Q7031 q:it:Luca Signorelli. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Signorelli-Antichrist_and_the_devil.jpg

 

 

Simeão no Templo. Óleo sobre tela de Rembrandt.  Descrição Apresentação de Jesus no Templo. Coleção Nationalmuseum. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rembrandt_-_Circumcision_-_WGA19111.jpg

http://www.noticiasespiritas.com.br/2017/MARCO/14-03-2017_arquivos/image014.jpg

Espinheiro. Cafarnaum, Israel. Foto Ismael Gobbo

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/DEZEMBRO/03-12-2018_arquivos/image017.jpghttps://www.noticiasespiritas.com.br/2021/JULHO/27-07-2021_arquivos/image016.jpg

Figueira em Cesaréia, Israel. Fotos  Ismael Gobbo.

http://www.noticiasespiritas.com.br/2017/OUTUBRO/16-10-2017_arquivos/image009.jpg

O Mar Mediterrâneo em Cesaréia, Israel. Foto Ismael Gobbo.

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLMvs3Rk9g3w94x2ostEy57zcDrv9WCWcDg6Ny536nqL5E38TXiZO06BJ5OYuYf-VrE0J4LhTaDe7xDGFLKN_kH9zpqFxstdi5euFCb3KHfeX_KerZG31l0_o9nWLu05uVkBNX4ajHbFdE/

Agricultura na Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtLrgO0q3yYO6q5IesEfKKwy0or5WEULN9Cf3NLvYvz7B8oUyFqx72Kq0TuhClliW7N0b8dSzlFbAcedRBZTUSRzXUhdigpygDnX2QKq-LbboYjq-qt3bsjjwPyoeNsUUfLG89a-2OZyFe/

Plantações e sistema de irrigação às margens do Mar da Galiléia em Cafarnaum, Israel. Foto Ismael Gobbo.

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O evangelista Mateus inspirado por um  anjo. Óleo sobre tela por Rembrandt.

Imagem/fontehttps://en.wikipedia.org/wiki/Authorship_of_the_Bible#/media/File:The_Evangelist_Matthew_Inspired_by_an_Angel.jpg

 

São Lucas Evangelista.

Obra do Artista Vladimir Borovikovsky.  Data 1804-1809 Óleo médio sobre papelão

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:St_Luke_the_Evangelist.jpg

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjfdfuOaSvKx9njYBgzMdJiOSg5M_jHnk-Tpqrbd5I1YIihZfqiAgUrjqURvHqKQmaANYfE_gDp1I2eaJkWndKiPtr1DDPsAcR5kFHtCi8MP1Xh5DDZNDVvBwNGeEZb7SMvtm_fJOBHt10AkUoo4p2TpQPxyWWfKq0AVZjYhLUR36Um9H1i6uxUF4egVQ

São Marcos escreve seu Evangelho sob o ditado de São Pedro. Óleo sobre tela de Pasquale Ottino

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Pasquale_Ottini

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEitNI-Y-SGYiflNvx9PyT6LUCzhMv_CH3PZzemPKQA8DlUH-Dj8e9vdm8kxzXNIzec-CaJkesn7l0eoZqbyyCvJ6Tg5UEImay0xMzN2XG6NSK76SCDDQ62Ig5-Y1Tr0xDpVBY7YXSVggIJK8hlhXLgkLTAK27-UT5OKBkRqpXYkhJ7Z-7GsP3jwW0zAFg

Sermão da Montanha. Pintura de Henrik Olrik

Imagem/fonte:  https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sankt_Matthaeus_Kirke_Copenhagen_altarpiece_detail1.jp

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOG0WVvZX143zm5BDBKiyoyp4SYnFck_EjCvR5KP7JrA2IBdI9rJ96a6CcsNqsxpjnShOduWNjv8yzlYQEvYSuTNk3_34GD8EI5CyZK_vXARt2sjW-9EXybp0fRWiccDG8Mi3WEfjnLDpW/

Prece do “Pai Nosso”. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Brooklyn_Museum_-_The_Lord%27s_Prayer_%28Le_Pater_Noster%29_-_James_Tissot.jpg

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/NOVEMBRO/06-11-2019_arquivos/image037.jpg

Allan Kardec (1804- 1869). Codificador do Espiritismo

Imagem/fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/Hippolyte_L%C3%A9on_Denizard

 

 

 

Quando eu morrer

 

Vez ou outra acontece. Lembramos que um dia abandonaremos o corpo de carne e partiremos para outra realidade.

É nesses momentos que recordamos de elaborar testamento, repartindo o que vamos deixar, entre aqueles que ficarão.

As vontades assim expressas quase sempre criam disputas familiares, que chegam a se prolongar por anos.

Quanto maiores forem as posses daquele que se foi, a tendência é aumentar a disputa se, entre os contemplados, não existe entendimento, afeto.

Houve um homem, no entanto, que, pensando em sua morte, elaborou vontades muito precisas.

Pensou em seu funeral e o que ele poderia significar para o mundo.

Ele era um líder e dizia que não desejava ser idolatrado, mas sim ouvido. Então, disse aos seus seguidores:

Frequentemente, eu penso naquilo que é denominador comum e derradeiro da vida: nessa alguma coisa que costumamos chamar de "morte".

Penso em minha própria morte e em meu funeral, mas não em sentido angustiante.

Pergunto a mim mesmo o que gostaria que fosse dito então.

Se vocês estiverem ao meu lado, quando eu encontrar meu dia, lembrem-se de que não quero um longo funeral.

E, se conseguirem alguém para fazer o "discurso fúnebre", digam-lhe para não falar muito.

Digam-lhe para não mencionar que eu tenho um Prêmio Nobel da Paz: isso não é importante!

Digam-lhe para não mencionar que eu tenho trezentos ou quatrocentos prêmios: isso não é importante!

Eu gostaria de que alguém mencionasse aquele dia em que Martin Luther King tentou dar a vida a serviço dos outros.

Eu gostaria que alguém mencionasse o dia em que Martin Luther King tentou amar alguém.

Quero que digam que eu tentei ser direito e caminhar ao lado do próximo.

Quero que vocês possam mencionar o dia em que tentei vestir o mendigo, tentei visitar os que estavam na prisão, tentei amar e servir a Humanidade.

Se quiserem dizer algo, digam que eu fui um arauto: um arauto da justiça, um arauto da paz, um arauto do direito.

Todas as outras coisas triviais não têm importância. Não quero deixar atrás nenhum dinheiro.

Eu só quero deixar uma vida de dedicação! E isto é tudo o que eu tenho a dizer:

Se eu puder ajudar alguém a seguir adiante

Se eu puder animar alguém com uma canção

Se eu puder mostrar a alguém o caminho certo

Se eu puder cumprir meu dever cristão

Se eu puder levar a salvação para alguém

Se eu puder divulgar a mensagem que o senhor deixou...

Então, minha vida não terá sido em vão.

*

Martin Luther King Junior lutou pelos direitos dos negros nos Estados Unidos.

Foi Prêmio Nobel da Paz em 1964.

Dizia que a resposta ao ódio deveria ser o amor.

Em seu túmulo, está a prova de que tinha convicção da vida além desta vida.

O epitáfio diz: Enfim livre, enfim livre!

Graças a Deus Todo-Poderoso sou finalmente livre!

Foram palavras semelhantes àquelas com as quais concluiu o seu mais famoso discurso: Eu tenho um sonho, em que traduziu o ideal da liberdade e da igualdade entre todos os homens.

Oxalá muitos de nós possamos ter essas ideias lúcidas a respeito da vida e da morte.

Nesse dia, o mundo será muito melhor.

Redação do Momento Espírita, com base
no discurso de Martin Luther King Junior:
 
Quando eu morrer.
Em 10.1.2026

 

 

(Copiado de  https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1452&stat=0)

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzutcfwI5kVUWz5Z1Cr61M6TieN8lBw5MRroY47zFbF4ZsT1oIV05ZuRx5BK3CmGm9ThaFflZo63I2EQgeTz6sCzFVUjxzptgBxbczN_UB14JXqWkgY-nJoM8066C0JM0HVpLict6MNL0x/

Martin Luther King Jr

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Luther_King_Jr.

 

Martin Luther King Jr. (nascido Michael King Jr.; Atlanta15 de janeiro de 1929 — Memphis4 de abril de 1968) foi um pastor batista e ativista político estadunidense que se tornou a figura mais proeminente e líder do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos de 1955 até seu assassinato em 1968. King é amplamente conhecido pela luta dos direitos políticos através da não-violência e desobediência civil, inspirado por suas crenças cristãs e o ativismo não-violentode Mahatma Gandhi.

Leia mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Luther_King_Jr.

 

 

Gratidão à vida

 

É possível que você pense que poderia ser mais inteligente e se aborreça com suas limitações pessoais e com os esforços necessários para estudar, aprender, avançar.

Mas talvez nunca tenha pensado naqueles que renascem com profundas limitações na área do intelecto, desconectados da própria mente, imersos nessa ou naquela sequela física, em vidas de resgate e expiação. Talvez esses tenham dificuldades maiores do que as suas.

Você já pensou que poderia ter um corpo mais harmonioso, mais elegante e condizente com os padrões de beleza instituídos.

Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que trazem deformações, mutilações, limitações na veste orgânica, com dificuldades para andar, falar, ouvir ou enxergar. Esses desejariam muito ter o corpo exatamente igual ao seu.

Você já pensou que poderia ter mais dinheiro, morar em uma casa maior, ter um carro da moda ou viajar para países distantes.

Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem da caridade alheia, sem a opção de um trabalho digno para se sustentar, sem garantia de moradia ou de alimentação diária.

Esses, possivelmente, sonhem em ter a casa e o salário que você dispõe.

Você já pensou que sua família é um peso imenso em seus ombros, que gostaria de ter os filhos semelhantes àqueles que você vê em outros lares e ter o cônjuge igual a outros casais que você conhece.

Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem sós, sem família, sem alguém para dizer oi ao chegar em casa, para dividir suas frustrações e seus sonhos, ou para compartilhar a mesa de refeições.

É possível que esses sonhem todos os dias em ter uma família como a sua, problemática e de difícil trato, mas pelo menos teriam seres próximos a quem pudessem entregar o seu amor, compartilhar suas carências.

*   *   *

Muitas vezes sonhamos com outra vida, outro corpo, outros entes queridos, outra trajetória.

Sonhamos com aquilo que, infantilmente, imaginamos nos faria felizes.

Mas, possivelmente, a beleza do corpo nos trouxesse a vaidade desmedida.

A inteligência privilegiada nos tornasse arrogantes e pretensiosos.

O dinheiro em excesso talvez nos conduzisse a vícios e comportamentos comprometedores.

E nos destituirmos da família seria o caminho para o egoísmo e a solidão.

Dessa forma, percebemos que a vida é feita de bênçãos, de oportunidades de aprendizado. Tudo ao nosso redor é aquilo que Deus provê para melhor aproveitarmos a oportunidade da vida.

E os Seus desígnios são de sabedoria e amor irretocáveis.

Assim, ao analisarmos tudo que temos, nosso corpo, nossa condição financeira, nossas capacidades e nossa família, agradeçamos a Deus por tudo isso.

Afinal, de nossa existência, o que nos pertence mesmo é aquilo que podemos guardar no cofre do coração. Tudo o mais é empréstimo Divino para que possamos galgar a estrada rumo à perfeição.

São empréstimos que nos cabe usufruir de forma consciente, deles extraindo o melhor.

Redação do Momento Espírita.
Em 13.1.2026

 

(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3806&stat=0)

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Os pobres gratos. Óleo sobre tela de Henry Ossawa Tanner 

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_Thankful_Poor,_1894._Henry_Ossawa_Tanner.jpg

 

 

 

 Lápis, vida, verso e prosa

 

O menino acordou cedo. Estava feliz. Eram suas férias escolares e, por isso, ele estava passando uma temporada com sua avó.

Ouviu um ruído que vinha da sala. Em disparada, dirigiu-se para lá, confiante de que encontraria a avó.

Ela estava sentada à mesa. Uma música leve e reconfortante ao fundo, uma xícara de café esfumaçante à sua frente e, em suas mãos, lápis e papel. Atenta, escrevia.

Vovó, você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? É uma história sobre mim? Questionou o curioso menino.

Estou escrevendo sobre você, é verdade. Respondeu, sorrindo, a avó. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou utilizando.

O lápis, vovó? Mas por quê?

Porque eu gostaria que você fosse como ele quando crescesse.

O menino olhou demoradamente para o lápis, como que buscando uma característica especial que o diferenciasse dos outros tantos que ele já havia visto.

Mas ele é igual a todos os lápis que já vi em minha vida!

Tudo depende do modo como você olha para as coisas, respondeu a avó, tomando-o ao colo. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir perceber, imitar e manter ao longo de sua vida, será sempre uma pessoa feliz e em paz.

Quais são essas qualidades, vovó?

Assim como o lápis, você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer jamais que há sempre uma mão a lhe guiar os passos. Essa mão é Deus. É Ele quem nos conduz e guia, do esboço à arte final.

De vez em quando, o lápis precisa ser apontado. Isso faz com que ele sofra um pouco mas, ao final, está muito melhor do que antes. Assim, nós também precisamos saber suportar a dor, pois é ela quem nos molda e nos torna mais sábios.

­­O lápis permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que escrevemos errado. De igual forma devemos agir, humildemente, permitindo que nossos erros sejam corrigidos, a fim de nos mantermos retos no caminho da justiça.

A sábia senhora fez uma ligeira pausa para tomar um gole de café, quando o neto indagou: E quais são as duas últimas qualidades, vovó?

Deslizando seus dedos pelos cabelos do neto, a avó prosseguiu: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas sim o grafite, que deve ser preciso. Isso nos diz que devemos valorizar nossa essência.

Finalmente, meu filho, o lápis sempre deixa uma marca. Da mesma forma, tudo o que fazemos na vida deixa traços. Portanto, devemos tomar consciência de cada escolha que fazemos em nossa jornada, pois, sem dúvidas, ela trará consequências e deixará marcas.

E, entregando o lápis nas mãos do neto, a avó concluiu: Seja como um lápis, meu filho, e você escreverá uma história de vida próspera e feliz.

*   *   *

Guiados pelas mãos Divinas, estamos constantemente a escrever nas páginas do livro da vida: família, fé, trabalho, caridade, humildade, paciência, resignação, amor... São palavras que não podem faltar em nossos versos e prosas.

A cada nova frase, mais nos autoconhecemos. Nas palavras do poeta Fernando Pessoa: Quando escrevo, visito-me solenemente.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita,
com citação do livro
 Desassossego, de
Fernando Pessoa, ed. Companhia de Bolso.
Em 12.1.2026

 

(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4287&stat=0)

Pessoa chapeu.

Fernando Pessoa

Descrição Português: Fernando Pessoa 1914? Data 1914 Fonte Nelson BrazUkA Autor Template:Cavalão

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pessoa_chapeu.jpg

 

 

A lenda das lágrimas

 

Conta uma lenda que, quando o Criador concluiu a Sua obra, dividiu-a em departamentos e os confiou aos cuidados dos anjos.

Após algum tempo, o Todo-Poderoso convocou os servidores para uma avaliação.

O primeiro a falar foi o anjo das luzes.

Senhor, todas as claridades que criastes para a Terra continuam refletindo as bênçãos da Vossa misericórdia.

O sol ilumina os dias terrenos com os resplendores divinos, vitalizando toda a natureza, repartindo com ela o seu calor e a sua energia.

Deus abençoou o anjo das luzes, concedendo-lhe a faculdade de multiplicá-las na face do mundo.

Depois, foi a vez do anjo da terra e das águas, que exclamou com alegria:

Senhor, sobre o mundo que criastes, a terra continua alimentando fartamente todas as criaturas. Todos os reinos da natureza retiram dela os tesouros sagrados da vida.

As águas, que parecem constituir o sangue bendito da vossa obra terrena, circulam no seio imenso, cantando as Vossas glórias.

O Criador agradeceu e lhe abençoou o trabalho.

Em seguida, falou radiante, o anjo das árvores e das flores:

Senhor, a missão que concedestes aos vegetais da Terra vem sendo cumprida com dedicação.

As árvores oferecem sua sombra, seus frutos e utilidades a todas as criaturas, como braços misericordiosos do Vosso amor paternal, estendidos sobre o solo do planeta.

Logo após, falou o anjo dos animais.

Os animais terrestres, Senhor, sabem respeitar as Vossas leis, acatar a Vossa vontade.

Alguns se colocam ao lado do homem, para ajudá-lo. As aves enfeitam os ares e alegram a todos com suas melodias admiráveis, louvando a Vossa sabedoria.

Deus abençoou Seu mensageiro, derramando-lhe vibrações de agradecimento.

Quando chegou a vez do anjo dos homens, este mostrou-se cabisbaixo, exclamando com tristeza:

Senhor, enquanto meus companheiros falam da grandeza com que são executados Vossos decretos na face da Terra, não posso afirmar o mesmo dos homens...

Os seres humanos se perdem num labirinto formado por eles mesmos. Dentro do seu livre-arbítrio, criam todos os motivos de infelicidade.

Esqueceram-se totalmente do seu Criador e vivem se digladiando.

Deus, percebendo que o anjo não conseguia mais falar porque sua voz estava embargada pelas lágrimas, falou docemente:

Essa situação será remediada.

E fez nascer, ali mesmo no céu, um curso de águas cristalinas, com as quais encheu um cântaro e o entregou ao servidor, dizendo:

Volta à Terra e derrama no coração de Meus filhos este líquido celeste, a que chamarás água das lágrimas... Seu gosto é amargo, mas tem a propriedade de fazer que os homens recordem da Minha misericórdia paternal.

Se eles sofrem e se desesperam pelas coisas da Terra, é porque Me esqueceram, olvidando sua origem divina.

Desde esse dia, o anjo dos homens derrama na alma aflita da Humanidade, a água bendita das lágrimas remissoras.

*   *   *

A lenda encerra uma grande verdade: cada criatura humana, no momento dos seus prantos e amarguras, recorda, instintivamente, a Paternidade de Deus e a Ele se volta.

 

Redação do Momento Espírita, com base

 no cap. 22, do livro Crônicas de além-túmulo,
 pelo Espírito Humberto de Campos, psicografia
 de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 2, ed. FEP.
Em 14.1.2026

 

 

 (Copiado de  https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=7578&stat=0 )

O Vale das Lágrimas. Óleo sobre tela de Gustave Doré

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Gustave_Dor%C3%A9_-_La_Vall%C3%A9e_de_larmes.jpg

 

 

 

 Dessas pequenas felicidades certas

 

Houve um tempo em que na minha janela havia um pequeno jardim seco.

Era um tempo de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto.

Todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.

Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.

Eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

*   *   *

Meireles, Drummond, Kolodys, Bandeiras, dos Anjos, Alves, Quintanas, esses menestréis das linhas escritas parecem, por vezes, almas que enxergavam mais do que nossos olhares.

Como se, observando uma mesma paisagem, um mesmo rosto, um mesmo sentimento, percebessem dimensões desconhecidas para os olhos duros, entorpecidos, de uma Humanidade cambaleante.

Mostravam-se dotados de sentidos que não temos, ou talvez, como afirma a poetisa Cecília Meirelles, simplesmente aprenderam a olhar.

Notar as minúcias, as pequenas grandes coisas, as singelas belezas, faz-nos desenvolver esse novo sentido, um novo grau de percepção, que sente, que capta, certamente, outras esferas sensoriais.

Um sentido que nos faz atentos, que nos faz conscientes de toda a finalidade do viver, como se jamais deixássemos de perder o controle, o leme da embarcação que conduzimos através dos oceanos universais.

Mas é certo que essa conquista não é futura, ela é construída aos poucos, e agora.

Sempre idealizamos uma felicidade prêmio, um tesouro ao final de uma longa e tortuosa jornada.

Porém, ela é, em verdade, uma construção ao longo do caminho.

Uma edificação gradual e certa, feita de milhares de pequenos cristais preciosos, como essas pequenas felicidades certas que a sensibilidade de Cecília nos faz divisar:

Nasceres do sol. A harmonia da fauna, da flora. O encanto dos incontáveis tons que pintam o céu todas as manhãs - dos cinzas aos anis.

*   *   *

Reparemos mais no mundo à nossa volta. Não apenas para constatar seus problemas, como costumeiramente fazemosmas principalmente para descobrir suas alegrias, seus valores, suas virtudes.

Aprendamos com os poetas e deixemo-nos encantar pelo pardal que pula no muro, pelas borboletas brancas que voam juntaspelo fechar dos olhos de um gato, pelo cantar distante de um galo, pelo voo de um avião.

Pelo sorriso de um estranho, pelo encontro da água com a terra fértil de um pequeno jardim...

Troquemos, como afirma uma jovem poetisa, um relógio de tempo rápido por um relógio de horas longas.

Para olhar a natureza, e apreciar os pássaros. Troquemos um dia rápido, por um dia solto, leve e comprido.

Inundemos nossa vida dessas pequenas felicidades certas.

Redação do Momento Espírita com base no cap. A arte de ser feliz,
 do livro Escolha o seu sonho: crônicas, de Cecília Meirelles,
 ed. Record e no cap. 
Dessas pequenas felicidades certas,
do livro O que as águas não refletem, de Andrey Cechelero,
 ed. Immortality.
Em 15.1.2026

 

(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1894&stat=0)

Descrição Português: Cecília Meireles Data Data desconhecida Fonte http://www.elfikurten.com.br/2011/02/cecilia-meireles-poetiza-educadora.html Autor Folhapress.

 Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cec%C3%ADlia-Meireles.jpg

 

 

Trabalho, o grande privilégio

 

Pelo Espírito Batuíra. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Seguindo Juntos. Lição nº 10. Página 47.

 

A imagem do Semeador, trazida por Jesus às nossas considerações, é um ensinamento perfeito.

Em verdade, Deus oferece:

- a bênção do sol;

- a generosidade da Terra;

- a colaboração da fonte;

- o amparo do adubo;

- a força da vida;

- a oportunidade de servir;

- a felicidade de imaginar;

- a luz do discernimento;

- a hospedagem do campo;

- a alegria da ação;

- os recursos todos que dignificam a paisagem, na qual o Homem - Filho e Colaborador da Criação - é chamado a atuar.

Deus lhe dá tudo - tudo aquilo de que carece para engrandecer-se e resguardar-se, progredir e elevar-se cada vez mais, entretanto, embora lhe conceda tudo, até mesmo a semente que explodirá em prodígios de vida e evolução, felicidade e aperfeiçoamento, pede a ele unicamente para que exerça o privilégio de trabalhar.

A lição evangélica é simples e clara.

Nós que estamos despertos para a renovação, aproveitemos o tempo e saibamos trabalhar e servir sempre, porque nisso residem as nossas bênçãos maiores.

 

(Texto recebido em email do divulgador Antonio Sávio, Belo Horizonte, MG)

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O Semeador. Estátua de Alejandro Perekrest. Século XX.

Exposta no pátio do Cabildo de Córdoba Argentina. Foto Ismael Gobbo

File:Vincent van Gogh - Enclosed Field with Ploughman - Google Art Project.jpg

Campo fechado com arado. Obra paisagística em óleo sobre tela de Vincent van Gogh. Imagem/fonte:

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Vincent_van_Gogh_-_Enclosed_Field_with_Ploughman_-_Google_Art_Project.jpg

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEiSLtysMySCtfRNQM-objhqFl53WiM_Vw9jV1SGbvkuOF9ltg_gG72tUZWHjGFfiGAQ89gfLR-MbVar0E3CXZzmPeESHZ7xSWNwkjNECnRTl1_WD9FB9MDAfRy6qJIlH27lO7vRU4WWmNWjL-AbjdTwyLbflfpgM433eYX74DGRYBPB-UFVQKnCDrn3tA

Semeador. Óleo sobre tela de Francesco Bassano, o Jovem

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Franceso_Bassano_-_S%C3%A4mann.png  

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEhne1EzdpHTmTs6mG-kVswpyJwJayhu6ybB4RKb1kR4ivr5LYfumP4Zeh5xMinZxHa98RnR_9YP-aWTihOTR8d1UzzszZMmPNuZws2Pf2vMkODm4Uzc--6HkqY962NRr07XmaZgRjYuxzFqPgQ96kRerAE9B8_-tYWyTIx_r70hEC8De90HJlTz5pHb9A

Ceifando o trigo. Óleo sobre madeira por António Carvalho da Silva Porto. Coleção do Museu Nacional de Soares dos Reis. Porto, Portugal. Em exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo. São Paulo, Brasil. Foto Ismael Gobbo. 02-07-2017.

 

 

Registro. Atividades do Projeto Chico Xavier na tarde deste sábado 10-01-2026. Araçatuba, SP

 

Após a prece de abertura as 16 horas várias pessoas vão ao local de alimentos e preparam para os inscritos da casa, outros preparam diversos alimentos para serem servidos aos presentes, inclusive o de jantar;  evangelização para crianças e jovens. Palestra por Vanessa Parra Ferreira. Fotos de Maria José Izique  e de Émerson Gratão.

Informação recebida de Émerson Gratão

 

 

 

 

 

Abrigo Ismael na manhã deste domingo 11-01-2026

 Araçatuba, SP 

Com início as 9 horas após a prece inicial foi proferida pela orador da casa Fábio Cruz. Ao mesmo tempo evangelização para crianças e ao final houve a aplicação de Passe para os presentes.  Informação recebida de Adair Anacleto.   

 

 

 

 

Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha

Portugal

 

 

Exms Senhores OCS,

 

As nossas mais cordiais saudações.

 

1 - O Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, vai levar a cabo uma conferência subordinada ao tema  "Pacificar o Homem e o Mundo".

Esta conferência será proferida pelo convidado Engº Vítor Féria, presidente da Federação Espírita Portuguesa (FEP), no dia 16 de Janeiro de 2026, 6ª feira, às 21h00 e, está integrada na comemoração do 23º aniversário do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha. 
Posteriormente, teremos a Fluidoterapia (passe espírita) e o atendimento em privado.

 

2 - Todas as palestras são colocadas no Youtube do CCE em http://bit.ly/29VcVMV e todas as actividades são gratuitas.

  

      

Cordialmente,

 

       CCE

 

 

Tel: 938 466 898; 966 377 204;

www.cceespirita.wordpress.com - E-mail: [email protected]

www.youtube.com/c/CentrodeCulturaEspíritaCaldasdaRainha

www.facebook.com/Centro-de-Cultura-Espírita-de-Caldas-da-Rainha-195515483836343/ 

 

 

(Recebido em email de Centro de Cultura Espírita Caldas da Rainha [[email protected]])

 

 

[909-JornalMundoMaior] O MILAGRE DA VIDA.

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O MILAGRE DA VIDA.

A vida é um mistério que se revela em fragmentos, ela nunca mostra o quadro inteiro, apenas pedaços suficientes para que a gente dê o próximo passo.

 

É nessa incerteza que moram os maiores aprendizados.

 

Não é sobre ter todas as respostas, mas sobre aprender a caminhar com perguntas.

 

Não é sobre controlar o tempo, mas aceitar que cada faze tem seu ritmo.

 

A vida é feita de esperas que ensinam paciência, quedas que revelam força e encontros que lembram que nada é por acaso.

 

O extraordinário da vida não está na ausência de dificuldades, mas na coragem de continuar mesmo quando tudo parece difícil.

 

No fundo, a vida não quer que você vença rápido, ela quer que você se transforme a cada passo.

 

É nessa transformação que está o verdadeiro milagre da vida.

ESPIRITISMO - AMOR QUE CONSOLA.

 

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(Recebido em email de

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Lançamentos | Pestalozzi, educador da humanidade e Por que voltamos

 

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Jornal AGENDA CRISTÃ - Rancharia (SP) - Dezembro.2025 / Janeiro.2026

 

(Recebido em email de Francisco Atilio Arcoleze [[email protected]])

 

 

Nota:

Comunicado à Comunidade Espírita Internacional

Com profunda serenidade e respeito, informamos à comunidade espírita internacional que nossa querida irmã Jean Anette Duncan, carinhosamente conhecida como

Janet Duncan, nascida em 6 de agosto de 1928, faleceu hoje, 7 de janeiro de 2026, e partiu para a Vida Espiritual. Ela foi uma verdadeira pioneira do Espiritismo no Reino Unido.

Como tradutora da primeira edição em inglês de O Evangelho Segundo o Espiritismo e uma dedicada fundadora do movimento espírita no Reino Unido, a jornada de vida de Janet Duncan foi marcada pela fidelidade aos ensinamentos de Jesus e Allan Kardec, pelo serviço incansável à bondade e por um amor sereno expresso através de dedicação altruísta.

Seu legado permanece vivo nas sementes que plantou, nos corações que despertou e nas gerações que continuarão o caminho que ela tão amorosamente ajudou a construir.

Neste momento de oração e reflexão, nos unimos em vibrações de gratidão, paz e luz,

confiando que os Benfeitores Espirituais a acolham amorosamente e a guiem em segurança de volta à Pátria Espiritual.

Que o Consolador Prometido sustente todos os corações aflitos, transformando a saudade em esperança, a tristeza em oração e a despedida em confiança na continuidade da Vida.

Com fraternidade e luz,

British Union of Spiritist Societies e Allan Kardec Study Group-UK

www.buss.org.uk

Compartilhamento de homenagem de Cesar Perri: Esclarecemos que Janet Duncan foi uma das fundadoras do Conselho Espírita Internacional, em 1992, e com efetiva atuação em atuações deste Órgão.

 

(Recebido em email de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]])

 

 

A pioneira espírita britânica Janet Duncan

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Janet Duncan (1928-2026) fundou a primeira instituição espírita na Inglaterra, o Allan Kardec StudyGroup, em 1983.

Antes desse Centro pioneiro fundado por Janet Duncan em Londres, existiam as tradicionais “SpiritualistsChurches”, ligadas à histórica “SpiritualistAssociationofGreatBritain”, editora de vários livros sobre fatos espirituais e do jornal “Psychic News”, e, a “Society for PsychicalResearch” que reuniu acadêmicos e pesquisadores para a pesquisa de fatos espirituais. Foi essa realidade que constatamos em viagens à Inglaterra em 1971 e 1973.1,2

Janet conheceu o espiritismo no período em que residiu em São Paulo, em atividades profissionais. Foi colaboradora do Grupo Espírita Batuíra, e, visitou várias vezes Chico Xavier. Ao retornar ao seu país. fundou o citado centro em Londres e criou a Allan Kardec Publishing Ltd, que editou em inglês os livros Agenda cristã, Nosso lar e O evangelho segundo o espiritismo.

Conhecemos pessoalmente Janet durante o 1o Congresso Espírita Internacional, realizado em Brasília em outubro de 1989.1,3

De 18 a 20 de outubro de 1991, realizou-se em São Paulo o Congresso Espírita Internacional - FEESPIRITA 91, no qual participaram muitos representantes do movimento espírita daEspanha, França, Bélgica, Portugal, Estados Unidos, Colômbia, Argentina e Janet Duncan do Reino Unido.1,3

Como presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo participamos desse Congresso em São Paulo e das reuniões dos visitantes estrangeiros que preparavam a criação de um Órgão Internacional, com o apoio da FEB. Naquela oportunidade, oferecemos um jantar de confraternização aos visitantes, na da sede da USE-SP.

Como desdobramento de reuniões realizadas em Liège e em São Paulo, foi fundado o Conselho Espírita Internacional, durante Congresso Espírita Espanhol-CEI, em Madrid, em novembro de 1992. Na fundação do CEI estavam presentes nove países, sendo Janet Duncan representante do Reino Unido.3

Estivemos com Janet em vários Congressos e eventos promovidos pelo CEI.

No período de 30 de março a 1o de abril de 2001 comparecemos ao 4o Encontro da Coordenadoria de Apoio ao Movimento Espírita da Europa, efetivado em Berlim (Alemanha). A reunião foi presidida por Roger Perez (da França) que era o coordenador deste órgão regional do Conselho Espírita Internacional.  Estavam presentes representantes da Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Holanda, Portugal, Suécia, Suíça e Reino Unido, e alguns membros da Comissão Executiva do CEI. Comparecemos como representante de Nestor João Masotti, secretário geral do CEI - que não pode comparecer porque havia sido eleito presidente da FEB havia 15 dias -, e com a tarefa de lançar La revuespirite, que passava a ser editada pelo CEI, o exemplar do 2o Trimestre de 2001, impressa na Casa Editora.1,3

Nesse evento de Berlim aconteceu um fato histórico com o depoimento pessoal que nos fez Janet Duncan, representando o Reino Unido. Repentinamente ela nos confidenciou que se preparou psicologicamente, fez muitas preces antes de viajar a Berlim, comentando conosco sobre um trauma que viveu há muitos anos. Na condição de britânica nascida em 1928, como adolescente viveu os momentos terríveis da 2a Grande Guerra e os efeitos dos bombardeios aéreos praticados pelo regime nazista em Londres e outras cidades de seu país. Em maio de 1945 ela participou exultante com familiares das comemorações do final da Guerra, sendo inesquecível a cena do aparecimento do Rei Jorge VI, seus familiares e Winston Churchill, na sacada do Palácio de Buckingham. Passados mais de cinco décadas ela estava na cidade que havia simbolizado o grande risco ao seu país. Agora como espírita, rendia graças a Deus porque ela vinha a Berlim superando as cismas do passado, em paz e em tarefa de apoio ao movimento espírita.1

Desdobraram-se outros encontros com Janet juntamente com nossa esposa Célia e a visitamos em várias oportunidades.Extrapolando a formalidade britânica, fomos convidados duas vezes para o tradicional chá em sua residência. Até ela nos relatou sobre ramo escocês de sua família e mostrou-nos fotos antigas, e, também comentou sobre as transformações do bairro tradicional em que residia em Londres, após a chagada de imigrantes.

Em abril de 2005, juntamente com Nestor Masotti, desenvolvemos um seminário e acompanhamos em Londres a reunião em que se definia a alteração da entidade representativa do Reino Unido junto ao CEI. Desde a fundação do CEI, o Reino Unido foi representado pelo Allan Kardec StudyGroup, fundado e representado pela pioneira Janet Duncan. Com o aparecimento de novos centros e a fundação da British Union ofSpiritistSocieties(BUSS) a definição interna para a alteração da representação britânica junto ao CEI aconteceu em reunião que presenciamos naquela oportunidade. Ocorreram outros eventos em Londres e diversos países onde nos encontramos com Janet.3

Mesmo não mais representando o Reino Unido Janet Duncan prosseguiu em atividades no Allan Kardec StudyGroupe no início de 2020 teve editado pelo British Union ofSpiritistSocieties, sua tradução para o inglês da obra O evangelho segundo o espiritismo.

Com respeito e admiração tivemos amizade com Janet Duncan.

Por ocasião de sua desencarnação em Londres no dia 07/01/2026, Janet deixa um legado de muitos esforços, renúncias e dedicação ao movimento espírita: autêntica pioneira do espiritismo no Reino Unido!

Referências:

1)      Carvalho, Antonio Cesar Perri; Kempf, Charles; Rossi. Elsa. Movimento espírita internacional. Origens, ideais e experiências. São Paulo: CCDPE-SP. 2025. 246p.

2)      Carvalho, Antonio Cesar Perri. Anotações de viagem. Revista internacional de espiritismo. Dezembro de 1973, p.327-330.

3)      Carvalho, Carvalho, Antonio Cesar Perri. Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões. Araçatuba: Cocriação. 2021. 632p.

DE: https://grupochicoxavier.com.br/a-pioneira-espirita-britanica-janet-duncan/

Janet Duncan

 

Janet em visitas de Perri

 

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e do GEECX)

 

 

Correio Espírita - Jornal de janeiro de 2026

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Jornal Correio Espírita de janeiro de 2026

 

Olá

 

Destaques:

- O Despertar do ano novo;

- A infância como recomeço espiritual;“O Réveillon é mais do que uma festa: é um marco simbólico que convida à renovação da mente e do espírito.”

- A prece e o encontro consigo mesmo;

- A música como terapia nos hospitais;

- Mediunidade não deve ser fonte de renda.

Tudo isso e muito mais no Correio Espírita.

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Jornal Momento Espírita. Centro Espírita Amor e Caridade. Bauru, SP. Acesse abaixo

 

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(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

Edição 125 da Folha Espírita Francisco Caixeta

Araxá, MG. Acesse abaixo:

 

 

ACESSE AQUI:

http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol125.pdf

 

(Informação de Folha Espírita Francisco Caixeta [[email protected]])

 

 

[905-JornalMundoMaior] FELIZ ANO NOVO.

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FELIZ ANO NOVO.

Neste ano, que apenas esboça a sua presença, que está amanhecendo agora, nos ofertando o céu azul de novas possibilidades de progresso e crescimento, agradeçamos a Deus.

 

Agradeçamos pela vida, pela saúde, pelo lar, pelos familiares, pelos amigos. Pelo que tivermos. Mesmo que seja somente a presença dedicada de um cão.

 

Novo ano. Tempo de agradecer. Tempo de começar a executar o nosso novo plano de vida.

 

Um plano que nos diga que, a partir de agora, colocaremos em prática a nossa mais especial qualidade: Ser humano.

 

Humano, de humanidade, de amante da paz, da fraterna convivência, do auxílio solidário.

 

Que a era da humildade e da renúncia se instale na Terra em definitivo. O tempo é agora. E a decisão é sua, é nossa.

 

Que olhemos para o mundo e enxerguemos irmãos nossos em todas as terras.

 

Que as dificuldades de relacionamento recebam a brisa suave da compreensão e do perdão.

 

Recordemos o verdadeiro objetivo de nossas existências:- Aprender a amar e amar cada vez melhor.

 

Jesus amou sem limites e ainda permanece no leme do planeta em transformação.

ANO NOVO!! NOVO ANO !! SEJAMOS FELIZES.

 

Se você gostou, repasse. Ou escreva para [email protected], faça sua sugestão ou crítica ou assinale (   )apagar meu endereço.   

 

 

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Editorial e Novo artigo publicado no JEE

 Caros Leitores do Jornal de Estudos Espíritas (JEE),

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O JEE acaba de publicar o artigo "Análise crítica da edição brasileira da obra Socialismo e Espiritismo, publicada pela Casa Editora O Clarim", de autoria de Marco Milani. O artigo analisa a tradução para o português da obra acima, capítulo por capítulo, visando esclarecer as diferenças para o original em francês. Em particular, o artigo adentra a importante e delicadíssima questão do pensamento político de Denis, mostrando que a versão em português não é 100% fiel ao pensamento dele. E o artigo faz isso de um modo bem fraterno, com total respeito à liberdade de pensamento dos Leitores. O objetivo do artigo é mostrar o pensamento original de Leon Denis que, por sua vez, demonstra afinidade com a Doutrina Espírita.  

-

Se o assunto te interessou, o link para o acesso gratuito ao artigo é: 

https://doi.org/10.22568/jee.v14.artn.010201 

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O artigo pode ser lido no browser ou baixado para o seu computador, celular ou tablet (clique em PDF na janela que se abrir). Embora o acesso seja gratuito, os direitos autorais são do autor. Portanto, qualquer reprodução, em parte ou em todo, requer sua autorização.

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Se gostar do artigo ajude a divulgar; se o artigo for útil à suas pesquisas, cite-o

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Como citar:  M. Milani, Jornal de Estudos Espíritas 14, 010201 (2026). DOI: 10.22568/jee.v14.artn.010201.
Como divulgar: Compartilhe este link:  https://doi.org/10.22568/jee.v14.artn.010201 

O JEE também publicou seu editorial 2026 analisando o tema "elitismo" em torno de estudos e pesquisas espíritas. O link de acesso, igualmente gratuito, é:

https://doi.org/10.22568/jee.v14.artn.010101 

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Se tiver interesse ou souber de quem tem interesse em receber notícias sobre novas publicações do JEE, envie ou peça ao interessado enviar um e-mail para [email protected] solicitando cadastro do seu e-mail. Se, igualmente, não desejar mais receber mensagens e notícias do JEE, por favor, responda a este e-mail solicitando remoção do seu endereço. Não é necessário justificar.

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O JEE é um periódico dedicado à publicação de artigos de pesquisa espíritas, sérios, científicos e/ou filosóficos, que valorizam Kardec e a Doutrina Espírita como teoria capaz de descrever e explicar os fenômenos psíquicos. Se um artigo é aceito para publicação no JEE, mesmo sobre assunto controverso, o Leitor pode confiar que o conteúdo não é apenas interessante ou sensato, mas principalmente bem fundamentado na Doutrina.  

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Excelentes estudos a todos!

Alexandre Fontes da Fonseca

 

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Editor - Jornal de Estudos Espíritas

https://sites.google.com/site/jeespiritas/

ISSN: 2525-8753

 

(Recebido em email de Jornal de Estudos Espíritas [[email protected]])

 

 

CORREIO FRATERNO

NOVEMBRO/DEZEMBRO 2025

 

 

 

 

 

 

(Recebido em email de Izabel Vitusso [[email protected]])

 

 

A compaixão pela multidão, e outros destaques da RIE de dezembro. Acesse abaixo:

 

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https://assinaturas.oclarim.com.br/revistas/rie-dezembro-2025/

 

 

 

 

Casa Editora O Clarim

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Site da Federação Espírita Brasileira

Brasília, DF

 

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Você sabia? / Comunicações sérias

Clique aqui:

https://www.febnet.org.br/portal/2026/01/14/voce-sabia-comunicacoes-serias/

 

 

 

FEP- Federação Espírita do Paraná

Curitiba

Clique aqui:
http://www.feparana.com.br/

 

 

 

FEA- Federação Espírita Amazonense

Manaus

 

Clique aqui:

https://www.facebook.com/feamazonas/?locale=pt_BR

 

 

 

 

FER- Federação Espírita Roraimense

 Boa Vista

 

Clique aqui:

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Abrigo Ismael

Araçatuba, SP

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(Copiado de https://web.facebook.com/abrigoismael/?locale=pt_BR&_rdc=1&_rdr)

 

 

 

Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti –

O Pensamento” - Vol 1

 

Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti - O Pensamento” - Vol.1

Organizado por Álvaro Pinto de Arruda. 

https://www.editoraceac.com.br/loja/produto/o-pensamento

WhatsApp- Editora

14 99164-6875

 

 

 

(Recebido em email de Tânia Simonetti [[email protected]])

     

 

A AÇÃO DOS BONS

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/FEVEREIRO/28-02-2018_arquivos/image015.jpg

Aylton Paiva 

 

 

 

 

Aylton Paiva – [email protected]

 

                                                    A nova geração marchará, pois, para a realização de todas as ideias humanitárias compatíveis com o grau de adiantamento a que houver chegado. Avançando para o mesmo alvo e realizando seus objetivos, o Espiritismo se encontrará com ela no mesmo terreno. Aos homens progressistas se deparará na ideias espíritas poderosa alavanca e o Espiritismo achará , nos novos homens, Espíritos inteiramente dispostos a acolhê-lo. Dado esse estado de coisas, que poderão fazer os que entendam de se lhe opor? “ ( A Gênese, Allan Kardec, cap. XVII).

 

          Ao lado de outras forças do bem, o espírita deve dar sua contribuição para a realização desse objetivo do Espiritismo: realização de todas as ideias humanitárias apesar das dificuldades levantadas pelo egoísmo e pelo orgulho de pessoas e grupos sociais.

 

           Contudo, o próprio Espiritismo demonstra a possibilidade e a eficácia dessa ação, conforme preconiza o codificador: “ Digamos, antes de tudo, que os bons, na Terra, não são absolutamente tão raros como se julga; que os maus são numerosos é infelizmente verdade, o que, porém, os faz parecerem ainda mais numerosos é que têm mais audácia e sentem que essa audácia lhes é indispensável ao bom êxito. De tal modo, entretanto, compreendem a preponderância do bem que não podendo praticá-lo com ele se mascaram.

 

           Prossegue, ainda, Allan Kardec, em seu comentário: “Os bons ao contrário não fazem alarde das suas boas qualidade, não se põem em evidência, donde o parecerem tão poucos numerosos. Pesquisai, no entanto, os atos íntimos praticado sem ostentação e, em todas as camadas sociais, deparareis com criatura  de natureza boa e leal em número bastante a vos tranquilizar o coração, de maneira a não desesperardes da humanidade. Depois,  cumpre também dizê-lo, entre os maus, muitos há que apenas o são por arrastamento e que tornariam bons, desde que submetidos a uma influência boa, Admitamos que, em 100 indivíduos, haja 25 bons e 25 maus; destes últimos, 50 contam que o são por fraqueza e seriam bons se observassem bons exemplos, e, sobretudo, se tivessem sido bem encaminhados desde a  infância;  dos 25 maus, nem todos serão incorrigíveis. No estado atual das coisas , os maus estão em maioria e ditam a leis aos bons; suponhamos que uma circunstância qualquer opere a conversão  50 por cento deles, os bons ficarão em maioria e a seu turno, ditarão a lei ; dos 25 outros por cento francamente maus, muitos sofrerão a influência daqueles, restando apenas alguns incorrigíveis sem preponderância”. (Obras Póstumas, Allan Kardec, 1ª Parte – As Aristocracias)

 

          Na análise dessa questão, Kardec já indagara aos Orientadores Espirituais: “ Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?”. A resposta  foi: “ Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos. Os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão”. ( O livro dos espíritos, Allan Kardec, questão nº932).

 

         Juntamente com outros bons, os espíritas devem querer exercer influências que sobrepujem a dos maus.

 

         Ao lado da autoeducação, ou reforma íntima, os espíritas devem participar, e no que lhe é possível, influenciar a sociedade em que vive, procurando levar às instituições que a estruturam os valores e normas morais do Evangelho de Jesus e do Espiritismo. Essa é a verdadeira e necessária participação política.

 

REFLEXÕES:

 

1.     O que fará a Nova Geração?

 

2.     O Espiritismo tem contribuições a oferecer para o aprimoramento da sociedade?

 

3.     Os bons têm condições de influenciar os maus?

 

4.     Você concorda com a análise percentual de Kardec na transformação da sociedade para justa e solidária?

 

5.     O espírita deve se preocupar apenas com a sua transformação moral pela reforma íntima?

  

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhl_zRnGg1sibiLeLmnlWoI9deAWVQcz_ZMo7CqcrDH8Wb5EeV_OWs5jDNB5_X9meTCc8dovBOB91iYMEdRl886WI1nT1WTpDOmrRmdR_7ufRBFPfuE2GL8_f9OmwldAlr_X_YBeo4pzV5y/

Jesus em tela bordada por Alexandra Herrmann (imagem cedida por Oceano Vieira de melo)

A data do nascimento de Jesus é comemorada no dia 25 de dezembro “Dia de Natal”.

 

(Colaboração recebido em email de Leopoldo Zanardi

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyoTP4Py6SiODahYhrALhi-WsPE08kCea0V-ep10DCPox_qfUd5Ysm9kQD4Wtg9Rz0EwCQemjbB9newxwbE9UkNhtgp2VjGGLNCn8xpnLOhpXQ4tGSwbX2HqSSbCRSaC6LEQy2Vuozd9Je/

                        Allan Kardec. Óleo sobre tela por Nair Camargo. Foto Ismael Gobbo.

     

 

ANTES DO ÚLTIMO SUSPIRO

 

 


Sidney Fernandes

Os corredores silenciosos do hospital, impregnados de dor e esperança, testemunhavam uma cena que se repetia diariamente: voluntários visitavam os leitos com vozes suaves, olhares compassivos e gestos simples, trazendo conforto aos que aguardavam o desenlace da vida. Entre eles estava Amanda, jovem enfermeira que se destacava não apenas pela técnica, mas pelo raro dom de ouvir com o coração.

Amanda cuidava de Augusto, homem de idade avançada, com câncer agressivo que lhe tomava as forças pouco a pouco. Era silencioso, carregava arrependimentos e se amargurava pelo distanciamento da família. Seu semblante fechado, endurecido por mágoas antigas, dificultava qualquer aproximação. Mas Amanda não desistia, mesmo quando ele parecia indiferente.

Com delicadeza, insistia em pequenos diálogos. Cuidava de suas feridas físicas com mãos firmes, e das emocionais com palavras pacientes e acolhedoras. Aos poucos, conquistou o velho homem, que passou a aguardar com ansiedade seus turnos, descobrindo na jovem a presença afetuosa que já não encontrava entre os parentes.

Certa manhã, Amanda soube que Augusto estava em seus instantes finais. O coração apertado, correu ao quarto e segurou-lhe a mão com ternura. Muito fraco, ele murmurou:
“Você é minha filha de alma. Nunca tive coragem de pedir perdão aos que magoei, mas com você aprendi a acreditar que posso partir em paz e, quem sabe, um dia reparar meus erros.”

Foram suas últimas palavras. Morreu sereno, com os olhos voltados para Amanda, que chorava silenciosamente. Ela sabia que, mesmo sem a presença física dos familiares, ele partira leve, graças ao amor recebido — talvez pela primeira vez em muitos anos.

Sem perceber, Amanda tornara-se instrumento da misericórdia divina. Sua presença constante, sua escuta e seu carinho foram o bálsamo que suavizou os momentos derradeiros daquele homem solitário — e lhe devolveu o direito de se sentir amado nos minutos finais.

Quantos como Amanda existem, sem holofotes, cumprindo tarefas anônimas e essenciais? São seres discretos que vivem a compaixão como estilo de vida. Mesmo diante das sombras, oferecem luz e esperança, devolvendo dignidade aos que estão prestes a se despedir.

O amor genuíno é força transformadora. Amolece mágoas, resgata corações e constrói pontes onde antes havia abismos. Quando nos deixamos guiar por essa força, mesmo com poucos recursos materiais, nossas mãos se enchem de poder curativo. Porque o que cura, consola e redime não é o muito que se faz — mas o quanto se ama. E, às vezes, esse amor basta para mudar um destino inteiro, mesmo que nos últimos minutos.

 

 

(Recebido em email de Sidney Fernandes [email protected])

 

 

Grupo de Estudos Espíritas Chico Xavier

Boletim semanal – Ano XI. 2a semana de Janeiro de 2026

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A pioneira espírita britânica Janet Duncan; As parecenças e os tipos de fé; Comunicado à comunidade espírita internacional; Estudo de O Evangelho segundo o Espiritismo; Artigos e divulgações em inglês em revista americana; Combate interior

 

Artigo:

- A pioneira espírita britânica Janet Duncan:

https://grupochicoxavier.com.br/a-pioneira-espirita-britanica-janet-duncan/

 

Vídeos:

- As parecenças e os tipos de fé:

https://grupochicoxavier.com.br/as-parecencas-e-os-tipos-de-fe/

 

Notícias:

- Palestras presenciais sobre O Evangelho segundo o Espiritismo no CCDPE-SP:

https://grupochicoxavier.com.br/palestras-presenciais-as-2as-feiras-no-ccdpe/

 

- Comunicado à comunidade espírita internacional:

https://grupochicoxavier.com.br/comunicado-a-comunidade-espirita-internacional/

 

- Estudo virtual de O Evangelho segundo o Espiritismo:

https://grupochicoxavier.com.br/estudo-de-o-evangelho-segundo-o-espiritismo-3/

 

Bibliografia;

-Artigos e divulgações em inglês em revista americana:

https://grupochicoxavier.com.br/artigos-e-divulgacoes-em-ingles-em-revista-americana/

 

Mensagens:

- Combate interior:

https://grupochicoxavier.com.br/combate-interior/

 

o0o

 

“Com o Mestre e Senhor, que lograremos o amor santificado e a imortal sabedoria, que regem e regerão sempre, o progresso e a evolução dos mundos e dos seres que os habitam, pelo infinito de Deus!” - HONÓRIO ABREU.

 

(Mensagem psicografada pelo médium Wagner Gomes da Paixão durante reunião pública no Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG, no dia 29 de dezembro de 2025).

 

 

o0o

Com fraternal abraço,

Equipe GEECX

 

 

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e do GEECX)

 

 

O Consolador. Revista Semanal de Divulgação Espírita

Londrina, PR . Acesse abaixo:

 

CLICAR AQUI:

http://www.oconsolador.com.br/ano19/956/principal.html

 

 

 

Seria o Espírito Santo divino ou humano?

Trinitarismo foi criado por teólogos, e não por Deus

Publicado em O Tempo/Colunas

Belo Horizonte, MG

Obra de José Reis Chaves

 

Blog do Ismael: Focalizando o Trabalhador Espírita (124) José Reis Chaves

José Reis Chaves

Foto de Ismael Gobbo

 

 

Os teólogos cristãos, embora mantenham-se em silêncio sobre o que é mesmo o Espírito Santo da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, sempre tiveram suas dúvidas sobre se ele é Deus ou homem, ou ainda se é um homem-Deus ou um Deus-homem. Esses teólogos ficam em silêncio sobre isso porque se trata de uma questão, como já vimos, que envolve a Santíssima Trindade, que é um dogma. Mas, particularmente, eles falam entre si sobre esse tema.

Se em relação a Jesus Cristo, que é criação de Deus, há dúvida se Ele é mesmo Deus, conforme declaração do Concílio de Niceia, em 325 d.C, sobre a divindade do Espírito Santo Trinitário – criação não de Deus, mas dos homens –, maior é, então, a dúvida se Ele é mesmo divino ou não, pois os homens não são infalíveis!

Como ensina a doutrina espírita, o Espírito Santo, na verdade, representa os espíritos que se manifestam e já se manifestavam na era apostólica por meio dos pneumatas (médiuns). Isso está empiricamente comprovado pela parapsicologia, que, atualmente, é tida como ciência. Também está mais do que comprovado que é leviana a ideia de que o Espírito Santo seria outro Deus, o que, aliás, caracterizaria o cristianismo como politeísta. 

Não posso deixar de recomendar aqui – o que sempre faço quando abordo essa questão trinitária – o ensino de São João na sua Primeira Carta 4:1: “Queridos irmãos, não deem crédito ao que dizem os espíritos, sem examiná-los, para saberem se eles merecem crédito ou não, pois eles podem ser bons ou maus (ainda pouco evoluídos)”. 

Tinha razão o apóstolo e evangelista São João ao fazer-nos a sua advertência acima mencionada, pois, usando a linguagem de hoje, de fato, a maioria dos espíritos diz mais fake news do que verdades. 

Veja que o ensino joanino nada tem a ver mesmo com o Espírito Santo Trinitário criado pelos teólogos trinitaristas. Digo isso com muito respeito, tanto aos teólogos do passado quanto aos de hoje – e com muito respeito, também, a todos os fiéis que creram e creem neles, pois toda crença merece respeito, mesmo errada, já que as formas-pensamento ou criações de coisas oriundas de nossos pensamentos são uma realidade incontestável. E é por isso que devemos nos esforçar para ter pensamentos positivos, evitando, assim, os negativos, que criam coisas ruins.

Porém, dissemos que toda crença, mesmo errada, merece respeito. É que, exatamente por causa das formas-pensamento, bilhões de cristãos do passado e do presente, que creram e creem no Espírito Santo dos teólogos, foram criadas energias ou egrégoras que têm o seu valor, mesmo erradas.

E, então, reiteramos: respeitemos o Espírito Santo, seja Ele divino ou humano ou um misto de homem e divino!

 

Com este colunista, “Presença Espírita na Bíblia”, na TV Mundo Maior, a tradução da Bíblia (NT) e a nova edição revisada e ampliada na introdução e com notas inéditas. [email protected] Cássia e Cléia.

 

(Recebido em email de Jose Reis Chaves [[email protected]]

Copiado de

https://www.otempo.com.br/opiniao/jose-reis-chaves/2026/1/12/seria-o-espirito-santo-divino-ou-humano)

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/MARCO/27-03-2019_arquivos/image015.jpg

Prece do “Pai Nosso”. Aquarela de James Tissot

Imagem/fonte:

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Brooklyn_Museum_-_The_Lord%27s_Prayer_%28Le_Pater_Noster%29_-_James_Tissot.jpg

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/DEZEMBRO/12-12-2018_arquivos/image016.jpg

Jesus Cristo no Monte das Oliveiras. Óleo sobre tela de Rodolfo Amoedo.

Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo

Jesus o modelo de perfeição para a humanidade enviado por Deus.

 

 

Adelaide Augusta Câmara

(11-01-1874 / 24-10-1944)

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/JANEIRO/11-01-2022_arquivos/image033.jpg

Aura Celeste.

Foto do acervo do Asylo Espírita João Evangelista

Rio de Janeiro, RJ

 

 

Adelaide Augusta Câmara foi uma das mais devotadas figuras femininas do Espiritismo no Brasil, bem conhecida pelo seu pseudônimo de Aura Celeste. Encarnou na cidade de Natal, Estado do Rio Grande do Norte, em 11 de janeiro de 1874, e desencarnou na cidade do Rio de Janeiro, em 24 de outubro de 1944. Aura Celeste veio para a antiga Capital Federal em janeiro de 1896, graças ao auxílio de alguns militantes do Protestantismo, a cuja religião pertencia, os quais lhe propiciaram a oportunidade de lecionar no Colégio Ram Williams, o que fez com muita proficiência, durante algum tempo, até que organizou em sua própria residência, um curso primário, onde muitos homens ilustres do meio político e social brasileiro aprenderam com ela as primeiras letras. Foi nesse período de sua vida, no ano de 1898, que começou a sentir as primeiras manifestações de suas faculdades mediúnicas. Nessa época, o grande Bezerra de Menezes dirigia os destinos da Federação Espírita Brasileira, revestido daquela auréola de prestígio e de respeito que crentes e descrentes lhe davam, e o Espiritismo era o assunto de todas as conversas, não só pelos fenômenos e curas mediúnicas, como pela propaganda falada, pelos livros e pela imprensa. Sob a sábia orientação de Bezerra de Menezes começou a sua notável carreira mediúnica como psicografa, no Centro Espírita Ismael. O grande apóstolo do Espiritismo brasileiro, pela sua conhecida clarividência, prognosticou, certa vez, que Adelaide Câmara, com as prodigiosas faculdades de que era dotada, um dia assombraria crentes e descrentes. E essa profecia de Bezerra não se fez esperar, pois em breve Adelaide Câmara, como médium auditiva, começou a trabalhar na propagação da Doutrina, fazendo conferências e receitando, com tal acerto e exatidão, que o seu nome se irradiou por todo o País. Com a desencarnação do inolvidável mestre, doutor Bezerra de Menezes, em 1900, Adelaide Câmara aproximou-se do grande seareiro que foi Inácio Bittencourt e, nas sessões do Círculo Espírita “Cáritas”, passou a emprestar o seu concurso magnífico como médium e como propagandista de primeira grandeza. Contraindo núpcias em 1906, os afazeres do lar, e a educação dos filhos mais tarde, obrigaram-na a afastar-se da propaganda ativa nos Centros, mas, nem por isso, ficou inativa. Nas horas de lazer, entrava em confabulação com os guias espirituais, e pôde receber e produzir páginas admiráveis, que foram dadas à publicidade na obra “Do Além”, em 21 fascículos, e no livro “Orvalho do Céu”. Foi aí que adotou o pseudônimo de AURA CELESTE, nome com que ficou conhecida no Brasil inteiro. Em 1920, retorna à tribuna e aos trabalhos mediúnicos, com tal vigor e entusiasmo, que o seu organismo de compleição franzina ressentiu-se um pouco, mas, nem por isso, deixou ela de cumprir com os seus deveres. O Dr. Joaquim Murtinho era o médico espiritual que, por seu intermédio, começou a trabalhar na cura dos enfermos e necessitados, diagnosticando e curando a todos quantos lhe batiam à porta, desenvolvendo-lhe, espontaneamente, diversas faculdades mediúnicas nesse período. Além das mediunidades de incorporação, audição, vidência, psicográfica, curadora, intuitiva, possuía Adelaide Câmara, ainda, a extraordinária faculdade da bilocação. Muitas curas operou em diferentes lugares do Brasil, a eles se transportando em “desdobramento fluídico”, sendo visível o seu corpo perispirítico, como aconteceu em Juiz de Fora e Corumbá (provadamente constatado), por enfermos que, sob os seus cuidados, a viram aplicar-lhes “passes”. Poetisa, conferencista, contista, e educadora sobretudo, deixou excelentes obras lítero-doutrinárias, em prosa e verso, assinando-os geralmente com o seu pseudônimo. É assim que deu a público “Vozes d”Alma”, versos; “Sentimentais”, versos; “Aspectos da Alma”, contos; “Palavras Espíritas”, palestras; “Rumo à Verdade” e “Luz do Alto”. Esparsos em revistas e jornais espíritas, há muitas poesias e artigos doutrinários de sua autoria. O grande jornalista e literato Leal de Souza, referiu-se a Adelaide Câmara como “a grande Musa moderna, a Musa espiritualista”. Em 1924, teve as suas vistas voltadas para o campo da assistência às crianças órfãs e à velhice desamparada. Centralizou todos os seus esforços no propósito de materializar esse antigo anseio de sua alma. Pouco, entretanto, pôde fazer em quase três anos de lutas. Aconteceu, então, que um confrade, João Carlos de Carvalho, estava angariando donativos e meios para a fundação de uma instituição dessa natureza, e, um dia, faz-lhe entrega da lista de donativos a fim de que Adelaide Câmara arranjasse novos óbolos para tão humanitário fim. Dias depois, João Carvalho desencarna, e ela fica de posse da lista e do dinheiro arrecadado. Passados alguns meses, o Sr. Lopes, proprietário da Casa Lopes, que andava estudando a Doutrina, mostrou-se interessado na organização de uma instituição de amparo e assistência aos órfãos e Adelaide lhe informa possuir uma lista com alguns donativos para esse fim. A idéia foi recebida com entusiasmo e logo concretizada. Alugaram uma casa em Botafogo e aí foi instalado, no dia 13 de março de 1927, o Asilo Espírita “João Evangelista”, sendo ela a sua primeira diretora. Compareceu a essa festiva inauguração o doutor Guillon Ribeiro, então 2o . secretário da Federação Espírita Brasileira e representante desta naquela solenidade. Adelaide Câmara, em breves palavras, exprimiu o júbilo de sua alma, afirmando realizado o ideal de toda a sua existência – “ser mãe de órfãos, graça do céu que não trocaria por todo o ouro e todas as grandezas do mundo”. Dedicou, daí por diante, todo o seu tempo a essa grandiosa obra de caridade, emprestando-lhe as luzes do seu saber e de sua bondade até o dia em que serenamente entregou a alma a Deus. Com extremosa dedicação, trabalhou Aura Celeste em várias sociedades espíritas beneficentes da cidade do Rio de Janeiro, dando a todas elas o melhor de suas energias e de sua inteligência. No Asilo Espírita “João Evangelista”, porém, foi onde realizou sua tarefa máxima, não só como competente educadora, mas também como hábil orientadora de inumeráveis jovens que ali receberam, como ainda recebem, instrução intelectual e educação moral. A vida e a obra de Adelaide Câmara foram uma escada de luz, uma afirmação de fé e humildade, e um perene testemunho de amor. Era a grande educadora que ensinava educando e educava ensinando, pelo exemplo. Médium sem vaidades, sincera e de honestidade a toda prova, praticava a mediunidade como verdadeiro sacerdócio. Dotada de sólida cultura teria, se quisesse, conquistado fama no mundo das letras. Poetisa de vastos recursos, oradora convincente e natural, senhora de estilo vigoroso e de fulgurante imaginação, tudo deu e tudo fez, com o cabedal que possuía, para o bom nome e o engrandecimento da Doutrina Espírita. O Asilo Espírita “João Evangelista”, no Rio de Janeiro, aí está ainda, em sede própria, atestando a obra e o devotamento à causa do bem daquela nobre mulher que se chamou Adelaide Augusta Câmara. Fonte: WANTUIL, Zêus, Grandes Espíritas do Brasil, p. 384

 

 

(Texto copiado de https://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Adelaide-Augusta-C%C3%A2mara.pdf)

https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/JANEIRO/11-01-2022_arquivos/image034.jpg

Recebido em email de Asylo Espírita João Evangelista [mailto:[email protected]]

 

 https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/JANEIRO/11-01-2022_arquivos/image035.jpg

Aura Celeste. Imagem do acervo do Asylo Espírita João Evangelista

Rio de Janeiro, RJ

https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/JANEIRO/11-01-2022_arquivos/image036.jpg

Imagem de Natal, Capital do Rio Grande do Norte em 1903. Autor: Virgilio Cardoso de Oliveira

Imagem/fonte:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Natal_(Rio_Grande_do_Norte)

 

 

 

Em  Natal (RN) nasceu Adelaide Camara aos

11 de janeiro de 1874. Leia a biografia acima.

https://www.noticiasespiritas.com.br/2017/JULHO/26-07-2017_arquivos/image058.jpg

Vista panorâmica da Enseada de Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil, em 1889.

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro_(cidade)#/media/File:Rio_de_janeiro_1889_01.jpg

 

 

 

Adelaide Camara nascida em Natal, RN, aos

11 de janeiro de 1874  aportou na  cidade do .

Rio de Janeiro em janeiro de 1896.

Leia a biografia acima.

image040

Dr. Adolfo Bezerra de Menezes. Óleo sobre tela de Nair Camargo. Foto Ismael Gobbo

Dr. Bezerra é conhecido também por “Médico dos pobres.

LEIA A BIOGRAFIA DE DR. ADOLFO BEZERRA DE MENEZES

https://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Adolfo-Bezerra-de-Menezes.pdf

 

 

Adelaide Camara nascida em  Natal, RN, aos

11 de janeiro de 1874  aportou  na   cidade do .

Rio de Janeiro em  janeiro de 1896. No Rio de

Janeiro Adelaide Camara recebeu orientações

do Dr, Bezerra de Menezes   para desenvolver

suas atividades no Espiritismo. 

Leia a biografia acima.

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/FEVEREIRO/17-02-2018_arquivos/image103.jpg

Inacio Bittencourt.

Imagem/fonte: http://bvespirita.com/Inacio%20Bittencourt%20-%20O%20Apostolo%20da%20Caridade%20(CELD).pdf

LEIA SOBRE INACIO BITTENCOURT AQUI:

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/FEVEREIRO/17-02-2018.htm

 

 

 

Adelaide Camara nascida em  Natal, RN, aos

11 de janeiro de 1874  aportou  na   cidade do .

Rio de Janeiro em  janeiro de 1896. No Rio de

Janeiro Adelaide Camara recebeu orientações

do Dr, Bezerra de Menezes   para desenvolver

suas atividades no Espiritismo.  Com a desen-

carnação de Dr. Bezerra, Adelaide Camara se

aproximou do Sr.  Inacio Bittencourt que pros-

seguiu  orientando-a acerca da Doutrina Espí-

Rita.

Leia a biografia acima.

https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/JANEIRO/11-01-2022_arquivos/image040.jpg

Asylo Espírita João Evangelista fundado por Aura Celeste em 1923. Rio de Janeiro

Imagem do acervo do Asylo Espírita João Evangelista

 

O Asylo Espírita João Evangelista é uma associação beneficente localizada no Humaitá, no Rio de Janeiro, que cuida de meninas de 3 a 15 anos moradoras de comunidades carentes.

Fundado em 1923 pela médium brasileira Adelaide Augusta Câmara, também conhecida por Aura Celeste, o Asylo realiza ainda reuniões espíritas públicas, com palestras e aplicações de passes, além de reuniões de estudo da Doutrina Espírita.

https://www.facebook.com/Asylo-Esp%C3%ADrita-Jo%C3%A3o-Evangelista-155616201198976/about/?ref=page_internal

https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/JANEIRO/11-01-2022_arquivos/image041.jpg

Guillon Ribeiro, representando a FEB,  participou da inauguração do Asylo Espírita João Evangelista

 fundado por  Adelaide Augusta Câmara (Aura Celeste) em 1923. Imagem FEBNET.

 

 

Leia a biografia de Adelaide Augusta Câmara

(Aura Celeste) na publicação acima.

 

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https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/JANEIRO/11-01-2022_arquivos/image042.jpg

 

 

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Pórtico do Cemitério São João Batista no Bairro de Botafogo. Rio de Janeiro, RJ. Foto: Ismael Gobbo.

Nesta famoso cemitério foi sepultada a incansável trabalhadora do movimento espírita brasileiro 

Adelaide Augusta Câmara (Aura Celeste) em 1944.

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/AGOSTO/01-08-2019_arquivos/image017.jpg

Cemitério São João Batista no Bairro de Botafogo. Rio de Janeiro, RJ., tendo ao fundo o Corcovado e o Cristo Redentor..

Foto: Ismael Gobbo. Nesta famoso cemitério foi sepultada a incansável trabalhadora do movimento espírita brasileiro  Adelaide Augusta Câmara (Aura Celeste) em 1944.

 

 

José Pedro de Freitas

(18-10-1918/ 11-01-1971)

José Pedro de Freitas (Congonhas do Campo18 de outubro de 1918 — 11 de janeiro de 1971) foi um curandeiro brasileiro. Era conhecido como "José Arigó" ou simplesmente "Zé Arigó".

Durante cerca de vinte anos, realizou cirurgias espirituais enquanto falava com um sotaque alemão e alegava estar incorporando um médico alemão fictício denominado Dr. Fritz. Essas atividades o levaram a ficar conhecido nacional e internacionalmente, e a ser preso duas vezes pelo crime de curandeirismo.[1]

Biografia

Juventude e matrimônio

Um dos oito filhos do sitiante Antônio de Freitas Sobrinho e Maria André de Freitas, nasceu na Fazenda do Faria, a cerca de seis quilômetros de Congonhas. Os poucos recursos da família apenas lhe asseguraram os estudos até à terceira série do atual Ensino Fundamental, no Grupo Escolar Barão de Congonhas.

Em 1933, aos quatorze anos de idade, ingressou na Companhia de Mineração de Ferro e Carvão, posteriormente denominada Ferteco Mineração S/A e hoje incorporada à CVRD, onde trabalhou até 1942. Neste período ganhou o apelido que o acompanharia toda a vida: "Arigó", que tanto é uma gíria para ingênuo, bobo ou matuto, quanto um apelido dado aos trabalhadores que construíam estradas de ferro e engenhos[2]. Nomeado servidor do IAPTC, atual INSS, trabalhou na função pública até ao fim da vida.

Em 1944, então com vinte e cinco anos de idade, desposou Arlete Soares, sua prima em 4º grau, época em que deixou a casa dos pais. Da união nasceram seis filhos: José Tarcísio, Haroldo, Ery, Sidney, Leôncio Antônio e Leonardo José.

O início das atividades como curandeiro

Por volta de 1950, Arigó começou a apresentar fortes dores de cabeça, insônia, percebendo visões (uma luz descrita como muito brilhante) e uma voz gutural (em idioma que não compreendia) que o fizeram acreditar encontrar-se à beira da loucura. A situação perdurou por cerca de três anos, durante os quais visitou médicos e especialistas, sem melhorias.

De acordo com seus biógrafos, certo dia, em um sonho nítido, a voz que o atormentava foi percebida por Arigó como pertencendo a um personagem robusto e calvo, vestido com roupas antigas e um avental branco, supervisionando uma equipe de médicos e enfermeiros em uma grande sala cirúrgica, em torno de um paciente. Após o sonho ter se repetido por várias vezes, o personagem apresentou-se como sendo Adolph Fritz, um médico alemão desencarnado durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), sem que tivesse completado a sua obra na Terra. Embora não pudesse compreender o idioma, compreendeu a mensagem que o personagem lhe dirigia: Arigó fora escolhido como médium pelo Dr. Fritz para realizar essa obra. Outros espíritos, de médicos e de enfermeiros desencarnados, os auxiliariam. Ainda de acordo com os seus biógrafos, Arigó acordou desse sonho tão assustado que saiu correndo, nu, aos gritos, ganhando a rua. Parentes e amigos trouxeram-no de volta ao lar, onde chorou copiosamente. Procurados, os médicos procederam a exames clínicos e psicológicos, sem encontrar nada de anormal, embora as dores de cabeça e os pesadelos continuassem. Até mesmo o padre da cidade tentou auxiliar, efetuando algumas sessões de exorcismo, sem sucesso.

A partir de então, uma força que Arigó reputava como "estranha" passou a utilizar-se de suas mãos rudes para manejar instrumentos também rudes, em delicados procedimentos cirúrgicos, no atendimento a enfermos e aflitos.

A prática mediúnica e a pesquisa científica

Arigó possuía formação católica tradicional, e seu nome, a rigor, não se associa formalmente nem ao Espiritualismo nem ao Espiritismo. Apesar da desaprovação da Igreja Católica e das autoridades civis, Arigó fundou uma clínica à Rua Marechal Floriano, em Congonhas, onde chegava a tratar, gratuitamente, até duzentas pessoas por dia, oriundas da região e dos diversos Estados do país, da América do Sul, da Europa e dos Estados Unidos. À época, Congonhas chegou a estar ligada a Buenos Aires (Argentina) e a Santiago do Chile por linha de ônibus direta e regular. Entre as dificuldades de ordem legal enfrentadas pelo médium, destaca-se o processo instaurado em 1956 pela Associação Médica de Minas Gerais, sob a acusação de prática de curandeirismo, e pelo qual foi condenado a quinze meses de prisão (1958); entretanto, teve a sua pena reduzida à metade e não chegou a ser preso, uma vez que recebeu indulto do então Presidente da República, Juscelino Kubitschek, cuja filha também havia sido atendida pelo médium, sendo-lhe diagnosticados dois cálculos renais. Anos mais tarde, responderia a novo processo, sendo condenado a 18 de novembro de 1964.[3] Desta vez, tendo compreendido o que era um indulto, recusou-o, sendo detido por sete meses em Conselheiro Lafaiete (MG), pelo exercício ilegal da medicina. Continuou a prática mediúnica mesmo dentro dos muros do presídio.[4]

Nessa época, o estadunidense Henri Belk, fundador de uma fundação para pesquisa de fenômenos paranormais, acompanhado por Andrija Puharich (ou Henry K. Puharich), especialista em bioengenharia, deslocaram-se até Congonhas, acompanhados por dois intérpretes da Universidade do Rio de Janeiro e por Jorge Rizzini, espírita brasileiro, para iniciar uma pesquisa com Arigó. Na ocasião, o Dr. Puahrich teve extraído um lipoma de seu cotovelo esquerdo, em um procedimento indolor que consumiu apenas cinco segundos, executado com um canivete comum. A incisão de menos de 5 centímetros, com pouco sangue, não inchou, conforme documentado nítidamente em filme) por Rizzini, vindo a cicatrizar completamente, sem infecção.

Arigó morreu em 11 de janeiro de 1971, em um acidente de carro na rodovia BR-040.[5]

A técnica

Arigó tipicamente realizava raspagem dos olhos e inserção de objetos nas narinas. Por vezes, utilizava-se de facas e canivetes para fazer pequenas incisões e aparentava remover pequenas quantidades de material do corpo. Para alguns pacientes, Arigó fazia anotações ilegíveis em pedaços de papel dizendo serem receitas para medicamentos que somente seu irmão, um farmacêutico, dizia ser capaz de ler.

Notas

1.     «Arigo | Psi Encyclopedia». psi-encyclopedia.spr.ac.uk (em inglês). Consultado em 4 de junho de 2018

2.     «Arigó». Michaelis On-Line. Consultado em 17 de setembro de 2021

3.     Franco, José (1964). «O feitiço contra o feiticeiro: Zé Arigó na prisão». www.memoriaviva.com.br. O Cruzeiro. Consultado em 4 de junho de 2018Cópia arquivada em 23 de fevereiro de 2018

4.     PIRES, 1998.

5.     «Linha Direta - Zé Arigó». Globo.com. Consultado em 16 de agosto de 2021

Bibliografia

·         CARNEIRO, Victor Ribas. ABC do Espiritismo (5a. ed.). Curitiba (PR): Federação Espírita do Paraná, 1996. 223p. ISBN 85-7365-001-X

·         COMENALE, Reinaldo. "Zé Arigó", oitava maravilha. Belo Horizonte: Ed. Boa Imagem, 1968. 208p. il. [tradução de Enrique Martin Blanco; prefácio de Chico Xavier]

·         FULLER, John Grant. Arigo: surgeon of the rusty knife. New York: Thomas Y. Crowell, 1974. 274p. [prefácio por Henry K. Puharich, MD] ISBN 0690005121

·         NUÑEZ, Sandra. A Pátria dos Curadoresː Uma História da Medicina e da Cura Espiritual no Brasil. São Pauloː Pensamento, 2013. 216p.

·         PIRES, J. Herculano. Arigó: vida, mediunidade e martírio (4a. ed.). Capivari (SP): Eme, 1998. 193p. ISBN 8573530499

·         RENAULT, Frank. Médiuns, Espíritas e Videntes: seus segredos e poderes. Rio de Janeiro: Editora Tecnoprint S/A, 1984. 112p. il.

·         OLIVEIRA, Leida Lúcia de. Arigó, O 13o. Profeta. São Paulo: Mythos Editora, 2010. 184p. ISBN 978-85-7867-056-6.

·         OLIVEIRA, Leida Lúcia de. Cirurgias Espirituais de José Arigó, Belo Horizonte: AME Editora, 2014. 512p. ISBN 978-85-63778-30-7

 

 

(Copiado de https://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9_Arig%C3%B3

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2025/JANEIRO/11-01-2025_arquivos/image090.jpg

José Pedro de Freitas (Zé Arigo) e Virgílio T. Nascimento. Virgílio Teixeira do Nascimento foi o diretor do filme "Arigó: Fenômenos do Espírito do Dr. Fritz". Data: 14 de maio de 2023. Origem: Este arquivo consta em um arquivo pessoal da família. Autor: Desconhecido

Copiado de:

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Jos%C3%A9_Pedro_de_Freitas_%28Z%C3%A9_Arigo%29_e_Virg%C3%ADlio_T._Nascimento.png

https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/JANEIRO/11-01-2022_arquivos/image047.jpg

Congonhas, MG, cidade onde viveu o médium José Pedro de Freitas “Zé Arigó”. Foto: Ismael Gobbo.

https://www.noticiasespiritas.com.br/2016/JUNHO/15-06-2016_arquivos/image049.jpg

Túmulo de José Pedro de Freitas, o “Zé Arigó”  (1921 – 1971), no Cemitério N.S. da Conceição, em Congonhas, MG.

No dia 21/11/2014 foi sepultada sua esposa Arlete Freitas, com  97 anos de idade. Foto Ismael Gobbo

 

 

 

 

Johann Heinrich Pestalozzi

(12-01-1746 / 17-02-1827)

 

File:Johann Heinrich Pestalozzi.jpg

Johann Heinrich Pestalozzi

Copiado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Heinrich_Pestalozzi

 

 

Johann Heinrich Pestalozzi (Zurique12 de janeiro de 1746 — Brugg17 de fevereiro de 1827) foi um pedagogista suíço e educador pioneiro da reforma educacional.

 

Biografia

Seu pai morreu quando ainda era criança, foi criado pela mãe, sua família empobreceu. As dificuldades para sobreviver fortaleceram sua alma ainda na infância. Ele conheceu de perto o preconceito social e teve de lutar muito para se tornar conhecido numa sociedade dividida entre nobres e plebeus e entre ricos e pobres. Durante esse período recebeu orientação religiosa protestante, mas considerava-se sempre um cristão, sem defender qualquer religião.

Após a leitura do Emílio, de Rousseau, Pestalozzi foi influenciado pelo movimento naturalista e tornou-se um revolucionário, juntando-se aos que criticavam a situação política do país.

Na Universidade de Zurique associa-se ao poeta Lavater num grupo de reformistas. Gastou parte de sua juventude nas lutas políticas mas, em 1781, com a morte do amigo e político Bluntschli, abandonou o partido para dedicar-se à causa da educação.

Casou-se aos 23 anos e comprou um pedaço de terra onde intentou o cultivo de rubia (Rubia tinctorum – planta herbácea de onde se pretendia tirar um corante) mas, não sendo agricultor, fracassou.

Por este tempo havia feito de sua casa na fazenda uma escola. Escreveu "As Horas Noturnas de um Ermitão" (Die Abendstunde eines Einsiedlers – 1780), contendo uma coleção de pensamentos e reflexões. A este livro seguiu-se sua obra-prima: Leonardo e Gertrudes ("Leonard und Gertrud" – 1781), um conto onde narra a reforma gradual feita primeiro numa casa, depois numa aldeia, frutos dos esforços de uma mulher boa e dedicada. A obra foi um sucesso na Alemanha, e Pestalozzi saiu do anonimato

O horror da guerra: nasce o "Método Pestalozzi"

A invasão francesa da Suíça em 1798 revelou-lhe um caráter verdadeiramente heroico.

Muitas crianças vagavam no Cantão de Unterwalden, às margens do Lago de Lucerna, sem pais, casa, comida ou abrigo. Pestalozzi reuniu muitos deles num convento abandonado, e gastou suas energias educando-os. Durante o inverno cuidava delas pessoalmente com extremada devoção mas, em junho de 1799, o edifício foi requisitado pelo invasor francês para instalar ali um hospital, e seus esforços foram perdidos.

Em 1801 Pestalozzi concentrou suas idéias sobre educação num livro intitulado "Como Gertrudes ensina suas crianças" (Wie Gertrude Ihre Kinder Lehrt). Ali expõe a sua didática pedagógica, o Método Pestalozzi, de partir do mais fácil e simples, para o mais difícil e complexo. Continuava daí, medindo, pintando, escrevendo e contando, e assim por diante.

Em 1799 obteve permissão para manter uma escola em Burgdorf, onde permaneceu trabalhando até 1804. Em 1802 foi como deputado a Paris, e fez de tudo para fazer com que Napoleão se interessasse em criar um sistema nacional de educação primária; mas o conquistador disse-lhe que não podia perder tempo com o alfabeto.

A Escola

Em 1805 ele mudou-se para Yverdon, no Lago Neuchâtel, e por vinte anos dedicou-se ao seu trabalho continuamente. Ali era visitado por todos que se interessavam pela educação, como Talleyrand, d'Istria de Capo, e Mme. de Staël. Foi elogiado por Humboldt e por Fichte. Dentre seus discípulos incluem-se Denizard Rivail (Allan Kardec), Ramsauer, Delbrück, Blochmann, Carl RitterFroebel e Zeller.

Por volta de 1815 dissensões surgiram entre os professores de sua escola, e os últimos 10 anos de seu trabalho foram marcados por cansaço e tristeza. Em 1825 ele se aposentou em Neuhof. Escreveu suas memórias e seu último trabalho, "O canto do cisne", vindo a morrer em Brugg.

LEIA MAIS

COPIADO DE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Heinrich_Pestalozzi

 

File:Johann Heinrich Pestalozzi.jpg

Johann Heinrich Pestalozzi

Copiado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Heinrich_Pestalozzi

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e2/Pestalozzi.jpg

Pestalozzi com os órfãos de Stans

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Heinrich_Pestalozzi

Johann Heinrich Pestalozzi . De [1] . Pintor: provavelmente FGA Schöner. Há uma pintura a óleo feita após esta pintura por Francesco Ramos no final do século 18 / início do século 19 que é exibida hoje no Museu do Prado em Madrid .

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5f/Pestalozzi_with_the_orphans_in_Stans.jpg

Pestalozzi e os órfãos de Stans. Óleo sobre tela de Konrad Grob.

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Heinrich_Pestalozzi

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/MAIO/22-05-2019_arquivos/image016.jpg

Castelo de Yverdon-les-Bains. Suiça. Local onde funcionou o instituto de Pestalozzi.

Imagem/fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/61/Yverdon-les-Bains_Castle.jpg

 

Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail) aos 11 anos de idade foi levado

pela mãe a estudar na escola de Pestalozzi.

 

Arquivo: Birr-Grab-Pestalozzi-3.jpg

Mural na casa da velha escola em Birr acima do túmulo de Johann Heinrich Pestalozzi

Imagem/autor: Roland Zumbuehl

Copiado de: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Birr-Grab-Pestalozzi-3.jpg

 

 

Birr é uma comuna da Suíça, no Cantão Argóvia,[1] com cerca de 3.751 habitantes. Estende-se por uma área de 5,05 km², de densidade populacional de 743 hab/km². Confina com as seguintes comunas: BirrhardBruneggLupfigMöriken-Wildegg.

A língua oficial nesta comuna é o Alemão.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Birr

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/85/Birr-Grab-Pestalozzi-2.jpg

Tumba de Johann Heinrich Pestalozzi em Birr

Autor da imagem: Roland Zumbuehl

Copiado de: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Birr-Grab-Pestalozzi-2.jpg

 

 

Birr é uma comuna da Suíça, no Cantão Argóvia,[1] com cerca de 3.751 habitantes. Estende-se por uma área de 5,05 km², de densidade populacional de 743 hab/km². Confina com as seguintes comunas: BirrhardBruneggLupfigMöriken-Wildegg.

A língua oficial nesta comuna é o Alemão.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Birr

https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/JANEIRO/12-01-2022_arquivos/image042.jpg

Edição francesa do livro “Curso prático e teórico de aritmética, segundo o método

de Pestalozzi” por Hippolyte Léon Denizard Rival. BNF Gallica

Acesse aqui: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k8406340.image

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/MAIO/22-05-2019_arquivos/image019.jpg

Hippolyte Léon Denizard Rivail,  Codificador do Espiritismo, assinou as obras

Espíritas com o pseudônimo Allan Kardec.

Imagem/fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9b/Allan_Kardec_L%27Illustration_10_avril_1869.jpg

 

 

 


João Alves Santana
(16//06/1922 - 12/01/1996)

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/13-01-2023_arquivos/image043.jpg

João Alves Santana ]

Imagem do livro Obra de Vultos, volume2.

 

Biografia elaborada por
 Cláudio Roberto Pagan

João Alves Santana, filho de Francisco Alves Santana e Rosa Maria da Conceição, nasceu em Bucana, distrito e zona rural do município de Jerumenha-PI, situado nas margens do rio Gurquéia, no dia 16.06.1922. O casal teve outro filho de nome José.

Posteriormente, o Sr. Francisco constraiu novas núpcias, e do consórcio nasceram três filhos: Brás, Luiz e Manoel.

João, José e Brás trabalhavam na pequena propriedade rural da família e, nos finais de semana, vendiam sua produção na feira de Jerumenha, composta de farinha, rapadura , tijolo baiano e outros produtos agrícolas. Com a vida precária que levavam, cheia de dificuldades, os meninos não tiveram oportunidade de concluir o primeiro ano do curso primário.

Quando chegou a adolescência, João tomou uma decisão que mudaria a sua vida para sempre. Na região onde morava a população vivia em grande euforia pelas migrações interestaduais com informações de que no sul do país havia prosperidade, e que a vida era bem melhor. João saiu do distrito de Conceição, no município de Jerumenha, no dia 05/09/1943, a pé, caminhando por quarenta dias, até chegar em Ibotirama, no estado da Bahia, às margens do Rio São Francisco, onde trabalhou por 30 dias na agricultura, porque, sem recursos financeiros, vinha de cidade em cidade prestando seus serviços pela própria subsistência.

De Ibotirama, embarcou no Vapor do Rio São Francisco, chegando à cidade de Pirapora, no Estado de Minas Gerais, e, em seguida, viajou pela ferrovia até a cidade de São Paulo, capital do Estado onde, através de agenciadores de mão- de-obra barata, foi contratado, por volta de 1944, para uma fazenda no município de Pereira Barreto, onde trabalhou em desmatamento e na lavoura em regime de parceria com o proprietário.

Movido pela vontade cada vez mais forte por mudanças em sua vida profissional, em 1945 transferiu-se para Araçatuba, onde foi contratado pela indústria multinacional Anderson Clayton.

No ano de 1955, ingressou na empresa estatal Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (N.O.B.), atualmente privatizada com o nome de “Novoeste”, onde ocupou a função de Segurança de Plataforma até se aposentar, por motivo de doenças reumáticas, em 1965.

Em 17 de junho de 1950, casou-se com Maria Ruth Gomes, com quem teve cinco filhos: Ademir, Valdemir - desencarnado em tenra idade por motivo de uma virose - , Ivanilde, Ivete e Paulo, muito batalhando para que todos tivessem formação educacional, profissional e religiosa.

 

Encontro Com o Espiritismo

Corria o ano de 1951, quando, através de sua sogra Vergilia Gomes Machado e de sua esposa Maria Ruth, foi convidado a freqüentar o Grupo Espírita Pagan, fundado em 1942 e dirigido pelo Sr. Antônio Pagan. Aquele núcleo espírita ganhou a denominação de Grupo Espírita da Fraternidade, a partir de 27 de fevereiro de 1977.

Dona Vergilia, que era uma das médiuns de confiança daquela Casa, pela sua demonstração de segurança e fé inabalável em todos os momentos, e com apoio de Antônio Pagan, despertou no coração de João Alves Santana as mais íntimas fibras do lado religioso. De formação católica, até então tinha certo preconceito contra o espiritismo, doutrina que, a partir daquele momento decisivo, abraçou com amor e abnegação, uma forma de reconhecer os profundos conhecimentos que a doutrina consoladora permitiu-lhe adquirir. Como trabalhava no período noturno, só podia freqüentar as reuniões nos finais de semana, onde começou a estudar as obras básicas de Allan Kardec.

 

Participação no Movimento Espírita

Entre os anos de 1963 a 1965, freqüentou as reuniões de estudos doutrinários da Mocidade Espírita de Araçatuba, entidade autônoma que se reunia, naquela época, no Centro Espírita “Dr. Bezerra de Menezes”, aos domingos pela manhã. Após sua aposentadoria, passou a participar ativamente das reuniões doutrinárias do Grupo Espírita Pagan e também da Mocidade Espírita Antônio Pagan, que teve sua reunião inicial no domingo de 1º de fevereiro de 1966.

Momentos antes da desencarnação de Antônio Pagan, em 1965, seu João, como era tratado carinhosamente, foi chamado por ele e outros companheiros do Grupo, inclusive seu filho Armando Pagan, e Aurélio Luiz de Oliveira, para seguirem avante com a obra que ali estava plantada, tarefa que todos aceitaram e fizeram desenvolver com a maior seriedade. Seu João transformou-se, a partir daquela data, em uma das pilastras de sustentação do Grupo Espírita da Fraternidade, contribuindo com afinco e amor.

Por alguns anos, freqüentou o Centro Espírita “Luz e Fraternidade”, a pedido de sua esposa Maria Ruth, a quem tratava com muito carinho, porque aquele centro ficava mais próximo de sua casa. Porém, passado algum tempo, pediu-lhe para que retornassem às suas origens, pois sentia que nunca deveria ter se afastado do Grupo Espírita fundado por Antônio Pagan.

Em 04/02/1985, foi eleito vice-presidente do Grupo Espírita da Fraternidade, tendo como presidente Armando Pagan; em 27/01/1986, foi o segundo-tesoureiro; e, entre os anos de 1988 a 1996, por oito anos seguidos, ocupou o cargo de vice-presidente, quando presidia Cláudio Roberto Pagan. Sempre responsável e diligente nos compromissos que assumia, assim prosseguiu em sua faina até a desencarnação ocorrida em 12 de janeiro de 1996, na cidade de Araçatuba.

 

Contribuição Doutrinária

Seu João participava das explanações doutrinária nas reuniões do Grupo Espírita da Fraternidade, às sextas-feiras, onde sua fala sobre o Evangelho era feita com o coração, trazendo a todos nós um envolvimento inexplicável, pois as dificuldades que tinha por não contar com uma formação educacional mais completa, eram por ele suplantadas com facilidade, graças à perseverança, amor, fé e convicção que tinha nos postulados da doutrina espírita.

Participou por vários anos como expositor e monitor do COEM - Centro de Orientação e Educação Mediunica -, além de ser dirigente de reuniões mediúnicas.

No departamento de assistência social, colaborava com muito prazer das várias campanhas desenvolvidas pela Casa, como: campanha do quilo, almoços beneficentes, distribuição de pães, etc, trazendo aos assistidos do Jardim Iporã muito amor e carinho, sempre os tratando como verdadeiros irmãos do coração.

 

Palavras dos Companheiros

Dando seu testemunho de admiração e apreço a João Alves Santana, assim se expressa o companheiro Paulo César Alves, que, como tantos outros, tiveram a oportunidade de privar da sua companhia amorável e cheia de sabedoria:

“Amor, fé, humildade, simplicidade, dedicação, persistência, perdão, tolerância, paciência, compreensão, indulgência, caridade, trabalho e estudo doutrinário, um exemplo de vida toda voltada à pratica da doutrina codificada por Kardec.

São virtudes que somente no decorrer de uma existência material podem ser observadas por aqueles que com ele conviveram, e que com ele aprenderam os valores reais dos ensinamentos do Cristo, mais uma vez comprovando que o nascer em lar espírita não é privilégio, mas sim, uma escolha daqueles que, com consciência, desejam resgatar suas dívidas o quanto antes, pela compreensão de que nada se verifica sem o devido merecimento e que, na prática dos ensinamentos Divinos, pelo acerto de todas as ações, o êxito há de se estabelecer.

João Alves Santana foi um esposo dedicado, que, até hoje, já decorridos alguns anos de sua desencarnação, é peça fundamental na vida de sua companheira Ruth, um norte magnético para seus filhos, que não procuram imitá-lo, mas, sim, seguir a educação e os ensinamentos por ele transmitidos.

Na Casa Espírita, é recordado como uma verdadeira âncora moral. Como elemento participativo de todas as atividades, na condição de um dos dirigentes dos trabalhos de atendimento fraterno, converteu-se em exemplo vivo àqueles que o cercaram e lhe admiraram a conduta reta, sempre os ajudando a galgar os degraus da evolução, sem jamais se esquecer da figura do Mestre Jesus, o exemplo maior que temos a seguir.

Sr. João foi um marco no Grupo Espírita da Fraternidade. Nenhum dos freqüentadores que o conheceram se esquecem da sua forma de proceder; sua moralidade, seus conhecimentos e o carinho que devotava a todos aqueles que o procuravam.

Enquanto conosco esteve, o Sr. João soube trilhar com honra e altivez os bons caminhos e norteou a tantos quantos o cercaram a fazer o mesmo, ensinando-lhes que é necessário estender a mão e amparar aquele que se encontra enfraquecido, exaltando a excelência de vivenciarmos o que é justo e correto e de nos acautelarmos diante dos procedimentos equivocados que possam ferir a lei de justiça, amor e caridade.

Foi para nós um guia seguro, um irmão na verdadeira acepção da palavra, aquele a quem se entrega os problemas, aquele em quem se confia de que a solução poderá advir de seus conselhos, tal era seu equilíbrio e sua capacidade de orientação, exemplo digno a ser seguido por todos que estiveram a seu lado e que de uma forma ou de outra dele receberam os benefícios do amor, da compreensão e das suas sábias orientações.

Uma prece amiga, fervorosa, que se elevava a Jesus, sempre que uma situação era vivida; um agradecimento, um louvor, um pedido, um reconhecimento da presença do Cristo, é assim que prossegue o Sr. João Alves Santana na Pátria Espiritual, servindo, como sempre o fez, na abençoada Seara de Jesus.”

Palavras da Família

O filho Ademir Alves Santana, em nome dos familiares, também dá seu testemunho de admiração, amor e gratidão que João soube construir no recesso do lar, com muita responsabilidade e competência:

“Apesar da pouca formação escolar, estudava regularmente as obras básicas da Doutrina Espírita, procurando manter-se atualizado em seus conhecimentos, com objetivo de participar das explanações no grupo de estudo a que estava vinculado.

Dotado de personalidade forte, embora tivesse nos estudos da Doutrina sua opinião formada, não era radical, sabia aceitar as opiniões dos companheiros, porém, jamais se afastando dos princípios da Codificação Kardequiana a quem soube honrar e zelar por todos os dias de sua vida. Uma pessoa de conduta exemplar, era procurado por amigos e familiares para falar sobre os caminhos da vida, nos momentos difíceis, sempre demonstrando muita alegria e entusiasmos em seu coração.

Iluminado espiritualmente, apesar da doença reumática, tinha plena consciência dos seus débitos de vidas anteriores, e a Doutrina Espírita era a energia que movia sua vida em direção à prática da caridade e amor ao próximo. Nas horas de lazer, gostava de freqüentar o clube Balneário de Águas Quentes “Thermas da Noroeste”, juntamente com a esposa Maria Ruth, onde encontrava alívio para a sua enfermidade.

A sua volta ao plano espiritual causou à família um sentimento de perda irreparável, mas observamos que a influência de seu espírito transmitiu a todos muito conforto e desprendimento, pois até nos últimos instantes de vida permanecia em oração.

Graças aos conhecimentos adquiridos na Doutrina Espírita, acreditamos que ele continua seu trabalho na prática da caridade e de amor ao próximo sempre, seja através da sua presença generosa ou através das palavras amigas que dele nos chegam da Pátria Espiritual”.

 

Volta Às Origens

Por volta do ano de 1987, “seu João” nos anunciou que desejava visitar seus familiares no Piauí, e, para tanto, preparou sua viagem com oito meses de antecedência, avisando a todos os companheiros de doutrina.

Nesta viagem, supriu sua esposa de tudo que pudesse necessitar, pois iria sozinho em uma viagem muito longa e de muitas dificuldades, sendo sua intenção permanecer por um período longo junto aos familiares queridos que residiam naquela terra distante onde nascera.

Na ocasião, nos solicitou que arrumássemos mensagens e livros espíritas para plantar nos corações dos familiares os princípios doutrinários que conquistara até então. Como encontrou campo fértil no seio familiar, ficou por três meses, divulgando e participando de reuniões de Centros Espíritas da região com seus entes queridos e amigos, conseguindo realizar muitos progressos entre todos. Todas aquelas deliciosas experiências, ele nos narrava com muita alegria no coração e um incontido brilho nos olhos.

 

Divulgador Espírita

Após a aposentadoria, a saúde do Sr. João, que já era comprometida por antigo reumatismo, agravou-se com problemas de coluna, na qual ­sentia dores fortíssimas, exigindo-lhe tratamentos especiais e maiores dispêndios financeiros. A situação o levou a vender bilhetes de loteria na região central de Araçatuba como alternativa para reforçar o seu orçamento, ali ficando conhecido por todos pelo seu entusiasmo e interesse na divulgação da doutrina espírita, jamais perdendo oportunidade para difundir e dar seu testemunho de vida exemplar a amigos e companheiros que tiveram a felicidade de privar de sua companhia agradável, sensata e cheia de exemplos de vida.

E assim ele prossegue na Pátria Espiritual, engrossando as fileiras dos servidores de Jesus que se ocupam no socorro e no esclarecimento de encarnados e desencarnados, da mesma forma como fazia quando estava entre nós.

 

Conclusão

Falar de nosso irmão João Alves Santana não é uma tarefa fácil, pois, como vimos, sua vida foi cheia de dificuldades e sua saúde sempre abalada pelas doenças, porém, seu coração sempre tinha algo a oferecer ao seu próximo. Amou a todos sem distinção, fez de sua encarnação um exemplo a ser seguido, e temos a certeza de que muito progresso alcançou, nesta vida. Que Deus lhe abençoe e que possa receber a nossa gratidão por muito que fez e faz por todos nós.

 

 

 

 

(Copiado de: http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultosII/joao_alves_santana.htm)

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João Alves Santana ]

Imagem do livro Obra de Vultos, volume2.

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João Alves Santana, com esposa, filhos, genro e netos.

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 2.

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João Alves Santana no Núcleo de Assistência Social departamento do G.E.F.

Imagens do arquivo do G.E.F.

 

 

Andrew Jackson Davis

(11-08-1826 / 13-01-1910)

 

Famoso médium norte-americano precursor do Espiritismo. Nasceu nos Estados Unidos da América do Norte, no dia 11 de Agosto de 1826, e desencarnou no dia 13 de Janeiro de 1910. Nunca foi místico, sendo considerado um homem equilibrado, detentor de um carácter sério, honesto e caridoso, tendo por isso, atraído elevado número de pessoas para ouvir os seus ensinamentos. Oriundo de família humilde e inculta, nasceu e conviveu num meio desprovido de recursos intelectuais, num distrito rural do Estado de Nova York, às margens do rio Hudson. No princípio da adolescência, começou a ouvir vozes estranhas, mas gentis e agradáveis que lhe davam conselhos e, simultaneamente, a revelar faculdade mediúnica de clarividência e a diagnosticar doenças. Afirmava ele que, em estado de transe, conseguia observar dentro do corpo humano; como cada órgão tem a sua luminosidade própria, ao ver um deles escuro, localizava o problema. Davis aprendeu a conhecer e a desenvolver as suas faculdades, através do mesmerismo, então em voga: o médico alemão Franz Anton Mesmer inventou as chamadas técnicas de "magnetização animal" ou “fluído vital”com o objetivo de encontrar cura para determinadas doenças. Entrando em transe sonambúlico, Davis manifestava extraordinárias capacidades que não possuía no seu estado normal, detentor que era de pouca instrução. No dia 6 de Março de 1844, sentiu-se repentinamente sujeito a um fenômeno físico de transporte, sendo conduzido por uma estranha força, a uma distância de 60 Km de Poughkeepsie, local onde residia, até às montanhas de Catskill, onde conversou com dois espíritos, que ele identificou (Galeno e Swedenborg), que se apresentaram como sendo os seus mentores. Mais tarde, desenvolveu a mediunidade da xenoglassia, passando a falar várias línguas, incluindo o hebraico. Semi-analfabeto, "fraco de corpo e mentalmente pobre", como afirma Sir Arthur Conan Doyle, discutia temas altamente eruditos com membros conceituados, incluindo da Universidade de Nova York, desde a Mitologia à Arqueologia histórica e bíblica, e aos mais diversos temas sociais e linguísticos, com tal precisão e rigor que “fariam honra a qualquer erudito daquela cidade”. O médium escreveu em transe mediúnico o livro: “Os Princípios da Natureza”, editado em 1847, tendo este sido considerado por Sir Arthur Conan Doyle, como “um dos mais profundos e originais livros sobre Filosofia”. Foram parcialmente editadas outras inúmeras obras sob o título “Filosofia Harmôncia”, recebidas mediunicamente e atribuídas ao célebre médium e sábio sueco, Swedenborg. Aos 21 anos, Davis já não precisava de sujeitar-se ao magnetismo hipnótico, para entrar em transe e ficaram conhecidas as pormenorizadas descrições de desencarnações, que posteriormente eram confirmadas por outros médiuns em várias partes do mundo. Fez inúmeras previsões (o aparecimento do automóvel, máquinas de escrever, veículos aéreos…), recheadas de assombrosos pormenores, incluídas na sua obra: “Penetrália” e em 1847, declarou que iriam dar-se, em breve, manifestações de espíritos um pouco por toda a parte. De fato, em 31de Março de 1848, as três irmãs Fox iniciam os seus contactos com o mundo espiritual, através de pancadas, na cidade de Hydsville, nos Estados Unidos, dando início ao advento do Espiritismo. Foi o fenômeno das mesas girantes ou falantes que atraiu a atenção de Allan Kardec e outros eminentes investigadores. Exatamente no mesmo dia (31 de março de 1848) Davis registou no seu caderno de notas o seguinte: “Esta madrugada, um sopro quente passou pela minha face e ouvi uma voz, suave e forte, que me disse: ‘Irmão, um bom trabalho foi começado - olha! Surgiu uma demonstração viva’. Fiquei pensando o que queria dizer aquela mensagem.” Com essa previsão, Andrew Jackson Davis ficou a ser conhecido como o”Profeta da Nova Revelação”. Recebeu ainda uma obra de alto teor intelectual e moral: “Revelações Divinas da Natureza”, tendo descrito a vida no Mundo Espiritual como sendo semelhante à da Terra, uma vida semi-material em que o trabalho científico, literário, artístico e humanitário continua e em que os seres se agrupam consoante as suas tendências e gostos pessoais que se prolongam após a desencarnação. Observou as várias etapas do progresso do espírito e apontou as imensas causas responsáveis pelo retardamento da marcha evolutiva do ser humano. Numa das suas visitas em espírito a um desses planos, viu grupos de crianças que, se encontravam reunidas em belos edifícios, rodeadas de atenções e carinho, recebendo instruções, em conformidade com o seu entendimento. Maravilhado com este sistema, tentou reproduzir a sua organização na terra e daí surgiu o 1º Liceu Espiritista que fundou em 1863, em Dodsworth Hall, Broadway, Nova York. Outras cidades americanas aderiram à ideia, e em vários países, nomeadamente, Inglaterra e Austrália, surgiram liceus ligados ao movimento. Andrew Jackson Davis superou o próprio Swedenborg, no que respeita ao descerrar do véu concernente ao mundo dos espíritos e se, como todos os missionários, cujo olhar difere do comum dos mortais, visionando e antecipando o futuro da humanidade, teve opositores e sofreu humilhações, tudo suportou com humildade e devotamento à causa da espiritualidade e ao auxílio do próximo, prescrevendo tratamentos com ervas para a cura das doenças que diagnosticava. Fonte: História do Espiritismo, Arthur Conan Doyle e Jornal Espírita, Julho de 1991.

 

 

 

(Texto copiado de https://www.febnet.org.br/ba/file/Pesquisa/Textos/Andrew%20Jackson%20Davis.pdf)

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Andrew Jackson Davis (1826 - 1910), espiritualista americano. Foto de Davis de 1847 quando ele tinha 19 anos. Veja: http://www.andrewjacksondavis.com/gallery.htm

Copiada de https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Andrew_Jackson_Davis_young.jpg

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/13-01-2023_arquivos/image048.jpg

Franz Anton Mesmer, uma das principais influências de Davis.

Imagem copiada de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Andrew_Jackson_Davis

 

 

LEIA SOBRE FRANZ ANTON MESMER

Acesse: https://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Anton_Mesmer 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2017/OUTUBRO/27-10-2017_arquivos/image011.jpg

Irmãs Fox, protagonistas dos Fenômenos de Hydesville, EUA.

Os espíritos se comunicavam através das batidas (tiptologia), uma espécie de alfabeto através das pancadas.

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Fox_sisters#/media/File:Fox_sisters_mediums.png

 

 

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Mesas girantes. França. Século XIX.

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Table-turning#/media/File:Tables_tournantes_1853.jpg

  

Imagem publicada pela revista “le magazine l'Illustration” em 1853 para ilustrar um artigo intitulado: História da Semana

 

 

  

Antônio Sales de Oliveira
(18/08/1915 - 14/01/1993)

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Antonio Sales de Oliveira

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 2.

Biografia elaborada por
 Cleide Sirlei Bucalon

Foi, no inverno de 1915, que reencarnou, para novos aprendizados, Antônio Sales de Oliveira.

Nasceu em Birigüi-SP, no dia 18 de agosto, filho do Sr. Joaquim Oliveira da Silva e da Sra. Guilhermina Oliveira da Silva, mineiros de Três Corações-MG. Foi o sétimo filho de uma família de oito irmãos.

Passou a infância e a adolescência em Araçatuba, onde sua família radicou-se e, ali, fez o curso primário. Ainda adolescente, começou a trabalhar, pois era de família pobre. Entre as muitas atividades que exerceu, destacamos a de auxiliar de pedreiro, função que exercia muito bem e tornou-se muito querido pela família Spineli, de quem era funcionário.

Como desejava estudar, aos 17 anos retorna para Birigüi e trabalha como fotógrafo durante todo o tempo em que fez o curso ginasial (cinco anos, naquele tempo), no Colégio Noroeste. Neste ano de 1935, conhece Eliza, que seria a companheira de sua caminhada, e começam a namorar.

Juntos, fazem a admissão ao Ginásio, em 1936, na escola que passa a ter o nome de Ginásio Noroeste.

Foi sempre aluno exemplar, pois sabia das dificuldades que enfrentava para trabalhar durante o dia e estudar à noite, mantendo-se sempre com seus próprios recursos.

Terminado o curso ginasial, presta vestibular para a Escola de Educação Física da USP, em São Paulo, e consegue o passaporte para a realização do seu sonho. Durante o curso, recebeu uma bolsa de estudos da Igreja Metodista de São Paulo, à qual pagou depois de formado professor.

Já diplomado, no ano de 1944, foi trabalhar no Instituto União de Uruguaiana, estado do Rio Grande do Sul, pertencente à Igreja Metodista.

Mesmo com as dificuldades de recém-formado, casa-se com Eliza, o seu grande amor, no verão de 1945, no dia 19 de fevereiro.

Eliza Vallarini, filha do Sr. João Vallarini e da Sra. Assunta Crevellaro, nasceu em Ribeirão Preto, no dia 09 de setembro de 1921, foi criada em Birigüi, onde residiu desde o ano de 1922.

Após o casamento, passaram mais um ano em Uruguaiana. Em 1946, voltam para Birigüi e Antônio começa a trabalhar no Instituto Noroeste, onde permanece por muitos anos.

Aos 18 dias do mês de julho do ano de 1955, nasce a única filha do casal, Iara Sales Oliveira, atualmente residindo em São Paulo, mãe do menino Uirá e da menina Aruã. Profissionalmente, exerce a função de psicóloga.

Iara é espírita, dando continuidade aos ensinamentos que recebeu do Sr. Sales, e aos exemplos que continua recebendo de sua mãe, que divide o tempo com a filha e a residência em Atibaia.

Quando foi criado o Ginásio Estadual em Birigüi, o Sr. Sales começou a exercer a função de professor de Educação Física na referida escola, interinamente, e, depois, por ter prestado concurso, assumiu a cadeira como professor efetivo. Afastou-se por alguns anos para exercer o cargo de Delegado Regional de Educação Física.

Retomando a sua cadeira, desempenhou a sua função da melhor ­maneira possível, sempre procurando incentivar seus alunos a serem verdadeiros esportistas. Confidenciou-nos a Sra. Eliza “que sempre foi um grande incentivador dos esportes e suas equipes conquistaram muitos troféus, que se encontram expostos na Escola Prof. Stélio Machado Loureiro”, onde trabalhou por mais de 30 anos até a sua aposentadoria. Foi um grande batalhador contra os vícios, especialmente o fumo, entre os seus alunos e amigos, que sempre o consideraram muito. Sempre teve facilidade para fazer novos amigos e tinha um grande coração.”

 

O Encontro com a Doutrina Espírita

Sua formação religiosa foi dentro dos padrões da Igreja Metodista, onde foi um membro atuante, até o momento em que, tentando buscar ajuda para o amigo Dorival, no Espiritismo, reencontra alguns amigos que tinham sido metodistas, começa a trocar idéias, informações, até o momento em que ele próprio necessitou de auxílio, na ocasião em que quebrou uma das pernas.

Após a recuperação, deixa a Igreja Metodista, ingressando definitivamente no Espiritismo. No Centro Espírita “Raymundo Mariano Dias”, ­começa sua história de amor e dedicação.

Logo, começa a participar de cargos administrativos. Em 27/08/1977, é eleito para o Conselho Fiscal, junto a outros companheiros e, em 01/05/1.978, passa a presidir o Conselho Deliberativo, cargo para o qual seria reeleito nas eleições de 26/03/1980 e de 14/03/81.

Nesses períodos já se preocupava com a parte dos estudo, que eram poucos. Não perdeu tempo. Vai a Araçatuba fazer o COEM (Centro de Orientação e Educação Mediúnica), no Centro Espírita Bezerra de Menezes, onde estuda, aprende, se informa e torna-se o amigo que todos buscam; ajuda, sem fazer nenhum tipo de diferença, consola, tem sempre uma palavra de carinho, “sempre com um bom livro debaixo do braço, pois nunca se sabe onde vamos encontrar alguém precisando de ajuda”, como a ele se referiu a amiga Iria.

Na reunião extraordinária realizada em 24/01/1982, encontramos o presidente Antônio Sales de Oliveira demonstrando preocupação na melhoria do centro, assunto objeto da pauta daquela reunião:- “construção do novo prédio do nosso Centro, lembrando que se a construção não se realizasse, a Prefeitura Municipal iria desapropriar o terreno para passar uma rua, pois esse é um antigo plano de outros prefeitos”. Na mesma reunião, enfatiza a necessidade de se pôr em prática todos os Departamentos do Centro, conforme sugere o estatuto.

Em reunião de 16/02/82, assume a vice-presidência da Diretoria Executiva, junto com o amigo Osmar Antunes Sanches, eleito presidente para o biênio de 82/83.

Naquela ocasião, ainda como presidente do Conselho, reforça a necessidade da construção de um novo prédio para o Centro, considerando que o salão não estava mais comportando a grande assistência que o freqüentava semanalmente.

Ao lado do Sr. Osmar, começam a dar um novo rumo ao Centro. Organizam os Departamentos, Grupos de Estudos, criam novos departamentos, Clube do Livro e Divulgação, Assistência Social, Desobsessão, de Estudos e Educação da Mediunidade, entre outros.

Na reunião de 03 de abril de 1982, o Sr Sales faz um relatório da participação na Primeira Feira do Livro Espírita, destacando o seu êxito, pois, em apenas uma semana, foram vendidos mais de 600 livros, além de uma grande divulgação para a Doutrina Espírita.

A sua paixão por livros poderá ser comprovada em ata de reunião de diretoria, realizada em 03/07/82, onde está registrado. “...o assunto principal do dia foi a compra dos livros para a sociedade, da qual havia se encarregado o irmão Antônio Sales de Oliveira. Os livros foram comprados na Livraria Espírita de Araçatuba, com vinte e cinco por cento de desconto. Quanto ao pagamento, foi feito pelo próprio Irmão e a Sociedade lhe restituirá a importância paga de acordo com as suas possibilidades...”. Conversando com os seus companheiros, sabemos que ele sempre comprou muitos livros, espalhando-os feito pétalas de luz a iluminar os caminhos de todos os que tiveram a felicidade de caminhar ao seu lado.

Em 14/03/84, é eleito presidente da diretoria executiva, que ficou assim constituída: presidente, Antônio Sales de Oliveira; vice-presidente, Adalberto Rodrigues; secretária-geral, Clarice Sanches Nunes; primeira-secretária, Áurea Antonia Evaristo Avelhaneda; segunda-secretária, Vera Camargo Miguel Pedro; primeiro-tesoureiro, Osvaldo José Careta; segundo-tesoureiro, Veida Aparecida Sitta.

Como a diretoria anterior tivesse se empenhado na regularização do terreno, com grande empenho do Sr. Osmar e Sr. Sales, agora o lema seria o de partir decisivamente para a conclusão da obra.

Buscou imediatamente filiar o Centro à USE- União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, decisão tomada na reunião de 30/06/84, com envio de carta àquele órgão, para cadastramento do Centro Espírita “Raymundo Mariano Dias”.

A visão do Sr. Sales era especial, demonstrando a preocupação em melhorar sempre. Encontramos o registro onde sugere que componentes dos departamentos realizem um encontro com os trabalhadores do Centro Espírita “Luz e Fraternidade”, de Araçatuba, visando à melhoria dos trabalhos e das atividades do centro. Esse encontro aconteceu em outubro de 1984.

Finalmente, depois de receber a ajuda de muitos dos funcionários da Cesp e da C.B.P.O, que trabalhavam na construção da Usina de Nova Avanhandava, de moradores de Birigüi, irmãos simpatizantes da doutrina espírita, empresas de material de construção, comércio, indústria, e de tantas outras pessoas que contribuíram com doações e mão-de-obra, em novembro de 1984, é realizada a inauguração do novo prédio, um sonho que se tornou realidade. Foi uma inauguração simbólica, sem barulho, um trabalho realizado por muitas mãos.

Conversando com Sr. Antônio Fernandes, constatamos a alegria sentida por ele, fruto da participação na grande obra, ele nos afirmou:“...tudo aconteceu porque o Sr Sales, era um homem determinado, altivo e consciente, cujo vocabulário não comportava dubiedades como: “talvez” ou “será que vai dar certo?”.

Naquele dia, foi realizado um mutirão de limpeza, em que os trabalhadores da casa se confraternizaram e continuaram nessa doce rotina, para que o Centro, que sempre foi de todos, estivesse sempre limpo e organizado.

E o trabalho continua. Em julho de 1985, é criado o “Boletim Informativo” do Centro, do qual ficou encarregada Lúcia Helena Cusini. Através deste boletim, os freqüentadores do Centro recebiam as informações da Casa e foi nele que ficaram registradas as primeiras informações sobre Dr. Raymundo Mariano Dias.

Em outubro de 1985, faz as alterações do estatuto com a aprovação dos membros presentes. Primeiro, conscientiza as pessoas, mostra o melhor caminho, depois, de comum acordo faz-se as mudanças, que têm início de dentro para fora. É assim que acontece com as grandes obras e seus idealizadores.

Na assembléia de fevereiro de 1986, o Conselho Deliberativo reúne-se para tratar da escolha da nova diretoria para o biênio de 86/87 e, por unanimidade, os membros afirmaram a necessidade de continuidade dos então presidente e vice-presidente, pois o afastamento de ambos implicaria na interrupção de um trabalho que até então tem sido bem sucedido.

Na ata daquela reunião, o Sr. Pedro Furlan elogiou o dinamismo do presidente Antônio Sales de Oliveira, rememorando o início da construção do novo prédio, uma obra que para muitos seria impossível. Interrogado o presidente sobre como aquilo seria possível, a resposta foi : “ Deus proveria e que o recurso financeiro viria do Alto”. Como disse o Sr. Francisco, outro companheiro: “foi a obra da fé, pois esta remove montanhas e assim veio o auxílio de todos os lados.”

Em reunião realizada em 27/02/1986, o Sr. Sales é reeleito presidente. Dando prosseguimento ao seu zeloso trabalho, sempre cuidando dos relatórios mensais, que eram lidos e apresentados em todas as reuniões pelos ­responsáveis dos departamentos tais como: entrega dos enxovais, fornecimento da sopa a todos que procuravam o Centro, etc.

Em maio de 1986, juntamente com a amiga Adair, criam um novo departamento, que tem o objetivo de atender aos irmãos necessitados e perturbados que procuravam o Centro. Trata-se de um atendimento individual, uma espécie de Pronto-Socorro Espiritual.

O trabalhador precisa estar presente onde se tem trabalho. Em 05/07/86, recebe do diretor-clínico da Santa Casa de Misericórdia de Birigüi autorização para fazer visitas aos doentes. O Sr. Sales relata, mais tarde, a alegria das pessoas que aguardavam pelas visitas, pois além do remédio para o corpo físico, precisavam de uma palavra amiga, de ânimo para vencerem o momento de dor, um alento para o espírito eterno.

Naquele mesmo ano, encontramos várias atividades realizadas pela equipe do Sr. Sales, como, por exemplo, a restauração da foto de Dr. Raymundo Mariano Dias, o Organograma da casa e a responsabilidade dele pelo Departamento de Estudos da Doutrina, à época, o COEM.

Atualmente, encontramos os dirigentes preocupados com a pontualidade dos trabalhadores. O Sr. Sales, em reunião realizada em outubro de 1986, demonstra a sua atenção para o problema e a registra desta forma:“...que façam um esforço para chegar à hora certa, pois os nossos irmãos espirituais que auxiliam a nossa Sociedade têm um programa a ser cumprido, dentro do horário previsto.”

Em 10/10/1986, às 19h30min, é inaugurada a Biblioteca, que fica à disposição de todos aqueles que se interessavam em ler bons livros. Atualmente, a Biblioteca funciona, com aproximadamente 1.500 livros, instalada em uma ampla sala, após a nova reforma que ocorreu no final dos anos 90, e recebeu o nome de “Biblioteca Chico Xavier”, outro sonho realizado.

No mês de outubro, precisamente no dia 22, entrega a nova casa aos zeladores, Tia Nica e Tio Zé, que são eternamente agradecidos ao Sr. Sales, que reconheceu a necessidade de oferecer a eles o mínimo possível para o bem-estar. Tia Nica continua morando nesta casa e trabalhando no centro, Tio Zé retornou ao Plano Espiritual. Ainda no final de 1986, é feita a divisão das salas de evangelização por idade, para que as aulas fossem melhor aplicadas, além de adquirir material para as aulas de Evangelização e Mocidade, junto à USE.

Na primeira reunião de 1987, demonstra a sua preocupação com os estudos sistemáticos da doutrina e com trabalhadores vinculados ao estudo, cuja meta era a principal. Transcrevemos na íntegra:-“É uma responsabilidade muito grande a seleção de pessoas dedicadas e que tenham como meta principal o estudo da doutrina espírita, a fim de que elas possam substituir a contento os dirigentes, quando se fizer necessário.”

A recepção em uma casa espírita é fundamental, e o Sr. Sales, em reunião de 12/02/1987, monta uma equipe de recepção no portão do Centro, para receber as pessoas que vêm pela primeira vez e uma equipe para manter a ordem durante o passe, para que a harmonia não seja interrompida.

Em abril de 1987, fica pronta a restauração da foto do Dr. Mariano Dias e neste mês é dobrado o número de voluntárias da equipe da sopa, aumentando em mais um dia a distribuição aos irmãos necessitados. Atualmente, a sopa é distribuída de segunda à sexta-feira. É fornecida uma média de 4.700 pratos de sopa por mês. Quem chega, se alimenta, sem precisar se identificar, não importando de onde vem, nem para onde vai.

O Departamento de Evangelização é um departamento que muitos dirigentes não respeitam: quando precisam de algum espaço, é sempre este departamento que perde. O Sr. Sales, em 11/06/1987, apóia esta atividade com muito amor e transcrevemos as suas idéias, para que dirigentes e futuros dirigentes que tiverem a oportunidade de conhecer esta obra, repensem em como vêm tratando o seu Departamento da Infância e Mocidade: “O nosso irmão presidente ressaltou a importância da Evangelização Infantil e da Mocidade num Centro Espirita, pois é delas que sairão os futuros dirigentes. E que devemos dar o maior apoio aos evangelizadores, que, com a maior boa vontade, estão formando crianças e jovens”. A nossa gratidão ao Sr. Sales.

Em setembro de 1987, a diretoria decidiu, considerando as despesas que a USE realiza, colaborar mensalmente com a entidade.

Em dezembro de 1987, já preparando a equipe que deveria prosseguir na administração do Centro, uma vez que ele não poderia ser reeleito presidente, diz, ao final da reunião: “...devemos cooperar com a obra que iniciamos, que o trabalho é de todos e somos simples instrumentos de nossos monitores espirituais e com essa boa vontade de trabalharmos coletivamente, realizaremos com maior facilidade tudo o que nos propusermos a fazer.”

No ano de 1988, é realizada eleição para nova Diretoria Executiva do Centro. Na nova diretoria, não encontramos o Sr. Sales em nenhuma função, todavia ele continuou participando ativamente das reuniões, dando sugestões, apresentando caminhos, trabalhando e colaborando com a obra de Jesus.

 

A Hora da Partida
Em 08/12/1988, ele e Dona Eliza mudam-se para Atibaia-SP. O motivo é de que precisavam ficar mais próximos de Iara e dos netos.
Assume o Departamento de Orientação Doutrinária a amiga de todas as horas, a Sra. Adair, que prossegue até hoje o trabalho que juntos iniciaram. Em 23/02/1989, é feita uma reunião de confraternização, para a despedida dos amigos. Foram para Atibaia, mas nunca se esqueceram dos amigos que aqui conquistaram, sempre retornando para revê-los, pelo menos duas vezes por ano, conforme nos informou Dona Eliza.

Em setembro de 1992, começou a adoecer e, apesar de serem tentados todos os recursos, o Sr. Sales veio a falecer no Hospital do Servidor Público Estadual, no dia 14/01/1993, à meia-noite, deixando uma grande lacuna no seio de sua família e no círculo de seus amigos.

Atendendo ao insistente pedido que ele fez, seu corpo foi cremado no dia 16/01/1993 às 9h, no Cemitério de Vila Alpina, em São Paulo, e suas cinzas repousam junto às suas rosas, flores que ele amou e que durante sua trajetória pela Terra, distribuiu de forma generosa a todas as pessoas que encontrava, sem motivos especiais, sem datas, apenas distribuía para enfeitar e despertar o sorriso de quem as recebia.

As pessoas que colaboraram comigo, quando perguntadas a seu respeito, abriram sorrisos que iluminaram seus rostos, outras se emocionaram de tal forma, que as lágrimas falavam por si: ”foi uma pessoa linda”.

 

Alguns Depoimentos:

“...Lembro-me com amor, carinho e emoção, da pessoa que mais me marcou. Sempre que o encontrava nas feiras de livros espíritas, eu perguntava, perguntava e ele respondia-me tudo, sempre com um sorriso. Quando terminávamos de conversar, ele me dava um livro. Ninguém me marcou mais que o prof. Sales. (Fátima Mussi)”

“...sempre alegre, é assim que eu me lembro do Prof. Sales. (Vera Lúcia Simões)”

“...A realização dos bazares das pechinchas, que realizávamos nos sítios, vendas, onde éramos convidados, o Sr. Sales, sempre à frente, não desanimava nunca, era sempre o primeiro a chegar, arrumava o bazar, atendia a todos com muito amor. (Warley Bottura)”

“...Em primeiro lugar, ficou o exemplo de fidelidade absoluta ao Espiritismo. A minha percepção é de que ele experimentara uma conversão de alma e da consciência das responsabilidade decorrentes.

Era de uma entrega, uma dedicação e um rigor no cumprimento das suas atividades espíritas que nunca mais vi.

Havia momentos em que o arrebatamento era tanto, que ele parecia saltitar, dando a impressão que nos queria levar para as mesmas alturas e dividir conosco as maravilhas que contemplava.

Era um exemplo de trabalho, dinamismo, dedicação e dignidade que catalizava as energias de todos, transformando-as em realizações concretas a beneficiar o Centro e a todos nós.

Além do afeto por ele, o que resume mais fielmente meu sentimento em relação a ele é “Valeu pelo exemplo de força, fé, correção e dinamismo”. (Lúcia H. Cusini)”

...”Falar dele, para mim, é como um conto de fadas, como um sonho real, pois com ele aprendi a ver a vida de tantos prismas, aprendi com ele a olhar o mundo de todos os ângulos...E, ainda hoje, consigo lembrar-me do brilho dos seus olhos e o entusiasmo com que nos explicava todas essas coisas...

...Prof. Sales sabia tantas coisas, tinha tanto amor para distribuir a todos, que seu coração era a própria fotografia das cestas de rosas que ele colhia em seus jardins e com todo o carinho do mundo distribuía a todos nós...

De minha parte, quero agradecer a oportunidade de escrever sobre uma pessoa tão querida e tão cheia de qualidades e que Deus, na sua infinita bondade, me ajude a germinar as sementes que o Prof. Sales plantou com tanto carinho em meu coração e que, onde estiver, saiba que eu ainda o amo muito e sinto muito a falta do seu colo de pai espiritual...”(Valeni C. Sitta)

...”foi meu amigão, todos os dias Sales ia visitar-me e me levava flores, uma amizade linda, para a vida toda...” (Adair Gajardoni Sabione)

 

Rotary Club

Através do Prof. Fernando, atual secretário, conseguimos informações de sua passagem pelo Rotary.

Ingressou no Rotary Club de Birigüi em 28/09/1952, e ocupou vários cargos no pouco tempo que participou, como por exemplo: vice-presidente, de 01/07/1956 a 30/06/1957; diretor-sem-pasta, de 01/03/1957 a 30/06/1960; segundo-secretário, de 01/07/1961 a 30/06/1962.

Foi presidente do Conselho Diretor de 01/07/1958 a 30/06/1959. Neste período, realizou um trabalho eficiente e dinâmico, participando de palestras, prestando homenagens, colaborando para o desfile de aniversário da nossa cidade, promovendo campanhas para aquisição de bolsas de estudos para pessoas que precisavam desta ajuda, como ele próprio precisou, realizando fórum, ingressando novos companheiros ao Rotary, dando sua contribuição para que as atividades fossem realizadas de forma satisfatória e brilhante. Com seu dinamismo, realizou o seu trabalho, auxiliando a todos, até 09/05/1962, quando se desligou do Rotary Club de Birigüi.

LOJA MAÇÔNICA “PAZ E PROGRESSO” (Grande Oriente Paulista)

Conforme transcrição das páginas 75 e 76, do livro n.º 01, de cadastro da Loja Maçônica “Paz e Progresso”, gentilmente informado pelo Sr. João Rodrigues Ocanha Júnior, encontramos:

Foi iniciado nesta Loja em 13/09/1947 e exaltado a Mestre Maçom em 12/11/1947; ocupou inúmeros cargos em Lojas, destacando-se por vários anos no cargo de Orador e Orador Adjunto (1953 a 1969).

Foi eleito como Venerável Mestre, no período de 23/06/1969 a 23/06/1971, eleito como Grande Orador para a Loja Capitular, para o biênio de 1968 a 1970.

Eleito Deputado da Poderosa Assembléia Estadual Legislativa Maçônica, para o período de 1971 à 1973.

Foi considerado Irmão Emérito, em sessão de 18 de dezembro de 1974, e eleito como Orador para o período de 1975 à 1976.

Solicitou seu desligamento da Loja, em 29/04/1.992, quando se mudou com sua família para a cidade de Atibaia-S.P..

 

Homenagem

Em 20/04/1982, recebe do C.P.P - Centro do Professorado Paulista, diploma de Honra ao Mérito, por ter devotado a maior parte de sua vida ao ensino, em benefício da educação e pelo futuro do Brasil.

Nos Jogos Abertos do Interior, realizados em Araçatuba, no período de 04 a 14/10/1989, em que Birigüi foi a sede dos Jogos Regionais da Zona Centro-Oeste, o Prof. Sales foi homenageado, recebendo o carinho de todas as pessoas presentes e também dos atletas, muitos dos quais seus alunos e que aprenderam com ele a praticar esportes.

No Bairro “Teresa Maria Barbieri”, encontramos uma escola que leva o nome do Prof. Sales. Dona Eliza confidenciou aos amigos que gostaria que alguma rua levasse o seu nome, porém sabia-se que era pouco, afinal ele foi um professor, dedicado aos seus alunos, na missão de fazer pessoas melhores através do esporte. Onde encontramos o professor? Onde seria feita a homenagem? Tem início um projeto para que a escola que estava sendo construída levasse o seu nome, foi realizada uma lista de assinaturas.

Com mais de 700 assinaturas e através do projeto nº 756/97, Decreto nº 42.510 de 18/11/97, publicado no Diário Oficial em 19/11/97, é elaborada a Lei de Denominação nº 9988 de 21/05/98, e publicado em 22/05/98, o sonho torna-se realidade. Em 07/05/98, é inaugurada a Escola Estadual “Prof. Antônio Sales de Oliveira”.

Conversando com a Profa Therezinha, que é a diretora daquela escola, ela nos informou:“é uma escola diferente, voltada para a Comunidade, ensinamos teatro, há aulas de dança, a escola fica aberta durante os finais de semana para que a Comunidade possa usufruir do espaço físico”.

Em dois anos de funcionamento, já ganharam dois projetos, que foram apresentados pelos alunos no Memorial da América Latina e um aluno foi Deputado Estadual por um dia. A Profa Therezinha orgulha-se muito das atividades, ela está nesta escola desde a inauguração. O seu maior projeto é que os professores que trabalham na escola tenham vínculos com a família do aluno. É necessário ter amor, muito amor. É uma escola de cara nova. “Eu acredito que o Prof. Sales está feliz com o nosso trabalho”, confidenciou-nos a Profa Therezinha.

 

A Livraria Espírita

Em reunião realizada no dia 21/07/1993, entre a Diretoria Executiva e o Conselho Deliberativo do Centro, foi feita solicitação para que a Livraria da casa recebesse o nome do Sr. Sales.

Quando perguntamos à Dedê, responsável pela mesma, o porquê deste pedido, ela respondeu-nos simplesmente: “porque nós gostamos muito dele”. Depois, nos informou que, quando ela assumiu a livraria, as pessoas que participavam do Clube do Livro informavam que participavam por causa do Sr. Sales. Pessoas que não eram nem espíritas, mas que gostavam muito dele; outras, e estas, a maioria, respondiam:”porque o meu primeiro livro quem me deu foi o Sr. Sales”. Era justo que fizéssemos esta homenagem a ele, pois sabíamos da sua paixão pelos livros.

Em janeiro de 1993, a diretoria da casa aprova o nome do Prof. Sales para denominar a livraria e, em fevereiro de 1993, na CONEAN - Confraternização Espírita da Alta Noroeste- , houve a primeira participação da livraria, com o nome de Livraria Espírita “Prof. Sales”.

Uma homenagem justa a um homem que não poupou esforços na divulgação da Doutrina Espírita através dos livros. A participação nas feiras do Livro Espírita foi uma atividade iniciada com o Sr. Sales, e é realizada até hoje.

 

Palavras Finais

Escrever sobre a vida do Sr. Sales foi confirmar a frase que diz assim “quando aqui chegaste, todos sorriam, só você chorava. Viva de tal forma, que quando daqui sair, todos chorem, só você sorria.”

Encerramos com as palavras da sua companheira de todas as horas “...Nosso romance continuou até nos formarmos e nos casamos em 1945. Tivemos uma convivência de 58 anos (10 anos de namoro e 48 anos de casamento).

Meu amor por ele continua vivo no meu coração e tenho certeza que um dia nos reencontraremos no Plano Superior, para continuarmos a trabalhar juntos.” (Sra. Eliza Vallarini Sales Oliveira)

 (Copiado de

http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultosII/antonio_sales_oliveira.htm)

 

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Trem de passageiros chegando na estação de Birigui em 1953. Foto: autor desconhecido.

Acervo da Prefeitura de Birigui. Copiado de: http://www.estacoesferroviarias.com.br/b/birigui.htm

 

Antônio Sales de Oliveira nasceu na cidade de

Birigui, SP, aos 18 de agosto de 1915.

 

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Antônio Sales de Oliveira

Foto copiada do livro Obra de Vultos, volume 2.

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Sales é o segundo a partir da esquerda com a mão no ombro do  amigo Osmar Sanches durante as

Obras do novo prédio do C.E. Raymundo Mariano Dias.

Foto copiada do livro Obra de Vultos, volume 2.

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Foto atual do C.E. Raymundo Mariano Dias. Birigui, SP.

 

 

 


Áurea Maria de Medeiros
(23/09/1952 - 11/01/1999)

 

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Áurea Maria de Medeiros

Imagem do livro Obra de Vultos, volume2.

 

Biografia elaborada por
 Elizabete Maria de Medeiros

Nasceu na cidade de Guararapes-SP, em 23 de setembro de 1952, filha de Agenor de Medeiros e Luzia Maria da Conceição.

Em 1960, foi morar no Lar Espírita “Bezerra de Menezes”, juntamente com suas três irmãs, devido às condições financeiras adversas por que passavam seus pais, após perderem as terras onde semeavam e retiravam o sustento para a família.

Naquele lar espírita, onde foi educada de forma carinhosa até 1970, teve a oportunidade de iniciar-se na doutrina codificada por Allan Kardec, participando das várias fases do aprendizado, desde a evangelização infantil até o movimento de mocidade.

Mudou-se para Araçatuba, para dar prosseguimento aos seus estudos, indo residir com a família Rosa, espíritas tradicionais da cidade, que a encaminharam para a Mocidade Espírita “Amélia Rodrigues”, no Abrigo Ismael. Integrada no movimento, participou com regularidade das Concentrações de Mocidades Espíritas, Cursos de Evangelização Infantil, Cursos para Dirigentes Espíritas e diversos Encontros - Regionais.

Áurea preparou-se para o vestibular, decidindo-se pelo Curso de Enfermagem, já que sempre nutriu o desejo de trabalhar naquela profissão para cuidar dos seus irmãos enfermos. Aprovada no vestibular, ingressou no Curso de Enfermagem da Escola Paulista de Medicina, atual UNIFESP, na cidade de São Paulo.

Sem nunca se afastar da Doutrina Espírita e da prática do amor cristão, quando chegou à capital do Estado logo buscou participar das atividades desenvolvidas na Federação Espírita do Estado de São Paulo.

Formada, começou a trabalhar no Hospital da Beneficência Portuguesa; especializou-se em Enfermagem do Trabalho e Enfermagem Médico-Cirúrgica e, no ano de 1979, transferiu-se para o Hospital Israelita Albert Einstein, desenvolvendo vários trabalhos, até 1984, como enfermeira do quarto andar. Exerceu, também, atividades de Docência da Escola Paulista de Enfermagem, para alunos do Curso de Técnico em Enfermagem e do Curso de Medicina.

No ano de 1980, passou a integrar as atividades do Grupo Espírita da Casa do Caminho, na Rua Estado de Israel, Vila Clementino, por ser mais próximo de sua residência, que também ficava naquele bairro.

Incansável, mesmo após os plantões do hospital e atividades de docência, dedicava o seu tempo livre para as atividades da Casa do Caminho, visitando moradores dos barracos de favelas para fazer curativos, aplicar injeções receitadas pelo médico do grupo, orientar os pais sobre saúde, higiene e concitando-os a encaminhar suas crianças para a evangelização que se desenvolvia na modesta casa alugada nas proximidades.

Realizou com o grupo a que pertencia trabalho comunitário em duas grandes favelas próximas à região de Diadema. Cuidou de crianças, gestantes, adolescentes e adultos, sempre orientando e ensinando na prática os cuidados com a saúde e higiene, elaborando juntamente com as senhoras daquela Casa Espírita, kits de enxoval para bebês das futuras mães ­assistidas.

Posteriormente, foi criado o Grupo Tiãozinho, visando construir naquele local a Creche Tiãozinho. Com muito trabalho, paciência e perseverança, o sonho foi realizado. A creche foi construída e atende, até hoje, mais de 115 crianças, que são cuidadas com amor, dedicação e respeito humano. Além das crianças, os pais, irmãos e parentes ali são recebidos para cursos profissionalizantes e orientações à luz da Doutrina Espírita.

Não satisfeita com a realização deste sonho e com sua formação espiritual cada vez mais aprimorada, Áurea começou a evangelizar crianças e jovens na própria Casa do Caminho, principalmente os filhos dos freqüentadores.

Mas ainda havia muito mais a fazer. A Casa do Caminho encontrava-se instalada em um imóvel modesto e faltava espaço para muitas atividades. Outro sonho projetado e realizado. Após trabalho incansável, o Grupo Espírita da Casa do Caminho conseguiu tornar realidade aquele antigo sonho de transformar a velha sede no novo prédio que presentemente abriga aquela instituição.

Como diretora de Recursos Humanos da Casa do Caminho, como monitora do COEM-Curso de Orientação e Desenvolvimento Mediúnico, hoje CEEM, Áurea criou todas as normas da casa , bem como formulários para propostas de trabalho voluntário e remunerados da Casa do Caminho. Promoveu, naquela função, o “Primeiro Encontro de Trabalhadores da Casa do Caminho”.

Fazia parte do grupo de desobsessão; criou a Mocidade e preparou os jovens nas atividades artísticas, intelectuais e doutrinárias para que pudessem atuar melhor com as comunidades carentes; montou o grupo de recreação para a evangelização, sempre com o intuito de levar aos assistidos pela Casa o melhor possível e de forma mais organizada.

No bairro em que residia, cuidava de doentes no lar, distribuía alimentos, assistia aos idosos acamados e deficientes.

Áurea sempre foi uma pessoa carismática, sobretudo porque, por onde passava, sabia levar amor para os irmãos em Cristo, tanto no trabalho profissional como na comunidade em geral.

Na família, sempre foi o esteio encaminhador e consolador; para os amigos, um ombro amigo e verdadeiro; para os alunos, a mestra humana e disseminadora da ética e da moral que norteiam a evolução ­humana.

A companheira Maria Luzia Almeida Rosa, com quem Áurea conviveu durante alguns anos em Araçatuba, oferece-nos seu depoimento pessoal em relação à amiga de ideal que tantas saudades deixou no meio espírita, sobretudo para os jovens que partilharam de sua companhia alegre e cheia de bons exemplos:

“No período de convivência com Áurea, aprendi bastante, pois ela era um espírito iluminado. Onde quer que estivesse, derramava sua graça, sua simplicidade e delicadeza.

Apesar de singela e humilde, era bastante decidida em suas ações. Sempre sonhadora, talvez foi no sonho que se realimentou, durante toda a existência, para buscar, na prática, ser uma grande profissional, como concretamente o foi e, com isso, oferecer uma boa qualidade de vida para a sua família, a quem sempre colocou em primeiro plano ao lado de seus inúmeros e inseparáveis amigos..

Espírito batalhador e persistente, cultivou em seu caminho a justiça, o amor e a caridade.

Foi sempre uma cooperadora de expressão na Seara do Cristo, portando um coração maravilhoso; sempre disposta ao exercício do bem de forma desprendida e consciente.

Áurea, aqueles que tiveram a oportunidade de conviver com você, guardam uma lição de vida; uma lembrança indelével de paz e alegria, pois eras feliz com todas as dificuldades que enfrentavas.

Você foi mais que uma amiga, mais que uma irmã, foi alguém muito especial que tão rapidamente transitou entre nós. Sempre sorrindo, apesar das intempéries da vida, Áurea foi uma personalidade brilhante.

Em muitos momentos, Áurea se deixava guiar tão somente pelo coração e isso muitas vezes atrapalhava-a a resolver os problemas que não eram poucos. Mas ela só sabia resolver desta maneira, assumindo para si muitas das responsabilidades que competiam aos outros.

Áurea era uma pessoa admirável; todos a amavam, sobretudo as crianças, que apreciavam o carisma especial que tinha para cativá-los. Por isso, tornou-se a mãe de coração para muitos filhos adotivos, graças ao talento de excelente evangelizadora que provou ser desde muito cedo.

Sua luta no movimento espírita foi muito grande. Empenhando-se ao máximo no estudo dos postulados kardequianos, participava de praticamente todos os encontros de Evangelização e de Mocidades Espíritas, Cursos, Jornadas, Seminários e palestras.

Estávamos sempre juntas em férias, finais de ano e passeios. Que saudades dos altos papos! Até parece que ainda ouço o som de sua voz macia, do seu jeitinho especial de ser, da nossa “Lulu”, seu apelido carinhoso entre os amigos.

A você, amiga, muita paz, e que Jesus abençõe a sua caminhada. Seja feliz!.

Áurea trabalhou incansavelmente até dezembro de 1998, quando foi passar o natal e descansar no seio da família em Guararapes. Desencarnou precocemente, aos 46 anos de idade, no dia 11 de janeiro de 1999, em acidente automobilístico que também ceifou a vida de sua sobrinha Priscila, de 16 anos.

Dois anjos queridos que foram habitar a pátria espiritual deixando-nos saudades e muitos exemplos para seguir.

 

 (Copiado de http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultosII/aurea_maria_medeiros.htm)

 

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Áurea Maria de Medeiros

Imagem do livro Obra de Vultos, volume2.

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Áurea, à esquerda, na XIV Comenoesp. Santo Anastácio, SP, 1970.

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 2.

 

 

Antônio José Trindade - História

(23-07-1882 / 14-01-1962)

 

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Antonio José Trindade

Imagem/fonte: http://www.senj.com.br/100anos/senjemfotos.html

 

Em 23 de julho de 1882 na Freguesia semi-urbana de Loureiro, Portugal, nasce Antônio José Trindade, um dos grandes vultos do espiritismo, fundador e guia espiritual desta Casa.

Viveu e trabalhou com seus pais em Loureiro onde foi criado e educado sob os preceitos da Igreja Católica Apostólica Romana até atingir a idade de prestar serviço militar, aos 18 anos, quando então recebe de seu pai plena liberdade para seguir o que desejasse. Muda-se então para Lisboa.

De sua infância destacamos dois eventos significativos relatados no Livro Fatos. O primeiro, quando tinha 12 anos de idade, seu pai desejava à viva força interná-lo no Seminário da Senhora da Lapa de Longe onde deveria estudar para se formar Padre; ao que este desobedece.

O segundo nos apresenta Heitor Vaz Pinto de Ataíde Pimentel da Mesquita e Vasconcelos, conhecido como “Heitorzinho, o Justo”, personagem recorrente e importante na história do Sr. Trindade.

Aos 17 anos, Sr. Trindade foi passear em uma povoação no Alto D’Ouro e ali contraiu a maleita, o que era comum naquela região. Os melhores médicos e remédios conhecidos foram adquiridos, para tratá-lo. Mas para ele nada serviu. Esgotado este recurso, recorreu-se às benzedeiras, também sem obter o efeito desejado. O rapaz foi enfraquecendo, até pouco e mal ficar em pé. Todos diziam que no outono ele morreria. E os parentes e amigos começaram a visitá-lo como despedida.

Certa noite, quando todos já dormiam, a doença o atacou violentamente, fazendo-o pular na cama como um doido, até cair no chão e não se mexer mais. Sua mãe, ao seu lado, pedia à Deus misericórdia e compaixão para ele. A certa altura ela diz ao filho: “Por que não pedes ao Santo Heitorzinho? ” E o rapaz responde: “Por que não pedes a senhora? ” E a mãe diz: “Já pedi e ele não me atende” E ele então reza e a seguir vai para o alto e cai sem sentidos. Todos a sua volta pensam que o mesmo havia morrido e providenciam uma vela para por em sua mão, quando este faz um gesto com as mãos que estava vivo. Ao melhorar diz: “Foi Heitorzinho que nos pegou nas mãos para fazer o sinal”. O rapaz então recuperou-se totalmente.

Aos 18 anos foi para Lisboa onde com árdua luta tornou-se um próspero comerciante conseguindo amealhar grande fortuna e a atingir notável índice de prosperidade. Na capital lusitana viveu intensamente no seio da sociedade entre literatos e membros da corte. Fez sólida amizade com o então rei D. Carlos que lhe dá livre acesso ao palácio, onde constantemente visitava e discutia idéias políticas e sociais.

Portugal estava vivendo uma fase conturbada de sua história devido à fermentação das ideias republicanas. Antônio J. Trindade é convidado pelos líderes do movimento para concorrer a uma cadeira de deputado na nova república, ao que ele recusa preferindo manter sua lealdade para com o rei.

Em 1 de fevereiro de 1908 ocorre levante contra a coroa portuguesa onde são feridos mortalmente D. Carlos e o príncipe real Luís Felipe. Inicia o reinado do seu filho Manuel II. O Sr. Antônio J. Trindade por não ter aderido às idéias republicanas em formação é perseguido e decide-se mudar para o Brasil.

Em maio de 1909 chega ao Rio de Janeiro designado como adido cultural, apresenta-se no Consulado de Portugal.

Visita várias cidades do estado do Rio de Janeiro com o objetivo de conhecer e proferir conferências literárias, onde discute relações entre Brasil e Portugal e o momento político.

Em junho de 1910, com o objetivo de escrever um livro sobre o Brasil, começa a fazer inúmeras viagens de norte ao sul do país. Neste mesmo ano, no mês de outubro acontece em Portugal a deposição do então rei D. Manuel II e institui-se a república.

O Sr. Antônio J. Trindade é convidado a conhecer São Paulo e algumas cidades do interior, dentre elas, Santos. Em Santos, profere conferências literárias no Real Centro Português, onde conhece as principais figuras da Colônia em Santos como também as nacionais dentre entre estes, Sr. Afonso Serra, que faz sua apresentação política com quem trava sólida amizade.

Através de Serra, toma conhecimento do Espiritismo pela obra “Livro dos Espíritos”, onde inicia seu estudo aprofundado da obra completa de Allan Kardec. Como nos relata, Sr. Trindade: “Feita a leitura dos livros de Allan Kardec, um novo horizonte começava a devassar-se para nós, insondável, longo, muito longo a perder-se na imensidão do tempo e do espaço...”

Resolve então voltar a Santos, para ver se podia conhecer tudo aquilo que era teoria no campo da prática. Sr. Afonso Serra o leva a assistir algumas sessões espíritas. Na segunda sessão é convidado a discursar sobre o Livre Arbítrio, o que faz com maestria. E o espírito lhe pergunta “Quando estareis disposto a tomar vosso lugar na seara que acabais de abordar? ”.

O Sr. Antônio J. Trindade nos anos seguintes se aprofunda no estudo do Espiritismo, frequentando várias sessões, sempre questionando sua prática. É alertado pelos espíritos que ele não está no caminho do Espiritismo por acaso, e que deve abraçar a Causa.

Ocorre sua conversão ao Espiritismo, abandonou todas as tentadoras ofertas que poderiam proporcionar-lhe a aquisição de enorme fortuna material para dedicar-se inteiramente às lides espirituais, tornando-se um trabalhador dos mais infatigáveis.

Em 1916 já é um notável estudioso do Espiritismo. Reconhecido como grande conhecedor do tema, Antônio J. Trindade é convidado a fazer um ciclo de conferências em São Paulo, explicando o que era a mediunidade em geral e em particular a de Carlos Mirabelli.

Realizam-se várias conferências sobre os fenômenos espíritas, como os espíritos atuam na matéria, sobre os encarnados, para que estes fenômenos se produzam. Essas conferências foram de notório sucesso conforme publicado nos jornais da época.

Em decorrência da eficiência das explicações científicas, Antônio J. Trindade é convidado a fazer algumas demonstrações sobre a prática espírita que se realizam no salão da União Espírita do Estado de São Paulo, onde dá-se as primeiras sessões práticas e as primeiras curas feitas em público.

Exemplifica com atos toda a sua doutrina. E mais uma vez doa tudo de si em prol de todos. Realiza inúmeros milagres, mostrando que Aquele que o enviara, o investira de poderes para tal, tudo para a glória de Deus e remissão dos homens.

Funda esta casa, Sinagoga Espírita, em 31 de agosto de 1916, como Escola para ensino e prática não só da doutrina codificada pelo mestre de Lyon, mas principalmente a doutrina deixada pelo Mestre maior, o Rabi da Galileia.

Edifica hospitais e sanatórios para cuidar dos enfermos do corpo e da alma. Cria a Cozinha dos Pobres para mitigar a fome de todo aquele que ali aportasse. Estrutura o laboratório e a farmácia, fabricando e distribuindo remédios.

Institui “O Natal dos Pobres” onde em dezembro distribui-se um farto natal a centenas de famílias necessitadas: cada família recebe aproximadamente 20kg de mantimentos, além cinco mil réis em dinheiro.

Editou entre as décadas de 30 e 50 a revista “Alvorada d’uma Nova Era”, os livros “Não Matarás” e “Fatos – Subsídio para a História do Espiritismo”, que é “o caminho aos que querem por a mão no arado para trabalhar na seara.”

Desencarna em São Paulo, no dia 14 de janeiro de 1962, viveu entre nós 79 anos e seis meses deixando-nos a grande legado de conhecimentos e exemplos, não nos deixando órfãos, pois sentimos sua presença entre nós diuturnamente; cabendo-nos, acolhidos sob esta casa, continuarmos sua obra.

 

Bibliografia

1.                 Revista Alvorada d’Uma Nova Era – Suplemento, Ano 1, nº 1, publicado em 01 de dezembro de 1932 – São Paulo – SP

2.                 Jornal Unificação da USE, Ano XIV, Nº 163, publicado em outubro de 1966, São Paulo – SP

3.                 Trindade, Antônio José, Fatos – Subsídios para a história o espiritismo, 1947, São Paulo – SP

4.                 Trindade, Antônio Jose, Não Matarás, 1930, 2ª edição, São Paulo - SP

5.                 Quinto, José Palestra Antônio J. Trindade

6.                 Quinto, José Palestra Aniversário da Sinagoga 90 anos em 26 de agosto de 2006

7.                 Folder Comemorativo de 85 anos da Sinagoga Espírita Nova Jerusalém, 2001.

 

 

(Texto copiado de http://www.senj.com.br/100anos/primeirapalestra.html)

 

imagem de Loureiro

Imagem de Loureiro

Copiada de: http://www.senj.com.br/100anos/primeirapalestra.html

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Antonio José Trindade

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Rei D. Carlos de Portugal

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O justo Heitorzinho

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Vista panorâmica da Enseada de Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil, em 1889.

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro_(cidade)#/media/File:Rio_de_janeiro_1889_01.jpg

 

 

Antonio José Trindade chegou na cidade do

Rio de Janeiro, vindo de Portugal,  em maio

de 1909.

 

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Vista geral da Estação da Luz no ano  1900. São Paulo, Brasil.  Autor: Guilherme Gaensly Imagem/fonte:

 https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Guilherme_Gaensly_-_Esta%C3%A7%C3%A3o_da_Luz,_c._1900.jpg

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Lançamento da pedra fundamental do Sanatório Gopoúva

Imagem/fonte: http://www.senj.com.br/100anos/senjemfotos.html

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Imagens do  Sanatório Gopouva

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Fotos SENJ em maio de 1960

Imagens/fonte: http://www.senj.com.br/100anos/senjemfotos.html

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A mediunidade de Carlos Mirabelli foi objeto de estudo por  Antonio José Trindade

Imagem copiada de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Carmine_Mirabelli

 

 

Carmine Mirabelli, também conhecido como Carlo Mirabelli ou Carlos Mirabelli (Botucatu2 de janeiro de 1889 – São Paulo30 de abril de 1951), foi um médium brasileiro de efeitos físicos.

Leia mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carmine_Mirabelli

 

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imagem de Alvorada de uma nova Era

Alvorada d'Uma Nova Era

Copiada de http://www.senj.com.br/100anos/primeirapalestra.html

 

 

Prece de Cáritas

 

Deus, nosso Pai, que sois todo poder e bondade, daí forças aqueles que passam pela provação, daí luz àqueles que procuram a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!

Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai! Daí ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.

Senhor! Que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.

Piedade, Senhor, para aquelas que Vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem.

Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé!

Deus! Um raio, uma centelha do Vosso amor pode iluminar a terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. Um só coração, um só pensamento subirá até Vós como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh! Bondade, oh! Beleza, oh! Perfeição, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa misericórdia.

Deus, daí-nos força, ajudai o nosso progresso, a fim de subirmos até Vós; daí-nos a caridade pura, a humildade; daí-nos a fé e a razão, daí-nos a simplicidade, que fará de nossas almas o espelho onde se há de refletir a Vossa Divina Imagem!

Que assim seja!

 

Confira o Áudio:

https://radioriodejaneiro.digital/oracao/prece-de-charitas-emissora-da-fraternidade/#.YaUik1Bv_IU

 

 

 

(Copiado de https://radioriodejaneiro.digital/oracao/prece-de-charitas-emissora-da-fraternidade/#.YaUik1Bv_IU)

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Santa Irene de Tessalônica.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Irene_of_Thessaloniki.jpg

 

 

Segundo consta da Revista Espírita 1862, pags. 84/85, 3ª. Edição, FEB, o espírito que assina Cárita, ou Cáritas, declinou ter sido Santa Irene.

Santa Irene foi martirizada em Tessalônica à época do imperador Diocleciano, grande perseguidor dos cristãos.

Também suas irmãs Ágape e Quiônia pereceram pelo mesmo motivo: não renunciaram à fé no Cristo.

 

Arquivo: CF Nuvolone Martirio de Santa Irene Louvre.jpg

O martírio de Santa Irene. Óleo sobre tela de Carlo Francesco Nuvolone. Museu do Louvre, Paris, França.

Santa Irene é relacionada a Cárita, martirizada à época do imperador Diocleciano.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:CF_Nuvolone_Martirio_de_Santa_Irene_Louvre.jpg

 

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Restos arqueológicos da cidade antiga. Ao fundo o Arco de Galério. Tessalônica, Grécia. Foto Ismael Gobbo.

Na cidade de Tessalônica foram martirizadas as três  cristãs irmãs:  Irene, Ágape e Quiônia.

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Busto do imperador Diocleciano

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Diocletian_Bueste.JPG

 

 

 

Jesus e o precursor

 

Livro Boa Nova, pelo espírito Humberto de Campos/Irmão X

Psicografia Francisco Cândido Xavier

FEB

 

 

boaNova

Após a famosa apresentação de Jesus aos doutores do Templo de Jerusalém, Maria recebeu a visita de Isabel e de seu filho, em sua casinha pobre de Nazaré. Depois das saudações habituais, do desdobramento dos assuntos familiares, as duas primas entraram a falar de ambas as crianças, cujo nascimento fora antecipado por acontecimentos singulares e cercado de estranhas circunstâncias.

Enquanto o patriarca José atendia às últimas necessidades diárias de sua oficina humilde, entretinham-se as duas em curiosa palestra, trocando carinhosamente as mais ternas confidências maternais.

O que me espanta – dizia Isabel com caricioso sorriso –  é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade. Não raro, procuro-o inutilmente em casa, para encontrá-lo, quase sempre, entre as figueiras bravas, ou caminhando ao longo das estradas adustas, como se a pequena fronte estivesse dominada por graves pensamentos.

Essas crianças, a meu ver – respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos –,  trazem para a Humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores... Fala de sua comunhão com Deus com uma eloquência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, contentemente, ando a cismar, em relação ao seu destino.

Apesar de todos os valores da crença – murmurou Isabel, convicta –, nós, as mães, temos sempre o espírito abalado por injustificáveis receios.

Como se se deixasse empolgar por amorosos temores, Maria continuou: – Ainda há alguns dias, estivemos em Jerusalém, nas comemorações costumeiras, e a facilidade de argumentação com que Jesus elucidava os problemas, que lhe eram apresentados pelos orientadores do templo, nos deixou a todos receosos e perplexos. Sua ciência não pode ser deste mundo: vem de Deus, que certamente se manifesta por seus lábios amigos de pureza. Notando-lhe as respostas, Eleazar chamou a José, em particular, e o advertiu de que o menino parece haver nascido para a perdição de muitos poderosos em Israel.

Com a prima a lhe escutar atentamente a palavra, Maria prosseguiu, de olhos úmidos, após ligeira pausa: – Ciente desse aviso, procurei Eleazar, a fim de interceder por Jesus, junto de suas valiosas relações com as autoridades do templo. Pensei na sua infância desprotegida e receio pelo seu futuro. Eleazar prometeu interessar-se pela sua sorte; todavia, de regresso a Nazaré, experimentei singular multiplicação dos meus temores. Conversei com José, mais detidamente, acerca do pequeno, preocupada com o seu preparo conveniente para a vida!... Entretanto, no dia que se seguiu às nossas íntimas confabulações, Jesus se aproximou de mim, pela manhã, e me interpelou: “Mãe, que queres tu de mim? Acaso não tenho testemunhado a minha comunhão com o Pai que está no Céu!”

Altamente surpreendida com a sua pergunta, respondi-lhe, hesitante: Tenho cuidado por ti, meu filho! Reconheço que necessitas de um preparo melhor para a vida... Mas, como se estivesse em pleno conhecimento do que se passava em meu íntimo, ponderou ele: “Mãe, toda preparação útil e generosa no mundo é preciosa; entretanto, eu já estou com Deus. Meu Pai, porém, deseja de nós toda a exemplificação que seja boa e eu escolherei, desse modo, a escola melhor”.

No mesmo dia, embora soubesse das belas promessas que os doutores do templo fizeram na sua presença a seu respeito, Jesus aproximou-se de José e lhe pediu, com humildade, o admitisse em seus trabalhos. Desde então, como se nos quisesse ensinar que a melhor escola para Deus é a do lar e a do esforço próprio – concluiu a palavra materna com singeleza —, ele aperfeiçoa as madeiras da oficina, empunha o martelo e a enxó, enchendo a casa de ânimo, com a sua doce alegria!

Isabel lhe escutava atenta a narrativa, e, depois de outras pequenas considerações materiais, ambas observaram que as primeiras sombras da noite desciam na paisagem, acinzentando o céu sem nuvens. A carpintaria já estava fechada e José buscava a serenidade do interior doméstico para o repouso.

As duas mães se entreolharam, inquietas, e perguntavam a si próprias para onde teriam ido as duas crianças.

*

Nazaré, com a sua paisagem, das mais belas de toda a Galileia, é talvez o mais formoso recanto da Palestina. Suas ruas humildes e pedregosas, suas casas pequeninas, suas lojas singulares se agrupam numa ampla concavidade em cima das montanhas, ao norte do Esdrelon. Seus horizontes são estreitos e sem interesse; contudo, os que subam um pouco além, até onde se localizam as casinholas mais elevadas, encontrarão para o olhar assombrado as mais formosas perspectivas. O céu parece alongar-se, cobrindo o conjunto maravilhoso, numa dilatação infinita.

Maria e Isabel avistaram seus filhos, lado a lado, sobre uma eminência banhada pelos derradeiros raios vespertinos. De longe, afigurou-se-lhes que os cabelos de Jesus esvoaçavam ao sopro caricioso das brisas do alto. Seu pequeno indicador mostrava a João as paisagens que se multiplicavam a distância, como um grande general que desse a conhecer as minudências dos seus planos a um soldado de confiança. Ante seus olhos surgiam as montanhas de Samaria, o cume de Magedo, as eminências de Gelboé, a figura esbelta do Tabor, onde, mais tarde, ficaria inesquecível o instante da Transfiguração, o vale do rio sagrado do Cristianismo, os cumes de Safed, o golfo de Khalfa, o elevado cenário do Pereu, num soberbo conjunto de montes e vales, ao lado das águas cristalinas.

Quem poderia saber qual a conversação solitária que se travara entre ambos?

Distanciados no tempo, devemos presumir que fosse, na Terra, a primeira combinação entre o amor e a verdade, para a conquista do mundo. Sabemos, porém, que, na manhã imediata, em partindo o precursor na carinhosa companhia de sua mãe, perguntou Isabel a Jesus, com gracioso interesse: – Não queres vir conosco? Ao que o pequeno carpinteiro de Nazaré respondeu, profeticamente, com inflexão de profunda bondade: “João partirá primeiro”.

Transcorridos alguns anos, vamos encontrar o Batista na sua gloriosa tarefa de preparação do caminho à verdade, precedendo o trabalho divino do amor, que o mundo conheceria em Jesus-Cristo.

João, de fato, partiu primeiro, a fim de executar as operações iniciais para grandiosa conquista. Vestido de peles e alimentando-se de mel selvagem, esclarecendo com energia e deixando-se degolar em testemunho à Verdade, ele precedeu a lição da misericórdia e da bondade.

O Mestre dos mestres quis colocar a figura franca e áspera do seu profeta no limiar de seus gloriosos ensinos e, por isso, encontramos em João Batista um dos mais belos de todos os símbolos imortais do Cristianismo. Salomé representa a futilidade do mundo, Herodes e sua mulher o convencionalismo político e o interesse particular. João era a verdade, e a verdade, na sua tarefa de aperfeiçoamento, dilacera e magoa, deixando-se levar aos sacrifícios extremos.

Como a dor que precede as poderosas manifestações da luz no íntimo dos corações, ela recebe o bloco de mármore bruto e lhe trabalha as asperezas para que a obra do amor surja, em sua pureza divina. João Batista foi a voz clamante do deserto. Operário da primeira hora, é ele o símbolo rude da verdade que arranca as mais fortes raízes do mundo, para que o reino de Deus prevaleça nos corações. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade do amor, a luta para que se desfaçam as sombras do caminho, João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer em si mesmo o santuário de sua realização com o Cristo. Foi por essa razão que dele disse Jesus: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior de todos”.

 

Do cap. 2 do livro Boa Nova, do Espírito de Humberto de Campos, obra psicografada pelo médium Chico Xavier.

 

(Texto copiado do site http://www.oconsolador.com.br/ano4/156/correiomediunico.html)

 

 

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Quadro Sagrada Família com são João menino. Óleo sobre tela por Bartolomé Esteban Murillo.Imagem/fonte:

 https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bartolom%C3%A9_Esteban_Perez_Murillo_-_Holy_Family_with_the_Infant_St_John_-_WGA16368.jpg

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Jesus aos doze anos  encontrado entre os doutores do templo.  James Tissot

Fonte da imagem:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus

 

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A cidade de Nazaré com o Monte Tabor ao fundo. Nazaré, Israel. Foto Ismael Gobbo.

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A juventude de Jesus. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:

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Vista da cidade de Nazaré, Israel, onde Jesus viveu a infância e juventude. Foto Ismael Gobbo.

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Monte Tabor. Região da Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo

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Vista panorâmica de cima do Monte Tabor. Israel. Foto Ismael Gobbo

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Igreja no topo do Monte Tabor em cujo interior há cenas da Transfiguração de Jesus. Israel. Foto Ismael Gobbo

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Cena do batismo de Jesus em detalhe da porta de ingresso da Basílica da Anunciação em  Nazaré, Israel.

 Foto Ismael Gobbo

Moretto,_cristo_che_benedice_il_battista

Jesus abençoa João Batista no deserto. Imagem/fonte:

 https://it.wikipedia.org/wiki/Dipinti_del_Moretto#/media/File:Moretto,_cristo_che_benedice_il_battista.JPG

 Arquivo: Museu do Brooklyn - Jesus ensina o povo à beira-mar (Jésus enseigne le peuple près de la mer) - James Tissot - global.jpg

Jesus ensino ao povo à beira-mar. Guache sobre grafite em papel tecido cinza. Obra de James Tissot. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brooklyn_Museum_-_Jesus_Teaches_the_People_by_the_Sea_(J%C3%A9sus_enseigne_le_peuple_pr%C3%A8s_de_la_mer)_-_James_Tissot_-_overall.jpg

 

 

Amor Infinito

O futuro genro

 

 

(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

 

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