Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita

São Paulo, SP, terça-feira, 20 de janeiro de 2026.

Compiladas por Ismael Gobbo

 

 

 

 

Notas

1. Recomendamos confirmar junto aos organizadores os eventos aqui divulgados. Podem ocorrer cancelamentos ou mudanças que nem sempre chegam ao nosso conhecimento.

2. Este e-mail é uma for

 

ma alternativa de divulgação de noticias, eventos, entrevistas e artigos espíritas. Recebemos as informações de fontes  diversas via e-mail  e fazemos o repasse aos destinatários de nossa lista de contatos de e-mail. Trabalhamos com a expectativa de que as informações que nos chegam sejam absolutamente espíritas na forma como preconiza o codificador do Espiritismo, Allan Kardec.  Pedimos aos nossos diletos colaboradores que façam uma análise criteriosa e só nos remetam para divulgação matérias genuinamente espíritas.

 

3. Este trabalho é pessoal e totalmente gratuito, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro e só conta com ajuda de colaboradores voluntários. (Ismael Gobbo).

 


 

Atenção

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Publicação em sequência

Revista Espírita – Ano 7 - 1864

 

7

 

 

 

 

 

 

 

(Copiado do site Febnet)

1024px-Het_Tweede_Boeck

Atividades holandesas na costa das Maurícias, bem como a primeira representação publicada

de um pássaro dodô , à esquerda, 1601

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Mauritius#/media/File:Het_Tweede_Boeck.jpg

 

 

 

Maurícia ( / m ə r do ɪ ʃ ( i ) ə s , m ɔː - / escutar ) Sobre este som mə- RISH - (EE) əs, maw- ; francês : Maurice [mɔʁis, moʁis] ouça )Sobre este som ; Crioulo : Moris [moʁis] ), oficialmente a República da Maurícia (francês: République de Maurice ; Crioulo: Repiblik Moris [8] ), é uma nação insular no Oceano Índico a cerca de 2.000 quilômetros (1.200 milhas) da costa sudeste doContinente africano . O país inclui as ilhas Maurícias , Rodrigues , Agaléga e St. Brandon . [9] [10] As ilhas Maurícias e Rodrigues fazem parte doIlhas Mascarene , junto com a vizinha Reunião , um departamento francês no exterior . A capital e maior cidade de Port Louis está localizada na principal ilha das Maurícias. A área do país é de 2.040 quilômetros quadrados, a Zona Econômica Exclusiva do país cobre uma área de 2,3 milhões de quilômetros quadrados. [11]

Leia mais:

 

1024px-Numa_Desjardins_Champ_de_Mars_Port_Louis_1880

Hipódromo de “Champ de Mars”. Port Louis. 1880. Artista: Numa Desjardins.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Numa_Desjardins_Champ_de_Mars_Port_Louis_1880.jpg

465px-Louis_XV;_Buste

Retrato de Luis XV Rei da França (1710-1774). Pintura de Louis Michel van Loo.

Imagem/fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Louis_XV;_Buste.jpg

 

Port Louis

Port Louis já estava em uso como porto em 1638. Em 1736, sob o governo francês , tornou-se o centro administrativo das Maurícias e uma grande parada de reprovisionamento de navios franceses durante sua passagem entre a Ásia e a Europa, ao redor do Cabo da Boa Esperança . [3] O porto é nomeado em homenagem ao rei Luís XV . Durante este período de colonização francesa, as Maurícias eram conhecidas como Ile de France.

Leia mais:

https://en.wikipedia.org/wiki/Port_Louis

 

800px-The_web_of_empire_-_a_diary_of_the_imperial_tour_of_their_Royal_Highnesses_the_Duke_and_Duchess_of_Cornwall_and_York_in_1901_(1902)_(14763807672)

Duque e Duquesa da Cornualha e York nas Maurícias, 1901

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Mauritius

Port_Louis,_Saint_Louis_Cathedral (1)

Port Louis. Catedral de Saint Louis. Autor: Karsten Ratzke.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Port_Louis,_Saint_Louis_Cathedral.jpg

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/JUNHO/26-06-2019_arquivos/image014.jpg

O Livro dos Espíritos em edição de 1860. Lançado por Allan Kardec aos 18 de abril de 1857

 Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Livro_dos_Esp%C3%ADritos#/media/File:Le_Livre_des_Esprits_2.jpg

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/FEVEREIRO/14-02-2019_arquivos/image010.jpg

Allan Kardec - Codificador do Espíritismo. Nasceu em Lião, França, aos 3 de outubro de 1804

Imagem/fonte: 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/Hippolyte_L%C3%A9on_Denizard_Rivail2.jpg

 

 

 

O Evangelho segundo o Espiritismo. Por Allan Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. FEBFederação Espírita Brasileira

 

 

CAPÍTULO XXI

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Haverá falsos cristos

e falsos profetas

 

–  Conhece-se a árvore pelo seu fruto – Missão dos profetas – Prodígios

dos falsos profetas – Não creiais em todos os Espíritos – Instruções dos

Espíritos: Os falsos profetas  – Características do verdadeiro profeta

– Os falsos profetas da erraticidade – Jeremias e os falsos profetas

 

Instruções dos Espíritos

Características do verdadeiro profeta

 

 

        9. Desconfiai dos falsos profetas. Essa recomendação é útil em todos os tempos, mas,sobretudo, nos momentos de transição em que, como no atual, se elabora uma transformação da Humanidade, porque, então, uma multidão de ambiciosos e intrigantes se arvoram em reformadores e messias. É contra esses impostores que se deve estar em guarda, cabendo a todo homem honesto o dever de desmascará-los. Perguntarei, sem dúvida, como se pode reconhecê-los. Tendes aqui as suas características:

       Só se confia o comandode um exército a um hábil general, capaz de o dirigir. Julgais  que Deus seja menos prudente do que os homens? Ficai certos de que só confia missões importantes aos que Ele sabe capazes de as cumprir, já que as grandes missões são fardos pesados que esmagariam o homem demasiado fraco para carregá-los. Como em todas as coisas, o mestre tem de saber mais do que o discípulo; para fazer que a Humanidade avance moralmente e intelectualmente, são precisos homens superiores em inteligência e em moralidade. Por isso, para essas missões, são sempre escolhidos Espíritos já adiantados, que fizeram suas provas em outras existências, visto que, se não fossem superiores ao meio em que têm de atuar, a sua seria nula.

       Isto posto, haveis de concluir que o verdadeiro missionário de Deus tem de justificar a missão de que está investido pela sua superioridade, pelas suas virtuddes, pela sua grandeza, pelo resultado e pela influência moralizadora de suas obras. Tirai, também, esta outra consequênciaência: se, pelo seu caráter, pelas suas virtudes, pela sua inteligência, ele se mostra abaixo do papel com que se apresente, ou da personagem sob cujo nome se abriga, não passa de farsista de baixa categoria, que nem sequer sabe imitar o modelo que escolheu.

       Outra consideração: os verdadeiros missionários de Deus ignoram-se a si mesmos, em sua maior parte; desempenham a missão a que foram chamados pela força do gênio que possuem, secundados pelo poder oculto que os inspira e dirige à revelia deles, mas sem desígnio premeditado. Numa palavra, os verdadeiros profetas se revelam por seus atos, são adivinhados, ao passo que os falsos profetas se arrogam, eles próprios, como enviados de Deus.  O primeiro é humilde e modesto; o segundo é orgulhoso e cheio de si, fala com altivez e, como todos os mentirosos, parece sempre temeroso de que não deem crédito.

       Já foram vistos alguns desse impostores, pretendendo passar por apóstolos do Cristo, outros pelo próprio e. vergonha da Humanidade, eles têm encontrado pessoas bastante crédulas para acreditarem nas suas torpezas. Entretanto, uma consideração bem simples deveria abrir os olhos do mais cego: a de que, se o Cristo  reencarnasse na Terra, viria com todo o seu poder e todas as suas virtudes, a menos que se admitisse, o que seria absurdo, que Ele houvesse degenerado. Ora, do do mesmo modo que já não tereis Deus, se tirardes um só um só de seus atributos, também já não tereis o Cristo, se tirardes uma só de suas virtudes. Aqueles que se apresentam como o Cristo possuirão todas as suas virtudes?  Essa a questão. Observai-os, perscrutai-lhes as ideias e os atos e reconhecereis que, acima de tudo, lhes faltam as qualidades distintivas do Cristo: a humildade e a caridade, ao passo que têm as que Jesus não possuía: a cupidez e o orgulho. Notai, além disso, que neste momento, em vários países, há muitos pretensos Cristos, como há muitos pretensos Elias, Muitos João ou Pedro, e é impossível que todos sejam verdadeiros. Tende como certo que são criaturas que exploram a credulidade alheia e acham cômodo viver à custa dos que as levam em consideração.

       Desconfiai, pois, dos falsos profetas, principalmente em época de renovação, qual a presente, porque muitos impostores se apresentarão como enviados de Deus. Eles procuram satisfazer na Terra à sua vaidade, mas uma terrível justiça os espera, podeis estar certos.- Erasto. (Paris, 1862.)

 

 

Próximo

Instruções dos Espíritos

Os falsos profetas da erraticidade

 

(Copiado de O Evangelho segundo o Espiritismo. Por Allan Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. FEB – Federação Espírita Brasileira)

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgf_cTtfn1SOdH7roZb5J1j28v1zM1S68KlSiMs-f7XfgU6hMFKYOObWJfJm_HxfdSduPwCguBtS3UJ7MjVQGu8Mpo8EDI36PQFIUoRccTj8MKIS55XDBkozPveXbPRXpfHVGeHA46sZ1dg/

Jesus falando aos seus  discípulos. Aquarela por James Tissot.

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brooklyn_Museum_-_Jesus_Discourses_with_His_Disciples_(J%C3%A9sus_s%27entretient_avec_ses_disciples)_-_James_Tissot.jpg

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEhnskeW307K93_VGyerp3qqmue5GQtNczGx7u9CIfbDtrK7W729nk6-wk1t6VfgQRbC-_iJQLMJqzoX_GlseNwARmD84I2HaRjPWOV-hHTg_xQLMs4nIkvRRUF3iVH6Il_ZjxgtO1QNDB_Megk6uaSQ7W_gMGugrGTBIRyGqRlpswBLP050hLp3yBjxqQ

Erasto de Paneas.

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Erasto_de_Paneas

ErastoOlimpasRodiãoSosípatroQuarto e Tércio.
c. 985, no Menológio de Basílio II.

 

Erasto (em grego : Ἔραστος , Erastos ), também conhecido como Erasto de Paneas , é uma pessoa no Novo Testamento . De acordo com a Epístola aos Romanos , Erasto era um administrador (em grego : οἰκονόμος , oikonomos ) em Corinto , um cargo político de alto status cívico. A palavra é definida como "o gerente do domicílio ou dos assuntos domésticos" ou, nesse contexto, "tesoureiro"; [1] A versão King James usa a tradução "chamberlain", enquanto a New International Versionusa "diretor de obras públicas". Uma pessoa chamada Erasto também é mencionada em 2 Timóteo e Atos , e essas menções são geralmente usadas para se referir à mesma pessoa.

De acordo com a tradição da Igreja Ortodoxa , Erasto está contado entre os Setenta Discípulos . Ele serviu como diácono e mordomo da Igreja em Jerusalém e depois de Paneas na Palestina. A Igreja lembra-se de São Erasto em 4 de janeiro entre os Setenta e em 10 de novembro.

Wikipédia

https://en.wikipedia.org/wiki/Erastus_of_Corinth

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEimPiO1o0bVyJzOy_3CkP0kSxW1X0_p-frLOLt6bKWozI-I-BOfRFaLgKlZWEkg3JsCl552xR2SLxAH8vXHjtn-5YUGYWaQirF3078UWnMogDjONXBYTugK3S7uryh9ZFiRv15bGV8eP41IR5ZHsZJIoA2b1KMgswKW5ed2e0LdTxSUFYK2S8adond7SQ

Pedra com a inscrição Erasto

. Teatro de Corinto.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Erastus_stone_at_Theater_of_Corinth.jpg

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEgUdYxW3bFKJplUKqvIXayqxyWpZwVLAhnBCkzPn3q8O2IE4qchCC5JpfHlj0WL1XViVAfdqGK6ADmbCih5OZR7Uocs6Tftlp8kNdgQm2grYYQKFOggX3NfvS2eHG9NiFutNx5FJi11wbTxAzYtKDXEXS0yb2eepo9k22xthsyOX1wg8z5Pxfdm4l_KXQ

 

Os fariseus questionando a Jesus. Obra de James Tissot. Imagem/fonte:

 http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brooklyn_Museum_-_The_Pharisees_Question_Jesus_(Les_pharisiens_questionnent_J%C3%A9sus)_-_James_Tissot.jpg

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEgxZ-AAOkS0lN5SdtSe4-SSLwIi5qKlIQyZNpBpTalKVyTgzzjNwgGUjI6VhV4Oq13AvcgbS9oPlXUY9ozcFeoJStrUNIPnxHYMe8st0DQpuNVqVh_QIpiMl9IT9CX5FKxC0CJ0-9gTgSzsXe2aYpXiTYZcef1Zt_CoO4QorDmk_RDvAo_W9RGp_DcFXA

Jantar na casa de Simão, o fariseu. Óleo sobre tela por  Moretto da Brescia. Imagem/fonte: 

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cena_in_casa_di_Simone_in_fariseo_(Moretto).jpg

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEiveXv-msSfi2S2CEgB9NTGeWBwWQeqCsPCPaxN1H6CL4-OyGtSEWWgXgchMz0kR3vLEtZhGBstKEQyX3P6NlHumYIk96y8bTYBsFTF0w-LhNa46QImUu5P93Hdq_FDjmz_YiJOAHjUlv40KKD6oAId3zsVNs6nqKSbAH-QVZ6hpDOgW4u5JouuNoq6Vg

 

Estudo para Jesus e Nicodemos por Henry Ossawa Tanner.

Imagem/fonte:  https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Henry_Ossawa_Tanner_-_Study_for_Jesus_and_Nicodemus.jpg

 

No diálogo de Jesus com Nicodemos, um fariseu, falou o Mestre: "Ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo." (João, 3,1-8) 

 

Ensinamentos de Jesus 36 de 40. Parábola da figueira. Gravura de Jan Luyken. Bowyer Bible.gif

Descrição: Gravura de Jan Luyken ilustrando Lucas 13:6-9 na Bíblia Bowyer, Bolton, Inglaterra. Data: 6 de agosto de 2009 Fonte: Foto de Harry Kossuth Autor: Phillip Medhurst. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Teachings_of_Jesus_36_of_40._parable_of_the_fig_tree._Jan_Luyken_etching._Bowyer_Bible.gif

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi6zdrJ4wMubwN5H10lFSMVGIzpedfPDmUesUDTGqr9if2eX5WqXilhzNK7GdkDGm6TgWPuzLcYy2bfmnoVd6D7UNoOHG6idpP4iQMkUW6kLVjkVVpi1Bgl4AxQwb7ImA3fm8DdljUhya3J/

Parábola do Semeador. Óleo sobre tela de Abel Grimer.

Imagem/fonte: http://www.wikigallery.org/wiki/painting_205704/Abel-Grimer/The-Parable-of-the-Sower

 

 

Signorelli - Anticristo e o diabo

Descrição Português: Anticristo com o diabo, dos Feitos do Anticristo Data: cerca de 1501 Fonte [1] Autor Luca Signorelli (1450–1523) wikidata:Q7031 q:it:Luca Signorelli. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Signorelli-Antichrist_and_the_devil.jpg

 

 

Simeão no Templo. Óleo sobre tela de Rembrandt.  Descrição Apresentação de Jesus no Templo. Coleção Nationalmuseum. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rembrandt_-_Circumcision_-_WGA19111.jpg

http://www.noticiasespiritas.com.br/2017/MARCO/14-03-2017_arquivos/image014.jpg

Espinheiro. Cafarnaum, Israel. Foto Ismael Gobbo

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/DEZEMBRO/03-12-2018_arquivos/image017.jpghttps://www.noticiasespiritas.com.br/2021/JULHO/27-07-2021_arquivos/image016.jpg

Figueira em Cesaréia, Israel. Fotos  Ismael Gobbo.

http://www.noticiasespiritas.com.br/2017/OUTUBRO/16-10-2017_arquivos/image009.jpg

O Mar Mediterrâneo em Cesaréia, Israel. Foto Ismael Gobbo.

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLMvs3Rk9g3w94x2ostEy57zcDrv9WCWcDg6Ny536nqL5E38TXiZO06BJ5OYuYf-VrE0J4LhTaDe7xDGFLKN_kH9zpqFxstdi5euFCb3KHfeX_KerZG31l0_o9nWLu05uVkBNX4ajHbFdE/

Agricultura na Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtLrgO0q3yYO6q5IesEfKKwy0or5WEULN9Cf3NLvYvz7B8oUyFqx72Kq0TuhClliW7N0b8dSzlFbAcedRBZTUSRzXUhdigpygDnX2QKq-LbboYjq-qt3bsjjwPyoeNsUUfLG89a-2OZyFe/

Plantações e sistema de irrigação às margens do Mar da Galiléia em Cafarnaum, Israel. Foto Ismael Gobbo.

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O evangelista Mateus inspirado por um  anjo. Óleo sobre tela por Rembrandt.

Imagem/fontehttps://en.wikipedia.org/wiki/Authorship_of_the_Bible#/media/File:The_Evangelist_Matthew_Inspired_by_an_Angel.jpg

 

São Lucas Evangelista.

Obra do Artista Vladimir Borovikovsky.  Data 1804-1809 Óleo médio sobre papelão

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:St_Luke_the_Evangelist.jpg

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjfdfuOaSvKx9njYBgzMdJiOSg5M_jHnk-Tpqrbd5I1YIihZfqiAgUrjqURvHqKQmaANYfE_gDp1I2eaJkWndKiPtr1DDPsAcR5kFHtCi8MP1Xh5DDZNDVvBwNGeEZb7SMvtm_fJOBHt10AkUoo4p2TpQPxyWWfKq0AVZjYhLUR36Um9H1i6uxUF4egVQ

São Marcos escreve seu Evangelho sob o ditado de São Pedro. Óleo sobre tela de Pasquale Ottino

Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Pasquale_Ottini

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEitNI-Y-SGYiflNvx9PyT6LUCzhMv_CH3PZzemPKQA8DlUH-Dj8e9vdm8kxzXNIzec-CaJkesn7l0eoZqbyyCvJ6Tg5UEImay0xMzN2XG6NSK76SCDDQ62Ig5-Y1Tr0xDpVBY7YXSVggIJK8hlhXLgkLTAK27-UT5OKBkRqpXYkhJ7Z-7GsP3jwW0zAFg

Sermão da Montanha. Pintura de Henrik Olrik

Imagem/fonte:  https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sankt_Matthaeus_Kirke_Copenhagen_altarpiece_detail1.jp

 

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOG0WVvZX143zm5BDBKiyoyp4SYnFck_EjCvR5KP7JrA2IBdI9rJ96a6CcsNqsxpjnShOduWNjv8yzlYQEvYSuTNk3_34GD8EI5CyZK_vXARt2sjW-9EXybp0fRWiccDG8Mi3WEfjnLDpW/

Prece do “Pai Nosso”. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Brooklyn_Museum_-_The_Lord%27s_Prayer_%28Le_Pater_Noster%29_-_James_Tissot.jpg

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/NOVEMBRO/06-11-2019_arquivos/image037.jpg

Allan Kardec (1804- 1869). Codificador do Espiritismo

Imagem/fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/Hippolyte_L%C3%A9on_Denizard

 

 

 

O virtual e o real

 

Estamos vivendo um período em que dois mundos se confundem: o virtual e o real.

Jovens, adolescentes e crianças mergulham no virtual durante horas.

Batem longos papos... Virtuais. Olhos nos olhos? Não. Talvez nem se conheçam.

Trocam abraços apertados, mas não sentem o calor humano.

Enviam flores... Virtuais. Sem perfume, sem textura, sem graça...

É um mundo atraente, porque oferece uma grande variedade de opções e exige esforço mínimo.

Nesse mundo, gastam horas e horas sem perceber que o tempo passou.

Sentam-se confortavelmente, com um celular à mão e viajam pelo mundo... Sem sair de casa.

Não enfrentam problemas no trânsito, nem sofrem com a chuva, com o calor ou o frio.

Muitos entram pelas portas desse fascinante mundo virtual em plena luz do sol e só percebem que a noite avançou quando o sono avisa que a madrugada chegou.

Nesse mundo, pouco importa a realidade de uns e de outros.

Eles não se conhecem, ou se conhecem pouco, mas trocam informações, nem sempre verdadeiras.

Vivem intensamente esse mundo, em que a imaginação tem asas...

Em que é possível conectar-se com os mais variados assuntos e obter prazeres.

Para alguns, esse mundo virtual é mais fascinante do que a realidade.

Mas será que o uso desmedido desse recurso não está nos tornando insensíveis, falsos, viciados?

Será que não estamos navegando em águas sombrias e perigosas?

A internet é uma ferramenta para facilitar nossa vida e abrir novas portas de comunicação e integração entre as criaturas.

Não surgiu para que fechemos a porta do mundo real, para que evitemos o contato físico com nossos familiares, nossos vizinhos e amigos.

O mundo virtual, por mais atraente que seja, não tem calor, nem perfume, não tem a vibração da natureza, nem o brilho do sol.

É um mundo no qual tudo é válido... Mas nem tudo é verdadeiro.

Quem se isola no mundo virtual acaba perdendo a sensibilidade e desenvolvendo a indiferença diante dos acontecimentos reais.

Nossa caixa de mensagens pode estar abarrotada de beijos, abraços, bom dia e boa noite, feliz aniversário e outras felicitações.

Isso tudo pode ser deletado com apenas um clique ou por um defeito qualquer da ferramenta.

Mas quando um abraço aproxima dois corações e uma voz deseja um bom dia com convicção, os registros ficam gravados na alma e não se apagam.

Por todas essas razões, abramos as portas e as janelas para que o sol penetre em nossa vida.

Ouçamos o choro ou a gargalhada dos nossos irmãos. Eles são reais e não estão em nosso lar por mero acaso.

Não nos isolemos na virtualidade.

Sintamos o perfume das flores.

Ouçamos o canto dos pássaros.

Andemos na areia e deixemos a espuma das ondas tocar nossos pés.

Vivamos intensamente o mundo real e daremos um significado diverso ao mundo virtual.

Um significado mais belo e mais abrangente.

Deixará de ser fim para ser um excelente meio de comunicação, trabalho e progresso.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita
Em 16.1.2026

 

 

 (Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1125&stat=0)

https://www.noticiasespiritas.com.br/2016/MARCO/10-03-2016_arquivos/image022.jpg

A florida “Plaza San Martin”. Lima, Peru. Foto Ismael Gobbo

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/ABRIL/25-04-2019_arquivos/image017.jpg

Uvaia em flor. Birigui, SP. Foto Ismael Gobbo

 

 

 

Criando um sentido para a vida

 

Qual o sentido da vida?

Foi a pergunta que o garotinho de seis anos e meio fez ao famoso astrofísico americano Neil Degrasse Tyson, em uma de suas palestras.

A resposta do cientista foi fabulosa.

Ele começou dizendo que as pessoas fazem esta pergunta acreditando que sentido é algo que se possa procurar. Não consideram a possibilidade de que sentido da vida é algo que se cria.

Exatamente isso: sentido da vida é algo que a pessoa produz para si e para os outros.

Ele, como homem da ciência, quando pensa nisso, questiona-se: Será que aprendi algo hoje que não sabia ontem? Será que estou pelo menos um pouquinho mais perto de tudo o que há para se saber no Universo?

O astrofísico acredita que se vive um dia sequer em que nada aprendeu, desperdiçou aquele dia.

São pensamentos poderosos. Vale a pena refletir um pouco a respeito deles.

Em vários momentos da vida buscamos esse tal sentido. Em cada fase do viver ele tem características distintas, dependendo de nossa maturidade.

Alguns chegam a pensar que esse sentido está longe de onde nasceram e partem em jornadas pelo mundo. Jornadas, muitas vezes intermináveis, buscando algo que não sabem bem o que é.

Há quem busque nas religiões da Terra. Migram dessa para aquela, dependendo da que lhes satisfaça, nesse ou naquele momento de vida ou estado de espírito.

Porém, voltemos à proposta do astrofísico: criar um sentido para a vida e não encontrar um.

Encontrar dá a impressão de algo que está lá fora, é externoCriar diz respeito a um movimento que parte de nós, apenas de nós.

São forças que mobilizamos para alcançar algo valioso.

Assim, se acionamos nossas energias e as direcionamos para o estudo sério de uma determinada área do conhecimento, que poderá trazer bons frutos para a comunidade à nossa volta, estamos criando um sentido.

Se abraçamos a paternidade, a maternidade com consciência, entendendo nosso papel de orientadores, de educadores, de promotores de paz para a nova era, estamos criando um sentido para nossa vida.

Se conseguimos dedicar parte do nosso tempo a alguma causa social nobre, como trabalhador voluntário, sabendo que estamos mudando o mundo, eis-nos dando sentido à nossa vida.

Se somos uma pessoa de bem; se recebemos de braços abertos quem nos chegase estamos sempre prontos para ajudar e não medimos esforços para isso; se somos amigos verdadeiros e construímos nossa vida sobre estas bases, aí está o sentido para nossa vida.

São muitas as formas de criar esse sentido. Cada um encontrará a sua na intimidade de seu próprio ser.

*   *   *

PensemosQuestionemo-nos diariamente: Será que aprendi algo hoje que não sabia ontem? Não apenas na esfera do conhecer do intelecto, mas também na área moral.

Será que estou melhor? O que fiz para estar melhor? Que esforços empreendi?

congratulemo-nos quando percebermos as vitórias e encontrarmos o sentido, a motivação, a felicidade.

A lei do progresso é uma das leis Divinas que nos coloca sempre no caminho da ascensão.

Redação do Momento Espírita, com base no
 texto 
O sentido da vida, de Andrey Cechelero.
Em 17.1.2026

 

 

 (Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4546&stat=0)

Tyson Neil DeGrasse Tyson

Descrição: Governador Moore discursando na ARPAE Energy por Anthony DePanise no Gaylord National Resort and Convention Center, 201 Waterfront Street, National Harbor, MD 220745 Data: 23 de março de 2023, 00:00 Fonte: ARPAE Energy Autor: Maryland GovPics Outras versões Processo de extração da imagem: Esta imagem foi extraída de outro arquivo: ARPAE Energy (52768270738).jpg.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Neil_DeGrasse_Tyson_(2023).jpg

 

 

Colheita da gratidão

 

Tratava-se de um Congresso Estadual. As pessoas chegavam de todas as bandas e os largos corredores de acesso ao auditório principal se apresentavam movimentados.

Pequenos grupos se formavam, aqui e ali, onde abraços e risos se misturavam, percebendo-se que se tratava de reencontros de amigos.

Amigos de cidades diferentes, de outros Estados que novamente se encontravam. A expectativa, para a sessão de abertura, era de dez mil pessoas.

Os voluntários estavam em toda parte: na recepção, no setor de  informações, nas livrarias, onde grande era igualmente a movimentação.

Uma senhora conversava, animada, com amigos, quando se aproximou um dos voluntários, pedindo-lhe ajuda para uma das livrarias.

O movimento se fizera de tal intensidade que os atendentes precisavam de um apoio extra.

Feliz por servir, a senhora logo se postou atrás do balcão. Entre sorrisos e cumprimentos, a um indicava o lançamento mais recente em livro, CD e DVD.

A outro, esclarecia a respeito do conteúdo do produto que tinha em mãos.

Vendia, acondicionava em sacolas e entregava a mercadoria. Bastante conhecida, detinha-se a brincar com um ou outro dos que se achegavam para tomar ciência das novidades editoriais.

Então, alguém lhe perguntou: Poderia me dizer se, há uns catorze anos,  a senhora esteve na Maternidade Y, a visitar algum parente seu?

A pergunta surpreendeu a voluntária. Contudo, consultou os arquivos da memória e respondeu de forma afirmativa.

Há catorze anos, pelo período de trinta dias, estivera, muitas vezes, na citada Maternidade.

Sua sobrinha nascera prematura e estava no Centro de Terapia Intensiva Neonatal.

E concluiu: Desculpe-me, mas por que a pergunta?

Então, entre a emoção mal contida, os olhos marejados de lágrimas, disse a indagante:

Eu nunca soube seu nome. Mas jamais esqueci seu rosto. Fico muito feliz em encontrá-la, agora e poder lhe agradecer.

E, ante o surpreso silêncio, ela continuou: Eu sou aquela mulher que a senhora viu a chorar na recepção.

Sem me conhecer, notando meu desespero, se aproximou de mim e perguntou: "Por que chora tanto? O que aconteceu?"

E eu contei da doença do meu filhinho de poucos meses, do pavor de perdê-lo, da dor de ter que deixá-lo hospitalizado, das tantas incertezas da minha alma de mãe ansiosa.

Então, a senhora me envolveu em um abraço terno e me disse: "Confie em Deus. Entregue seu filho aos cuidados dEle. Ore, acalme-se e guarde a certeza: seu filho ficará bem."

E eu me acalmei, ao influxo das vibrações que recebi do seu abraço.

Orei, esperei. E meu filho aí está, prestes a completar seus quinze anos.

Por isso, por aquele dia ter acalmado o desespero de uma estranha, eu lhe agradeço.

A partir de hoje, tenho um nome para guardar em gratidão.

Um abraço prolongado encerrou a narrativa.

A senhora sequer lembrava do fato mas, em sua intimidade, agradeceu a Deus pela felicidade de colher flores no seu caminho.

Flores de gratidão de uma estranha, guardadas há pouco mais de catorze anos.

Verdadeiramente, pensou, o bem faz bem a quem o realiza.

Redação do Momento Espírita,
 com base em fato.
Em 19.1.2026

 

 

 (Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3052&stat=0)

http://www.noticiasespiritas.com.br/2021/MAIO/11-05-2021_arquivos/image030.jpg

Hospital Waterloo,  para crianças e mulheres. Londres, Reino Unido. Foto Ismael Gobbo

 

 

 

Amando a vida

 

Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu...

Assim são os versos iniciais da música de Chico Buarque de Holanda, Roda viva.

E é como muitas pessoas se sentem, em alguns dias. Desesperançadas, descontentes, sem perspectivas de dias melhores.

Pessoas que acreditam que para ser feliz há que se ter muito dinheiro para desfrutar de viagens, festas e ter tudo que se deseje: de roupas, joias a carros importados e iates.

A mídia, de um modo geral, reforça essas ideias, com seus apelos de marketing, novelas e filmes que mostram a irrealidade da felicidade como consequência do ter.

Pessoas assim facilmente se sentem infelizes. Se a festa não teve o brilho idealizado, se o amor partiu, se o amigo não atendeu a um pedido, tudo é motivo para tristeza.

Acreditam que a vida não vai além de uma feliz excursão pelo planeta, em venturoso período de férias.

Para quem, no entanto, tem a consciência da real dimensão da vida, que é aprendizado e progresso, todo esforço é valorizado e a superação é comemorada.

Um exemplo disso é Emmanuel, um jovem iraquiano. Ele e o irmão foram encontrados por uma freira dentro de uma caixa de papelão.

Certo dia, um anjo louro, conforme ele narra, adentrou o orfanato onde se encontravam. Em princípio, o intuito era de os conhecer e, talvez, financiar as cirurgias de que necessitavam.

Ao menos, assim pensavam os irmãos que, por causa da guerra química, são portadores de graves defeitos físicos nos membros.

Mas, aquela australiana se apaixonou pelos meninos que sequer sabem ao certo sua idade pois não têm certidão de nascimento.

Emmanuel, que imagina ter em torno de dezessete anos, tem um sorriso aberto, franco, contagiante.

Nada de tristezas alimentadas. Ele sonha em ser cantor profissional e, tendo se apresentado em um show de talentos, na Austrália, conquistou o público, com sua desenvoltura no palco.

A música que escolheu foi Imagine, de John Lennon.

Arrebatou o público ao convidar, em excelente interpretação: Imagine que não há países... Nada porque matar ou morrer.

Imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz.

Imagine nenhuma propriedade. Nenhuma necessidade de ganância ou fome. Uma irmandade de homens.

Imagine todas as pessoas compartilhando o mundo todo.

Você pode dizer que sou um sonhador, mas eu não sou o único. Eu espero que algum dia você se junte a nós e o mundo viverá como um só.

*      *      *

Enquanto Emmanuel persegue seu sonho, ele continua sorrindo e amando a vida. Sobretudo a essa mãe que deu a ele e ao irmão uma nova vida.

Para todos os que lamentam não ter roupas de grife ou dinheiro para gastar, é bom recordar desses dois iraquianos: sem identidade, sem família, com graves deficiências nos membros. E eles sorriem.

Sem apego ao passado de dores, sem mergulho na tristeza pelas deficiências físicas, eles aproveitam intensamente a vida com a mãe australiana que beijam e abraçam, mesmo que não tenham braços perfeitos para envolver o pescoço amado.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base em dados
 biográficos de Emmanuel Kelly, colhidos na Internet.
Em 20.1.2026

 

(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3397&stat=0)

 

VEJA SOBRE EMMANUEL KELLY

https://www.humanbiography.com/portfolio-pages/emmanuel-kelly

 

 

Fé em Deus

 

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Opinião Espírita. Lição nº 58. Página 188.

 

A Gênese - Capítulo II - Item 7

 

Antes de Jesus, profetas e guerreiros asseveravam agir em nome da fé em Deus.

Moisés, conquanto venerável pela fidelidade e pela justiça, não hesitava na aplicação da ira, admitindo representá-lo.

Josué presumia proclamar-lhe a grandeza com bandeiras sanguinolentas, ao submeter populações inermes, além do Jordão.

David supunha dignificá-lo, quando conquistou a montanha de Sião, à custa do pranto das viúvas e dos órfãos.

Salomão acreditava reverenciá-lo, ao consumir a existência de numerosos servidores, amontoando madeiras e metais preciosos na construção do templo famoso que lhe guardou a memória.

E todos nós, em várias reencarnações, temos pretendido honorificar a fé em Deus, fomentando guerras e espoliando os semelhantes, através das crises de fanatismo e das orgias de ouro.

O Espiritismo, porém, nos revela Jesus, abraçando o serviço espontâneo à Humanidade como sendo a tradução da própria fé.

Embora livre, transfigurou-se em servidor da comunidade estendendo mais imediata assistência aos que se colocavam na última plana da escala social.

Sem nenhum juramento que o obrigasse a tratar dos enfermos, amparou os doentes com extremada solicitude.

Não envergava toga de juiz e patrocinou a causa dos deserdados.

Distante de qualquer compromisso na paternidade física, chamou a si as criancinhas.

Fora de todos os vínculos da política, ensinou o acatamento às autoridades constituídas.

Profundamente franco, era humilde em excesso com os ignorantes e com os fracos, e, profundamente humilde, era franco, tanto quanto se pode ser, com todos aqueles que conheciam as próprias responsabilidades, à frente dos preceitos divinos, fugindo de respeitá-los.

Passou no mundo, abençoando e consolando, esclarecendo e servindo, mas preferiu morrer a tisnar o mandato de amor e verdade que o jungia aos desígnios do Eterno Pai.

Para nós, os cristãos encarnados e desencarnados, seja na luz da Doutrina Espírita ou ainda ausentes dela, é importante o exame periódico dos nossos testemunhos pessoais de religião, na experiência cotidiana, para sabermos o que vem a ser fé em Deus em nós e fé em Deus no Mestre que declaramos   honrar.

(Texto recebido em email do divulgador Antonio Sávio, Belo Horizonte, MG)

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6GBn5xlHTfQBE5QOwCTitfn5Ol965313doyKH-n1v1QosGcfogd-kf5Auib0SBD7mkLW4_F6auN9jOOYsNqQT57CIqdFacrZ5sYq6U0hzKgDnykQEPPXi9eTuvWDSh5IAgqJRmRqgeuyK/

Cópia da Estátua de Michelangelo executada  em bronze pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Exposta na Galeria Prestes Maia,  São Paulo, Brasil.. Foto Ismael Gobbo

Moeda_de_César_(1790)_-_Domingos_Sequeira_(Colecção_Família_Loureiro_Borges)

Moeda de César. Óleo sobre tela por  Domingos Sequeira.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Moeda_de_C%C3%A9sar_(1790)_-_Domingos_Sequeira_(Colec%C3%A7%C3%A3o_Fam%C3%ADlia_Loureiro_Borges).png

Sem título

Moedas romanas com esfinges dos imperadores Augusto e Tibério. Augusto governava

à época do nascimento de Jesus e Tibério quando da crucificação do Mestre de Nazaré.

Moedas expostas no Museu Nacional de Arte Romano (Mérida, Espanha). Fotos Ismael Gobbo.

 

 

Augusto reinou de 27 a.C até 14 d.C.

Tibério foi imperador de 14 a 37 d.C.

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/OUTUBRO/12-10-2021_arquivos/image001.jpg

Jesus curando o cego perto de Jericó. Óleo no painel de Eustache Le Sueur.

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_curando_o_cego_perto_de_Jeric%C3%B3

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWHPb7b_EV0EGcavsHdqnOk2hsaGBOAc3ciiy8YwI7mbByVZg3DmJKV237waXPgtAQoahlPKdnS51w4MIWM3jNGBvQATSExEQmlY2i8QnL17TSVZODudFYXG7E6RZn17_wU3I95CIEbZ_-/

Episódio bíblico da Multiplicação dos pães e dos peixes. Óleo sobre tela de Juan de Flandes.

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Juan_de_Flandes,_%27Multiplicaci%C3%B3n_de_los_panes_y_los_peces%27,_Palacio_Real_de_Madrid.png

https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEi_D4xH96HrxhXl0gg2t70nBz3bVGnj5Ct9ZnPJF-KBd4vp7xrJvpvc-yVnqmVpDNq6qyvm9OKwBzK5tKTJiFvnG07EbI7Q9F8ocshRKOPAYkZTVpIAoCyEAxT8HByFMk73uXiirKgk4F_6TvZSIsHBCN3FAw6MCrkn-3eXCVUaC4HzeLZc_pPU9fNhGw

Jesus em tela bordada por Alexandra Herrmann (imagem cedida por Oceano Vieira de melo)

 

(Colaboração recebido em email de Leopoldo Zanardi

 

 

Registro. Atividades do Projeto Chico Xavier na tarde deste sábado 17-01-2026. Araçatuba, SP

 

Após a prece de abertura as 16 horas várias pessoas vão ao local de alimentos e preparam para os inscritos da casa, outros preparam diversos alimentos para serem servidos aos presentes, inclusive o de jantar;  evangelização para crianças e jovens. A evangelização voltou a funcionar normalmente, após um recesso de final de ano, com novos evangelizandos e os antigos voltando à ativa.  A assistência alimentar também cumprindo com sua tarefa, alimentando a 100% dos que acorrem à casa em busca do que comer. Palestra por Ricardo Antônio Dos Anjos.  Fotos de Eliene Passos e  de Émerson Gratão.

Informação recebida de Émerson Gratão

Fotos acima de Émerson Gratão

Fotos acima de Eliene Passos

  

 

Abrigo Ismael na manhã deste domingo 18-01-2026

 Araçatuba, SP 

Com início as 9 horas após a prece inicial foi proferida pela oradora Rose Cassimiro, com o tema: “Despertar espiritualmente”. Ao mesmo tempo evangelização para crianças e ao final houve a aplicação de Passe para os presentes.  Informações e fotos  recebidas de Adair Anacleto.   

 

 

 

 

[911-JornalMundoMaior] NA LUZ DO EVANGELHO.

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NA LUZ DO EVANGELHO.

Empobreçamo-nos de vaidade e orgulho, de ambição e egoísmo e, certamente, a verdade nos impelirá aos Planos mais altos da vida. Exigências e ilusões são adensamento de névoas, em torno de nossa visão espiritual.

 

Jesus, no ensinamento evangélico, não exaltava a indigência de educação; salientava a triste condição das almas que amontoam, ao redor dos próprios passos, ouro e títulos convencionais, no exclusivo propósito de dominação, entre os homens, acabando emparedadas em pergaminhos e moedas, à maneira de cadáveres em mausoléus de alto preço.

 

O Senhor, em surgindo na Manjedoura, estava pobre de bens materiais, mas sumamente rico de luz. Mais tarde, no madeiro infamante, encontrava-se pobre de garantias humanas, mas infinitamente rico de vida superior.

 

Empobreçamo-nos de exclusivismo e enriqueçamo-nos de fraternidade! Empobreçamo-nos de repouso indébito e enriqueçamo-nos de serviço edificante! Atendendo a semelhante programa de sintonia com o Alto, atingiremos, em breve tempo, os tesouros da Glória Eterna.

No livro:-ALMA E LUZ.-Emmanuel/Chico Xavier.

Magali Inês Brum - Colaboradora.

 

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(Recebido em email de

[email protected]; em nome de; jornal_mundomaior@ hotmail.com [[email protected]])

 

 

Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha

Portugal

 

 

Exms Senhores OCS,

 

As nossas mais cordiais saudações.

 

1 - O Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, vai levar a cabo o visionamento de um documentário espírita, seguido de debate no dia 23 de Janeiro de 2026, 6ª feira, às 21h00, integrado na comemoração do 23º aniversário do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha. 

Posteriormente, teremos a Fluidoterapia (passe espírita) e o atendimento em privado.

 

2 - Todas as palestras são colocadas no Youtube do CCE em http://bit.ly/29VcVMV e todas as actividades são gratuitas.

  

      

Cordialmente,

 

       CCE

 

 

Tel: 938 466 898; 966 377 204;

www.cceespirita.wordpress.com - E-mail: [email protected]

www.youtube.com/c/CentrodeCulturaEspíritaCaldasdaRainha

www.facebook.com/Centro-de-Cultura-Espírita-de-Caldas-da-Rainha-195515483836343/ 

 

 

 

(Recebido em email de Centro de Cultura Espírita Caldas da Rainha [[email protected]])

 

 

 

Nota:

Propostas para uma vida melhor de Leopoldo Cirne

 

O ex-presidente da FEB Leopoldo Cirne foi tema de bate-papo de Cesar Perri com Eric Pacheco, no canal Espiritismo em Kardec, no dia 15 de janeiro de 2026. O entrevistado é autor da obra “Leopoldo Cirne. Vida e propostas por um mundo melhor” (Ed.CCDPE-SP), lançada em 2024.

Acesse pelo link:

https://www.youtube.com/live/wlpXZD43hww?si=C1OeAKuEeh4nNH73

 

 

 

(Recebido em email de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]])

 

 

 [910-JornalMundoMaior] DEZ APONTAMENTOS DE PAZ.

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DEZ APONTAMENTOS DE PAZ.

1º Aprenda a desculpar infinitamente para que os seu erros, à frente dos outros, sejam esquecidos e perdoados.

 

2º Cale-se, diante do escárnio e da ofensa, sustentando o silêncio edificante, capaz de ambientar lhe a palavra fraterna em momento oportuno.

 

3º Não cultive desafetos, recordando que a aversão por determinada criatura é, quase sempre, o resultado da aversão que lhe impuseste.

 

4º Não permita que o egoísmo e a vaidade, o orgulho e a discórdia se enraízem no seu coração, lembrando que toda a ideia de superestimação dos próprios valores é adubo nos espinheiros da irritação e do ódio.

 

5º Perante o companheiro que se rendeu às tentações de natureza inferior, deixe que a compaixão lhe ilumine os pontos de vista, pensando que, em outras circunstâncias, poderia você ocupar-lhe a indesejável situação e o lugar triste.

 

6º Não erga a sua voz demasiado e nem tempere a sua frase com fel para que a sua palavra não envenene as chagas do próximo.

 

7º Levante-se, cada dia, com a disposição de servir sem a preocupação de ser servido, de auxiliar sem retribuição e cooperar sem recompensa, para que a solidariedade espontânea te favoreça com os créditos e recursos da simpatia.

 

8º Esqueça a calúnia e a maledicência, a perversidade e as aflições que lhe dilaceram a alma, entendendo nas dores e obstáculos do mundo as suas melhores oportunidades de redenção.

 

9º Lembre-se de que os seus credores estão registrando a linguagem de seus exemplos e perdoar-lhe-ão as faltas e os débitos, à medida que você se fizer o benfeitor desinteressado de muitos.

 

10º Não julgue que o serviço da paz seja mero problema da boca mas, sim, testemunho de amor renúncia, regeneração e humildade da própria vida, porque, somente ao preço de nosso próprio suor, na obra do bem, é que conseguiremos reconciliar-nos, mais depressa, com os nossos adversários, segundo a lição do Senhor.

 

Se vos internardes pelo terreno baldio da queixa, em breve, vos achareis mergulhados no charco de compridas lamentações.

No Livro:- CAMINHO DE LUZ.

André Luiz/Chico Xavier

 

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[909-JornalMundoMaior] O MILAGRE DA VIDA.

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O MILAGRE DA VIDA.

A vida é um mistério que se revela em fragmentos, ela nunca mostra o quadro inteiro, apenas pedaços suficientes para que a gente dê o próximo passo.

 

É nessa incerteza que moram os maiores aprendizados.

 

Não é sobre ter todas as respostas, mas sobre aprender a caminhar com perguntas.

 

Não é sobre controlar o tempo, mas aceitar que cada faze tem seu ritmo.

 

A vida é feita de esperas que ensinam paciência, quedas que revelam força e encontros que lembram que nada é por acaso.

 

O extraordinário da vida não está na ausência de dificuldades, mas na coragem de continuar mesmo quando tudo parece difícil.

 

No fundo, a vida não quer que você vença rápido, ela quer que você se transforme a cada passo.

 

É nessa transformação que está o verdadeiro milagre da vida.

ESPIRITISMO - AMOR QUE CONSOLA.

 

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(Recebido em email de

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Lançamentos | Pestalozzi, educador da humanidade e Por que voltamos

 

ACESSE AQUI:

https://www.oclarim.com.br/

 

 

Jornal AGENDA CRISTÃ - Rancharia (SP) - Dezembro.2025 / Janeiro.2026

 

(Recebido em email de Francisco Atilio Arcoleze [[email protected]])

 

 

Correio Espírita - Jornal de janeiro de 2026

Problemas com a mensagem? visualize no navegador.

 

Image

 

Jornal Correio Espírita de janeiro de 2026

 

Olá

 

Destaques:

- O Despertar do ano novo;

- A infância como recomeço espiritual;“O Réveillon é mais do que uma festa: é um marco simbólico que convida à renovação da mente e do espírito.”

- A prece e o encontro consigo mesmo;

- A música como terapia nos hospitais;

- Mediunidade não deve ser fonte de renda.

Tudo isso e muito mais no Correio Espírita.

www.correioespirita.org.br

Assinaturas on-line, leia pelo site por apenas R$ 30,00 anuais.

 

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(Recebido em email de Correio Espírita [[email protected]])

 

 

Jornal Momento Espírita. Centro Espírita Amor e Caridade. Bauru, SP. Acesse abaixo

 

CLIQUE AQUI:

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(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

Edição 125 da Folha Espírita Francisco Caixeta

Araxá, MG. Acesse abaixo:

 

 

ACESSE AQUI:

http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol125.pdf

 

(Informação de Folha Espírita Francisco Caixeta [[email protected]])

 

 

CORREIO FRATERNO

NOVEMBRO/DEZEMBRO 2025

 

 

 

 

 

 

(Recebido em email de Izabel Vitusso [[email protected]])

 

 

Site da Federação Espírita Brasileira

Brasília, DF

 

Clique aqui:
https://www.febnet.org.br/portal/

 

EM DEFESA DA VIDA, RUMO À PAZ/ AO TEU COLO

Clique aqui:

https://www.febnet.org.br/portal/

 

 

 

FEP- Federação Espírita do Paraná

Curitiba

Clique aqui:
http://www.feparana.com.br/

 

 

 

FEEAC. Federação Espírita do Acre

Rio Branco

 

Clique aqui:

https://www.facebook.com/feeacre/?locale=pt_BR

 

 

 

 FERO. Federação Espírita de Rondônia

Pôrto Velho

 

Clique aqui:

https://www.facebook.com/ferobr/?locale=pt_BR

 

 

 

Abrigo Ismael

Araçatuba, SP

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Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti –

O Pensamento” - Vol 1

 

Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti - O Pensamento” - Vol.1

Organizado por Álvaro Pinto de Arruda. 

https://www.editoraceac.com.br/loja/produto/o-pensamento

WhatsApp- Editora

14 99164-6875

 

 

 

(Recebido em email de Tânia Simonetti [[email protected]])

     

 

Grupo de Estudos Espíritas Chico Xavier

Boletim semanal – Ano XI. 3a semana de Janeiro de 2026

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Grupo de Estudos Espíritas Chico Xavier

Boletim semanal – Ano XI

3a semana de Janeirode 2026

 

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O surpreendente Léon Denis; Os últimos serão os primeiros na parábola de Jesus; Estudo inicial do Evangelho em palestra presencial e virtual; Propostas para uma vida melhor de Leopoldo Cirne; Livro Movimento Espírita Internacional e o nó histórico no Brasil; Vós, que dizeis?

 

Artigo:

- O surpreendente Léon Denis:

https://grupochicoxavier.com.br/o-surpreendente-leon-denis/

 

Estudo do Evangelho:

- Os últimos serão os primeiros na parábola de Jesus:

https://grupochicoxavier.com.br/os-ultimos-serao-os-primeiros-na-parabola-de-jesus/

 

- Estudo inicial do Evangelho em palestra presencial e virtual:

https://grupochicoxavier.com.br/estudo-inicial-do-evangelho-em-palestra-presencial-e-virtual/

https://www.youtube.com/live/pHppsMCIkQY

 

Vídeos:

- Propostas para uma vida melhor de Leopoldo Cirne:

https://grupochicoxavier.com.br/propostas-para-uma-vida-melhor-de-leopoldo-cirne/

 

Bibliografia:

- Livro Movimento Espírita Internacional e o nó histórico no Brasil:

https://grupochicoxavier.com.br/livro-movimento-espirita-internacional-e-o-no-historico-no-brasil/

 

Mensagens:

- Vós, que dizeis?:

https://grupochicoxavier.com.br/vos-que-dizeis/

 

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“Ora e vigia, prepara-te e afeiçoa o coração à humildade e à paciência.

Lembra-te, meu irmão, de que nem mesmo Paulo, agraciado pela visita pessoal de Jesus, conseguiu escapar” – Emmanuel.

 

(Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Pão nosso. Cap. 178. FEB)

 

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Com fraternal abraço,

Equipe GEECX

 

 

 

 

(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e do GEECX)

 

 

O Consolador. Revista Semanal de Divulgação Espírita. Londrina, PR. Acesse abaixo

 

CLIQUE AQUI:

http://www.oconsolador.com.br/ano19/957/principal.html

 

 

 

O ALÉM ESTIMULANDO A IMPLANTAÇÃO DO ESPERANTO

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2018/FEVEREIRO/28-02-2018_arquivos/image015.jpg

Aylton Paiva 

 

 

Aylton Paiva – [email protected]

 

 

 

            O médium Francisco Cândido Xavier transmitiu para o espírita e esperantista Ismael Gomes Braga (1) belíssima mensagem do espírito João Ernesto estimulando-o no estudo e divulgação do Espiritismo e do Esperanto conforme consta em páginas de Reformador, órgão da Federação Espírita Brasileira, em julho de 1940.

 

            Ismael informa que: “João Ernesto foi autodidata, fez-se notável guarda livros, maestro e compositor de fama, aprendeu muitas línguas, tornou-se ardoroso propagandista do Espiritismo e do Esperanto e os defendeu até a sua desencarnação. Pela sua elevada cultura e retidão de conduta, preencheu várias vezes o lugar de promotor de Justiça nas vagas dos promotores efetivos, por nomeação de Juízes de Direito locais.

 

            Em 1904/5 publicava ele textos em Esperanto no jornalzinho O Cinzel, e artigos de propaganda do Espiritismo em A folha do Povo e outros jornais. Por volta de 1907 pôs-me nas mãos o primeiro livro de Esperanto e em 1912 O Livro dos Espíritos. Seu pseudônimo era “Discípulo de Jesus”, com o qual assinava artigos e publicou o livro Fariseu!” (1) pág.52 Em seguida adita: “Que saibamos, João Ernesto nunca havia dado uma comunicação mediúnica.

 

            Revela ele a integralidade da sua personalidade depois de trinta e dois anos, pois desencarnou em 5 de outubro de 1914.

 

            Inicia sua mensagem psicográfica com essa bela declaração: “É um consolo suave rememorar o pretérito, de espírito voltado para o futuro, através do trabalho e da realização em cada dia.” (2) pág.54.

 

            Mais adiante informa e estimula, mostrando que o trabalho para a implantação do Espiritismo e do Esperanto se faz no plano físico e no plano espiritual, com o esforço de dedicados trabalhadores: “Nós, os companheiros esperantistas e espíritas, prosseguimos na mesma luta abençoada, incentivando a fraternidade humana e a redenção espiritual. Podes crer, meu amigo, que nenhum esforço nobre  é perdido, nenhum trabalho para o bem escapa às compensações naturais.”

 

            Quanto estiver em tuas mãos e possibilidades, distribui o entusiasmo, a esperança e a alegria no grande campo do Esperanto e do Espiritismo no Brasil.

 

Revela, de forma muito clara, os preparativos no plano espiritual para  as transformações previstas no decorrer do terceiro milênio: “ Aqui se forma diferente mentalidade para a Terra do milênio futuro. Novas expressões de espiritualidade renovadora surgirão do recanto planetário que nos é tão querido, sazonando o futuro da compreensão humana. O mundo tem sede de união e de universalismo....” “...E o Esperanto e o Espiritismo constituem as duas alavancas do porvir no terreno da legítima aproximação fraternal entre  homens e povos. Trabalhemos, pois, meu amigo, ainda e sempre. Recordemo-nos de que o Mestre dos Mestre até hoje trabalha mais intensamente que odos os apóstolos do bem reunidos no mundo inteiro.

 

E sobre a anunciada transformação em que o planeta Terra passará, saindo do estágio de Mundo de Provas e Expiações para mundo de Regeneração, elucida enfaticamente: “Ondas de renovação surgem de toda parte. Algumas trazem consigo suor e lágrimas, desenganos e golpes aparentemente fatais. É a reconstrução necessária, a  reestruturação planetária, cuja obra, em verdade, ainda não terminou. Unamo-nos, pois, em Cristo, o Divino Condutor, que nunca desfalece. A noite ainda é muito espessa, entretanto, não podemos duvidar da aurora próxima. Que sejas, meu amigo, o trabalhador otimista e devotado de sempre, suportando as responsabilidades da hora que passa, como quem transporta bandeiras de alegria e luz para os exércitos da fraternidade terrestre que desfilarão no radioso amanhã da Humanidade, são os votos do velho amigo de todos os tempos. João Ernesto.” (3)

 

Sobre essa transformação encontramos no livro A Gênese , de Allan Kardec:  “ Tornada adulta, a Humanidade tem novas necessidades, aspirações mais vastas e mais elevadas; compreende o vazio com que foi embalada, a insuficiência de suas instituições para  lhe dar felicidade; já não encontra, no estado das coisas, as satisfações legítimas a que se sente com direito.” (4). E mais adiante: “Essa fase já se revela por sinais inequívocos, por tentativas de reformas uteis e que começam a encontrar eco. Assim é que vemos fundar-se uma imensidade de instituições protetoras, civilizadora e emancipadoras sob  o influxo  e por inciativa de homens evidentemente predestinados à obra da regeneração; que as leis penais se vão apresentando dia a dia impregnadas de sentimento mais humano .Enfraquecem-se  os preconceitos de raça, os povos entram a considerar-se membros de uma grande família;”. (5)

 

Observamos nas palavras do elevado espírito João Ernesto que o mundo espiritual acompanha com muito carinho, zelo e trabalho esse processo de renovação da humanidade e, dentro dele, a divulgação e o estudo da língua internacional Esperanto. Isso porque além de intercomunicação individual e coletiva ele traz internamente as forças da união e da solidariedade entre pessoas e povos.

 

            Desta forma desta o Espiritismo e o Esperanto como poderosos instrumentos, que ao lado de outros, deverão promover a evolução individual e coletiva do nosso Planeta.

 

            Então, companheiros espíritas, estamos todos convocados para a tarefa da implantação do Esperanto sobre a face deste orbe.

 

            Poderá surgir, assim, em nossa mente os pensamentos: como poderei participar dessa magnifica empreitada? Ainda não tenho tempo para estudar o Esperanto, como poderei participar desse Projeto de Jesus?

 

            Cada um de nós pode dar sua contribuição de conformidade com a disponibilidade de tempo e conhecimento que já possua no momento.

 

            Primeiro, procure conhecer o que é o Esperanto.

 

            Fale, escreva, comunique sobre a ideia do Esperanto como língua internacional neutra que deverá unir as pessoas e os povos.

 

            Estude. Se você já dispõe de tempo, não importa a idade, estude com dedicação.

 

            Se você estudou ou estuda procure compartilhar seus conhecimentos com outras pessoas que tenham interesse nessa tarefa solidária e de amor.

 

FACILIDADE DO ESPERANTO

 

Todo substantivo termina com a letra o. (regra nº 2)

 

            Exemplos: Dio (Deus), Jesuo ( Jesus ), Evangelio (Evangelho), Spiritismo (Espiritismo), Esperanto (Esperanto) senmorteco (imortalidade), reenkarniĝo (reencarnação), mediumeco (mediunidade),  ago kaj reago (ação e reação), evoluo ( evolução).

 

            Dio estas nia Patro  .(Deus é nosso Pai)

 

            Jesuo estas nia Majstro. (Jesus é nosso Mestre)

 

            Amo estas Leĝo de nia Patro. (Amor é Lei de nosso Pai).

 

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NO GOOGLE VOCÊ ENCONTRA INFORMAÇÕES SOBRE O ESPERANTO

 

REFERÊNCIAS:

 

1.      Braga, Ismael Gomes. Espírita e esperantista, diretor do Departamento de Esperanto da Federação Espírita Brasileira, de 1937 a 1969, autor de vários livros em e sobre Esperanto, dicionarista e tradutor de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec do idioma francês para o Esperanto.

 

2.      Braga, Ismael Gomes, O Esperanto na Visão Espírita, Sociedade Editora Espírita F.V. Lorenz, 1ª edição, 1998, p.52.

 

3.      ____, ____ p.54 e 55.

 

4.      A Gênese Os milagres e as Predições segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro, C.XVIII, São Chegados os tempos, item 14, p.468 50ª edição FEB,

 

5.      ____, ____ item 21. p.472.

   

(Recebido em email de paiva.aylton paiva.aylton [[email protected]])

Primeiro Congresso Mundial de Esperanto em Boulogne-sur-Mer – saída do salão de convenções.

Data 6 de agosto de 1905 Fonte O arquivo da UEA Autor Henri Caudevelle (1861–1936). Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:1905-uk-eliro-el-la-kongresejo.jpg 

 

 

Os adjetivos “pseudocientífico” e “supostocientífico”

Há fenômenos que não dependem da vontade dos pesquisadores

 

Publicado em

O TEMPO/COLUNAS

Belo Horizonte. MG

Obra de

José Reis Chaves

José Reis Chaves

Obra de Ismael Gobbo

 

 

Sempre houve cientistas e filósofos espiritualistas e materialistas. Os espiritualistas são maioria e podem ser deístas ou teístas. Os deístas são mais numerosos e estão, geralmente, nas grandes cidades. Os teístas são, geralmente, mais espiritualistas, pois é até comum terem uma religião e se interessarem em estudar religiões e suas teologias, principalmente, a da sua crença. Entre eles há grandes teólogos, filósofos e cientistas de ponta. 

Já os deístas são meio neutros no estudo e prática do espiritualismo e, geralmente, não têm religião, mas respeitam todos os princípios religiosos. Os deístas, como já foi dito, são mais numerosos do que os teístas e estão, principalmente, nas classes mais intelectuais, sendo eles destaques, sobretudo, no chamado “Primeiro Mundo”.

Em livros, jornais, revistas e palestras, muitos autores gostam bastante de falar que um determinado princípio científico ou filosófico é pseudocientífico. Vamos ver esses pseudocientíficos. 

E dos adjetivos 'pseudocientífico' e 'supostocientífico', citados no título desta coluna, o primeiro é o mais usado. Com eles, se quer dizer que o assunto não é científico por não seguir os padrões da ciência que é empírica. 

 

É por esses padrões científicos que se entendem pela necessidade de muitas repetições dos fenômenos, para que sejam considerados aprovados pela ciência, que se caracteriza, exatamente, por essas muitas repetidas experiências, principalmente laboratoriais, por que devem passar os fatos ou fenômenos, a fim de que sejam considerados como sendo verdadeiramente científicos. 

Dá-se, pois, esse nome de ciência empírica ou verdadeiramente científica somente àquela que tem seus muitos fenômenos repetidos por suas muitas experimentações. Porém, há fenômenos que não podem ser repetidos ao bel prazer da vontade das pessoas – comumente chamadas de paranormais – e menos ainda da vontade dos experimentadores. Exemplos disso são os que ocorrem com as pessoas em meditações, em transes mediúnicos ou em êxtases dos místicos.

 

Se esses fenômenos não dependem da vontade dos médiuns e místicos, e menos ainda da vontade dos cientistas desejosos de fazê-los repetirem-se com suas experiências empíricas, disso se conclui que, para se chegar à comprovação da autenticidade desses fenômenos, os caminhos são outros, diferentes dos da ciência empírica ou da repetição dos fenômenos. Isso, porém, não significa que eles tenham que ser considerados, total e incondicionalmente como sendo pseudocientíficos, mesmo porque eles são estudados também por outros indivíduos e outros meios da própria ciência! Ademais, às vezes, são pseudocientíficos, exatamente, por cientistas que ainda não os estudaram mais profundamente!

 

Com este colunista “Presença Espírita na Bíblia” na TV Mundo Maior, Palestras e entrevistas em TVs e vídeos no YouTube e Facebook. Seus livros estão também na Amazon, inclusive, os em Inglês. E a tradução da Bíblia (Novo Testamento).  [email protected] Cássia e Cléia.

 

 

(Recebido em email de Jose Reis Chaves [[email protected]]

Copiado de

https://www.otempo.com.br/opiniao/jose-reis-chaves/2026/1/19/os-adjetivos-pseudocientifico-e-supostocientifico

 

 

O AMOR QUE ALIVIA A DOR

 

 


Sidney Fernandes

O sofrimento, muitas vezes, é a linguagem silenciosa da alma pedindo transformação e renovação. Arnaldo, um menino de apenas catorze anos, começou a sentir dores intensas na coluna. No início, pareciam simples incômodos que se resolveriam com repouso e analgésicos. Com o passar dos dias, porém, tornaram-se contínuas, profundas e difíceis de suportar. A preocupação tomou conta da família, que buscou ajuda na medicina tradicional e na espiritualidade.

Seus pais, ativos participantes de um centro espírita, encontraram na fé um esteio para enfrentar os dias difíceis. O diagnóstico foi devastador: um tumor maligno, agressivo, localizado na coluna. A rapidez com que a doença se espalhava exigia cuidados intensivos. Os medicamentos comuns já não faziam efeito, e um remédio específico, controlado e escasso, mostrava-se essencial para aliviar as dores de Arnaldo.

Diante das dificuldades para obter esse medicamento, formou-se uma corrente de solidariedade. Amigos do centro, voluntários e até desconhecidos uniram esforços. Farmácias, médicos e entidades sociais foram acionados. Ainda que não houvesse cura, cada dose conquistada representava um pouco mais de conforto, um alívio diante da imensidão da dor.

Nos últimos dias de vida, Arnaldo foi envolvido por amor. No hospital, familiares e amigos reuniram-se em torno de seu leito. Cantaram parabéns, levaram um bolo e lhe deram a camisa do time do coração. A alegria era contida, mas verdadeira. Foi sua última festa de aniversário — simples, singela e profundamente luminosa.

Na noite fria de julho em que faleceu, Arnaldo partiu em paz, com o coração aquecido pelo carinho recebido. Meses mais tarde, numa reunião mediúnica, seu espírito manifestou-se com serenidade e gratidão. Disse compreender aquela provação, aceitando-a como parte de sua jornada evolutiva. Agradeceu emocionado o amparo recebido, reconhecendo o quanto aquele amor suavizou sua caminhada.

A história de Arnaldo ensina que, embora a justiça divina preveja resgates e provações, a misericórdia está sempre presente. O amor que envolve a dor não a elimina, mas transforma a forma de vivê-la. As mãos que se estendem não mudam o destino, mas oferecem repouso à alma.

O sofrimento que não se dissolve pode ser envolvido por fé, ternura e presença. O amor não substitui a cura, mas muitas vezes é o próprio milagre que sustenta. Arnaldo partiu cedo, mas não partiu sozinho. Foi levado pelos braços invisíveis do amor. E todos que participaram de sua jornada, mesmo sem curá-lo, saíram fortalecidos no coração. Porque amar, mesmo sem curar, é sempre um milagre.

 

 

(Recebido em email de Sidney Fernandes [email protected])

 


 

Fredrich W.H. Myers

(06-02-1843 / 17-01-1901)

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2025/JANEIRO/17-01-2025_arquivos/image077.jpg

Frederic Myers.  (1843 - 1901)

Índice de fontes para ciência psíquica, Swarthmore, 1950.

Autor S. R. Morgan. Imagem copiada de

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Frederic_Myers_Photograph.png

Frederic William Henry Myers (6 de fevereiro de 1843 — 17 de janeiro de 1901) foi um intelectual, ensaísta, e poeta britânico, notabilizando-se como um dos pioneiros na pesquisa de fenômenos paranormais no final do século XIX e co-fundador da "Society for Psychical Research" (SPR).

Biografia

Filho de um reverendo anglicano, perdeu o pai na infância, ligando-se estreitamente à sua mãe. Cresceu em ambiente favorável aos estudos, vindo a obter formação intelectual no conhecido Trinity College de Cambridge. Destacou-se no estudo da cultura clássica greco-latina, tornando-se professor na área, mas posteriormente abandonou esta atividade para ser inspetor de ensino nomeado pela coroa britânica no distrito de Cambridge.

Desposou Eveleen Tennant, filha de uma rica família londrina. A esposa de Myers dedicou-se à fotografia amadora e acabou por produzir notáveis retratos de eminentes figuras da sociedade britânica da época. O casal Myers teve três filhos: Leopold, Harold e Sylvia. Leopold Myers tornou-se um novelista de considerável destaque.

Frederic Myers dedicou as últimas duas décadas de sua vida aos estudos dos fenômenos paranormais, com inúmeras viagens pela Europa e Estados Unidos pesquisando médiuns como Eusápia Paladino e Leonora Piper. Manteve estreita amizade com os filósofos William James e Henry Sidgwick.

Faleceu em 1901 em Roma, possivelmente de hipertensão maligna com falência renal. Seus amigos e companheiros da SPR editaram e publicaram postumamente, em 1903, a grande obra "Human Personality and It's Survival Of Bodily Death". Eveleen Myers editou e publicou uma coletânea dos poemas do falecido marido.

Em 2009 foi lançada a biografia "Immortal Longings: F.W.H. Myers and the Victorian Search for Life After Death" de Trevor Hamilton.

Carreira Literária

Em termos litarários, Myers se autodefinia como um poeta menor. De fato não se tratava de falsa modéstia, pois sua produção poética não chegou a ser considerada de primeiro escalão, embora alguns de seus poemas tenham se tornado muito populares na época, por exemplo Saint Paul e The Renewal of Youth (1882). Myers dedicou-se também à crítica literária, publicando por exemplo a obra Woodsworth (1881). Na condição de ensaísta, publicou a obra Essays, Classical and Modern (1883) em dois volumes. Os ensaios sobre Virgílio e sobre os Oráculos da Grécia Antiga são considerados expoentes do gênero.

Investigações Psíquicas

Em 1882 Frederic Myers, ao lado de Henry Sidgwick, Edmund Gourney e Frank Podmore, encabeçam a fundação da Sociedade de Pesquisas Psíquicas (Society for Psychical Research - SPR). O grupo de intelectuais britânicos almejava investigar os fenômenos espiritualistas tão em voga na época, de um ponto de vista racional e equânime, a partir de análises dos relatos e também da participação in loco de sessões onde ocorriam os alegados fenômenos paranormais. A SPR editou um jornal científico divulgando suas investigações, e continua ativa até o presente momento, permanecendo a sede em Londres. Myers foi o presidente da SPR em 1900. O filósofo e psicólogo norte-americano William James, amigo pessoal de Myers, participou da SPR e posteriormente fundou nos Estados Unidos a American Society For Psychical Research - ASPR.

Uma importante e extensa obra publicada pela SPR intitula-se Phantasms Of The Livings, de 1886, escrita por Edmund Gourney e Frederic Myers com extensa colaboração de Frank Podmore, na qual são analisados 702 casos em que abrangem, nas palavras de Myers, "todas as transmissões de pensamento e sentimento de uma pessoa para outra, por meios outros que as reconhecidas vias sensoriais". Myers cunhou o termo telepatia para designar tais transmissões.

Bibliografia

·                    GODOY, Paulo Alves; LUCENA, Antônio. Personagens do Espiritismo (2ª ed.). São Paulo: Edições FEESP, 1990.

(Copiado de https://pt.wikipedia.org/wiki/Frederic_Myers)

TrinityCollegeCamGreatCourt

Trinity College Cambridge

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:TrinityCollegeCamGreatCourt.jpg

Myers_com_Sylvia_e_Harold

Frederic Myers com seus  filhos  Sylvia e Harold

Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Frederic_Myers

https://www.noticiasespiritas.com.br/2025/JANEIRO/17-01-2025_arquivos/image080.jpg

Frederic William Henry Myers

Frederic William Henry Myers, por William Clarke Wontner, doado à National Portrait Gallery,

Londres, em 1938. Veja o site de origem para informações adicionais.  Data desconhecida, mas foi doado à National Portrait Gallery, Londres, em 1938 Médio óleo sobre tela Edite isso no Wikidata

Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Frederic_William_Henry_Myers_by_William_Clarke_Wontner.jpg

 File:Sir Arthur Conan Doyle and family.jpg

Sir Arthur Conan Doyle e a família em Nova Iorque, em 1922

Imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/Arthur_Conan_Doyle

Sem título

Imagem/fonte: http://www.barnesandnoble.com/w/human-personality-and-its-survival-of-bodily-death-frederic-william-henry-myers/1102000561

 

 

 

HOMENAGEM

 

 

FAMÍLIA

IVAN SANTOS ALBUQUERQUE, MEU TIO SANTO

 

Texto de

Dr. Ivan Alberto Albuquerque Doretto

 

Meu tio Ivan (Ivan Santos Albuquerque) era o irmão mais velho de minha mãe Laurita.

Nasceu em Brotas, SP, em 16.01.1918, filho de Romeu Vieira de Albuquerque e Laura Santos Albuquerque.

Crescendo num lar espírita, Ivan desde cedo mostrou-se um espírito afável, bondoso e solidário. Preocupado com os jovens, sempre que podia lhes levava sua mensagem esclarecedora.

Só estudou até o quarto ano ginasial. Mostrando desde cedo pendores para as artes manuais, construía brinquedos para os irmãos e amigos e confeccionava flores à base de farinha de trigo ou papel.

Quando o pai passou por grandes dificuldades materiais, Ivan tomou a iniciativa de renunciar aos estudos, a fim de que seu irmão Cyro pudesse prossegui-los. Começou, então, a trabalhar como enfermeiro no Hospital Esperança, em São Paulo, auferindo recursos para se manter e ainda ajudar o irmão.

Solteiro e avesso a festividades mundanas, Ivan continuava à noite no hospital, visitando os doentes, conversando com eles e os animando.

Foi amigo de Cairbar Schutel, expoente do Espiritismo na cidade de Matão, SP, assim como de Herculano Pires, outra figura renomada na literatura espírita.

Embora “desligado” em relação às coisas materiais, Ivan granjeava amigos com facilidade, adaptando-se às necessidades e possibilidades de cada um.

Adolescente, abraçou fervorosamente o Espiritismo. Insigne doutrinador, ainda muito jovem já era convidado para palestras, tendo viajado em pregação por muitas cidades do interior paulista.

Em 1942 sua família se mudou para Sorocaba. Nesse ano ocorreu um Congresso Eucarístico na Capital do Estado. Um Ivan entusiasta resolveu fazer propaganda do Espiritismo no local, distribuindo boletins e panfletos. Eram tempos de intolerância religiosa e ele acabou preso. Seu desaparecimento infligiu grande sofrimento aos familiares, que somente após dois dias conseguiram localizá-lo. Apurou-se que estava internado no Juqueri, hospital psiquiátrico estadual sediado em Franco da Rocha. Lá, enfraquecido e de cabeça raspada, Ivan não se dava por achado, pregando o Espiritismo para os enfermos... Com o auxílio de amigos, a família finalmente conseguiu resgatá-lo.

Esse episódio não o desalentou e ele prosseguiu na faina de divulgar o Evangelho e a mensagem kardecista da Boa Nova.

Dedicou-se aos hansenianos e quinzenalmente visitava os pacientes do Sanatório Pirapitingui, almoçava com os internados e limpava-lhes as feridas. Não se abalava nem com as advertências do próprio diretor do estabelecimento, que temia acabasse ele infectado pelo bacilo da lepra.

Jesus Gonçalves, um dos internados no sanatório, tinha-lhe grande admiração, assim como sua esposa, Dona Ninita.

Ivan, apesar de pessoa sóbria e de espírito nobre, cultivava seu lado brincalhão e costumava “pregar peças” em seus pais e irmãos.

Era caridoso ao extremo. Frequentava o Asilo dos Velhinhos e palestrava para eles. Para espalhar suas mensagens de esperança, não tinha dia nem hora. Costumava também visitar, com a mãe Laurinha, com quem tinha grande afinidade, a Cadeia Pública de Sorocaba, levando aos detentos sua mensagem consoladora.

Ivan costumava levar doentes para a casa dos pais, lá os abrigando até que se recuperassem. 

Quando houve uma epidemia de leishmaniose no Estado de São Paulo, Ivan ofereceu-se para banhar os doentes, alimentá-los e lhes fazer curativos, sempre disposto, sempre alegre.

Sua vida teve fatos curiosos. Certa feita, em Itaporanga, atravessou a nado um rio só para dar assistência a uma parturiente. Exímio nadador, havia se exercitado na infância nas águas do Rio Piracicaba, que banha a cidade do mesmo nome, local de residência de sua família por alguns anos. Na semana seguinte à proeza, foi acometido de gripe forte, com ameaça de pneumonia, numa época em que ainda não existia a penicilina. Conseguiu, no entanto, recuperar-se.

Ivan, por sua compleição física e temperamento amável, era sempre muito assediado pelas jovens, mas se esquivava de qualquer compromisso, pois tinha a premonição de que partiria cedo nesta encarnação. Costumava dizer que não chegaria aos 30 anos, para a compreensível aflição dos pais e irmãos.

Em sua peregrinação espírita, Ivan viajou em 1946 para Marília, onde proferiu palestra. Prosseguiu de trem rumo a Tupã, com o mesmo propósito. Nas proximidades de Pompeia, quis ver mais de perto um cafezal e dirigiu-se à porta do último vagão. O trem fez uma curva súbita e ele, desequilibrado, caiu desacordado sobre os trilhos. Outra composição veio em seguida e a roda passou-lhe por cima do peito. Estava cumprido, assim, seu vaticínio. Meu tio Cyro foi a pessoa que fez o reconhecimento do corpo e certo dia me relatou essa cena horrível.

Ivan, cerca de um mês depois do desenlace, começou a se comunicar, primeiro para a mãe por meio de psicografia e depois em vários centros espíritas. Um deles, na Vila Santana, em Sorocaba, leva seu nome. Ele tem ainda alguns livros psicografados, entre os quais “Luz nas Trevas”.

Eu não cheguei a conhecer esse tio com fama de santo na família, mas meu prenome foi-me dado em sua homenagem.

Ivan Santos Albuquerque foi um verdadeiro apóstolo do Cristo, incansável na tarefa de semear o bem sem olhar a quem. Deve estar, do elevado plano espiritual a que certamente foi alçado, sempre atento às necessidades dos encarnados neste planeta de expiação.

 

(Texto recebido em email de Lilia Grosso [[email protected]])

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/16-01-2023_arquivos/image053.jpg

Ivan Santos de Albuquerque (Brotas, SP,  16-01-1918 / Pompéia,  SP,  05-04-1946)

Foto recebida de Dr. Ivan Alberto Albuquerque Doretto.

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/ABRIL/16-04-2021_arquivos/image044.jpg

Paisagem nas proximidades de  Brotas, SP. Foto: Ismael Gobbo.

Ivan Santos de Albuquerque nasceu em fazenda na região de Brotas, SP. Leia a biografia nesta postagem.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/16-01-2023_arquivos/image055.jpg

Foto rara de Brotas, entre 1930 e 1941, período em que por ali ainda passavam os trilhos em bitola métrica. Foto cedida por Nilson Rodrigues. Foto copiada de http://www.estacoesferroviarias.com.br/b/brotas.html

 

Ivan  Santos de  Albuquerque  (16-01-1918/ 05-04-1946)

nasceu em  Brotas, SP.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/16-01-2023_arquivos/image056.jpg

Colégio Piracicabano a primeira escola metodista do Brasil e precursor da Universidade Metodista de Piracicaba

]1928. Imagem copiada de https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%A9gio_Piracicabano

LEIA NO LINK

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/16-01-2023_arquivos/image057.jpg

Sanatório Esperança S/A Inaugurado em 1938, este hospital é um das mais belas construções hospitalares da cidade de São Paulo. Localizado na rua dos Ingleses, na Bela Vista, atualmente atende com o nome de Hospital Menino Jesus. Foto: Acervo do jornal Correio Paulistano

Imagem copiada de https://br.pinterest.com/pin/209910032616101724/ 

 

Como consta no texto acima reproduzido o jovem Ivan Santos de Albuquerque

trabalhou no Sanatório Esperança na Rua dos Ingleses, em São Paulo.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/16-01-2023_arquivos/image058.jpg

O Asilo Dr. Jaime de Oliveira, criado pela Associação das Senhoras Cristãs, entidade fundada

por Dona Benedita Fernandes em 6 de março de 1932. Foto do acervo do Hospital Benedita Fernandes

 

 Ivan  Santos  de  Albuquerque  nos  poucos  anos que residiu em

Araçatuba (1938- 1942)  realizou  muitos  trabalhos  e teve estreita

ligação com dona Benedita Fernandes da Associação das Senhoras

Cristãs e  com   Gedeão Fernandes de Mirada  da União Espírita

Paz e Caridade.

 

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Dona Benedita Fernandes, na extrema direita, com assistidos na  Casa da Criança, pertencente à  entidade Associação das Senhoras Cristãs por ela fundada em 6 de março de 1932.  Foto do acervo do Hospital Benedita Fernandes

 

Ivan  Santos  de  Albuquerque  nos  poucos  anos que residiu em

Araçatuba (1938- 1942)  realizou  muitos  trabalhos  e teve estreita

ligação com dona Benedita Fernandes da Associação das Senhoras

Cristãs e  com   Gedeão Fernandes de Mirada  da União Espírita

Paz e Caridade.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/ABRIL/01-04-2021_arquivos/image053.jpg

 

Evento no Abrigo Ismael no ano de 1943. Paritipação de presidentes, crianças da evangelização e da escola

pública municipal que ali funcionava. Foto copiada do livro Obra de Vultos, volume 1.

 

Ivan  Santos  de  Albuquerque  nos  poucos  anos que residiu em

Araçatuba (1938- 1942)  realizou  muitos  trabalhos  e teve estreita

ligação com dona Benedita Fernandes da Associação das Senhoras

Cristãs e  com   Gedeão Fernandes de Mirada  da União Espírita

Paz e Caridade e de seu departamento  Abrigo Ismael.

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Aguardando o trem em  Sorocabas, SP. (Comendador Gualberto Tenor- sem data)

Copiade de : http://www.estacoesferroviarias.com.br/s/sorocaba.htm

 

Ivan  Santos de  Albuquerque  (16-01-1918/ 05-04-1946) cuja  biografia se encontra nesta

 postagem  nasceu  em  Brotas, SP.  Viveu  e   desenvolveu  muitos trabalhos  na  cidade de

Sorocaba, SP. e  noutras  cidades  do  Estado  de   São Paulo.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/ABRIL/16-04-2021_arquivos/image047.jpg

Flagrante da inauguração do C.E. Santo Agostinho. Jésus Gonçalves é o quarto da direita

para a esquerda. Seu filho Jaime está logo à sua direita (16/12/1945)

Do livro: A Extraordinária Vida de Jésus Gonçalves. Eduardo Carvalho Monteiro. USE/Madras

 

Ivan Santos de Albuquerque teve um trabalho intenso ao lado

de Jésus Gonçalves que se encontrava internado com a doença

hanseníase na Colônia de Pirapitingui (Itú, SP)  onde fundou a

Sociedade Espírita “Santo Agostinho”.

 

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Jésus Gonçalves sentado

Dona Ninita, companheira de Jésus Gonçalves, Álvaro Ribeiro Branco,

Zaíra Junqueira Pitt e Julinha Thekla Kohleisen.

Foto do acervo do Grupo Socorrista Zaira Pitt, São Paulo, Brasil.

 

 

Ivan Santos de Albuquerque teve um trabalho intenso ao lado

de Jésus Gonçalves que se encontrava internado com a doença

hanseníase na Colônia de Pirapitingui (Itú, SP)  onde fundou  a

Sociedade Espírita “Santo Agostinho”.  Ivan  fazia as  visitas e

lá também estavam  os componentes  da foto  acima e espírita

de vulto como José Herculano Pires. Ivan  desencarnou  no dia

05 de abril de 1943 e  no  dia 03 de  dezembro de 1951 enviou

uma mensagem para a amiga Julinha (vide no livro “Flores  de

Outono”) pela psicografia de Chico Xavier.

 

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Pátio da estação ferroviária de Marília, SP. (sem data). Acervo de Klaus Jurgen Marienholz.

Foto copiada de http://www.estacoesferroviarias.com.br/m/marilia.htm

 

Na biografia de Ivan Santos de Albuquerque acima publicada, numa sexta-feira, dia

05 de abril de 1946, depois de ter proferido palestra em um Congresso na cidade

de Marília, tomou trem com destino a cidade de Tupã aceitando convite de amigo

que lhe pediu proferir a mesma palestra naquela cidade. Na estação de Marília  se

despediu do  célebre  José Herculano Pires, que  morava  em Marília.   Durante a

viagem admirou os cafezais e disse ao companheiro que o convidara que gostaria

de ver mais de perto a paisagem. Se locomoveu à porta do último vagão para  a

contemplação do cafezal. Neste momento o trem sofreu um chacoalho e Ivan foi

arremessado sobre a linha. Consta que quando o trem chegou em Pompéia uma

outra composição partiu de imediato com destino a  São Paulo e passou sobre   o

corpo de Ivan. Espíritas compareceram em Pompéia e homenagearam Ivan   que

se encontra sepultado no Cemitério Municipal de Pompéia.

 

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2019/JUNHO/25-06-2019_arquivos/image016.jpg

Cafezal. Foto Ismael Gobbo.

 

Na biografia de Ivan Santos de Albuquerque acima copiada, numa sexta-feira, dia

05 de abril de 1946, depois de ter proferido palestra em um Congresso na cidade

de Marília, tomou trem com destino a cidade de Tupã aceitando convite de amigo

que lhe pediu proferir a mesma palestra naquela cidade. Na estação de Marília  se

despediu do célebre José Herculano Pires, que morava naquela cidade. Durante a

viagem admirou os cafezais e disse ao companheiro que o convidara que gostaria

de ver mais de perto a paisagem. Se locomoveu à porta do último vagão para  a

contemplação do cafezal. Neste momento o trem sofreu um chacoalho e Ivan foi

arremessado sobre a linha. Consta que quando o trem chegou em Pompéia uma

outra composição partiu de imediato com destino a  São Paulo e passou sobre   o

corpo de Ivan. Espíritas compareceram em Pompéia e homenagearam Ivan   que

se encontra sepultado no Cemitério Municipal de Pompéia.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2021/ABRIL/16-04-2021_arquivos/image049.jpg

A inauguração da Estação de Pompéia em 1935

Imagem/fonte: http://www.estacoesferroviarias.com.br/p/pompeia.htm

 

Na biografia de Ivan Santos de Albuquerque acima copiada, numa sexta-feira, dia

05 de abril de 1946, depois de ter proferido palestra em um Congresso na cidade

de Marília, tomou trem com destino a cidade de Tupã aceitando convite de amigo

que lhe pediu proferir a mesma palestra naquela cidade. Na estação de Marília  se

despediu do célebre José Herculano Pires, que morava naquela cidade. Durante a

viagem admirou os cafezais e disse ao companheiro que o convidara que gostaria

de ver mais de perto a paisagem. Se locomoveu à porta do último vagão para  a

contemplação do cafezal. Neste momento o trem sofreu um chacoalho e Ivan foi

arremessado sobre a linha. Consta que quando o trem chegou em Pompéia uma

outra composição partiu de imediato com destino a  São Paulo e passou sobre   o

corpo de Ivan. Espíritas compareceram em Pompéia e homenagearam Ivan   que

se encontra sepultado no Cemitério Municipal de Pompéia.

Na Certidão de Óbito consta que faleceu no dia 5 de abril de 1946 às 17:00 (dezes-

sete horas) no “leito da estrada de ferro Paulista, em Pompéia, SP” e como causa

da morte “traumatismo- esmagamento por roda de locomotiva”. O Sepultamento

foi no cemitério de Pompéia.

 

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Túmulo de Ivan Santos de Albuquerque no Cemitério Municipal de Pompéia, SP

Imagem fornecida pela Prefeitura Municipal de Pompéia, SP.

Recebida em email de [email protected]

 

 

Na Certidão de Óbito consta que faleceu no dia 5 de abril de 1946 às 17:00 (dezes-

sete horas) no “leito da estrada de ferro Paulista, em Pompéia, SP” e como causa

da morte “traumatismo- esmagamento por roda de locomotiva”. O Sepultamento

foi no cemitério de Pompéia.

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/16-01-2023_arquivos/image068.jpg

Placa no túmulo de Ivan Santos de Albuquerque no Cemitério Municipal de Pompéia, SP

Imagem fornecida pela Prefeitura Municipal de Pompéia, SP.

Recebida em email de [email protected]

 

 

Na Certidão de Óbito consta que faleceu no dia 5 de abril de 1946 às 17:00 (dezes-

sete horas) no “leito da estrada de ferro Paulista, em Pompéia, SP” e como causa

da morte “traumatismo- esmagamento por roda de locomotiva”. O Sepultamento

foi no cemitério de Pompéia.

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/16-01-2023_arquivos/image069.jpg

Placa no túmulo de Ivan Santos de Albuquerque no Cemitério Municipal de Pompéia, SP

Imagem fornecida pela Prefeitura Municipal de Pompéia, SP.

Recebida em email de [email protected]

 

 

Na Certidão de Óbito consta que faleceu no dia 5 de abril de 1946 às 17:00 (dezes-

sete horas) no “leito da estrada de ferro Paulista, em Pompéia, SP” e como causa

da morte “traumatismo- esmagamento por roda de locomotiva”. O Sepultamento

foi no cemitério de Pompéia.

 

HOMENAGEM DE JOSÉ HERCULANO PIRES AO AMIGO QUERIDO

IVAN SANTOS DE ALBUQUERQUE

PUBLICADO NO JORNAL “O CLARIM” DE MATÃO, SP,

EM 08-05-1948 (VEJA ABAIXO)

“BILHETE AO IVAN”

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/16-01-2023_arquivos/image070.jpg

 

(Recebido em email de O Clarim, Matão, SP  Cássio - Casa Editora O Clarim [[email protected]] )

 

HOMENAGEM DE JOSÉ HERCULANO PIRES AO AMIGO QUERIDO

IVAN SANTOS DE ALBUQUERQUE

PUBLICADO NO JORNAL “O CLARIM” DE MATÃO, SP,

EM 08-05-1948

“BILHETE AO IVAN”https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/16-01-2023_arquivos/image071.jpg

 

Recebido em email de O Clarim, Matão, SP  Cássio - Casa Editora O Clarim [[email protected]] )

 

TRANSCRIÇÃO DA HOMENAGEM DE JOSÉ HERCULANO PIRES AO AMIGO QUERIDO  IVAN SANTOS DE ALBUQUERQUE

PUBLICADO NO JORNAL “O CLARIM” DE MATÃO, SP,

EM 08-05-1948 (VEJA ACIMA)

 

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2023/JANEIRO/16-01-2023_arquivos/image072.jpg

José Herculano Pires

Imagem/fonte:

https://www.feesp.com.br/jose-herculano-pires/

 

 

 

“BILHETE AO IVAN”

Ivan amigo

 

   Há dois anos que retornaste ao mundo espiritual, e é como se não tivesse partido. Lembro-me ainda das horas emotivas e felizes de nosso congresso, em Marília. Da tua participação entusiástica, dos teus incessantes discursos, que faziam a Mãe Dita, de Araçatuba,  - já agora também ao teu lado,  - rir-se contente, satisfeita de tanto ardor ao serviço da causa. Lembro-me também da tua partida para Tupã, e do momento em que, à mesa, na minha casa, terminado o almoço de que participaram tantos confrades, quiseste falar e só conseguiste chorar. Ficamos todos perturbados, certos de que alguma coisa de grave se passava contigo. No trajeto de casa à estação conversamos muito, eu e o Urbano, sobre a necessidade de que repousasses  bastante em Tupã, participando das alegrias reconfortantes do trabalho espiritual que ali se desenvolvia. E lembro-me ainda do trem partindo, naquele fim de tarde na estação de Marília, e de duas mãos que nos acenavam juntas, da mesma porta do vagão. Uma, a mão amiga do Urbano, que nos dizia um “até logo” material. Outra, a tua mão saudosa, que nos dava o “até logo” espiritual.

  Dois anos lá se foram. Dois anos de lutas, de vicissitudes, de batalhas incessantes na terra e no espaço. E quantas vezes sentimos, nesse periodo, a tua presença invisível a nos alentar, nas horas mais difíceis. Divino milagre da vida, que não conhece as barreiras da morte!  Quando, à beira do túmulo em que ficaram os teus despojos, tive de interpretar a emoção dos teus companheiros, que ali se encontravam de coração premido e de pensamento voltado para os teus pais, lembro-me que o Urbano viu um grande foco de luz no interior da tumba. Essa luz, como  a do Cristo, saiu dali para sempre. Ergueu-se muito acima da lage fria do túmulo, brilhou gloriosamente na alvorada da ressurreição, e voltou para junto de todos nós de maneira diferente, muito mais efetiva e radiosa do que na densa clausura do corpo carnal.

  Hoje, amigo Ivan, estás muito mais perto de nós. Todos nós, os teus amigos e companheiros de cruzada evangélica, sentimos os teus passos, prosseguindo a caminhada, ombro a ombro conosco, nesta hora, mundial de conturbação dos espíritos. Em Bebedouro, onde te conheci, em Marília, Bauru, Garça, Pompéia, Tupã, Sorocaba, São Manuel, no recanto de dor de Pirapitinguí, onde Jesus Gonçalves te acompanha as providências fraternas, em Matão e em todas as cidades e lugares por onde passaste, na tua última encarnação, todos continuam ouvindo os teus passos, amigos, sentindo a tua presença carinhosa. Tua mãe, de que tanto nos falavas, em cujas convicções tanto confiavas, tomou o teu lugar no plano material. E como Saulo, depois da morte de Abigail, ela refloriu espiritualmente, fazendo brotar, do coração regado pelas lágrimas da saudade, os clarões impereciveis, na visão divina da estrada de Damasco.

  Perdoa, Ivan amigo, se não consegui escrever-te apenas um bilhete, como desejava. Recomenda-nos ao Mestre, da os nossos abraços de saudade a Jesus Gonçalves, à Mãe Dita, ao velho Pai Jacob, ao nosso querido Schutel. E continua a alentar-nos, para que não fraquejemos um só momento, ao longo da caminhada onde tanto temos de fazer, neste mundo de egoismos, de incompreeensões e de ignorância, em que o Mestre não quis que continuasses a sofrer.

  Abraça-te o irmão terreno:

                                            Herculano

  S. Paulo, 5 de abril de 1.948

 

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Recebido do Instituto Maria Claro. Sorocaba, SP

LEIA SOBRE A HISTÓRIA DO INSTITUTO MARIA CLARO

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Recebido do Instituto Maria Claro. Sorocaba, SP

LEIA SOBRE A HISTÓRIA DO INSTITUTO MARIA CLARO

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Atividades desenvolvidas com nossas crianças assistidas

Instituto Maria Claro.  Lar Ivan Santos de Albuquerque. Sorocaba, SP

LEIA SOBRE A HISTÓRIA DO INSTITUTO MARIA CLARO

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Instituto Maria Claro. Sorocaba, SP

Atividade externa. Ao fundo pode se ver a Casa Espírita mantida no Instituto.

Reunião presencial às quintas feiras às 19 horas. 

LEIA SOBRE A HISTÓRIA DO INSTITUTO MARIA CLARO

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Instuto Maria Claro. Nesta foto aparece a casa de orações Ivan Santos de Albuquerque. Sorocaba,SP. 

LEIA SOBRE A HISTÓRIA DO INSTITUTO MARIA CLARO

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Algumas obras ditadas pelo espírito Ivan de Albuquerque ao médium Raul Teixeira

 

 

Luiz Olímpio Guillon Ribeiro

(17-01-1875 / 26-10-1943)

 

Guillon Ribeiro

Guilon Ribeiro

 

 

Guillon Ribeiro (Luiz Olímpio Guillon Ribeiro, 17 de Janeiro de 1.875 - 26 de Outubro de 1.943) foi um engenheiro civil, jornalista, poliglota, vernaculista e espírita brasileiro.

 

Após o falecimento da mãe tomou contato com a Doutrina Espírita, da qual se tornou adepto em 1.911. Destacou-se como orador e como responsável pela tradução de quase todas as obras de Allan Kardec e ainda pela de Jean-Baptiste Roustaing.

 

Exerceu o cargo de presidente da Federação Espírita Brasileira de 1.920 a 1.921 e novamente a partir de 1.930 até falecer, em 0utubro de 1.943.

 

Nasceu de pais pobres no estado do Maranhão. Desde os verdes anos começou a conhecer as asperezas da existência, e tanto, que foi internado gratuitamente no Seminário de São Luís do Maranhão, onde cursou as primeiras letras.

 

Aos 7 anos ficou órfão de pai. Aumentaram as dificuldades na família, com a perda irreparável do chefe da família, e a sua querida genitora transferiu-se para o Rio de Janeiro.

 

Porque minguassem os meios de subsistência, teve ela ainda que procurar colocar o filho, gratuitamente, em uma escola, e assim conseguiu que ele ingressasse como aluno gratuito da antiga Escola Militar, na Praia Vermelha.

 

Ótimo estudante, bom discípulo, acatado pelos mestres, querido dos camaradas, parece que o seu gênio, entretanto, não era de feitio militar e desse modo, não levou mais de três anos na carreira das armas.

 

Pediu e obteve baixa. Aproveitou, então, os conhecimentos do curso que houvera seguido, e já com sólida base matriculou-se diretamente no 2º ano da Escola Politécnica do Rio de Janeiro.

 

Para poder custear os seus estudos e prover a manutenção da sua extremosa mãe, desde cedo já se entregava a árduos labores, entre outros, trabalhava à noite como redator do Jornal do Comércio, escrevia para os mais importantes jornais da época e estudava até alta madrugada. Quase que esgotava no estudo e no trabalho as 24 horas do dia.

 

Formou-se em engenharia civil. Mas a necessidade premente de angariar o sustento levou-o a aceitar o cargo de 2º oficial da Secretaria do Senado Federal, para daí transferir-se a outro mais condizente com a sua profissão.

 

Na Câmara Alta da República logo se tornou admirado e querido por quantos lidavam com ele, de sorte que o retiveram até que se aposentou no mais alto cargo da carreira. A sua ascensão foi rápida.

 

Talvez não fosse esse o seu maior desejo, mas o seu intenso amor ao trabalho em qualquer dos ramos de sua proveitosa atividade, o seu trato amável e bom, a retidão do seu proceder, a integridade do seu caráter, a sua grande competência, a habilidade e inteligência com que se desincumbia de qualquer ofício, por árduo e difícil que fosse, o escrúpulo com que estudava todas as questões, o alto critério que sempre mostrava, levaram-no a galgar rapidamente todos os postos, até que foi nomeado Diretor Geral da Secretaria do Senado, cargo em que se aposentou em 1.921, deixando em todos a quem prestou os mais relevantes serviços, sentimentos de gratidão e de saudade.

 

Desde cedo, dizia ele, sentira inclinação pelo Espiritismo; é que, no seu subconsciente, já estava traçado o plano da missão de que fora incumbido. Só mais tarde, porém, se aproximou de amigos espíritas, começou a ler e a meditar sobre assuntos espíritas, abraçando definitivamente a doutrina em 1.911.

 

Durante muito tempo, levou palavras de consolo e de fé aos detentos, na Casa de Correção, e muitos dos presidiários que de lá saíram, cumprida a pena, tornaram-se seus amigos.

 

Durante vinte e seis anos consecutivos foi Diretor da Federação Espírita Brasileira, tendo exercido quase todos os cargos.

 

Em 1.937, o então presidente da FEB, Dr. Guillon Ribeiro, demonstrou a necessidade inadiável da instalação de oficinas tipográficas próprias. A ideia, a princípio combatida, foi evoluindo com o tempo e firmou-se em fins de 1.938.

 

Finalmente, em 4 de Novembro de 1.939, a pequena oficina gráfica da FEB começava a funcionar, justamente na sala hoje ocupada pela Biblioteca.

 

Guillon Ribeiro foi tradutor impecável de várias obras estrangeiras das línguas francesa, inglesa e italiana. Conhecedor profundo de vários idiomas e cultor, entre os melhores, do Português correto e castiço, deixou inúmeros livros e artigos traduzidos.

 

Homem de depuradas virtudes, de grande saber em quaisquer ramos da cultura, profundamente evangélico, vibrante tribuno de voz firme e serena, tornou-se respeitado e querido em todo o Brasil espírita.

 

Foi o mais sincero dos crentes, o mais convicto dos missionários. No seu sublime apostolado, não conhecia o desânimo, a fraqueza, o desalento. As tempestades passavam pela sua fronte trazendo-lhe grandes mágoas, porém não o abatiam nunca.

 

Não sabia dizer não e, por isso mesmo, teve grandes sangrias nos seus recursos materiais e esgotou-se espiritualmente, porque era um trabalhador incansável do espírito, que a tudo provia, tudo previa, e tombou por assim dizer, nos trabalhos da seara.

 

Alma sensível a todas as dores alheias, coração que se compadecia de todos os sofredores, ele deixou um sulco profundo de saudade em toda a família espírita e de quantos dele se acercaram.

 

Em 26 de Outubro de 1.943 fechava os olhos ao mundo a figura veneranda do Dr. Luís Olímpio Guillon Ribeiro.

 

Fonte (com adaptações):

Federação Espírita Brasileira (FEB) - Biografias - Luiz Olímpio Guillon Ribeiro

http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Luiz-Olimpio-Guillon-Ribeiro.pdf

 

Assista ao vídeo:

 

Momento FEB - 140 Anos de Guillon Ribeiro

https://www.youtube.com/watch?v=ojLP8XpCfLs - (00:04:59)

 

Livros em formato PDF para free download:

 

O Livro dos Espíritos - Autor Allan Kardec - Tradução Guillon Ribeiro

http://bvespirita.com/O%20Livro%20dos%20Espiritos%20(Allan%20Kardec).pdf

 

O Livro dos Médiuns - Autor Allan Kardec - Tradução Guillon Ribeiro

http://bvespirita.com/O%20Livro%20dos%20Mediuns%20(Allan%20Kardec).pdf

 

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Autor Allan Kardec - Tradução Guillon Ribeiro

http://bvespirita.com/O%20Evangelho%20Segundo%20o%20Espiritismo%20(Allan%    20Kardec).pdf

 

A Gênese - Autor Allan Kardec - Tradução Guillon Ribeiro

http://bvespirita.com/A%20Genese%20(Allan%20Kardec).pdf

 

O Céu e o Inferno - Autor Allan Kardec - Tradução Guillon Ribeiro

http://bvespirita.com/O%20Ceu%20e%20o%20Inferno%20(Allan%20Kardec).pdf

 

 

(Recebido em email de Dercio Conceicao [[email protected]])

GRD_85_livro_dos_espiritos_feb

 

 

Ruy Barbosa elogiou  Guillon Ribeiro no Senado Federal  por ocasião do trabalho de revisão do Projeto do Código Civil nos seguintes termos:

Devo, entretanto, Sr. Presidente, desempenhar-me de um dever de consciência — registrar e agradecer da tribuna do Senado a colaboração preciosa do Sr. Dr. Guillon Ribeiro, que me acompanhou nesse trabalho com a maior inteligência, não limitando os seus serviços à parte material do comum dos revisores, mas, muitas vezes, suprindo até a desatenções e ne- gligências minhas. (Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB)

 

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Busto do grande jurista  Rui Barbosa

Praça Rui Barbosa. São José do Rio Preto, SP. Foto Ismael Gobbo

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Sede histórica da FEB. Rio de Janeiro. Foto Ismael Gobbo

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Av. Passos vista da janela da sede histórica da FEB. Rio de Janeiro, RJ. Ao fundo a Praça Tiradentes. Foto Ismael Gobbo

 
 

Rolando Perri Cefaly – o “Rolandinho”

(18-01-1930 / 06-04-1997)

 

https://www.noticiasespiritas.com.br/2022/JANEIRO/19-01-2022_arquivos/image002.jpg

Rolando Perri Cefaly “Rolandinho”

 

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

 

Nasceu em São Carlos aos 18/01/1930. Com a desencarnação de sua genitora foi levado para Araçatuba, onde viveu nas residências dos tios maternos Gertrudes e Albino Marinelli, da avó Rosana e finalmente dos tios Ditinha e Rolando Perri. Manteve-se solteiro; formou-se professor primário (curso normal) e contabilista. Em Araçatuba dedicou-se ao esporte principalmente basquetebol e também voleibol, participando de vários Jogos Abertos do Interior. Residiu um período em São Paulo, acompanhando o tio Rolando, no IAPC e na gerência de um hotel no bairro de Santa Cecília. Retornou a Araçatuba, no 2o semestre de 1957 trabalhando como propagandista (viajante) do Laboratório Parke Davis, em toda a região Noroeste do Estado. Aposentou-se dessa empresa por motivo de saúde.

Tornou-se espírita levado pela sua irmã Bebé. Foi um processo de intensa e radical transformação que passou dos tempos de juventude até bem descolada, com amigos ricos, esportista de sucesso, glamour e namoradas, para a posição solitária com adoção de uma postura simples e de rigidez moral. E temos lembranças destes momentos diversos. Na fase de busca pelo Espiritismo, com sua irmã, veio a conhecer inicialmente em São Paulo, um grupo muito sério de umbanda, e depois em Araçatuba, as médiuns Irma Ragazzi Martins e Emília Santos. Esta foi um ponto de apoio marcante e no ano de 1958 levou os dois irmãos e nós também para a frequência ao Centro Espírita Amor e Caridade, em Birigui, dirigido pelo casal Linda e João Dias de Almeida.

Para ter mais liberdade Rolandinho foi residir num hotel no centro de Araçatuba e quando retornava de suas viagens profissionais pela região, estava sempre na residência da irmã Bebé para refeições e muitos diálogos, onde os temas espíritas e o apoio familiar mútuo eram a tônica. Recordo-me da festinha surpresa que nossa genitora preparou em nosso lar para comemorar o 30o aniversário de Rolandinho.

Em 30/12/1959, participou da fundação do Grupo de Estudos Evangélicos João Luiz dos Santos, na residência de Emília Santos. Assumiu a direção do Grupo, sendo Emília a médium, e contando com presença e apoio continuado da irmã Bebé e amigos de Emília Santos.

Esse Grupo foi a base inicial e com a autoridade moral de sua modificação conseguiu apoio e depois muita admiração para  a fundação da Instituição Nosso Lar, em Araçatuba, em 1960, contando com apoio de Bebé e alguns parentes e amigos. E surgiram os desdobramentos da Instituição pioneira: Casa Transitória (1962), Casa da Sopa Emília Santos (1966), Creche e Lar João Luiz dos Santos (1972) e Centro Espírita Luz e Fraternidade (1972). O Grupo de Estudos foi mantido na residência de Rolandinho até o momento em que foi fundado o Centro Espírita Luz e Fraternidade em novembro de 1972.

 Foi homenageado pela Câmara de Vereadores, recebendo o título de “Cidadão Araçatubense” no ano de 1984. Em 1985, quando a Instituição Nosso Lar completava 35 anos, Rolandinho foi homenageado pela família Perri com a presença de dezenas de parentes de várias cidades. Nos últimos anos de sua existência, já enfermo, foi residir no lar da irmã Bebé.

Publicou livros com relatos de casos que vivenciou e mediúnicos: Lições da vida (1990), Convites para meditação (1995) e Contos reais (1997), todos editados pela Instituição Nosso Lar. Manteve-se como presidente, mesmo na fase de enfermidade e até sua desencarnação em abril de 1997, em Araçatuba.

Seu nome designa a Livraria Espírita e um Conjunto Habitacional na cidade de Araçatuba.

Como conhecemos a fase de tio Rolandinho antes de ser espírita, somos testemunha de sua radical transformação de estilo e de objetivos de vida. Ele foi uma figura muito presente durante nossa infância e juventude.

(*) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Pelos caminhos da vida. Memórias e reflexões. Cap. 1.10. Araçatuba: Cocriação. 2021.

 

 

 

(Recebido em email de Cesar Perri)

 

Estação_Paulista

Estação da Cia. Paulista em São Carlos no ano de 1918.

Imagem copiada de https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Esta%C3%A7%C3%A3o_Paulista.jpg

 

 

Na cidade de São Carlos nasceu Rolando Perri Cefaly “Rolandinho”  aos 18 de janeiro de 1930.

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Rolando Perri Cefaly “Rolandinho”

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Irmãos Perri-Cefaly: Walter, Bebé, Lourival e Rolandinho na Instituição Nosso Lar.

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Instituição Nosso Lar. Araçatuba. Foto do acervo da Instituição Nosso Lar.

 Rolando Perri Cefaly foi fundador da Instituição Nosso Lar.

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Homenagem da família para Rolandinho. 35 anos da Instituição Nosso Lar.

 Uma imagem contendo interior, foto, mesa, parede

Descrição gerada automaticamente

Refeição na Casa da Sopa Emilia Santos, departamento da Instituição Nosso Lar. Araçatuba, SP.

As pessoas sendo servidas  após o Evangelho e prece inicial.

Ao fundo de pé: Auzilia, Ismael, Sonia, Pedro, Neusa e Rolandinho.

Auzilia foi a primeira zeladora da Casa da Sopa Emilia Santos  inaugurada em 01/01/1966.

Foto da Instituição Nosso Lar

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Prece de abertura na reunião dominical da Instituição Nosso Lar pelo Sr. Rolando Perri Cefaly (1930- 1997)

Foto do acervo da Instituição Nosso Lar.

 

 

Ismael Gomes Braga

(14-07-1891 / 18-01-1969)

 

 

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Ismael Gomes Braga

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ismael_Gomes_Braga

 

 

Ismael Gomes Braga (Ubá14 de julho de 1891 – Rio de Janeiro18 de janeiro de 1969) foi um dicionaristaesperantista e espírita brasileiro.

 

Biografia:

 

Nasceu na Fazenda Braguinha, em Córrego Alegre, na zona rural de Ubá, filho de José Ferreira Braga e Arminda Gomes Braga. Primogénito numa família de agricultores, frequentou somente o primeiro ano do ensino primário, tendo deixado de frequentar a escola porque necessitava trabalhar na lavoura para auxiliar a família. Posteriormente, ainda jovem, passou a trabalhar como ajudante no comércio de Ubá.

Autodidata, mostrou rara inteligência e notável memória, apaixonando-se pela literatura. O seu interesse estendeu-se ao estudo de idiomas, inicialmente a língua francesa, que dominou, abrindo espaço para o estudo do latim, da língua italiana, da língua inglesa, da língua espanhola e do hebraico, adquirindo ainda conhecimentos de língua áraberussoholandês e grego.

Graças aos conhecimentos adquiridos na língua inglesa, aprendeu Contabilidade Comercial, tendo feito posteriormente um curso superior de Inglês e de Taquigrafia.

Aos 16 anos, ainda em Ubá, incentivado pelo Maestro João Ernesto, iniciou os estudos do Esperanto, vindo a aprimorá-los posteriormente em curso ministrado pelo Dr. Alberto Couto Fernandes. Em 1910 tornou-se membro da Liga Esperantista Brasileira (atual Liga Brasileira de Esperanto), com o nº 13. Durante a sua vida tornou-se um mestre nesse idioma, e um de seus maiores divulgadores no país.

Em 1912, quando trabalhava na cidade de Teixeiras, em Minas Gerais assistiu a uma sessão com as chamadas "mesas falantes". Buscando colocar à prova o que realmente havia por trás do fenómeno, perguntou-lhe, em Esperanto, quantos irmãos tinha ("Kiom da fratoj mi havas?"). Ouviram-se de imediato cinco pancadas, o que evidenciava que a inteligência oculta conhecia o novo idioma. Entretanto, Ismael pensara no número oito, uma vez que tinha cinco irmãos e três irmãs. Insatisfeito, refez a pergunta, tendo se ouvido o mesmo número de pancadas. Ismael preparava-se para abandonar o que parecia ser uma brincadeira de mau gosto, quando se lembrou do prefixo "ge", que em Esperanto exprime a união de seres dos dois sexos. Refez então a pergunta, agora com a especificidade correta do idioma: "Kiom da gefratoj mi havas?" ("Quantos irmãos e irmãs eu tenho?"), ao que se ouviram então as oito pancadas.[1] A partir de então, ainda com o auxílio do Maestro, iniciou-se na doutrina espírita, campo em que também se destacou como difusor.

Ainda em Minas trabalhou em Ponte Nova, vindo a transferir-se para o Rio de Janeiro, onde intensificou a sua atuação junto à Liga Brasileira de Esperanto e à Federação Espírita Brasileira.

Na FEB, concebeu e deu início ao "Serviço de Propaganda do Esperanto" (1 de março de 1937, atual "Departamento de Esperanto"), atividade que dirigiu até à data de sua morte.

Na passagem da década de 1930 para a de 1940, iniciou a divulgação do esperantismo pelo rádio, tendo João Pinto de Souza lhe aberto um espaço no programa "Hora Espiritualista", na então "Rádio Transmissora do Rio de Janeiro" (atual Rádio Globo).

Nessa época, o médium Francisco Cândido Xavier recebeu mensagem dirigida ao divulgador pelo espírito Emmanuel, conclamando os espíritas a trabalhar em prol do Esperanto:

"Sim, o Esperanto é lição de fraternidade. Aprendamo-lo para sondar, na Terra, o pensamento daqueles que sofrem e trabalham noutros campos. Com muita propriedade digo 'aprendamo-la', porque somos também companheiros vossos que, havendo conquistado a expressão universal do pensamento, vos desejamos o mesmo bem espiritual, de modo a organizarmos, na Terra, os melhores movimentos de unificação."[2]

As suas atividades ligadas à propagação do Esperanto transformaram-no numa referência internacional, tendo colaborado em diversos jornais e revistas como a Brazila Esperantisto e a Reformador.

Desposou a professora Maria Rola Braga, com quem teve como único filho, Lauro-Zamenhof Rola Braga (1923-1981), que foi professor em Ubá.

 

Obra

·         Curso de Esperanto pela Bíblia

·         Iniciação no Esperanto

·         Manual Completo de Esperanto

·         Saber Ler e Escrever

·         1938 – Esperanto sem Mestre

·         1938 – Método de Esperanto

·         1938 – Primeiro Manual de Esperanto

·         1941 – Guia de Conversação Português-Esperanto

·         1949 – Elos Doutrinários

·         1954 – Dicionário Português-Esperanto

·         1956 – Dicionário Esperanto-Português (FEB)

·         1959 – Gramática de Esperanto

·         1964 – Grande Dicionário Esperanto-Português (Cooperativa Cultural dos Esperantistas)

·         1965 - Veterano?

·         1973 – O Livro de Tobias

·         1998 – O Esperanto na Visão Espírita

 

COPIADO DE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ismael_Gomes_Braga

LEIA MAIS NO LINK:  

 

 

http://www.noticiasespiritas.com.br/2016/DEZEMBRO/16-12-2016_arquivos/image041.jpg

Busto de Luiz Lazaro Zamenhof, “Pai do Esperanto”, na Praça da República, São Paulo, Brasil.

Foto Ismael Gobbo

Ismael Gomes Braga foi mestre do Esperanto no Brasil e um de seus grandes divulgadores.

 

 

Dr. Silvino Canuto Abreu

(19/01/1892 – 02/05/1980

 

ACESSE AQUI:

https://www.facebook.com/silvinocanutoabreu/

 

 

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 Biografia de Frederico Fígner

(02-12-1866 / 19-01-1947)

 

 

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Biografia de Frederico Fígner Israelita de nascimento viveu no lar paterno os preconceitos de sua raça contra o Carpinteiro de Nazaré. Na verdade, porém, Fígner, como muitos outros judeus, não tinha religião alguma. Foi no Brasil e quando já negociante próspero, com seu estabelecimento comercial e industrial no Rio de Janeiro e uma sucursal em São Paulo, que Fígner foi chamado a conhecer a verdade. Nos últimos anos do século passado ou nos primeiros deste século, Fígner travou relações de amizade com Pedro Sayão, filho do saudoso doutrinador Antônio Luís Sayão, pai da célebre cantora Bidu Sayão. Pedro Sayão, durante cerca de dois anos, lhe freqüentava a loja e palestrava sobre Espiritismo e Cristianismo, sem que Fígner se impressionasse muito pelo assunto; porém, numa de suas visitas ao seu estabelecimento de São Paulo, Fígner ouviu a dolorosa história de um seu empregado, cuja esposa se achava gravemente enferma e necessitada de melindrosa intervenção cirúrgica. Ao regressar ao Rio, Fígner pediu a Pedro Sayão lhe obtivesse receita para cura da enferma de São Paulo. Veio a receita e a cura da doente, sem intervenção alguma dos médicos. Foi esse fato que inclinou Fígner a favor do Espiritismo. Já impressionado com a cura da doente mediante uma receita mediúnica, Fígner foi procurado em sua loja por um pobre, pai de família desempregado, em penosa situação econômica. Ouviu-lhe o relato de suas aflições, deu-lhe um pouco de dinheiro e disselhe que voltasse oito dias mais tarde. Ao sair o necessitado, pela primeira vez na vida Fígner fez um pedido ao Carpinteiro de Nazaré: "Se é como dizem os cristãos que Tu tens poder, ajuda a esse pobre pai de família; arranja-Lhe trabalho e meios de vida!" Oito dias mais tarde, voltava o homem com o sorriso dos felizes e lhe narrava: "Já estou trabalhando e brevemente virei restituir seu dinheiro, Sr. Fígner. Fui procurado por uma pessoa que me convidou para um emprego inteiramente inesperado". Fígner se entusiasmou e repetiu semelhantes pedidos, com resultados sempre positivos. Em vez de pedir a Jesus, passou a pedir a Maria e igualmente os resultados não se faziam esperar. Encheu-se de fé que transporta montanhas e estudou com entusiasmo o Espiritismo e o Cristianismo. Passou a consagrar sua vida ao serviço dos outros. Não se sabe ao certo quando se deu essa conversão, mas em 1903 já se encontram vestígios das atividades espíritas de Fígner na Federação Espírita Brasileira. Por ocasião da gripe "espanhola ", em 1918, com 14 doentes em seu próprio lar e ele mesmo adoentado e febril, passava os dias inteiros na Federação, atendendo a doentes e necessitados que lá iam, em avalanches, buscar recursos para situações aflitivas. Sua vida normal durante longos anos consistia em ir de manhã e a tarde à Federação tomar ditados de receitas de diversos médiuns, chegando a tomar 150 a 200 receitas por dia e a dar passes em numerosos doentes. Levantava-se às cinco horas da manhã e, antes de ir à loja, ia à Federação, de onde só saía quando terminava esse serviço de tomar ditados de receitas. Às quatro horas da tarde lá estava de novo para orar e dar passes em doentes. E curava mesmo os enfermos, pois que seus "fregueses", como ele lhes chamava na intimidade, cresciam sempre de números. Como propagandista da Doutrina, manteve sempre uma seção no "Correio da Manhã" que era lida no País todo. Em 1921 polemicou com o Padre Florêncio Dubois pela "Folha do Norte ", do Pará. Promoveu a publicação de muitos livros, custeando as edições. Foi à Inglaterra visitar o célebre "Circle of Crew", onde o médium Willy Hope obtinha as famosas fotografias de extras; visitou, então, Sir Arthur Conan Doyle e outros grandes vultos do Espiritismo inglês. Em 1920 perdeu a filha primogênita, e sua esposa ficou inconsolável. Ouvindo ele falar da médium de materialização D. Ana Prado, de Belém do Pará, decidiu-se a partir para o Norte. No dia 1º de Abril de 1921, embarcou com toda a família. O que sucedeu naquelas sessões acha-se relatado no livro do Dr. Nogueira de Faria, intitulado O Trabalho dos Mortos, pela senhora D. Esther Fígner, esposa de Frederico Fígner, a qual, apenas regressando das sessões e assistida por sua filha Leontina, escrevia relato minucioso de tudo que ocorrera. Frederico Figner nasceu na madrugada de 2 de Dezembro de 1866, na casa humilde de n.º 37 da rua Teynska, em Milevsko, perto de Tabor, Tchecoeslováquia, então Boêmia e parte do Império austro-húngaro. Era, portanto, compatriota de outro missionário que como ele vinha cumprir sua tarefa no Brasil, durante longa existência como brasileiro, entre os melhores, Francisco Valdomiro Lorenz, nascido em Zbislav, perto de Tcháslav, e chegado ao Brasil dois anos depois de Fígner. Ambos vinham da Pátria dos grandes mártires do Cristianismo, João Huss e Jerônimo de Praga, divulgar aqui os ideais superiores que conduziram os dois heróis aos tormentos da Inquisição. Fígner e Lorenz gravitaram para a Federação Espírita Brasileira que era muito jovem quando eles chegaram ao Brasil. Fígner venceu galhardamente a escorregadiça e perigosa prova da riqueza, Lorenz venceu com igual bravura os tormentos da pobreza e se tornou um dos mais cultos esperantistas do mundo, com várias obras publicadas. Filho de pais pobres, Fígner tinha que imigrar para o Novo Mundo, como faziam os jovens da Europa Central, naquele tempo. Aos treze anos sai do lar paterno e vai para a cidade de Bechim aprender um ofício. Em 1882, aos 16 anos, deixa definitivamente a terra natal. Parte com sua maleta de emigrante par Bremershafen, de onde, a bordo do vapor "Elbe" (como passageiro de terceira classe) , ruma para os Estados Unidos só levando dinheiro para a travessia. Contava Fígner um pormenor interessante dessa viagem . Sua mãe fizera e lhe dera para a viagem uma trança de pão doce. Chegando a bordo, nota que a alimentação de terceira classe é absolutamente insuportável. Divide então o seu pão doce, de sorte a bastar para todo tempo da travessia que durou 14 dias. Foi essa a sua única alimentação durante duas semanas. Levava como modelo de conduta a tenacidade dos pais. Era o exemplo a imitar para vencer na vida. Uma tempestade violenta foi o único incidente da travessia, mas foi-lhe rude a luta para adquirir estabilidade econômica de sorte a manter-se e ajudar os pais e irmãos. Estados Unidos, México, América Central e, finalmente, América do Sul, foram seus campos de luta econômica. No Brasil, esse filho de Israel encontrou sua Canaã . Estabeleceu-se, prosperou, conheceu uma jovem de peregrinas virtudes e alma de artista, D. Esther de Freitas Reys, filha de família ilustre. Em 1897, Frederico Fígner e D. Esther de Freitas Reys fundavam, pelo matrimônio, seu lar feliz. Recebia ele o prêmio de suas grandes lutas de trinta anos, mas não sonhava repouso, que não era ideal de seu caráter vibrante. Desse feliz enlace nasceram seis filhos: Rachel, Aluízio, Gabriel, desaparecidos do mundo antes do venerado genitor; Leonilda, Helena e Lélia, muito devotados ao seu velho pai. O serviço de Figner nas obras de assistência e no trabalho profissional afastava-o muito do lar, mas isso não prejudicava o cultivo de um afeto extremo entre pai e filhos. Amavam-se com ardor e respeitavam reciprocamente as idéias e crenças particulares de cada um. Ainda nos últimos dias de sua vida, distribuía ele principescamente donativos por instituições e pessoas pobres de sua amizade, guiando-se pelo coração e nem sempre pelo cérebro, e só respeitando a fortuna das filhas. Trabalhou e serviu abnegadamente até que a enfermidade o prendeu ao leito, poucos dias antes da partida. Completou oitenta anos em 2 de Dezembro de 1946, e em 19 de Janeiro de 1947, às 20 horas, partiu para o mundo espiritual, deixando abertos caminhos de luz sobre a Terra que pisara por tanto tempo. Ao funeral compareceu uma multidão de amigos e admiradores. Diante da câmara mortuária, o Presidente da Federação pronunciou palavras de despedida e o Vice Presidente fez uma prece. Ao descer o ataúde ao jazigo, no Cemitério de São Francisco Xavier, falaram com sentimento os Drs. Miranda Ludolf, Lins de Vasconcellos e o Capitão Silva Pinto. A Federação Espírita Brasileira, após a morte de Fígner, publicou-lhe alguns dos escritos no livro intitulado - "Crônicas Espíritas ". Grandes Espíritas do Brasil. FEB

 

(Texto copiado do site http://www.febnet.org.br/ba/file/Pesquisa/Textos/Biografia%20de%20Frederico%20Figner.pdf)

 

 

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Frederico Figner

Imagem: http://somshow.com.br/memoria/historia/a-casa-edison/

 

 

 

INFORMAÇÕES E IMAGENS DA CASA EDSON FUNDADA POR FREDERICO FIGNER

RIO DE JANEIRO

ACESSE:

http://somshow.com.br/memoria/historia/a-casa-edison/

 

 

 

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Prédio histórico da Federação Espírita Brasileira na cidade do Rio de Janeiro

Imagem: Jornal Unificação, USE/SP, setembro/1960, pag. 5

 

 

 

 

 

João Rodrigues Sanches
(19/01/1942 - 12/05/1998)

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João Rodrigues Sanches

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 2.

Biografia elaborada por
 Mário Abe

João Rodrigues Sanches nasceu em 19 de janeiro de 1942, na Fazenda São João, localizada no Bairro da Jacutinga, município de Penápolis-SP. Era filho de João Alfredo Rodrigues Manzano e de Encarnacion Sanches Barrionuevo, ambos descendentes de espanhóis, e tinha cinco irmãs: Yeda, Yara, Sônia, Leda e Eneida..

Aos sete anos de idade, mudou-se para a zona urbana de Penápolis, onde iniciou o curso primário no Grupo Escolar “Luíz Chrisóstomo de Oliveira”. Foi para Pinhal-SP, onde se formou Técnico em Agronomia na Escola “Dr. Carolino da Mota e Silva”, no ano de l960.

Regressando para a cidade de Penápolis, no ano de 1960, trabalhou na fazenda de seu pai, por aproximadamente dois anos. Em 1963, foi admitido para trabalhar na Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo. No ano de 1965, começa a trabalhar também na Escola Técnica Agrícola “João Jorge Gerais­sate” como instrutor, onde recebeu o apelido de “Tecão”.

Concomitantemente, fez o curso de Direito na Faculdade de Direito de Araçatuba, bacharelando-se em 1982, quando contava quarenta anos de idade. Desligou-se do cargo público em 1984, quando passou a se dedicar integralmente ao exercício da advocacia.

Casou-se no ano de 1990 com a professora Lourdes Arantes. Não tiveram filhos.

 

O Espírita

João nasceu em lar espírita e desde cedo travou contato com os ensinamentos da doutrina codificada por Allan Kardec, estudando com extremada dedicação, sobretudo as obras básicas, vindo a tornar-se um elemento importante no trabalho de difusão e de liderança do movimento espírita de Penápolis e região.

Foi monitor de grupos de estudos e orador no Centro Espírita “Allan Kardec” de Penápolis, ocupando a presidência do mesmo no período de 1987 a 1990, em duas gestões. Foi participante muito ativo nas campanhas de arrecadação de alimentos da Caravana da Fraternidade da Creche “Auta de Souza” e da caravana do Hospital Espírita “João Marchesi”

Elegeu-se presidente da USE INTERMUNICIPAL DE PENÁPOLIS no ano de 1996, permanecendo no cargo até a sua desencarnação, ocorrida em decorrência de grave acidente automobilistico nas proximidades de Promissão-SP, no dia 12 de maio de 1998, aos 56 anos. Sua esposa Lourdes, que viajava no mesmo veículo, veio a falecer dez dias depois, na cidade de Lins-SP, cidade onde também foi atestado o óbito de João.

Sempre participou com muita assiduidade de todas as iniciativas do movimento espírita regional. Foi eficiente como representante da Use Intermunicipal de Penápolis nas reuniões da Use Regional, sempre trazendo a sua inestimável colaboração no traçado de rumos para as iniciativas doutrinárias e administrativas traçadas pelos órgãos de unificação.

Gostava de estar entre os jovens e participava com muito entusiasmo e gosto das peças teatrais de fundo doutrinário que foram encenadas em diversos eventos.

 

O Advogado

João exerceu a advocacia de forma muito dedicada. Era conceituado entre seus clientes e gozava de muito respeito junto aos seus colegas de profissão. Por ocasião de sua desencarnação, alguns deles puderam externar essa admiração e carinho, como os depoimentos que colhemos do jornal INTERIOR, na edição de 13 de maio de 1998:

“Eu lamento a morte de mais um colega. Ele, na sua convivência entre nós, era bem conceituado, honesto, sério, excelente profissional e, na visão espírita, também tinha os seus méritos”. Jarbas disse ainda que o seu trabalho em júri, por exemplo, era bem conhecido, combativo e nunca deixou se vencer pelos argumentos da promotoria. Neste aspecto, segundo Jarbas, João Sanches tinha o respeito de todos que atuavam na área”. (Jarbas Leal - presidente da OAB-Penápolis)

 

Homenagem de Amigos

No movimento espírita de Penápolis, a ausência de João foi muito sentida por todos aqueles que tiveram a oportunidade de com ele conviver. A companheira Judith Vizoni assim se expressa à reportagem do já mencionado jornal: “João Sanches era uma pessoa ligada às causas espíritas, com uma vivência muito profunda dentro do movimento espírita local. Ele atuava nos grupos espíritas da cidade e mantinha um ótimo relacionamento com todos”.

E Gabriel Salina Valero, recorrendo aos seus dotes da poesia, também presta o seu tributo de admiração, respeito e amizade pelo amigo querido que retornou à Pátria Espiritual:

“Não sou poeta para escrever poemas,
se os fizesse, escreveria em vão,
O que faço são simples dizeres,
Que nascem d’ alma e do coração.
Nossa saudade é deveras grande,
Sentimos muito a tua ausência,
Nesta USE que administravas,
Emerge forte a tua presença.

Deus, Jesus, Mãe Santíssima!
Quanto amor e dedicação!
Sempre fostes um grande amigo,
Na verdade, um grande irmão!

Sabemos que continuas vivo,
E que não estás de déu em déu,
Se teu corpo tombou na Terra,
Teu Espírito alçou ao Céu.

Teu verbo levava a Doutrina,
A todas cidades da região,
Assim procedia esse moço,
Era assim o nosso João.

Quase não vemos as virtudes,
Daqueles que vivem ao nosso lado,
Dividindo igual espaço,
Às vezes, sob o mesmo telhado.

Para nossa felicidade,
Hoje vens nos confirmar,
Que o melhor a fazer na vida,
É trabalhar, trabalhar e trabalhar”

 

(Copiado de

http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultosII/joao_rodrigues_sanches.htm)

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Os noivos João e Lourdes, em 1990.

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 2.

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João Rodrigues Sanches é o segundo a partir da esquerda. CONEAN em Guararapes, 1998.

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O poeta espírita Gabriel Salina Valero, já desencarnado, foi um  grande amigo de João Rodrigues Sanches. Na foto Gabriel em palestra no C.E. Allan Kardec de Penápolis, SP

Foto do acervo da família.

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Fachada atual do C.E. Allan Kardec onde João Rodrigues Sanches teve grande atuação

Foto do acervo do C.E. Allan Kardec. Penápolis, SP

 
 

Aloísio Francisco da Silva
23/6/1926– 20/1/1998

 

Biografia elaborada por: Deise Aparecida da Silva

Aloísio nasceu no dia 23 de junho de 1926, em Santana dos Brejos, BA, recebendo o nome José Pereira da Costa.

José era o único neto e crescia cercado de carinho pela mãe, tios e avós. Em condições de extrema pobreza, sua mãe Ameliana Pereira da Costa desencarna em seus braços, deixando-o com 4 anos.

Em 1935, aos 9 anos de idade, José é trazido para a cidade de Paranápolis, SP, em um caminhão, por determinação judicial, atendendo a uma solicitação de reconhecimento de paternidade feita por seu pai, João Francisco dos Santos, e é registrado com o nome de Aloísio Francisco da Silva. A vinda da Bahia foi muito dolorosa. Sua família não aceitava a separação, e ele prometia voltar!!! O tempo foi passando, e nenhuma notícia de ambas as partes... Soube, mais tarde, que seu tio, um músico, veio até a cidade de Lins e resolveu procurar pelo sobrinho. Além de nada descobrir, acabou desencarnando doente, longe dos seus. Outros vieram depois, porém, buscavam informações do pequeno José e, ali na redondeza, ninguém o conhecia por esse nome.

Juntamente com o pai, a madrasta, Maria Silva, e a irmã, Adelaide, teve os primeiros contatos com as obras básicas da Doutrina Espírita. Nessa época, apesar do preconceito para com os simpatizantes do Espiritismo, os trabalhos práticos­ eram realizados em casa, provocando reações do tipo “ter a casa apedrejada”.

Assim como o pai, interessou-se também pelos problemas de ordem social, filiando-se ao Partido Comunista Brasileiro, o que lhe causou sérios problemas com os fazendeiros da região. Por diversas vezes, foi obrigado a “viajar às pressas”, permanecendo escondido por dias e até meses. Noutras, não teve como escapar da prisão. Estudou até o quarto ano primário, porém, sonhava em, um dia, tornar-se advogado, fato que não veio a ocorrer.

Passou a juventude lutando pela democracia e atuando na Mocidade Espírita de Andradina, cidade onde foi o mais jovem vereador eleito e Secretário-Geral do Grêmio Estudantil “Euclides da Cunha”.

Em 29 de outubro de 1945, na qualidade de militar, foi instrumento na derrubada da ditadura que então vigorava, e, com vários outros companheiros, começou à construir a democracia em nosso país. Aprendeu com os mestres da política com quem conviveu que, em tempo algum, o patriota, o democrata e o idealista, devem cruzar os braços na defesa dos superiores interesses da nação, principalmente quando a soberania e a segurança desta for ameaçada.

Participou ativamente em vários congressos:

– pela fixação do homem ao solo;

– Campanha Nacional pela Reforma Agrária;

– pela Criação da Petrobrás (“O Petróleo é Nosso!”);

– pela Paz Mundial, contra a Guerra Atômica;

– pelos Direitos da Juventude – quando foi indicado para participar do Congresso Mundial em Viena.

Desde 1951, marca presença no município de Pereira Barreto, onde continuou sua luta, participando na criação de mais escolas na zona rural ( São Félix e Vila Vitória). Tinha uma farmácia e era conhecido como “o farmacêutico amigo do povo”.

Ainda nesse ano, mais precisamente no dia 20 de janeiro, viu, pela primeira vez, passeando na pracinha com uma amiga, aquela que seria, mais tarde, sua esposa: Odete Sant’ana da Silva.

No dia 25 de setembro de 1954, casou-se com ela e, juntos, constituíram uma família composta por sete filhos (sendo duas já desencarnadas) e seis netos. Para cada filho que nascia, José associava uma característica presente no semblante de sua mãezinha.

Mudou-se, em 1965, para a Vila Piloto, em Três Lagoas, MS, juntamente com vários outros trabalhadores, em função da construção da Usina de Jupiá. Na residência do confrade Benevides Rodrigues Machado, teve início o primeiro grupo de estudos espíritas, formado por trabalhadores idea­listas e simples: Floripes e Luzia Machado, Antônio Estevan e Lúcia, Aurora Gonçalves Coimbra, Walter e Ramira de Oliveira, Deise Camargo, Oswaldo e Nilce Sanches, Aloísio e Odete, Sylvia Tucunduva da Silva, Ismênia, Neusa Alonso, Ubaldina de Paula Souza, Izabel de Almeida, Geni Cerqueira e Eurípedes.

Nessa época, o espírita ainda era muito mal visto pela comunidade e pela empresa, sofrendo, inclusive, ameaças de demissão. Apesar disso, liderou um pequeno grupo que fundou o Movimento Espírita de Vila Piloto (MEVP). A Primeira Conferência Espírita foi proferida por Geni Sanches Bertoleto, presidente do Lar Espírita “Euzébio de Oliveira Brandão”. Estiveram presentes representantes dos vários centros espíritas da região, do 12.º CRE (Conselho Regional Espírita) de Araçatuba, da UME (União Municipal Espírita) de Andradina, o excelentíssimo prefeito de Pereira Barreto, Dr. Léo Liedtk Júnior, autoridades civis e militares.

O grupo assumiu o compromisso de implantar um Centro Espírita em Ilha Solteira, visto que sua presença na Vila dependia do término da Usina de Jupiá. As primeiras providências para a preparação do seu pessoal foram a organização e criação de atividades, tais como: Evangelização Infantil Celina e Pré-Mocidade (realizadas na escola local); Estudo Básico; Estudo e Exercício da Mediunidade; Serviço de Assistência Social e visitas fraternas às residências. Os confrades Walter e Luzia coordenavam o Programa Espírita, levado à efeito nas tardes de sábado, através do serviço de alto-falante da Administração CELUSA.

Em 12 de setembro de 1966, participou da fundação da COTRAU (Cooperativa dos Trabalhadores de Urubupungá).

Em novembro de 1966, foi baleado com oito tiros durante o serviço na usina, permanecendo em tratamento por cerca de um ano. Depois, passou à usar muletas, bengala e, por fim, aposentou-se por invalidez pelo então INPS.

No que se refere ao trabalho social, com o auxílio de uma profissional da firma que o assistia em seu problema de saúde, conseguia doações de leite e alimentos, que distribuía às margens do Rio Paraná. Para manter esse atendimento, organizou um Grupo de Senhoras coordenado pela confreira Ubaldina de Paula, que confeccionava e vendia, aos domingos, na avenida central, seus produtos artesanais.

A primeira reunião dos dirigentes do MEVP realizada na cidade de Ilha Solteira, deu-se no dia 19/04/1970, na residência do confrade Oswaldo Sanches, sendo sugerido o nome da entidade de MEIS – Movimento Espírita de Ilha Solteira. O grupo foi então informado de que, segundo as normas da empresa, as reuniões nas residências eram proibidas. Infringi-las seria correr risco de demissão. Assim, foram tomadas as devidas providências, assegurando a tranqüilidade dos companheiros que cediam as suas casas para tais atividades. Em maio de 1970, foi formada uma comissão de elaboração do estatuto do MEIS para ser apresentado na Assembléia Geral, em 7 de junho, data de fundação do MEIS. Essa assembléia, realizada no Ginásio Urubupungá, aprovou os estatutos e elegeu a primeira diretoria do MEIS.

A posse dos eleitos foi feita no mesmo estabelecimento de ensino, no dia 20 de junho, ocasião em que foi realizada a primeira conferência espírita de Ilha Solteira, proferida pelo jovem João José Cappi, presidente da Mocidade Espírita de Andradina, que se revelou um grande talento, agradando a todos com o seu verbo fácil e instrutivo. A Mocidade Espírita de Andradina, brindou a todos, ao final, com interessantes números artísticos.

Em 19 de março de 1972, foi realizado o 10.º Encontro Regional de Mocidades Espíritas e a inauguração da sede do MEIS. Estiveram presentes várias cidades: Andradina, Aparecida do Taboado, Araçatuba, Birigüi, Castilho, Guararapes, Marinópolis, Mirandópolis, Paranaíba, Pereira Barreto, Três Lagoas, Valparaíso e 12.º CRE de Araçatuba.

A cidade transformou-se num verdadeiro clima de festas, com muitas alegrias e emoções.

Como presidente do MEIS, instituiu várias atividades dentro do Centro: Campanha do Quilo “Auta de Souza” (para arrecadação de alimentos); “Operação Limpeza” (para arrecadação de móveis, brinquedos e roupas, que eram restaurados e distribuídos às famílias carentes); atendimento às gestantes e mães solteiras; Feira de trabalhos manuais; Escola de Corte e Costura 21 de Maio; Escola de Bordado Industrial “Joanna de Ângelis”; Clube do Livro Espírita (CLE); Banca do Livro Espírita “Dr. Eurípedes de Castro”; Clubinho do Livro Infantil; Sopa Fraterna Meimei e Horta (apoio à sopa), Curso de Formação de Passistas, Farmácia “Cairbar Schutel” (coordenada pelo Dr. Arrigo ).

Participou da fundação da SAIS (Sociedade Amigos de Ilha Solteira) e sua creche; fundação da Legião Mirim; APAPIS (Associação de Profissionais Aposentados e Pensionistas de Ilha Solteira); Horta Comunitária; Diretório Distrital do PMDB; ampliação da EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil); instalação do Projeto do Cinturão Verde; instalação do Escritório da Prefeitura e UBS (Unidade Básica de Saúde); foi membro do Conselho da SEIS (Sociedade Esportiva de Ilha Solteira); membro do Conselho de Participação Comunitária; membro do Conselho de Segurança Comunitária; membro da Comissão de Estudos Pró-Emancipação de Ilha Solteira; representante da Sociedade Civil na Comissão Municipal do INCRA no assentamento dos Sem-Terra, na Fazenda Esmeralda (Pereira Barreto).

Nunca desistiu de reencontrar os parentes que ficaram na Bahia. Sempre que era possível, mandava cartas para confrades baianos, citando nomes, lugares que ainda se lembrava, a fim de obter alguma informação. E, então, a vida lhe prepara a maior surpresa dos últimos anos: um pequenino bilhete, sem assinatura, com o nome de uma cidade do interior de Goiás, e o de uma mulher – Ana –, com quem deveria entrar em contato... Era o mês de setembro de 1981, e o menino José falava ao telefone com o peito cheio de alegria, recebendo notícias de sua tia Ana, uma das irmãs de sua mãe. No mesmo mês, foi para a cidade de Caiapônia reencontrar aquela que, há 46 anos, confeccionara-lhe uma muda de roupa para que ele, o sobrinho, não a esquecesse quando chegasse a São Paulo... Muito brincalhão, ao chegar, tentou passar-se por corretor interessado em comprar a fazenda de sua tia. Bastou, porém, ficar frente-a-frente com ela para que o disfarce chegasse ao fim: começou a chorar e apenas disse que era o José... Ela o reconheceu e, desde então, a família Costa tem estado presente em todos os momentos de sua vida.

Em 1982, houve a mudança do nome MEIS para Centro Espírita Amor e Luz (CEALUZ), do qual foi presidente. Até a inauguração da sede própria do CEALUZ, foram realizadas, em nossa cidade, mais de 100 palestras espíritas. Com muita justiça, não se pode negar o valioso apoio recebido pelo pessoal da União Municipal Espírita de Andradina e do 12.º CRE de Araçatuba, que possibilitaram a vinda de Divaldo Pereira Franco por três vezes, além de muitos outros confrades, como: Richard Simonetti, Dr. Alexandre Sech, Dr. Célio Costa, General Milton O’Reylli, prof. José Jorge, Newton Boechat, Elizeu Rigonatti, Therezinha de Oliveira, José de Alencar, Dr. Antônio César Perri de Carvalho, Dr. Miguel Carlos Madeira, Maria Luzia de Almeida Rosa, Armando Pagan, Cláudio Roberto Pagan, Geni Sanches, João José Cappi, Norberto Vicente, Girofel Orestes, José Nilton, Leny Lima Botelho, Ailton Paiva, Israel Afonso, Osmar Sanches, Dr. Leon Denis, Sebastião de Souza, Dr. Woyne Figner Sacchetin, Jair Alves da Silva, e tantos outros valorosos palestristas, que trouxeram grande contribuição ao movimento espírita de Ilha Solteira.

Foi, ainda, presidente do Centro Espírita Cairbar Schutel, onde instituiu o SAFRA (Serviço de Atendimento Fraterno). Participou da criação da USE Regional e da USE Intermunicipal de Ilha Solteira.

Foi grande defensor da Unificação Espírita. Promoveu Encontros Espíritas marcados por muito sucesso, Cursos Preparatórios de Evangelizadores e Orientação Doutrinária.

Valorizava muito a infância e a juventude como continuadores da Doutrina: “Tudo poderá faltar no centro espírita, menos a Evangelização Infantil e as reuniões de estudos para a Mocidade Espírita. Não havendo essas atividades, este Centro, cedo ou tarde, deixará de caminhar, ficando desprotegido, sem defesa, vazio como um corpo sem alma... E uma nação, com seu exército despreparado, terá o seu território invadido por inimigos e haverá escravidão para o seu povo...” (Aloísio F. da Silva).

Sua luta não parou. Em momento algum, ficou omisso aos problemas do povo. Foi o fundador e primeiro presidente do PAI (Programa de Apoio ao Idoso), hoje transformado em CCTI (Centro de Convivência da Terceira Idade), objetivando trazer benefícios e resgatar a cidadania dos idosos de nossa comunidade. Sempre disse que o fato de existirem políticos desonestos que tomam parte na política em busca tão-somente de cargos e altos salários, a ponto de promoverem brigas e perseguições, não quer dizer que todos os políticos sejam iguais. Acreditava na Política com “P maiúsculo. Na Política, que como alguém já afirmou: “É a ciência de promover o bem comum.” Para quem era sério, honesto e de bons propósitos, esse é o melhor caminho, talvez o único para se escrever a história com trabalho!

Em 1996, foi homenageado pela Câmara Municipal de Ilha Solteira, com a Medalha “15 de Outubro”, por indicação do vereador Marco Antônio de Paula.

Nunca foi de seu feitio fazer propaganda do trabalho que fez. Como idealista, sempre se colocou contra as perseguições e injustiças e sempre se orgulhou muito disso. Como cristão, acreditava que, cruzando os braços diante das injustiças, estaria menosprezando uma oportunidade de trabalho. E, como espírita, sabia que, se todos unissem suas forças em favor do semelhante, o mundo seria melhor.

Olhava o passado com a consciência tranqüila; o presente, de cabeça erguida; e o futuro, com muito otimismo.

Materialmente, sempre foi pobre, mas bastante rico moralmente – herança que deixa aos filhos e netos, que, em momento algum, sentirão vergonha do pai e avô.

Nunca foi temido, porque sempre procurou ser justo.

De sua infância, restaram o sorriso espontâneo, as travessuras, as piadas e a lembrança do toque dos cabelos de sua mãezinha no rosto risonho de criança feliz. José cresceu, transformou-se em Aloísio, mas jamais abandonou o menino. E ele permaneceu ali o tempo todo... até nos momentos mais difíceis era a música que lhe acariciava a alma, dando-lhe energia para não esmorecer.

Então, Aloísio, confiante nos desígnios divinos, orou a Jesus, segurando-Lhe as mãos. O menino José, embalado numa canção de ninar, partiu ao reencontro de sua mãezinha, em 20 de janeiro de 1998.

Partiu como um justo: preparado... sem medo!

 

 

(Copiado de

http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultos/aloisio_francisco_silva_vulto.htm)

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Aloísio Francisco da Silva

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 1.

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Aloísio Francisco da Silva. O reencontro com a família.

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 1.

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Ilha Solteira, SP. Foto Ismael Gobbo.

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Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira. Foto Ismael Gobbo

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Relógio Quatro Faces – Relojão. Pereira Barreto, SP. Foto Ismael Gobbo.

 

 

José Sanchez Gusman
(20/01/1889 – 22/12/1970)

 

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José Sanchez Gusman

Imagem do livro Obra de Vultos, volume 1.

 

Biografia elaborada por: Iraci Fabri Sanches Bigelli

Em Málaga, na Espanha, no dia 20 de janeiro de 1889, nascia José Sanchez Gusman, filho de Christobal Sanchez e de Josefa Gusman. Foi batizado em 23 de janeiro do mesmo ano, na Vila de Coín, Diocese e Província de Málaga, às quatro horas da tarde.

De acordo com documentos e depoimentos de dois de seus filhos, José Sanches Filho e Aristides Sanches Donha Gusmão, passamos a narrar fatos e acontecimentos que marcaram a vida material e espiritual deste pioneiro do Espiritismo na Noroeste Paulista.

José Sanches Gusman passou seus primeiros anos de vida na Espanha e imigrou, juntamente com seus pais, para o Brasil, desembarcando no Porto de Santos, Estado de São Paulo, em 1904.

De Santos, foram para o município de Espírito Santo de Pinhal, a fim de trabalhar na lavoura. Partiu desse município rumo à Argentina, passando por Córdoba, onde trabalhou como servente em obras da Prefeitura, abrindo esgotos de rua. Era solteiro e não dando certo sua permanência na Argentina, voltou ao antigo município, onde contraiu matrimônio com Dona Carmen Donha, no ano de 1909. Nasceram, desse matrimônio, ainda em Espírito Santo de Pinhal, quatro filhos: Cristovan Sanches Donha, Francisco Sanches Donha, Rafael Sanches Donha e José Sanches Donha.

Este último veio a falecer em tenra idade, por falta de recursos, já no município de Birigüí, para o qual se mudou em 1916. Fixou sua moradia no bairro do Goulart, com objetivo de abrir as matas que ali existiam.

Difícil sua vida e de sua família, já aqui foi presenteado com mais seis filhos: José Sanches Filho, que recebeu o nome do falecido, Josefa Sanches Donha, Francisca Sanches Donha, Aristides Sanches Donha Gusmão, Daniel Sanches e Leoni Sanches.

Com trinta e dois anos, em 1921, contraiu uma bronquite muito forte e procurou um curador, o Sr. Gedeão Fernandes de Miranda, que residia no Bairro dos Portugueses, neste município; recebia a alcunha de curador, mas na verdade era um grande espírita que ajudava a todos com muita fé e amor.

Foi aí que se deu o Espiritismo na vida de José Sanchez Gusman. ­Começou a desenvolver sua mediunidade, o que o levou à compreensão dos fenômenos que lhe aconteciam, pois era um grande vidente.

Não sabia ler e escrever, mas alfabetizou-se sozinho e sua cartilha foi “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec.

Tomado de amor e fé por essa doutrina, em 1928, convidou o Sr. Gedeão Fernandes de Miranda a morar em seu sítio, a fim de que pudesse atender aos doentes do bairro e a ensinar os princípios do Espiritismo.

Nessa época, construiu, em suas terras, um pequeno aposento de barro onde os dois faziam suas sessões de trabalho espiritual e davam assistência a todos que necessitavam; valiosas mediunidades foram desenvolvidas nessa singela casa de amor e caridade. Com o passar do tempo, aquele cômodo de barro transformou-se em um aposento maior de tijolos, mobiliado com mesa e bancos de madeira e recebeu o nome de “Centro Espírita Humilde dos Pobres”, o primeiro do município de Birigüí.

Recebia ali pessoas de várias localidades, necessitados que eram atendidos com muito amor e respeito.

Naquela época, era difícil, em termos materiais, obter-se o concurso da medicina e as pessoas procuravam ali, naquele Pronto Socorro Espiritual, a cura para seus males e a fé era tão grande que, através de passes magnéticos e água fluidificada, obtinham o alívio que procuravam, com a ajuda de Jesus e dos abnegados irmãos da espiritualidade.

José Sanchez Gusman possuía tanta bondade e fé, que tinha, em seu lar, apesar de humilde, um quarto onde hospedava irmãos necessitados e carentes, atendendo-os tanto na parte espiritual quanto material, enquanto houvesse necessidade.

Era uma pessoa simples e austera, que procurava em todos os momentos de sua vida fazer o bem, estendendo as mãos aos irmãos da matéria e do mundo espiritual.

Pertencia à Sociedade Espanhola da época e, junto com amigos, reuniram-se aos vinte e oito dias do mês de janeiro de mil novecentos e trinta e seis da Era Cristã, na Rua Tupi, 319, desta cidade de Birigüí, do Estado de São Paulo, com o objetivo especial de fundar um Centro Espírita, para estudar o Espiritismo sob as bases sistematizadas por Allan Kardec, sob dois aspectos: a teoria e a prática. Após vários entendimentos, nomeou-se uma comissão provisória que tomasse a si o encargo de deliberações, para que, em assembléia, pudesse discorrer sobre os interesses do Centro ora fundado e que daria posse à primeira diretoria definitiva.

Somente em 25 de abril de 1937, na Sociedade Espanhola, procedeu-se à eleição da primeira diretoria e à nomeação de uma Comissão para elaborar os Estatutos e dar nome à Associação que já estava fundada e recebeu o nome de Centro Espírita “Dr. Raymundo Mariano Dias”. A sua primeira diretoria ficou assim constituída: Presidente: Antônio Garcia Cortez; Vice-Presidente: João Gonçalves; Secretário: Architreclino Brito; Tesoureiro: João Mena Garcia e, como membros, José Estrada e José Sanches Gusman. Ali trabalhou até 1965.

José Sanchez Gusman, segundo depoimento de seus filhos, trabalhou com afinco para a construção do Centro Espírita “Raymundo Mariano Dias”, dispensando bens materiais e, depois, trabalhando segundo os objetivos propostos na primeira reunião: estudar e praticar o Espiritismo.

Sua vida foi sempre pautada pela fé, pela humildade e por obras meritórias, sempre pensando primeiro no próximo, o que lhe valeu o convite para filiar-se à Loja Maçônica “Paz e Progresso”, de Birigüí. Foi iniciado nessa loja em 30 de junho de 1945. Também foi filiado à Loja Maçônica “Estrela Noroeste do Brasil”, de Penápolis, SP, tendo participado de sua reorganização. Contribuiu para a construção daquela Loja, sendo-lhe concedido o diploma de benfeitor em 30 de março de 1947.

Deixou de freqüentar a loja em 21 de setembro de 1966, pois já estava avançada a doença que o fez procurar o Sr. Gedeão, em 1921. Seu corpo material sofreu terrivelmente com crises de asma e, depois, com um câncer que o levou para a espiritualidade em 22 de dezembro de 1970.

Apesar de sua morte material, ficou em cada um de seus familiares, filhos, noras, netos e bisnetos, a herança grandiosa da Doutrina Espírita. A semente que ele lançou transformou-se em árvore frondosa que abriga a todos com seu amor e seus ensinamentos que já dava como exemplo em vida material, quando, com seus amigos do “Centro Espírita Humilde dos Pobres”, punha-se a caminho, em suas montarias, para Araçatuba, todas as terças-feiras, para, junto com Dona Benedita Fernandes, realizarem trabalhos de desobsessão.

Aos sábados, carregava seu carrinho com produtos alimentícios e para lá voltava, a fim de prover as necessidades materiais dos internos.

Outro feito deste benfeitor espiritual, segundo seus filhos, foi a compra do primeiro terreno que se destinaria à construção do “Abrigo Ismael” de Araçatuba. Contam que foi pedir 3$000 (três mil réis) para Luiz Buri, um amigo, a fim de fazer a referida aquisição. Este terreno era próximo ao correio e não foi possível ali construir o referido Abrigo. José Sanchez Gusman passou para o Sr. Gedeão Fernandes de Miranda a autorização para vendê-lo e adquirir outro onde pudessem realizar os objetivos a que se propunham, deixando-o como presidente da Instituição.

Outro fato que comprova sua bondade eram as reuniões realizadas nos dias de Natal com toda a família e amigos, onde todos eram servidos com um suculento almoço e presentes. Essas reuniões terminavam no “Centro Espírita Humilde dos Pobres” e com visitas ao Albergue de Dona Benedita Fernandes, Abrigo Ismael de Araçatuba e na cadeia de Birigüí, sempre com oferendas de brindes e amor.

Com a fundação da Associação Espírita Beneficente “José Sanchez Gusman”, em 1.º de maio de 1980, idealizada por Aristides Sanches Donha Gusmão (filho), José Fabri Sanches (neto), que doou os terrenos necessários à construção e com os esforços de Wilson Roberto Sanches (neto) e vários irmãos, construiu-se o prédio onde hoje se trabalha dentro da característica essencial do Espiritismo, a moral pregada e exemplificada pelo Cristo.

Ao lado, mais uma flor desabrochou: o “Abrigo Vó Tereza”, que se destina a abrigar senhoras idosas carentes.

Mais uma vez, o Sr. Gedeão juntou-se a nós, fortalecendo-nos com sua sabedoria espiritual e exemplo de grande cristão, ali residiu até sua morte material, com a assistência de todos que freqüentam aquela casa espiritual.

José Sanches Gusman, benfeitor espiritual, merece nossas homenagens e agradecimentos pelo caminho que indicou como desbravador, glorificando a Deus a bendita herança que deixou. Esta é a maior riqueza a que um cristão pode aspirar: fé, amor, esperança e caridade.

 

 

 

 (Copiado de:

 http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultos/jose_sanchez_gusman.htm)

 

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Málaga, Espanha. Obra de Edward Gennys Fanshawe. 14-08-1857. Imagem/fonte: 

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Edward_Gennys_Fanshawe,_Malaga,_Augt_14th_1857_(Spain).jpg

 

 

O sr. José Sanchez Gusman nasceu em Málaga, Espanha. 

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Foto da estação ferroviária de Espírito Santo do Pinhal, SP.  no início do século XX.  Autor desconhecido.

Álbun da Mogiana. Imagem copiada de http://www.estacoesferroviarias.com.br/p/pinhal.htm

 

 

O Sr. José Sanchez Gusman residiu na cidade de Espírito Santo do Pinhal

onde se casou no ano de 1909.

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Monumento em homenagem aos trabalhadores da construção. Córdoba, Argentina. Foto Ismael Gobbo

 

 

O Sr. José Sanchez Gusman trabalhou como servente em obras da

Prefeitura de Córdoba, Argentina, no início do século XX.

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ACIMA: Estação de Birigui, sem data (http://www.reportercidadao.com).

Imagem copiada de http://www.estacoesferroviarias.com.br/b/birigui.htm

 

 

O Sr. José Sanchez Gusman  chegou  na  cidade de Birigui, SP  no ano

de 1916 vindo de Espírito Santo do Pinhal estabelecendo-se no Bairro

do Goulart,  zona rural do município de Birigui.

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José Sanchez Gusman com a família, em 1930.

Foto copiada do livro Obra de Vultos, volume 1.

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Centro Espírita “Humilde dos Pobres”, no Bairro Goulart, município de Birigui, SP.

Foto copiada do livro Obra de Vultos, volume 1.

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Gedeão Fernandes de Miranda, pioneito do movimento espírita de Araçatuba e fundador

da União Espírita Paz e Caridade aos 21 de abril de 1921. A foto é da homenagem que lhe foi prestada pela  UEPC no ano de 1975.  Imagem  copiada do livro Obra de Vultos, volume 1.

A Biografia de Gedeão Fernandes de Miranda pode ser acessada aqui:

http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultos/gedeao_fernandes.htm

 

 

 

Gedeão Fernandes de Miranda foi um grande amigo de José Sanchez Gusman que

fez doação para compra do terreno onde foi construída a sede da União Espírita

Paz e Caridade, em Araçatuba, fundada em 21 de abril de 1921. Gedeão por volta

1925 foi morar no Bairro do Goulart a convite do Sr Gusman  onde se dedicaram a

fundação do Centro Espírita “Humilde dos Pobres”

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Evento no Abrigo Ismael no ano de 1943. Participação de presidentes, crianças da evangelização e da escola

pública municipal que ali funcionava. Foto copiada do livro Obra de Vultos, volume 1. O Abrigo Ismael, fundado

em 03-10-1941, é um departamento da União Espírita Paz e Caridade, fundado em 21-04-1921.

 

O Sr. José Sanchez Gusman, fundador do C.E. Humilde dos Pobres,

no Bairro Goulart, zona rural do município de Birigui, SP,  muito amigo

de Gedeão Fernandes de Miranda, fundador da U.E. Paz e Caridade em

1921, fez doação que permitiu a Gedeão a  compra do terreno acima

para construção da sede da UEPC. Guzman muito ajudou a UEPC e a

Associação das Senhoras Cristãs dirigida por dona Benedita Fernandes.

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Estrada que faz a ligação do Bairro Goulart, no município de Birigui, com a cidade de Araçatuba. Foto: Ismael Gobbo.

 

Por essa estrada duas vezes por semana José Sanchez Guzman e

Gedeão Fernandes de Miranda que por algum tempo residiu no

Bairro Goulart em propriedade do Sr Guzman,  chegavam em

Araçatuba para participar e fazer doações para a Associação das

Senhoras Cristãs, dirigida por Dona Benedita Fernandes e na União

Espírita Paz e Caridade que foi fundada por  Gedeão em 1921 e

que ele presidia.

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Dona Benedita Fernandes  (1883- 1947)

Imagem do acervo do Hospital Benedita Fernandes

A Biografia de Dona Benedita Fernandes pode ser acessada aqui:

http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultos/benedita_fernandes.htm

 

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Obras na Rua Newton Prado que abrigavam diversas setores e atividades da Associação das Senhoras Cristãs

fundada por dona Benedita Fernandes no dia 6 de março de  1932.  Foto do acervo do Hospital Benedita Fernandes.

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Túmulo de  José Sanchez Gusman no Cemitério da Consolação em  Birigui, SP. Foto Ismael Gobbo

 

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O belo e aconchegante Abrigo Vó Tereza que acolhe senhoras idosas carentes em Birigui, SP.

 Ao lado funciona o Centro Espírita. Foto Ismael Gobbo.  

 

 

Com a fundação da Associação Espírita Beneficente “José Sanchez Gusman,

em 1º. de maio de 1980, idealizada por Aristides Sanches Donha Gusmão e

familiares  surgiram o Centro Espírita e  o Abrigo Vó Tereza.

 

 

 

Prece de Cáritas

 

Deus, nosso Pai, que sois todo poder e bondade, daí forças aqueles que passam pela provação, daí luz àqueles que procuram a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!

Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai! Daí ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.

Senhor! Que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.

Piedade, Senhor, para aquelas que Vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem.

Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé!

Deus! Um raio, uma centelha do Vosso amor pode iluminar a terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. Um só coração, um só pensamento subirá até Vós como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh! Bondade, oh! Beleza, oh! Perfeição, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa misericórdia.

Deus, daí-nos força, ajudai o nosso progresso, a fim de subirmos até Vós; daí-nos a caridade pura, a humildade; daí-nos a fé e a razão, daí-nos a simplicidade, que fará de nossas almas o espelho onde se há de refletir a Vossa Divina Imagem!

Que assim seja!

 

Confira o Áudio:

https://radioriodejaneiro.digital/oracao/prece-de-charitas-emissora-da-fraternidade/#.YaUik1Bv_IU

 

 

 

(Copiado de https://radioriodejaneiro.digital/oracao/prece-de-charitas-emissora-da-fraternidade/#.YaUik1Bv_IU)

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Santa Irene de Tessalônica.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Irene_of_Thessaloniki.jpg

 

 

Segundo consta da Revista Espírita 1862, pags. 84/85, 3ª. Edição, FEB, o espírito que assina Cárita, ou Cáritas, declinou ter sido Santa Irene.

Santa Irene foi martirizada em Tessalônica à época do imperador Diocleciano, grande perseguidor dos cristãos.

Também suas irmãs Ágape e Quiônia pereceram pelo mesmo motivo: não renunciaram à fé no Cristo.

 

Arquivo: CF Nuvolone Martirio de Santa Irene Louvre.jpg

O martírio de Santa Irene. Óleo sobre tela de Carlo Francesco Nuvolone. Museu do Louvre, Paris, França.

Santa Irene é relacionada a Cárita, martirizada à época do imperador Diocleciano.

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:CF_Nuvolone_Martirio_de_Santa_Irene_Louvre.jpg

 

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Restos arqueológicos da cidade antiga. Ao fundo o Arco de Galério. Tessalônica, Grécia. Foto Ismael Gobbo.

Na cidade de Tessalônica foram martirizadas as três  cristãs irmãs:  Irene, Ágape e Quiônia.

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Busto do imperador Diocleciano

Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Diocletian_Bueste.JPG

 

 

 

Jesus e o precursor

 

Livro Boa Nova, pelo espírito Humberto de Campos/Irmão X

Psicografia Francisco Cândido Xavier

FEB

 

 

boaNova

Após a famosa apresentação de Jesus aos doutores do Templo de Jerusalém, Maria recebeu a visita de Isabel e de seu filho, em sua casinha pobre de Nazaré. Depois das saudações habituais, do desdobramento dos assuntos familiares, as duas primas entraram a falar de ambas as crianças, cujo nascimento fora antecipado por acontecimentos singulares e cercado de estranhas circunstâncias.

Enquanto o patriarca José atendia às últimas necessidades diárias de sua oficina humilde, entretinham-se as duas em curiosa palestra, trocando carinhosamente as mais ternas confidências maternais.

O que me espanta – dizia Isabel com caricioso sorriso –  é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade. Não raro, procuro-o inutilmente em casa, para encontrá-lo, quase sempre, entre as figueiras bravas, ou caminhando ao longo das estradas adustas, como se a pequena fronte estivesse dominada por graves pensamentos.

Essas crianças, a meu ver – respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos –,  trazem para a Humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores... Fala de sua comunhão com Deus com uma eloquência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, contentemente, ando a cismar, em relação ao seu destino.

Apesar de todos os valores da crença – murmurou Isabel, convicta –, nós, as mães, temos sempre o espírito abalado por injustificáveis receios.

Como se se deixasse empolgar por amorosos temores, Maria continuou: – Ainda há alguns dias, estivemos em Jerusalém, nas comemorações costumeiras, e a facilidade de argumentação com que Jesus elucidava os problemas, que lhe eram apresentados pelos orientadores do templo, nos deixou a todos receosos e perplexos. Sua ciência não pode ser deste mundo: vem de Deus, que certamente se manifesta por seus lábios amigos de pureza. Notando-lhe as respostas, Eleazar chamou a José, em particular, e o advertiu de que o menino parece haver nascido para a perdição de muitos poderosos em Israel.

Com a prima a lhe escutar atentamente a palavra, Maria prosseguiu, de olhos úmidos, após ligeira pausa: – Ciente desse aviso, procurei Eleazar, a fim de interceder por Jesus, junto de suas valiosas relações com as autoridades do templo. Pensei na sua infância desprotegida e receio pelo seu futuro. Eleazar prometeu interessar-se pela sua sorte; todavia, de regresso a Nazaré, experimentei singular multiplicação dos meus temores. Conversei com José, mais detidamente, acerca do pequeno, preocupada com o seu preparo conveniente para a vida!... Entretanto, no dia que se seguiu às nossas íntimas confabulações, Jesus se aproximou de mim, pela manhã, e me interpelou: “Mãe, que queres tu de mim? Acaso não tenho testemunhado a minha comunhão com o Pai que está no Céu!”

Altamente surpreendida com a sua pergunta, respondi-lhe, hesitante: Tenho cuidado por ti, meu filho! Reconheço que necessitas de um preparo melhor para a vida... Mas, como se estivesse em pleno conhecimento do que se passava em meu íntimo, ponderou ele: “Mãe, toda preparação útil e generosa no mundo é preciosa; entretanto, eu já estou com Deus. Meu Pai, porém, deseja de nós toda a exemplificação que seja boa e eu escolherei, desse modo, a escola melhor”.

No mesmo dia, embora soubesse das belas promessas que os doutores do templo fizeram na sua presença a seu respeito, Jesus aproximou-se de José e lhe pediu, com humildade, o admitisse em seus trabalhos. Desde então, como se nos quisesse ensinar que a melhor escola para Deus é a do lar e a do esforço próprio – concluiu a palavra materna com singeleza —, ele aperfeiçoa as madeiras da oficina, empunha o martelo e a enxó, enchendo a casa de ânimo, com a sua doce alegria!

Isabel lhe escutava atenta a narrativa, e, depois de outras pequenas considerações materiais, ambas observaram que as primeiras sombras da noite desciam na paisagem, acinzentando o céu sem nuvens. A carpintaria já estava fechada e José buscava a serenidade do interior doméstico para o repouso.

As duas mães se entreolharam, inquietas, e perguntavam a si próprias para onde teriam ido as duas crianças.

*

Nazaré, com a sua paisagem, das mais belas de toda a Galileia, é talvez o mais formoso recanto da Palestina. Suas ruas humildes e pedregosas, suas casas pequeninas, suas lojas singulares se agrupam numa ampla concavidade em cima das montanhas, ao norte do Esdrelon. Seus horizontes são estreitos e sem interesse; contudo, os que subam um pouco além, até onde se localizam as casinholas mais elevadas, encontrarão para o olhar assombrado as mais formosas perspectivas. O céu parece alongar-se, cobrindo o conjunto maravilhoso, numa dilatação infinita.

Maria e Isabel avistaram seus filhos, lado a lado, sobre uma eminência banhada pelos derradeiros raios vespertinos. De longe, afigurou-se-lhes que os cabelos de Jesus esvoaçavam ao sopro caricioso das brisas do alto. Seu pequeno indicador mostrava a João as paisagens que se multiplicavam a distância, como um grande general que desse a conhecer as minudências dos seus planos a um soldado de confiança. Ante seus olhos surgiam as montanhas de Samaria, o cume de Magedo, as eminências de Gelboé, a figura esbelta do Tabor, onde, mais tarde, ficaria inesquecível o instante da Transfiguração, o vale do rio sagrado do Cristianismo, os cumes de Safed, o golfo de Khalfa, o elevado cenário do Pereu, num soberbo conjunto de montes e vales, ao lado das águas cristalinas.

Quem poderia saber qual a conversação solitária que se travara entre ambos?

Distanciados no tempo, devemos presumir que fosse, na Terra, a primeira combinação entre o amor e a verdade, para a conquista do mundo. Sabemos, porém, que, na manhã imediata, em partindo o precursor na carinhosa companhia de sua mãe, perguntou Isabel a Jesus, com gracioso interesse: – Não queres vir conosco? Ao que o pequeno carpinteiro de Nazaré respondeu, profeticamente, com inflexão de profunda bondade: “João partirá primeiro”.

Transcorridos alguns anos, vamos encontrar o Batista na sua gloriosa tarefa de preparação do caminho à verdade, precedendo o trabalho divino do amor, que o mundo conheceria em Jesus-Cristo.

João, de fato, partiu primeiro, a fim de executar as operações iniciais para grandiosa conquista. Vestido de peles e alimentando-se de mel selvagem, esclarecendo com energia e deixando-se degolar em testemunho à Verdade, ele precedeu a lição da misericórdia e da bondade.

O Mestre dos mestres quis colocar a figura franca e áspera do seu profeta no limiar de seus gloriosos ensinos e, por isso, encontramos em João Batista um dos mais belos de todos os símbolos imortais do Cristianismo. Salomé representa a futilidade do mundo, Herodes e sua mulher o convencionalismo político e o interesse particular. João era a verdade, e a verdade, na sua tarefa de aperfeiçoamento, dilacera e magoa, deixando-se levar aos sacrifícios extremos.

Como a dor que precede as poderosas manifestações da luz no íntimo dos corações, ela recebe o bloco de mármore bruto e lhe trabalha as asperezas para que a obra do amor surja, em sua pureza divina. João Batista foi a voz clamante do deserto. Operário da primeira hora, é ele o símbolo rude da verdade que arranca as mais fortes raízes do mundo, para que o reino de Deus prevaleça nos corações. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade do amor, a luta para que se desfaçam as sombras do caminho, João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer em si mesmo o santuário de sua realização com o Cristo. Foi por essa razão que dele disse Jesus: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior de todos”.

 

Do cap. 2 do livro Boa Nova, do Espírito de Humberto de Campos, obra psicografada pelo médium Chico Xavier.

 

(Texto copiado do site http://www.oconsolador.com.br/ano4/156/correiomediunico.html)

 

 

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Quadro Sagrada Família com são João menino. Óleo sobre tela por Bartolomé Esteban Murillo.Imagem/fonte:

 https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bartolom%C3%A9_Esteban_Perez_Murillo_-_Holy_Family_with_the_Infant_St_John_-_WGA16368.jpg

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Jesus aos doze anos  encontrado entre os doutores do templo.  James Tissot

Fonte da imagem:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus

 

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A cidade de Nazaré com o Monte Tabor ao fundo. Nazaré, Israel. Foto Ismael Gobbo.

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A juventude de Jesus. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:

 http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brooklyn_Museum_-_The_Youth_of_Jesus_(Jeunesse_de_J%C3%A9sus)_-_James_Tissot_-_overall.jpg

 

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Vista da cidade de Nazaré, Israel, onde Jesus viveu a infância e juventude. Foto Ismael Gobbo.

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Monte Tabor. Região da Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo

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Vista panorâmica de cima do Monte Tabor. Israel. Foto Ismael Gobbo

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Igreja no topo do Monte Tabor em cujo interior há cenas da Transfiguração de Jesus. Israel. Foto Ismael Gobbo

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Cena do batismo de Jesus em detalhe da porta de ingresso da Basílica da Anunciação em  Nazaré, Israel.

 Foto Ismael Gobbo

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Jesus abençoa João Batista no deserto. Imagem/fonte:

 https://it.wikipedia.org/wiki/Dipinti_del_Moretto#/media/File:Moretto,_cristo_che_benedice_il_battista.JPG

 Arquivo: Museu do Brooklyn - Jesus ensina o povo à beira-mar (Jésus enseigne le peuple près de la mer) - James Tissot - global.jpg

Jesus ensino ao povo à beira-mar. Guache sobre grafite em papel tecido cinza. Obra de James Tissot. Imagem/fonte:

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Brooklyn_Museum_-_Jesus_Teaches_the_People_by_the_Sea_(J%C3%A9sus_enseigne_le_peuple_pr%C3%A8s_de_la_mer)_-_James_Tissot_-_overall.jpg

 

 

Amor Infinito

O futuro genro

 

 

(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]])

 

 

 

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