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Boletim diário de Notícias do Movimento Espírita São Paulo, SP, sábado, 24 de janeiro de 2026. Compiladas por Ismael Gobbo |
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Notas |
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1. Recomendamos confirmar junto aos organizadores os eventos aqui divulgados. Podem ocorrer cancelamentos ou mudanças que nem sempre chegam ao nosso conhecimento. 2. Este e-mail é uma for
ma alternativa de divulgação de noticias, eventos, entrevistas e artigos espíritas. Recebemos as informações de fontes diversas via e-mail e fazemos o repasse aos destinatários de nossa lista de contatos de e-mail. Trabalhamos com a expectativa de que as informações que nos chegam sejam absolutamente espíritas na forma como preconiza o codificador do Espiritismo, Allan Kardec. Pedimos aos nossos diletos colaboradores que façam uma análise criteriosa e só nos remetam para divulgação matérias genuinamente espíritas.
3. Este trabalho é pessoal e totalmente gratuito, não recebe qualquer tipo de apoio financeiro e só conta com ajuda de colaboradores voluntários. (Ismael Gobbo).
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Atenção |
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Se você tiver dificuldades em abrir o arquivo, recebê-lo incompleto ou cortado e fotos que não abrem, clique aqui:
https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JANEIRO/24-01-2026.htm
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20-01-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JANEIRO/20-01-2026.htm 15-01-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JANEIRO/15-01-2026.htm 10-01-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JANEIRO/10-01-2026.htm 06-01-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JANEIRO/06-01-2026.htm 02-01-2026 https://www.noticiasespiritas.com.br/2026/JANEIRO/02-01-2026.htm
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Publicação em sequência Revista Espírita – Ano 7 - 1864 |
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(Copiado do site Febnet) |
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Vista de Antuérpia, Bélgica, a partir da margem esquerda de Scheldt (ca. 1890-1900) Imagem/fonte: |
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Index Librorum Prohibitorum Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Index_Librorum_Prohibitorum
O Index Librorum Prohibitorum, em tradução livre o Índice dos Livros Proibidos era uma lista de publicações consideradas heréticas, anticlericais ou lascivas e proibidas pela Igreja Católica.[1] A primeira versão do Index foi promulgada pelo Papa Paulo IV em 1559 e uma versão revista desse foi autorizada pelo Concílio de Trento. A última edição do índice foi publicada em 1948 e o Index só foi abolido pela Igreja Católica em 1966 pelo Papa Paulo VI.[2][3] Nessa lista estavam livros que iam contra os dogmas da Igreja e que continham conteúdo tido como impróprio. Leia mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Index_Librorum_Prohibitorum
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Papa Paulo IV Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Paulo_IV
Papa Paulo IV: .................... ............ ....... Em 30 de abril de 1555, após apenas 21 dias de pontificado, morria em Roma o Papa Marcelo II. Apesar da oposição dos cardeais ligados ao imperador Carlos V, o Colégio dos Cardeais se reuniu novamente em conclave em 15 de maio de 1552 para eleger um sucessor, tendo sido eleito papa Giovanni Pietro Caraffa, que escolheu o nome de Paulo IV, numa vitória dos cardeais contrários ao luteranismo.[5] Como papa, dedicou-se à Inquisição romana, fundada por Paulo III, e à reconstrução administrativa e moral de Roma. Tomou medidas que constituíram significativos excessos de severidade e também contribuíram para tornar mais insolúveis os conflitos e para aumentar a antipatia contra ele em alguns setores da Igreja, inclusive entre os seus antigos colaboradores. Exerceu com rigor a censura dos livros e publicou o primeiro índex dos livros proibidos.[6] Sua má condução da política externa pontifícia, que na época estava a cargo do cardeal Carlos Carafa, seu sobrinho, levou a um conflito aberto com Carlos V em 1556. Não reconheceu o título imperial de Fernando I em 1558 e rompeu com Elisabeth I da Inglaterra, aumentando o isolamento político que afetava Roma.[7] Leia mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Paulo_IV
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Retrato de René Descartes, por Frans Hals. Óleo sobre tela. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Frans_Hals_-_Portret_van_Ren%C3%A9_Descartes.jpg René Descartes foi um dos mais notáveis a ir para o Index
..................... ............. ..........
O objetivo do Index Librorum Prohibitorum inicialmente era reagir contra o avanço do protestantismo, sendo criado em 1559 no Concílio de Trento (1545-1563), e ficando sob a administração da Inquisição ou Santo Ofício. Esta lista continha os títulos de livros ou de obras que se opusessem à doutrina da Igreja Católica e deste modo tinha o objetivo de prevenir a corrupção dos fiéis. O Direito Canônico recomenda ainda que os trabalhos sobre a Sagrada Escritura, Teologia, Direito Canônico, História da Igreja e quaisquer escritos que dizem respeito especialmente à religião ou aos bons costumes sejam submetidos ao juízo do Ordinário local.[4] Se essa pessoa dava o nihil obstat ("nada impede") os subalternos do Ordinário local forneciam o imprimatur ("deixe estar impresso").[5] O índice foi atualizado regularmente até a trigésima-segunda edição, em 1948, tendo os livros sido escolhidos pelo Santo Ofício ou pelo Papa. A lista não era simplesmente reativa, os autores eram encorajados a defender os seus trabalhos. Em certos casos eles podiam re-publicar com omissões se pretendessem evitar a interdição. A censura prévia era encorajada. Leia mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Index_Librorum_Prohibitorum
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Dialogo de Galileo Galilei Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Dialogue#/media/File:Galileos_Dialogue_Title_Page.pngB
Galileu Galilei (em italiano: Galileo Galilei ; Pisa, 15 de fevereiro de 1564 — Florença, 8 de janeiro de 1642[2]) foi um físico, matemático, astrônomo e filósofo florentino. Galileu Galilei foi personalidade fundamental na revolução científica. Foi o mais velho dos sete filhos do alaudista Vincenzo Galilei e de Giulia Ammannati.[3] Viveu boa parte de sua vida entre Pisa e Florença, originalmente na época de seu nascimento ambas parte do Ducado de Florença e, mais tarde, na época de seu falecimento, integrantes do Grão-Ducado da Toscana. Leia mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Galileu_Galilei
Index Librorum Prohibitorum ....................... .................. ..... Em determinados momentos da história obras de cientistas, filósofos, enciclopedistas ou pensadores como Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Giordano Bruno, Nicolau Maquiavel, Erasmo de Roterdão, Baruch de Espinosa, John Locke, Berkeley, Denis Diderot, Blaise Pascal, Thomas Hobbes, René Descartes, Rousseau, Montesquieu, David Hume ou Immanuel Kant tenham pertencido a esta lista, tendo algumas dessas sido removidas mais tarde. Alguns famosos romancistas ou poetas incluídos na lista são: Laurence Sterne, Heinrich Heine, John Milton, Alexandre Dumas (pai e filho), Voltaire, Jonathan Swift, Daniel Defoe, Vitor Hugo, Emile Zola, Stendhal, Gustave Flaubert, Anatole France, Honoré de Balzac, Jean-Paul Sartre, Níkos Kazantzákis, e o sexologista holandês Theodoor Hendrik van de Velde, autor do manual sexual "Ideal Marriage: Its Physiology and Technique". Teve um grande efeito por todo o mundo católico. Por muitos anos, em áreas tão diversas como Quebec, Portugal, Brasil ou Polônia, era muito difícil de encontrar cópias de livros banidos, especialmente fora das grandes cidades. Leia mais: |
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Via Ápia. Roma, Itália. Foto Ismael Gobbo
A Via Ápia (em latim Via Appia, em italiano Via Appia Antica) é uma das principais estradas da antiga Roma. Recebeu este nome em memória do político romano Ápio Cláudio Cego, que iniciou sua construção em 312 a.C. Inicialmente a estrada estendia-se de Roma a Cápua, numa distância de 300 quilômetros. Posteriormente foi ampliada para passar por Benevento, Taranto, até Brindisi (264 a.C.) (no "calcanhar" da península Itálica), chegando a uma extensão de 600 quilômetros. Era chamada, em latim, de Regina Viarum (rainha das estradas).[1][2][3] Leia mais: |
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Coliseu, Roma, Itália. Fotos de Ismael Gobbo
Coliseu (em italiano: Colosseo), também conhecido como Anfiteatro Flaviano (em latim: Amphitheatrum Flavium; em italiano: Anfiteatro Flavio), é um anfiteatro oval localizado no centro da cidade de Roma, capital da Itália. Construído com concreto e areia,[1] é o maior anfiteatro já construído e está situado a leste do Fórum Romano. A construção começou sob o governo do imperador Vespasiano[2] em 72 d.C. e foi concluída em 80, sob o regime do seu sucessor e herdeiro, Tito.[3] Outras modificações foram feitas durante o reinado de Domiciano (81-96).[4] Estes três imperadores são conhecidos como a dinastia flaviana e o anfiteatro foi nomeado em latim desta maneira por sua associação com o nome da família (Flavius). Leia mais: |
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A família flaviana representada no triunfo de Tito. Óleo sobre tela de Lawrence Alma Tadema. 1885. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_Triumph_of_Titus_Alma_Tadema.jpg
Os flavianos inciaram também reformas culturais e econômicas. Sob Vespasiano, novos impostos foram criados para restaurar as finanças imperiais; Domiciano revalorizou a moeda romana aumentando seu conteúdo de prata. Um grande programa de obras públicas foi iniciado para celebrar a ascensão da dinastia, levando à construção de muitos marcos ainda hoje conhecidos na cidade de Roma, incluindo o mais espetacular de todos, o Anfiteatro Flaviano, que ficou conhecido como Coliseu. Leia mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dinastia_flaviana
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As festas romanas do Coliseu. Óleo sobre tela de Pablo Salinas (década de 1900) Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foto Ismael Gobbo |
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Pirâmide Caio Céstio (18 – 12 a.C) e Porta São Paulo, na Muralha Aureliana, saída para a Via Ostiense ligação de Roma a Óstia. Foto Ismael Gobbo |
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Rio Tibre, Ponte Vittório Emanuele II e Vaticano ao fundo. Roma, Itália. Foto Ismael Gobbo
O Tibre (em italiano: Tevere; em latim: Tiberis) é um rio no território italiano, com nascente na Emília-Romanha. Atravessa a Toscana (Sansepolcro), a Úmbria (Città di Castello), depois o Lácio (Orte e Roma) e deságua no mar Tirreno. Leia mais: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Tibre
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Allan Kardec. Óleo sobre tela por Nair Camargo. Foto Ismael Gobbo. |
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O Evangelho segundo o Espiritismo. Por Allan Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. FEB – Federação Espírita Brasileira |
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CAPÍTULO XXI ---------- Haverá falsos cristos e falsos profetas
– Conhece-se a árvore pelo seu fruto – Missão dos profetas – Prodígios dos falsos profetas – Não creiais em todos os Espíritos – Instruções dos Espíritos: Os falsos profetas – Características do verdadeiro profeta – Os falsos profetas da erraticidade – Jeremias e os falsos profetas
Instruções dos Espíritos Os falsos profetas da erraticidade
10. Os falsos profetas não se encontram somente entre os encarnados. Encontram-se também, e em muito maior número, entre os Espíritos orgulhosos que, sob a falsa aparência de amor e caridade, semeiam a desunião e retardam a obra de emancipação da Humanidade, lançando-lhe sutilmente os seus sistemas absurdos, depois de terem feito que seus médiuns os aceitem. E, para melhor fascinarem aqueles a quem desejam iludir, para darem mais peso às suas teorias, se apoderam sem escrúpulo de nomes que só com muito respeito os homens pronunciam. São eles semeiam o fermento dos antagonismos entre os grupos, que os impelem a se isolarem uns dos outros e a se olharem com prevenção. Só isso já seria bastante para os desmascarar, porque, procedendo assim, eles mesmos dão um formal desmentido às suas pretensões. Cegos, portanto, são os homens que se deixam cair em tão grosseira cilada. Há, porém, muitos outros meios de serem reconhecidos. Espíritos da categoria que eles dizem pertencer têm de ser não só muito bons, mas também eminentemente racionais. Pois bem: passai-lhes os sistemas pelo crivo da razão e do bom senso e vede o que restará. Concordai, pois, comigo: todas as vezes que um Espírito indica, como remédio aos males da Humanidade ou como meio de conseguir-se a sua transformação, coisas utópicas e impraticáveis, medidas pueris e ridículas; quando formula um sistema que as mais rudimentares noções da Ciência contradizem, não pode ser senão um Espírito ignorante e mentiroso. Por outro lado, crede que, se nem sempre os indivíduos apreciam a verdade, esta é sempre apreciada pelo bom senso das massas, constituindo isso mais um critério. Se dois princípios se contradizem, achareis a medida do valor intrínseco de ambos, verificando qual dos dois encontra mais ecos e simpatias. Realmente, seria ilógico admitir-se que uma doutrina cujo número de adeptos diminua, progressivamente seja mais verdadeira do que outra que os veja aumentar continuamente. Querendo que a verdade chegue a todos, Deus não a confia num círculo restrito; faz que ela surja em diferentes pontos, a fim de que por toda parte a luz esteja ao lados das trevas. Repeli sem piedade todos esses Espíritos que se apresentam como conselheiros exclusivos, pregando a divisão e o isolamento. Quase sempre são Espíritos vaidosos e medíocres, que procuram impor-se a homens fracos e crédulos, dispensando-lhes exagerados louvores, a fim de os fascinar e de tê-los dominados. São, geralmente, Espíritos sequiosos de poder e que, déspotas públicos ou na intimidade do lar, ainda querem vítimas para tiranizar depois de terem morrido. Em geral, desconfiai das comunicações que trazem um caráter de misticismo e de estranheza, ou que prescrevem cerimônias e atos extravagantes. Nesses casos, há sempre motivo legítimo para suspeição. Tende certeza, igualmente, de que quando uma verdade tem de ser revelada à Humanidade, ela é, por assim dizer, comunicada instantaneamente a todos os grupos sérios, que dispôem de médiuns também sérios, e não a este ou àquele, com exclusão dos outros. Nenhum médium é perfeito, se está obsidiado, e há manifesta obsessão quando um médium só é apto a receber comunicações de determinado Espírito, por mais alto que este procure colocar-se. Consequentemente, todo médium e todo grupo que se julguem privilegiados por obterem comunicações que só eles podem receber e que, por outro lado, se submetem a práticas que tendem para a superstição, indubitavelmente se acham sob o domínio de uma obsessão bem caracterizada, sobretudo quando o Espírito dominador se exibe com um nome que todos, encarnados e desencarnados, devem honrar e respeitar, não permitindo que seja empregado despropositadamente. É incontestável que, submetendo ao crivo da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíritos, será fácil rejeitar o absurdo e o erro. Um médium pode ser fascinado e um grupo pode ser iludido, mas o controle severo dos outros grupos, a ciência adquirida, a elevada autoridade moral dos dirigentes de grupos, as comunicações que os principais médiuns recebem, com um cunho de lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos, farão justiça rapidamente a esses ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos mistificadores ou maus.- Erasto, discípulo de Paulo. (Paris, 1862.) (Veja-se, na Introdução deste livro, o item II: Controle universal do ensino dos Espíritos. O livro dos médiuns, Segunda parte, cap. XXIII, Obsessão.)
Próximo Instruções dos Espíritos Jeremias e os falsos profetas
(Copiado de O Evangelho segundo o Espiritismo. Por Allan Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. FEB – Federação Espírita Brasileira) |
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Jesus falando aos seus discípulos. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:
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Erasto de Paneas. Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Erasto_de_Paneas Erasto, Olimpas, Rodião, Sosípatro, Quarto e Tércio.
Erasto (em grego : Ἔραστος , Erastos ), também conhecido como Erasto de Paneas , é uma pessoa no Novo Testamento . De acordo com a Epístola aos Romanos , Erasto era um administrador (em grego : οἰκονόμος , oikonomos ) em Corinto , um cargo político de alto status cívico. A palavra é definida como "o gerente do domicílio ou dos assuntos domésticos" ou, nesse contexto, "tesoureiro"; [1] A versão King James usa a tradução "chamberlain", enquanto a New International Versionusa "diretor de obras públicas". Uma pessoa chamada Erasto também é mencionada em 2 Timóteo e Atos , e essas menções são geralmente usadas para se referir à mesma pessoa. De acordo com a tradição da Igreja Ortodoxa , Erasto está contado entre os Setenta Discípulos . Ele serviu como diácono e mordomo da Igreja em Jerusalém e depois de Paneas na Palestina. A Igreja lembra-se de São Erasto em 4 de janeiro entre os Setenta e em 10 de novembro. Wikipédia https://en.wikipedia.org/wiki/Erastus_of_Corinth
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Pedra com a inscrição Erasto . Teatro de Corinto. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Erastus_stone_at_Theater_of_Corinth.jpg
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Os fariseus questionando a Jesus. Obra de James Tissot. Imagem/fonte:
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Jantar na casa de Simão, o fariseu. Óleo sobre tela por Moretto da Brescia. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cena_in_casa_di_Simone_in_fariseo_(Moretto).jpg
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Estudo para Jesus e Nicodemos por Henry Ossawa Tanner. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Henry_Ossawa_Tanner_-_Study_for_Jesus_and_Nicodemus.jpg
No diálogo de Jesus com Nicodemos, um fariseu, falou o Mestre: "Ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo." (João, 3,1-8)
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Ensinamentos de Jesus 36 de 40. Parábola da figueira. Gravura de Jan Luyken. Bowyer Bible.gif Descrição: Gravura de Jan Luyken ilustrando Lucas 13:6-9 na Bíblia Bowyer, Bolton, Inglaterra. Data: 6 de agosto de 2009 Fonte: Foto de Harry Kossuth Autor: Phillip Medhurst. Imagem/fonte:
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Parábola do Semeador. Óleo sobre tela de Abel Grimer. Imagem/fonte: http://www.wikigallery.org/wiki/painting_205704/Abel-Grimer/The-Parable-of-the-Sower
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Signorelli - Anticristo e o diabo Descrição Português: Anticristo com o diabo, dos Feitos do Anticristo Data: cerca de 1501 Fonte [1] Autor Luca Signorelli (1450–1523) wikidata:Q7031 q:it:Luca Signorelli. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Signorelli-Antichrist_and_the_devil.jpg |
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Simeão no Templo. Óleo sobre tela de Rembrandt. Descrição Apresentação de Jesus no Templo. Coleção Nationalmuseum. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rembrandt_-_Circumcision_-_WGA19111.jpg |
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Espinheiro. Cafarnaum, Israel. Foto Ismael Gobbo
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Figueira em Cesaréia, Israel. Fotos Ismael Gobbo. |
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‘ O Mar Mediterrâneo em Cesaréia, Israel. Foto Ismael Gobbo.
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Agricultura na Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo. |
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Plantações e sistema de irrigação às margens do Mar da Galiléia em Cafarnaum, Israel. Foto Ismael Gobbo. |
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O evangelista Mateus inspirado por um anjo. Óleo sobre tela por Rembrandt. Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Authorship_of_the_Bible#/media/File:The_Evangelist_Matthew_Inspired_by_an_Angel.jpg
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São Lucas Evangelista. Obra do Artista Vladimir Borovikovsky. Data 1804-1809 Óleo médio sobre papelão Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:St_Luke_the_Evangelist.jpg |
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São Marcos escreve seu Evangelho sob o ditado de São Pedro. Óleo sobre tela de Pasquale Ottino Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Pasquale_Ottini
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Sermão da Montanha. Pintura de Henrik Olrik Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sankt_Matthaeus_Kirke_Copenhagen_altarpiece_detail1.jp
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Prece do “Pai Nosso”. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:
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Allan Kardec (1804- 1869). Codificador do Espiritismo Imagem/fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/Hippolyte_L%C3%A9on_Denizard
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Antes que o manto da saudade nos envolva... |
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Ele era o mais jovem dos três filhos. Parecia não ter muitos compromissos com a vida. Gostava de sair com os amigos, brincar. Estudava, mas não tanto, o que era motivo constante de conversas sérias com seu pai. Quando não conseguiu a classificação ideal para acompanhar o irmão para a Universidade mais conceituada do país, foi uma decepção para o pai. Para ele próprio também. Se tivesse se esforçado mais, teria conseguido. Foi o que ouviu do pai. A mãe lhe disse que ele não deveria ficar tão triste consigo mesmo. Talvez, na Universidade que estava adentrando, algo muito especial lhe estivesse reservado. Afinal, somente Deus tem ciência do que está para vir. Ela também disse ao filho que a vida é um presente e pode ser um passeio lindo, incrível e fantástico. Naturalmente, nem sempre é fácil. Foi na Universidade que ele conheceu uma garota incrível. Foi amor à primeira vista, ou talvez seja melhor dizer, à segunda vista, porque ele ficou admirado no primeiro esbarrão que deu nela. E encantado quando aconteceu o segundo. Por causa dela, se tornou voluntário em uma patrulha na Universidade e até resolveu conquistar sua habilitação de motorista, para melhor auxiliar. Foi depois de um animado final de semana com toda a família, que ele teve um desmaio, foi levado para a emergência hospitalar e nunca mais retornou à consciência. Ele partiu, vitimado por um aneurisma. Na despedida, ante o corpo inerte do filho, o pai, entre lágrimas, externalizou os seus sentimentos: Chris, como eu gostaria que você não tivesse partido. Tão pouco tempo você esteve conosco. Somente dezenove anos. Olhando para esses anos, eu me pergunto por que não usufrui mais de sua companhia. Por que perdi tanto tempo reclamando das suas notas, que poderiam ser mais altas, da carteira de motorista que você poderia ter conseguido mais cedo, da sua falta de interesse por algumas matérias? Reclamei, e reclamei. Poderia ter me servido desse tempo para olhar mais para você, descobrir a vida que brilhava em seus olhos. Olhos que se fecharam e não verei mais. Poderia ter abraçado mais você para ouvir o seu coração batendo junto ao meu. Coração que nunca mais ouvirei. Eu poderia ter feito tantas coisas. E me pergunto de que valeram tantas reclamações quando eu poderia ter vivido muito mais intensamente a sua vida, meu filho. * * * A vida é curta. A vida é breve, é impermanente. Hoje estamos aqui e, logo mais, poderemos ser convidados a tomar da bagagem das nossas conquistas pessoais e partir para o Grande Além. De igual forma, os que amamos. Então, agora, se estamos ao lado de quem amamos, aproveitemos para dizer como essa pessoa é importante, como lhe queremos bem, como ela faz a grande diferença em nossa vida. Agora, enquanto é tempo e estamos lado a lado, digamos ao nosso cônjuge, ao nosso filho, ao nosso amigo, que o amamos. Repitamos isso amanhã, depois e depois. A cada manhã, a cada despertar, a cada aperto de mão, a cada abraço, a cada hora. Usufruamos o convívio enquanto estamos a caminho. Antes que somente a saudade seja o manto que nos envolva. Redação do Momento Espírita,
(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=6917&stat=0) |
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Causa e efeito |
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Embora não entendamos o funcionamento das Leis de Deus, elas se manifestam em nossa vida, como mensageiras da Justiça e do Amor divinos. Paulo e sua esposa atravessavam larga avenida na cidade de São Paulo, quando perceberam, do outro lado da rua, dois rapazes que os olhavam. O marido pressentiu que seriam assaltados. Como não tinham para onde desviar os passos, continuaram andando, com os corações em sobressalto. Então, um dos rapazes lhes cortou a frente, acenando, e gritou: Olá, Dr. Paulo, como vai o senhor? Paulo, ainda amedrontado, cumprimentou-o e foi em frente, aliviado por não ter ocorrido o assalto que ele pressentira. Passadas duas semanas, Paulo foi para cidade do interior, onde residira por muitos anos, a fim de rever familiares e amigos. Aproveitou para visitar uma família que dele recebia auxílio continuado havia anos. A mãe da família disse-lhe, para sua surpresa: O senhor sabia que quase foi assaltado, em São Paulo? Surpreso, ele perguntou: Como a senhora sabe disso? Ela explicou: Soube pelo meu filho, o mais velho, que o senhor conheceu ainda rapazinho, mas que vive sozinho por aí, por opção. Ele enveredou pelos descaminhos da vida. Esteve aqui dia desses e comentou que encontrou o senhor numa rua. Disse que estava com um amigo e juntos preparavam-se para o assalto, quando o reconheceu. Lembrou-se de todas as vezes que o senhor e dona Estela vieram aqui em casa e o quanto nos ajudaram nesses anos todos. Rapidamente, ele se antecipou ao amigo, gritando o seu nome, indo em sua direção, para demonstrar ao comparsa que o senhor não devia ser assaltado, porque era conhecido. Graças a Deus ele não cometeu nenhum desatino com o senhor. Graças a Deus, respondeu Paulo. E ficou a pensar nas felizes coincidências da vida. * * * Essa história demonstra que quem semeia o bem há de colher o bem, diante da Lei de Amor e Justiça, que é Lei de Deus. Cada elo de simpatia lançado à vida nos retorna, em alguma quadra da existência, em forma de bênção ou auxílio de que carecemos. Naturalmente, de igual forma, os delitos e falhas que cometemos não desaparecerão no silêncio, porque a vida prossegue, em constantes desdobramentos de consequências. A frase lapidar de Jesus, A cada um será dado segundo as suas obras, nos lembra da constante semeadura que fazemos na vida. E do valor de cada semente lançada ao vento ou cultivada nos canteiros operosos do bem. Cada ação, palavra ou até mesmo pensamento é uma semente lançada em nosso caminho. As obras que realizamos hoje, pequenas ou grandes, positivas ou negativas, determinarão a colheita que faremos no futuro. É um eco da Lei de Causa e Efeito, pelo qual a bondade gera bons frutos e a maldade, consequências dolorosas. Ao nos dedicarmos a cultivar a paciência, a compaixão e o esforço, estamos garantindo um amanhã mais próspero e cheio de paz. As escolhas que fazemos hoje são o solo onde a nossa felicidade futura irá florescer. Pensemos a respeito e optemos com sabedoria. Redação do Momento Espírita,
(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=7579&stat=0) |
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O Angelus. Óleo sobre tela de Jean-François Millet. 1857/1859. Imagem/fonte:
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Jesus Cristo no Monte das Oliveiras. Óleo sobre tela de Rodolfo Amoedo. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil. Foto Ismael Gobbo
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Perfume de gratidão |
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Jovem e idealista, ela partiu de sua terra natal, a Suíça, para ajudar a reconstruir a Polônia, depois da Segunda Guerra Mundial. Ela assentou tijolos, colocou telhados, levantou paredes. Depois, junto a duas outras voluntárias, que tinham conhecimentos de medicina básica, foi servir num improvisado posto médico. Certa noite, em que suas colegas tinham se deslocado para atender pessoas em outra localidade, ela ficou sozinha. Tomou o seu cobertor, enrolou-se e deitou sob a luz das estrelas. Nada haverá de me acordar. Estou morta de cansaço. No entanto, um pouco depois da meia-noite, um choro de criança a despertou. Ela pensou estar sonhando e não abriu os olhos. O choro voltou a lhe chegar aos ouvidos. Meio dormindo, ouviu uma voz de mulher: Desculpe acordá-la, mas meu filho está doente. Você precisa salvá-lo. Bastou Elisabeth olhar de forma rápida para o garoto de três anos para descobrir que ele era portador de tifo. Explicou para aquela mãe que não tinha remédio algum no posto. A única coisa que podia lhe oferecer era uma xícara de chá. A mulher cravou nela os olhos, com aquele olhar que somente as mães em desespero possuem: A senhora precisa salvar meu filho. Durante a guerra, nos campos de concentração, morreram doze dos meus filhos. Este nasceu lá. Ele não pode morrer. Não agora que o pior já passou. Elisabeth tomou uma decisão. Se aquela mulher andara tantos quilômetros para chegar até ali, se ela suportara a morte de uma dúzia de filhos na guerra e ainda tinha ânimo para rogar pela vida do único que lhe restava, ela merecia todos os sacrifícios. Tomou a criança e, com a mãe, caminhou trinta quilômetros, até encontrar um hospital. Depois de muita insistência, conseguiu que o menino fosse internado. Mas havia uma condição: elas só poderiam retornar para saber notícias depois de três semanas. O hospital estava lotado e os médicos, sobrecarregados. Elisabeth voltou para as atividades do seu posto médico e, nas semanas seguintes, até se esqueceu do garoto. Certa manhã, ao despertar, encontrou ao lado do seu cobertor um lenço cheio de terra. Abrindo-o, leu o bilhete: Para a doutora um pouco de terra abençoada da Polônia. A senhora salvou meu filho. Da senhora W. Um grande sorriso se abriu no rosto cansado de Elisabeth. A mulher andara mais de trinta quilômetros até o hospital e apanhara o seu filho vivo. Levara-o de volta até o povoado onde vivia. Pegara um punhado de terra do seu chão e tornara a andar muito para deixar, quieta, sem perturbar, na calada da noite, o seu presente de gratidão. Elisabeth Kübler-Ross guardou aquela terra, que se tornou para ela o presente mais valioso. * * * A gratidão é perfume acondicionado no frasco d'alma. As criaturas o deixam exalar-se, de forma sutil, envolvendo aqueles a quem são gratas, numa aura de bem-estar. A gratidão, quando manifesta, é como a brisa que abençoa a tarde morna com sua presença. Refaz corações e aumenta a disposição para novas realizações, em prol do próximo. Redação do Momento Espírita, com base
no cap. 9,
(Copiado de https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3497&stat=0) |
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Cura e caridade |
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Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Ideal Espírita. Lição nº 01. Página 17.
Cada vez que nos reportamos aos serviços da cura, é justo pensar nos enfermos, que transcendem o quadro da diagnose comum. Enxameiam, aflitos, por toda parte, aguardando medicação. Há os que cambaleiam de fome, a esmolarem doses de alimentação adequada. Há os que tremem desnudos, requisitando a internação em roupa conveniente. Há os que caem desalentados, a esperarem pela injeção de bom ânimo. Há os que se arrojaram nos tormentos da culpa, rogando tranquilizantes do esquecimento. Há os que se conturbam nas trevas da obsessão a pedirem palavras de luz por drágeas de amor. Há os que choram de saudade nos aposentos do coração, suplicando a bênção do reconforto. Há os que foram mentalmente mutilados por desenganos terríveis, a suspirarem por recursos de apoio. E há, ainda, aqueles outros que se envenenaram de egoísmo e frieza, desespero e ignorância, exigindo a terapêutica incessante da desculpa incondicional. Ajuda, sim, aos doentes do corpo, mas não desprezes os doentes da alma, que caminham na Terra, aparentemente robustos, carregando enfermidades imanifestas que lhes consomem o pensamento e desfiguram a vida. Todos podemos ser instrumentos do bem, uns para com os outros. Não esperes que o companheiro se acame prostrado ou febril para estender-lhe esperança e remédio. Auxilia-o, hoje mesmo, sem humilhar ou ferir, de vez que a verdadeira caridade, tanto quanto possível é tratamento indolor da necessidade humana. Os emissários do Cristo curam os nossos males em divino silêncio. Diante dos outros, procedamos nós igualmente assim. (Texto recebido em email do divulgador Antonio Sávio, Belo Horizonte, MG) |
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Dona Benedita Fernandes, primeira à esquerda de pé, um dos principais vultos do movimento espírita de Araçatuba, SP, depois de curar-se de obsessão no Espiritismo se dedicou a cuidar de doentes mentais e crianças. |
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Benedita Fernandes (27-06-1883 / 09-10-1947), um dos maiores vultos do movimento espírita brasileiro, com as crianças do Abrigo “João de Deus”, do qual foi fundadora e dirigente. Nesta foto de 27 de junho de 1943, d. Benedita, que costumava viajar e passear com as crianças do Abrigo, faz visita à Aliança Espírita “Varas da Videira”, outra entidade de Araçatuba, SP. Leia biografia de Benedita Fernandes acessando: |
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Jesus curando uma mulher enferma no sábado. Aquarela de James Tissot Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:HealWomanSabbath.jpg
De acordo com o Evangelho, Jesus estava ensinando em uma das sinagogas no sábado e havia uma mulher aleijada por um espírito por dezoito anos. Ela estava curvada e não conseguia se endireitar. Quando Jesus a viu, ele a chamou para frente e disse a ela: "Mulher, você está livre de sua enfermidade." Então ele colocou as mãos sobre ela e imediatamente ela se endireitou e louvou a Deus. Leia mais: |
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Nota: Bate-papo entre amigos sobre Divaldo Franco |
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O programa “Divaldo entre amigos”, na noite do dia 16 de janeiro, coordenado por Luciano Klein (Ce), contou atuações de Lacordaire Faiad (MT), Cesar Perri (SP), Orson Carrara (SP), Wesley Caldeira (MG) e Raul Teixeira (RJ). Cada um dos participantes fez relatos sobre suas relações com o orador e médium Divaldo Pereira Franco (1927-2025). Programa promovido pelo Centro de Memória Vianna de Carvalho, de Fortaleza. Acesse pelo link: https://www.youtube.com/live/4n5HTFYXUWQ?si=-i7pmUiAvyhwCVTD
(Recebido em emails de Antonio Cesar Perri de Carvalho [[email protected]] e do GEECX) |
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[913-JornalMundoMaior] POLÍTICA. |
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POLÍTICA. “E, quem governa, seja como quem serve.”— JESUS (Lucas, 22.26)
O Evangelho apresenta, igualmente, a mais elevada fórmula de vida político-administrativa aos povos da Terra.
Quem afirma que semelhantes serviços não se compadecem com os labores do Mestre não penetrou ainda toda a verdade de suas Lições Divinas.
A magna questão é encontrar o elemento humano disposto à execução do sublime princípio. Os ideais democráticos do mundo não derivaram senão do próprio ensinamento do Salvador.
Poderá encontrar algum sociólogo do planeta, plataforma superior além da gloriosa síntese que reclama do governante as legítimas qualidades do servidor fiel?
As revoluções, que custaram tanto sangue, não foram senão uma ânsia de obtenção da fórmula sagrada na realidade política das nações.
Nem, por isso, entretanto, deixaram de ser movimentos criminosos e desleais, como infiéis e perversos têm sido os falsos políticos na atuação do governo comum.
O ensinamento de Jesus, nesse particular, ainda está acima da compreensão vulgar das criaturas.
Quase todos os homens se atiram à conquista dos postos de autoridade e evidência, mas geralmente se encontram excessivamente interessados com as suas próprias vantagens no imediatismo do mundo.
Ignoram que o Cristo aí conta com eles, não como quem governa tirânica ou arbitrariamente, mas como quem serve com alegria, não como quem administra a golpes de força, mas como quem obedece ao Esquema Divino, junto dos seres e coisas da vida.
Jesus é o Supremo Governador da Terra e, ao mesmo tempo, o Supremo Servidor das criaturas humanas. No Livro:- ALMA E LUZ. - Emmanuel/Chico Xavier. Magali Inês Brum - Colaboradora.
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[912-JornalMundoMaior] AUTO-JULGAMENTO. |
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AUTO-JULGAMENTO. Se te decidires a praticar compreensão, adiantar-te-ás, consideravelmente, no caminho do amor, em direção à paz que se te fará suporte à felicidade.
Para isso, é imperioso te situes no lugar dos outros; de modo a que não percas tempo, com qualquer julgamento leviano, capaz de arrojar-te em complicações e enganos, por vezes, de lastimável e longa duração.
Se te observares na condição do agressor, imagina quão valioso se te faria o perdão daqueles a quem houvesse ferido, após reconheceres que te desmandaste num momento de desequilíbrio e loucura.
Fosses a pessoa encarcerada em penúria e doença e saberias agradecer os gestos espontâneos de quem te doasse alguns minutos de reconforto ou leves migalhas de auxílio.
Caso te visses no lugar da pessoa caída em tentação, reflete se poderias haver resistido, com mais eficiência, ao assédio das sugestões infelizes.
Estivesses na posição daqueles que controlam a fortuna ou o poder, a influência ou a autoridade e examina, por ti mesmo, qual seria o teu comportamento.
Colocando-te na situação dos companheiros em lágrimas que viram partir entes amados, sob a neblina da morte, mentaliza a extensão do sofrimento que te dilapidaria o coração ao perder a companhia daqueles que mais amas. De quando a quando, sujeita-te, no silêncio, aos testes dessa natureza, dialogando intimamente de ti para contigo e descobrirás em ti as fontes de renovação espiritual a te nutrirem os sentimentos com novos princípios de tolerância e humanidade. Realmente, advertiu-nos Jesus: -“Não julgues para não serdes julgados.” O Divino Mestre, entretanto, não nos proclamou impedidos de julgar a nós próprios, de modo a revisarmos nossos ideais e atitudes, colocando-nos finalmente a caminho da própria sublimação. No Livro:- ALGO MAIS. Emmanuel/Chico Xavier.
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Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti – O Pensamento” - Vol 1 |
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Reflexão, extraída do livro “Richard Simonetti - O Pensamento” - Vol.1 Organizado por Álvaro Pinto de Arruda. https://www.editoraceac.com.br/loja/produto/o-pensamento WhatsApp- Editora 14 99164-6875
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Amélie Gabrielle Boudet (23-11-1795 / 21-01-1883) |
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Amélie Gabrielle Boudet Imagem internet AMÉLIE GABRIELLE BOUDET Madame Rivail (Sra. Allan Kardec) nasceu em Thiais, cidade do menor e mais populoso Departamento francês – o Sena, aos 2 do Frimário do ano IV, segundo o Calendário Republicano então vigente na França, e que corresponde a 23 de Novembro de 1795. Filha de Julien-Louis Boudet, proprietário e antigo tabelião, homem portanto bem colocado na vida, e de Julie-Louise Seigneat de Lacombe, recebeu, na pia batismal o nome de Amélie-Gabrielle Boudet. A menina Amélie, filha única, aliando desde cedo grande vivacidade e forte interesse pelos estudos, não foi um problema para os pais, que, a par de fina educação moral, lhe proporcionaram apurados dotes intelectuais. Após cursar o colégio primário, estabeleceu-se em Paris com a família, ingressando numa Escola Normal, de onde saiu diplomada em professora de 1a . classe. Revela-nos o Dr. Canuto de Abreu que a senhorinha Amélie também foi professora de Letras e Belas Artes, trazendo de encarnações passadas a tendência inata, por assim dizer, para a poesia e o desenho. Culta e inteligente, chegou a dar à luz três obras, assim nomeadas: “Contos Primaveris”, 1825; “Noções de Desenho”, 1826; “O Essencial em Belas Artes”, 1828. Vivendo em Paris, no mundo das letras e do ensino, quis o Destino que um dia a Srta. Amélie Boudet deparasse com o Professor Hippolyte Denizard Rivail. De estatura baixa, mas bem proporcionada, de olhos pardos e serenos, gentil e graciosa, vivaz nos gestos e na palavra, denunciando inteligência admirável, Amélie Boudet, aliando ainda a todos esses predicados um sorriso terno e bondoso, logo se fez notar pelo circunspecto Prof. Rivail, em quem reconheceu, de imediato, um homem verdadeiramente superior, culto, polido e reto. Em 6 de Fevereiro de 1832, firmava-se o contrato de casamento. Amélie Boudet, tinha nove anos mais que o Prof. Rivail, mas tal era a sua jovialidade física e espiritual, que a olhos vistos aparentava a mesma idade do marido. Jamais essa diferença constituiu entrave à felicidade de ambos. Pouco tempo depois de concluir seus estudos com Pestalozzi, no famoso castelo suíço de Zahringen (Yverdun), o Prof. Rivail fundara em Paris um Instituto Técnico, com orientação baseada nos métodos pestalozzianos. Madame Rivail associou-se ao esposo na afanosa tarefa educacional que ele vinha desempenhando no referido Instituto havia mais de um lustro. Grandemente louvável era essa iniciativa humana e patriótica do Prof. Rivail, pois, não obstante as leis sucessivas decretadas após a Revolução Francesa em prol do ensino, a instrução pública vivia descurada do Governo, tanto que só em 1833, pela lei Guizot, é que oficial e definitivamente ficaria estabelecido o ensino primário na França. Em 1835, o casal sofreu doloroso revés. Aquele estabelecimento de ensino foi obrigado a cerrar suas portas e a entrar em liquidação. Possuindo, porém, esposa altamente compreensiva, resignada e corajosa, fácil lhe foi sobrepor-se a esses infaustos acontecimentos. Amparando-se mutuamente, ambos se lançaram a maiores trabalhos. Durante o dia, enquanto Rivail se encarregava da contabilidade de casas comerciais, sua esposa colaborava de alguma forma na preparação dos cursos gratuitos que haviam organizado na própria residência, e que funcionaram de 1835 a 1840. À noite, novamente juntos, não se davam a descanso justo e merecido, mas improdutivo. O problema da instrução às crianças e aos jovens tornara-se para Prof. Rivail, como o fora para seu mestre Pestalozzi, sempre digno da maior atenção. Por isso, até mesmo as horas da noite ele as dividia para diferentes misteres relacionados com aquele problema, recebendo em todos a cooperação talentosa e espontânea de sua esposa. Além de escrever novas obras de ensino, que, aliás, tiveram grande aceitação, o Prof. Rivail realizava traduções de obras clássicas, preparava para os cursos de Lévi-Alvarès, freqüentados por toda a juventude parisiense do bairro de São Germano, e se dedicava ainda, em dias certos da semana, juntamente com sua esposa, a professorar as matérias estatuídas para os já referidos cursos gratuitos. “Aquele que encontrar uma mulher boa, encontrará o bem e achará gozo no Senhor” - disse Salomão. Amélie Boudet era dessas mulheres boas, nobres e puras, e que, despojadas das vaidades mundanas, descobrem no matrimônio missões nobilitantes a serem desempenhadas. Nos cursos públicos de Matemáticas e Astronomia que o Prof. Rivail bi-semanalmente lecionou, de 1843 a 1848, e aos quais assistiram não só alunos, que também professores, no “Liceu Polimático” que fundou e dirigiu até 1850, não faltou em tempo algum o auxilio eficiente e constante de sua dedicada consorte. Todas essas realizações e outras mais, a bem do povo, se originaram das palestras costumeiras entre os dois cônjuges, mas, como salientou a Condessa de Ségur, deve-se principalmente à mulher, as inspirações que os homens concretizam. No que toca à Madame Rivail, acreditamos que em muitas ocasiões, além de conselheira, foi ela a inspiradora de vários projetos que o marido pôs em execução. Aliás, é o que nos confirma o Sr. P. J. Leymarie ( que com ambos privara ) ao declarar que Kardec tinha em grande consideração as opiniões de sua esposa. Graças principalmente às obras pedagógicas do professor Rivail, adotadas pela própria Universidade de França, e que tiveram sucessivas edições, ele e senhora alcançaram uma posição financeira satisfatória. O nome Denizard Rivail tornou-se conhecido nos meios cultos e além do mais bastante respeitado. Estava aberto para ele o caminho da riqueza e da glória, no terreno da Pedagogia. Sobrar-lhe-ia, agora, mais tempo para dedicar-se à esposa, que na sua humildade e elevação de espírito jamais reclamara coisa alguma. A ambos, porém, estava reservada uma missão, grandiosa pela sua importância universal, mas plena de exaustivos trabalhos e dolorosos espinhos. O primeiro toque de chamada verificou-se em 1854, quando o Prof. Rivail foi atraído para os curiosos fenômenos das “mesas girantes”, então em voga no Mundo todo. Outros convites do Além se seguiram, e vemos, em meados de 1855, na casa da Família Baudin, o Prof. Rivail iniciar os seus primeiros estudos sérios sobre os citados fenômenos, entrevendo, ali, a chave do problema que durante milênios viveu na obscuridade. Acompanhando o esposo nessas investigações, era de se ver a alegria emotiva com que ela tomava conhecimento dos fatos que descerravam para a Humanidade novos horizontes de felicidade. Após observações e experiências inúmeras, o professor Rivail pôs mãos à maravilhosa obra da Codificação, e é ainda de sua cara consorte, então com 60 anos, que ele recebe todo o apoio moral nesse cometimento. Tornou-se ela verdadeira secretária do esposo, secundando-o nos novos e bem mais árduos trabalhos que agora lhe tomavam todo o tempo, estimulando-o, incentivando-o no cumprimento de sua missão. Sem dúvida, os espíritas, muito devemos a Amélie Boudet e estamos de acordo com o que acertadamente escreveu Samuel Smiles: os supremos atos da mulher geralmente permanecem ignorados, não saem à luz da admiração do mundo, porque são feitos na vida privada, longe dos olhos do público, pelo único amor do bem. O nome de Madame Rivail enfileira-se assim, com muita justiça, entre os de inúmeras mulheres que a História registrou como dedicadas e fiéis colaboradoras dos seus esposos, sem as quais talvez eles não levassem a termo as suas missões. Tais foram, por exemplo, as valorosas esposas de Lavoisier, de Buckland, de Flaxman, de Huber, de Sir William Hamilton, de Stuart Mill, de Faraday, de Tom Hood, de Sir Napier, de Pestalozzi, de Lutero, e de tantos outros homens de gênio. A todas essas Grandes Mulheres, além daquelas muito esquecidas pela História, a Humanidade é devedora eterna! Lançado O Livro dos Espíritos, da lavra de Allan Kardec, pseudônimo que tomou o Prof. Rivail, este, meses depois, a 1o . de Janeiro de 1858, com o apoio tão somente de sua esposa, deu a lume o primeiro número da “Revue Spirite”, periódico que alcançou mais de um século de existência grandemente benéfica ao Espiritismo. Havia cerca de seis meses que na residência do casal Rivail, então situada à Rua dos Mártires n. 8, se efetuavam sessões bastante concorridas, exigindo da parte de Madame Rivail uma série de cuidados e atenções, que por vezes a deixavam extenuada. O local chegou a se tornar apertado para o elevado número de pessoas que ali compareciam, de sorte que em Abril de 1858 Allan Kardec fundava, fora do seu lar, a “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas”. Mais uma obra de grave responsabilidade! Tomar tais iniciativas naquela recuada época, em que o despotismo clerical ainda constituía uma força, não era tarefa para muitos. Havia necessidade de larga dose de devotamento, firmeza de vistas e verdadeiro espírito de sacrifício. Ao casal Rivail é que coube, apesar de todos os escolhos e perigos que se lhe deparariam em a nova estrada, empreender, com a assistência e proteção do Alto, a maior revolução de idéias de que se teve notícia nos meados do século XIX. Allan Kardec foi alvo do ódio, da injúria, da calúnia, da inveja, do ciúme e do despeito de inimigos gratuitos, que a todo custo queriam conservar a luz sob o alqueire. Intrigas, traições, insultos, ingratidões, tudo de mal cercou o ilustre reformador, mas em todos os momentos de provas e dificuldades sempre encontrou, no terno afeto de sua nobre esposa, amparo e consolação, confirmando-se essas palavras de Simalen: “A mulher é a estrela de bonança nos temporais da vida.” Com vasta correspondência epistolar, proveniente da França e de vários outros países, não fosse a ajuda de sua esposa nesse setor, sem dúvida não sobraria tempo para Allan Kardec se dedicar ao preparo dos livros da Codificação e de sua revista. Uma série de viagens ( em 1860, 1861, 1862, 1864, etc, ) realizou Kardec, percorrendo mais de vinte cidades francesas, além de várias outras da Suíça e da Bélgica, em todas semeando as idéias espíritas. Sua veneranda consorte, sempre que suas forças lhe permitiam, acompanhou-o em muitas dessas viagens, cujas despesas, cumpre informar, corriam por conta do próprio casal. Parafraseando o escritor Carlyle, poder-se-ia dizer que Madame Allan Kardec, pelo espaço de quase quarenta anos, foi a companheira amante e fiel do seu marido, e com seus atos e suas palavras sempre o ajudou em tudo quanto ele empreendeu de digno e de bom. Aos 31 de Março de 1869, com 65 anos de idade, desencarnava, subitamente, Allan Kardec, quando ultimava os preparativos para a mudança de residência. Foi uma perda irreparável para o mundo espiritista, lançando em consternação a todos quantos o amaram. Madame Allan Kardec, quer partilhara com admirável resignação as desilusões e os infortúnios do esposo, agora, com os cabelos nevados pelos seus 74 anos de existência e a alma sublimada pelos ensinos dos Espíritos do Senhor, suportaria qualquer realidade mais dura. Ante a partida do querido companheiro para a Espiritualidade, portou-se como verdadeira espírita, cheia de fé e estoicismo, conquanto, como é natural, abalada no profundo do ser. No cemitério de Montmartre, onde, com simplicidade, aos 2 de Abril se realizou o sepultamento dos despojos do mestre, comparecia uma multidão de mais de mil pessoas. Discursaram diversos oradores, discípulos dedicados de Kardec, e por último o Sr. E. Muller, que logo no princípio do seu elogio fúnebre ao querido extinto assim se expressou: “Falo em nome de sua viúva, da qual lhe foi companheira fiel e ditosa durante trinta e sete anos de felicidade sem nuvens nem desgostos, daquela que lhe compartiu as crenças e os trabalhos, as vicissitudes e as alegrias, e que se orgulhava da pureza dos costumes, da honestidade absoluta e do desinteresse sublime do esposo; hoje, sozinha, é ela quem nos dá a todos o exemplo de coragem, de tolerância, do perdão das injúrias e do dever escrupulosamente cumprido.” Madame Allan Kardec recebeu da França e do estrangeiro, numerosas e efusivas manifestações de simpatia e encorajamento, o que lhe trouxe novas forças para o prosseguimento da obra do seu amado esposo. Desejando os espiritistas franceses perpetuar num monumento o seu testemunho de profundo reconhecimento à memória do inesquecível mestre, consultaram nesse sentido a viúva, que, sensibilizada com aqueles desejos humanos mas sinceros, anuiu, encarregando desde logo uma comissão para tomar as necessárias providências. Obedecendo a um desenho do Sr. Sebille, foi então levantado no cemitério do Père-Lachaise um dólmen, constituído de três pedras de granito puro, em posição vertical, sobre as quais se colocou uma quarta pedra, tabular, ligeiramente inclinada, e pesando seis toneladas. No interior deste dólmen, sobre uma coluna também de pedra, fixou-se um busto, em bronze, de Kardec. Esta nova morada dos despojos mortais do Codificador foi inaugurada em 31 de Março de 1870 , e nessa ocasião o Sr. Levent, vice presidente da “Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas”, discursou, a pedido de Madame Allan Kardec, em nome dela e dos amigos. Cerca de dois meses após o decesso do excelso missionário de Lyon, sua esposa, no desejo louvável de contribuir para a realização dos plano futuros que ele tivera em mente, e de cujas obras, revista e Livraria passou a ser a única proprietária legal, houve por bem, no interesse da Doutrina, conceder todos os anos certa verba para uma “Caixa Geral do Espiritismo”, cujos fundos seriam aplicados na aquisição de propriedades, a fim de que pudessem ser remediadas quaisquer eventualidades futuras. Outras sábias decisões foram por ela tomadas no sentido de salvaguardar a propaganda do Espiritismo, sendo, por isso, bastante apreciado pelos espíritas de todo o Mundo o seu nobre desinteresse e devotamento. Apesar de sua avançada idade, Madame Allan Kardec demonstrava um espírito de trabalho fora do comum, fazendo questão de tudo gerir pessoalmente, cuidando de assuntos diversos, que demandariam várias cabeças. Além de comparecer à reuniões, para as quais era convidada, todos os anos presidia à belíssima sessão em que se comemorava o Dia dos Mortos, e na qual, após vários oradores mostrarem o que em verdade significa a morte à luz do Espiritismo, expressivas comunicações de Espíritos Superiores eram recebidas por diversos médiuns. Se Madame Allan Kardec – conforme se lê em Revue Spirite de 1869 – se entregasse ao seu interesse pessoal, deixando que as coisas andassem por si mesmas e sem preocupação de sua parte, ela facilmente poderia assegurar tranqüilidade e repouso à sua velhice. Mas, colocando-se num ponto de vista superior, e guiada, além disso, pela certeza de que Allan Kardec com ela contava para prosseguir, no rumo já traçado, a obra moralizadora que lhe foi objeto de toda a solicitude durante os últimos anos de vida, Madame Allan Kardec não hesitou um só instante. Profundamente convencida da verdade dos ensinos espíritas, ela buscou garantir a vitalidade do Espiritismo no futuro, e, conforme ela mesma o disse, melhor não saberia aplicar o tempo que ainda lhe restava na Terra, antes de reunirse ao esposo. Esforçando-se por concretizar os planos expostos por Allan Kardec em “Revue Spirite” de 1868, ela conseguiu, depois de cuidadosos estudos feitos conjuntamente com alguns dos velhos discípulos de Kardec, fundar a “Sociedade Anônima do Espiritismo”. Destinada à vulgarização do Espiritismo por todos os meios permitidos pelas leis, a referida sociedade tinha, contudo, como fito principal, a continuação da “Revue Spirite”, a publicação das obras de Kardec e bem assim de todos os livros que tratassem do Espiritismo. Graças, pois, à visão, ao empenho, ao devotamento sem limites de Madame Allan Kardec, o Espiritismo cresceu a passos de gigante, não só na França, que também no Mundo todo. Estafantes eram os afazeres dessa admirável mulher, cuja idade já lhe exigia repouso físico e sossego de espírito. Bem cedo, entretanto, os Céus a socorreram. O Sr. P. G. Leymarie, um dos mais fervorosos discípulos de Kardec desde 1858, médium, homem honesto e trabalhador incansável, assumiu em 1871 a gerência da Revue Spirite e da Livraria, e logo depois, com a renúncia dos companheiros de administração da sociedade anônima, sozinho tomou sob os ombros os pesados encargos da direção. Daí por diante, foi ele o braço direito de Madame Allan Kardec, sempre acatando com respeito as instruções emanadas da venerável anciã, permitindo que ela terminasse seus dias em paz e confiante no progresso contínuo do Espiritismo. Parecendo muito comercial, aos olhos de alguns espíritas puritanos, o título dado à Sociedade, Madame Allan Kardec, que também nunca simpatizara com esse título, mas que o aceitara por causa de certas conveniências, resolveu, na assembléia geral de 18 de Outubro de 1873, dar-lhe novo nome: “Sociedade para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”, satisfazendo com isso a gregos e troianos. Muito ainda fez essa extraordinária mulher a prol do Espiritismo e de todos quantos lhe pediam um conselho ou uma palavra de consolo, até que em 21 de Janeiro de 1883, às 5 horas da madrugada, docemente, com rara lucidez de espírito, com aquele mesmo gracioso e meigo sorriso que sempre lhe brincava nos lábios, desatou-se dos últimos laços que a prendiam à matéria. A querida velhinha tinha então 87 anos, e nessa idade, contam os que a conheceram, ainda lia sem precisar de óculos e escrevia ao mesmo tempo corretamente e com letra firme. Aplicando-lhe as expressões de célebre escritor, pode-se dizer, sem nenhum excesso, que “sua existência inteira foi um poema cheio de coragem, perseverança, caridade e sabedoria”. Compreensível, pois, era a consternação que atingiu a família espírita em todos os quadrantes do globo. De acordo com o seus próprios desejos, o enterro de Madame Allan Kardec foi simples e espiriticamente realizado, saindo o féretro de sua residência, na Avenida e Vila Ségur n. 39, para o Père-Lachaise, a 12 quilômetros de distância. Grande multidão, composta de pessoas humildes e de destaque, compareceu em 23 de Janeiro às exéquias junto ao dólmen de Kardec, onde os despojos da velhinha foram inumados e onde todos os anos, até à sua desencarnação, ela compareceu às solenidades de 31 de março. Na coluna que suporta o busto do Codificador foram depois gravados, à esquerda, esses dizeres em letras maiúsculas: AMÈLIE GABRIELLE BOUDET – VEUVE ALLAN KARDEC – 21 NOVEMBRE 1795 – 21 JANVIER 1883. No ato do sepultamento falaram os Srs. P.G. Leymarie, em nome de todos os espíritas e da “Sociedade para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”, Charles Fauvety, ilustre escritor e presidente da “Sociedade Científica de Estudos Psicológicos”, e bem assim representantes de outras Instituições e amigos, como Gabriel Delanne, Cot, Carrier, J. Camille Chaigneau, poeta e escritor, Lecoq, Georges Cochet, Louis Vignon, que dedicou delicados versos à querida extinta, o Dr. Josset e a distinta escritora, a Sra. Sofia Rosen-Dufaure, todos fazendo sobressair os reais méritos daquela digna sucessora de Kardec. Por fim, com uma prece feita pelo Sr. Warroquier, os presentes se dispersaram em silêncio. A nota mais tocante daquelas homenagens póstumas foi dada pelo Sr. Lecoq. Leu ele, para alegria de todos, bela comunicação mediúnica de Antonio de Pádua, recebida em 22 de Janeiro, na qual esse iluminado Espírito descrevia a brilhante recepção com que elevados Amigos do Espaço, juntamente com Allan Kardec, acolheram aquele ser bem aventurado. No improviso do Sr. P.G. Leymarie, este relembrou, em traços rápidos, algo da vida operosa da veneranda extinta, da sua nobreza d'alma, afirmando, entre outras coisas, que a publicação tanto de O Livro dos Espíritos, quanto da Revue Spirite, se deveu em grande parte à firmeza de ânimo, à insistência, à perseverança de Madame Allan Kardec. Não deixando herdeiros diretos, pois que não teve filhos, por testamento fez ela sua legatária universal a “Sociedade para Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”. Embora uma parenta sua, já bem idosa, e os filhos desta intentassem anular essas disposições testamentárias, alegando que ela não estava em perfeito juízo, nada, entretanto, conseguiram, pois as provas em contrário foram esmagadoras. Em 26 de Janeiro de 1883, o conceituado médium parisiense Sr. E. Cordurié recebia espontaneamente uma mensagem assinada pelo Espírito de Madame Allan Kardec, logo seguida de outra, da autoria de seu esposo. Singelas na forma, belas nos conceitos, tinham ainda um sopro de imortalidade e comprovavam que a vida continua... Fonte: WANTUIL, Zêus, Grandes Espíritas do Brasil, p. 51
(Texto copiado de http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Amelie-Gabrielle-Boudet.pdf)
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Thais, França. Câmara Municipal, agora Academia de Artes. Prédio construído em 1882/1883 e inaugurado em 10-08-1884. Em Thiais nasceu Amelie Gabrielle Boudet esposa de Allan Kardec. Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Thiais#/media/File:Acad%C3%A9mie_des_arts_de_THIAIS_(3466429280).jpg |
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Ilustração artística retratando Allan Kardec e sua esposa Amelie Gabrielle Boudet. Do acervo do CEI-Conselho Espírita Internacional. Apresentada em 2004 no Congresso Espírita Mundial Imagem copiada de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9lie_Gabrielle_Boudet#mediaviewer/File:A._Kardec_et_A._Boudet.jpg |
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Túmulo em forma de dólmen druida de Allan Kardec e de sua esposa Amelie Gabrielle Boudet, no Cemitério Père Lachaise, em Paris, França. Foto Ismael Gobbo |
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Placa afixada pela Prefeitura de Paris na parede de trás do dólmen de Allan Kardec e de sua esposa e colaboradora Amelie Gabrielle Boudet, no Cemitério Père Lachaise. Foto Ismael Gobbo |
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Fachada do Palácio Garnier. Ópera Nacional de Paris.. Foto Laura Emilia Michelin Gobbo. |
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Eusápia Paladino |
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Cidade de Minervino Murge (região da Púglia, província de Bari), onde nasceu Eusápia Paladino. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:01-08-2007-ID_968_min.jpg |
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Fotografia de Eusápia Paladino em 1893. https://pt.wikipedia.org/wiki/Eus%C3%A1pia_Palladino#/media/File:Eusapia_Palladino.jpg |
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Eusápia Paladino |
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Eusápia Paladino Imagem/fonte: https://carlossalvarado.files.wordpress.com/2013/07/eusapia-palladino-whole-body-courtier.gif |
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A médium Eusápia Paladino observada por Alexandre Aksakof Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Eus%C3%A1pia_Palladino |
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Eusápia Paladino faz levitar uma mesa na casa de Camille Flammarion. Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Eus%C3%A1pia_Palladino |
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A médium Eusápia Paladino faz levitar um Bandolin Imagem/fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Eus%C3%A1pia_Palladino |
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A médium Eusápia Paladino em 1894. Júlian Ochorowicz, à esquerda, controla a mão direita e Dr. Ségard, controla mão e pé esquerdo. Imagem/fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Eusapia_Palladino#/media/File:Psychicmedium.jpg |
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Nápoles, cidade onde faleceu Eusápia Paladino. O grande cais, praça do municipio e a igreja “Santa Maria del Rimedio” em primeiro plano. Foto do final do século XIX. Imagem/fonte: |
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Antônio Gonçalves da Silva (Batuíra) 26-12-1838 / 22-01-1909 |
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Nascido a 26 de dezembro de 1838, em Portugal, na Vila Meã, freguesia de São Tomé do Castelo, concelho de Vila Real e desencarnado em São Paulo, no dia 22 de janeiro de 1909.
Completada a sua instrução primária, veio para o Brasil, com apenas doze anos de idade, aportando no Rio de Janeiro, a 3 de janeiro de 1850.
Seu nome de origem era Antônio Gonçalves da Silva, entretanto, devido a ser um moço muito ativo, correndo daqui para acolá, a gente da rua o apelidara "o batuíra", o nome que se dava à narceja, ave pernalta, muito ligeira, de voo rápido, que frequentava os charcos na várzea formada, no atual Parque D. Pedro II, em S. Paulo, pelos transbordamentos do rio Tamanduateí. Desde então o cognome Batuíra foi incorporado ao seu nome.
Batuíra desempenhou uma série de atividades que não cabe registrar nesta concisa biografia, entretanto, podemos afirmar que defendeu calorosamente a idéia da abolição da escravatura no Brasil, quer seja abrigando escravos em sua casa e conseguindo-lhes a carta de alforria, ou fundando um jornalzinho a fim de colaborar na campanha encetada pelos grandes abolicionistas Luiz Gama, José do Patrocínio, Raul Pompéia, Paulo Ney, Antônio Bento, Rui Barbosa e tantos outros grandes paladinos das idéias liberais.
Homem de costumes simples, alimentando-se apenas de hortaliças, legumes e frutas, plantava no quintal de sua casa tudo aquilo de que necessitava para o seu sustento. Com as economias, adquiriu os então desvalorizados terrenos do Lavapés, em S. Paulo, edificando boa casa de residência e, ao lado dela, uma rua particular com pequenas casas que alugava a pessoas necessitadas. O tempo contribuiu para que tudo ali se valorizasse, propiciando a Batuíra apreciáveis recursos financeiros. A rua particular deveria ser mais tarde a Rua Espírita, que ainda lá está.
Tomando conhecimento das altamente consoladoras verdades do Espiritismo, integrou- se resolutamente nessa causa, procurando pautar seus atos nos moldes dos preceitos evangélicos. Identificou- se de tal maneira com os postulados espíritas e evangélicos que, ao contrário do "moço rico" da narrativa evangélica, como que procurando dar uma demonstração eloquente da sua comunhão com os preceitos legados por Jesus Cristo, desprendeu-se de tudo quanto tinha e pôs-se a seguir as Suas pegadas. Distribuiu o seu tesouro na Terra, para entrar de posse daquele outro tesouro do Céu.
Tornou-se um dos pioneiros do Espiritismo no Brasil. Fundou o "Grupo Espírita Verdade e Luz", onde, no dia 6 de abril de 1890, diante de enorme assembléia, dava início a uma série de explanações sobre "O Evangelho Segundo o Espiritismo".
Nessa oportunidade deixara de circular a única publicação espírita da época, intitulada "Espiritualismo Experimental" redigida desde setembro de 1886, por Santos Cruz Junior. Sentindo a lacuna deixada por essa interrupção, Batuíra adquiriu uma pequena tipografia, a que denominou "Tipografia Espírita", iniciando a 20 de maio de 1890, a publicação de um quinzenário de quatro páginas com o nome "Verdade e Luz", posteriormente transformado em revista e do qual foi o diretor responsável até a data de sua desencarnação. A tiragem desse periódico era das mais elevadas, pois de 2 ou 3 mil exemplares, conseguiu chegar até 15 mil, quantidade fabulosa naquela época, quando nem os jornais diários ultrapassavam a casa dos 3 mil exemplares. Nessa tarefa gloriosa e ingente Batuíra despendeu sua velhice. Era de vê-lo, trôpego, de grandes óculos, debruçado nos cavaletes da pequena tipografia, catando, com os dedos trêmulos, letras no fundo dos caixotins.
Para a manutenção dessa publicação, Batuíra despendeu somas respeitáveis, já que as assinaturas somavam quantia irrisória. Por volta de 1902 foi levado a vender uma série de casas situadas na Rua Espírita e na Rua dos Lavapés, a fim de equilibrar suas finanças.
Não era apenas esse periódico que pesava nas finanças de Batuíra. Espírito animado de grande bondade, coração aberto a todas as desventuras, dividia também com os necessitados o fruto de suas economias. Na sua casa a caridade se manifestava em tudo: jamais o socorro foi negado a alguém, jamais uma pessoa saiu dali sem ser devidamente amparada, havendo mesmo muitas afirmativas de que "um bando de aleijados vivia com ele". Quem ali chegasse, tinha cama, mesa e um cobertor.
Certa vez, um desses homens que vivia sob o seu amparo, furtou-lhe um relógio de ouro e corrente do mesmo metal. Houve uma denúncia e ameaças de prisão. A esposa de Batuíra lamentou-se, dizendo: É o único objeto bom que lhe resta. Batuíra, porém, impediu que se tomasse qualquer medida, afirmando: Deixai-o, quem sabe precisa mais do que eu.
Batuíra casou-se em primeiras núpcias com Da. Brandina Maria de Jesus, de quem teve um filho, Joaquim Gonçalves Batuíra, que veio a desencarnar depois de homem feito e casado. Em segundas núpcias, casou-se com Da. Maria das Dores Coutinho e Silva; desse casamento teve um filho, que desencarnou repentinamente com doze anos de idade. Posteriormente adotou uma criança retardada mental e paralítica, a qual conviveu em sua companhia desde 1888.
Figura bastante popular em S. Paulo, Batuíra tornou-se querido de todos, tendo vários órgãos da imprensa leiga registrado a sua desencarnação e apologiado a sua figura exponencial de homem caridoso e dedicado aos sofredores.
Fonte: Grandes vultos do Espiritismo - A vida surpreendente de Batuíra Apolo Oliva Filho e Boletim SEI n. 2149, ed Lar Fabiano de Cristo. Em 14.07.2009.
Antônio Gonçalves da Silva (Batuíra), nasceu a 26 de dezembro de 1838, em Portugal, na Vila Meã, freguesia de São Tomé do Castelo, concelho de Vila Real.
Aos doze anos, imigrou para o Brasil, vivendo três anos no Rio de Janeiro, transferindo-se depois para Campinas (São Paulo), onde trabalhou por alguns anos na lavoura.
Mais tarde, fixou residência na Capital bandeirante, dedicando-se à venda de jornais. Naquela época, São Paulo era uma cidade de 30 mil habitantes. Ele entregava os jornais de casa em casa, conquistando nessa profissão a simpatia e a amizade dos seus fregueses. Muito ativo, correndo daqui para acolá, a gente da rua o apelidava "O Batuíra" (nome que o povo dava à narceja, ave pernalta, muito ligeira, de voo rápido, que frequenta os charcos, à volta dos lagos).
Convivendo com os acadêmicos de Direito do Largo de São Francisco passou a dedicar-se à arte teatral: montou pequeno teatro à rua Cruz Preta (depois denominada rua Senador Quintino Bocaiúva). Quando aparecia em cena, Batuíra era aplaudido e os estudantes lhe dedicavam versos como estes:
Salve grande Batuíra
Àquela altura da sua vida passou a fabricar charutos, o que fez prosperar as suas finanças. Adquiriu diversos lotes de terrenos no Lavapés, onde construiu sua residência e, ao lado, uma rua particular de casas que alugava aos humildes e que hoje se chama Rua Espírita.
De espírito humanitário e idealista, aderiu, desde logo, à Campanha Abolicionista, trabalhando denodadamente ao lado de Luiz Gama e de Antônio Bento. Em sua casa, abrigava os escravos foragidos e só os deixava sair com a Carta de Alforria.
Despertado pela Doutrina Espírita, exemplificou no mais alto grau os ensinamentos cristãos: praticava a caridade, consolava os aflitos, tratava os doentes com a Homeopatia e difundia os princípios espíritas. Fundou o jornal "Verdade e Luz", em 25 de maio de 1890, que chegou a ter uma tiragem de cinco mil exemplares. Abriu mão dos seus bens em favor dos necessitados.
A sua casa no Lavapés era, ao mesmo tempo, hospital, farmácia, albergue, escola e asilo. Ele a doou para sede da Instituição Beneficente "Verdade e Luz". Recolhia os doentes e os desamparados, infundindo-lhes a fé necessária para poderem suportar suas provas terrenas. A propósito disso, dizia-se de Batuíra: Um bando de aleijados vivia com ele.
Quem chegasse à sua casa, fosse lá quem fosse, tinha cama, mesa e cobertor.
De suas primeiras núpcias com dona Brandina Maria de Jesus, teve um filho, Joaquim Gonçalves Batuíra que veio a se casar com dona Flora Augusta Gonçalves Batuíra. Das segundas núpcias teve outro filho que desencarnou aos doze anos. Mas, apesar disso, Batuíra era pai de quase toda gente. Exemplo disso foi o Zeca, que Batuíra recebeu com poucos meses e criou como seu filho adotivo, o qual se tornou continuador da sua obra na instituição beneficente que ele fundara.
Eis alguns traços da personalidade de Batuíra, pela pena do festejado escritor Afonso Schmidt: Em 1873, por ocasião da terrível epidemia de varíola que assolou a capital da Província, ele serviu de médico, de enfermeiro, de pai para os flagelados, deu-lhes não apenas o remédio e os desvelos, mas também o pão, o teto e o agasalho. Daí a popularidade de sua figura. Era baixo, entroncado e usava longas barbas que lhe cobriam o peito amplo. Com o tempo essa barba se fez branca e os amigos diziam que ele era tão bom, que se parecia com o imperador.
Batuíra era tão popular que foi citado em obras como: "História e Tradições da Cidade de São Paulo", de Ernani Silva Bueno; "A Academia de São Paulo - Tradições e Reminiscências - Estudantes, Estudantões e Estudantadas", de Almeida Nogueira; "A Cidade de São Paulo em 1900", de Alfredo Moreira Pinto. Escreveram ainda sobre ele J. B. Chagas, Afonso Schmidt, Paulo Alves Godoy e Zeus Wantuil.
Batuíra criou grupos espíritas em São Paulo, Minas Gerais e Estado do Rio, proferiu conferências espíritas por toda parte, criou a Livraria e Editora Espírita, onde se fez impressor e tipógrafo.
Referindo-se à sua desencarnação, Afonso Schmidt escreveu: Batuíra faleceu a 22 de Janeiro de 1909. São Paulo inteiro comove-se com o seu desaparecimento. Que idade tinha? Nem ele mesmo sabia. Mas o seu nome ficou por aí, como um clarão de bondade, de doçura, de delicadeza ao céu, dessas que se vão fazendo cada vez mais raras num mundo velho, sem porteira...
(Copiado do site Feparana)
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Certidão de Nascimento de Batuíra recebida em email de Rosário Abranches Jordão |
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Casa onde nasceu Batuíra em Vila Meã, freguesia de São Tomé do Castelo, Conselho de Vila Real, Portugal. Foto recebida em email de Rosário Abranches Jordão |
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Placa na casa onde nasceu Batuíra em Vila Meã, freguesia de São Tomé do Castelo, Conselho de Vila Real, Portugal. Foto recebida em email de Rosário Abranches Jordão |
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Distribuição de Natal em 1924, da Instituição “Verdade e Luz”. São Paulo, Brasil. |
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Predito da Instituição “VERDADE E Luz”, localizada à rua Espírita, no. 28, doada por Batuíra. São Paulo, Brasil . Foto do início dos anos de 1920. Imagem/fonte:
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Túmulo de Batuíra no Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil. Foto Ismael Gobbo |
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Entada e Capela no Cemitério da Consolação. São Paulo, Brasil. Foto Ismael Gobbo |
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Capela no Cemitério da Consolação. Projeto de Ramos de Azevedo. São Paulo, Brasil. Foto: Ismael Gobbo. |
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HOMENAGEM
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Manoel Francisco Pedroso (21/03/1883 - 23/01/1959) |
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Biografia
elaborada por Manoel Francisco Pedroso, filho de José Francisco Pedroso e de D. Cecília Pedroso, nasceu no dia 21 de março de 1883, em São João da Ribeira, Almagreira, Portugal. Casou-se com D. Joaquina de Jesus Pedroso, também portuguesa, em terras lusitanas. Ambos imigraram para o Brasil em 30/11/1915, ainda sem filhos, rumando para o sudoeste mineiro, fixando-se em Guaxupé, onde passaram a desenvolver atividade comercial. Conseguiram o visto definitivo em 02/09/1939. D. Joaquina, que foi uma parteira famosa, embora tivesse ficado grávida por cinco vezes, sofreu os revezes de igual número de abortos. Mas a alegria acabou chegando com o nascimento do filho Manoel Francisco Pedroso Filho, em Guaxupé, que viria a ser médico conceituado e de renome na cidade de Araçatuba. Criaram também a menina Tereza Monteiro, uma afilhada que perdera a mãe, Dona Maria da Luz, portuguesa e viúva do Sr. Antônio Monteiro. Além de Tereza, que mais tarde tornou-se a Senhora José Colaferro, também seus outros seis irmãos ficaram por algum tempo sob a tutela de meus avós, até serem convenientemente encaminhados para lares de pessoas honestas, seus padrinhos ou parentes. O primeiro trabalho de Manoel, quando chegou a Araçatuba, foi o de assentar dormentes para a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil -N.O.B, em cuja empresa, no Hospital “Francisco Barbosa”, seu filho exerceria a profissão de médico. Tempos depois, abriria um estabelecimento de “secos e molhados”, conhecido como “Casa Luzitana”, situado na rua Oswaldo Cruz, 103, onde hoje está situado o Hotel Itapura, que também foi obra por ele edificada. Através de seus esforços e muito trabalho, ao lado da batalhadora companheira Joaquina, vovô Manoel conseguiu alcançar uma situação financeira tranquila. Passou a dedicar-se apenas à compra de cereais, como café, arroz, feijão, cebola e batatas, deixando-os depositados na Máquina Boa Vista, à Rua Bandeirantes, nº 5, que era propriedade do seu compadre José Ferreira Batista. Com o passar dos tempos seu filho “Neco”, como era carinhosamente tratado em família, precisava continuar seus estudos fora de Araçatuba, tendo em vista que aqui não havia o curso ginasial. Encaminhou-o para o Ateneu Paulista, em Campinas, onde esteve entre 1930 e 1932, ao lado do amigo Damião, filho de Manoel Ferreira Damião, que mais tarde tornou-se advogado; de Joaquim Geraldo Corrêa, o “Zizinho”, filho de Sebastião Guimarães Corrêa, e José Ferreira Batista Júnior. Em 1934, Pedrosinho estuda no Colégio São Bento e, depois, ingressa como acadêmico da Faculdade de Medicina da Escola Paulista, de onde sairia médico. Vovô era, para mim, uma pessoa muito especial, sempre muito bem posto, elegante, dono de um grande coração, que gostava de cultivar a generosidade para com os seus semelhantes. O seu ponto fraco talvez fosse a excessiva confiança naqueles que o cercavam. Essa postura fez com que amargasse muitos prejuízos financeiros, só não sucumbindo porque vovó, uma criatura mais dura, de personalidade mais forte, experiente no convívio diário com pessoas de todas as índoles e condições sociais, segurava as rédeas e lhe evitava mais sérios aborrecimentos. Para o neto Manoel, o avô foi o ponto de partida, o esteio da família Pedroso: “a ele e aos nossos pais devemos tudo aquilo que hoje somos”. Para Nair, sua nora, o sogro foi como que um segundo pai, sempre prestativo, ajudando-a a cuidar dos filhos para que pudesse realizar os seus afazeres, inclusive ensinando-a a dirigir automóveis. Conta-nos, Dona Maria de Nazareth, filha do Sr. Vicente Antônio, que muito trabalhou como carpinteiro para meu avô: “Teve uma ocasião que meu pai estava passando por uma situação financeira muito difícil, quase a ponto de perder tudo. Tal não aconteceu porque “seo” Manoel o socorreu com empréstimo em dinheiro. O sr. Pedroso e a D. Joaquina eram pessoas bondosas que não olhavam a quem faziam o bem”. Manoel era considerado como um patriarca entre os portugueses, a ponto de nenhum deles tomar qualquer decisão importante sem antes buscar a sua orientação segura e cheia de bondade. Na Santa Casa, onde mais tarde seu filho foi diretor e provedor, é considerado benemérito da capela, muito ajudando na sua construção. Prestou, também, relevantes serviços junto à Associação Comercial.
O Espiritismo Vovô e vovó professavam a religião católica. Conheceram o Espiritismo quando papai, que cursava o segundo ano de medicina, começou a conviver com grave problema em uma das vistas. Apesar de todos os exames laboratoriais feitos, não se descobria a causa da doença, com o caso piorando a cada dia e já trazendo pânico para papai e para meus avós. Foi quando uma pessoa amiga indicou para minha avó, em São Paulo, um centro espírita, dizendo que deviam fazer uma consulta espiritual. Receberam uma orientação para prosseguirem fazendo os exames médicos, sem desânimo, porque a causa não tardaria a ser descoberta. Com efeito, dias após, em nova tentativa, o exame detectou uma doença hereditária grave que, logo tratada, devolveu a saúde para papai e a tranquilidade para toda a família. A partir de então, na companhia de grandes amigos, como Waldomiro Matheus da Silva, Antônio Freitas de Menezes e Vicente Antônio, passaram a frequentar as sessões que eram realizadas na casa de D. Carmen, uma espírita da vizinha cidade de Coroados-SP. Nos idos de 1940 começaram a ir ao Centro Espírita “Amor e Caridade”, dirigido por D. Linda e Sr. João Dias de Almeida, assim como faziam dezenas de espíritas de Araçatuba, utilizando-se, inicialmente, da velha “jardineira” que fazia o trajeto pela perigosa e empoeirada estrada do Guatambu. Ali, viveram momentos inesquecíveis, ao lado de D. Olinda Marques, que, através de Manoel, se tornou espírita, de D. Ávila Alves, a conhecida “Lili”, e seu esposo Alberto, Abilio Fernandes da Silva, Vitor Mota e tantos outros. É D. Lili quem nos presta algumas informações subsidiárias à respeito da personalidade de meus avós, tanto no movimento espírita como fora dele: “O Sr. Manoel e D. Joaquina formavam um casal extremamente simpático, com o qual mantivemos um excelente relacionamento. Na minha vida pessoal, fui assistida por D. Joaquina que, com toda a sua habilidade e conhecimentos, promoveu o parto de meu filho Arary. Na vida espírita, lembro-me da assiduidade com que compareciam às reuniões, todos os sábados, à noite, no Centro Espírita “Amor e Caridade”, em Birigui, sendo inúmeras as vezes em que me ofereceram “carona” para ir ou voltar, naquela Casa Espírita, onde, até hoje, tenho participado. O Sr. Manoel foi um espírita muito convicto e firme”.
Centro Espírita “Bezerra de Menezes” No movimento espírita de Araçatuba, Manoel Francisco Pedroso participou no C. E. “Bezerra de Menezes”, desde quando este funcionava na Rua das Flores s/nº, atual Rua Fundador Vicente Franco. A sua grande atuação naquela casa, onde é considerado como grande benemérito, se deu quando, a partir de 1949, se cogitou da construção da nova sede, que até hoje funciona na Rua Oscar Rodrigues Alves, 152, cuja planta foi apresentada em reunião realizada em 1950. Em 1952, na condição de primeiro-tesoureiro, foi indicado como diretor da Comissão de Construção, que era presidida por seu velho amigo Antônio Freitas de Menezes. Na eleição de 04/03/1953, foi reeleito tesoureiro com amplos poderes para providenciar tudo aquilo que fosse necessário para o perfeito andamento das obras. Não economizou bens materiais e esforço pessoal para que aquele grande prédio fosse erguido no menor espaço de tempo possível, conforme está anotado na ata da assembléia de 28/09/1953: “... colaboração eficiente, segura e competente do Sr. Manoel Francisco Pedroso, que não vacilou em aumentar a sua contribuição, colocando o seu carro, gasolina e o seu trabalho, não aceitando, se lhe pagasse os gastos feitos, independente de outros donativos, já feitos e a fazer, se necessário for...” Em 23/11/57, foi eleito segundo-tesoureiro. Todavia, poucos meses depois, ele seria acometido por um câncer no intestino, que lhe faria padecer por mais de um ano. Pedia para ser operado pelo filho, Dr. Pedroso, mas este, ainda que com toda sua perícia, era desaconselhado por grandes médicos da Faculdade de Medicina de São Paulo, que anteviam a morte do pai na própria mesa de cirurgia em consequência dos problemas cardíacos que há tempos carregava. Manoel Francisco Pedroso desencarnou em Araçatuba-SP, em sua casa, na Rua Tiradentes, 92, no dia 23 de janeiro de 1959, às 21h, sendo sepultado no Cemitério da Saudade.
(Copiado de : http://www.universoespirita.org.br/catalogo/literatura/textos/ISMAEL%20GOBI/obras_de_vultosII/manoel_francisco_pedroso.htm ) |
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Manoel Francisco Pedroso Imagem copiada do livro Obra de Vultos, volume 2. |
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Dona Joaquina, esposa de Manoel Francisco Pedroso. |
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Centro Espírita Dr. Bezerra de Menezes. Araçatuba, SP. Foto de arquivo de Ismael Gobbo. |
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Santa Casa de Araçatuba. Imagem do acervo da Câmara Municipal de Araçatuba.
“... Na Santa Casa, onde mais tarde seu filho foi diretor e provedor, é considerado benemérito da capela, muito ajudando na sua construção...” Leia o texto da biografia de Manoel Francisco Pedroso nesta postagem de autoria de Maria Cecília Bertoletti Pedroso.
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O sempre lotado Centro Espírita “Amor e Caridade de Birigui, SP, fundado por Dona Linda Dias de Almeida e seu esposo João Dias de Almeida aos . Foto do acervo do Centro Espírita “Amor e Caridade”, Birigui, SP. O Sr. Manoel Francisco Pedroso foi freqüentador do CEAC desde a década de 1940.
Leia biografia de João Dias de Almeida Leia biografia de Dona Linda Dias de Almeida |
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Luís Parigot de Sousa (1894 – 1947) |
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Luís Parigot de Sousa (Curitiba, 21 de janeiro de 1894 — Curitiba, 3 de abril de 1947) foi um médico e médium espírita brasileiro. Muito atuante no movimento espírita, particularmente no seu Estado, notabilizou-se como divulgador da Doutrina Espírita em todo o sul do país. Foi um extraordinário médium de efeitos físicos, possibilitando pesquisas sérias nesse setor do psiquismo. Demonstrou particular curiosidade pelo Espiritismo, após assistir a uma reunião na Federação Espírita do Estado do Paraná. A sua mediunidade foi observada por vários cientistas e pela Sociedade Paulista de Medicina e Cirurgia, possibilitou ainda a comunicação, por voz direta, de vários espíritos, em vários idiomas, com a presença de pessoas das respectivas nacionalidades.
(Copiado de https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Parigot_de_Sousa) |
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Vista geral de Curitiba em 1900. Imagem/fonto: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Curitiba-view.jpg |
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Prédio antigo da Federação Espírita do Paraná. Curitiba, PR. |
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Deolindo Amorim (23-01-1908- 24-04-1989) |
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Prece de Cáritas |
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Deus, nosso Pai, que sois todo poder e bondade, daí forças aqueles que passam pela provação, daí luz àqueles que procuram a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade! Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso. Pai! Daí ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai. Senhor! Que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes. Piedade, Senhor, para aquelas que Vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem. Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé! Deus! Um raio, uma centelha do Vosso amor pode iluminar a terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. Um só coração, um só pensamento subirá até Vós como um grito de reconhecimento e de amor. Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh! Bondade, oh! Beleza, oh! Perfeição, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa misericórdia. Deus, daí-nos força, ajudai o nosso progresso, a fim de subirmos até Vós; daí-nos a caridade pura, a humildade; daí-nos a fé e a razão, daí-nos a simplicidade, que fará de nossas almas o espelho onde se há de refletir a Vossa Divina Imagem! Que assim seja!
Confira o Áudio: https://radioriodejaneiro.digital/oracao/prece-de-charitas-emissora-da-fraternidade/#.YaUik1Bv_IU
(Copiado de https://radioriodejaneiro.digital/oracao/prece-de-charitas-emissora-da-fraternidade/#.YaUik1Bv_IU) |
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Santa Irene de Tessalônica. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Irene_of_Thessaloniki.jpg
Segundo consta da Revista Espírita 1862, pags. 84/85, 3ª. Edição, FEB, o espírito que assina Cárita, ou Cáritas, declinou ter sido Santa Irene. Santa Irene foi martirizada em Tessalônica à época do imperador Diocleciano, grande perseguidor dos cristãos. Também suas irmãs Ágape e Quiônia pereceram pelo mesmo motivo: não renunciaram à fé no Cristo.
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O martírio de Santa Irene. Óleo sobre tela de Carlo Francesco Nuvolone. Museu do Louvre, Paris, França. Santa Irene é relacionada a Cárita, martirizada à época do imperador Diocleciano. Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:CF_Nuvolone_Martirio_de_Santa_Irene_Louvre.jpg
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Restos arqueológicos da cidade antiga. Ao fundo o Arco de Galério. Tessalônica, Grécia. Foto Ismael Gobbo. Na cidade de Tessalônica foram martirizadas as três cristãs irmãs: Irene, Ágape e Quiônia. |
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Busto do imperador Diocleciano Imagem/fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Diocletian_Bueste.JPG |
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Jesus e o precursor |
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Livro Boa Nova, pelo espírito Humberto de Campos/Irmão X Psicografia Francisco Cândido Xavier FEB
Após a famosa apresentação de Jesus aos doutores do Templo de Jerusalém, Maria recebeu a visita de Isabel e de seu filho, em sua casinha pobre de Nazaré. Depois das saudações habituais, do desdobramento dos assuntos familiares, as duas primas entraram a falar de ambas as crianças, cujo nascimento fora antecipado por acontecimentos singulares e cercado de estranhas circunstâncias. Enquanto o patriarca José atendia às últimas necessidades diárias de sua oficina humilde, entretinham-se as duas em curiosa palestra, trocando carinhosamente as mais ternas confidências maternais. O que me espanta – dizia Isabel com caricioso sorriso – é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade. Não raro, procuro-o inutilmente em casa, para encontrá-lo, quase sempre, entre as figueiras bravas, ou caminhando ao longo das estradas adustas, como se a pequena fronte estivesse dominada por graves pensamentos. Essas crianças, a meu ver – respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos –, trazem para a Humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores... Fala de sua comunhão com Deus com uma eloquência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, contentemente, ando a cismar, em relação ao seu destino. Apesar de todos os valores da crença – murmurou Isabel, convicta –, nós, as mães, temos sempre o espírito abalado por injustificáveis receios. Como se se deixasse empolgar por amorosos temores, Maria continuou: – Ainda há alguns dias, estivemos em Jerusalém, nas comemorações costumeiras, e a facilidade de argumentação com que Jesus elucidava os problemas, que lhe eram apresentados pelos orientadores do templo, nos deixou a todos receosos e perplexos. Sua ciência não pode ser deste mundo: vem de Deus, que certamente se manifesta por seus lábios amigos de pureza. Notando-lhe as respostas, Eleazar chamou a José, em particular, e o advertiu de que o menino parece haver nascido para a perdição de muitos poderosos em Israel. Com a prima a lhe escutar atentamente a palavra, Maria prosseguiu, de olhos úmidos, após ligeira pausa: – Ciente desse aviso, procurei Eleazar, a fim de interceder por Jesus, junto de suas valiosas relações com as autoridades do templo. Pensei na sua infância desprotegida e receio pelo seu futuro. Eleazar prometeu interessar-se pela sua sorte; todavia, de regresso a Nazaré, experimentei singular multiplicação dos meus temores. Conversei com José, mais detidamente, acerca do pequeno, preocupada com o seu preparo conveniente para a vida!... Entretanto, no dia que se seguiu às nossas íntimas confabulações, Jesus se aproximou de mim, pela manhã, e me interpelou: “Mãe, que queres tu de mim? Acaso não tenho testemunhado a minha comunhão com o Pai que está no Céu!” Altamente surpreendida com a sua pergunta, respondi-lhe, hesitante: Tenho cuidado por ti, meu filho! Reconheço que necessitas de um preparo melhor para a vida... Mas, como se estivesse em pleno conhecimento do que se passava em meu íntimo, ponderou ele: “Mãe, toda preparação útil e generosa no mundo é preciosa; entretanto, eu já estou com Deus. Meu Pai, porém, deseja de nós toda a exemplificação que seja boa e eu escolherei, desse modo, a escola melhor”. No mesmo dia, embora soubesse das belas promessas que os doutores do templo fizeram na sua presença a seu respeito, Jesus aproximou-se de José e lhe pediu, com humildade, o admitisse em seus trabalhos. Desde então, como se nos quisesse ensinar que a melhor escola para Deus é a do lar e a do esforço próprio – concluiu a palavra materna com singeleza —, ele aperfeiçoa as madeiras da oficina, empunha o martelo e a enxó, enchendo a casa de ânimo, com a sua doce alegria! Isabel lhe escutava atenta a narrativa, e, depois de outras pequenas considerações materiais, ambas observaram que as primeiras sombras da noite desciam na paisagem, acinzentando o céu sem nuvens. A carpintaria já estava fechada e José buscava a serenidade do interior doméstico para o repouso. As duas mães se entreolharam, inquietas, e perguntavam a si próprias para onde teriam ido as duas crianças. * Nazaré, com a sua paisagem, das mais belas de toda a Galileia, é talvez o mais formoso recanto da Palestina. Suas ruas humildes e pedregosas, suas casas pequeninas, suas lojas singulares se agrupam numa ampla concavidade em cima das montanhas, ao norte do Esdrelon. Seus horizontes são estreitos e sem interesse; contudo, os que subam um pouco além, até onde se localizam as casinholas mais elevadas, encontrarão para o olhar assombrado as mais formosas perspectivas. O céu parece alongar-se, cobrindo o conjunto maravilhoso, numa dilatação infinita. Maria e Isabel avistaram seus filhos, lado a lado, sobre uma eminência banhada pelos derradeiros raios vespertinos. De longe, afigurou-se-lhes que os cabelos de Jesus esvoaçavam ao sopro caricioso das brisas do alto. Seu pequeno indicador mostrava a João as paisagens que se multiplicavam a distância, como um grande general que desse a conhecer as minudências dos seus planos a um soldado de confiança. Ante seus olhos surgiam as montanhas de Samaria, o cume de Magedo, as eminências de Gelboé, a figura esbelta do Tabor, onde, mais tarde, ficaria inesquecível o instante da Transfiguração, o vale do rio sagrado do Cristianismo, os cumes de Safed, o golfo de Khalfa, o elevado cenário do Pereu, num soberbo conjunto de montes e vales, ao lado das águas cristalinas. Quem poderia saber qual a conversação solitária que se travara entre ambos? Distanciados no tempo, devemos presumir que fosse, na Terra, a primeira combinação entre o amor e a verdade, para a conquista do mundo. Sabemos, porém, que, na manhã imediata, em partindo o precursor na carinhosa companhia de sua mãe, perguntou Isabel a Jesus, com gracioso interesse: – Não queres vir conosco? Ao que o pequeno carpinteiro de Nazaré respondeu, profeticamente, com inflexão de profunda bondade: “João partirá primeiro”. Transcorridos alguns anos, vamos encontrar o Batista na sua gloriosa tarefa de preparação do caminho à verdade, precedendo o trabalho divino do amor, que o mundo conheceria em Jesus-Cristo. João, de fato, partiu primeiro, a fim de executar as operações iniciais para grandiosa conquista. Vestido de peles e alimentando-se de mel selvagem, esclarecendo com energia e deixando-se degolar em testemunho à Verdade, ele precedeu a lição da misericórdia e da bondade. O Mestre dos mestres quis colocar a figura franca e áspera do seu profeta no limiar de seus gloriosos ensinos e, por isso, encontramos em João Batista um dos mais belos de todos os símbolos imortais do Cristianismo. Salomé representa a futilidade do mundo, Herodes e sua mulher o convencionalismo político e o interesse particular. João era a verdade, e a verdade, na sua tarefa de aperfeiçoamento, dilacera e magoa, deixando-se levar aos sacrifícios extremos. Como a dor que precede as poderosas manifestações da luz no íntimo dos corações, ela recebe o bloco de mármore bruto e lhe trabalha as asperezas para que a obra do amor surja, em sua pureza divina. João Batista foi a voz clamante do deserto. Operário da primeira hora, é ele o símbolo rude da verdade que arranca as mais fortes raízes do mundo, para que o reino de Deus prevaleça nos corações. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade do amor, a luta para que se desfaçam as sombras do caminho, João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer em si mesmo o santuário de sua realização com o Cristo. Foi por essa razão que dele disse Jesus: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior de todos”.
Do cap. 2 do livro Boa Nova, do Espírito de Humberto de Campos, obra psicografada pelo médium Chico Xavier.
(Texto copiado do site http://www.oconsolador.com.br/ano4/156/correiomediunico.html)
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Quadro Sagrada Família com são João menino. Óleo sobre tela por Bartolomé Esteban Murillo.Imagem/fonte: |
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Jesus aos doze anos encontrado entre os doutores do templo. James Tissot Fonte da imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus
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A cidade de Nazaré com o Monte Tabor ao fundo. Nazaré, Israel. Foto Ismael Gobbo. |
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A juventude de Jesus. Aquarela por James Tissot. Imagem/fonte:
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Vista da cidade de Nazaré, Israel, onde Jesus viveu a infância e juventude. Foto Ismael Gobbo. |
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Monte Tabor. Região da Galiléia, Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Vista panorâmica de cima do Monte Tabor. Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Igreja no topo do Monte Tabor em cujo interior há cenas da Transfiguração de Jesus. Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Cena do batismo de Jesus em detalhe da porta de ingresso da Basílica da Anunciação em Nazaré, Israel. Foto Ismael Gobbo |
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Jesus abençoa João Batista no deserto. Imagem/fonte: |
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Jesus ensino ao povo à beira-mar. Guache sobre grafite em papel tecido cinza. Obra de James Tissot. Imagem/fonte: |
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Amor Infinito O futuro genro |
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(Recebido em email de Leopoldo Zanardi [[email protected]]) |
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